SOL

 

F C Amares - 1   S C Melgacense - 2

 

CLASSIFICAÇÃO

 

2- S C Melgacense - 27   GM - 16   GS - 10

1 - Marinhas - 30

3 - Esposende - 27

4 - F C Amares - 23

5 - Fão - 16

6 - Cerveira - 13

 

DESCEM OS TRÊS ÚLTIMOS

 

Próxima Jornada - S C Melgacense - Marinhas

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  UMA VIDA SENTIMENTAL PARTICULARMENTE ATRIBULADA

 

 

   “Águas passadas não movem moinhos”. Helena do Ângelo, de 70 anos, resume, assim, as vidas sentimentais atribuladas – a sua, a de Adolfo Vieira e a de outras mulheres que ele conquistou ao longo das décadas de 40 e 50.

No auge, dono de propriedades, milionário, figura respeitada, Adolfo deitou para trás das costas moralismos ou tradições familiares e tratou de levar a vida à sua maneira. As mulheres terão sido a sua perdição.

   Casado com Ernestina, senhora da vizinha vila de Melgaço, cedo abandonou o lar, deambulando atrás deste ou daquele rabo-de-saia. “Se calhar, porque a legítima nunca lhe pode dar filhos”, recorda Joaquim Brito, presidente da Junta de Freguesia de Monção, que herdou do pai uma alfaiataria, onde Adolfo Vieira mandava fazer os seus fatos.

   De Helena do Ângelo, o homem deixou três filhos – Idalina, Luís e Fernando -, da Quinhas outro, mais um da Binda das Sousas e dois da bonita galega Pilar Ramona. Avesso a “falsos moralismos”, conforme relata o dono de um café no centro de Monção, o contrabandista viveu ali todas as suas paixões, fixando residência conforme a senhora amada. Devaneios que nunca escondeu.

   Na vila, não se conhecem desvarios sentimentais, arrufos públicos, dramas conjugais. “O que havia era que, quando íamos à mercearia, ficávamos a olhar umas para as outras, a ver quem comprava mais, para ver a quem ele tinha deixado mais dinheiro”, lembra Helena.

   Adolfo alugou casas, entregava a mesada às companheiras, “amou todos os filhos”, mas deitou tudo a perder. “A Ramona fê-lo perder a cabeça. Gastou todo o dinheiro com as mulheres, mais a Pilar, mas também me deu muito!”, atira.

   Helena, por desgosto, emigrou para Angola e, quando voltou, soube que Adolfo, antes de morrer, tentara voltar para a esposa. “Quem não teve a carne também não quer o osso”, ter-lhe-á dito Ernestina, na versão de Helena.

   Há dias, Pilar Ramona passou por Monção, aonde foi tratar de papelada relacionada com a morte recente dos dois filhos. E quis visitar Helena, por quem nutre um sentimento de amizade…

 

 

DIÁRIO DE NOTÍCIAS – QUINTA-FEIRA, 30 DE JANEIRO DE 1997

 

Esposende - 2   S C Melgacense - 2

 CLASSIFICAÇÃO

1- Marinhas - 27

2- Esposende - 26

3- S C Melgacense - 24    GM - 14   GS - 9

4- F C Amares - 23

5- Fão - 16

6- Cerveira - 12

DESCEM OS TRÊS ULTIMOS

Próxima Jornada

F C Amares - S C Melgacense

 

 

   Dinheiro e mais dinheiro. A movimentação de homens, carroças e sacos no armazém de Adolfo Vieira, por detrás do actual Palácio da Justiça de Monção, significava mais uns contos largos a amealhar ao seu já milionário pecúlio. Os negócios, legais ou ilegais, terão feito dele um dos indivíduos da vila. A acreditar nas histórias de amantes, filhos e de alguns que o conheceram, Adolfo não era do género de correr riscos, andar a saltar de um lado para o outro da fronteira. Raramente conduzia a carroça até à pesqueira do rio.

   Não. O contrabandista sempre terá preferido o recanto do seu armazém para gerir a actividade. Ali recebia e pagava. Apenas algumas vezes ia ao Porto, onde mantinha contactos com os bancos.

   Mas Adolfo Vieira era um esbanjador por excelência. Ninguém lhe conhece uma nega a quem lhe pedia emprestado ou dado. O resto era para as mulheres, que o levariam à ruína. Sem fundo de maneio, o contrabandista, então a deixar o negócio, emigrou para Bologne, perto de Paris, França, em finais da década de 50. Lá, trabalhou como recepcionista e foi doméstico em casa de uma família que alugava quartos.

