SOL

gomes2000/ II

"Se choras por não ter visto o pôr do Sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."
Os lugares também morrem. Assustarão os lobos ainda alguém?!

Os lugares também morrem.

 

“Quando eu era pequenina, fui passar umas férias a uma aldeiazinha perto de Mirandela.

 

Lembro-me do tanque no meio da (única) praça, onde eu ajudei a lavar as minhas roupinhas.

Recordo-me também da festa que fizeram uma noite, com o bailarico ao som de um

acordeão e sob as luzes das lâmpadas coloridas colocadas à volta do pequeno recinto.

Fartei-me de brincar por baixo das mesas compridas com as outras crianças até tarde naquela noite.

Lembro-me até de ter dançado no rancho folclórico!!!

 

Também assisti ao degolar de algumas galinhas e a uma matança de um borrego. Actos naturais. Eu é que não me esqueci...

E enjoei a alheira desde essa altura.

Em todas as mesas, em todas as casas, havia sempre um prato com alheira cortada em pedaços, um cesto com pão e um grupo de moscas pequeninas a esvoaçar às rodas e rodas...

Daquelas que não poisam e que pareciam bailar com o movimento dos cortinados branquinhos e rendados que esvoaçavam com a brisa.

 

Lembro-me das senhoras que usavam uns lenços coloridos na cabeça e uns vestidos compridos com um avental.

Elas estavam sempre a cozinhar ou a tratar da roupa enquanto eu brincava com os meus “Legos”...

Descobri que podia fazer hoteis com eles, autênticos resorts de 5 estrelas com direito a uma piscina minúscula e tudo. Depois apanhava insectos (com muito trabalho e paciência) que eram os hóspedes…

Claro que com as asas molhadas após um mergulho forçado na piscina, não voavam e eu colocava-os nas “espreguiçadeiras Lego” para secarem ao sol.

Após isso, alguns voavam de novo para a liberdade...

 

Na cama lembro-me dos lençois rijos, muito branquinhos e com cheirinho a sabão.

Com uma série de cobertores por cima porque fazia muito frio, eu encolhia-me toda sob o peso daqueles agasalhos e ficava quentinha...

 

E tinha medo ao ouvir os lobos uivar à noite longe, na serra...

Ficava uns minutos com os olhos muito abertos no escuro... e escutava os uivos...

Nunca mais os esqueci.”

 

 

 

Aldeias portuguesas, realidades de lugares que morreram.

Sem qualquer tipo de crítica, um olhar sobre alguns reflexos da famosa desertificação.

 

 

 

1946 - Concelho de Vila Pouca de Aguiar, aldeia de Cubas

 

As árvores estão tratadas, a produção é boa, as hortas cheias e regadas...

As vacas estão ordenhadas.

Alguns habitantes dormem uma sesta enquanto os restantes vão à missa na

Capela de Santa Bárbara.

 

Logo à noite os cerca de 50 habitantes irão reunir, para uma despedida a quatro jovens

da aldeia que vão emigrar...

 

 

2008 - aldeia de Cubas

 

Não se pode chamar uma estrada de terra batida.

É só um carreiro com pedras que sobe a serra da Padrela até aos 1147 metros de altitude. 

Nem as ambulâncias lá sobem.

 

Lá em cima, resistem dois casais de habitantes.

O Sr. Francisco e a D. Liberação, o Sr. José e a D. Nazaré.

Por causa de uns terrenos, os dois homens cortaram relações, as mulheres apoiaram-nos e as palavras secaram totalmente na aldeia...

 

Um deles agrupa alfaia, o outro acabou de amanhar um nabal...

Olham um para outro.

Não se cumprimentam.

 

O silêncio nesta aldeia é ensurdecedor, quebrado só por por algum pássaro...

Nem um mugir...

Mesmo as vacas partiram. Os dois homens já não têm saúde nem disposição para tomar conta delas.

 

Por vezes o acesso é feito com uma égua que carrega um dos homens à aldeia lá em baixo... Precisa de ir ao café de dois em dois meses.

 

-  Conviver – diz ele.

 

                       

 

 

1946 – Concelho de Montalegre, aldeia de Sanguinhedo

 

Perto de duzentos habitantes.

Só a residência de D. Ana Barroso acolhe 22 pessoas, entre empregados e patrões.

Produz pão para toda a região.

 

No dia anterior, a aldeia tinha festejado o fim das malhadas.

Todos juntos no monte,  tinham dançado e cantado ao som da concertina e do realejo

do Ti António, que sentado numa pedra batia o pé ao ritmo...

Á noite as meninas juntam-se e fazem bordados.

 

 

A construção da barragem afoga três quartos dos lameiros da povoação.

 

Depois, mais tarde, as minas de volfrâmio encerram e o desemprego é enorme.

Um grande incêndio e o ambiente cinzento ajudaram...

 

Muitos habitantes já partiram... Mais ninguém se muda para a aldeia.

 

 

2008 - aldeia de Sanguinhedo

 

O mato tomou conta de algumas casas.

Algumas paredes estão rachadas e os caminhos estão cobertos de musgo.

 

As casas são habitadas só por giestas, urze e pequenas lagartixas.

Um pano da loiça resiste num prego num arado ferrugento.

Uma Casal Boss enferrujada está tombada na rua principal.

Os fornos da D. Ana há muito tempo que não cozem pão.

 

As portas e vidraças estão cerradas e abandonadas...

