POWERLINE!
Mais uma desgraça para a humanidade! POWERLINE é um novo sistema de distribuição de Internet e telefone digital, através da rede eléctrica. Em Portugal a ONI está a desenvolver este sistema em algumas zonas de Lisboa, mas ainda em fase experimental. O POWERLINE funciona da seguinte maneira: Nos postos de transformação da EDP são instalados os servidores de Internet e telefone digital, estes servidores transmitem o sinal em altas-frequências (HF) com potência suficiente para percorrer a rede eléctrica até chegar às casas dos consumidores. Nas casas dos consumidores são instalados modems próprios para POWERLINE, estes modems são ligados a uma tomada de electricidade para emitirem também para a rede da EDP sinais de altas-frequências (HF) com potência suficiente para conseguirem chegar aos servidores instalados nos postos de transformação da EDP. Portanto os sinais de POWERLINE passam a circular pelos cabos da EDP, cabos esses que não têm qualquer blindagem (não são cabos coaxiais), então os sinais de alta-frequência saem dos cabos e são irradiados para o ar passando a estar presentes em toda a parte. Estes sinais são em altas-frequências em banda larga, entre os 8000 KHz e os 30000 KHz. Diz-se que os cabos eléctricos que transportam electricidade a 50 Hz já fazem mal à nossa saúde, há quem proteste por ter as suas casas debaixo de cabos de alta tensão que mais uma vez chamo à vossa atenção, são cabos que transportam 50 Hz, agora imaginem com o POWERLINE passam a circular altas-frequências de 8000 KHz aos 30000 KHz por toda a parte, porque estas frequências por serem muito elevadas saem dos cabos e vão para o ar atingindo-nos a todos nós !!! Este sistema é altamente perigoso para os humanos, assim como para todos os outros animais, ou seja este sistema provoca o CÂNCRO. A leucemia tornar-se-á uma doença muito comum em grande parte da população das grandes cidades onde o POWERLINE estará em funcionamento! Mas não ficamos por aqui, além de ser muitíssimo perigoso para a nossa saúde, também trará muitos outros problemas, como interferências nas nossas televisões, mesmo para quem tem TV Cabo, interferências enormes nos nossos receptores de rádio, telefones, intercomunicadores, walkie-talkies, etc... Estas interferências poderão mesmo acabar com a escuta de rádio por completo. Para os cibernautas: não queiram a Internet por este sistema, além de ter todas as desvantagens que já mencionei, é um serviço de Internet péssimo, cheio de falhas e muito instável, devido às muitas interferências que circulam por toda a rede eléctrica, interferências de electrodomésticos, lâmpadas fluorescentes, todo o tipo de motores, fábricas, etc... Se querem Internet com qualidade, usem os serviços de ADSL que são os melhores em todos os aspectos. O POWERLINE foi proibido na Alemanha, Itália, Japão e outros países. Perante tal ameaça, vamos ficar de braços cruzados à espera que a ONI e EDP, com o consentimento da ANACOM, avancem com este projecto monstruoso e absurdo, para que a ONI e a EDP enriqueçam ainda mais à custa da nossa desgraça? NÃO, TEMOS QUE PROTESTAR ! Mandem e-mails para a ANACOM, para o governo, para a assembleia da república, etc... E NÃO QUEIRAM O POWERLINE NAS VOSSAS CASAS. DIGA NÃO AO POWERLINE!
Eng. Augusto Albuquerque Divulguem este texto o mais possível.
Como pode o Governo Central retirar os subsídios de férias e de natal se o
Decreto-lei nº. 496/80,o qual não foi revogado, no seu artº.17, diz que os
mesmos são inalienáveis e impenhoráveis.
Faz a tua parte e divulga o máximo que te for possível.
D. Lei n.º496/80 de 20 Outubro
PARA QUE CONSTE OS SUBSÍDIOS DE NATAL E DE FÉRIAS SÃO INALIANÁVEIS E IMPENHORÁVEIS.
É O QUE DIZ O Decreto-lei, E QUE EU SAIBA ATÉ AO MOMENTO A LEI AINDA NÃO
FOI ALTERADA.
