SOL
da falta de estilo...

O estilo é uma dificuldade de expressão.

Mário Quintana (Caderno H)

                     

                                                                                         

Exprimir é dizer o que nos vai cá dentro, seja alma, seja pensamento, sejam certezas, incertezas, ansiedades ou coisas banais da vida…

É ser capaz de dizer, por palavras, gestos ou actos, dos sentires mais ténues aos mais complexos, ser capaz de fazer ver, a quem nos rodeia, o quanto nos apraz a sua companhia ou sermos capazes de manifestar a nossa autonomia e independência.

Exprimir é dar aos outros a ideia dos nossos gritos de AMOR, de SAUDADE, dos nossos gestos de AFECTO, é às vezes carpir mágoas em sossego, é dizer sem palavras e sem gestos…

É, também, dizer-te ‘não quero’, com olhos de desejar… é pôr nas mãos o que a boca me nega e num texto o que, às vezes, a lonjura impede…

O estilo é uma dificuldade de expressão…

Terei estilo então, já que tenho tanta dificuldade em falar o que me vai na alma, nos pensamentos e nos desejos…?

Será estilo então, este não saber mostrar aos meus bem-quereres a importância do carinho nos seus olhares, do sentir de uma mão no ombro a dizer-me estou aqui, do ouvir sair doce o som do meu nome “Minda” ou da falta que me fazem os sorrisos deixados ao canto da boca só porque existo?

Não será!

Será antes uma teimosia em NÃO gritar bem alto o que QUERO, o que PRECISO, o que BUSCO e tudo o que NÃO QUERO PERDER…

Não será!

Será apenas isso, uma incapacidade de manifestações de afectos, uma imensa necessidade de passar despercebida, um receio de solidão em conjunção de um desejo de ser notada, desejada mas também um receio enorme de ser pesada, de estar a mais.

Contudo…

Aquilo que para nós é banal, dá-me água, tenho fome… preciso de ti, não fujas para onde não te vejo, vem cá! É um obstáculo quase intransponível para o bebé balbuciante ou para aqueles que perderam a aptidão de falar.

Se, felizmente, aprendi a falar faz tanto ano, se felizmente, não perdi as minhas faculdades mentais e fonadoras, porque não digo, alto e bom som:

O  Só sou verdadeiramente feliz quando te tenho por perto!

O  Oh meus filhos, vocês dão sentido à minha vida!

O  Ai como são importantes as minhas princesas… !

 

DIA 8 DE MARÇO

 

Já vai algum tempinho que escrevi este post... 2009!

hoje, ainda posso dizer que o ofereço à minha mãe, mas tenho que acrescentar que o dedico às minhas netas - a Carolina, está quase a nascer!!!

http://comunidade.sol.pt/blogs/desabafosdaminda/archive/2009/03/08/8-de-Mar_E700_o-_1320_-porqu_EA00_-dia-da-mulher_3F00_.aspx

 

Recordo ainda... sempre!

Nesta época de Natal, época especial de trocas de afectos, apetece-nos amar, acarinhar e mimar os que nos são queridos!

                        

Recordo a minha infância, alegre e bem disposta, e o acalento dos calores e dos cheiros vindos da cozinha… lembro a ansiedade na busca das prendas, na casa do avô Salomão, onde só se abriam pela manhã… descalças e sorrateiras lá vínhamos espreitar, enquanto os adultos fingiam que ainda dormiam…

                           

Recordo ainda as meiguices dos que já se foram, dos que neste momento já não estarão fisicamente comigo…

Outros, felizmente, posso apreciá-los aqui mesmo ao meu lado!

                             

Tenho a sorte de ter comigo os meus pais, o meu primogénito e os familiares de maiores afectos.

Tenho também a sorte de ter comigo as minhas netas (a Lia e a “feijãozinho”… ainda no quente da barriguinha da mãe! ).

Falta-me o “caçula” que se fez aos ares e foi de viagem, ver amigos e novas paragens…

Faltam-me outros sentires, outras vivências, faltas-me tu, meu bem querer…

                                  

                                                  

                                                                       

E recebam, TODOS, este mimo como prova do meu afecto!