Não resta um habitante em  Sanguinhedo.

 

- “Nem uma alma” – diriam por ali.

 

 

 

2008- Concelho de Vinhais, aldeia de Cerdedo

 

O regresso de um jovem emigrante com a esposa grávida e uma filha de três anos duplicou a população da aldeia.

 

Os quatro habitantes estranharam um pouco o aspecto jovem e tatuado do casal mas adoptaram logo a menina como uma neta fingida.

Mesmo para as aldeias das redondezas, Casares ou Vilarinho das Poças, a menina é

como um empréstimo de alegria!

A única habitante menina. Criança.

 

Este emigrante de 31 anos diz ter-se cansado do ruído, da cidade e do crime!

Quis regressar às origens.

 

Trolha durante a semana e agricultor nos tempos livres, garante terem tudo o que precisam ali.

Uma bandeira de Portugal e outra do Benfica assinalam a porta da sua casa, com paredes de betão e não de granito como as outras...

 

O Centro de Saúde fica a 30 quilómetros e o café mais proximo a quatro.

 

 

                             

 

Em Portugal, em lugares bonitos.

 

O que acontecerão às ruínas de Sanguinhedo daqui a uma década...

Ou aos fornos da D. Ana.

Culturas de lugares... lugares que morreram e que morrem sozinhos.

Evolução?!

 

Outros locais estarão sufocados... quase sem ar puro.

Esses lugares... morrerão também.

Com outras doenças...

De excessos.

 

Será talvez melhor para a natureza, a nossa ausência ali…

E teremos mesmo tudo o que precisamos para ser felizes num local destes?

Mesmo sem pessoas?

 

               

 

(Portugal em 2008)

 

 

“E a aldeia que eu recordo...

Terão as pedras e o mato conquistado terreno..., será que o silêncio emudeceu as lavadeiras no tanque?

Terá aquele lugar já morrido também?!

 

Os lobos que uivam no monte ainda terão algumas crianças para assustar?”

Posted: terça-feira, 20 de Maio de 2008 15:00 por gomes2000

Comentários

eeu said:

As tuas memórias podiam ser minhas, G. Tal qual.

Acrescento os girinos que apanhávamos no rego e depois cozíamos nos mini assadores de barro preto.

E de irmos para a serra apanhar ramos de giestas montados nos quais escorregávamos pelas grandes pedras abaixo.

A aldeia onde vivi isto tem sorte, fica ao pé da capital, de Vila Real, por isso não se desertificou. As pessoas vão trabalhar na cidade e voltam, as escolas estão cheias de crinças porque vivendo no campo ainda dá para tê-las.

O que já não há é aquela liberdade em que se desaparecia de manhã e só se voltava à hora de jantar, os pais já têm outros cuidados.

Acho que mais tarde ou mais cedo haverá um retorno às origens. Há tanta gente a reclamar da vida nas cidades que eu até me admiro por ainda não terem feito essa opção. Estarão viciados no cinzento ? No que o dinheiro, ainda assim, pode comprar ?

Talvez eu um dia também volte para um meio mais pequeno. Mas para já acho que ainda não estou "completa". De qualquer maneira, teria que ser ao pé do mar, que é fundamental para mim. Isso já tentei e foi uma boa experiência.

Mas imagino que o que o mar me dá, a outros dará o campo, as serras, os rios... não sei, divago apenas.

beijo

eeu

# Maio 20, 2008 17:10

patana said:

Olá amiga Gomes,

Também eu passava férias numa aldeia assim...

Fazia bolinhos de terra e apanhava flores do campo.

Comia directamente das videiras (o meu avó ficava todo danado por as bagas caíam no chão...). Ia às hortas "roubar" fruta. Ia nadar na ribeira enquanto a minha mãe lavava a roupa e a punha a corar...

Belos tempos. Pena tenho eu de a minha Catarina não passar férias assim.

Mas não morreu, esta aldeia perto de Mação.

Uma prima que sempre viveu em Lisboa imigrou para lá com um menino e já lá teve outro. E há mais quem para lá vá.

Obrigada pelo avivar das memórias.

Beijocas

# Maio 20, 2008 17:38

Talina said:

Olá cara amiga Gomes

O teu texto é uma ternura, eu  que sou citadina também tive férias no campo inesquecíveis, soube bem este avivar de memórias.

Beijos Talina

# Maio 20, 2008 18:27

jota40 said:

Olá gomes

O que foste lembrar. Umas das chagas do nosso Portugal contemporâneo. A desertificação das nossas aldeias e lugares.

Aldeias que outrora estavam cheias de vida e encanto, estão hoje quase sem viva alma.Os que ainda continuam apegados aos seus bens e lares, são pessoas idosas que vivem práticamente isoladas e afastadas dos seus entes queridos, que debandaram rumo aos grandes centros ou emigraram para terras distantes.

As aldeias num passado recente, acordavam e sentiam que lentamente lhes iam tirando tudo o que tinham.

O pároco, o professor, a escola, os correios, a maternidade, o centro de saúde, a GNR, o autocarro e nalguns casos até o combóio.

Temos aldeias que se estão transformando em autênticas ruínas, e nada, mas mesmo nada, será feito para inverter este destino.

Mais uma vez, não podemos ignorar a política que se praticou ao longo dos anos, nunca implementando medidas de incentivo à criação de indústrias no interior, mesmo que tivessem de reduzir em grande escala o IRC, e até oferecendo subsídios de apoio.

