Palavras do Sr. Obama e a União mas num Livro da Anita (tudo muito fofinho, claro).
Eu não conheço o Sr. Obama.
Não sei quais serão as suas verdadeiras intenções ou quais as suas atitudes se ganhar a presidência de uma grande potência mundial, os EU.
É jovem ainda.
Eu gosto de pessoas. E de palavras também...
Hoje, em Berlim, este senhor discursou umas palavras que me deram o tema...
Algumas que li também por aqui.., umas sobre os livros da Anita, ou sobre a raça ou até do planeta Terra, ajudaram...
Já me comentaram que tenho o meu mundo imaginário infantil ainda um bocadinho exposto...
“Uma nova geração... Novas pontes...
Derrubar os muros é possível... Esforço...
Ouvir e aprender com os aliados... Cooperação... Deixar uma marca... Sacrifício...
A tarefa não é fácil... Diplomacia e progresso.”
- algumas das palavras do discurso do Sr. Obama que gostei.
Não sei se foram dele ou quem foi o autor, mas gostaria de acreditar numa história real como naquele discurso.
Mas a nível mundial. E aí surge.........
“Anita e todas as pessoas são felizes na Terra”

Num livrinho da Anita, que todos conhecemos de há quatro décadas, tudo é muito muito fofinho.
Desde as histórias (do Sr. Gilbert Delahaye), o conteúdo, as gravuras (do Marcel Marlier) e pormenores, são livros com uma doçura que já não deveriam ter clientes ou qualquer edição rentável nesta sociedade actual.
Pela lógica evolutiva de tudo o resto, poderiam ter surgido outros títulos como:
“Anita é molestada e perseguida”
“O carro dos pais da Anita é penhorado”
“Anita perde o telemovel”
“Anita fica deprimida e vai ao psiquiatra”
“Anita está em lista de espera para ser operada”
Mas não.
Continuam daquele género fofinho que todos conhecemos.
“Anita vai às aulas”, “Anita aprende a nadar”, “...”.
Como tudo deveria ser. Eu gosto de coisas fofinhas.
Deve ser do tal imaginário... O comentador tem razão, me confesso.
Mas esses livros com títulos tão... ainda vendem e agradam.
Então, as palavras do Sr. Obama ecoaram e pensei como num livro da Anita...
A tal nova marca que o Sr. Obama falou, poderia ser algo...
Todos os governantes de todos os países sentavam-se numa mesa gigante e redonda, com posição social idêntica, assim como a grande mesa, a Távola do Rei Artur...
Depois, analisavam todas as riquezas, fraquezas, forças, excessos e carências de todo o planeta.
As possibilidades... estudavam soluções.
Como algo do género;
Re-distribuiam as riquezas, da maneira mais perfeita e fofinha, claro...
Se uns tinham a floresta, forneciam-se outros meios a quem lá vivia em troca de oxigénio puro. Muito.
Levava-se água para as pessoas sequiosas no deserto.
Aproveitavam-se extensões boas para plantações nuns locais, em troca outros forneciam meios para energia como o tal petróleo...Vento, mar, tudo se partilhava.
Aprendiamos todos uns com os outros, ouviamos, escutavamos e respeitavamos...
Aproveitavamos os recursos naturais sem os danificar...
As religiões podiam ser como as apresentações de teatro, que assistia quem quisesse, mas onde os vários povos mostravam e homenageavam os seus deuses sem serem desrespeitados.
Dividiam-se as forças.
Eram todos diferentes, mas iguais em respeito e bens.
Era tudo tão fofinho que nem havia crime. (esta é pedir muito, eu sei.)
Por aí, ... blá blá... tudo lindo, perfeito e num mundo muito harmonioso. Com uma evolução boa.

Também aproveitavam as mentes que adoram a ciência e outras artes para novas descobertas, para evoluirmos...
Pronto. Também havia pecado. E governantes pecadores começavam por vezes a pensar em agir com outros interesses ou fins que não os fofinhos...
Mas quando alguém começava a abusar, a agir mal, os outros nunca apoiavam, e reprovavam logo. Diziam algo como:
“Então... isso não se faz! É feio...”
“Vão ficar tristes. Com fome e doentes...”
“Ai ai... então e acabam os animais?...”
“Para fazer bombas, não. Para quê? Armas?! Estás doido?!”
“E querias isso tudo para quê???”
“Tem mas é juízo e vai dormir”

Envergonhado com o ar zangado dos amigos, quem tinha pensado em agir mal, reconhecia sempre a razão e redimia-se.
Nunca agiam mal os governantes.
A grande amizade que os unia permitia que se escutassem.
A Anita podia até aparecer na reunião com café e pipocas para completar a gravura.

Lembram-se?!
Quando o amigo da Anita, o João, via algum menino a atirar pedras aos ninhos, mostrava-lhe que fazer castelos ou desenhos com elas era muito mais giro....
Pois é Sr. Obama.
Eu até nem acredito que tudo possa ser possível.
Mas muito pode ser feito.
Com atitudes boas num reflexo de frases bonitas...
Seria ainda melhor se a união fosse mundial e harmoniosa, onde vivessemos todos igualmente neste planeta, a Terra que eu chamo de Bolinha Azul.
Outros senhores teriam que concordar com as suas palavras.
Mas ninguém gosta de fardos ou sacrifícios e isto não é mesmo como num Livrinho da Anita.
E outros, muitos, todos os senhores com o poder de governar o mundo teriam que agir bem.
Mas alguns são doidos, outros invisíveis!
O rumo parece mais de um livro com uma emocionante aventura épica, como a emoção dos Lusíadas...
Sr. Obama...
Espero que o seu discurso seja uma esperança
que reste um dia como uma bela lembrança...
de um início.
Um principio na tal geração que poderá mudar o planeta. Todo. O planeta todo.
Todas as potências sem muros.
Pela diplomacia, pelo progresso harmonioso e pelo respeito por todos os seres.
Até para abolir palavras como a fome, crime, ... num acordo ortográfico do futuro. (Porque não?!)
Pelo futuro de todos nós.
Nós como só uns...
Quem sabe Sr. Obama... quem sabe...
Mas, mundial. Mundial...

Mentimos mais alto quando mentimos a nós próprios