Politica Escorreita 28.0. Portugal, retrato de um País Obliterado.
Se é verdade que em toda esta conjuntura global, particularmente a Europeia, Portugal detêm um papel determinante, como um tampão ao impedir que o Euro se esvaia pelo ralo Grego, por exemplo, contudo a politica fiscal em Portugal é infinitamente mais sólida e estruturada que a maquina fiscal Grega, praticamente inexistente, tal facto por exemplo deveria de ser tido em linha de conta, na confiança nos pontos nucleares do Estado, nem que seja para acreditar o mesmo, ao contrario do que vossas excelências, governo, costumam fazer, desacreditando, hipotecando, obliterando, retirando direitos, liberdades e garantias ao cidadão a muito consagrados na constituição, tais valores, a mesma constituição que o governo pretende vilipendiar, escancarar as portas aos correligionários do neo-liberalismo selvagem, com a sensibilidade social de uma medusa venenosa, quando na constituição deveria de estar inscrito que a retirada de direitos ao cidadão, que o retrocesso só poderia ser efectuado por mudança na constituição e, através de referendo, sim porque os deveres do cidadão, a muito que ele o sabe, senão o governo não estaria hoje no poleiro, escarrando incompetência, opressão social. Não se pede a Passos Coelho que seja um Mandela ou um Vaclav Havel, ou até um Olof Palme, quiçá um Sá Carneiro…o eterno mito do PSD…qual nevoeiro Sebastianista, Passos Coelho munido de vernáculo bafiento, incita docentes e demais Portugueses a imigrar? A dimensão Pátria deste senhor revela-se pútrida e fédita, nem um rasgo estrutural de encorajamento ou tomada de medidas que preconizem a confiança e consequentemente o crescimento da economia, e qual palavra acerca de alavancar a classe média, quando deveria de ser uma força e presença negocial unilateral e bilateral presente aos interesses do País, o primeiro-ministro, que é para isso quem lhe pagam, coloca-se de cócoras perante a Troika, com excesso de zelo, e prejuízo estrutural para os trabalhadores, expropria-se de subsídios e mais-valias que demoraram gerações a conquistar, e permite a invasão ao consubstanciar ingerências inaceitáveis no âmbito da soberania Nacional. Resta a oposição a blindagem da constituição bem como criar a ligação pelo povo, de sua alteração ser sujeita a refendo, com todas as medidas sujeitas a discussão, e pelo contrário fazer munir a própria constituição de mecanismos que impeçam o retrocesso social, garantindo a sobrevivência do significado constituição pelo significante que a consubstancia, o cidadão Português e a Nação. Este Governo está pleno de Ministros deslumbrados, Paulo Portas depressa esqueceu a filantropia política pelo menos, Luís Amado, exilado na Mauritânia por breves instantes, era por lá que deveria de ter ficado, e a marionete Viegas, o clarividente secretário de estado, não consegue distinguir a diferença entre um quadro com cães a jogar as cartas e uma Guernica. Fazendo as contas a saudosa estabilidade e eficácia do escudo em oposição de fase em relação ao Euro, com as taxas de juro em vigor pelo BCE, que a grosso modo empresta a um por cento e cobra a seis, e a não inclusão do défice ou dividas soberanas nas contas no mesmo BCE, que de dois por cento deveria de ser de dez, acalmando assim a especulação de agências de notação, como fazem outros mercados menos desenvolvidos até que o Europeu, isso implicaria a demissão do vice-presidente alemão do BCE, e Merkel nem esta para isso, um exemplo puro de social-democracia europeia, sectária. Concomitantemente a conjuntura atual de Portugal e da forma que esta a ser conduzida a atual politica, faz sobressair a volatilidade social com as respetivas consequências, com o intuito da sobrevivência quando deveria de ser da vivencia, fomentando divisões e separatismos, subalternizando e subestimando questões como a centralização descurando a periferia ou a descentralização, caso da região ultra periferia, o arquipélago da Madeira por exemplo detêm toda uma zona económica exclusiva, duzentas milhas em torno do arquipélago incluindo selvagens que contribui também para que Portugal detenha a maior zona económica exclusiva da Europa (Ocidental/. Vozes do alem no arquipélago do paralelo trinta e três Português, Madeira murmuram por entre o nevoeiro, Independência, quando muito aconteceria como na ilha de Pascoa, donde comeram-se uns aos outros, literalmente, como reza na História. Na Europa ao difícil dialogo Franco Alemão junta-se também a dificuldade de comunicação entre Inglaterra e restantes estados membros, obtusos os políticos Ingleses, nenhum homem é uma ilha e Cameron comporta-se como tal, obtuso, na época medieval as lanças dos cavaleiros eram seguradas com a direita portanto a condução dos automóveis tem de ser pela direita, em relação aos Ingleses o humor foi sempre inferior a capacidade destes elaborarem politica europeia, de tal maneira que quando um europeu atravessa o canal da mancha de comboio, a meio sente a pressão da Commonwealth. No baktun Maia de 2012 também, estes senhores governam o País, mas não governam a nossa mente, a de ser Português.
Jorge Batista de Figueiredo