"Suspensão de subsídios viola equidade fiscal"
Este texto foi escrito pela Myriam, como podia ter sido escrito pordezenas de pessoas com quem lidamos diariamente. É uma carta que nosleva a um Portugal que existiu não há muitos anos, e que escrito na 1ªpessoa nos faz arrepiar; é uma carta comovente, forte, corajosa ecombativa que deve ser lida e meditada.Exmo Senhor Primeiro MinistroComeço por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviufalar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra".Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigose também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos maisrecuados.Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 epoucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra aqual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde nãohavia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou felizpor o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu nãoestaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seupaís aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar edesenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para Françaestudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim nãofosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terememigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estariaaqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para elessair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar noseu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôdedespedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Maistarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemostodos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemospara viver, sonhar e crescer.Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempreuma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhormédia daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos emPortugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero comisto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me aalgumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, viviintensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante alicenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos pararádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades,aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinhaaprendido.Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei avida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas.Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeirocarro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiqueiefectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "Ésprovavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aquidentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te risdemasiado alto na redacção". Fiquei.Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem,tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Nãoarranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixeide trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse aprecariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinhaeu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissionalde jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos deexperiência profissional como jornalista, tradutora e professora,vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duasdas quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspenderpois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou paracompletar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24horas...Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insóniasnoites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, apassagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci -felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta.Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci.Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minhavida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutorandae investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviamestar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, aoensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meuspais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conheceremalgum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão aassegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar.Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividadesextra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. Auniversidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vezreduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibosverdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre quetenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meusfilhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cincoanos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido umdossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que osmeus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direitopois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fuiadministradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferiaté hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dosescudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio comcinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana.Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez asduas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com odinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez ocarro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a prontopagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, pormais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime emaumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que detransportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao bancotenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do quearrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca mepassou pela cabeça emigrar...Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos etenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho maishabilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiênciaprofissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que osenhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale.Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo,sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falocastelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é oprimeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, queropedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que pensoemigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, quenasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devoarrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudoaquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devoresponder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminhoseguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses eaptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais valeenveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhorprimeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário noseu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para oBrasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz doque no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condiçõespara crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros -valores: um ser humano em formação.Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler jávai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhorprimeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que osenhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenhoqualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamentemenos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mileuros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minhapreguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é oseguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhorprimeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O dafala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os,senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto doSahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobreacordos de pesca.Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, aindaassim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhorprimeiro-ministro.E como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.Myriam Zaluar, 19/12/2011
"Compadeçamo-nos mutuamente do povo que obedece e do homem que
manda só." [ Simón Bolivar ]
«Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.» George Orwell (1903-1950)
Hoje vamos tentar dentro do possível aceder ao silêncio.
Na Grécia antiga, Muda era deusa do silêncio.
Nos sistemas ditatoriais a palavra silenciar está conotada com opressão, impedir, impor pela força, o silêncio dos oprimidos.
No universo DC da banda desenhada Batman, silêncio era um super - vilão inimigo da personagem principal.
Se visitarmos Caracas e falarmos no Silencio, podemos também estar a referir-nos a um sector típico da cidade, onde foram construídos na década de cinquenta,2 edifícios altos, com 103m de altura - as chamadas Torres Gémeas do Silencio. Há os que preferem estudar no silêncio duma biblioteca ou da sala lá de casa e há por outro lado os que apenas conseguem estudar no bulício duma esplanada ou nas instalações abarrotadas dum café.
Silêncio por opção ou por convicção Sofrer em silêncio -
Expressão utilizada para aqueles seres que não manifestam exteriormente as agruras da vida, quer seja de ordem física quer do foro psicológico. Amar em silêncio - Expressão utilizada para aqueles seres que amam perdidamente e não são correspondidos. Outra definição... “O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo”- George Bernard Shaw (26 de Julho de 1856 - 02 de Novembro de 1950) Escritor irlandês, vencedor do prémio Nobel de literatura em 1925.
E há ainda quem defina:“O silêncio como expressão do amor - o amor como forma de expressão. Como afirmou a escultora Vanessa Pedote na apresentação da sua obra.
Silêncio vai-se cantar o fado - Expressão muita ouvida nas casas de fado ou nos recintos onde actuam os cantores desta música. Esta expressão é atribuída ao fadista Filipe Castro.
Um minuto de silêncio. – É uma expressão de luto e condolências realizada com silêncio, em reflexão e meditação. É considerado um gesto de respeito e homenagem a uma pessoa falecida ou como como comemoração de um acontecimento trágico.