Não, as prioridades estiveram sempre dirigidas ao  litoral e à concentração nas grandes zonas indústriais e urbanas.

Assim, 8 séculos de história estão sendo delapidados no que respeita à vida campestre, aos seus costumes ricos e tradicionais, às romarias, e a tantas coisas belas que muitos de nós ainda lembram, dos seus tempos de meninice.

É o País real que temos e vai ficando transfigurado.

Olha Gomes, deixo-te um video, já com cabelos brancos.

[YouTube:7_0QrNxKF_c]

Um beijinho

# Maio 20, 2008 20:08

mitalaia said:

Gomes2000

Para já acho a tua escrita agradável, mostras saber expõr os assuntos.

Aprendi alguma coisa, como sempre. Não ter afeição às alheiras, somos dois, mesmo particulares de Mirandela, Souberam-me na mesma a Sacavém. Decidimente, enchidos onde haja farinha ou pão, dispenso.

A única Provincia onde nunca fui chama-se Trás-os-Montes e o grande sonho breve se cumprirá: Em Mirandela, visitarei também os arredores.

Até por isso me interessou muito a descrição de aldeis fastasma.

Gostei, parabéns!...

Beijinhos, Daniel

# Maio 20, 2008 20:15

gomes2000 said:

olá eeu,

as pessoas começam a ficar saturadas! A história deste emigrante de 31 anos que regressou para Cerdedo é real. Mas, mesmo na aldeiazinha, ele não prescinde de computador com internet e uma antena parabólica com 677 canais! E porque não?!

Ele até nem me parece assim um tatuado tão maluco como aparentou à primeira vista ao resto da população, os resistentes 4.

Ainda se vão preservando algumas aldeias como bem mencionaste. Ainda bem. Também já se aposta há alguns anos no turismo rural mas mais noutras zonas!. Outras, como Sanguinhedo, terão mesmo talvez morrido para sempre.

Beijinhos para ti

# Maio 20, 2008 21:48

gomes2000 said:

olá patana,

eu também brincava com folhinhas e terra. Hoje as nossas Catarinas já têm os bolinhos feitos e as comidinhas todas em plástico, não é verdade?! Mas, gostam sempre de brincar à "antiga" se as ensinarmos. Eram muito boas as sopas que fazíamos e os bolinhos de terra... Eu quando fazia os meus, depois polvilhava com areia mais fina (açúcar) e punha-os todos alinhadinhos! O que me lembraste...

Olha, isto quase parece um daqueles livros da Anita: "Umas férias na aldeia"

Beijinhos, bom resto de semana e bons estudos!

# Maio 20, 2008 21:53

Humana said:

Olá Gomes

Que bem retrataste a desertificação que por aí vai acontecendo.

As crianças dantes eram bem mais felizes com a liberdade que tinham e podiam dar aso à sua imaginação na invenção de brincadeiras. Hoje tudo se compra já feito e não é preciso inventar brincadeiras.

Com a confusão e desordem que aumentam constantemente em torno das grandes cidades, penso que se houvesse um pouquinho de incentivos apenas, muitos começariam a trocar o seu estilo de vida.

Se eu pudesse, não olhava para trás, e era já amanhã!

Beijinhos

Mulher

# Maio 20, 2008 21:54

gomes2000 said:

olá amiga Talina,

um avivar de memórias para muitas férias em aldeias! E claro que foram boas! Muito obrigada pela visita, desejo-lhe sorte com as assinaturas na petição no seu blogue. Beijinhos, bom resto de semana

# Maio 20, 2008 21:55

gomes2000 said:

olá jota,

falaste tão bem no desaparecimento do pároco, GNR, comboio... quantas linhas e estações de comboios velhinhas vemos por aí... E, algumas estações, já conquistadas pelas ruínas, têm mesmo aquele "arzinho" como já nenhuma tem! Construções antigas, bonitas,...

E queria agradecer-te o video. É mesmo sobre essas aldeias que falo, essas casinhas de pedra e granito.

Vejam o video do jota! E a música é dos Xutos e eu gosto muito deles, por isso... "muchas gracias!" (este post está perto de Espanha)!!

Beijinhos, um bom resto de semana

# Maio 20, 2008 22:00

gomes2000 said:

olá Daniel,

não falemos mais nas alheiras então... Só o cheiro...

Quanto à sua ida a Trás-os-Montes, com certeza vai gostar muito. E tem óptima gastronomia (além das alheiras) como aliás em todo o nosso Portugal.

As aldeias que falei são todas reais; a D. Ana do pão existiu e a barragem que mencionei na história de Sanguinhedo é a Barragem de Venda Nova.

O pormenor da Casal Boss foi inventado, se visitar esta aldeia fantasma depois diga-me se havia por lá alguma tombada na rua principal!

Mas, pormenores, musgos e giestas à parte, no fundo são realidades do nosso país! Ou partezinhas dele.

Beijinhos, bom resto de semana

# Maio 20, 2008 22:07

gomes2000 said:

olá humaninha,

olha vou confessar-te uma coisa. No outro dia, sobre um video que me falaste em Luanda, conseguiste que eu começasse a ponderar como seria ir agora trabalhar para lá. Seria agora, com a minha pequenina para termos tempo de recomeçar uma nova vida lá. Eu e o meu carequinha somos novos e talvez desse certo.

