SOL

Politica Escorreita 32.0. Um novo paradigma económico? Sobretudo um novo paradigma político.

 

 

Torna-se cada vez mais obvio e a vista desarmada a competência dos nossos políticos se manifestar de forma inversamente proporcional a vontade, a paciência e a tolerância do povo Português. E isto não é de modo nenhum um lugar comum. Sem qualquer consciência é retirado o decimo terceiro e decimo quarto mês as famílias, e reparem que eu disse famílias, para alem de que com a desvitalização da classe media, o poder de compra reduzido ao nível mais obsceno, o tecido empresarial, não dos grandes grupos económicos, envelhece, deteriora-se, não gerando emprego, estagnado, expondo os estratos sociais mais vulneráveis as intempéries dos tempos em que vivemos, políticos. A inconstitucionalidade inaceitável da alienação de direitos liberdades e garantias tem uma razão de ser, no caso do décimo terceiro e quarto mês constitui uma falha estrutural no seio das famílias, dos seus salários do seu sustento, e consequentemente uma falha estrutural para o País, e é isto que os senhores não entendem. Permitam-me que explique, o ilustre ministro das finanças Gaspar afirmou em uma recente visita aos Estados Unidos que e passo a citar: “ O meu País esta disposto a efectuar os sacrifícios para resolver a actual crise, desde que os sacrifícios sejam equitativamente distribuídos por todos “, pois aí é que esta, é que não é assim que acontece. Mas explicando um pouco melhor, torna-se repugnante assistir o baixo calibre de políticos na praça pública, provocando tal efeito de contágio na estupidificação das massas por analogia como por exemplo o Doutor Alberto João Jardim, afirmando que sem as ilhas Portugal seria a Albânia da Europa Ocidental, para além de cuspir na sopa da Nação que Deus lhe guarde a sua avenida póstuma e que se chame avenida Enver Hoxha então. Torna-se burlesco e não é no sentido bonito da palavra assistir a postura de estado patega, qual Dâmaso Salcede do ministro Álvaro, só faltava os sinos de Mafra para este afirmar com “ veemência “ que o fim da crise esta próximo o de há mais vida para alem do défice, uma patacoada politica portanto, tal como a intenção de o ministério da educação tentar colocar o Rossio na Travessa da Petesga, assim como o facto da não inexistência de um ministério da cultura é profundamente vexatório para um país como Portugal. Tal como a intenção de fechar a maternidade Alfredo da Costa, sacrificando assim toda uma investigação, história e prestação de serviços de qualidade. A constituição portuguesa é o documento por excelência da Republica, se esta mal, que se ajuste, para melhor, mas pelo menos que se a respeite, desde a equitativa distribuição dos centros decisórios que visam a eleição da substancia dos magistrados do tribunal constitucional não escondendo nunca e que por esta via, olhar olhos nos olhos das instituições, com intenção de as melhorar, fazendo o seu “upgrade/, ganha o pluralismo e a Democracia. Portanto não necessitamos necessariamente primeiro de um paradigma económico, necessitamos isso sim de um paradigma político, de políticos que falem a verdade ao povo, que não trabalhem só para eles, para os seus comparsas e cães de fila, e trabalhem para o povo Português.

 

Jorge Batista de Figueiredo

Confrontos Pátrios no Terreiro  de Pessoa

 

Galináceos irados batem numa fotojornalista, será terrorista

Uma chávena que voa, assim a toa, e logo o cassetete entoa

Chora a pedra da calçada portuguesa por travestidos semi-deuses

Quando tais no ministério, o mistério do tempo do magistério

 

Viriato ressuscitado brame furibundo para o incauto, mirandês

Garrett vem da Ivens, qual grandela de hiper-realismo a aguarela

Não de Roque Gameiro, mas de Paulo Rego  que consternada

De olhar sitiado do sangue na calçada chora pela pátria atada

 

 

Do Camões ao Bairro alto a terra desfaleceu um pouco

Das ruínas do Carmo caiu mais uma pedra que não angular

Da abobada na quietude do tempo sujeita a tal tormento

 

Café  por elefantes na porcelana na calçada aziago

 Compaixão do confronto entre todas as partes entoado

 Do Atlântico traz novas o Tejo, te revejo  de Pátria exaltado

 

Jorge Batista de Figueiredo

Politica Escorreita 31.0. Magistratura de Influência, Sectária. O legado de Cavaco Silva.

 

Após a assinatura a então Comunidade Económica Europeia ( C.E.E ) por Mário Soares,  Cavaco Silva, mais tarde enquanto primeiro-ministro tem então a oportunidade de por um lado retirar Portugal do isolacionismo Europeu, por outro lado munir o País de infra-estruturas e recursos humanos para o novo ciclo que se avizinhava em Portugal. Para quem viveu esse período era visível quase a olho nu a máquina trôpega que operava, quer em matéria de obras públicas, agilização de serviços, ou atribuição desmesurada e inconsequente de subsídios, designadamente na área da formação, panfletariamente distribuindo cursos sem qualquer coerência ou articulação com o Ministério da Educação da altura. Com a oportunidade para a consolidação das contas publicas Cavaco induz o País durante o seu mandato enquanto primeiro-ministro ao aumento da divida publica, actualmente classificada de dívida soberana, á fasquia de trezentos e cinquenta por cento, não se viu nada assim desde Marcelo Caetano nem subsequentemente. Não criou os mecanismos ou materializou o interface entre o sector público e privado como se impunha, afinal de contas seria um social-democrata, e fez gerar uma clivagem entre os mesmos, o sector público e o sector privado que ainda dura.  A opção inconsciente, resta saber por uma social-democracia que se viria a revelar sectária, de costas voltadas para o Estado, com asco pelo Estado, não pelo seu conteúdo quiçá ideológico mas pela sua reestruturação olhos nos olhos. Enquanto líder do seu partido o PSD, Cavaco quase de uma forma perfídia ignorou e pactuou a infiltração no seu partido o PSD, e a título pessoal com altos dirigentes do mesmo PSD que se vieram a revelar corruptos e nefastos, designadamente o grupelho negociata do BPN, com assassinos organistas a mistura, até prova em contrário, autarcas indiciados pelo ministério publico, de facto Cavaco, ostenta uma imoral infecunda em relação ao seu partido, o PSD, e ao próprio legado da social-democracia. Muito mais que meramente protocolar e cerimonial, a postura de Cavaco sempre foi uma postura predominantemente neo-monárquica, e sempre nos fica um amargo de boca porque Portugal merece muito mais. A relutância em o Presidente Cavaco Silva ir as escolas é por si só elucidativa da chamada magistratura de influência, em chegar, falar, auscultar, representar, fazer chegar e agilizar a sua “ magistratura de influência “ acerca da maior eficácia das instituições, do sistema executivo, legislativo e judicial, dos direitos, liberdades e garantias do cidadão Português, graniticamente descritos na constituição Portuguesa. Onde esta Cavaco, na não interferência da vida sadia partidária, mas no ajuste de contas das placas tectónicas idelogico-partidárias como sequer se um paladino destas fosse. Há que aprender uma lição. Não permitir mais este género de políticos néscios pela Pátria, aos destinos do País.

