SOL

Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

Papa Alexandre VI ( Bórgia)

busto em bronze de Alexandre VI

César Bórgia, filho natural do Papa Alexandre VI

célebre pelas sua perfídeas, vícios e crueldades

César Bórgia

César Bórgia

Lucrécia Bórgia, filha do Papa Alexande VI e irmã de César Bórgia

Lucrécia Bórgia

suposto retrato de Lucrecia

Cesar e Lucrecia Borgia

filme espanhol sobre os Borgias

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Alexandre VI Fonte:
http://www.osborgia.hpg.com.br

Alexandre VI Fonte:
http://www.osborgia.hpg.com.br

" Alexandre VI, é sem dúvidas, o Papa mais famoso na história. A história dele e da família, os crimes, assassinatos, a política sangrenta e a suma licenciosidade são histórias místicas, quase lendas. Pode-se acusar a Alexandre de todos os crimes que lhe foram atribuídos, mas temos de reconhecer que foi durante a sua regência que o Papado viu novamente aquela luz e esplendor perdidos por tantos anos de Papas sem vida, e com muito menos coisas para se contar. Neste ponto, podemos concordar com Maquiavel:

(...) Alexandre VI de todos os Pontífices que já existiram, foi o que mais mostrou o quanto um papa podia, com dinheiro e tropas, para adquirir maior poder; e o fez, com auxílio do Duque Valentino, seu filho.

Assassino, sim; mas frio, nunca.

Alexandre VI nasceu como Roderigo Borja, em primeiro de janeiro do ano de 1431 em Jativa, na Espanha. Sua mãe era Isabel Borja, dama da nobreza castelhana, irmã do futuro Papa Calisto III. Sobre o pai, sabe-se que ele chamava-se Geofredo Doms y Borja - era primo de sua mulher. Geofredo morreu quando o pequeno Roderigo tinha 7 anos. Roderigo também tinha um irmão mais velho, Pedro Luis Borja.

As informações sobre sua infância são completamente escassas. Uma lenda diz que, aos 12 anos, Rodrigo matou a pauladas um menino de sua idade. Mas a família Bórgia está tão ceracada de lendas, que esta é apenas mais uma delas...

Com Calisto III feito Papa, os Borja agora eram os Bórgia, para italianizar o nome e deixa-lo mais agradável aos habitantes de Roma. Já em 1456, Roderigo foi feito um cardeal; no ano seguinte, foi nomeado vice-chanceler da Santa Sé. Desde muito jovens, Roderigo e seu irmão Pedro Luis já desfrutavam de uma grande impopularidade. Pedro Luis porquê era um antipático; e Roderigo porquê era licencioso demais. Sem contar o fato de estar sempre cercado por invejosos, pessoas que não concordavam com a ascensão do jovem cardeal (e estariam eles tão errados assim?), e com a nomeação do outro sobrinho de Papa como duque de Spoleto e prefeito de Roma. O papa, ainda pensando na elevação de seus sobrinhos, os adotou para assegurar-lhes um futuro mais promissor. E de fato quando em1458, Calisto III morreu mas isso não foi suficiente para deter a boa sorte do jovem cardeal Roderigo. Calisto havia morrido deixando realmente o sobrinho muito bem encaminhado. E logo a sombra da morte também levaria Pedro Luis Bórgia, mas dele ninguém sentiu falta.

A vida de Roderigo Bórgia como cardeal foi de verdadeiro desfrute. O novo papa Pio II, ao ter a notícia da presença do cardeal em uma orgia, escreveu a ele dizendo que a atitude era "imprópria". Na carta, em outras palavras, disse para Roderigo fazer o que quisesse, mas longe de lugares públicos. Enfim, em 1467, o cardeal Bórgia tem o seu primeiro filho bastardo reconhecido, Pedro Luis. Sobre a mãe deste rebento, nem o nome se sabe. Alguns apontam como sendo Vanozza Cattanei, mas isto é improvável. A próxima criança nasceu dois anos depois e se chamava Girolama, e a mãe foi Gianandrea Cesarini. Pouco depois, Roderigo também foi pai de Isabel. Porém, sem dúvidas, o Bórgia teve muitos outros filhos. Nenhum destes seriam tão famosos como os próximos.

Como um homem jovem, Roderigo foi descrito como "não exatamente bonito, pois tem traços brutos demais" mas ele tinha "um charme implacável", segundo Sigismundo de Conti. Ele tinha pele amorenada, nariz aquilino, lábios grosso e cabelos negros. O mesmo Sigismundo o descreveu novamente como "um homem realmente alto e robusto". Seja como for, observando-se seus retratos como papa não se imagina, em época alguma, que o cardeal Roderigo tenha sido nem mesmo um homem atraente. Mas acredito que se tratava de uma figura imponente, e sem dúvidas, com um bom humor implacável.

Sua relação de mais de dez anos com a romana Joana - ou Vanozza - Cattanei, foi um recorde para o Cardeal. Nem sua favorita mais conhecida, Giulia Farnese, conseguiu manter o amante ao seu lado por tanto tempo. Além disso, Vanozza manteve Roderigo ao seu lado quando ela já passava dos quarenta. Na realidade, Cattanei não era uma cortesã qualquer: mulher de intelecto, refinada e caridosa - entre as suas contas a serem pagas, contavam doações para conventos e orfanatos - soube manter-se nas boas graças de Roderigo Bórgia até depois de terminada a relação. Além disso, Rosa Vanozza tinha um senso de independência feminina que encantava o cardeal. Ela não era sustentada pelo amante, pois ela era dona de vinhedos e hospedarias famosas em Roma. Vanozza era uma mulher muito bonita, loura, e um corpo de curvas impecáveis. Do relacionamento com Cattanei, vieram os filhos mais queridos para ele: César (1475), Giovanni (1477), Lucrecia (1480) e Geofredo (1483). Apenas estes, e talvez Pedro Luis se lhe tivesse sobrado tempo, puderam jactar-se de serem "filhos de papa".