Agora, penso como seria fugir daqui e ir viver para uma aldeia destas. Podia até levar o computador e internet, como o emigrante de Cerdedo. Mas, seria também um recomeçar!

Com isto tudo, o que te quero dizer é que por vezes ando muito saturada do cinzento como disse a eeu. Não que não seja feliz, sou. Mas há muita falta de tempo na cidade, muito barulho, muito stress, as  pessoas andam tristes e com os nervos em franja. Explode-se por tudo; "Esse lugar era meu..." ou "Eu estava primeiro..." Nervos e nervos...

Dá mesmo vontade de fugir para um lugar mais calmo... Olha, se pudesse, ia também! Mas, é muito complicado dar mortais desses na vida!

Beijinhos, bom resto de semana

# Maio 20, 2008 22:15

albertoluis said:

Olá Gomes

Ama a mãe Natureza com tal intensidade que lhe permite falar das recordações da sua aldeia como algo que interiorizou e faz parte de si como uma perna ou um braço.

Quem nasceu e viveu numa aldeia tão bonita jamais conseguirá esquecer o calor do Verão,um pequeno riacho,a imagem e os sons que criou dessas paisagens únicas e singulares.

O uivo dos lobos deve ter sido algo muito especial para si.

Como eu a invejo,por isso mesmo também tenho a minha aldeia.

Os lobos uivarão sempre,à noite, na sua aldeia enquanto estiverem na sua memória.

Beijos

A.Luís

# Maio 20, 2008 22:59

gomes2000 said:

olá albertoluís,

talvez eu não tenha escrito explícito mas tenho que lhe dizer que eu nasci em Angola numa bela cidade e não nesta aldeiazinha no norte onde passei férias. Claro que me lembro e sinto aquilo tudo nas minhas memórias. E nunca mais ouvi lobos, sabe?

Como me lembro também de outra aldeia, e de dormir num telhado aquecido pelos fornos (em baixo) da padaria da minha tia-avó.

E via amassar o pão, levar as bolinhas da massa nos tabuleiros ao forno de lenha. Depois adorava passear na carrinha com a minha tia padeira a distribuir /vender o pão pelas aldeias.

Tempos de infância. Ou... férias de infância.

Muito obrigada pela visita, beijinhos e um bom resto de semana

# Maio 20, 2008 23:30

PSCGF said:

Olà Miga G :-)

Primeiro quero dar-te os parabens , como sempre é lindo e escrito com muito carinho .. Tu és especial:-)))

Bem, eu sempre vivi na cidade , mas todos os anos passava as férias de Verão numa bela aldeia (Samões)perto de Vila Flor , eram ai que moravam os meus avós paternos . E aturavam-me quase tres meses :-))

Nesse tempo as férias escolares eram mesmo FERIAS.

E era com a maior alegria que eu partia para as Férias e acredita era mesmo divertido ...Os meus avós tiveram 8 filhos e todos eles não tiveram menos que três ... E todos os anos os netos eram "depositados" ao cuidado dos avós e eramos tantos que vinham umas senhoras ajudar a minha avó :-))) São das mais belas recordações de infancia que tenho.

Ainda hoje recordo as sestas efectuadas no palheiro, os serões na lareira , as noites escuras e assustadoras :-) , os sons e até os disparos do meu avô para afugentar os estranhos que apareciam durante a noite.:-)

E recordo a adega , o meu avô acordava fazia-nos companhia e depois descia á adega e imagina ! Abria uma arca tirava o tira de bacalhau salgado e pão e obviamente o copo de vinho:-))

Eu sempre considerei aquilo estranho ... Bacalhau salgado de manhã ?rssss

Bem , mas para resumir  , senão não saio do teu post

tu sabes que eu hoje vivo no campo... Estou no pc e lá fora só oiço a coruja que habita no meu telhado e os meus cães . Isto G é que me dá forças para sobreviver no dia seguinte e só consegui estabilidade emocional quando vim para aqui...

È isolado , é perigoso , é caro (pois as portagens são carissimas) mas é uma delicia e penso que tal como eu muitas pessoas já optam por viver fora das cidades.

O interior não está povoado e a industria não se instala aí porque alem das vias de comunicação que não existem , as que existem são a pagar . Mesmo ali ao lado em Espanha não se paga ou o que se paga até dá para rir...

Beijinhos e desculpa o lençol...Mas não devias falar de aldeias ...rsss

Paula

# Maio 21, 2008 0:11

pessoalissimo said:

GOMES

Belo post, muito bem construído, parabéns!

Esta tua descrição das aldeias portuguesas é bem real, sobretudo as do interior centro e norte. Eu costumo pensar que as nossas aldeias são o futuro do eco-turismo, portadoras de um rico património arquitectónico e humano.

Algumas ainda resistem ao movimento da carruagem de alta velocidade em que se transformou o mundo de hoje, mas será por pouco tempo. A melhoria das vias rodoviárias, as auto-estradas e a melhoria as condições de vida das populações coloca as nossas aldeias num dilema: ou mudam ou morrem! Não têm alternativa. Mas para mudar precisavam de sangue novo, de gente nova. Um exemplo: a região da Cova da Beira estava nos finais de 80 bastante deprimida economicamente. A chegada da universidade e dos politécnicos à Covilhã, ao Fundão e à Guarda e os projectos agro-industriais financiados pela EU, despoletaram um desenvolvimento enorme na região. Hoje, a Cova da Beira está em franco desenvolvimento, tem os terrenos agrícolas bem cultivados e a produzir azeite, trigo, centeio, vinho, gado caprino e fruta em grande quantidade e muita qualidade. As aldeias em volta desses núcleos urbanos reganharam vida nova e são agora óptimos locais para se viver. E há diversos outros pontos do interior do país que ganharam uma nova vida, graças à implantação de novas industrias ou escolas.