“O silêncio dos inocentes” – Titulo dum filme “The Silence of the Lambs “ é um filme estado-unidense de 1991,de suspense policial, realizado por Jonatham Demme e baseado no livro de mesmo nome escrito por Thomas Harris. Nele aborda-se a violência exercida sobre as mulheres. “
“Quebrar o silêncio” – Encorajar-se a divulgar, ou falar acerca de algo que até aí não tinha feito.
“Um silêncio ensurdecedor” – Não se ouvir “viva alma”, também se pode traduzir em algo anormal, daí esta afirmação.
“Aqueles que precisam de silêncio para poderem ver “ – O cérebro direcciona a informação para os ouvidos no caso das pessoas que nasceram sem ver.
Os que falam, falam e não dizem nada, deveriam estar em silêncio. Aqueles que sabem, sabem muita coisa e não deveriam ficar calados.
E há ainda: In Livro dos Silêncios de Walter Cabral de Moura “A gente cresce, quer amar a gente esquece, quer voltar e de repente essa névoa nos olhos O que há que vai restar? De ficar só tirei minha força do silêncio faço minha voz Da inquietude fiquei sereno no sereno fiz aurora em minha mente já simples mente” me delicio antes do medo me reparto antes da dor. A nós, rostos e figuras para agradar espelhos, melhor seria que nossas imagens reflectidas não nos vissem.”
Quero deixar aqui um exercício simples a todos que quiserem observar atentamente o comportamento do ser humano nesta vertente especifica.
Observem. Pelo menos na cidade de Lisboa tenho visto muitas pessoas a falar sozinhas. Não deve ser fenómeno apenas desta cidade acelerada, de correrias sem destino.
Não é um fenómeno exclusivo de grandes cidades. É certamente um fenómeno mundial.
Sempre existiram pessoas afalar sozinhas nas ruas, gesticulando, olhando distante como que perdidas no infinito.
Nem sempre é loucura. Ou nunca é loucura. Ou então somos todos loucos, porque todos falam sozinhos. Pensar é falar consigo mesmo. Dialogar com outras vozes habitantes em nós. Somos legião. Moram em nós outras vozes, com as quais concordamos ou discordamos o tempo todo.
Aliás, há pessoas que, até quando falam com alguém, sozinhas estão falando, porque não estão realmente falando com o outro. Estão apenas falando. Falando consigo mesmas. Não querem ser compreendidas ou rejeitadas. Querem falar porque precisam falar. O outro poderia ser uma parede. Poderia ser um espelho.
Há pessoas que conversam com objectos, outra forma de falar sozinhas. Há pessoas que dirigem palavras aos seus animais de estimação. Estes sim verdadeiros amigos e bons ouvintes.
Rezar é falar sozinho? Sonhar é falar sozinho? Cantarolar uma música é falar sozinho? Falar sozinho é conversar com o diabo?
Também falam sozinhos, aqueles que escrevem. O leitor não está ali.
Falamos sozinhos, ou com as palavras conversamos. E o leitor, depois, ao ler o texto, também falará sozinho. O autor não está ali, apenas a sua sombra, o eco, a imagem, a lembrança, a palavra.
Falar sozinho não é egoísmo, não é idiossincrasia, não é problema. É solução. É saudável introspecção. Falando de mim para mim, eu saio de fora para dentro. Saio da dispersão, entro em contacto com esse estranho eu que eu sou.
E há inda os políticos que falam, falam, falam e por vezes ficam a falar sozinhos. Não só os nossos, mas os outros aqueles dos intermináveis discursos ao estilo Fidel Castro ou mais recentemente Hugo Chávez. É o que o povo chama “falar para o boneco “
Como afirmou o poeta português José Gomes Ferreira: “Que o primeiro poeta que nunca falou sozinho pelas ruas se levante e me atire a primeira estrela!”.
A Lei 2105
Artigos de Opinião
Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro
insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a
meta de pagar as contas no fim do mês.
Corria o ano de 1960 quando foi publicada no “Diário do
Governo” de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de
Américo Tomaz, Presidente da República e do Presidente do
Conselho de Ministros, Oliveira Salazar.
Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro
“Salazar e os milionários”, publicado pela Quetzal em 2009,
essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as
remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em
que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os
organismos estatais, as empresas concessionárias de
serviços públicos onde o Estado tivesse participação
accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de
financiamentos públicos ou “que explorassem actividades
em regime de exclusivo”. Não escapava nada onde
houvesse, directa ou indirectamente, investimento do
dinheiro dos contribuintes.