 

Jorge Batista de Figueiredo

Politica escorreita 30.0. Dirigismo Politico, Filantropia e Solidariedade Social.

 

 

O separatismo em politica faz com que o actual sistema politico vigente, o neoliberalismo ultra radical versus social democracia se tenha tornado sectario da mesma forma que a esquerda se tornou quase proporcionalmente fragmentada, divergindo tais placas tectonicas ideologicas do seu arquétipo. No auge da diplomacia partidaria poderiamos até ver exemplos estapafurdios, do secretario de estado para a Cultura Viegas a participar em uma manifestação de apoio a cultura e seus intervenientes, de por exemplo ver Mario Nogueira como ministro da educação, o intrepido lider sindical que recordo-me o abordei após este estar a debitar veementemente prorrogativas em uma reunião, perguntando-lhe, “ nunca ha boas noticias nestas reuniões ? É sempre o retrocesso ? “, O qual me respondeu que do outro lado da barricada haveria neoliberalismo ultra radical versus social democracia sectaria mas, obstinada e que, a negociação fora imposta. Tais exemplos representam um porque não? E simultaneamente não é bem isto que se pretende.  Na negociação, o grande interface com os sindicatos e mecanismos de articulação com os direitos, liberdades e garantias do cidadão com a respectiva repercussão na economia Nacional e agilização do sistema, na negociação, na diplomacia, na cooperação, na tolerancia, no construtivismo, no dialogo reciproco, mútuo, uni e bilateral, podera haver materialização do arquetipo do dirigismo, filantropia e solidariedade politica. O que torna a Democracia de facto evoluida é haver diferentes correntes ideologicas mas contudo a simbiotica negocial para todas as partes é parte integrante desse mesmo conceito de democracia evoluida. Todos os dias ouvimos as coisas mais incriveis oriundas das bocas viperinas dos politicos portugueses, Passos Coelho o primeiro ministro Português, vocifera que não é suficientemente remunerado para o cargo que ocupa, e ainda na escalada da violencia do desplante apelida indiretamente os portugueses de piegas. A sensibilidade social de um jotinha em construção no Governo, mais, o cargo de primeiro ministro não constitui uma especie de creche de crescimento politico, é mais uma especie de catarse do mesmo, devendo ser utilizado o cargo de primeiro ministro nos superiores interesses da nação, que lhe paga, e bem, e não para lamentos de acne politico que resultam muitas das vezes na perspectiva do cidadão portugues, de desencorajamento e incredulidade. Na manifestação de uma central sindical manifestaram-se centenas de milhar de pessoas, reflexo de que a cidadania, o intervencionismo e a participação fazem a diferença na atual conjuntura e pes embora muitas das vezes os resultados não sejam imediatos, o despertar de consciencias, a mobilização, o pragmatismo que todos temos uma palavra a dizer levara a mensagem á genese da luta. A social democracia vigente, sectaria, preconizada por Passos Coelho e o seu PSD, enraizada em um sistema politico denominado neo-liberalismo procura ser amortecedor para as duras medidas impostas pela Troika, é necessario que se diga que o sucesso de tais medidads trara estabilidade ao País dependendo a Europa e o Euro disso tambem, por outro lado o mesmo neo-liberalismo elevado a potencia de ultra-radical faz com que a sensibilidade social deste governo seja quase nula, a muito que não se ouve falar de um programa social especifico o que apesar de tudo no anterior governo acontecia. A ideia errada de que subtrair feriados ira aumentar a produtividade, não digo que não haja reajustes agora que se veja a hipocrizia e o excesso de zelo quando efemerides relevantes com implicações culturais fortes e tambem na economia local são retiradas. Necessario é combater a economia paralela e a corrupção.O CDS teve oportunidade de se rever recentemente nas palavras de Basilio Horta, em que este afirma que a democracia cristã vive no PS, sintomatico, como diria em artigo no semanario Sol, Jose António Lima, “ (...)comovente(...)convertido(...)trauliteiro “, retrato do malabarismo politico que pulula na assempleia da republica. Portas efusivo apela ao sentimento patriotico fechando-se em cocoras ao esclavagismo das medidas socias impostas por este governo. O PS desnorteado, sem liderança, encravado no seu proprio aparelho partidario marca falta de comparencia na oposição em São Bento, sofre de stress pos traumatico da era Socrates.O Bloco de Esquerda que podera ser o calafetante da esquerda fragmentada com um sistema colegial a precisar de revisão ou obsoleto e um PC que se lembrou de refundiar a constituição e eis que surge o “potestativo”, para quê? Serviços secretos, o fantasma do KGB e do estalinismo não é? Ja não chegam as comissões de inquerito, estavamos a espera que tal manobra constitucional serviria para por exemplo pôr o PC a falar acerca de actualizar o salario minimo, e assim fazia um favor aos sindicatos. O desplante dos politicos que nos governam chegou a Alemanha, onde até a politica externa de Portugal é sugestionada. Trata-se de uma ingerencia inaceitavel na soberania nacional, para não utilizar outra palavra.

 

Jorge Batista de Figueiredo

Politica Escorreita 29.0. A Politica e os semi-deuses.

