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portugal en passant

Os números relativos ao desemprego crescem sem parar em Portugal. No primeiro trimestre de 2012 foram quase 50000 mil portugueses que ficaram sem emprego. Há regiões como o Algarve onde o desemprego atinge os 20% ou seja um em cada cinco habitantes em idade activa está sem trabalho. Na região de Lisboa a taxa ronda os 16,5 %. Mas o desemprego real será muito maior que os números agora publicados, tendo em conta os critérios restritivos utilizados pelas entidades oficiais e o facto de não serem contabilizam como tal os inscritos nos centros de emprego mas a frequentar cursos de formação profissional. O número de desempregados ultrapassa seguramente mais de um milhão em Portugal.

Particularmente gritante foi a subida da taxa de desemprego entre os jovens agora estimada em 36,2%. São os números oficiais. No entanto é preciso não esquecer que muitos já deixaram de procurar emprego e preferiram emigrar. No primeiro trimestre do ano 57000 jovens em idade activa e com menos de 34 anos abandonaram o país. É a maior redução de população desde há quarenta anos.

Diante deste cenário de catástrofe o Primeiro-ministro Passos Coelho limita-se a declarar que o desemprego é uma oportunidade apontando aos jovens as virtudes da emigração.

Não param também de aumentar a entregas de casas à banca por parte das famílias que não as conseguem pagar. Nos primeiros três meses deste ano, foram entregues 2300 imóveis, tanto por famílias como por promotores imobiliários, em resultado do incumprimento nos créditos à habitação e à construção. Um juiz de Portalegre, numa decisão inédita em Portugal, decretou que a entrega da casa liquida a dívida. Esta decisão promete agora ajudar a mudar a relação dos clientes com os bancos e a diminuir a desgraça que é perder a casa, o empréstimo e tudo.

Na saúde as restrições também já se observam em termos de resultados. A Health Consumer Powerhouse, uma organização sueca independente que compara os sistemas de saúde de vários países coloca o Sistema Nacional de Saúde português em 25º lugar, quatro posições abaixo do lugar ocupado em 2009. Atrás de Portugal só os antigos países do Bloco de Leste, a Sérvia e a Eslováquia. O relatório afirma que a degradação do sistema de saúde português está relacionada com a crise financeira.

Dentro de dias a Troika voltará a Lisboa para fazer mais uma avaliação da intervenção que começou há um ano. A devastação não poderia ser maior.

Com esta crónica se inicia a nossa colaboração quinzenal na coluna «Portugal en passant» dum jornal de Bagnoles de l’Orne em França. Agradecemos a oportunidade que nos foi dada de falar de Portugal lá fora, neste caso em França. Associamo-nos também com esta colaboração regular ao apelo do senhor Presidente da República feito no passado dia 25de Abril exortando os portugueses a falarem no estrangeiro do nosso país. É claro que não vou falar de chips, nem de cartões pré-pagos, nem tão pouco da via verde. «Portugal en passant» vai falar do que realmente se passa em Portugal e interessa a quem está longe.

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não presta mesmo-le chien battu no pingo doce

Ouvi a entrevista do dono da Jerónimo Martins à SIC. Não presta mesmo. Não quero ser un chien battu.

no Pingo Doce o 1º de Maio foi diferente

Como o senhor presidente da república quer que se venda a imagem de Portugal deixo aqui um texto que recebi por email e que ilustra bem o estado do país. O primeiro de Maio é feriado oficial mas em Portugal uma cadeia de supermercados resolveu além de chantagear os trabalhadores obrigando-os a trabalhar fazer também uma campanha degradante que colocou Portugal na imprensa internacional pelos piores motivos. Não há lei, não há feriados, não há ASAE, não há reguladores, não há nada nem ninguém que dê decencia ao pais. .

ROUBEI NO PINGO DOCE

No 1º de Maio aproveitei o bodo aos pobres e fui almoçar ao Pingo Doce. Tem que se fazer pela vida e eu estou desempregado. Aquilo era uma fila do caraças. Custou a entrar. Mas depois atirei-me às prateleiras. Comecei logo naquela das sandes e vai disto. Uma sandes de queijo mozzarella e tomate que eu cá não sou vegan mas aprecio aquele tipo de comida.