Eu gostava de imaginar a aldeia onde ainda vou quase todos os meses como um bom sítio para passar férias no futuro. E tem boas condições para isso: bons caminhos pedestres, paisagens variadas, barragens, auto-estradas e vilas e cidades em desenvolvimento, tudo num raio de 30 km. Quando quero ir ao cinema ou ao super, pego no carro e em 15 minutos estou no centro da cidade da Covilhã. Mas muitas aldeias irão desaparecer no futuro. Perdeu-se o sentido para elas.

# Maio 21, 2008 1:01

josefadobidos said:

Gi

Tenho que tirar férias para acompanhar os meus blogues preferidos. Vim de Solix que amei, e chegada a este post, sinto pena.

É um daqueles problemas que me dá um nó na garganta, mas compreendo as pessoas que deixam as aldeias. Vão navegar, e nós portugueses, nesta nossa cada vez mais "redutível" aldeia, sempre soubemos bem que navegar é preciso.

Mas estamos a esquecer... é, não é?

Post excelente

beijos

(como estás?)

# Maio 21, 2008 1:41

meninosdocoro said:

Gomes, as coisas que tu sabes a mais que nós!...ficámos com invejinha das tuas memórias com lobos e tudo. Nunca ouvimos um lobo uivar senão em filmes. E não conhecemos lugares tão bonitos como os que mostraste.Parabéns pelos teus posts, estás ficando uma 'expert'. Temos pena que quatro pessoas vivam de costas umas para as outras, porque é mau para todos que seja assim. Mas talvez seja mesmo por serem só quatro que isso aconteceu. Quando a gente se prende ao mosso pequeno mundo todos os pormenores ficam gigantes. E a falta de gente torna tudo mais pequeno, até a capacidade de reflectir sobre a situação de todos os homens. Se os homens pensassem na sua condição, não eram mesquinhos. A solidão cria corcundas na mente.

Beijinhos às duas meninas G*******

# Maio 21, 2008 14:07

joaocarreira said:

Olá Gomes 2000,

Infelizmente conheço algumas terras assim na Serra da Estrela. A aldeia do Fontão tem apenas 3 habitantes e 2 trabalham o dia todo fora da terra. Outras terras perderam imensa gente, terras como as Teixeiras, Vasco Esteves de Cima e Vasco Esteves de Baixo e o Outeiro da Vinha.

A terra onde eu cresci, loriga, tinha 8 mil habitantes nos anos 70; hoje, não chegam a 900 pessoas, na sua maioria velhos. Tinha 17 fábricas de laníficios; hoje, nenhuma.

O país está cada vez mais deserto e não há uma política que proteja as pessoas do interior e as famílias.

Infelizmente revi várias situações parecidas com algumas que eu bem conheço da Serra da Estrela e, obviamente e como sempre, adoro este seu blogue.

Beijinhos,

João

# Maio 21, 2008 18:19

joaocarreira said:

Ah...Já me esquecia, em miúdo criei um lobo e fora das alcateias eles são muito mansos e mais fieis do que os cães.

Beijinhos,

João

# Maio 21, 2008 18:21

void2 said:

Olá Gomes

A ferida aberta, assim, dói mais.

Este nosso Portugal é gerido assim porque convém aos governantes.

Dá menos trabalho para colectar os impostos e fica tudo muito mais fácil de controlar.

Progresso, se se pode chamar isso ao que vemos pelas cidades, é ataviado com tantos "bicos" que as pessoas se desviam para não se picarem.

Não há muitos dias ponderava eu mudar da cidade para o campo.

A razão porque não mudamos prende-se com a falta de recursos médicos por essa terra fora das redes urbanas.

Foi calculado, tudo foi feito de propósito.

Só mesmo os ricos, muito ricos, podem viver onde quiserem, com todos os recursos mesmo que a centenas de quilómetros. Os helis andam depressa...

Gostei do post, bem escrito, bem pensado.

Um abraço amigo

# Maio 21, 2008 19:34

desabafosdaminda said:

G!

Se os lobos uivam?

Ah, se uivam?mas agora o uivar deles é outro? tentam disfarça-lo com uns méeees e vestem pele de cordeiro? rsrsrs?

*

Parece que muitos de nós nos podemos gabar do que os nossos filhos e netos não poderão: ter brincado despreocupadamente nestas aldeias de Portugal.

Eu sou menina de cidade, nasci e cresci dentro de casa, num andar num dos bairros de Lisboa?

Mas nas férias lá íamos para Fão onde nos esperavam momentos de relaxe e felicidade.

Não nos deixavam, em pequeninas, ir assim para a rua, mas o quintal da minha avó era eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeenoooooooooooooooooooooooooooorme! E chegava e sobrava para as nossas comidinhas de terra e folhas migadas?

Chegava muito bem para apanharmos umas valentes dores de barriga com a fruta verde e quente?

E que bons que eram os diálogos com as gentes da terra? aprendi tanto. Aprendi sobretudo a amar a simplicidade do nosso povo.