 

Muitas das vezes assistimos a tendenciosa ilusão de que os políticos são semi-deuses, e não o são, misturam estes ilações de índole pessoal juntamente aos discursos oficiosos, contudo o caminho para a beatificação por assim dizer é mais curto pela política do que pela igreja, na medida em que coloca o pão de cada dia ao cidadão ao contrário do igreja que providencia o alimento espiritual por assim dizer. Os altos cargos dirigentes e abrindo um pouco a lente podem abarcar a consideração de alto cargo também no que concerne a importância do trabalho dos médicos, dos professores, dos magistrados, dos media, dos operários e etc., que individualmente fazem repercutir no coletivo do País a força motriz da produtividade, também altos cargos na caracterização, da idoneidade, resiliência, da verticalidade da Pátria. Cada cidadão faz ou deveria fazer uma reflexão sobre a sua tarefa na sociedade o mesmo devendo aplicar-se aos políticos que muitas das vezes no pedestal fictício do exercício das suas funções se esquecem dos valores que os norteiam, a filantropia política, a salvaguarda social, a vitalização dos valores morais ético culturais da Nação e a quebrar constantemente barreiras, sociais, do preconceito, das minorias, da tolerância, do direito a Saúde e Educação a priori de todo o cidadão. Se não é tolerada a incompetência ao comum dos cidadãos de que modo poderia ser tolerada incompetência ao poder politico como se de semi-deus se tratasse, quando a incompetência na política produz a escala efeitos avassaladoramente mais nefastos com repercussão social. Por isso em vez de barbaridades proferidas em vez do discurso oficioso o político, pelo menos uma parte significativa demonstra um torpor e um ser néscio pela causa sociológica ou desconhecimento desta. Uma das questões de fundo, estruturais em política é a revitalização do conceito de concretização de políticas a longo prazo, atacando causas fraturantes e demonstrar eficácia na construção de programas de salvaguarda social, de carácter educativo e cultural também abrangendo os mais jovens, idosos e desfavorecidos, criando um dínamo social que possibilite mais simultaneamente o emprego e empreendedorismo. Nunca foi tão necessário o combate a evasão fiscal bem como a corrupção, e ao trafico de influências também, do mesmo modo nunca foi também tão necessário os políticos demonstrarem lisura e verticalidade, nunca ignorância, para isso seria mais prudente estarem calados e no dia que se sentirem deslocados da realidade do País, que vão sair a rua e tomem um café com um comum do cidadão que este lhes explica. O paradigma da civilidade é este, como somos todos civilizados podem-nos retirar direitos a vontade só porque somos civilizados, o cidadão sentir-se-á um civilizado contraproducente portanto chegou a altura de instituir a alcunha do politico civilizado, é aquele que não retira mais direitos liberdades e garantias ao cidadão e mais, tal devera estar blindado na Constituição da Republica Portuguesa, já vilipendiada aquando da retirada ainda que temporária não deixa de ser ilegal, do decimo e quarto mês de remuneração salarial consignado e em vigor no documento. E por falar em documentos, é obsceno contemplar no Diário da Republica atribuição indevida de subsídios de décimo terceiro e quarto mês em regime de excepção, em forma de despacho. A social-democracia demonstra-se sectária, quanto sectária esta divida a esquerda. Os monopólios de alguns grandes grupos económicos absorvem a mobilidade das populações e a maçonaria insurge-se, nada melhor que legitimar o tráfico de influências com a imprensa a fazer o trabalho de limpar a loja. O bom termo chegaram as negociações coma Madeira sem nunca se ter falado em ultra-periferia nem na importância estratégica e na zona económica exclusiva de duzentas milhas o que confere a Portugal a maior plataforma oceânica da Europa Ocidental, e toda a sua biomassa. Convergiram ventos nacionalistas e aconteceu sentido patriótico também contribuído para o pragmatismo da discussão essencial. Não há semi-deuses em Politica, mas os políticos são como a mulher de César, não é parecer, é ser.

 

 

Jorge Batista de Figueiredo.  

Politica Escorreita 28.0. Portugal, retrato de um País Obliterado.

 