Por volta de 1490, o Cardeal Bórgia escolhe outra favorita: Giulia Farnese, casada com Orsino Orsini. Giulia tinha apenas 14 anos, mas já tinha uma reputação nada invejável. Apesar de tão pouca idade, já apresentava um talento para atrair olhos masculinos para si. Tanto é, que por alguns anos foi considerada a mulher mais bela de Roma ( 'título' que perderia anos depois para a filha do cardeal, Lucrecia Bórgia), e recebeu o cognome de "Giulia la bella". Melhor amiga da filha favorita de Roderigo, Lucrecia, Giulia soube manter com a ajuda da filha cardeal seu amante por cerca de sete anos.

Em 25 de julho de 1492, morre o Papa Inocêncio VIII. O papado está vago, e o principal candidato ao cargo é o próprio Roderigo Bórgia. Em 10 de agosto, em uma conferência na Capela Sistina, Roderigo oferece 15.000 ducados, feudos, e cargos clericais para quem votasse nele próprio. A decisão era tomada pelos membros do Sacro Colégio, estes eram: Roderigo Bórgia, Oliviero Caraffa, Giuliano Della Rovere, Battista Zeno, Giovanni Michieli, Giorgio Costa, Girolamo della Rovere, Paolo Fregosi, Domenico della Rovere, Giovanni dei Conti, Giovanni Giacomo Sclafetani, Lorenzo Cibo, Ardicino della Porta, Antoniotto Pallavicino, Maffeo Gerardo, Francesco Piccolomini, Raffaele Riario, Giovanni Battista Savelli, Giovanni Colonna, Giovanni Orsini, Ascanio Maria Sforza, Giovanni de'Medici, e Francesco Sanseverino. Apenas estes poderiam candidatar-se ao papado. Concorrendo com Roderigo, estavam: cardeal Oliviero Caraffa, cardeal Giorgio Costa, e Giuliano Della Rovere. Mas apenas o último, poderia fazer o cardeal Bórgia perder. Della Rovere tinha o apoio do rei de França, Luis XII, quem havia oferecido 200.000 pela eleição de seu favorito. Porém, as promessas de Roderigo de feudos e cargos superou a diferença de 185.000 ducados, e já na manhã de 11 de agosto Roderigo Bórgia fez-se aclamar Papa Alexandre VI. Sua eleição foi unânime.

"O Papa se excita ao quebrar algum mandamento - especialmente o Sétimo e o Nono"

podia, com dinheiro e tropas, para adquirir maior poder; e o fez, com auxílio do Duque Valentino, seu filho.

Assassino, sim; mas frio, nunca.

Alexandre VI nasceu como Roderigo Borja, em primeiro de janeiro do ano de 1431 em Jativa, na Espanha. Sua mãe era Isabel Borja, dama da nobreza castelhana, irmã do futuro Papa Calisto III. Sobre o pai, sabe-se que ele chamava-se Geofredo Doms y Borja - era primo de sua mulher. Geofredo morreu quando o pequeno Roderigo tinha 7 anos. Roderigo também tinha um irmão mais velho, Pedro Luis Borja.

As informações sobre sua infância são completamente escassas. Uma lenda diz que, aos 12 anos, Rodrigo matou a pauladas um menino de sua idade. Mas a família Bórgia está tão ceracada de lendas, que esta é apenas mais uma delas...

Com Calisto III feito Papa, os Borja agora eram os Bórgia, para italianizar o nome e deixa-lo mais agradável aos habitantes de Roma. Já em 1456, Roderigo foi feito um cardeal; no ano seguinte, foi nomeado vice-chanceler da Santa Sé. Desde muito jovens, Roderigo e seu irmão Pedro Luis já desfrutavam de uma grande impopularidade. Pedro Luis porquê era um antipático; e Roderigo porquê era licencioso demais. Sem contar o fato de estar sempre cercado por invejosos, pessoas que não concordavam com a ascensão do jovem cardeal (e estariam eles tão errados assim?), e com a nomeação do outro sobrinho de Papa como duque de Spoleto e prefeito de Roma. O papa, ainda pensando na elevação de seus sobrinhos, os adotou para assegurar-lhes um futuro mais promissor. E de fato quando em1458, Calisto III morreu mas isso não foi suficiente para deter a boa sorte do jovem cardeal Roderigo. Calisto havia morrido deixando realmente o sobrinho muito bem encaminhado. E logo a sombra da morte também levaria Pedro Luis Bórgia, mas dele ninguém sentiu falta.

A vida de Roderigo Bórgia como cardeal foi de verdadeiro desfrute. O novo papa Pio II, ao ter a notícia da presença do cardeal em uma orgia, escreveu a ele dizendo que a atitude era "imprópria". Na carta, em outras palavras, disse para Roderigo fazer o que quisesse, mas longe de lugares públicos. Enfim, em 1467, o cardeal Bórgia tem o seu primeiro filho bastardo reconhecido, Pedro Luis. Sobre a mãe deste rebento, nem o nome se sabe. Alguns apontam como sendo Vanozza Cattanei, mas isto é improvável. A próxima criança nasceu dois anos depois e se chamava Girolama, e a mãe foi Gianandrea Cesarini. Pouco depois, Roderigo também foi pai de Isabel. Porém, sem dúvidas, o Bórgia teve muitos outros filhos. Nenhum destes seriam tão famosos como os próximos.

Como um homem jovem, Roderigo foi descrito como "não exatamente bonito, pois tem traços brutos demais" mas ele tinha "um charme implacável", segundo Sigismundo de Conti. Ele tinha pele amorenada, nariz aquilino, lábios grosso e cabelos negros. O mesmo Sigismundo o descreveu novamente como "um homem realmente alto e robusto". Seja como for, observando-se seus retratos como papa não se imagina, em época alguma, que o cardeal Roderigo tenha sido nem mesmo um homem atraente. Mas acredito que se tratava de uma figura imponente, e sem dúvidas, com um bom humor implacável.

