Portugueses ainda vêem políticos como desonestos
Quase metade (48%) dos portugueses ainda encara os líderes políticos como desonestos e 42% consideram que cedem a pressões dos mais poderosos, segundo uma sondagem da Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF). Os professores, em contraponto, são a profissão que inspira mais confiança, conclui outro estudo elaborado por aquele instituto internacional.
Na sondagem, 41% dos 500 portugueses inquiridos pela TNS Euroteste afirmaram que os líderes políticos têm demasiado poder e responsabilidade, 40% disseram que têm um comportamento pouco ético e 35% que não são capazes nem competentes.
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Os resultados nacionais não se afastam da posição manifestada em média nos 17 países da Europa Ocidental inquiridos, onde metade crê que os políticos são desonestos. E é menos desfavorável do que a declarada por mais de 61 mil inquiridos em 60 países, onde 60% têm essa ideia depreciativa da classe.
Na Europa, 49% acha que os políticos têm demasiado poder e responsabilidades. Nos 60 países de todo o mundo são 52%. Na Europa, 46%, e no resto do Mundo 48%, dizem que a classe cede a pressões dos mais poderosos. Já 38% dos europeus inquiridos acreditam que os políticos têm um comportamento pouco ético.
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No lado oposto estão os professores que, segundo outra sondagem, são a profissão em que os portugueses mais confiam e a quem dariam mais poder.
Os professores merecem, assim, a confiança de 42% dos portugueses, muito acima dos 24% que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20% que dão a sua confiança a jornalistas e dos 18% que acreditam nos líderes religiosos. Os políticos são, então, os que menos têm a confiança dos portugueses, com 7%.
Quanto à profissão a que dariam mais poder, os portugueses destacam os professores (32%), os intelectuais (28%) e os dirigentes militares e policiais (21%). Em último lugar (6%), estão as estrelas desportivas e de cinema.
Fonte: JN, 26 de Janeiro de 2008