BOM NATAL!

                          

RECORDO AINDA

Recordo ainda... e nada mais me importa...

Aqueles dias de uma luz tão mansa

Que me deixavam, sempre, de lembrança,

Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança

Soprando cinzas pela noite morta!

E eu pendurei na galharia torta

Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,

Embora idade e senso eu aparente

Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!

Sou um pobre menino... acreditai!...

Que envelheceu, um dia, de repente!...

Mário Quintana

                                 

sonhos ao som do fado...

http://www.youtube.com/watch?v=9LZ4ZaKQSqY

                                                       

Oiço música quando escrevo…

                    

São as notas que me aguçam os sentidos, que se vão transformando em letras como passes de mágica: perlimpim, pim, pan! e zás! , nasce qualquer coisa que desce dos neurónios pró teclado …

             

Escrevo com mote…

Aqui o mote são as quietudes que recrudescem nestas épocas outonais….

                        

A magia das épocas festivas acaba por se colar à pele desta descrente, que vai ficando contagiada pelos sentimentos de alegrias e folias, que me transportam sentimentos de paz, de novas e velhas ternuras, que se querem, que se sonham nestas alturas… 

                         

                                                

                                                           

                                              

                           

O Verão acabou, faz pouco tempo!

Foi deixando para trás aos pouquinhos pequenos restinhos de saudade.

Esqueço de quê…! Mas fica esse sentimento de que me falta qualquer coisa…

           

O Outono tem vindo com passinhos de criança! O Outono ainda carregado de Verão… salpicado aqui e além com ameaças de Inverno…

Ora húmidos e cinzentos, ora luminosos e mornos, os dias vão-se sucedendo!

O frio vai e vem… os dias mornos ou quentes também…

O Verão recusa-se a desaparecer.

Mas os ritmos de vida ameaçam-nos com as lágrimas de Inverno…

De quando em quando, a chuva cai, a cada dia que passa, com passos de maior firmeza.

Às energias próprias dos estios, seguem-se as melancolias dos dias ainda frios, alternando em nós as vontades dos ires com as vontades dos ficares, das vontades dos campos e dos mares aos aconchegos quentes dos lares, dos caminhares de pés nas areias que queimam aos remansos nos sofás, nesses dias que virão de ventos frios e cortantes.

Imagino, ao ouvir esta música magnífica de Rao Kyao, um dia em que o sol aquece a alma e os frios apelam às quietudes!

Fico por casa!

Oiço música… e sonho…

        

                          

Casa antiga. Soalhos de madeira. Aquele cheiro a passado com história nas suas paredes caiadas.

Há retratos sépia, há papéis esquecidos no piano antigo… há memórias… das más, alguém se esqueceu, tendo guardado apenas aquelas que nos fazem sorrir sem sentido.

Mantinha sobre as pernas, o crepitar da lareira, a janela de vidrinhos aberta sobre a moirama a espraiar os seus olhares nas vistas do rio e dos telhados da cidade…

O doce sussurrar do vento nas sacadas, o místico arrulhar dos pombos nos telhados…

De fora, talvez de uma sacada ali ao lado,  chega o som da música suave e romântica...

Um som ferido das guitarras, do trompete, embalam os meus sentidos… encaminha a linha dos meus pensamentos melancólicos…

O livro de poemas no regaço, adormece…

Lentamente fica esquecido no côncavo da cadeira de balanço…

A ternura dos sons invade os cantos perdidos do meu sentido de vida.

Perdida nos meandros do não consciente, em que a nossa mente traidora nos leva para os caminhos que escolhe, eu vou por eles… 

*

Pouco a pouco, quase etereamente esgueiro-me para o teu regaço e aconchego-me na busca do mimo que tu anseias por me dar...

Mãos nas mãos, um afago num correr lento sobre a roupa, um sopro de carinhos sobre os cabelos, boca na pele…

    Os corpos acalentados ficam dolentes e carinhosos…

                      

                          

Já chegou a madrugada… o frio acorda-me…

O livro de poemas lá está: adormecido no meu colo…

                             

 

um calmo regresso...