Se é verdade que em toda esta conjuntura global, particularmente a Europeia, Portugal detêm um papel determinante, como um tampão ao impedir que o Euro se esvaia pelo ralo Grego, por exemplo, contudo a politica fiscal em Portugal é infinitamente mais sólida e estruturada que a maquina fiscal Grega, praticamente inexistente, tal facto por exemplo deveria de ser tido em linha de conta, na confiança nos pontos nucleares do Estado, nem que seja para acreditar o mesmo, ao contrario do que vossas excelências, governo, costumam fazer, desacreditando, hipotecando, obliterando, retirando direitos, liberdades e garantias ao cidadão a muito consagrados na constituição, tais valores, a mesma constituição que o governo pretende vilipendiar, escancarar as portas aos correligionários do neo-liberalismo selvagem, com a sensibilidade social de uma medusa venenosa, quando na constituição deveria de estar inscrito que a retirada de direitos ao cidadão, que o retrocesso só poderia ser efectuado por mudança na constituição e, através de referendo, sim porque os deveres do cidadão, a muito que ele o sabe, senão o governo não estaria hoje no poleiro, escarrando incompetência, opressão social. Não se pede a Passos Coelho que seja um Mandela ou um Vaclav Havel, ou até um Olof Palme, quiçá um Sá Carneiro…o eterno mito do PSD…qual nevoeiro Sebastianista, Passos Coelho munido de vernáculo bafiento, incita docentes e demais Portugueses a imigrar? A dimensão Pátria deste senhor revela-se pútrida e fédita, nem um rasgo estrutural de encorajamento ou tomada de medidas que preconizem a confiança e consequentemente o crescimento da economia, e qual palavra acerca de alavancar a classe média, quando deveria de ser uma força e presença negocial unilateral e bilateral presente aos interesses do País, o primeiro-ministro, que é para isso quem lhe pagam, coloca-se de cócoras perante a Troika, com excesso de zelo, e prejuízo estrutural para os trabalhadores, expropria-se de subsídios e mais-valias que demoraram gerações a conquistar, e permite a invasão ao consubstanciar ingerências inaceitáveis no âmbito da soberania Nacional. Resta a oposição a blindagem da constituição bem como criar a ligação pelo povo, de sua alteração ser sujeita a refendo, com todas as medidas sujeitas a discussão, e pelo contrário fazer munir a própria constituição de mecanismos que impeçam o retrocesso social, garantindo a sobrevivência do significado constituição pelo significante que a consubstancia, o cidadão Português e a Nação. Este Governo está pleno de Ministros deslumbrados, Paulo Portas depressa esqueceu a filantropia política pelo menos, Luís Amado, exilado na Mauritânia por breves instantes, era por lá que deveria de ter ficado, e a marionete Viegas, o clarividente secretário de estado, não consegue distinguir a diferença entre um quadro com cães a jogar as cartas e uma Guernica. Fazendo as contas a saudosa estabilidade e eficácia do escudo em oposição de fase em relação ao Euro, com as taxas de juro em vigor pelo BCE, que a grosso modo empresta a um por cento e cobra a seis, e a não inclusão do défice ou dividas soberanas nas contas no mesmo BCE, que de dois por cento deveria de ser de dez, acalmando assim a especulação de agências de notação, como fazem outros mercados menos desenvolvidos até que o Europeu, isso implicaria a demissão do vice-presidente alemão do BCE, e Merkel nem esta para isso, um exemplo puro de social-democracia europeia, sectária. Concomitantemente a conjuntura atual de Portugal e da forma que esta a ser conduzida a atual politica, faz sobressair a volatilidade social com as respetivas consequências, com o intuito da sobrevivência quando deveria de ser da vivencia, fomentando divisões e separatismos, subalternizando e subestimando questões como a centralização descurando a periferia ou a descentralização, caso da região ultra periferia, o arquipélago da Madeira por exemplo detêm toda uma zona económica exclusiva, duzentas milhas em torno do arquipélago incluindo selvagens que contribui também para que Portugal detenha a maior zona económica exclusiva da Europa (Ocidental/. Vozes do alem no arquipélago do paralelo trinta e três Português, Madeira murmuram por entre o nevoeiro, Independência, quando muito aconteceria como na ilha de Pascoa, donde comeram-se uns aos outros, literalmente, como reza na História. Na Europa ao difícil dialogo Franco Alemão junta-se também a dificuldade de comunicação entre Inglaterra e restantes estados membros, obtusos os políticos Ingleses, nenhum homem é uma ilha e Cameron comporta-se como tal, obtuso, na época medieval as lanças dos cavaleiros eram seguradas com a direita portanto a condução dos automóveis tem de ser pela direita, em relação aos Ingleses o humor foi sempre inferior a capacidade destes elaborarem politica europeia, de tal maneira que quando um europeu atravessa o canal da mancha de comboio, a meio sente a pressão da Commonwealth. No baktun Maia de 2012 também, estes senhores governam o País, mas não governam a nossa mente, a de ser Português.

 

Jorge Batista de Figueiredo       

Politica Escorreita 27.0. Conjuntura Sócio, Politico e Económica de Portugal e o Federalismo Europeu.

 

O Neo-Liberalismo selvagem no seu máximo esplendor desta vez pelo 1ºMinistro Passos Coelho na batuta do PSD e CDS, nada contra o neo-liberalismo. Uma vez mais contraria-se os princípios básicos de que a Economia só aumenta com poder de compra a e alavancarem a classe média, tal como sucedeu no Brasil por exemplo. Neo-Liberalismo Selvagem, porque não contempla tarifas especiais para o pagamento de agua luz e gás as Escolas e até Hospitais, porque estrangula a classe media na medida em que os prazos sucessórios dados pela Troika não implica a retirada de direitos liberdades e garantias do cidadão português, como os políticos lhes gostam de chamar. O CDS no espectro partidário ao centro depressa esqueceu a sua democracia cristã, um exemplo disso é a diocese do Funchal que é dona do Jornal da Madeira, Jornal institucionalizado que propaganda Jardim e o PSD, e tem como orçamento cinco milhões mais prejuízo de quatro ao ano. O actual Presidente da Republica enquanto primeiro-ministro agravou a dívida pública em cerca de 350%, nisso bateu o recorde desde Marcelo Caetano, e agora até se fala em nacionalizações de Bancos com a direita no Poder, vejam bem como isto esta, não concordo que nenhum funcionário público ganhe mais que o Presidente da Republica quando um senhor do bolo da Banca falou na televisão e afirmou que existem gestores públicos que fazem mais que o presidente da república e que o Presidente da Republica não faz nada, (…) e paço a citar. Da Direita para a Esquerda o PSD parece determinado a ignorar a Oposição que no mínimo lhe garante o tão entoante consenso Politico internacional, postura de estado arrogante Passos Coelho, bem como o ministro das Finanças, monocórdico, em vernáculo de vigário. PS com um líder desprovido de Carisma Politico, confunde-se vagamente em lugares comuns, não tendo um adjunto de estatística a altura quiçá, contudo faz o seu papel, com Jaime Gama e Lacão a encolher-se e Soares a contorcer-se. O Bloco de Esquerda deveria de mudar o nome para Bloco Partidário e desmarcar-se de vez do Partido Comunista, mais âncora ou fóssil ideológico, para uma Esquerda mais eficaz, corrigindo assim a sua trajectória descendente com revigorar das estruturas internas. Enquanto Independente depreendo o Bloco a fazer um upgrade Politico. Ao fim ao cabo que a Direita vem buscar políticas sociais a Esquerda e a Esquerda vai la buscar caviar. Existe vida na Democracia, ao contrário de bipolarizações e extremismo temos uma confluência para o Centro sem que o CDS cumpra sequer esse papel.  O Partido Comunista continua a mobilizar pelo menos os Sindicatos, ao ouvir Jerónimo de Sousa parece ainda Gdansk. O Federalismo Europeu é necessariamente diferente do Federalismo Americano por exemplo. No Federalismo Americano o salário mínimo para todos os Estados é o mesmo, o mesmo não acontece na Europa, entre os Países, por exemplo. Porque se deixa o Euro manipular pelos mercados? Ou a Europa faz parte do FMI, ou será ao contrário, e o BCE que tem a dizer, Durão Barroso em discurso inflamado incitou a Banca a ajudar. Uma oportunidade para as novas economias do Euro e o seu Tratado de Lisboa.

 

Jorge Batista de Figueiredo

Politica Escorreita 26.0. A Cultura e a Crise.