Sua relação de mais de dez anos com a romana Joana - ou Vanozza - Cattanei, foi um recorde para o Cardeal. Nem sua favorita mais conhecida, Giulia Farnese, conseguiu manter o amante ao seu lado por tanto tempo. Além disso, Vanozza manteve Roderigo ao seu lado quando ela já passava dos quarenta. Na realidade, Cattanei não era uma cortesã qualquer: mulher de intelecto, refinada e caridosa - entre as suas contas a serem pagas, contavam doações para conventos e orfanatos - soube manter-se nas boas graças de Roderigo Bórgia até depois de terminada a relação. Além disso, Rosa Vanozza tinha um senso de independência feminina que encantava o cardeal. Ela não era sustentada pelo amante, pois ela era dona de vinhedos e hospedarias famosas em Roma. Vanozza era uma mulher muito bonita, loura, e um corpo de curvas impecáveis. Do relacionamento com Cattanei, vieram os filhos mais queridos para ele: César (1475), Giovanni (1477), Lucrecia (1480) e Geofredo (1483). Apenas estes, e talvez Pedro Luis se lhe tivesse sobrado tempo, puderam jactar-se de serem "filhos de papa".

Por volta de 1490, o Cardeal Bórgia escolhe outra favorita: Giulia Farnese, casada com Orsino Orsini. Giulia tinha apenas 14 anos, mas já tinha uma reputação nada invejável. Apesar de tão pouca idade, já apresentava um talento para atrair olhos masculinos para si. Tanto é, que por alguns anos foi considerada a mulher mais bela de Roma ( 'título' que perderia anos depois para a filha do cardeal, Lucrecia Bórgia), e recebeu o cognome de "Giulia la bella". Melhor amiga da filha favorita de Roderigo, Lucrecia, Giulia soube manter com a ajuda da filha cardeal seu amante por cerca de sete anos.

Em 25 de julho de 1492, morre o Papa Inocêncio VIII. O papado está vago, e o principal candidato ao cargo é o próprio Roderigo Bórgia. Em 10 de agosto, em uma conferência na Capela Sistina, Roderigo oferece 15.000 ducados, feudos, e cargos clericais para quem votasse nele próprio. A decisão era tomada pelos membros do Sacro Colégio, estes eram: Roderigo Bórgia, Oliviero Caraffa, Giuliano Della Rovere, Battista Zeno, Giovanni Michieli, Giorgio Costa, Girolamo della Rovere, Paolo Fregosi, Domenico della Rovere, Giovanni dei Conti, Giovanni Giacomo Sclafetani, Lorenzo Cibo, Ardicino della Porta, Antoniotto Pallavicino, Maffeo Gerardo, Francesco Piccolomini, Raffaele Riario, Giovanni Battista Savelli, Giovanni Colonna, Giovanni Orsini, Ascanio Maria Sforza, Giovanni de'Medici, e Francesco Sanseverino. Apenas estes poderiam candidatar-se ao papado. Concorrendo com Roderigo, estavam: cardeal Oliviero Caraffa, cardeal Giorgio Costa, e Giuliano Della Rovere. Mas apenas o último, poderia fazer o cardeal Bórgia perder. Della Rovere tinha o apoio do rei de França, Luis XII, quem havia oferecido 200.000 pela eleição de seu favorito. Porém, as promessas de Roderigo de feudos e cargos superou a diferença de 185.000 ducados, e já na manhã de 11 de agosto Roderigo Bórgia fez-se aclamar Papa Alexandre VI. Sua eleição foi unânime.

"O Papa se excita ao quebrar algum mandamento - especialmente o Sétimo e o Nono"

Uma das primeiras atitudes do novo Papa Alexandre VI ao assumir seu posto, foi reconhecer seu filhos por intermédio de uma bula. Vale lembrar que somente os provindos de Vanozza Cattanei tiveram o privilégio - César, Giovanni, Lucrecia e Geofredo. Todos tiveram vantagens. César, logo foi nomeado cardeal aos 18 anos de idade; Giovanni ganhou o título de Duque de Gandia e casou-se com uma prima dos Reis Católicos de Espanha; Lucrecia, agora uma menina bonita e loira que aparentava mais do que seus tenros treze anos, casa-se em 1483 com Giovanni Sforza duque de Pesaro, depois de muitos noivados; e Geofredo casou-se com Sanchia de Aragão, uma filha do Rei de Nápoles. A ascensão de Roderigo Bórgia também deu privilégios a sua amante, Giulia: seu irmão, Alessandro Farnese (futuro Papa Paulo III), foi denominado cardeal. E sua filha com o Papa, Laura, apesar de ter levado o nome do marido da mãe, durante o 'reinado' de Giulia Farnese no papado, adquiriu o mesmo status dos outros filhos de Alexandre VI com Vanozza. Mas logo que o papa cansou de sua favorita, a pequena Laura também acabou desfrutando do fracasso da mãe.

"A diversão carnal de Bórgia é ainda maior quando a mulher cobiçada por ele é casada, especialmente se a cerimônia de casamento é realizada por ele. Quebrar algum mandamento o excita, mas ele prefere o sétimo e o nono. Como padre, ele casou ´Rosa´com um homem. Ela provavelmente deitou-se com cada um em rodízio de tempo - mas desde que o Papa estabeleceu esta mulher para si, foi dado o direito a ela de em uma noite ocasional, ser dispensada de seu ´serviço´ e ir dormir com o homem de sua preferência. Mas sua folga de mentira é na cama de Sua Santidade. Sua diversão com ´Rosa´foi agradável. Tanto foi, que logo depois ele deu a ela um pequeno presente - fez de seu irmão um cardeal".

Este texto foi publicado em Roma, na época de Alexandre. O Sétimo e o Nono mandamento, na realidade são ´Não furtar´ e ´Não cobiçar a mulher do próximo´. Rosa, na realidade é Giulia Farnese.

Se Alexandre VI voltou o ano de 1493 para satisfazer as ambições de seus filhos, 1494 ele voltaria totalmente para fazer a 'política de boa vizinhança' com os dois grandes inimigos históricos, Espanha e Portugal. Mediou o acordo do Tratado de Tordesilhas, após Portugal reclamar sua parte nas recém descobertas terras do Novo Mundo. Alexandre atribuiu à Espanha todas as terras descobertas ou ' a descobrir' a 100 léguas das Ilhas de Cabo Verde e Açores. Mas é claro, ele beneficiou a Espanha. Com esta parcela, TODO o Novo Mundo estava sob domínio Espanhol. Afinal era a Terra Natal do Papa, e além disso, foi quem mais lhe ofereceu dinheiro para o favorecimento! Portugal sentiu-se lesado pela preferência explícita, e reivindicou uma parcela mais justa. O Tratado de Tordesilhas foi modificado, assim apenas as terras a 370 léguas de Cabo Verde passaram a pertencer a Espanha. Apesar da nova divisão ter sido um pouco mais justa, a Espanha acabou tomando as terras mais prósperas, ricas em ouro e prata (o que corresponde hoje a América do Norte e Central, e a maior parte da América do Sul) ainda mais seus 'amigos', Alexandre VI deu a eles o título de 'Reis Católicos da Cristandade'. O Reino de Fernando e Isabella seria amplamente beneficiado nos próximos anos.