                                                                    

                                             

                                                 

Fruto de vários e diferentes considerandos, pausei o meu blogue, sem nada ou pouco dizer, contrariando um modo de agir, tomando uma atitude que, muitas vezes, critiquei…

                            

Mas, o não fechar a porta, pum! foi, se calhar, um modo de deixar um espaço, uma abertura para um regresso…

                         

Nestes meses, sucederam tantas coisas: coisas boas, coisas más e outras nem sim nem não…

                              

Coisas das vidas e das vivências, das luzes e das escuridões, coisas dos sucessos e dos desaires, coisas que nos alegram e fazem rir e soltar altas gargalhadas ou… coisas que nos machucam mas nos fazem virar páginas e crescer!

                      

As emoções, as ocupações… as decepções e outras ões adormeceram-me o entusiasmo pela escrita, que me exige tempo e serenidade, espaços para me ler por dentro, o suficiente para me virar para fora.

                          

(Agora, imaginei o tempo em que, nas férias de verão, no terraço da minha avó, se despejavam as almofadas de sumaúma e se viraram e sacudiam os panos, a seguir lavados no amplo e fundo tanque de granito, enchido á força de braços com a ajuda da velha bomba vermelha.)

                                                       

               

                                                                                                                                          

Mas há coisas que se nos colam à pele, que passam a ser partícula do ar que respiramos, ingrediente da nossa alimentação, parceria do dia-a-dia, fulcral e quase vital.

                   

Se precisamos dos amores e dos amigos para alimentar os nossos sentires mais profundos, se precisamos do trabalho para nos fazer sentir úteis e socialmente activos e responsáveis, também precisamos de dar liberdade à nossa criatividade, soltar o que há dentro de nós através de actividades que se afastem, ou não, das nossas rotinas diárias.

                      

Aqui surge, para mim, entre outras coisas, a escrita.

Para mim, ela é, mais do que um prazer uma necessidade, um deitar para o papel, desabafos e sentimentos, gostos e desgostos, numa necessidade profunda de partilhar com o papel, com os outros o que me apoquenta, o que me assusta, o que me alegra e satisfaz!

                            

A partilha faz parte de mim… e achar um blogue foi para mim uma descoberta fantástica que me fez tão bem e me fez ver para além de mim e do meu círculo pessoal e profissional, fez-me alargar o leque de amigos mas também o leque das visões do mundo, ver os problemas através de olhos diferentes de pessoas com outras visões políticas e profissionais.

                

Foi tão bom que quero voltar!

                    

Mas há vícios, bons vícios, que se adquirem e se desejam com tanta força, que se luta por eles, e se vai, num cantinho dos tempos mortos…

                   

A ESCRITA é para mim um vício, mais que um vício… uma necessidade, um prazer… e, se calhar, também uma vaidade…

               

Por isso volto!

                 

Talvez com uma periodicidade menor do que a que já tive, talvez com uma menor capacidade de resposta e contra-resposta…mas contudo, aqui estarei!

                  

                      

temos truques? manhas? engodos?

Nós, mulheres, temos truques… manhas… engodos?

                                                              

Disso eu não tenho dúvidas…

Haverá de tudo, de todos os tipos, para todos os gostos, géneros e feitios…

              

Eles, os homens têm truques… manhas… engodos?

            

Claro que sim.

Haverá de tudo, de todos os tipos, para todos os gostos, géneros e feitios…

       

Todos os temos e os usamos, em maior ou menor grau, em várias  circunstâncias da vida.

      

Mesmo aqueles que se têm, merecidamente, na conta de honestos e verdadeiros, que usam de uma verdade de um translúcido quase, quase transparente…

     

aqui e além usam de uma estratégia (para não lhe chamar estratagema) para atrair as atenções alheias ou atingir as metas desejáveis…

    

Podemos chamar a isto charme, poder de insinuação e/ou sedução, podemos chamar “marketing”, podemos até não lhe chamar nada…

       

Ao fim e ao cabo, pode ser apenas um modo de fazermos passar a nossa mensagem ou a nossa vontade… ou ainda, implementar uma ideia!

