SOL

dissidencias

AVISO MESMO MUITO IMPORTANTE: ESTE BLOGUE PODE COLOCAR EM ESTADO DE CHOQUE AS PESSOAS QUE ACHAM QUE O RESPEITINHO É MUITO BONITO E QUE NÃO SE DEVE BRINCAR COM COISAS SÉRIAS___ O 1º Blog RisSólico de Sátira Política e Social que não se deixa CENSURAR. NOTA: Todos os textos aqui publicados são mera ficção e qualquer semelhança com a realidade é uma sacana de uma coincidência, uma vez que este blog pretende apenas animar todos os espíritos deste pobre país de falsos moralismos. Assim, o Director do dissidencias avisa desde já que os textos aqui publicados resultam de uma maluqueira saudável, a qual afecta quer o Director, quer os redactores do blog dissidencias, quer ainda todos os que estão a ler esta mensagem.___________NOTA MESMO NOTA: Qualquer semelhança minha com algum terráqueo é mera coincidência, pois sou mesmo extra-terrestre. Acreditem em mim. LEMA do dissidencias: Não ter Lema!

Syndication

Tags

Navegação

ENTREVISTA A SALAZAR - publicado no Correio do Minho, em 10 Fev 2010

Olá amigos solestenianos (um olá também para os inimigos, porque também me fazem crescer…).

O dissidências está armado em comentador desportivo e hoje publiquei a minha primeira crónica sobre o estado da bola em Portugal. Espero que apreciem:

“Decidi acatar os conselhos do meu médico, que me recomendou o exercício de uma prática desportiva, razão pela qual inicio hoje a minha crónica desportiva no Correio do Minho. Agora é que vou ficar em forma! Alguns leitores mais atentos dirão que escrever uma coluna semanal num jornal, não é desporto.”

Querem ler o resto? Então cliquem em:

Crónica inaugural, sobrenatural, tumoral

E um Carnaval fantasticamente fantástico para todos e tenham cuidado com aqueles homens cabeludos da zona saloia (por acaso até sou um deles) que se gostam de mascarar em matrafonas…

Deixo-vos com a

Deixo-vos com a EntrevistaSalazar

 

Deixo-vos com a EntrevistaSalazar

 

.

Olá, eu sou o Daniel Luís e orgulho-me de ter realizado a primeira entrevista ao Dr. António de Oliveira Salazar, depois de morto. Recordam-se certamente dos resultados da votação dos pequenos e ignorantes portugueses em relação aos Grandes Portugueses, que deu a vitória ao meu ilustre convidado. Foi fantástico ouvir os adjectivos que Maria Elisa, utilizou logo no início do programa, para apresentar os vários concorrentes: reformar, perseguir, torturar, crueldade, bravura, aventureiro, matar, etc. Mas vamos à histórica entrevista a Salazar:

Daniel Luís (DL): Muito boa tarde, senhor Dr. Oliveira Salazar. Em primeiro lugar quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para nos conceder esta entrevista exclusiva, depois de ter recebido o prémio de Grande Português de Sempre das mãos da Maria Elisa.

SALAZAR: O prazer é todo meu. Mas, já agora, preferia que me tratasse por Senhor Presidente do Conselho. Afinal quem é que manda ainda em Portugal? Eu cai da cadeira, mas não estou esclerosado nem louco. A única coisa que mudou, é que agora as reuniões com os meus ministros são feitas mensalmente num jardim de mármore em Santa Comba Dão, porque aqueles ares da província dão-me saúde e vida.

DL: Pois... [engulo em seco]… Ainda bem que assim é [sorriso amarelo]… Mas diga-me senhor Presidente do Conselho, como encarou esta sua vitória como o Maior Português de Sempre?

SALAZAR: De forma serena, simples e humilde. É a prova de que a humildade vence sempre. Já no meu discurso de tomada de pose como Ministro das Finanças, no dia 27 de Abril de 1928, usei de humildade quando disse “Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar”.

DL: Mas, senhor Presidente do Conselho, o senhor que toda a sua vida lutou contra a democracia e as eleições livres… não sente um amargo de boca ao ser eleito através de votos populares e democráticos, numa eleição livre?

SALAZAR: Mas quem lhe disse que estas eleições foram livres e democráticas?

DL: Desculpe… mas não foram…?!?!?!?

SALAZAR: O senhor é mesmo ingénuo… típico da escumalha que se julga intelectual e que gosta de apanhar na peida, só porque é chique.

DL: Mas porque está a insinuar que a eleição dos Grandes Portugueses não foi livre?

SALAZAR: Olhe, eu conto-lhe um segredo… Se numa eleição normal, a que vocês chamam de democrática, votam 11% de eleitores já falecidos, conseguindo determinar os resultados de uma eleição, imagine o que não conseguiriam, nesta eleição de meia tigela, todos os meus apoiantes já falecidos.

DL: Qual foi o momento mais alto da sua governação?

SALAZAR: Bem… o momento mais alto da minha governação… deixe-me cá pensar um bocadinho… Olhe, o momento mais fantástico da minha governação foi quando o Rosa Casaco me telefonou de Espanha a comunicar que o General Sem Medo tinha tido um “acidente” com a sua secretária.

DL: Meu Deus, o senhor é um assassino, um facínora!!!

SALAZAR: Olhe lá o respeitinho para com os mais velhos, seu maricas dum raio! Senão ainda o envio para a frigideira do Tarrafal. E olhe que os aviões da CIA estão sempre disponíveis para transportar os insurrectos…

DL: Peço desculpa, mas foi a emoção, senhor Presidente do Conselho…

SALAZAR: Veja lá se se controla… Porque eu detesto pessoas armadas em chico-espertas…

DL: Claro, peço imensa desculpa. Não volta a acontecer. Já agora, não nos quer dar a sua visão sobre os seus adversários na votação dos Grandes Portugueses?

SALAZAR: Muito bem, cá vai então. O Vasco da Gama foi demasiado aventureiro para meu gosto. Por que razão hão-de algumas pessoas querer descobrir mais do que aquilo que já está descoberto? Definitivamente, um mau português. O Marquês de Pombal… confesso que sempre foi um dos meus preferidos. Um grande reformista. Gostava muito do seu modo de silenciar os seus opositores. O Fernando Pessoa era demasiado intelectual para meu gosto. Deve ser a profissão mais inútil do universo, a profissão de escritor e poeta, pois apenas serve para agitar as almas e subverter as vontades de quem os lê. O Infante Dom Henrique foi um príncipe rabicho e só por isso acho que o deviam ter posto logo a trabalhos forçados para ver se perdia o vício. D. João II…  este sim, endireitou e limpou Portugal, liquidando os seus opositores sem dó nem piedade, muitas vezes pelas suas próprias mãos, merecendo, por isso, o cognome de Príncipe Perfeito. Luís de Camões era um tipo que não respeitava a moral e os bons costumes, sendo muito liberal para meu gosto. É uma imoralidade o que ele escreveu no canto IX dos Lusíadas. Um tarado cujo castigo divino foi cegar de um olho. É muito bem feito! Dom Afonso Henriques… acho-o muito dissidente para meu gosto. Então onde é que está o respeitinho para com sua mãe? Se fossemos todos como Dom Afonso Henriques, o mundo estaria permanentemente sem lei nem ordem. E o que é importante, é vivermos em paz, sem rebeliões sociais nem ideias malucas. Cada um tem de saber o seu lugar, possuir uma postura séria e respeitar as hierarquias, sem nada questionar, quer se goste ou não! Neste domínio, olhem para os bons exemplos dados pela UM. O Aristides de Sousa Mendes traiu-me e se o tivesse à minha frente, era bem capaz de lhe dar um valente pontapé nos tintins. Francamente, passar por cima das minhas ordens só para salvar alguns milhares de judeus dos quentinhos fornos crematórios de Hitler. Álvaro Cunhal… este comunista andou a fintar-me toda a vida, mas ainda o consegui prender algumas vezes e castigá-lo, se bem que, verdadeiramente, nunca quis acabar de vez com ele, para não enfurecer os comunistas, que poderiam tentar um assalto ao poder, motivados pela sua ira.

DL: Só uma curiosidade, senhor Presidente do Conselho… é verdade que o senhor tinha tendências semi-pedófilas? Não vai negar o caso que teve com uma garota de 16 anos, pois não?

SALAZAR (com a face ruborizada): Ai que saudades dos tempos de estudante em Coimbra…

Bem… com certeza que está a falar da minha querida Júlia. O acordo que tinha com a família Perestrelo resumia-se ao seguinte: eu dava as explicações à sua filha Júlia e, em troca, eu comia em casa deles. E como eu era bom garfo, também lhes comia a filha… que mal tem isso?

DL: Nenhum… era só uma curiosidade. Senhor Dr. António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros, quero agradecer a sua amabilidade em nos ter dado a sua primeira entrevista como o Maior Português de Sempre, legitimado pelo voto popular.

SALAZAR: Cale-se homem! Vá mas é chamar o Silva Pais para que ele me leve ao colo até ao meu Mercedes-Benz-770 Grösser-W07.

Publicação: quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010 14:39 por dissidencias

Comentários

# re: ENTREVISTA A SALAZAR - publicado no Correio do Minho, em 10 Fev 2010 @ quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010 19:04

Dessidências

Depois das ratas esta velha ratazana de nome salazar.O sistema alimentar ficou defenido e para alimentas isso tudo:

só uma boa queimada africana

Um abraço lafornelas

lafornelas

# re: ENTREVISTA A SALAZAR - publicado no Correio do Minho, em 10 Fev 2010 @ quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010 21:10

Olá Dissi

O Salazar não era aquele engatatão que aparecia numa série de TV e que se fartava de arranjar miúdas giras?

OlindaGil

# re: ENTREVISTA A SALAZAR - publicado no Correio do Minho, em 10 Fev 2010 @ quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010 21:45

Passados tantos anos ainda se fala no Homem, era de facto um grande homem, não acha?!

Fokun A.

Fokun

Para comentar necessita de estar registado