Era fácil gamar. Aquilo estava mesmo à cunha e o pessoal todo num fussanga de comprar. Ninguém percebeu que também havia gente por ali como eu, a roubar. Depois da sandes tinha de marchar uma bejeca. Fui sacar uma Carlesberg que não bebo disto todos os dias. A lata deixei-a vazia na prateleira do papel higiénico que ainda não estava devassada e toca de dar mais uma voltinha.

Vi depois uns chocolates que eram uma loucura e toca de enfiar um no bucho. Discretamente claro. Mas não havia problema. Os seguranças estavam de roda de uma confusão que se gerou lá com uns ciganos e a criançada. Ainda abafaram uma carteira a um gaijo que só deu por isso na caixa e não conseguiu pagar os dois carrinhos que enchera e mais pareciam torres de pizza. Uma gritaria que ainda excitou mais os compradores.

Não valia a pena roubar para trazer cá para fora. Uma pobre ainda tentou mas as campainhas tocaram e quilou-se. Não, aquilo não dava para roubar, era só para almoçar à borla. A massa dentro do supermercado tinha aumentado de tal forma que quase não se podia respirar. Na bicha do talho estavam para cima de duzentas pessoas. Dei mais uma volta pela frutaria e atirei-me a um cacho de uvas. Maravilha. Era mesmo para encher a pança.

O que me estava mesmo a calhar era mais uma bejeca. E cá vai disto. Nova volta pela prateleira respectiva que já estava mais descomposta. Só um gajo à minha frente conseguiu meter dúzias e dúzias de cervejas num carrinho que mal conseguia arrastar. Bebi atrás de uma coluna e depois toca de ir buscar mais umas sandes. E mesmo ao lado estavam aqueles pacotes de sumo de fruta que eles dizem que é só laranja ou só ananás mas eu acho que aquilo está cheio de químicos. Mas um dia não são dias e provei ananás, laranja e maça. Foram três. Depois mandei-me a uma lata de paté.

Pensei cá comigo. Agora o que ia mesmo a calhar era um docinho. Toca de roubar um queque. Esfrangalhei o pacote e saquei um. O resto ficou lá. Mas não se preocupem que ninguém deu por nada. A malta sacava para os carrinhos e atirava para o chão. Ainda ia escorregando na porcaria de uns ovos que um sujeito empilhou e se estatelaram todos no chão. Aliás chão já não era muito. A quantidade de mercadoria estragada e de lixo espalhado era demais.

Bem mas eu estava ali para almoçar e marchei para as compotas. Abri um frasco e foi mesmo com o dedo que me alambazei. O resto ficou no frasco rolhado mas por meio que voltei a colocar na prateleira. Não sei se alguém o levou mas se levou até foi justo. Estava por metade do preço e por metade do conteúdo. Tive de ir até à prateleira dos papéis pois precisava com urgência de limpar as mãos e a boca a um guardanapo. Porra. Já tinham levado tudo. Não me atrapalhei e foi mesmo com um rolo de papel higiénico que saquei de uma daquelas embalagens de doze da Renova com uns desenhos foleiros e que são supercaros.

Achei que o meu bandulho ainda iria aguentar mais umas sandes e toca de experimentar as de presunto e queijo fresco de cabra. Não são más. Um dia não são dias e tinha de aproveitar. Depois mandei-me a mais uma lata de paté.

Estava cheio mas não me sai da cabeça a prateleira das bebidas. Olhei à volta. A maralha era só arrecadar. De vez em quanto soavam as campainhas, corriam os seguranças e protestavam os que já estavam há duas horas na fila para pagar. Grandes otários. Comigo é que ninguém se importava. Fui mesmo à Vodka Smirnof. Uma garrafa linda que desenrosquei e meti á boca dando meia dúzia de goles. É pá agora é que estraguei a festa. Foi só sacar mais uma tablete do delicioso chocolate suíço marca branca Pingo Doce. Foi uma estratégia a ver se o álcool não batia. O meu médico diz que se deve comer doces quando se bebe. Mas deve ser quando se bebe pouco.

Tinha que sair dali. Não me estava a sentir bem. Desloquei-me até ao segurança e disse que estava com um ataque de pânico. O tipo pôs-me dali para fora num instante. Saí no preciso momento em que anunciaram que aquilo ia fechar. A malta que estava há horas para entrar não gostou e armou tal alvoroço que a bófia chamou reforços.

Foi depois disto tudo que marchei para casa. Foi bué da fixe. Para o ano quero mais.

José da Malta.