Beijos

Minda

# Maio 21, 2008 21:27

Anahory said:

Olá Gomes

Adorei as tuas memórias!!!!

Quanto era pequena tb passei muito tempo fora de Lisboa no Alentejo com os meus Avós, infelizmente de pouco me lembro.

Mas sei que também existiam lobos!!!

Beijos

Kiki

# Maio 21, 2008 21:32

lafornelas said:

Olá Gomes

Vou vindo por aqui e valeu a pena Reportagem da memória do tempo e o tempo levou.Vão ficando as pedras de aldeias bonitas,neste tempo que só se corre e ver lobos quem se gabará? Felizmente passei á poco dois meses por Vila Pouca de Aguiar e a grelha estava atiçada.BOa noite lafornelas

# Maio 21, 2008 23:41

Snowmass said:

gomes2000

A sua visita ao "Portugal Profundo" assusta, não os lobos - coitados! Aind menino tive uma feliz oportunidade de os ver matando a sede numa fonte, mas, dizia eu, o seu post mete medo porque revela outra estirpe de lobos - os lobos com pele de cordeiro! Esses têm esfacelado e dilacerado este país, criando assimetrias, faltas de assistência às populações, desigualdades, indiferença por quem vive no interior - sempre de falas mansas.

Esses metem medo, não peça agressividade, mas pela hipocrisia, pelos interesses, pela mesquinhez e mais pela sua ausência de nacionalismo e de respeito pelas suas raízes.

O seu post revela a acção desses lobos - não uivam, mas penetram pelos media no nosso dia a dia.

Comem-nos vivos se ninguém os mata!

# Maio 21, 2008 23:48

Talina said:

Minha cara Gomes

Vim desejar-te um óptimo feriado

Beijos Talina

# Maio 22, 2008 2:35

HelderFraguas said:

Que relato encantador

# Maio 22, 2008 2:38

gomes2000 said:

olá paulinha,

achei muita piada a essa do bacalhau logo de manhã! Um queijinho daqueles rijinhos com sal e azeite e um naco de pãp com manteiga ainda ia....

Falaste noutro aspecto que se adequa à desertificação, de certa forma hoje não se têem tantos filhos o que está a envelhecer a população. Por isso, tenho tantas tias e primas....e mais primas... Cujos filhos-primos em não sei quantos graus vão tendo um ou dois.

E, moro muito perto de grandes centros urbanos, embora numa vilazinha com algum meio rural (vaquinhas, ovelhinhas, ...) o que dá para enganar um bocadinho!!! Mas cresci em Lisboa. Adorei. Outros tempos, talvez por ser infância ou uma outra Lisboa também.

Beijinhos, bom feriado e final de semana

# Maio 22, 2008 15:11

gomes2000 said:

olá pessoalíssimo,

diz que se perdeu o sentido das aldeias. Talvez um dia esse sentido renasça. O desenvolvimento e as oportunidades de emprego longe, são muito importantes.

Uma universidade pode mudar muita coisa como referiu! Bons incentivos para pequenas indústrias como o pão de outra D. Ana poderiam ajudar...

Mas, adorei as casinhas do video. É isso mesmo que falo, são lindas.... Algumas não porque estão mesmo "mortas"! As paisagens são muito bonitas e verdes! Beijinhos, bom final de semana

# Maio 22, 2008 15:16

gomes2000 said:

olá jo

agradeço como sempre a tua visita. Vivemos nos grandes centros urbanos rodeados por multidões, mas no fundo, conseguimos viver muito isolados na nossa "aldeia". Essa é que é a verdade, julgo ser isso que falas!

Beijinhos, bom final de semana (vai indo a passo)

# Maio 22, 2008 15:18

laranjeira said:

Olá linda.

Vim beber mais um pouco de sabedoria ao teu cantinho que, é um mimo a dar-nos todos estes conhecimentos.

Bom feriado

Beijinho

laranjinha

# Maio 22, 2008 15:18

gomes2000 said:

olá meninos,

vocês também já viram algo que eu nunca vi! E verão mais. Com certeza...

Quanto aos lobos, eu só os ouvi! E já apareceram por aqui alguns comentários de pessoas que os viram ao vivo (sem ser em cativeiro), e até houve um que criou um! Também não os queria ter visto naqueles doces anos, sabem?! Os medos também eram muito maiores e só os uivos já era algo mesmo... parecia-me tudo mais assustador do que é na realidade! E os lobos até poderão ser mansos... e vão sobrevivendo melhor sem nós perto!

Beijinhos, vocês são os queridos em falarem na minha G pequenina. Obrigada!

# Maio 22, 2008 15:24

laranjeira said:

Gomes, voltei.

Confesso.

Deixou-me triste aqueles casais  que deixaram de se falar por causa dos terrenos, acontece tanto por esse Portugal fora, enfim... as mentalidades não mudam é uma pena, tenho conhecimento de um Senhor estar a discutir esses motivos e não aguentou as emoções fortes, e foi desta para melhor, afinal os terrenos ficaram cá tal como estavam quando ele cá chegou, e, ele foi embora e, eles cá ficaram :)))

Beijinhos, e continua a dar-nos a conhecer estas histórias, umas alegres, outras nem tanto, mas, todas elas fazem parte da vida.

laranjinha

# Maio 22, 2008 15:26

gomes2000 said:

olá joão,

você é um grande defensor destas aldeias! Sabe melhor que eu o que se passa nestes sítios tão bonitos. Até porque eu tive que pesquisar um bocadinho para fazer isto. Ainda andam umas Casal Boss por aí, certo?!