E que dizia, em resumo, a Lei 2105?
Dizia que ninguém que ocupasse esses lugares de
responsabilidade pública podia ganhar mais do que um
Ministro.
A publicação desta lei altamente moralizadora ocorreu no Estado
Novo de Salazar, vai, dentro de 2 meses, fazer 50 anos. Catorze
anos depois desta lei “fascista”, em 13 de Setembro de 1974, o
Governo de Vasco Gonçalves, recém-saído do 25 de Abril, pegou
na Lei 2105 e, através do Decreto Lei 446/74, limitou os
vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário
máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado.
Hoje, ao lermos esta legislação, dá a impressão que se
mudou, não de país, mas de planeta, porque isto era no
tempo do “fascismo” (Lei 2105) ou do “comunismo” (Dec.
Lei 446/74).
Agora, é tudo muito melhor, sobretudo para os reis da
fartazana que são os gestores do Estado dos nossos dias.
Não admira, porque mudando-se os tempos, mudam-se as
vontades, e onde o sector do Estado pesava 17% do PIB no
auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas,
pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente
muito competente e soberanamente bem paga para gerir os
nossos dinheirinhos.
Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos
destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos
salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no
Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a
monstruosidade de 420.000 €/mês, um ”pouco” mais que
Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a
módica quantia de 365.000 €/mês. Aliás, estes dois são
apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e
dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos
contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada
recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes
sonantes da nossa praça, dignos representantes do
despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida
pública portuguesa.
Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias
contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios
fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou
mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque,
curiosamente, são todos homens…) da lista dourada que o
“Sol” deu à luz há pouco tempo. Curioso é também
comparar estes valores salariais com os que vemos pagar a
personalidades mundiais como o Presidente e o VicePresidente
dos EUA, os Presidentes da França, da Rússia
etc...
Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro
insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir
a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso
muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446 de
Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar; basta ressuscitar a
velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105, assinada
há 50 anos por Oliveira Salazar.
Vasco Garcia
Professor Catedrático
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Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista
"Exportar"
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade
mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de
tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa
jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu
um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema
onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou
um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou
uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível
mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados
Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos
nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na
investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa
o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os de toda a EU.
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de
clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a
Agência Espacial Europeia.
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas
portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico
para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou
vários dos melhores vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o
melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de
excelente qualidade pelo Mundo.
Eu Luís Pirão, acrescento mais uns
pontos à lista do Nicolau Santos:
- Eu conheço um país que é segundo em net de banda larga na Europa.
- Eu conheço um país que tem uma capital com
eventos culturais fantásticos que fazem frente a qualquer cidade do mundo. Que
tem potencialidades turísticas ilimitadas com restaurantes para todas as
carteiras e com comida deliciosa, assim como alojamento para todas as bolsas e
de razoável qualidade. Basta ir a Londres e ver toda a gente a comer sandwiches
no jardim pois a alimentação atingiu preços exorbitantes nos restaurantes.
- Eu conheço um país com uma história ímpar que
ligou todos os continentes comercialmente pela primeira vez na história da
humanidade no século XVI.
- Eu conheço um país que tem a sua selecção de
futebol neste mês de Maio no 3.º lugar do ranking mundial em mais de 200
nações, só o Brasil e a Espanha estão à frente com poucos pontos de diferença.
- Eu conheço um país que conquistou meio mundo no
século XVI com base no respeito pelos outros povos, com base nas trocas
comerciais, com base na diplomacia. Alguém se lembra da chacina que a Espanha
fez aos Incas e Astecas na mesma época na América?
- Eu conheço um país que conseguiu relançar
relações cordiais com as suas ex-colónias apesar de ter terminado uma guerra há
pouco mais de 30 anos causada pela cegueira de um líder chamado Salazar e pelos
seus militares de topo, excepto Spínola.
- Eu conheço um país que venceu os seus
compatriotas espanhóis pela força de vontade de um homem chamado Nuno Alvares
Pereira e que permitiu a paz para a nação se lançar nos descobrimentos
marítimos.
- Eu conheço um país que acolheu os templários numa
época em que a cegueira de um papa e das nações católicas os escorraçaram de
toda a Europa e vieram parar a Tomar onde a ordem dos templários foi
transformada em ordem de Cristo para tapar os olhos ao papa. Alguém consegue
adivinhar o que estava reservado a esse país com essa atitude para com os
cavaleiros do templo (templários)? Conhecimentos de navegação marítima e
dinheiro para essa nação ser a primeira do mundo a ligar todos os continentes.
