O orgulho de Portugal
A presidência portuguesa da União Europeia dificilmente poderia ter mais sucesso. Isto significa que com determinação e vontade ainda somos capazes de surpreender o mundo
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Nesta, que foi a última presidência portuguesa da União Europeia, a tarefa do Governo português era particularmente espinhosa: deveria aprovar um Tratado, que a avaliar pela posição de polacos, ingleses e outros parecia, senão impossível, pelo menos muito difícil; propunha-se organizar uma cimeira com África, onde o problema do Zimbabwe era apenas a ponta do icebergue e ainda uma cimeira com o Brasil, uma com a China e uma com a Índia. Simbolicamente, Portugal voltava aos destinos que dele fizeram uma nação decisiva há 500 anos.
Contra todas as expectativas, não só a presidência portuguesa se saiu bem de todas as iniciativas, como conseguiu surpreender pelo rigor com que as organizou.
Como muitos afirmam, é cedo para avaliar o real impacto destas iniciativas. Porém, à presidência exigia-se que congregasse esforços, quebrasse o gelo ou articulasse vontades. E nesse aspecto, José Sócrates, Luís Amado e todos os que colaboraram para o sucesso da presidência (sem esquecer Durão Barroso) merecem o nosso reconhecimento.
O Expresso, com a mesma frontalidade com que os critica, manifesta-lhes o orgulho que sentiu no papel de Portugal na Europa e no mundo nestes últimos seis meses.
Fonte: Expresso, 15 de Dezembro de 07
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Celso Guedes de Carvalho
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