Essa de ter criado um lobo foi fantástico! Como são diferentes as educações e os brinquedos!! Demais! Também há quem só tenha o "Nintendogs"!

Beijinhos, um excelente feriado e fim de semana

# Maio 22, 2008 15:31

gomes2000 said:

olá void,

o sonho do meu marido era ter uma casinha no campo! Como já comentei, ainda vivo num meio meio rural mas tenho tudo perto!

Uma das causas assassinas destes lugares é mesmo a falta de meios humanos; escolas, médicos e mesmo emprego! E as pessoas, mesmo que queiram ficar acabam por ter que recorrer às habitações nas cidades e perdem muita qualidade de vida! Para completar o cenário, depois isolamo-nos no local de trabalho e em casa! Acabamos por viver todos isolados! Beijinhos, um excelente fim de semana para si e todos os seus e prometo visitar o seu cantinho ainda este fim de semana!

# Maio 23, 2008 12:33

gomes2000 said:

olá minda,

folhas migadas!!! Que delícia.......

Outras brincadeiras... Na cidade, eu tocava às campainhas e fugia (era uma das nossas preferidas!!!)

Beijinhos amiga, um excelente fim de semana e dá muitos miminhos à tua menina!

# Maio 23, 2008 12:35

gomes2000 said:

olá kiki,

eu "conheci" o Alentejo, interior e litoral, já em adolescente! Agora, considero das zonas mais relaxantes do nosso país e a costa vicentina é o meu lugar de eleição para férias há uns anos! Adoro o Alentejo. As casinhas com a faixa azulinha, a gastronomia, as grandes herdades que só posso imaginar como serão por dentro, ... Beijinhos, um excelente fim de semana (tenho que ir ler o Kikix Noticix!)

# Maio 23, 2008 12:39

gomes2000 said:

olá lafornelas,

neste tempo que só se corre... Pois é... E não chega, o tempo! Não desfrutamos nada!

E um artigo sobre este casal que cortou relações é que me levou ao post! Porque, as férias na aldeia ñunca mais esqueci mesmo! Como mencionou a eeu, talvez um dia venha um "estar" ou até uma necessidade que leve a um ponto de viragem!

Beijinhos, um excelente fim de semana

# Maio 23, 2008 12:42

gomes2000 said:

olá snowmass,

vivemos rodeados de lobos com pele de méééés como mencionou também a minda! Serão os lobos que você viu a saciar a sede muito mais inocentes e mansos que os que menciona! Embora os uivos me assustassem, as palavras destes começam a ter os seus efeitos também! Já ninguém acredita nestes lobos, outro género de predadores de pessoas!! Beijinhos, bom fim de semana

# Maio 23, 2008 12:46

gomes2000 said:

olá Talina,

retribuo os votos de um excelente fim de semana. Agradeço também a sua simpatia para comigo! Beijinhos

# Maio 23, 2008 12:47

gomes2000 said:

olá helderfraguass,

muito obrigada! Espero que lhe corra tudo pelo melhor! Um excelente fim de semana e beijinhos

# Maio 23, 2008 12:48

gomes2000 said:

olá laranjinha,

é triste quatro pessoas conseguirem isolar-se mais ainda, não é?! Por terrenos... já se ouviu tanta história por causa de terrenos, um metro a mais num muro pode levra a um homicidio como já aconteceu. Podderão ser também os feitios dos mesmos, não sei...Por vezes as pessoas não se entendem mesmo. Mas, foi algo que também pensei quando li sobre estes senhores. Triste...

Muitos beijinhos, um excelente fim de semana

# Maio 23, 2008 12:51

JAMES said:

Querida Amiga ?gomes?

Os meus parabéns!

Aqui está um trabalho digno dos maiores elogios!!!!

Os lugares podem até ?morrer? para os portugueses?. Mas, tanto quanto sei, há muita gente do Norte da Europa interessada em ?substituir? o desinteresse português na chamada ??TOMADA DAS ALDEIAS E RECONVERSÃO DO PATRIMÓNIO EM VIAS DE EXTINÇÃO??

? E com subsídios chorudos aprovados pelos deputados portugueses ?residentes em  Bruxelas??

[YouTube:7_0QrNxKF_c]

Desejo um bom fim-de-semana para a Amiga e família.

Beijinho

James

# Maio 23, 2008 15:44

chabeli said:

olá

Gostei muito de "viajar" com as tuas palavras...

Na verdade, não conheço os lugares que referes pis sou do sul...sou "moura" :)

Mas aproveito para te dizer que gostei  muito de ler...

Não sou muito adepta do campo para viver...mas adoro caminhar tendo como companhia a natureza do  meio rural.

Os meus parabéns, gostei muito

Chábeli

# Maio 24, 2008 11:00

laranjeira said:

Gomes, querida.

Passei,e, aproveito para te desejar um  bom resto de fim-de-semana

Beijinhos

laranjinha

# Maio 24, 2008 18:42

KURIOSO said:

Olá Gomes,

Bem pesquisado, bem documentado e muito bem escrito.

A realidade das aldeias que eu conheço (zona de Ansião e arredores de S. Pedro do Sul) é um pouco melhor do que a que retratou. De facto, depois de uma decadência prolongada, nos últimos 10 anos tem havido algum  renascimento.