 

O Entretenimento é a parte mais periférica da Arte e a Arte é a parte mais periférica do Sistema. A ignorância é de facto uma bênção para o sistema politico vigente, quanto menos o povo for exposto a Cultura menos massa critica irá adquirir, consequentemente a Cultura acaba em certa medida por ser um sistema de controlo, contrariando todas as teses de que a Cultura é algo se essencial e até de paixões governamentais como foi o caso do governo da paixão pela Educação, a verdade é que o delimitar o acesso a Cultura ainda que por ignorância é por si só um factor de controlo por parte também veementemente mostrado também por este Governo, quando deveria de ser ao contrario, a Arte sim factor de controlo do Governo, no que respeita ao Ministério da Cultura ou a reduzida a Secretaria de Estado, claro. Em termos Artísticos estamos em um País de Papalvos, não há pura e simplesmente condições para que artistas se possam manifestar, em um País de vacas sagradas, a cultura é vilipendiada, manipulada, para quê? Para que infelizmente o policromatismo, a diversidade Social se esvaneça. Corta-se logo na Cultura que o que mais nos humaniza. Os Políticos quando muito limitam-se a construir infra-estruturas e aí bem, esquecem-se das estatísticas, como vai o Cinema com o Espanhol, como vai a música erudita com a Holanda, etc. etc., Futebol, Fado e Fátima, de acordo, também pode ser Futebol, Teatro, Fado, Musica, Fátima, Joaquina, (…). A RTP soube que ira ser privatizada e reduzir o tempo de emissão na RTP Madeira aqui no paralelo trinta e três Português, no dia a seguir acendeu-se o letreiro da RTP Madeira na colina, com programas de talentos com câmara-men ´s ao fundo enrolados em esparguete de fios e a grua da câmara a meio do ecrã e tapar uma versão rap da internacional socialista(…) A seguir tenho a esperança que aconteça as sonatas do Bach por Glenn Gould (…) Na Crise e Cultura qual o Orçamento, 0,5? Feitas as contas dos buracos colossais e etc já dava para fazer duas Orquestras, um Teatro e um Guggenheim. O concerto de Violino de Chopin de Passos Coelho tutelar segundo a Constituição da pasta da Cultura é mais uma espécie de concerto de serrote de Beethoven ou de assobiar para o para o lado.

 

Jorge Batista de Figueiredo    

Politica Escorreita 25.0. Contemporaneidade Europeia, Económica e Social.

 

Na então comunidade económica europeia C.E.E. de que surgiu a implementação do Euro, os Países teriam de abdicar da sua capacidade cambial, cabe agora ao B.C.E. compensar, colmatar tal “ contrapartida “ e assegurar também a estabilidade da zona Euro. A proposta de Bruxelas de controlo das máquinas fiscais dos Países é por si polémica. Não se pode falar de federalismo Europeu e Regionalização, ó será possível que sim, autarquias fazendo uso fruto das suas receitas fiscais valorizar o património faziam e outras especificidades contrariando a tendência da Europa de se formatar a si própria. Convencer David Cameron a fazer a efectuar um referendo pela adesão ao Euro antes da entrada na Turquia na Europa, perguntas pela qual a Europa se confronta. A volatilidade no mercado Americano veio por seu lado comprovar o Euro como moeda a prova de sismos. Na conjuntura política actual urge tirar as melhores ideias da esquerda e fundir com ideias construtivas de direita, para que o estado social e o privado possam coexistir, preservando sempre o direito do cidadão. A direita insiste sempre que retirando poder de compra a Economia possa florescer, no entanto o governo de Lula da Silva provou ao contrario com um aumento da classe média autosupsistente. O próximo artigo será sobre a serie de Fibonache na Economia. Saudações.

 

Jorge Batista de Figueiredo     

Politica Escorreita 24.0. Serviços Secretos á Portuguesa

 

Em uma recondida mesa nos pasteis de Belém esta um homem de gabardina a espera de um homem cuja senha é “galo de Barcelos”, eis que chega o individuo, soturno e circunspecto, muito semelhante a imagem do patronato pintada nos muros da margem sul pela extrema-esquerda e extrema-direita, chapéu preto, gravatinha e pastinha, proferida a senha “ galo de Barcelos “ o homem da gabardina dos serviços secretos responde “ aguardente de medronho “, senha e contra-senha previamente combinadas, coincidem e então o homem soturno com ar de patronato retira do pastel de nada o nome do administrador associado ao CDS que ira para vice-presidente da caixa geral de depósitos ganhando assim mais que o Presidente da Republica e que o mesmo CDS se insurgiu veementemente contra isto de tipo procedimento que segunda a sua ideologia democrata cristã seria isto capitalismo selvagem, mais ou menos isto mas, é uma versão que me agrada, particularmente.

No mercado do bulhão, a mesma hora sensivelmente, dentro de uma dourada vinda de Espanha um agente do S.I.S retira uma mensagem em holograma do seu homólogo Espanhol, desde que ouviu que o príncipe Carlos não pôde ir a uma conferência e enviou um holograma, não resistiu e também o utilizou, muito mais interessante do que mensagens em microfilmes molhadas encriptadas. Na mensagem constava que as matrículas de nuestros hermanos não eram reconhecidas nas portagens (…), mas como se Portugal exporta tecnologia acerca de portagens, na resposta ao holograma mandou dizer que já tinha roubado códice de São Tiago de Compostela e que já não precisava de lá ir.

Resumindo, a direita não quer um estado policial mas insiste em controlar as secretas porque não é eticamente secreto ficar ou saber que mais de um terço dos altos funcionários do Estado ganham mais que o Presidente da Republica. As secretas em Portugal é como o programa espacial, não existem, a questão é ate que ponto a embrionária secreta esta articulada com o ministério público, com DIAP, com a judiciária e até com o tribunal constitucional, ou então têm um modus operandi de ficar no banco do jardim, camuflados com os rostos pintados como a magala. As Secretas precisam de um bom edifício com meios para combater a corrupção, trafico de influencias e segurança interna e externa, com muitos computadorezinhos pois o crime económico esta a frente em meios dos que as “ Secretas “ detêm, por exemplo. Com uma parada, um tatuo e o Presidente da Republica para a inauguração, isso é que era lindo.