   Voltou a Monção alguns anos mais tarde. Sem dinheiro. Pouco depois sofria uma trombose que o deixava parcialmente paralítico, para morrer em Março de 1970, com 68 anos. Na miséria.

 

(continua)

 

 

S C Melgacense - 5   Fão - 1

 

Classificação

1 - Esposende - 25

2 - Marinhas - 24

3 - S C Melgacense - 23   GM - 12   GS - 7

4 - F C Amares - 20

5 - Fão - 16

6 - Cerveira - 12

OS TRÊS ULTIMOS DESCEM AOS DISTRITAIS

 

 

                                    A “INICIAÇÃO” DE GOMES

 

   Abastado, Adolfo Vieira caiu no goto de todos pelas manifestações de solidariedade e os actos de generosidade para quem precisava de ajuda. Nem só os seus descendentes enaltecem as qualidades do homem.

   Muitos, amigos, colegas ou simples desconhecidos, safaram-se à custa do saco sem fundo do contrabandista, que não temia qualquer tipo de concorrência. A maioria a ele deve uma vivência sem sobressaltos financeiros, os contactos com o lado de lá do rio Minho.

   À memória daqueles que mais de perto o acompanharam ocorre um nome: Gonçalves Gomes, natural da região, hoje um dos homens de negócios mais afamados do Norte do País.

   “A primeira carga de café que o Adolfo fiou foi ao Samarra”, lembra Helena do Ângelo, uma das conhecidas amantes de Vieira, de quem tem três filhos, ainda a viver na vila de Monção.

   O negócio era simples, conta: o contrabandista cedia o produto ou emprestava algum dinheiro, recebendo, depois, parte do lucro. Outras vezes, explica a antiga companheira, com o ar de condenação, “dava aos 20 ou 30 contos e não o pedia de volta”.

   Terão sido assim os primeiros passos na actividade do comendador. “Foi ele que lhe deu a mão, quem o iniciou”, repete, por sua vez, Fernando Vieira, o filho mais velho de Helena.

 

(continua)

 

 

                  A 24 DE ABRIL DE 74 ÉRAMOS ASSIM

 

 

   Um dia, princípios de Março ou ainda fins de Fevereiro, o Zé, anafado e risonho, confidenciou à malta que algo se preparava. Que em Lamego “estava tudo sobre rodas” (sic). A Isabel guinchava, a Fernanda saltava e eu nem se fala. Aquelas reuniões fim de tarde prolongavam-se noite fora em casa da Fernanda e do Zé (Ferraz) com a Joana. Ou em minha casa com a João e a Teresa Feijó. Ou no Marco com a Isabel e o Jorge Baldaia. Ou em casa do Manuel Strecht Monteiro e da Lionida. Enfim, andávamos a meio metro do chão, levitantes, sorridentes, a rebentar de esperança, de vida, de juventude. “Agora é que é”, dizíamos. E as actividades conspiratórias paralelas redobravam. Era a edição e venda clandestina de livros proibidos. Eram as “passagens de fronteira” com desertores e emigrados políticos, onde se distinguia, corajosa e lindíssima, a Laurinda Alves, na altura namorada do Manuel Simas que, enquanto estivera de delegado do procurador da república em Melgaço organizara uma verdadeira porta de saída com a ajuda do Zé Ataíde e do Zé Teixeira Gomes, cuja mulher, uma brasileira, doida varrida, animava as hostes estudantis nas lutas académicas portuenses. Estávamos vivos, carago!

   O dezasseis de Março falhou, como se sabe, mas nós nem por isso desanimámos.  …………………..

 

Vosso, sempre

d’Oliveira

 

Retirado de:

 

Diário político 19 – Incursões

 

http://incursoes.blogs.sapo.pt/1002392.html?thread=3104152

 

S C Melgacense - 2   Cerveira - 1

 

CLASSIFICAÇÃO

 

1 - Esposende - 25

2 - Marinhas    - 21

3 - S C Melgacense - 20

4 - F C Amares - 17

5 - Fão             - 16

6 - Cerveira       - 12

 

DESCEM AOS DISTRITAIS OS 3 ULTIMOS

 

(continuação)

   Adolfo Vieira, de Monção, outro dos nomes referenciados pelos investigadores militares norte-americanos, nunca se envolveu naquele tipo de actividades, a acreditar nos testemunhos escutados pelo DN. Café, sabão, sementes pretas de cereais e amêndoa constituíam o seu negócio.

