Ob-la-di, ob-la-da
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Jesus
Cristo! Já não há jogo sem que aquele Jesus ande à batatada com alguém. Ai se o
Pai dele sabe… 5 Avé-Marias e 10 Pai-Nossos de castigo!
Já
o Paulo Sérgio do Sporting cedeu mais facilmente do que o Kadhafi da Líbia.
Para quem dizia que não saia, saiu (Falo de Paulo Sérgio, claro)! E saiu sem
grandes dificuldades nem grandes revoluções. Admiro a coragem dos paramédicos
que se estão a candidatar à presidência do moribundo leão, na tentativa de o
reanimar. E que tal se o próximo presidente eleito do Sporting fosse ao
programa da médium britânica Anne Germain, da TVI, para ver se conversam com o
espírito do leão já morto, e resolvem de vez a situação do Sporting?
Quanto
ao Porto nada tenho a dizer, nem do Porto nem de Villas Boas (escreve-se Villas
com dois “lês” e não com um, pois o rapazinho é da nobreza, ao contrário de
Jorge Jesus, que é um plebeu).
Tenho
passado a semana a ouvir “A Hard Day’s Night”, pois os nossos Guerreiros têm
passado dias e noites de árduo trabalho, a lutar pelo sonho de todos nós, a
lutar pelo sonho de toda uma cidade, a lutar pelo sonho de todos os adeptos
bracarenses! Tenho ouvido também “Let it Bet”, que me remete muito para o
treinador Domingos Paciência e para a forma como ele trabalha com o seu
plantel: de forma exigente, porém afectuosa, carinhosa e sempre com esperança
de que tudo vai correr bem… “let it be, let it be, let it be, let it be”. E não podia deixar de partilhar
com o meu adepto leitor a música que mais gozo me dá ouvir quando vejo os
nossos guerreiros a jogar: “Ob-la-di, ob-la-da”, tal são as energias positivas
que este som me transmite enquanto os vejo a mexer, a correr, a saltar e a
marcar! Escusado será dizer que estas músicas são de uma das maiores bandas de
todos os tempos, oriunda de Liverpool: Os Beatles. E nós vamos dançar ao ritmo
dos Beatles. Maravilhoso!
Alan,
qual Beethovem com as suas entradas em grande (veja-se a título de exemplo, a estrondosa,
porém bela introdução da sua quinta sinfonia), marcou logo com grande estardalhaço
no início do jogo. Já Lima precisou de 36 minutos para marcar, mas marcou bem,
pois permitiu desmoralizar psicologicamente a equipa do Lech Poznan. E pró
final do jogo, Artur Morais mais uma vez a brilhar em conjunto com o ferro da
baliza: uma história de amor…
Já
o jogo de ontem, Naval-Braga, foi uma
coisa mais low-profile… um jogo mais tipo “Stand By Me” ou “Yellow Submarine”
(até porque foi disputado à beira mar, na Figueira da Foz, frente a uma equipa
canarinha). Se na primeira parte não houve fenómenos climatéricos adversos, já
a segunda parte começou com o chamado “efeito Mossoró”, que consiste num
mini-tornado que apanha a bola num remoinho e a tenta conduzir a todo o custo
para a baliza adversária do Sporting de Braga. Pena que a Figueira seja fértil em
contra-tornados, pois é uma zona muito ventosa, pelo que o jogo terminou com um
resultado nulo. E eu fulo!!! Mas mesmo assim, vivó Braga Europeu!