      

Mas… há modos e modos de se “fazer chegar a água ao nosso moinho”!

      

Há quem faça disto um jeito de viver, entranhado tão na pele que acaba por se assumir como tendo nascido para ser assim… há pessoas que criam de si uma imagem que não é aquela que vemos, mas é aquela que eles veem refletida no espelho…

      

Há pessoas, contudo, que no oposto, fazem da verdade uma bandeira!

     

E há outras que nem sim nem sopas – fazem por sobreviver!

     

De tudo resta uma certeza: somos todos diferentes!

     

E sendo assim, é indiscutível que há mulheres (e homens) mais meigas e sensíveis e outras mais ariscas ou mais brutinhas!

      

Que há mulheres que se julgam centro do Universo, outras que se sentem o lixo do Mundo, outras que tentam passar despercebidas e ainda… as que se sentem realizadas e felizes como são, toda a gente sabe…

       

Ninguém discordará que há as embonecadas e perfumadas, as aprumadinhas mas de cara lavada, as hippies, as senhoras, as desleixadas, as charmosas só por si, as intelectuais de óculos redondos, as nem isto nem aquilo e as… nem tanto!

      

Ah, não me contrariarão se eu disser que as (os) há mais cheinhas ou esqueléticas, altas, baixinhas ou assim-assim, loiras, ruivas, morenaças ou com as cãs bem á vista!

       

Todos vemos por aí as (os) naturais, rançosas, envelhecidas, radicais ou ainda exóticas…

      

*

   

Mas… que se conjugarmos os verbos no feminino vamos dar invariavelmente a um ser mais ou complicadinho, iremos…

Senão vejamos:

                           

                                              

                                                                  (maitena)

há dias assim...

e este é o mote prós meus desabafos de hoje.

deve ser da chuva… deve ser…

 

Guarda estes versos que escrevi chorando

como um alívio à minha soledade,

como um dever do meu amor;

e quando

houver em ti um eco de saudade,

beija estes versos que escrevi chorando.

Versos a Corina, V

                Machado de Assis  

 

         

há dias em que a ternura nos salta da peito para os olhos

em que tudo o que nos dão nos sabe a pouco…

em que olhos razam de lágrimas sem se saber porquê…

há dias assim…

      

há dias em que o olhar aconchegante dos pais não nos chega

a atenção distraída, mas presente, dos filhos não basta…

a profissão não nos enche, antes nos consome…

há dias assim…

       

há dias em que as emoções afloram… em que tudo se repensa…

em que as esperanças estão mornas e o mar e os campos estão vazios..

em que o Sol, mesmo que tímido não tem luz, não tem brilho…

há dias assim…

       

há dias contudo, em que só pensar no teu sorriso me dá acalento…

em que me encanto com o chilrear dos pássaros entre duas chuvadas…

em que o respirar me faz bem, me enche, me completa…    

há dias assim…

     

ah, e há ainda os dias em que o passado nos canta na alma …

em que a saudade do futuro por criar nos emociona, nos faz sorrir…

e caem lágrimas de esperanças das coisas do advir…

há dias assim!

                                                          

                                                                   

sem MÃE não havia PAI, por isso...

                  

                      AOS MEUS VELHOS!

           

(meus pais, 1960)

  

  

  

  

"Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil"

Tolstoi

Dedico este post aos meus pais, os meus velhos, que mais de cinquenta anos depois de se conhecerem se continuam a amar… um amor agora sereno mas seguro… um amor eterno!

Y

Filosoficamente Tolstoi era um génio. A sua maneira, de ver o mundo, genuína talvez mesmo ingénua, faz com que as suas afirmações tenham tanto de verdadeiras como de próprias de cada um de nós – caem cá dentro como um sinal de alerta!

     

Y

Aqui, respiro fundo e vejo, que devemos buscar no amor o encontro de nós mesmos, da nossa paz interior.

     

Descubro que, ao amarmos verdadeiramente UMA pessoa,  estamos a encontrar o caminho para a nossa própria felicidade.

       

Y

Adivinho que, na busca do amor em MIL pessoas, estamos à procura do que não existe, estamos em busca de uma miragem! Procuramos agraciar o nosso ego – receber sempre o retorno que só vem nos primeiros tempos do conhecimento mútuo – o encantamento desmedido.

        

Y

E quem vai em busca destas emoções, sempre acesas, ganha em liberdade e perde em tantas outras coisas…

                     

Y

Quem tem um só AMOR toda a vida conhece acalentos em todos os dias, não tem horas de solidão, tem parceria em todas as horas, nas boas, nas más, nas assim-assim…

                           

Y

 E pronto, fico-me a pensar…

   

Indignação!...

Tantos anos que tem este texto!

Aqui dito, e tão bem, por Rolando Boldrim…

Texto atribuído ao poeta brasileiro do séculoXIX, Ruy Barbosa…

parece afinal ser de Cleide Canton…

      

http://youtu.be/b97QxtoiyH4

   

Pouco importa o autor,

a não ser para se fazer justiça a quem cabe…

    

É um texto delicioso,

com tanto de sofrido como de firme.

   

É um texto de revolta,

indignada em espírito de luta…

    

e onde se ouve Brasil…

poderemos ler Portugal …

ou outro qualquer…

quando a manhã voltar...

"Que hei de fazer se de repente a manhã voltar?
Que hei de fazer?
- Dormir, talvez chorar". 
                                                
- Manoel de Barros -

   

                             

E se de repente eu acordar e estiver manhã chuvosa?

                

E se eu olhar de novo e … TU já não estiveres aqui?

         

Dormir? Talvez chorar?

             

Se durmo esqueço a tua falta, o teu cheiro, a tua recordação?

                 

Dormir é entorpecer os sentidos… é fingir que não sou… que não estou!

                 

As lágrimas devem secar-me nos olhos.

Prometi-me.

                 

Serei capaz de cumprir?

Pouco importa.

                

As lágrimas lavam a alma.

As lágrimas falam por mim…

Mostram-me as alegrias, as tristezas e as minhas emoções…

                      

Foi pelas lágrimas que vieste.

Será por elas que partes?

                     

Sei que mesmo longe, do outro lado das linhas da vida, estás aqui… acocorado no meu EU, dentro do meu ser…

                  

Algures por aí TU andas em busca de vida.

                 

Mas onde nos vamos nós encontrar?

                  

Amizades&Amores

 

  

Na vida não há excepções para os sentimentos!

                                             

Há variedade, porque excepções pressupõem que haja uma regra e, neste como noutros casos da vida, não há regras, não há certos nem errados, há atitudes que nos dão felicidade e não dão infelicidade a terceiros.

                       

{

            

As amizades e os amores surgem nas nossas vidas sem sabermos como; surgem e pronto!

                                   

{

                                  

Nalguns casos os sentimentos de atracção são espontâneos.

                                      

Parece que se dá um clique entre duas mentes…

E não interessa se isso resulta de grandes sintonias ou semelhanças de pensamento.

                         

São cliques de sentires que muitas vezes não se entende a sua lógica.

                             

Sente-se, num repente, que aquela pessoa “nos pertence”, que fará parte do que somos.

                                

{

     

Outras vezes, os sentimentos surgem docemente e devagar…

Vão tomando espaço nos cantinhos resguardados do nosso ser.

                       

Constroem-se sentimentos agradáveis de felicidade que não se assume porque está lá, de um modo tão naturalmente natural!

                            

Em relação a amizade é tido como normal que se tenha muitos amigos, de múltiplas etnias, religiões, estratos sociais, sexos… tudo isto é tido com bom!

        

As amizades são diferentes consoante o contexto, consoante a idade, consoante a cultura de cada um, e sobretudo consoante o sexo.

