PS/Gaia desvaloriza demissão de autarcas locais, alguns com responsabilidade
O núcleo de Gulpilhares do Partido Socialista perdeu alguns militantes, entre os quais o presidente da estrutura e o presidente da junta de freguesia. O líder concelhio do PS - e recandidato - classifica a situação como irrelevante.
Lucia Pereira
Diversos militantes do núcleo de Gulpilhares, Vila Nova de Gaia, demitiram-se recentemente do partido, designadamente o presidente do núcleo, Valentim machado, e o presidente da Junta de Freguesia, Alcino Lopes. Trata-se de um três autarcas dissidentes do partido na sequência da violação da orientação de voto do partido aquando da primeira votação da venda dos créditos da EDP, na Assembleia Municipal.
O presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Vila de Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, classificou a demissão dos militantes de Gulpilhares como “irrelevante”. O líder socialista disse ainda que a situação não o surpreendeu. “O caso das rendas da EDP foi um pretexto. Esta demissão é o corolário de um processo de aproximação [ao executivo camarário], que já se vinha espoletando há algum tempo”, declarou o líder do PS/Gaia, o único candidato às eleições para a liderança da secção concelhia, marcadas para o próximo dia 5 de Abril.
“É uma situação sempre desagradável, mas prefiro que assumam em vez de andarem numa situação de jogo duplo”, acrescentou Eduardo Vítor Rodrigues. “O presidente da Junta de Gulpilhares usou o PS para promoção pessoal e quando entendeu o partido”, disse, ressalvando que este caso significa a divisão, nem o enfraquecimento do partido. Alcino Lopes junta-se a Rogério Tavares, presidente da Junta de Grijó, que também já entregou o cartão do partido.
“Estes casos só abalariam o partido se representassem algo de importante em termos internos e não representam. Não conseguiram uma candidatura contra mim e os militantes repudiam esta atitude miserável”, concluiu Eduardo Vítor Rodrigues, que hoje se vai reunir com o núcleo do PS de Gulpilhares para preparar as eleições locais.
O JANEIRO tentou contactar os socialistas demissionários, mas as diversas tentativas foram infrutíferas.
Fonte: O Primeiro de Janeiro, 18 de Março de 2008