SOL

Estou vivo

Estou vivo.
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O PENIS de RASPUTIN

 

"A trajetória de Grigori Yefimovich Novykhn tem início na década de 1860. Mas há muitas incertezas em relação ao seu nascimento. Especula-se que tenha sido em 23 de janeiro de 1864, na pequena aldeia de Pokrovskoe, Sibéria. Outras fontes afirmam que o ano de seu nascimento está entre 1869 e 1872.

Pobre e parcialmente alfabetizado, o jovem Grigori atravessou sua infância e adolescência na região natal. Provavelmente, ajudando ao pai camponês nas tarefas diárias, e divertindo-se com mulheres, vodka e envolvendo-se em brigas com vizinhos. Por este motivo, logo ganhou o apelido de Rasputinik (Rasputin - equivalente à Pervertido).

Por outro lado, sua terra natal era de religiosidade e misticismo muito intensos. Principalmente porque ali próximo estavam depositados, numa igreja, os restos mortais de São Simão. O jovem Rasputin cresceu influenciado por esta atmosfera. Conta-se que, em sua juventude, já dava alguns sinais de possuir uma percepção especial, ou capacidade de predizer fatos futuros. Certa vez, um político chamado Stolypin passava de carruagem por uma estrada. O jovem Rasputin, que passava ao lado, acenou e gritou ao viajante: "A morte é para você. A morte está se aproximando!". Incrivelmente, no dia seguinte, o político foi ferido por balas e morreu dias depois."

 

O Jovem Rasputin

"Rasputin tinha o poder de premeditar acontecimentos, um dia, na beira de uma estrada, vê passando uma carruagem com o político Stolypin, Rasputin grita a seguinte frase para o mesmo: "A morte é para você. A morte está se aproximando". Incrivelmente, no dia seguinte, o político Stolypin, é alvejado e morre dias depois.
Nascido no ano de 1871, em Pokrovskoe, Grigore Rasputin foi influenciado pelas histórias de milagres de São Simão, pois sua residência era próxima a um local onde estavam relíquias do santo.

Aos 18 anos, Rasputin teve um encontro com o bispo de Barnaull, no qual reforça-lhe a tendência mística.

Em 1915, salva uma moça "Ana Vyrubova", no qual teve as pernas esmagadas e o crânio fraturado, após um acidente ferroviário. Os médicos já não viam chances da moça sobreviver, até que Rasputin chegou ao local e próximo da moça disse: "Anushka, abra os olhos". No mesmo momento ela os abre, e ele diz: "Ela irá viver, mas ficará aleijada".

Casado com Praskovia, Rasputin teve um filho e duas filhas. Sempre em meio a mistérios, um dia Rasputin vê uma Santa, a "Virgem Maria". Depois do ocorrido, Rasputin é aconselhado por um homem místico, chamado Makaria, a fazer uma peregrinação ao monte Atos, na Grécia. Rasputin permaneceu em peregrinação 2 anos.

Voltando a sua terra natal, Rasputin é recebido de braços abertos pelo bispo Theophan, no qual lhe abre várias portas."

Em 1902, Rasputin desloca-se para a cidade de São Petersburgo e Kazan, onde agregou alguns discípulos e criou um grupo místico denominado Polite Society, baseado nos princípios da Khlysty. Sua imagem de camponês simples e sem ambição foi significativa para que conquistasse confiança e simpatia junto aos moradores da região. A influência que a Polite Society exercia e o poder de persuasão de Rasputin, amenizavam a fama que seu envolvimento com prostitutas e bebidas lhe atribuía.

Nesse mesmo momento, as autoridades clericais da Rússia procuravam por um líder que transitasse entre a alta classe da sociedade, a nobreza e as classes inferiores, e pudesse reunir todas sob a influência da Igreja. Rasputin trazia todas essas características. Mas sua fama junto aos czares teve início em 1905, quando Anya Vyrubova, amiga próxima da czarina Alexandra Fedorovna, entrou em coma após ferir-se gravemente quando o trem em que viajava descarrilou. Os médicos já haviam perdido a esperança de curá-la quando Rasputin foi chamado. O místico, ajoelhado ao lado da cama da vítima, segurou sua mão e chamou-a pelo nome. Assim continuou por horas seguidas; até que a vítima, de forma inexplicável, despertou.

Em cima-Rasputine com a sua família.Em baixo, na companhia de dois bispos

Mesmo sendo um homem adorado por muitos, Rasputin também tinha os seus inimigos, no qual diziam que se dedicava a orgias infernais.