O êxodo para as cidades não é um fenómeno exclusivo de Portugal, e eu não estou convencido de que a culpa é só dos (maus) governantes. O que acontece é que quase toda a gente quer "facilidades" que só são possíveis em ambientes urbanos.

E se reparar bem, nas nossas ex-terras (eu vim de Moçambique) ainda é pior. Aqui migra-se para a cidade à procura de melhor vida. Em África migra-se para as cidades à procura de qualquer vida.

Beijinhos,

Kurioso  

# Maio 25, 2008 0:16

JAMES said:

Querida Amiga 'gomes'

Só agora reparei ter "plageado" o vídeo do nosso amigo Jota...

Isto porque quando dou comentários, raramente leio os demais!!!

As minhas desculpas à Amiga Gomes pela repetição "cinematográfica"... de boa fé, juro.... e ao Amigo Jota, pela duplicação!!!!

Ficam as desculpas... A intenção foi das melhores e mais puras do mumdo e arredores.... ;o))))), acredite!!!!!

Beijinhos

James

# Maio 26, 2008 0:04

gomes2000 said:

olá James

muito muito obrigada pelo video. se reparar, no comentário que fiz ao jota, agradeci o mesmo, pois está o video adequado ao post, as imagens são das aldeias que falo e adoro a música. Como eu disse, "vejam o video do jota", agora digo a todos:

"vejam o video do jota e do james"!!! Eu também nem sempre leio os comentários!

Muito obrigada, beijinhos e uma boa semana

# Maio 26, 2008 11:16

gomes2000 said:

olá chabeli,

amiga "moura"! No sul, também há aldeiazinhas assim. Mas no Algarve, por exemplo, os estrangeiros compram estas casinhas e restauram, ficando com belas casinhas para férias! Ainda fazem questão de manter os cortinados típicos de Portugal e outro artesanato, ao contrário de nós que desvalorizamos os mesmos! O sol, a região do sul, os investimentos que se fazem promovem a região!

Eu, falo e escrevi sobre estas aldeias mas também já não passo férias nestas casinhas... Agora, fico-me pela costa alentejana!

Beijinhos, uma excelente semana e obrigada pela simpatia

# Maio 26, 2008 14:49

gomes2000 said:

olá Kurioso,

muito obrigada pela visita ao meu cantinho. Queremos todos facilidades nos meios que necessitamos, não é verdade? Mas, como disse o pessoalíssimo, quem tem algum poder económico, poderá ter um helicópetro!!!! Agora, a D. Nazaré ou a D. Liberação, têm que descer a serra numa égua para ir ao médico, que também não fica na aldeia mais proxima mas a dezenas de quilómetros...

E eu fiz a pergunta no post; será que teríamos ali tudo o que precisamos para ser felizes? Não sei, no fundo, além dos meios, eu, pessoalmente, penso que sentiria muito a falat de mais pessoas e crianças! Embora goste e aprecie o silêncio. Talvez seja demasiado silêncio ali!

Esperemos que outras aldeias comecem a renascer um pouquinho, até com o regresso de mais emigrantes que queiram investir nos seus locais de origem. Não sei...

Temos um país lindo! É só desfrutar mas insistimos todos nos mesmo sítios que estão saturadíssimos, e mesmo com as facilidades todas que necessitamos, estão muito muito cinzentos!

Beijinhos, uma excelente semana

# Maio 26, 2008 14:57

AlfredoRamosAnciaes said:

Olá caríssima Gomes,

Belos quadros pictóricos e sobretudo descritivos. Um primor.

bj

fred

# Maio 26, 2008 19:54

angelical said:

Gomes2000

querida amiga

A descrição da tua infância é fantástica, e como a descreves ainda mais, estou farta de te dizer que devias ezscrever um livro, tens o poder a discriminar qualquer situação  em pormenor incrível, parace mesmo que estamos lá. Parabéns, obrigada pelo comentário.

Beijo da amiga milu

# Maio 26, 2008 22:23

chabeli said:

olá amiga

De amiga para amiga...um presente para alegrar a alma e os olhos...digo eu :)

          [youtube:mIn84fe1VUg]

Abraço do sul

Chábeli

# Maio 27, 2008 20:36

albertoluis said:

Caro Gomes2000

Desta vez venho agradecer a visita e os parabéns ao blogue.

Um abraço

A.Luís

# Maio 28, 2008 15:30

HelderFraguas said:

Como as coisas mudam...

Gostei muito da sua narrativa.

# Maio 28, 2008 16:45

gomes2000 said:

olá Fred, Helder e angelical

muito obrigada a todos pela vossa simpatia.

chabeli,

você tem sido fantástica, partilha imenso comigo mesmo por mail e eu pouco tenho retribuido. Muito muito obrigada

Beijinhos e o resto de uma boa semana para todos

# Maio 29, 2008 12:31

camionista said:

Olá gomes2000:

A maioria de nós, especialmente os que, como eu, originários e/ou residentes na chamada 'província', conhece alguns lugares assim.

Pode não ser uma aldeia inteira, pode ser apenas uma casa ou um beco, mas vai sendo frequente encontrar ruas inteiras de casas abandonadas.

Esses lugares, em especial se os conhecemos quando tinham vida, provocam-nos um grande choque emocional, mesmo que sejamos duros e disfarcemos.

Acabou de me dar a  sugestão para um post sobre tema semelhante, que agradeço.

Bom domingo

# Junho 1, 2008 8:27
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