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discussão e partilha de opiniões sobre política. by Celso Guedes de Carvalho
Governo não cede no Metro

O Governo não cede às exigências da Junta Metropolitana do Porto (JMP) para a Metro. Os autarcas vão ficar afastados do Conselho de Administração da empresa e a construção de novas ligações só avança no primeiro semestre de 2009, em concurso único. Na resposta do ministro das Obras Públicas fica claro que a ligação a Rio Tinto (Gondomar) terá de esperar pelas restantes e que a da Boavista poderá ser substituída pela linha Senhora da Hora/Hospital de S. João. O PS/Porto aplaude a possibilidade. O PSD/Porto reclama a demissão de Mário Lino.

 

No documento a que o JN teve acesso, o Governo compromete-se a executar a extensão a Laborim (Gaia), a ligação à Venda Nova (Rio Tinto, Gondomar) e a linha directa de Campanhã a Gondomar. Sobre isto não há dúvidas. Já a linha da Boavista surge como alternativa à ligação Senhora da Hora/Hospital de S. João (via S. Mamede de Infesta). Só está previsto executar uma das duas e a decisão depende de um estudo comparativo.

 

A linha da Trofa também é para avançar, mas falta saber se em via única ou dupla. O Ministério das Obras Públicas diz que é preciso estudar para ver se se justifica gastar mais 27 milhões de euros na duplicação do troço.

A propósito dos atrasos na linha da Trofa, o líder do PS/Porto, Renato Sampaio, lamentou que não tenha entrado na primeira fase e defendeu, como posição inequívoca da Distrital, e tal como o PSD, que "deve ser em linha dupla". Aliás, o JN sabe que, numa reunião recente com as concelhias do PS, comprometeu-se a tentar que aquela linha ainda avançasse antes de 2009. O mesmo reclama o líder do PS/Gondomar, Arménio Martins, que aplaude a decisão de avançar com a ligação directa Campanhã/Gondomar, mas exige do Governo que a linha de Rio Tinto avance antes de 2009.

Na resposta aos autarcas, o Ministério das Obras Públicas argumenta que o facto da opção Senhora da Hora/S. João "servir zonas habitacionais densamente povoadas indicia que a procura captável para o sistema do metro será, neste caso, potencialmente superior à estimada para a linha da Boavista". O PS/Porto é claro nesta matéria Renato Sampaio defende a linha Senhora da Hora/S. João e diz que a da Boavista "não faz qualquer sentido".

 

As mudanças na estrutura accionista da Metro do Porto são as únicas alterações que reúnem consenso, com o Estado a deter 60% do capital social da empresa e a Junta 40%.

 

Já o modelo de governo da sociedade não agrada aos autarcas. O Governo não quer os presidentes de câmara no Conselho de Administração, que deverá ser composto por cinco elementos, dois dos quais técnicos a indicar pela JMP. As mudanças, defende o ministro, devem acontecer até ao próximo mês de Junho. Para "evitar a confusão de funções e potenciar a transparência e a gestão eficiente", Mário Lino remete a participação dos autarcas para o Conselho Estratégico, futuro órgão de discussão das questões ligadas à expansão da rede. A Junta já considerou que esse lugar é pouco honroso. 

 

Fonte: JN, 4 de Abril de 2008

Posted: sexta-feira, 4 de Abril de 2008 7:20 por celso

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