Um de seus inimigos, era o Monge Iliodor, no qual um dia, mandou uma mulher até a casa de Rasputin o esfaquear. Rasputin foi esfaqueado no estomago, mas assim mesmo sobreviveu.

Outra variedade, afortunadamente pouco comum do fascinador de mulheres convém que lhe designemos como "tipo Diabo". Um dos mais genuínos representantes desse sinistro tipo foi, sem dúvida, o monge Gregor Rasputin. Era um estranho asceta, apaixonado pelo além, espécie de hipnotizador rústico de batina.

A todas as luzes ressalta com inteira clareza meridiana que a despótica e mágica força do "diabo sagrado" Rasputin devia-se inegavelmente, a sua tremenda potência sexual. O czar e a czarina ajoelhavam-se diante dele. Acreditavam ver naquele monge fatal um santo vivente. É óbvio que Rasputin encontrou o ânimo dos czares muito disposto, graças ao mago francês Papus (Dr. Encause), médico de cabeceira dos soberanos.

A Família Imperial Romanov

Alexandre Romanv e os pais

Alexey com Rasputin

Imagem:AlexeiOlgaRus.jpg

Alexey com a sua irmã Olga

SEmpre que o príncipe sofria de uma crise hemofílica, Raspuntin era chamado , colocava-lhe a máo sobre a testa, rezava umas orações e a crise passava. Para evitar a angústia da czarina Alexandra que temoia pela vida do filho, Rasputin foi convidado a viiver no palácio imperial. 

O Pénis de Rasputin- pénis de Rasputin, conservado em substâncias químicas, encontra-se exposto actualmente num museu erótico na cidade de São Petersburgo

"Pênis de Rasputin, assassinado em São Petersburgo na madrugada de 16 a 17 dezembro de 1916. 28,5 cm".

Rasputin 3

Clockwise from top left: 1. Cartoon suggesting Rasputin and the Tsarina were having a sexual relationship. 2. Cartoon showing the Tsar and Tsarina as Rasputin's pawns 3. British Ambassador Sir George Buchanan 4. Lord Kitchener boards HMS Hampshire. Within half an hour of this photo being taken Kitchener was dead. 5. The Tsarina and Rasputin on the front cover of Metropolitan magazine, December 1916 6. Mother Russia portrayed as the victim of Rasputin's influence over the Tsar

Rasputin ladeado por admiradores



 

"No ano de 1915, um boato se espalhou, a de que Rasputin se vendeu para o inimigo e de que traiu a Rússia. Sabendo deste boato, o príncipe Felix Yusupov, armou uma cilada para matá-lo. Fingindo-se de amigo e convidando Rasputin ao seu palácio, o príncipe ofereceu-lhe um prato de doces e uma taça de vinho, ambos repletos de cianeto. Rasputin comeu e bebeu, nada sentiu, riu e falou: "Vamos agora amar as ciganas?". Assustado com tal fato, o príncipe sacou um revolver e alvejou no pescoço de Rasputin. Tentando fugir, Rasputin derruba uma porta, mas assim mesmo ainda é alvejado várias e várias vezes pelos amigos do príncipe. Ainda vivo, Rasputin teve as mãos atadas e foi enterrado vivo em um buraco no meio da neve.

"Mesmo depois de ter sido envenenado com cianeto, alvejado no pescoço e em vários lugares do corpo, Rasputin foi enterrado vivo"

www.cranic.com/gregorerasputin.html

ps -1--Segundo alguns historiadores, Rasputin pertenceria a uma célula dos Bolshevikes, facto não confirmado.

ps -2-insólito-há quem afirme que Rasputin não morreu e já tem sido visto nos países escandinavos.

Potência sexual pode fazer curas ?

"

"Quando Moisés desceu do Sinai com as tábuas da lei, em sua cabeça luziam dois cornos, quais gigan-tescos raios de luz. Por este motivo é que foi escul-pido com esses dois cornos. Que quer dizer esses cornos de bode em Moisés? Por que Miquelângelo o cinzelou dessa forma? Pois tem um sentido simbólico, certo! Por que tinha esses cornos de bode? Vou lhes dizer porque. O bode representa o diabo. Por isso, Moisés tinha os cornos. Por acaso, Moisés era o diabo? Temos que analisar esta questão.