Eu José Lopes, acrescento mais uns
pontos à lista do Nicolau Santos e do Luís Pirão:
- Eu conheço um País que está a criar um medicamento que previne e combate
a obesidade.
- Eu conheço um País que produz os melhores sapatos do mundo.
- Eu conheço um País que produz os fatos usados na Fórmula 1 e nos
astronautas da NASA.
- Eu conheço um País que produz o melhor software de GPS do mundo.
- Eu conheço um País que faz os melhores lasers do mundo, utilizados na
medicina e na indústria aeroespacial.
- Eu conheço um País que tem um monumento que tem 6 orgãos, sendo o único
no mundo (Convento Mafra).
- Eu conheço um País que produz os adereços utilizados pela indústria
cinematográfica de Hollywood.
- Eu conheço um País que tem a maior variedade gastronómica do mundo.
- Eu conheço um País que produz os melhores caiaques do mundo (campeões
olímpicos).
- Eu conheço um País que criou a única palete de cores para leitura de
daltónicos.
- Eu conheço um País pequeno que tem duas línguas oficiais e uma cultura
distinta entre as diferentes regiões.
Etc…
Eu, Conceição Lobo Antunes, quero
acrescentar que também conheço um País chamado Portugal que foi o
primeiro a abolir a pena de morte para todos os crimes civis. Este é o aspecto
de que mais me orgulho.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive… P O
R T U G A L !!!!
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por
empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses,
dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com
técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa,
Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida,
Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa
Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia,
Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé,
Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada
no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de
reconhecido sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal,
Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e
aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e
tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em
todo o mundo) .
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País
estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na
educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele
que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom
temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos
sucessos – e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma
fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que,
por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os
nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar
muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são
imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?
"O valor do Ser humano não é medido segundo aquilo que tem, e sim
segundo aquilo que ele é." – Autor desconhecido
"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se: se
escolher o mundo, ficará sem o amor, mas, se escolher o amor, com ele
conquistará o mundo! " - Albert Einstein
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Se vai viajar e ainda não está informado acerca das mais
insólitas leis relacionadas com à actividade Sexual, fique a saber que algumas
são verdadeiras “jóias”
A Medical Insurance, publicou no final de Agosto, uma extensa
e inimaginável lista.
Aqui ficam dez para reflectirmos.
Afinal parece que o Portugal de brandos costumes afinal até
nem é assim tão conservador:
1. Em Nevada, é contra a lei ter
relações sexuais sem preservativo.
2. No Arizona,Florida,Idaho,Indiana,Massachessets,Mississipi,Nebraska,Nevada,Nova
Iorque,Ohio,Oklahoma,Oregon,dakota do Sul,Tennesse,Utah,Vermont,Washington e
Wisconsin,a ereção que possa ser vista através da roupa de um homem é ilegal.
3. A penalidade para a masturbação na
Indonesia é a decapitação.
4. Em Cali,na Colombia,uma mulher só
pode perder a virgindade se a sua mãe estiver no quarto para testemunhar o
acto.
5.
Em Santa Cruz, na
Bolívia, é ilegal um homem ter relações sexuais com uma mãe e uma filha ao
mesmo tempo.
6.
Em Guam há homens cujo
emprego a tempo inteiro é viajar pelo país para deflorar virgens, que pagam
pelo privilégio de ter sexo pela primeira vez. Razão: pelas leis de Guam, as
virgens estão proibidas de se casarem
7.
A maioria dos países
do Oriente Médio reconhece a seguinte lei islâmica: "Depois de ter
relações sexuais com um carneiro, é um pecado mortal comer a sua carne".
8.
No Líbano, os homens
podem legalmente ter relações sexuais com animais, mas os bichos devem ser do
sexo feminino. Relações sexuais com machos são puníveis com a morte.
9.
No Bahrain, um médico
pode legalmente examinar a genitália feminina, mas está proibido de olhar
diretamente para ela durante o exame. Ele só pode ver o reflexo da mulher
através de um espelho.
10.
Em Hong Kong, uma
mulher traída pode legalmente matar o marido adúltero, mas deve fazê-lo apenas
com as mãos.