 

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Viva o 1º de Maio

Nestes tempos em que os pobres pagam com o seu dinheiro e com sacrifícios os prejuízos dos ricos. Os prejuízos da especulação desses ricos que nos jogos financeiros foram trocando entre si papéis e créditos (que nunca existiram enquanto dinheiro real) apenas tão só com a mira do lucro desenfreado. Como aconteceu aqui com o BCP e por esse mundo fora com tantos bancos.

Nestes tempos em que é o dinheiro real, o dinheiro dos pobres, das suas reformas, dos seus sistemas de protecção social, dos seus serviços públicos, dos seus salários, o dinheiro que o trabalho e a terra produziram que está a ser sugado para cobrir as dívidas desses especuladores do dinheiro inventado.

Nestes tempos em que os políticos assinam por baixo e autorizam este roubo, escudados numa legitimidade que dizem democrática mas que de democracia cada vez tem menos.

Acaso votaram os eleitores na destruição do seu poder de compra, na destruição do serviços de saúde, na destruição dos serviços públicos, na perda de direitos que julgavam para sempre adquiridos?

Nestes tempos em que se salvam os especuladores e se perdem as pessoas e os seus direitos.

Nestes tempos mais que nunca é a hora de sair à rua e resistir.

                                       VIVA O 1º DE MAIO.     

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Attachment(s): maiomanif 021.jpg

tenho saudades, sabes?

Tenho saudades, sabes?

Um desejo de te ver

São as portas que tu abres

No mais fundo do meu ser.

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Attachment(s): paredao 023.jpg

junta-te à Greve Geral

Desta vez não vais ficar

A dizer que isto vai mal

Sais para a rua, vens lutar

Juntas-te à Greve Geral.

(recebi este verso por telemovel. Agora com as mensagens gratis em quase todas as operadoras não custa nada lembrar aos amigos a necessidade de fazer uma greve geral combativa e forte. Eu mandei a quadra aos meus contactos. Faz o mesmo) 

  

 

apertão faz desmaiar passageira e provoca interrupção da Linha Verde

Uma mulher desmaiou hoje no interior de uma carruagem do metro na Linha Verde provocando a interrupção da circulação em ambos os sentidos durante quase meia hora. O incidente ocorreu cerca das 17.55 tendo o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) demorado mais de vinte minutos a chegar ao local.

Desde que o Metro de Lisboa decidiu reduzir para três o número de carruagens nas composições em circulação nesta linha os incidentes não tem deixado de se suceder.

Os passageiros viajam agora verdadeiramente apinhados e empurram-se desesperadamente para tentar entrar em carruagens com a lotação largamente excedida. Nas estações da Alameda e Baixa-Chiado as composições chegam a estar mais de um minuto a tentar fechar as portas para poderem depois arrancar. E mesmo assim muitos passageiros ficam sem conseguir entrar e tem que aguardar pela composição seguinte que chega invariavelmente no mesmo estado.

 Há relatos de vários incidentes desde quedas de passageiros nas plataformas quando correm para apanhar o metro que agora mais parece um centímetro e para num extremo da plataforma até situações de mal-estar súbito como aquela que hoje aconteceu.  

Tornou-se praticamente impossível entrar ou sair nas estações de Arroios, Intendente e Martim Moniz. A Linha Verde liga Telheiras ao Cais Sodré e passa pelos maiores interfaces urbanos da cidade como são a Baixa-Chiado, o Campo Grande e o Cais Sodré sendo utilizada por milhares de utentes.

As reclamações têm caído abundantemente nas relações públicas do Metro de Lisboa e existe uma petição a circular na net pedindo ao Metro de Lisboa que reveja a situação das três carruagens na Linha Verde. Estão em causa o direito à mobilidade, o conforto dos passageiros e o risco em que o excesso de lotação coloca os passageiros.

 No entanto o Metro de Lisboa limita-se a responder que faz uma gestão racional da circulação de passageiros numa das mais descaradas mentiras que nos foi dado ler e que aparece na carta tipo com que responde a todas as reclamações sobre o assunto assinada por um tal M. Pereira de Figueiredo que seguramente não utiliza esta Linha Verde ou então não tem vergonha na cara.

Para que não restem dúvidas ficam as fotografias que se anexam a este artigo. A que mostra o socorro à vitima encontra-se algo desfocada porque um dos funcionários do Metro de Lisboa importunou o repórter quando a recolhia. A outra que mostra como as carruagens partem apinhadas foi colhida há dias na Estação da Baixa Chiado.