Uma das atitudes mais importantes de Roderigo Bórgia como papa, foi a de tirar dos cardeais o direito de fazer testamento, e deixar a herança para quem pretendessem. O herdeiro sumário, agora, seria o próprio Papa. E como era de se esperar de alguém como este Papa, os cardeais passaram a morrer com uma freqüência espantosa durante todo o Pontificado de Alexandre VI.

Mas não apenas de linhas maléficas era feito este Papa. Seu pontificado foi marcado pela tolerância com judeus, árabes, e magos (a dita heresia). Em sua corte em Roma, Alexandre VI protegia amplamente os refugiados das perseguições em seus países de origem. Engana-se quem pensa que ele foi um Papa inquisidor. Ao estudar superficialmente o ato das Indulgências (supostas relíquias sagradas vendida por altos preços, freqüentemente falsificações), o indivíduo já o liga diretamente com Reforma Protestante e Inquisição. Como um explorador que era, Alexandre VI incentivou a comercialização das Indulgências; mas, por sua vez, não foi um inquisidor, pelo contrário. Muitos o ligam com a Santa Inquisição, por seu costume de fazer seus inimigos pagarem com a própria vida por suas divergências, mas isso não significa que ele seria como denominamos vulgarmente hoje, um carniceiro. Como mencionei acima, ele protegeu aqueles ditos hereges, inclusive arriscando sua posição. Os inimigos dos Bórgia (os Della Rovere e os Colonna, em especial), procuraram difama-lo insinuando que Alexandre VI seria ou "judeu, ou árabe, ou mago. Ou quem sabe as três coisas..."

Enquanto isso, no Vaticano, a vida do Papa Bórgia não mudava nada em relação aos tempos de cardeal. As únicas diferenças são que agora suas orgias estão sendo realizadas dentro do próprio Vaticano, e que suas prostitutas eram levadas para dentro dos aposentos Papais. Enquanto tinha Giulia Farnese ao seu lado, Alexandre VI era, de seu modo, fiel a ela. Giulia foi chamada até de "a rainha do Vaticano", e Lucrecia Bórgia "a princesa". O Papa atendia a cada um dos caprichos da favorita, e fazia com que cada uma de suas outras amantes devessem obediência à Giulia Farnese. Porém, ela não foi tão inteligente quanto Vanozza Cattanei: despertou a ira papal ao fazer seu próprio marido de amante, e perdeu seu ´posto´de favorita por volta de 1497. Esta foi a segunda e última mulher que conseguira manter as rédeas de Alexandre VI.

Em 14 de julho de 1497, César e Giovanni vão cear na casa da mãe, Vanozza Cattanei. Giovanni parte antes mesmo da ceia terminar, alegando um encontro amoroso com uma de suas amantes. Pela última vez foi visto com uma mulher misteriosamente mascarada. Ele reaparece apenas dias depois, morto no Rio Tibre, degolado e com grandes feridas por todo o corpo. As investigações dos emissários de Alexandre VI começaram, e todas as provas apontavam apenas um assassino: César Bórgia. Além de criados seus terem sido vistos nas imediações do local no horário do acontecimento, ele era a pessoa que mais tinha motivos para assassinar Giovanni: a inveja por seu irmão ser duque de Gandia, já que sendo o mais velho, teoricamente César teria este direito; a preferência que o pai sempre deu a Giovanni; o ciúmes doentio que ele sentia por Lucrécia ser mais próxima a Giovanni - aos olhos dele, já que ela sempre declarou que César era o seu irmão favorito. Ao perceber que seu próprio filho era o responsável, o papa ordenou que as investigações fossem terminadas antes que o escândalo fosse ainda maior.

Logo após a morte de Giovanni Bórgia, outra polêmica familiar ocorria: a gravidez de Lucrecia, apesar desta estar enclausurada em um convento. A paternidade da criança é amplamente discutida até os dias de hoje. Existem teses de que o próprio César Bórgia engravidou a irmã; e outros dizem que o responsável foi um belo jovem espanhol chamado Pedro Calderón. Calderón era da criadagem do papa Alexandre, e era o incumbido de transportar as correspondência entre pai e filha. O que certo é que, por algum tempo, ele realmente foi amante de Lucrecia Bórgia, mas não há como provar se ele a engravidou ou não. Foi documentado que ao descobrir o romance entre sua irmã e Pedro, César desvairado de raiva e de ciúme o esfaqueou, porém o rapaz conseguiu chegar aos aposentos do papa e sujou sua batina de sangue. Pedro Calderón escapou desta vez, mas a sorte não lhe sorriria novamente. Pouco depois, ele seguiu o destino de Giovanni Bórgia e surgiu morto no Rio Tibre. E o assassino foi também o mesmo de Giovanni: César Bórgia.

Com o assassinato do irmão, César pôde se beneficiar amplamente. No ano seguinte ele largou a batina com o pretexto que ele mesmo tinha de cuidar das riquezas da família. Ganhou o título de Duque de Gandia, que antes era do irmão, e planejava se casar com a filha do poderoso duque de Guyenne, a sobrinha do rei da França, Charlotte d´Albert.

