Esta manhã, o activista da Plataforma 15 de Outubro, João Falcão-Machado, foi constituído arguido pela Polícia de Segurança Pública por alegado crime de desobediência civil.
Justifica aquela força policial que, tendo João Falcão-Machado sido um dos promotores oficiais da manifestação do passado dia 24 de Novembro de 2011, dia em que ocorreu a mais participada e combativa Greve Geral Nacional das últimas três décadas, que esfrangalhou por completo a pretensa legitimidade eleitoral, quer do governo de traição PSD/CDS, quer do presidente pedinte Cavaco Silva, permitiu que a dita se tenha realizado ao arrepio da lei vigente, já que tais manifestações, aos dias de semana, só podem ocorrer a partir das 19 horas e esta terá tido início às 15!
Tentando recriar uma prática fascista do regime de Salazar de DIVIDIR PARA REINAR, espera esta justiça isolar um activista que luta pela liberdade e pela democracia e fazer dele um caso exemplar na política de medo e terror que pretende criar para melhor poder executar as medidas terroristas e fascistas que, a mando da tróica germano-imperialista, quer impor aos trabalhadores e ao povo português.
E isto sucede precisamente na proximidade de uma nova greve geral nacional.
Desenganem-se! Este é um caso que deve constituir a pedra de toque que distingue quem verdadeiramente defende os valores da liberdade e da democracia daqueles que, afirmando em palavras defender esses valores, nos actos, por acção ou omissão, de facto não se cansam de os atacar.
Torna-se inevitável uma ampla mobilização, antes do mais de todos os trabalhadores e elementos do povo que nesse dia, à mesma hora, integraram as manifestações da CGTP/Intersindical e da Plataforma 15O, para denunciarem sem hesitações a perseguição fascista de que este activista está a ser alvo.
E, na eventualidade deste caso chegar a Tribunal, transformar esse espaço numa tribuna de luta contra as medidas terroristas e fascistas deste governo de serventuários. Impõe-se reforçar ainda mais a frente de luta que leve ao isolamento deste governo, do seu regime e das polícias e justiça que o amparam.
A avaliar pelo silêncio ensurdecedor do Tribunal Constitucional que deixou passar impunes as ilegalidades e inconstitucionalidades de que enferma a Lei do Orçamento de Estado para 2012, de que se destaca o roubo e o confisco dos salários dos trabalhadores, não há que ter ilusões nesta justiça burguesa.
Este não pode ser um caso em que o silêncio dos justos venha a matar inocentes!
Que a greve geral de 22 de Março e as manifestações previstas para esse dia constituam um passo decisivo para o derrubamento deste governo de traição nacional!
http://lutapopularonline.blogspot.com/2012/03/que-o-silencio-dos-justos-nao-mate.html