Alguns turistas com quem trocamos impressões hoje na Alameda durante o incidente mostravam-se chocados com o atraso no socorro e a situação terceiro mundista em que o Metro de Lisboa coloca os seus passageiros.  

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Attachment(s): Metro2.jpg

solidariedade com João Falcão Machado

Esta manhã, o activista da Plataforma 15 de Outubro, João Falcão-Machado, foi constituído arguido pela Polícia de Segurança Pública por alegado crime de desobediência civil.

Justifica aquela força policial que, tendo João Falcão-Machado sido um dos promotores oficiais da manifestação do passado dia 24 de Novembro de 2011, dia em que ocorreu a mais participada e combativa Greve Geral Nacional das últimas três décadas, que esfrangalhou por completo a pretensa legitimidade eleitoral, quer do governo de traição PSD/CDS, quer do presidente pedinte Cavaco Silva, permitiu que a dita se tenha realizado ao arrepio da lei vigente, já que tais manifestações, aos dias de semana, só podem ocorrer a partir das 19 horas e esta terá tido início às 15!

Tentando recriar uma prática fascista do regime de Salazar de DIVIDIR PARA REINAR, espera esta justiça isolar um activista que luta pela liberdade e pela democracia e fazer dele um caso exemplar na política de medo e terror que pretende criar para melhor poder executar as medidas terroristas e fascistas que, a mando da tróica germano-imperialista, quer impor aos trabalhadores e ao povo português.

E isto sucede precisamente na proximidade de uma nova greve geral nacional.

Desenganem-se! Este é um caso que deve constituir a pedra de toque que distingue quem verdadeiramente defende os valores da liberdade e da democracia daqueles que, afirmando em palavras defender esses valores, nos actos, por acção ou omissão, de facto não se cansam de os atacar.

Torna-se inevitável uma ampla mobilização, antes do mais de todos os trabalhadores e elementos do povo que nesse dia, à mesma hora, integraram as manifestações da CGTP/Intersindical e da Plataforma 15O, para denunciarem sem hesitações a perseguição fascista de que este activista está a ser alvo.

E, na eventualidade deste caso chegar a Tribunal, transformar esse espaço numa tribuna de luta contra as medidas terroristas e fascistas deste governo de serventuários. Impõe-se reforçar ainda mais a frente de luta que leve ao isolamento deste governo, do seu regime e das polícias e justiça que o amparam.

A avaliar pelo silêncio ensurdecedor do Tribunal Constitucional que deixou passar impunes as ilegalidades e inconstitucionalidades de que enferma a Lei do Orçamento de Estado para 2012, de que se destaca o roubo e o confisco dos salários dos trabalhadores, não há que ter ilusões nesta justiça burguesa.

Este não pode ser um caso em que o silêncio dos justos venha a matar inocentes!

Que a greve geral de 22 de Março e as manifestações previstas para esse dia constituam um passo decisivo para o derrubamento deste governo de traição nacional!

http://lutapopularonline.blogspot.com/2012/03/que-o-silencio-dos-justos-nao-mate.html

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montemor tem um castelo... decima à moda do Alentejo

Montemor tem um castelo

Um lindo casario branco

Que se estende como um manto

Num conjunto muito belo

Riscado de azul singelo

E de amarelo-torrado

Tem um povo muito honrado

Que da terra tira o pão

E ama tanto este chão

Que por si foi conquistado.

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Attachment(s): Cópia de IMGP4468.JPG

talvez a queda nos atendimentos de urgência explique o aumento de mortalidade

Como anda muita gente a tentar explicar o aumento da mortalidade dos portugueses em Fevereiro eu deixo aqui uma pista. O gráfico com a brutal queda da procura de atendimentos de urgência publicado pela DGS (Direção Geral de Saúde).

Eu não digo que tem só a ver com o aumento dos preços a brutal queda observada. É bom não esquecer que houve também uma brutal redução da oferta com um encurtamento drástico dos horários das urgências em Centros de Saúde, encerramento de SAP, Catus etc. etc. etc.

O ministro diz que vai estudar o assunto. Que atente então no gráfico publicado pela DGS. Palavras para quê?  