          

{

     

Há as amizades criadas no seio da família ou com os amigos de infância, nas quais nos revemos enquanto crianças – nestas mostramos uma faceta mais pura e infantil, recordamos traquinices, ingenuidades… surgem tantas conversas começadas por um riso e um “lembras-te…”;

             

{

               

Há as amizades que se criam no nosso âmbito profissional, que trazem consigo uma parceria funcional, podemos mesmo dizer, uma enorme carga de terapia de grupo – com estas extirpamos a fera, expurgamos os males, reafirmamo-nos como profissionais, devolvemo-nos seguranças…;

                       

{

                       

Há por fim, mas não finalmente, as amizades fora destes círculos e que podem ser duradoiras ou passageiras, mas que nos fazem beber de outras fontes, que nos fazem respirar outros ares.

São estas que nos fazem crescer mais porque nos fazem sair dos círculos de segurança e nos fazem questionar as nossas atitudes e pré-conceitos… são estas que nos renovam as mais valias!

                        

{

       

Há ainda as novíssimas amizades virtuais, as que nos fazem navegar no campo do imaginário e que nos fazem ter amigos à distância de um clic!

                 

Ao falarmos de amizade aceitamos uma relação na diferença, Até, no comum das vezes, se acha graça…

                   

Mais, nesta sociedade em que nos inserimos, quanto mais diversificado for o leque étnico, social e cultural dos nossos amigos, por mais cultos e tolerantes somos tidos…

   

{

      

Numa mente saudável a amizade é mais generosa que o amor, porquanto não é nem possessiva nem egoísta.

                         

Na amizade, grosso modo, pelo menos na idade adulta, não fazemos cenas de ciúme; aceitamos com tranquilidade que os nossos amigos tenham tempo e disponibilidade para outras pessoas, algumas das quais nem conhecemos, e vivemos bem com esse desconhecimento.

    

{

            

Agora experimentem passar estas questões para as relações sentimentais da sociedade actual.

     

{

              

O sentido de posse do outro traz para as relações sentimentais uma série de atitudes que nos levam a cometer erros de relacionamento que são, vulgarmente irreversíveis, porque o erro é o resultado da assimilação de valores que se nos entranharam na pele, por serem reproduzidos, com pequenas nuances, de geração em geração, de pais para filhos, de mães para filhas…

                    

E esses erros nascem da assumpção da validade de dois vectores tidos como naturais á visão dos seres humanos mas que o não são, em meu entender:

- a assumpção de considerarmos que temos o direito de tomar o outro como nosso só porque o amamos,

- a assumpção de que o outro tem que nos amar na mesmo grau de grandeza e natureza…

                

{

  

E isto é valido para qualquer tipo de amor!

                   

Talvez até mais grave se esse domínio se faz do forte sobre o fraco… dos adultos sobre as crianças, dos mais novos sobre os velhos!

                    

Que direito tem um pai ou uma mãe de tomar conta da vida de um filho, sem respeitar a sua individualidade e o seu jeitinho natural de ser…?

              

Que direito temos, por exemplo, de decidir o que é melhor?

                      

Que direito tem um filho de decidir o que fazer dos seus velhos, se lúcidos?

                   

Que direito têm de lhes roubar o direito a dignidade, ao respeito e a serem, apenas serem?

                    

Que direito temos de nos sobrepor aos outros e ás suas vontades?

                  

          

 {  Pano para mangas… isto aqui!  {

              

e num balanço...

         

                                     

      A escrita é, para mim, algo compulsivo: 

  R Escrevo para dizer olá, escrevo para dizer bom dia, escrevo para dizer amor, escrevo para dizer vem cá!

  REscrevo porque sofro, escrevo porque estou feliz, escrevo simplesmente porque sim!

     Toda a vida escrevi: às bonecas, ao diário, aos amores, aos desamores…

  R Escrevo para dar sinal de mim, na procura de mim, na busca incessante da minha perfeição interior… se é que isso existe, se não é algo etéreo que nunca se alcança.

                    

   Escrevo para pensar.