Bem vale a pena refletir. Se pensarmos no bode, poderemos descobrir a potência sexual. Nas cavernas dos Iluminados da Idade Média, ele represen-tava precisamente a esse Lúcifer, a estrela da manhã, o reflexo do Logos dentro de nós mesmos aqui e agora! Assim como o sol físico tem em seu fundo a sombra de si mesmo, assim o Mestre Interior de cada um de nós projeta em nosso universo interior particular sua sombra; isto é o inusitado. No princípio, Lúcifer resplandecia no fundo de nossa consciência e era um arcanjo. Quando foi precipitado para o fundo do abismo, desde então converteu-se em bode.

Lúcifer representa a potência sexual. Quem pode negar que o bode não possui uma grande potência sexual? A qualquer impotente sexual, já que há várias classes de impotência: impotência por algum dano no sistema nervoso, impotência devido a debilidade, etc., se pode curar com os hormônios sexuais dessa animal, depositados em seus testículos. Os hormônios do bode têm poder para acabar com a impotência.

Assim, pois, o bode representa por si mesmo o poder criador. Por isso, ele é o representativo de Lúcifer. Isto deve saber entender. Como quer que Moisés soube aproveitar sua potência sexual, como quer que ele soube transmutar o esperma sagrado em energia criadora, apareceram em sua cabeça os cornos simbolizando a Lúcifer. De onde tirou Moisés seus poderes? Com que força conseguiu desatar as dez pragas do Egito, segundo declara o Êxodo? Pois, foi aquele agente maravilhoso que lhe permitiu demonstrar sua sabedoria diante do faraó - a potência sexual. Aí está o poder dos poderes!

Agora ficará explicado para vocês porque a Arca da Aliança tinha quatro cornos de bode. Esses quatro cornos serviam para representar os quatro homens que puderam levá-la de um lugar para outro. Essa arca em si mesma está representando o lingam-yoni da Lei. Aqui, pois, é onde está o poder e a força. Sem ela, para nada serviria o TAO dos profetas, de nada serviria o bastão dos Grandes Iniciados... o mercúrio já fecundado pelo enxofre, isto é, pelo fogo"

instituto arcanjo miguel

www.an.locaweb.com.br/antropologia/moiseseaalquimia.htm

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O que pensam ELES da Política

...

O comunismo destrói a democracia; mas a democracia também pode destruir o comunism

Autor: Malraux , Malraux , André

Malraux , André

O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado

Autor: Einstein , Albert

Einstein , Albert

O objecto principal da política é criar a amizade entre membros da cidade

Autor: Aristóteles

Aristóteles

A política foi primeiro a arte de impedir as pessoas de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito. Em época posterior, acrescentaram-lhe a arte de forçar as pessoas a decidir sobre o que não entendem

Fonte: "Olhares Sobre o Mundo Moderno"
Autor: Valéry , Paul

"Olhares Sobre o Mundo Moderno"
Autor: Valéry , Paul

A política baseia-se na indiferença da maioria dos interessados, sem a qual não há política possível

Fonte: "Olhares Sobre o Mundo Moderno"
Autor: Valéry , Paul

"Olhares Sobre o Mundo Moderno"
Autor: Valéry , Paul

Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros

Autor: Voltaire

Voltaire

 

 

A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano

Fonte: "O Livro dos Disparates"
Autor: Voltaire

"O Livro dos Disparates"
Autor: Voltaire

 

 

Pensar só em si e no presente é uma fonte de erro em política

Fonte: "Os Caracteres"
Autor: La Bruyère , Jean de

"Os Caracteres"
Autor: La Bruyère , Jean de

 

 

Em política, tal como na moral, é um grande mal não fazer bem, e todo o cidadão inútil deve ser considerado um homem pernicioso

Autor: Rousseau , Jean Jacques

Rousseau , Jean Jacques

É necessário que os princípios de uma política sejam justos e verdadeiros

Fonte: "Olintianas"
Autor: Demóstenes

"Olintianas"
Autor: Demóstenes

A política é uma pedra atada ao pescoço da literatura, e que em menos de seis meses a submerge. A política, no meio dos interesses da imaginação, é um tiro no meio de um concerto

Autor: Stendhal

 

Quando alguém compreende que é contrário à sua dignidade de homem obedecer a leis injustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo

Autor: Gandhi , Mohandas

 

A política é a condução dos negócios públicos para proveito dos particulares

Fonte: "Dicionário do Diabo"

Autor: Bierce , Ambrose

 

A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes

Fonte: "Observações"

Autor: Churchill , Winston

 