Link para o gráfico.

http://ssesp.dgs.pt/ZedGraphImages/ObjectoZEDGRAPHb5a12d07-0395-4d08-b71f-e15d8e160afc.png?20120310042300

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Attachment(s): CONSULTÁRIO.png

sardinha em lata na Linha Verde-envia esta foto ao Metro de Lisboa

Sardinha em lata no Linha Verde? Protesta envia esta fotografia ao Metro de Lisboa e a quem achares que pode fazer alguma coisa contra a vergonha das três carruagens.
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Attachment(s): sardinha_edited-1.jpg

contra as três carrugens na Linha Verde do Metro de Lisboa

 

O Metropolitano de Lisboa resolveu reduzir o tamanho das composições a circular na Linha Verde, que liga Telheiras ao Cais Sodré, a apenas três carruagens. Em resultado desta redução para metade do tamanho das composições os passageiros circulam agora como autenticas sardinhas em lata durante todo o dia. A Linha Verde é uma das linhas com maior procura ligando grandes interfaces suburbanos com são por exemplo o Campo Grande e o Cais Sodré

Às horas de ponta a situação é substancialmente agravada. Nem todos os passageiros conseguem entrar, os que entram por vezes tem dificuldade em sair e as composições ficam paradas às vezes minutos tentando fechar as portas sem o conseguirem. Muitos passageiros não conseguem embarcar e ficam à espera da próxima composição que chega invariavelmente apinhada. Há relatos de passageiros que se tem sentido mal nos apertões e de atropelamentos entre passageiros nos cais quando em correria se precipitam tentando entrar na última carruagem.

Trata-se de uma situação verdadeiramente vergonhosa que só tem facilitado a vida aos carteiristas. É do conhecimento público que os transportes têm lotações máximas definidas por razões de segurança. O Metro de Lisboa está a operar na Linha Verde com composições que arrancam com excesso de lotação fazendo perigar a segurança dos passageiros.

Daqui lanço um apelo à subscrição da petição online contra a redução da oferta e os comboios de três carruagens que pode ser assinada aqui

http://www.peticaopublica.com/PeticaoAssinar.aspx?pi=metro3c

Apelo também a que se façam chegar reclamações às relações públicas do Metro de Lisboa

relacoes.publicas@metrolisboa.pt

Ou que se exiga o livro de reclamações e se proteste (deve estar disponível em todas as estações mas parece que não está)

Na medida em que está a ser cometida uma ilegalidade uma vez que as composições partem com a lotação claramente excedida e a ser posta em causa a segurança dos passageiros sugiro que se dê conta disto ao Provedor de Justiça. O endereço é este:

provedor@provedor-jus.pt

DIVULGA A INICIATIVA AOS UTENTES DO METROPOLITANO DE LISBOA

JUNTOS VAMOS CONSEGUIR REVERTER ESTA VERGONHA

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meu bem, tu nunca me esqueces

Quem me dera ter-te aqui

Dar-te tudo que mereces

Sinto ternura por ti

Meu bem, tu nunca me esqueces.

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meu olhos, liquido destino de água

Se te via

Crescia em mim

O desejo

Como um rio.

 

Um destino de água

Que descia

A perder-se

No teu corpo

Afeito a amar.  

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o Carnaval ganhou o Passos perdeu

Mais de metade da população portuguesa parou para festejar o Carnaval. As localidades onde tradicionalmente se organizam corsos viram os visitantes aumentarem relativamente aos anos anteriores. Assim aconteceu por exemplo em Torres Vedras, Sesimbra e Loures.

A maioria das empresas privadas encerrou como faz todos os anos no Carnaval. Mais de dois terços das autarquias encerraram portas. Milhares de funcionários públicos faltaram também ao trabalho. Alguns porque meteram férias, outros porque adoeceram de folia e outros por não terem conseguido chegar aos locais de trabalho com os comboios em greve. A greve dos comboios, nos grandes centros urbanos, ajudou à festa facultando uma desculpa difícil de contornar. Obrigado maquinistas. Sempre achei que por trás do ar sisudo daqueles senhores, que conduzem milhares de toneladas pelos carris fora, existia um folião escondido.

A esmagadora maioria das escolas encerrou ou abriu portas apenas para deixar entrar o ar e enganar o ministério. Nem professores, nem alunos, nem funcionários. As repartições públicas que abriram portas ficaram na imensa maioria desertas e às moscas. Os tribunais não marcaram audiências.

Portanto senhor Passos Coelho antes de voltar a decidir barbaridades como aquela de querer tirar o Carnaval às pessoas pense duas vezes. É que as pessoas às vezes desobedecem. Sem grande estardalhaço. Sem gritar. Numa enorme e imensa resistência passiva.

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Attachment(s): carnaval.jpg
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