   Escrevo para ter prazer.

   

   R Escrevo quando as lágrimas me toldam os olhos…

  R Escrevo quando o meu peito é pequeno para guardar tanto amor.

  R Escrevo quando as mágoas são tão dolorosas que precisamos de as tirar de dentro de nós.

  R Escrevo para me limpar de lampejos de rancores…

  R Escrevo como um acto de confissão.

             

   Escrevo. Ponto!

           

     Quando escrevo vou em busca de mim. É escrevendo que penso…, que me estruturo, que sou capaz de organizar os meus sentimentos.

     Quando escrevo, mesmo nas horas de melancolia ou profunda tristeza, vou em busca da acalmia, de paz.

                 

   Escrever é, para mim, uma terapia.

           

     Sei que sou eu que faço aquilo que sou, aquilo que tenho, aquilo que dou de mim.

      Sei que sou eu que faço o meu futuro, dia-a-dia, presente-a-presente.

                        

   E escrever entra aqui pela porta grande…

           

  R A escrita enriquece-me…  

  R A escrita apazigua-me comigo!

                 

     Este texto surge numa época de fazer balanços, de deves e haveres, de eliminar de mágoas e de criação de novas esperanças!

                    

     Este texto é para todos que me fizeram ora rir ora chorar, que me fizeram esquecer ou me fizeram pensar….

                                                     

                       

O meu,

MUITO OBRIGADA,

por serem assim, como vos vejo e nada mais.

     

Faço justiça. Cito Luther King.

e na sequência dos posts anteriores, FAZ SENTIDO!        

 

Melhor tentar e falhar,

Que se preocupar e ver a vida passar.

É melhor tentar ainda que em vão,

Do que se sentar fazendo nada até o final.

Eu prefiro na chuva caminhar,

Que em dias tristes me esconder.

Prefiro ser feliz, embora louco,

que em conformidade viver.

Martin Luther King

                         

os "meus meninos"

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

             

Como muitos de vocês sabem eu sou professora e trabalho há vários anos com alunos com características especiais… são crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem graves, estando  abrangidas pelo Dec-Lei 3/2008.

                

Pelas suas características específicas ou por traumas profundos das suas curtas vidas, estão incapazes de acompanhar o ritmo normal de aprendizagem dos que têm o mesmo nível etário…

      

Assim sendo, são parcialmente retiradas das turmas de currículos ditos normais e são colocadas em pequenos grupos onde o apoio é mais individualizado.

                       

Os “meus meninos” estão integrados num projecto a que chamámos “Viva Mente”.

                     

Neste grupo há alunos com atraso relativamente ao esperado para a idade, há alunos com bloqueios que não lhes permite a aprendizagem normal do cálculo, da leitura e da escrita, há os que têm baixa visão e há ainda os que têm graves perturbações comportamentais a ponto de serem acompanhados por pedopsquiatras.

                  

Manter este grupo, tão heterogéneo em idades, problemáticas e interesses, unido e a funcionar não tem sido tarefa fácil.

                        

Contudo, na disciplina de TIC, a meias com a minha colega Susana, uma jovem entusiasta e trabalhadora, temos desenvolvido trabalhos de pesquisa sobre temas diversos, utilizando a Internet como um recurso alternativo de aprendizagem.

                     

Algum desse trabalho vamos colocando num blog dos miúdos que vos convido a espreitar aqui:  http://espertalhacos.blogs.sapo.pt/

                      

                                  

    

E o lema

                   

 “água mole em pedra dura tanto dá até que fura”

                       

 é que nos faz ter esperança e continuar!

             

           

 

mas porque somos tão injustos?

        

                                                                                                          

Mandaram-me por mail, faz tempo, o filme que se segue…

  

 http://www.ilo.org/public/french/bureau/inf/wdacl/portuguese.htm

            

Por tão bom, tão óbvio, tão marcante…

abstenho-me de escrever mais!

              

    

Apenas dizer: VAMOS ACORDAR?

              

                                                                       

                                            

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    

                                                                                                                                                                                                   

 

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