"O Professor Steve Doig, Knight Chair in Journalism na Arizona State
University e especialista em jornalismo assistido por computador, vem
ensinar na FCSH *no próximo semestre. Steve Doig foi jornalista por mais
de 23 anos, 19 dos quais no Miami Herald, onde venceu o Pulitzer Prize
for Public Service, em 1993.
O Professor Doig estará na FCSH, ao
abrigo de uma bolsa comemorativa dos 50 anos da Fulbright em Portugal,
e será responsável pelo seminário “Questões Contemporâneas do
Jornalismo” no âmbito do mestrado em Jornalismo.
Durante a sua
presença em Portugal, o Professor Doig leccionará também pequenos
workshops e dará palestras em várias universidades portuguesas."
http://www.fcsh.unl.pt
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http://www.fcsh.unl.pt/
*Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
Desde o ano passado que funciona na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa um
Gabinete de Àpoio às Candidaturas ao Ensino Superior
- 1ª fase – de 13 de
Julho a 6 de Agosto de 2010
- 2ª fase – de 13 a 17
de Setembro de 2010
- 3ª fase – de 7 a 11
de Outubro de 2010
- Para qualquer
esclarecimento: gab-candidaturas @ unl.pt
- ou
http://www.unl.pt/noticia/acesso-ensino-superior
Como já o afirmei anteriormente:
“Os nossos antepassados, apesar de estarem longe e de constatarem que a sua vida tinha melhorado, não esqueciam os conterrâneos que ainda viviam na aldeia.
Assim nasceu em 1931 a União Progressiva da Freguesia do Colmeal, que se iria tornar num caso de sucesso no desenvolvimento e progresso da Freguesia do Colmeal.
Ficou estabelecido nos seus estatutos que a finalidade desta associação era:
a)”Conseguir o máximo de solidariedade de todos os naturais da freguesia do Colmeal.”
b)”Concorrer quanto possível para o aperfeiçoamento moral e social dos seus associados e protegê-los quando necessitem”
c)”Auxiliar a instrução e dar o seu apoio moral e material a todos os melhoramentos da freguesia”
d)”Promover por todos os meios ao seu alcance as manifestações de actividade que de qualquer modo possam contribuir para o engrandecimento daquela freguesia.”
Todos estes considerandos ficaram estabelecidos no Artigo 2.º do Capitulo I, ficando claramente definido o seu carácter solidário e regionalista.
Estas colectividades proliferaram nos anos subsequentes um pouco por toda a região das Beiras, sendo sempre a sua génesis nos grandes centros urbanos.
As agremiações estão inseridas no fenómeno do regionalismo que tem dado azo a grandes estudos, teses no domínio da sociologia e das políticas demográficas, assim como igualmente vários politólogos, que encontraram na dinâmica destas associações verdadeiras escolas, do bom funcionamento democrático, pese estarem inseridas num país, que à época era governado por um sistema ditatorial.
Eram igualmente norteadas por uma missão de solidariedade e de espírito reivindicativo em pró do desenvolvimento e da luta por condições de vida melhor, dos conterrâneos que viviam naquelas aldeias distantes”
Todos estes considerandos fazem parte da nossa história, reconhecemos a sua importância e o trabalho meritório desenvolvido.
Agora estamos perante um novo desafio:
As colectividades do âmbito regionalista, precisam de se reinventarem, para sobreviverem nos tempos actuais.
“A imprensa regional desempenha um papel altamente
relevante, não só no âmbito territorial a que naturalmente mais diz respeito,
mas também na informação e contributo para a manutenção de laços de autêntica
familiaridade entre as gentes locais e as comunidades emigrantes dispersas
pelas partes mais longínquas do mundo “
Apoie a Imprensa regional :
Leia , assine e divulgue o Jornal de Arganil:
http://www.jornaldearganil.net
DIVULGAÇÃO :
“Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados.
Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda. De acordo, aliás, com estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto, não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade.
Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias
animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!
Ora vejamos:
* o nosso da República é um reformado,
* o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um reformado,
* o nosso ministro das Finanças é um reformado,
* o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado,
* o ministro das Obras Públicas é um reformado,
* gestores activíssimos como Mira Amaral são reformados,
* o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado,
* entre os autarcas, "centenas, se não milhares" de reformados - garantiu-o o presidente da ANMP
* o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado ,
E assim por diante...
Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a
reformados?
Que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita?
Que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais velhos?
Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós!
Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"... “
Joaquim Fidalgo - Jornalista