   Era um dos mais ricos de Monção, mas não se lhe conhecem valores extraordinários. “Teria umas largas centenas de contos. Não mais”, assegura Helena do Ângelo, uma das mulheres com quem viveu maritalmente.

   Uma versão ratificada por filhos e gente da vila que com ele conviveu. “Morreu na miséria, deixando apenas 400 contos no banco”. Adolfo Vieira faleceu em Março de 1970, no hospital, porque não tinha casa…

   Era um esquema simples e muito em voga nas décadas de 1940 e 50, altura em que o contrabando entre o Alto Minho e a Galiza servia de ganha-pão da maioria das famílias. Adolfo possuía um armazém na vila, sede de um negócio rentável, no qual estavam envolvidos dezenas de homens, da sua confiança.

   Ao que nos contaram, uma carrinha Ford bastava para levar a mercadoria até uma pesqueira no rio Minho. Ali, uma batela fazia o transporte para a margem espanhola, onde contrabandistas galegos se responsabilizavam pelo respectivo escoamento.

   Não havia problemas com as autoridades, porque o dinheiro ganho “dava para tapar os olhos à Guarda Fiscal”, ouvimos à boca cheia. Tratava-se de um negócio tão pacífico que Fernando Vieira, um dos seus filhos, hoje com 49 anos, se recorda de “ir em cima dos sacos na carrinha” até ao rio. Tudo se passava junto à muralha ou um pouco mais acima, em Caldas das Termas. Ali, atravessar o rio tornava-se mais seguro, porque “o leito estreitava, o caudal baixava e a corrente não era tão forte”, explica-nos Helena do Ângelo.

   Adolfo Vieira nunca viveu de ostentações, apesar de ter o devaneio de “rasgar os fatos aos amigos para ter o prazer de mandar fazer um novo”, lembra Joaquim Brito, actual presidente da Junta de Freguesia de Monção e proprietário de uma alfaiataria.

(continua)

 

CAMPEONATO (MANUTENÇÃO)

 

Jornada 1   Fão – 2   S C Melgacense – 0

             2   S C Melgacense – 4   Esposende – 1

             3   S C Melgacense – 0   F C Amares – 1

             4   Marinhas – 1   S C Melgacense – 1

 

 

Classificação

 

   Esposende   22

   Marinhas     18

   F C Amares 17

   Melgacense 17

   Fão              16

   Cerveira      12

 

 

 

        DIÁRIO DE NOTÍCIAS, QUINTA-FEIRA, 30 JANEIRO 1997

 

 

                                                     OURO

 

                   FIÃES SERIA O TRAMPOLIM PARA ESPANHA

                   Carlos Carvalho

 

 

 

   Por Fiães, junto à actual fronteira pedestre de São Gregório, alguns quilómetros acima de Melgaço, terá passado ouro e volfrâmio para Espanha, dali para França e com destino à Alemanha. O assunto é abordado em surdina na vila minhota, mas ninguém quer dar a cara, temendo qualquer tipo de represália das autoridades.

   O minério seria proveniente de algumas minas do Norte do País, chegando a Melgaço, onde contrabandistas engendrariam o esquema de fazer passar a mercadoria para lá da fronteira. O DN sabe que Artur Teixeira, natural de Melgaço e entretanto falecido, seria um dos líderes ou mesmo o cabecilha da quadrilha, confirmando a informação dos serviços secretos norte-americanos, que, em 1945, o referenciavam como membro de uma “sociedade de contrabando”.

   Artur Teixeira é um dos muitos nomes apontados em relatórios de espiões americanos, elaborados em 1945 a partir de Lisboa, como o DN revelou no domingo. Um tema também abordado pela revista Visão na quinta-feira.

   Populares da vila, que pediram anonimato, recordam ter sido essa a forma de Artur Teixeira e seus pares enriquecerem – os americanos falam em 24 mil contos na altura. “Ele emprestava aos mil e dois mil contos, comprou inúmeras propriedades. Tinha muitas posses”, garantem.

   Ao que o DN apurou, o homem conseguiu instalar um posto de abastecimento de combustível – único em Melgaço -, montou uma empresa de camionagem, que servia o concelho e terras vizinhas, e abriu uma agência de câmbios, resultado de “importantes contactos em instituições bancárias do Porto”.

   Por razões desconhecidas, perdeu quase tudo. Às duas filhas, uma delas solteira e ainda ali a viver, não se lhe conhecem grandes valores. Sabe-se, apenas, que o Tribunal de Melgaço nomeou um gestor para a empresa de camionagem, depois de ser declarada falência.