 

Jorge Batista de Figueiredo

Politica Escorreita 22.0. Portugal , País de Brandos Costumes.

 

Em uma encruzilhada politica social que nos encontramos importa esclarecer alguns pontos julgar fulcrais para o contributo de um maior esclarecimento politico. A esquerda fragmentada por culpa do Bloco de Esquerda e do PS em muito, nem tiveram sentido de estado, sim porque sentido de estado também tem-se nas oposições o não comparecer juntos ao lado de Manuel Alegre revela bem a convergência de esquerda de vossas excelências, um pouco tipo teima futebolística entre Valdano e Mourinho, ganha o Mourinho(…), e depois o desplante de Ana Drago a afirmar categoricamente que o Bloco ira perder votos para o PS, diretamente proporcional o cargo de Coordenador do Partido está, a quinquilharia da internacional socialista que a mesa nacional do Bloco vocifera, mais empedernida em comité central volta-se para o modus operandi mais comunista, afastando-se do que poderia ter resultado com uma coligação com PS, evitando assim a volatilidade da esquerda na assembleia, seguindo assim a bússola do construtivismo politico e até do progresso se quiser, quero eu dizer que o Bloco nas esta para o PS como CDS esta para o PSD, tal desfasamento e, naturalmente reflectido em diferença de votos mas (…) torna-se necessário e até desejável que o PS prossiga o seu trabalho interrompida pelo desejo de poder pelo poder do PSD, demonstra o seu líder Passos Coelho ser desconhecedor da conjuntura politica e social que aí vem ao contrario de Sócrates que ao mostrar estar por dentro dos dossiers, aí é que esta a diferença. Eis a forma como Cavaco dissolve a assembleia, dividir para reinar,(…) a séculos que a direita usa esta estratégia sobre a esquerda.

 

Jorge Batista de Figueiredo

Politica Escorreita 21.0. Crise Politica ou Portugal o tampão Europeu.

 

Quanto mais não seja por Portugal e toda a sua historia. Portugal significa também um efeito tampão em relação aquilo que poderá ser a credibilidade da moeda única também. Sócrates europeísta por excelência não teve toda a comodidade que teve Cavaco nos oito anos enquanto primeiro ministro. Se é altura de Cavaco olhar a constituição, esta é a altura certa, contudo apenas parece uma corte, uma monarquia da democracia, protocolar mero apagadora de fogachos partidários. Sócrates não tem nada que ver com o seu hipotético homologo Santana Lopes, e se não recorrer-mos a ajuda externa ao primeiro ministro devemos. Um parlamento volátil em que a aproximação entre PSD e CDS não se viu entre PS e Bloco por exemplo, Bloco que deveria de ter aceite uma coligação com PS, quanto mais não seja para repetir ao que sucedeu com coligações do tipo PSD-CDS desta feita adoptada a um dialogo de esquerda moderada por outro lado. A esquerda fragmentou-se nas Presidenciais e agora vamos para eleições e não pensem nem por um segundo que a Esquerda esta na prateleira e a tal maioria de dois terços apregoada como mito por Alberto João Jardim para que assim haja revisão constitucional, é um delírio, revisão constitucional significa a Regionalização. O PSD foi guloso politicamente ao crer ir ao pote do poder demasiado cedo, Manuela Ferreira Leite encolhe os ombros e Passos Coelho fica com os créditos estatísticos proporcionados pelo PS. Existem fracturas no eleitorado de Jardim, do mesmo modo que o PSD devera encarar a Esquerda de frente se quiser ser governo. E que eu saiba o PSD ate agora so contribuiu para a instabilidade e especulação dos mercados, o preço para a mudança politica era nesta altura despropositado … Da minha parte não garantia uma maioria absoluta ao PSD, e se for ao contrario voltamos ao mesmo, ou seja no bom caminho. Agora Portugal devera comprometer-se ao papel de tampão e testemunhe a credibilidade da moeda comum, o Euro.

 

Jorge Batista de Figueiredo

Da Vinci, O Homem Vitruviano

 

Crónicas Terráqueas 9.0. Esoterismo, Psicanálise, I Ching, Cabalística, Antroposofia, Teosofia e os que se seguem.

 

 