A política é talvez a única profissão para a qual se pensa que não é precisa nenhuma preparação

Fonte: "Pensamento"

Autor: Stevenson , Robert

 

Todos os nossos pensamentos tocam na política

Fonte: "A Galera"

Autor: Chamson , André

 

Nenhum governo pode ser sólido por muito tempo se não tiver uma oposição temível

Fonte: "Coningsby"

Autor: Disraeli , Benjamin

 

Para a política o homem é um meio; para a moral é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política

Autor: Renan , Ernest

 

Os homens hão-de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno

Fonte: "A Escravidão em Massachusetts"

Autor: Thoreau , Henry

 

A política não é uma ciência exacta, mas uma arte

Fonte: "Discursos"

Autor: Bismarck , Otto

Bem tentais não vos ocupar de política, mas a política ocupa-se de vós

Autor: Montalembert , Charles

 

A pátria, como tudo, és tu. Se for também a do teu adversário político, é já problemático haver pátria que chegue para os dois

Fonte: "Escrever"

Autor: Ferreira , Vergílio

 

A arte do político é fazer que seja do interesse de cada um ser virtuoso

Fonte: "Notas, Máximas e Pensamentos"

Autor: Helvetius , Claude

 

O conhecimento da natureza humana é o princípio e o fim da educação política

Fonte: "A Minha Educação"

Autor: Adams , Henry

 

A política é a ciência das exigências

Fonte: "Resposta"

Autor: Kossuth , Lajos

 

A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue

Fonte: "Citações"

Autor: Tse-Tung , Mao

 

Em política é preciso curar os males e nunca vingá-los

Autor: Napoleão III

 

Em política não se escolhe a companhia

Fonte: "A Escolha Feliz"

Autor: Kjaer , Nils

 

A política é a ciência da liberdade

Autor: Proudhon , Pierre

 

Em política, a comunhão de ódios é quase sempre a base das amizades

Fonte: "Recordações"

Autor: Tocqueville , Charles

A política é a arte do possível. Toda a vida é política

Fonte: "Il Mestiere di Vivere"
Autor: Pavese , Cesare

"Il Mestiere di Vivere"
Autor: Pavese , Cesare

A política é a doutrina do possível

Autor: Bismarck , Otto

Bismarck , Otto

Não se faz política com a moral, mas também não se faz mais sem ela

Fonte: "A Esperança"
Autor: Malraux , André

"A Esperança"
Autor: Malraux , André

A diplomacia é uma partida de xadrez em que os povos levam xeque-mate

Autor: Kraus , Karl

Kraus , Karl

Querer é quase sempre poder: o que é excessivamente raro é o querer

Autor: Herculano , Alexandre

Herculano , Alexandre

Todas as nações têm o governo que merecem

Autor: Maistre , Joseph

Maistre , Joseph

 

 

Os reis são para os seus ministros como os cornudos para as esposas: nunca sabem o que se passa

Autor: Voltaire

Voltaire

A política é uma praga tal que eu aconselho todos a não se meterem nela

Autor: Jefferson , Thomas

Jefferson , Thomas

O povo pede o poder da palavra para compensar o poder de livre pensamento a que ele foge

Autor: Kierkegaard , Soren

Kierkegaard , Soren

Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir

Autor: Churchill , Winston

Churchill , Winston

A minoria pode ter razão, a maioria está sempre errada

Autor: Ibsen , Henrik

Ibsen , Henrik

Geralmente levo mais de três semanas a preparar um discurso de improviso

Autor: Twain , Mark

Twain , Mark

Eu sempre achei mais fácil convencer uma grande massa do que uma só pessoa

Autor: Mussolini , Benito

Mussolini , Benito

Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro

Autor: Bonaparte , Napoleão

Bonaparte , Napoleão

Quando um homem assume uma função pública, deve considerar-se propriedade do público

Autor: Jefferson , Thomas

Jefferson , Thomas

Os partidos são um mal necessário nos países livres

Autor: Tocqueville , Charles

Tocqueville , Charles

Somente um país inferior, ordinário, insignificante, pode ser democrático. Um povo forte e heróico tende para a aristocracia

Autor: Mussolini , Benito

Mussolini , Benito

Na América, o presidente governa, mas os jornalistas têm o poder

Autor: Wilde , Oscar

Wilde , Oscar

O Demónio não soube o que fez quando criou o homem político; enganou-se, por isso, a si próprio