   Apenas por Fiães passaria para a Alemanha ouro e volfrâmio, destinado ao fabrico de armas. O negócio terminaria em finais de 1944 ou 45, pouco depois dos Aliados terem libertado a França do domínio nazi.

   Nunca o rio Minho terá sido utilizado para transferir a mercadoria de um lado para o outro da fronteira. A divisão natural dos dois países serviu, isso sim, para o contrabando de pequenos produtos e géneros alimentares, muito em voga na altura.

 

(continua)

 

 

         UN VIAJE A LA MEMORIA DEL CONTRABANDO

Melgaço cuenta con uno de los pocos museos que hay en la península dedicado a esta actividad

Marisol Oliva – 24/08/2009

El Museo de la Memoria y la Frontera, en la localidad portuguesa de Melgaço, permite al visitante viajar al tiempo em el que la raia era cruzada por miles de personas dedicadas al tráfico ilegal de mercancías. El espacio recoge también la emigración en el régimen salazarista.

‘El contrabando unió durante siglos los pueblos de la frontera y se convertió en una forma de economía que les ayudaba a sobrevivir en zonas aisladas y sin apenas recursos, salvo la emigración’, explica Angelina Esteves, responsable de los servicios culturales de la Cámara de Melgaço, donde desde hace dos años funciona el primer museo de Portugal.

En sus salas se puede hacer un recorrido por la historia de esta actividad en la que café, cobre y tabaco se fueron alternando para ‘ayudar en las economías familiares’. Entre los objetos que se pueden ver se encuentra un uniforme de la Guardia Fiscal portuguesa, la misma que peinaba las sierras del Alto Minho buscando a los que desafiaban los caminos.

El visitante puede escuchar en la sala voces que narran sus proprias historias. El objetivo, según explica Angelina Esteves ‘es hacer un documental en el que los protagonistas cuenten sus recuerdos, tanto de contrabando como emigración’............

Retirado do jornal La Region

http://www.laregion.es/noticia/100586/

 

SCM

Tem início em 25/3 a prova de manutenção na III divisão nacional; adversários:

Marinhas

Esposende

FC Amares

Fão

Cerveira

 

 

 

   Há muitos, muitos anos, no lugar onde hoje existe uma fonte que enche um regato e rega muitos campos, havia uma Moura encantada que todos os dias, ao nascer do sol, saía para estender o seu tesouro no cimo de um penedo, a que chamaram Coto da Moura. Servia este penedo de soalheiro ao tesouro da Moura. Depois de estender o seu tesouro, a moura sentava-se no cimo do penedo e, enquanto cantava, ia penteando os seus belíssimos cabelos louros com um maravilhoso pente de ouro. Refulgia ao longe tal conjunto. Pensava-se que a Moura assim fazia para atrair, com o deslumbramento das jóias, alguém que a pudesse desencantar.

   Os que por ali passavam contavam tal visão, mas a maior parte do povo, ou se mostrava incrédulo, ou temia aproximar-se. Então, um certo dia, um dos homens mais corajosos da aldeia foi ver se o que contavam era verdade.

   Quando chegou junto da fonte, viu uma Moura com o cabelo e pente de ouro. Estava ela sentada sobre o penedo a pentear-se. Aproximou-se lentamente, para a surpreender, de forma a que ela não pudesse escapar. Então ela, pressentindo a presença do homem disse-lhe:

   - Meu caro senhor, tenho um pente e uma “peina”. Qual deles queres?

O homem não esperava tal oferta! Até porque diziam que a Moura guardava com grande cuidado o seu tesouro. Restabelecido da surpresa, mas julgando pouco provável serem de ouro os cabelos da Moura, apesar de brilharem como esse metal, respondeu depois de breves momentos:

   - Quero o pente!

   - Ai homem, que me acabaste de dobrar a “fada”!

A Moura, depois de o fixar com um triste olhar, atirou o pente para o regato. E enquanto o homem o foi apanhar, motivado pela ganância, a Moura desapareceu.

   Em vão o homem procurou o pente. E ainda hoje se julga que o som das águas a cair no regato se parecem com o choro de uma donzela. Por isso se diz que o fado da Moura ainda contínua, já que o encanto só seria quebrado se o homem tivesse pedido a “peina” da Moura, que era a sua bela cabeleira.

 

(in Lendas do Vale do Minho)

RETIRADO DE: PORTUGAL A NORTE

http://www.nortept.com/lendas.aspx?concelho=melgaço

 

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