Na transição do século XIX para o século XX talvez os primeiros escritos considerados sérios na época na área do esoterismo foram os escritos elaborados pelo conhecido teórico Alan Kardec, imersos sempre em sociedades secretas, os próprios maçõns sempre apimentaram os seus rituais com algum esoterismo, se bem que sempre do ponto de vista holistico como pedreiros construtores de templos mas também no caso especifico da maçonaria trabalha-se também o templo exterior e não é anormal encontrarem-se maçõns com especial interesses pela cabala, o facto é que com Alan Kardec determinadas questões do universo onirico quase como se de um universo paralelo se tratasse afloraram e palavras como médium, ou até a existência de identidades que supostamente existiriam em um campo ou universo supra sensorial foram de uma forma mais explicita focados, o atávico procurava desta forma uma explicação mais formal, mais experimental também e naturalmente alguma fundamentação cientifica de modo nenhum identificada com as correntes de teologias sejam elas quase fossem. Com a grande revolução que constituiu Sigmund Freud que ainda hoje impera quase de forma aristotélica, a psicanálise associou ao esoterismo muita da forma como vemos ou da perspectiva que temos dos nossos mais directos progenitores ou até da forma como até isso se reflecte na vivência da nossa sexualidade, Carl Jung foi mais longe e associou a mente humana a um imenso puzzle a que ele chamou de I Ching imprimindo assim já uma interacção entre o interlocutor, a criatividade e o plano intuitivo como etapa seguinte ao intelecto. Determinadas correntes como a protagonizada por Blavatsky procuram já unir antropologia com filosofia porem em uma abordagem muito sociológica. O mesmo se passou com Rudolf Steiner unindo teologia com filosofia em uma abordagem ousada procurando juntar sociologia, filosofia e teologia, as correntes esotéricas de vanguarda deliberadamente procuram a junção entre a ciência e teologia e o apogeu desse processo é de facto a formula de Einstein em que pela primeira vez uma formula matemática não contempla matéria mas sim energia, trata-se de uma revolução epistemológica na verdade e a questão é que o homo sapiens sapiens dividido sob o ponto de vista esotérico em corpo, físico, emocional, mental e intuitivo possuidor de supra -consciente, inconsciente e sub consciente é também uma identidade ou ser por natureza complexo. Nada disto tem que ver directamente com os processos de meditação transcendental ou com alguma forma particular de yoga, pelo contrario o esoterismo procura uma de forma muito palpável e fundamentada e é importante que se diga dissociadas de seitas ou correntes que sejam supostamente ramificações quer de religiões quer de astrólogos intrépidos, o esoterismo constitui a vanguarda do estudo da mente humana na sua vertente espiritual, toda o que nos diferencia dos demais animais, a perspectiva que cada um tem da arte por exemplo, da sensibilidade dos sentidos e sua interacção com os elementos. Muitos teóricos já se debruçaram  e com passos significativos na explicação e no desenvolvimento cabal do esoterismo, uns recorrendo a teologia outros a ciência, estou-me a recordar do Tão da Física de Freitjof Capra, ou até do ensaio interessante  de Bob Toben ( O espaço tempo e mais alem /, Actualmente existe uma reputada escritora; Alice Bailey infelizmente ainda não traduzido para português que tem um ensaio interessantíssimo chamado “ A teoria dos Raios Cósmicos “ que sintetizando um pouco é uma teoria com raízes profundas no hinduísmo e mais tarde no budismo tibetano que afirma que existem sete raios que constituem uma espécie de síntese do perfil psicológico de cada individuo, passo a enumerar: primeiro raio ( vontade - poder /, normalmente associado a pessoas por natureza com capacidade de liderança, : o segundo raio denominado por ( amor – sabedoria / intitimamente ligado as pessoas com natureza mais contemplativa, : o terceiro raio intitula-se (inteligência – activa ), naturalmente mais proeminente a nível do intelecto, ; o quarto raio que constitui o eixo central entre os sete raios e é naturalmente ( harmonia – através do conflito/, é um raio iminentemente usado por diplomatas por exemplo, ; o quinto raio é denominado de ( conhecimento concreto /, mais devotado por gentes da área da ciência por exemplo, ; o sexto raio é ( devoção – idealismo /, naturalmente conotado com a noção de ideais que cada um possui, ;finalmente o sétimo raio é ( organização e ritual /, associado desde o conceito de protocolo ou de tudo que queiramos apelidar de ritual, isto é muito interessante e constitui o dos mais vanguardistas estudos esotéricos digamos assim constituído podendo assim dizer uma espécie de tabela periódica referencial das nuances de carácter comportamental do ser humano. Na verdade existem muitos livros de auto – ajuda disfarçados de livros esotéricos e vice – versa contudo da grande oferta que existe neste sector, são muito poucos os que podem ser interessantes e surpreendentes. A espécie humana já atingiu o ponto de não retorno, ou seja é uma espécie de animal racional radicada e implantada que atinge um ponto chave no seu desenvolvimento como um todo e se o primeiro primata tem cerca de sete milhões de anos já o primeiro hominídeo ( Lucy / tem três milhões e meio de anos, portanto façamos as contas a facilmente concluímos que o homo sapiens – sapiens tal como o conhecemos se encontra em um ponto nevrálgico do seu desenvolvimento, esotérico também.

 

 

Jorge Batista de Figueiredo.      .  

 

Bloco

Politica Escorreita 20.0. A Lei das Finanças Regionais, uma visão desde as trincheiras da Democracia.

 

 

A azafama e o frenesim resultantes do andamento ou não da lei das finanças regionais não poderia ser mais pertinente, pudera, poderia sair dali um qualquer orçamento limiano ou uma espécie de conceito de regionalização a “ far oeste / como é perito o Doutor Jardim, o facto é que a falta de regionalização toca a meter a viola no saco e através de uma legislação enviesada que esta embora obter dividendos, políticos e económicos conforme o que der mais jeito misturando tudo, lutas partidárias internas, cabeças de cartaz duvidosos a esgrimirem argumentos de simpatia autonomista do género eu já molhei os pés no pico e outro eu já comi espetada na Madeira mais a argumenticia sub-reptícia, mais cínica, a mais hipócrita até, a de defender o bastião politico, se fosse a lei das finanças regionais de Viseu o PSD faria a mesma coisa, defender o bastião, a aldeia gaulesa de direita contra os intrépidos sectários de esquerda, facciosos, os yuppies abnegados socialistas, os Trotskistas do Bloco, dos casamentos gays, do sobrinho gay que se quer escondido dentro do armário, esta visão impregnada de catecismo da direita contrasta com o tal despesismo apregoado pelo governo PS mesmo que seja a centésima, o rigor que se impõe ao Estado estoicamente argumentado pelo ministro das finanças contra a engenharia financeira imposta por Jardim, senão vejamos, Guterres perdoou no passado praticamente quase toda a dívida da Região Autónoma da Madeira a troco de quê, é justo que se pergunte, o apogeu do  " boyismo / no PS, uma mistura de chico espertismo com nacional porreirismo  do economato do PS ganhou alforria no Off-chore da Madeira, secretários de estado que naquela altura nem o que faziam dava para pagar a conta da luz provavelmente não foram parar a nenhuma fundação, ou foram. Em um passado mais recente as ultimas eleições regionais que pelo finca pé de Jardim se viram antecipadas, tudo por causa de uma diferença de trinta milhões de Euros, valor esse que a partida foi e não tem nada a ver ou será que tem, o valor do orçamento para as obras do estádio dos Barreiros em grande parte comparticipado pelo Estado, por exemplo, a teimosia politica de Jardim faz sobrepor certamente e muitas das vezes o argumento politico em detrimento do argumento económico, por estar confinado a Madeira, por no seio do seu partido ser apenas referenciado como um líder regional de bastião, por saber que no fundo o consideram um arruaceiro politico, que nunca teria o perfil para ser presidente da assembleia da republica como o foi Mota Amaral eventualmente. Jardim não é inimputável, tudo o que ele faz é engenharia financeira a revelia da Republica, achincalha o ministro para a republica para a Madeira mas ao mesmo tempo cobra o Iva na Madeira a catorze por cento enquanto no continente é a vinte, quem fica como lucro da diferença, Jardim claro, quem paga, os continentais ou cubanos como ele lhes chama, as sociedades para o desenvolvimento no paralelo trinta e três Português financiadas pelo estado estão praticamente falidas, quem vai pagar? Jardim pretende que seja a maquina fiscal do continente, também será, mas na realidade quem vai pagar são as gerações futuras da Madeira quando Jardim se for embora e quando se fizer uma auditoria como deve ser e se descobrir que a Madeira esta individada até a quinta casa. A uns anos atrás não queria acreditar quando lia uma notícia no diário de notícias do paralelo trinta e três Português, a Madeira, dizia assim: “ Secretaria do Turismo e Cultura faz doação de cinco milhões de euros a Fundação Social Democrata “, no meu entender trata-se de lavagem de dinheiro. Parte-se-me o coração ver que alunos do secundário na Madeira só tenham acesso a bolsas de estudo depois de ostentarem o cartão da JSD e uma figura do PSD local na assembleia legislativa regional, a deputada Nivalda com voz esganiçada em pose galinácea esbracejava espavorida durante uma intervenção que se o governo de Santana Lopes fôra destituído este governo também teria de o ser, por da cá aquela palha ou por este governo não ser suficientemente subserviente aos interesses de Jardim. No paralelo trinta e três Português, na Madeira, nas trincheiras da Democracia por um lado faz-se a chamada politica do antagonismo, quem não esta comigo esta contra mim, se apregoa aos setes ventos pelo PSD regional as setes facas atrás da porta contra o bicho papão do continente inclusivamente com exortação a disparates ignóbeis como o separatismo mas por outro lado e inexoravelmente a Madeira esta ligada umbilicalmente ao Estado, a Republica, a benfeitora que envia dinheiro para colmatar o legado do PSD: betão, turismo e bananas.