Desde o início do Pontificado de Roderigo Bórgia, um padre Dominicano muito incomodava a sua instabilidade: um certo Girolamo Savonarola, bom pregador o suficiente para fazer o povo de Florença - governados pelos fraca e débil Família de Médici - a revoltar-se contra Sua Santidade. Savonarola condenava o Santo Padre por sua lascividade, e a seus filhos por gastarem o dinheiro da Igreja com campanhas de guerra. Além de acusar Giulia Farnese de pretensiosa, por almejar ser "a esposa de Crito". Sua profecia concretizada da invasão de Carlos VIII à Nápoles, apesar desta parecer bastante obvia, fez os Florentinos idolatra-lo como um santo, e Savonarola tornou-se ali um ditador, já que a família dominante não tinha pulso o suficiente para detê-lo. E assim permaneceu de 1494 a 1497. Preocupado com os avanços de Savonarola, o Papa Bórgia proibiu-o de pregar (1495) e logo o excomungou (1497). Como Savonarola não soube manter seus aliados, pois em sua ditadura absolutista não havia lugar para ninguém mais se sobressair além dele mesmo, o Papa logo encontrou pessoas dispostas a ajuda-lo a o destruir. E assim foi. Em 1498 a voz de Girolamo Savonarola foi finalmente calada, com seu enforcamento e seu corpo reduzido às cinzas.

Novamente um casamento de Lucrecia começa a se tornar desconfortável para César: o fato é que ele jamais conseguiria se casar com uma sobrinha do rei de França se sua irmã era esposa justamente do inimigo, Afonso e sua Casa de Nápoles.

Assim, César Bórgia (com o apoio do pai, é claro) põe em ação mais um de seus planos malignos e sangrentos: o de matar o próprio Afonso de Biscegli. Lucrecia estava grávida agora, e César conseguiu convencer a irmã e o cunhado a ir ter a criança em Roma, que nasceu e foi chamado de Roderigo. Em julho de 1500, pouco depois da chegada do casal, Afonso foi surpreendido por um grupo de homens fortemente armados o esperando na Praça de São Pedro. Ele foi apunhalado, mas conseguiu fugir até os aposentos de Lucrecia, onde caiu gravemente no chão. Socorrido imediatamente por sua mulher, que sabia exatamente quem era o mandante do crime e que tentaria novamente. Afonso se recuperava. Lucrecia e sua cunhada, Sanchia de Aragão, cuidavam de Biscegli e com medo de envenenamento, elas próprias faziam a comida do duque. Porém em uma noite de descuido de Lucrecia e Sanchia, César e um criado entraram sorrateiramente nos aposentos de Afonso e o enforcaram. Foi dito que quando saíram do quarto, César se deparou com Lucrecia do lado de fora. Ela gritou de horror, adivinhando o acontecido.

Lucrecia Bórgia passou a história como a culpada deste assassinato. Dizia-se que Biscegli foi vítima de um de seus venenos, apesar de a acusação não ter fundamento algum, apenas na história pitoresca de Victor Hugo.

Toda a visão de Victor Hugo foi patrocinada pelas invenções de um certo satirista. Filofila, protegido secretamente pelos Orsini, difamava Alexandre e sua família por Roma. Toda noite, um novo cartaz sobre a família papal aparecia nas ruas. Filofila cantava sobre as orgias no Vaticano, dizia que o papa tinha "vinte filhos naturais" - o que não deixava de ser verdade. Que Alexandre, além de financiar a campanha de seu filho César com o dinheiro das simonias (isso é verdade!), tinha ordenado que sua filha Lucrecia se deitasse com os cardeais, para no dia seguinte poder envenena-los com um pozinho branco, escondido em um compartimento de seu anel; "a mulher Bórgia é até uma pessoinha bem culta", dizia Filofila, "sua cultura foi muito bem aprendida quando ela se deitava com os poetas que cantam sobre sua beleza!". Dizia Filofila, "a filha do papa adora copular. Pode ser com seu irmão, pai, poeta, cachorro, bode, ou até um macaco". Ele falava que César tinha transformado "um irmão em corno e outro em cadáver". "Assassinato é sua violência mais sutil e estupro é seu prazer mais necessário". Com detalhes, Filofila descrevia a suposta relação incestuosa de César e Lucrécia. Mas para a danação do sátiro, certo dia seus restos apareceram mutilados, na porta do castelo de seus senhores Orsini. Sobre o caso, César apenas comentou que "Roma havia se acostumado a escrever e falar o que quisesse, mas eu ensinarei a todo o povo a perder o mau costume". O filho primogênito do papa era um jovem incomum: dotado com a beleza firme e clássica dos Bórgias, também tinha os defeitos de sua família. Por vezes cruel, frio, e ambicioso, muito ambicioso. Para se ter uma idéia da mente gananciosa deste típico príncipe do Renascimento, o maior sonho de César Bórgia era colocar a Itália sob uma só cabeça, a dele próprio. Diferente dos dias de hoje, a 'bota' não era um único país, era divida em feudos.

O certo é que, depois da morte de Giovanni, a família Bórgia literalmente surtou. Lucrecia estava informalmente brigada com irmão, muito chateada com seus assassinatos. Ao seu ver, César era o ÚNICO responsável pela morte do marido, e seu pai em nada tinha a ver. Por sua vez, César Bórgia, agora um homem que nunca sorria e de poucos amigos, estava mais preocupado com sua carreira política e militar e em casar a irmã com alguém 'conveniente'.

Finalmente, em finais de 1501, Lucrecia Bórgia casa-se com Afonso d´Este. Muda-se para Ferrara, onde o pai de seu novo marido é duque, e nunca mais se encontraria com o irmão ou tampouco com pai. Alexandre VI, o famoso Papa Bórgia, morre em 18 de agosto de 1503, talvez por sua sífilis. Porém, é mais provável que a real causa de sua morte fosse veneno: ele, com seu filho César, organizou um banquete para o cardeal Adriano Castelense, mais conhecido como Cardeal Cornetto. Cornetto era simplesmente o cardeal mais rico de Roma - já que todos os outros cardeais poderosos haviam sucumbido um a um pelo famoso "Veneno dos Bórgia". Por ordens do papa, foram servidos dois caldeirões de sopa de nabos: um dos caldeirões, com um veneno letal, para ser servido ao cardeal Cornetto. Porém, o plano falhou. Por um engano da criadagem, o papa e seu perverso filho acabaram por se servir da sopa envenenada, enquanto o cardeal serviu-se da sopa sã. César e o pai adoeceram gravemente, mas apenas o papa veio a morrer.

Como sua vida, a morte papal também virou lenda. Foi altamente comentado como o corpo de Alexandre VI ficou roxo e inchado, de tal modo que foi trabalhoso coloca-lo dentro do caixão e fecha-lo. Igualmente cochichada foi a pressa para sepultar o Santo Padre (no séc. XV, os velórios estendiam-se por até um mês), já que era arriscado que os muitos inimigos dos Bórgias profanassem seu corpo.

