Região quer estação-piloto para monitorizar alterações do mar
A Região Norte quer ter uma estação-piloto para monitorizar as alterações que se vão registando na costa atlântica. As mudanças nas correntes, na temperatura da água, os níveis de poluição são alguns dos indicadores que poderão ser medidos se o desafio lançado no terceiro encontro do "Porto Cidade Região", que reuniu nos últimos dois dias mais de uma centena de empresários, industriais, professores e políticos no Palácio da Bolsa, vier a ser concretizado.
As conclusões do encontro, promovido pela Universidade do Porto, vão ser aprofundadas e apresentadas a 9 de Abril, num documento que, segundo o vice-reitor para a Investigação, Jorge Gonçalves, representará "um compromisso da universidade e da região perante a sociedade". O trabalho será depois apresentado ao Governo.
O projecto para monitorizar é uma das iniciativas extraídas dos grupos que se debruçaram sobre diferentes temáticas (Ambiente, Energia e Sustentabilidade; Saúde; Mar; Educação/Formação; Conteúdos; Manufacturing). A ideia geral é criar um observatório com vários pontos de medição ao longo da costa portuguesa, mas o primeiro passo será instalar uma estação-piloto no Norte.
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Ao contrário das edições anteriores, o encontro de ontem e anteontem "surpreendeu" pela positiva. Aliás, a vontade de dar continuidade ao trabalho começado é, segundo Jorge Gonçalves, prova de que a região quer avançar. A universidade não esperava tamanha adesão dos participantes, até porque nos anos anteriores, ao segundo dia "o encontro estava esgotado", com as salas quase vazias.
"Sente-se que há pessoas dispostas a arriscar. Perdemos o medo, caímos e agora estamos prontos a levantarmo-nos. Aprendemos que esta paralisia não nos leva a lado nenhum", analisou o vice-reitor.
Desafios e projectos a concretizar:
Laboratórios móveis para as escolas
Dada a falta de laboratórios em algumas escolas, o grupo Educação/Formação do terceiro encontro do Porto Cidade Região lançou o desafio de criar estruturas móveis para instalar junto dos estabelecimentos de ensino, alargando a mais escolas o ensino experimental.
Transformar os museus em espaços pedagógicos
Ainda é uma ideia incipiente, mas poderá começar nos museus da Universidade do Porto. O objectivo é dotá-los de tecnologia para os transformar em espaços pedagógicos e lúdicos em que os estudantes possam complementar as matérias leccionadas.
Reforço e alargamento da Universidade Júnior
O programa que durante o Verão dá a conhecer a centenas de crianças e jovens o mundo do ensino superior deverá ser reforçado e alargado a áreas mais carenciadas à volta do Porto.
Campanha pela Educação
Mostrar que a escola vale a pena, atribuindo mais valor ao papel do conhecimento, será o objectivo de uma campanha a lançar na região, ainda que o problema seja nacional.
Tecnologia na indústria
A tecnologia de ponta terá de chegar à indústria em primeira-mão e a responsabilidade caberá às associações de profissionais.
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Celso Guedes de Carvalho
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