SOL

O ar que respiramos...Dentro de casa.

O ambiente não se faz apenas com os grandes temas. Todos nós lidamos constantemente com factores ambientais de diversa ordem.

A qualidade do ar é um desses factores e constitui um elemento essencial para o bem-estar quotidiano.

O projecto HabitAr pretende avaliar as características do ar interior nas habitações portuguesas e investigar a sua relação com alergias e doenças respiratórias.

Fica aqui a notícia, do portal Cienciapt.net, que nos indica resumidamente as principais linhas de actuação deste interessante projecto.

 

 

"Qualidade do ar das habitações portuguesas dá origem a estudo epidemiológico inédito PDF Imprimir e-mail
09-Mai-2008

Lançado em final de 2007, o estudo HabitAr – projecto que avalia a qualidade do ar interior em 600 habitações portuguesas e averigua a sua possível relação com patologias alérgicas e respiratórias dos habitantes - abrangeu já mais de metade do universo de lares definido, tendo percorrido até ao presente momento nove distritos do país (Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Porto, Setúbal e Viseu).


Este estudo epidemiológico inédito, que caracteriza a qualidade do ar interior nas habitações portuguesas, é uma iniciativa conjunta do Instituto UCB de Alergia (IoA) e da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) que visa analisar a qualidade do ar que se respira nas casas dos portugueses e saber até que ponto este afecta a Saúde e Bem-Estar da população.

Esta importante avaliação irá contemplar, em breve, um distrito abrangente como o de Lisboa, no qual serão visitados os concelhos de Amadora, Loures, Lisboa, Sintra e Oeiras, onde se prevê exista uma boa receptividade por parte da população.

Estima-se que o universo total de habitações seja visitado até meados do próximo mês de Julho, tendo em vista a divulgação dos resultados do estudo HabitAr no último trimestre deste ano. O bom ritmo a que os trabalhos têm decorrido deve-se de forma primordial à boa adesão dos cidadãos nos locais visitados, tornando possível esta relevante investigação.

O alerta dado pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e pelo Instituto UCB de Alergia (IoA), aquando do arranque deste estudo, salientou o facto do nível de poluentes nas habitações ser duas a cem vezes superior ao do ar exterior, o que pode afectar a Saúde e o Bem-Estar da população, razões pelas quais as referidas entidades se empenharam na elaboração do estudo HabitAr.

O objectivo principal do HabitAr é quantificar vários parâmetros poluentes no ar interior, colocando no campo uma equipa de técnicos que tem vindo a visitar as habitações portuguesas, recorrendo a equipamentos com sensores específicos. É caracterizada, também, a potencial patologia alérgica e respiratória dos utentes das casas, associando-a depois a factores como a poluição interior.

De acordo com Mário Morais de Almeida, presidente da SPAIC, “nas últimas décadas tem-se assistido a uma crescente prevalência de doenças respiratórias, principalmente nas populações urbanas, o que pode estar amplamente associado a factores existentes no interior das habitações. Animais domésticos, ácaros, fungos, alterações na humidade do ar, partículas em suspensão e o caudal da ventilação do ar podem causar inflamação das vias respiratórias superiores e inferiores”.

Estima-se que apenas 10% do nosso tempo seja passado no exterior de edifícios e que a maioria da população despende o restante tempo em áreas fechadas como o interior das habitações, locais de trabalho, áreas comerciais ou zonas de lazer interior. Para Carlos Nunes, Imunoalergologista e representante do Instituto UCB de Alergia, “doenças como alergias respiratórias, asma, cancro do pulmão e outras patologias são as mais relacionadas com a poluição atmosférica. Tornava-se assim já imperativo analisar a qualidade do ar dos ambientes fechados que os portugueses respiram, a fim de serem tomadas medidas que diminuam eventuais efeitos nefastos para a sua Saúde”.

O estudo consiste na medição do nível de vários poluentes no ar interior das habitações, segundo uma amostragem contendo 200 pontos de observação distribuídos pelas cinco regiões do país (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve), sendo visitadas três habitações por ponto de observação e efectuadas medições em dois locais de cada uma delas (quarto e cozinha). Para complementar o estudo, será feita igualmente a caracterização das condições gerais das habitações e do estado de saúde dos habitantes."

http://feeds.feedburner.com/~r/cienciapt/kHeL/~3/287992454/index.php
 

Ficamos então à espera dos resultados, para vermos depois quais as melhores formas de melhorarmos um pouco o ambiente e a nossa qualidade de vida.

Publicação: segunda-feira, 12 de Maio de 2008 12:16 por EdmundoBolinhas
Arquivado em: ,

Comentários

Sem Comentários
Para comentar necessita de estar registado