Com a eleição do papa Júlio II, um velho inimigo dos Bórgia, César viu seus planos totalmente arruinados. César casou-se com a princesa Charlotte de França, ganhou o título de duque de Valentinois, e entrou para a história como ´O Duque Valentino´. Foi imortalizado por Maquiavel em sua obra prima, O Príncipe, que tomava César Bórgia como o exemplo de bom governante e habilidade política. César foi morto em 1507, lutando pelos seus ideais absolutistas, em uma emboscada na Espanha.

A filha do papa, Lucrecia, desde que se casou com Afonso, duque de Ferrara , passou a viver uma rotina que o pai jamais poderia imagina-la. Da Lucrecia sempre sorridente, presença cativa nas festas exuberantes não havia restado nada. Ela, agora duquesa de Ferrara, e vivendo bem longe da vigilância do pai e do irmão era uma mulher sóbria e com a vida completamente voltada a caridade. Deu a luz a outros quatro filhos, foi boa mãe e esposa perfeita.Protetora das artes e das letras, acolheu em sua corte muitos gênios da época: Tiziano, Ariosto, Strozzi, Bembo entre outros. Morreu em 1519, após um parto difícil, 16 anos após a morte de Alexandre VI.

E Geofredo (ou Jofrè) Bórgia, o menos turbulento do quarteto de filhos dado por Vanozza ao cardeal Roderigo, é hoje em dia visto como o melhor dos Bórgia. Ele sempre esteve muito apagado diante de seus irmãos, o sem escrúpulos Giovanni, o ambicioso César, e a brilhante Lucrecia. Mas nunca se importou com isso, como um contemporâneo reportou. Geofredo tinha real vocação religiosa, e se tornou um cardeal após a morte de sua mulher Sanchia, em 1504. Porém, um infortúnio para sua felicidade, quando seu irmão César morreu três anos depois, teve de largar a Igreja para agir como o único homem da família. Casou-se com Maria de Milão. De seu segundo casamento, foi pai de Francesco, Marina, e Lucrecia Bórgia, nome dado a esta última em homenagem a sua querida irmã. Geofredo morreu em 1517, e foi o único dos Bórgia que levou realmente uma vida sã. "



Bibliografia:
Nigel Cawthorne, "A Vida Sexual dos Papas"
Encyclopédia Católica
Mario Puzo, "Os Bórgias"
Anny Latour, "The Borgias"
Furgero Clemente, "The Borgias"

.[youtube:H1CMigrISG0]

Publicação: sábado, 3 de Novembro de 2007 19:15 por Jaguar

Comentários

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 19:39 por Jaguar

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# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 19:40 por Jaguar

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# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 19:41 por Jaguar

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# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 19:43 por Jaguar

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# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 21:02 por doninhadd

jaguar

Com estes episódios vergonhosos do passado, não esquecendo a inquisição, e ainda actualmente com o problemas de notícias da existência de actos de pedofilia por parte de padres católicos, a Igreja será que tem futuro?

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 21:04 por doninhadd

Mas sabemos que a Igreja não é santa.

Ainda me lembro do filme "o rei pasmado", em que se fazia uma crítica a´visa devassa nas hieraquias, com prostitutas pagas a peso de ouro por parte dos clérigos.

hum-mais valia que casassem.

beijo

dd

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 21:05 por doninhadd

Agora com a filha e a filha com o irmão,não há palavras.

??pois não??

dd

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 21:55 por Isabelmor

jaguar

Que arrojo !!!!!!

Quem aqui não virá sei eu.

Foi uma época escandalosa emq ue a Igeja perdeu a credibilidade total.Apontas outro mal e grande-o tribunal do santo ofício.Homem erra.Por aqui se vê que o PAPA não é o representante de nenhuma entidade divina, pelo menos nalguns casos.Temos ainda o calar da igreja-diga-se

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 21:58 por Isabelmor

PIO XII calou a perseguição e morte dos judeus por parte dos naziz. Foi outra vergonha. Ao longo da HISTÓRIA há altos ( JOAO XXIII e JOAO PAULO I)e baixos( aqui são muitos).Ela sobrevive, pela dimensão que tem.

O tema que foste buscar foi muito forte, pois envolve tantos comoertamnetos que são aberrações.Dinheiro, assassínio, sexo. É demasiado.

um beijo

Isabel

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 22:05 por eeu

Estou enojada...

eeu

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 22:34 por Meduarda

Jaguar,

adorei o post. Mas...os Bórgias ainda continuaram ou será só uma impressão?.

bjs,

Meduarda

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 23:04 por Talina

Olá Jaguar

Os Bórgias aconteceram ao longo da história.

Quanto á Lucrécia Bórgia, li um livro onde se estuda toda a vida dos Bórgias e sabes qual é a conclusão? a Lucrécia que ficou na história como o símbolo da perversidade, foi uma menina mal tratada e abusada pelo próprio pai e o irmão...Enfim um nojo estes Bórgias e não só há muitos outros.

Abraços Talina

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 23:15 por Jaguar

Doninhadd

"Com estes episódios vergonhosos do passado, não esquecendo a inquisição, e ainda actualmente com o problemas de notícias da existência de actos de pedofilia por parte de padres católicos, a Igreja será que tem futuro"

-

É uma instituição poderosa, doninha;O Vaticano é um estado sem défit.Tem dinheiro em todo o mundo e por isso vai cobrindo as faltas graves dos seus padres com dinheiro.

Depois, o tempo vai tapando o que é feio,k já que nelas se não fala.....

beijos

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 23:17 por Jaguar

doninha

"Ainda me lembro do filme "o rei pasmado", em que se fazia uma crítica a´vida devassa nas hieraquias, com prostitutas pagas a peso de ouro por parte dos clérigos"

.

Ora...como se não soubéssemos que isso  não é de espantar .Mesmo actualmente...eu não punha as mãso no fogo por ela...

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 23:26 por Jaguar

Doninha

.

