UM JOGO ABENÇOADO!
Olá amigos solestenianos, desejo-vos uma semana boazona de trabalho, está claro, para quem o tiver. Para todos os outros, desejo uma semana boazona sem trabalho, que é também, por acaso, o meu caso.
Agora tenho uma página inteirinha do Correio do Minho só para mim. Chama-se “Página Dissidências” e é constituída por um cartoon, uma crónica de sátira social e política e ainda por uma pequena crónica desportiva sobre o Sporting de Braga.
Como o Correio do Minho só publica online a minha crónica de sátira política e social, vou começar a postar aqui no meu blogue “dissidencias”, todas as 4ª-feiras, o cartoon e a crónica desportiva.
Crónica de sátira social e política: http://www.correiodominho.pt/cronicas.php?id=1361
Crónica desportiva:
Um jogo abençoado!
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Sábado: portas do Estádio AXA abertas às 17h35m, mais de meia hora depois do previsto. Ok… não faz mal, porque o tempo até não estava assim tão mau quanto isso (apenas alerta laranja), e um pouco de chuva em cima do lombo nunca fez mal a ninguém, muito menos a um dissidente como eu.
O Braga-Olhanense foi, sem sombra de dúvida, um jogo abençoado, e tenho para mim que a chuva, ao contrário do árbitro, favoreceu o nosso Braga, pois Olhão é uma terra mais exposta ao Sol e à libertinagem e menos habituada à disciplina e à humidade que se fazia sentir no Estádio AXA. Coitados dos olhanenses… devem ter ficado com reumático. Só assim se explica que depois de uma entrada fulgurante no jogo, com direito a um tento logo aos 16 minutos, por Djalmir, os olhanenses se deixassem dominar pela equipa do Braga. São os ossos… são os ossos… do ofício.
E a propósito de ossos… a Liga Sagres tem destas coisas: recordo aqui o momento em que um cão, surgido do nada, passeia pelo relvado, nos minutos que antecederam o jogo, provocando a gargalhada geral entre os adeptos presentes. Ainda pensei que fosse o árbitro principal a verificar as condições do relvado, mas achei que para árbitro tinha muito pêlo, além de que lhe faltava o apito. E jamais um árbitro seria patrocinado por uma marca de rações. Ou será que sim?
O confronto entre a equipa mais a norte e a equipa mais a sul do continente foi bonito de se ver, principalmente a partir do minuto 21, altura em que Matheus marca o primeiro golo do Braga, de forma relativamente fácil. E a partir deste momento foi ver um Braga sempre em ascensão, num plano bem inclinado, quase na vertical… tipo o ascensor do Bom Jesus, o meio mais ecológico de subir até ao Santuário, sabiam? Aqui, o santuário foi a baliza do Olhanense, que recebeu em peregrinação a bola do Braga por mais duas vezes, peregrinação esta que resultou de CRUZamentos cheios de técnica e de fé, imbuídos de uma partilha da bola entre os jogadores bracarenses.
Esta vitória Braguista sobre o Olhanense foi mais do que merecida e faz-nos acreditar que o título está aí, mesmo à mão de semear, mas desde que ajudado pelos pés dos jogadores do Braga, cujos olhos não se podem distrair com a beleza das meninas que costumam abrir os jogos da Liga Sagres. Aposto mesmo que haveria mais concentração entre o colectivo de jogadores, se na abertura dos jogos da Liga principal do futebol português, estivessem presentes motoristas de pesados com horrorosas bigodaças, em vez de meninas de mini-saia com sorrisinhos provocantes para os atletas. Estamos em Braga, mas não somos santos!!! E “jogo eficaz” não rima com “hormonas aos saltos”…
Quero aqui deixar uma nota final para Carlos Xistra, que teve uma arbitragem mázinha, contudo sem influência no resultado… porém mázinha à mesma. Tivessem dado o apito ao cão e aposto que este teria feito um melhor trabalho! Vivó Braga!!!
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Cartoon:
