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discussão e partilha de opiniões sobre política. by Celso Guedes de Carvalho
"Renato Sampaio é caixa de ressonância do governo"

O candidato a presidente da distrital do Porto do PS Pedro Baptista acusou esta quinta-feira o actual titular, Renato Sampaio, de ser uma "caixa de ressonância" do Governo.

 

"O PS/Porto está completamente passivo. O líder distrital não tem passado de uma caixa de ressonância do poder central", disse Pedro Baptista, em conferência de imprensa de apresentação da sua declaração de candidatura.

 

O candidato afirmou que o PS/Porto "deve ter uma situação de solidariedade" com o Governo socialista, mas também deve assumir posições próprias, ainda que diferentes das do poder central.

 

"É caricato que tenham passado dois anos e só hoje se tenha falado no Parlamento da situação social no distrito do Porto", frisou.

 

Para Pedro Baptista, os problemas sociais que o distrito do Porto atravessa, com a mais alta taxa de desemprego do país, teriam de ser combatidos através de uma política regional.

 

"Enquanto não houver regionalização não há políticas regionais", defendeu, salientando que a disciplina de voto está a tirar capacidade aos deputados para defenderem os interesses do seu distrito.

 

Pedro Baptista manifestou-se contra a posição da direcção nacional do PS de remeter para a próxima legislatura a realização de um novo referendo sobre a regionalização.

 

O candidato defendeu que seja feita a regionalização ainda na actual legislatura, com revisão da Constituição e sem recurso a referendo.

 

"Seria o quarto referendo inválido", justificou, afirmando que mais uma vez a abstenção seria superior a 50 por cento, pelo que a regionalização não poderia ser feita, mesmo que o "Sim" ganhasse.

 

Cerca de 40 militantes, entre os quais o presidente da concelhia do Porto do PS, Orlando Soares Gaspar, estiveram no Café Guarani a assistir à apresentação da candidatura de Pedro Baptista.

 

O candidato reafirmou que tem o apoio de Narciso Miranda, mas o ex-líder distrital e antigo presidente da Câmara de Matosinhos ainda não tinha chegado ao "Guarani" quando a conferência de imprensa terminou.

 

Fonte: LUSA, 31 de Janeiro de 2008

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