Cheguei a ver o filme de Borowczyk, " contos imorais" constituído por quatro estórias. A úyltima contava as relações incestuosas e simultânias entre O Papa, a filha Lucrécia e o filho César, cena quase, quase porno, em queb se ridicularizavam símbolos considerados sagrados.

Todos os escritores que se debruçaram sobre aquela época, parece que são muito honestos e basearam os seus escritos noutros que encontrataram e verdadeiros serão.

bjs

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 23:28 por Jaguar

Isabel

"....Por aqui se vê que o PAPA não é o representante de nenhuma entidade divina, pelo menos nalguns casos....."

.

Claro que não...ora...nem nisso vou perder tempo..tá bem,tá..)

beijo

jaguar

.

P.

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 23:30 por Jaguar

Isabel

"PIO XII calou a perseguição e morte dos judeus por parte dos naziz. Foi outra vergonha. Ao longo da HISTÓRIA há altos ( JOAO XXIII e JOAO PAULO I)e baixos( aqui são muitos).Ela sobrevive, pela dimensão que tem.."

já falei na dimensºao e poderio que tem.

E agora me lembroq ue há também qualquer coisa em relação a outro PIO...supoho que é o nono....os ratos são muitos e variados..

beijo

jaguar

.

p.

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 23:31 por Jaguar

eeu

.

"Estou enojada..."

linda

..e não é caso para menos....Então se se estrava longe de se conhecer esta realidade, pior...

um beijo

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 23:34 por Jaguar

Meduarda

No nome, não...

No comnportamento...?? Me lembro agora que há pouco tempo...um, dois anos.....li num jornal ( QUAL??)que no Vaticano havia bacanais......

ptreto no branco,.Não acrescento nada. A notícia ra mesmo aquela:::)

beijo

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

sábado, 3 de Novembro de 2007 23:36 por Jaguar

Talina

" O mais certo é ter sido isso mesmo....o pai e o irmao abusaram e a vida dela foi passada naquela pouca vergonha...((

Agora qu há para aí mais Borgias, eu acredito sim.

abraços

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 1:04 por ArturSilvm

jaguar

Cá estou

Pois é. Um ama instituição que devia ser SANTA  está contaminada dos maiores pecados do mundo . E acho que ñão exagero-os maiores pecados-matou, queimou, perseguiu, calou, fornicou com incesto,é uma carga d pecados muito pesado . Não, eu acho que ela não se liberta deles.

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 1:08 por ArturSilvm

Já pediu desculpa pela inquisição,por calar o  holocausto( aqui, um bocado tremelicantemente).

E as cruzadas?Esqueceram quantas pessoas morreram para "espalhar a fé cristã"?

Depois, como já foi apontado, a vergon ha da pedofilia dos padrecas dos Estados Unidos. Esquecem também a ligação á mafia?

Aquilo não vale pataco. E não digo mainada.

Abraço

Artur

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 1:08 por ArturSilvm

Já pediu desculpa pela inquisição,por calar o  holocausto( aqui, um bocado tremelicantemente).

E as cruzadas?Esqueceram quantas pessoas morreram para "espalhar a fé cristã"?

Depois, como já foi apontado, a vergonha da pedofilia dos padrecas dos Estados Unidos. Esquecem também a ligação á mafia?

Aquilo não vale pataco. E não digo mainada.

Abraço

Artur

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 12:55 por LuisPrata

jaguar

Isabel? ENTRO sim.

Para perguntar-conhecem alguma família onde não haja ovelhas negras? E esse facto vai determinar que essa família deixe de ser considerada como de honra?

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 12:56 por LuisPrata

Esta aqui focado neste post já não pediu operdão pelos erros e pecados cometidos dentro dela?

Que mais se pretende ?

Abraço

Luis

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 12:57 por LuisPrata

Esta aqui focado neste post já não pediu operdão pelos erros e pecados cometidos dentro dela?

Que mais se pretende ?

Abraço

Luis

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 13:27 por Blanco

Jaguar:

A História fala por si, muitos erros se cometeram e comentem. Falas nos Bórgias é um dos muitos, já aqui foi falada a Inquisição, um dos grandes horrores cometidos. Não se pode, nem deve branquear estes acontecimentos.

A hierarquia tem posturas destas. Esqueceram-se da mensagem de Amor, de Perdão e de Fraternidade que deveriam seguir.

Beijinhos

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 15:29 por Melita

jaguar...

O culpado destas coisa foi do "Baco"...

No fim era uma festa pagã...do paganismo aproveitam só o que lhes interessa, rsss

Um beijo

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 17:56 por Jaguar

Artur

.

Não vens com preliminares...é logo tira e queda...é que é mmso isso, não adianta alivuar o peso de tanta bandalheira e crime.

Grato or teres entrado...com cartão na mão) ...ou de espontânea vontade...)))

abraço

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 17:58 por Jaguar

Artur

.

"Já pediu desculpa pela inquisição,por calar o  holocausto( aqui, um bocado tremelicantemente).

E as cruzadas?Esqueceram quantas pessoas morreram para "espalhar a fé cristã"?

Depois, como já foi apontado, a vergon ha da pedofilia dos padrecas dos Estados Unidos. Esquecem também a ligação á mafia?2

.

pois é....estou a cosntatar que deverias ser tu, Artura postar sobre o assunto...e eu a julgarque era pao-pao, queijio.queijo..

abraço

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 18:02 por Jaguar

Luis

.

"Para perguntar-conhecem alguma família onde não haja ovelhas negras? E esse facto vai determinar que essa família deixe de ser considerada como de honra?"

.ñão, Luis...só faltava essa...ua ovelha ranhosa não estraga o rebanho...mas não simplifiques..este rebanho era muito ranhoso e o pstor era um criminoso, um devasso..) e isso fica para a história como nódoa paraa aqual não há detergente...

um abraço

jaguar

.

p.

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 18:06 por Jaguar

Luis

"Esta aqui focado neste post já não pediu operdão pelos erros e pecados cometidos dentro dela?

Que mais se pretende ?"

.

Vamos se realitas

pecou-se uma vez..duas...mais..etc...lá mito para trás no tempo..depois mais perton de nós, ainda no tempo..e prsentemente ..olha a pedofilia.....

Pronto, quem tem fé e ele não é abalada por tais factos...continuam na instituição....Mas outros saíram e se sentem a respirar ar puro...