 

Jorge Batista de Figueiredo    

 

O Velho, o rapaz e o burro

 

Politica Escorreita 19.0. Um golpe no cinzentismo e na hipocrisia politica, a volta de Manuel Alegre.

 

 

 

 

É importante que se perceba que por detrás do movimento politico despoletado por Manuel Alegre existe todo um manancial de cultura, de identidade profunda para com o muito  ( démodé / sentimento e sentido de pátria, esta implícido uma simbiose e uma união que mais parece toda uma sociedade secreta que se desvelou, toda a união perpetuada quer por uma vasta e de largo espectro classe de intelectuais, de artistas, filantropos, políticos e cidadãos anónimos se unem em torno de uma causa que a partida poderia parecer perdida, trata-se isso sim do arrepiar de poros de pele e de plexo solar quando se ouve isso sim o ( e depois do adeus / do Paulo de carvalho e se como migas e simultaneamente se esbarra com o Janita Salomé, quando se vai no carro e se ouve Fausto como deve ser, não aquele vomitório dos ídolos, toda essa consciência, toda essa tomada de posição devera de estar intrinsecamente ligada ao nosso estado de alma, patriótico ou não, independentemente de se ter uma bandeira no quarto da republica ou da monarquia, todo o sentimento que surge por detrás de Manuel Alegre é muito mais do que uma serenata coimbrã, mais que papas de sarrabulho pela lareira numa tertúlia de poesia, é muita mais que isso, trata-se da identidade profunda daquilo que respiramos e somos enquanto intrépidos Portugueses do passado mas também como visionários do presente, munidos de cultura e de substancia e de portucalidade, a mesma que arranhou as montanhas de Timor, exactamente a mesma de que é feita a arrogância de José Mourinho, porque não (…) não sermos carneirada por dentro, europeus mas muito portugueses que gostam do seu  “quintalinho / espraiado no atlântico.  Seria hipocrisia politica e cinzentismo politico. Em uma conversa telefónica que tive o privilegio da ater com Helena Roseta, também ela uma mulher extraordinária, pude constatar que o movimento por Alegre continua cintilante, palpitante a crescer, como uma imensa placa tectónica de cidadania  e de intervenção social, de empreendedorismo cívico em larga escala e consertado. É preciso que se saiba que fui repudiado e mal tratado pelo meu partido o Bloco de Esquerda no Funchal cujo associado nº 3561 vitima que fui de uma associação de Neandertais políticos fossilizados na UDP, pararam no Mário Tomé por quem nutro o maior dos respeitos, e frequente ver-se um coxo e um corcunda por aquelas bandas do paralelo trinta e três Português, a Madeira, na tomada de assalto por esquizofrenia politica da extinta UDP na sucursal do Bloco no Funchal, a ganirem a internacional socialista quais cabecinhas de gare do entroncamento com nevoeiro. Ostracizado por ser mandatário jovem por Manuel Alegre no Funchal chamaram-me camarada repreendendo-me por não apoiar Louça na corrida presidencial (…) mas, estamos a brincar ou o quê. A minha resposta não se fez esperar (…) Vai chamar camarada ao grande invertebrado, seus aneurismas de democracia (…) Fui e seria um privilegio voltar a ser mandatário jovem por Manuel Alegre no Funchal, que se frise. Cavaco ficou a 0,4 pontos percentuais de perder as eleições, isso é que é a versão correcta e não a versão que este o então Presidente da Republica cessante Cavaco que apregoou que com 4 candidatos ter passado a 1ªvolta foi um feito extraordinário (…) Esquece-se Cavaco que Manuel Alegre lutou contra o PS, o aparelhistico do partido mais empedernido e dogmático, a acima de tudo contra o orgulhoso Soares que ainda não deu o dito pelo não dito, em uma teimosia de asno, tais forças de atrito politicas tendem porem a desvanecer-se e o movimento cidadãos por Lisboa mostrou por exemplo em Lisboa ser um raro e contundente movimento de cidadãos, em uma perspectiva mais ampla, mais clarividente emanado do macro-movimento pela cidadania e pelo restauro de parte da republica até. Vivida a marcha e a missão até Belém será dura, e como diz o anjo da guarda do Poeta, a tarefa e dura mas és desenhado para a fazer.

 

De Pouco serve a Ode

Se não almejar o Poeta

Demonstrar tudo o que o povo pode.

 

 

 

 

Jorge Batista de Figueiredo

         

Mandatário jovem por Manuel Alegre no Funchal nas ultimas eleições Presidenciais.

 

 

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