Claro que não generalizo e tu o sabes bem...)

um abraço

jaguar

.

P.

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 18:08 por Jaguar

BlanquinhA

linda:

" Falas nos Bórgias é um dos muitos, já aqui foi falada a Inquisição, um dos grandes horrores cometidos. Não se pode, nem deve branquear estes acontecimentos"

NUNCA....de quando em vez lá vm disto a ver se aquela grande carroça que quando se move o faz para  arectaguarada , ou se é para a frente,se desloca a 1 km em cada cem anos....

beijo

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 18:12 por Jaguar

Melita

!"..a culpa foi de Baco.."

.

"No fim era uma festa pagã...do paganismo aproveitam só o que lhes interessa, rsss"

mas olhe que falaste bem....todos os dias festivos da igreja , asim como alguns rituais foram buscados ás festas pagãs que celebravam determinadas alterçãos anuais da natureza..

beijo

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 20:40 por mariacidalia

Que pouca vergonha.

Uma pessoa a ler isto até se põe a corar de vergonha e incómodo. Se há castigo depois desta vida , que tenbhaqm sido bem castigados.Ia quase rogar uma praga, mas ficava mal.

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 20:41 por mariacidalia

Pelo sim e pelo não, nada de amizades continuadas com beatos, nosso senhor me perdoe, mas ele entende-me.

Um beijo

mariacidalia

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 20:42 por mariacidalia

Pelo sim e pelo não, nada de amizades continuadas com beatos, nosso senhor me perdoe, mas ele entende-me.

Um beijo

mariacidalia

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 22:04 por Jaguar

mariaciadalia

"Se há castigo depois desta vida , que tenham sido bem castigados.Ia quase rogar uma praga, mas ficava mal."

Pois fazia mal, sim...A Natureza disso se encarrega..)

beijo

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 22:06 por Jaguar

"Pelo sim e pelo não, nada de amizades continuadas com beatos, nosso senhor me perdoe, mas ele entende-me."

.

Desculpe, maria cidalia, mas não acha que está a exagerar um bocado e grande?

Então?

Em todos os campos, há pessoas decentes e outras que o não são...

beijo

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 23:10 por Isabelmor

jaguar

O teu post não estará a ter um carácter demasiado anticlerical?Ei sei, sabemos que ainda hije infelizmente se verificam actos reprováveis por parte de alguns ministros da igreja,mas a preocupação de não extrapolar torna-se urgente ou evidente..:)

É o que penso, claro...mas posso estar pessimista...

Um beijo

Isabel

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

domingo, 4 de Novembro de 2007 23:11 por Isabelmor

E noto, da parte da cidália um medo a tudo o que lhe soe a ter vindo de determinada religião...

beijo

Isabel

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

segunda-feira, 5 de Novembro de 2007 2:02 por paton

Pois è JAGUAR,já não bastava eu para detabilizar as"fezadas" do Vaticano e agora apareces tu colocar a ceu aberto a podridão que reinou e reina no conselho de administração da igeja católica.

Vamos ser excomungados e vamos para o inferno. Conheces lá alguem?

Agora a sério;gostei imenso do teu post não só pelo tema ,como é evidente,mas principalmente pelo teu trabalho de peaquisa.

Um grande abraço companheiro.

João Manuel                     PATON

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

segunda-feira, 5 de Novembro de 2007 11:49 por gattopardo

 Ola Jaguar

O tema e os personagens são um excelente exemplo para representar a natureza humana. Quanto à questão da igreja, todos nós já sabemos de que ela não é nem mais nem menos do que mais uma instituiçao de poder construida pelos homens. Os Borgias ainda hoje vivem ( com outros nomes ) em todas as sociedades. E quanto à igreja, veja-se por exemplo as grandes indemenizações que ela paga lá para os lados dos States ... e fica tudo dito quanto aos segredos que alguns dos seus representantes esconderam durante anos. Quanto ao post ... sem comentarios. Informação alucinante. Abraço  

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

segunda-feira, 5 de Novembro de 2007 13:44 por Jaguar

Isabel

"O teu post não estará a ter um carácter demasiado anticlerical?Ei sei, sabemos que ainda hije infelizmente se verificam actos reprováveis por parte de alguns ministros da igreja,mas a preocupação de não extrapolar torna-se urgente ou evidente..:)"

.

ORA ESSA......não....relati o que acho que se passa..só isso..nadamais me moveu...qe há ovelhas bem branquinhas e bem comportadas...

~Q

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

segunda-feira, 5 de Novembro de 2007 13:44 por Jaguar

Isabel

QUE O POST TE NÃO INCOMODE POR ISSO...

:)

beijos

jaguar

.

P.

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

segunda-feira, 5 de Novembro de 2007 13:46 por Jaguar

"E noto, da parte da cidália um medo a tudo o que lhe soe a ter vindo de determinada religião..."

.

deve estar a referir-se a´questão dos +padres pedófilos americanos que põem as pesssoas d pé atrás...é ou não??

beijo

jaguar

.

P.

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

segunda-feira, 5 de Novembro de 2007 13:48 por Jaguar

Caro Joao (PATON)

"....Vamos ser excomungados e vamos para o inferno. Conheces lá alguem?"

No inferno?? deve lá estar 90% da igreja....(((

Agora fui mauzito...pronto...70%....

um abraço

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

segunda-feira, 5 de Novembro de 2007 13:50 por Jaguar

gattopardo

"....Quanto à questão da igreja, todos nós já sabemos de que ela não é nem mais nem menos do que mais uma instituiçao de poder construida pelos homens. Os Borgias ainda hoje vivem ( com outros nomes ) em todas as sociedades. E quanto à igreja, veja-se por exemplo as grandes indemenizações que ela paga lá para os lados dos States ..."

-

Sem dúvida..os Bórgias não morreram.Andam por aí, por cá....

e..nos states , sim, com dinheiro abafaram a podridão doa actos nojentos ds seus padres..

um abraço

jaguar

# re: Orgias no Vaticano-OS BÓRGIAS

quinta-feira, 15 de Julho de 2010 21:34 por tokarev

Estes Borgias são parentes dos Borjas de Gandia, havendo alguns deles que vieram para Tomar onde tomaram o nome de Borges.

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