Autor: Shakespeare , William

Shakespeare , William

O meu programa é simples: quero governar

Autor: Mussolini , Benito

Mussolini , Benito

Se os comunistas têm razão, então eu sou o louco mais solitário em vida. Se eles estão errados, então não há esperança para o mundo

Autor: Sartre , Jean-Paul

Sartre , Jean-Paul

O nacionalismo é uma doença infantil; é o sarampo da humanidade

Autor: Einstein , Albert

Einstein , Albert

Amnistia é a generosidade do governo para com os condenados cujo castigo se tornaria demasiado caro

Autor: Bierce , Ambrose

Bierce , Ambrose

Não conspira quem nada ambiciona

Autor: Sófocles

Sófocles

Tenho mais medo de três jornais do que de cem baionetas

Autor: Bonaparte , Napoleão

Bonaparte , Napoleão

A monarquia degenera em tirania, a aristocracia em oligarquia e a democracia em anarquia

Autor: Políbio

Políbio

Quem vence um leão é um valente; quem domina o mundo é um homem de valor; mas, mais valente e corajoso do que todos eles, é aquele que realmente sabe dominar-se a si mesmo

Autor: Herder , Johann

Herder , Johann

A maior parte dos homens, em política como em tudo, atribui os resultados das suas imprudências à firmeza dos seus princípios

Autor: Constant , Benjamim

Constant , Benjamim

Uma Constituição que faça entrar nos seus elementos a humilhação do soberano ou do povo, deve, precisamente, ser derrubada por um deles

Autor: Stael , (Madame de)

Stael , (Madame de)

A diferença entre a moral e a política está no facto de que, para a moral, o homem é um fim, enquanto que para a política é um meio. A moral, portanto, nunca pode ser política, e a política que for moral deixa de ser política

Autor: Baroja , Pío

Baroja , Pío

Política é magia

Fonte: "O Livro dos Amigos"
Autor: Hofmannsthal , Hugo

"O Livro dos Amigos"
Autor: Hofmannsthal , Hugo

Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de que gostaria de se ter poupado: serve o partido dominante

Fonte: "Diário"
Autor: Frisch , M.

"Diário"
Autor: Frisch , M.

A política é o governo da opinião

Fonte: "Manoscrito di un prigioniero"
Autor: Bini , C.

"Manoscrito di un prigioniero"
Autor: Bini , C.

A política não se faz com discursos, festas populares e canções; ela faz-se apenas com sangue e ferro

Fonte: "Discursos"
Autor: Bismarck , Otto

"Discursos"
Autor: Bismarck , Otto

Em política, nada é desprezível

Autor: Disraeli , Benjamin

Disraeli , Benjamin

A política... há muito tempo deixou de ser ciência do bom governo e, em vez disso, tornou-se arte da conquista e da conservação do poder

Fonte: "La Vita Agra"
Autor: Bianciardi , L.

"La Vita Agra"
Autor: Bianciardi , L.

O emprego é o resultado líquido de muitas políticas convergentes

Autor: Tofller , Alvin

Tofller , Alvin

Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é tabu

Autor: Gandhi , Mohandas

Gandhi , Mohandas

Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender

Autor: Herculano , Alexandre

Herculano , Alexandre

Todos os segredos da política consistem em mentir a propósito

Autor: Pompadour , Jeanne

Pompadour , Jeanne

política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros

Autor: Montherlant , Henri

Montherlant , Henri

Um político de génio, quando se encontra à frente dos negócios públicos, deve trabalhar para não se tornar indispensável

Autor: Stael , (Madame de)

Stael , (Madame de)

Creio que a opinião política de um homem é o próprio homem

Autor: Sand , George

Sand , George

Em política, toda a poesia é uma mentira à qual a consciência se recusa

Autor: Sand , George

Sand , George

Uma seita ou um partido político é apenas um eufemismo elegante para poupar um homem do vexame de pensar

Autor: Emerson , Ralph

Emerson , Ralph

Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta

Autor: Galbraith , John

Galbraith , John

O segredo do demagogo é de se fazer passar por tão estúpido quanto a sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele

Autor: Kraus , Karl

Kraus , Karl

É nas grandes assembleias deliberantes que melhor se conhece a disparidade das opiniões dos homens, e o jogo das paixões e interesses individuais

Fonte: "Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

"Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

A vitória de uma facção política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham

Fonte: "Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

"Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

Os anarquistas são como os jogadores infelizes ou inábeis, que, baralhando muito as cartas, ou mudando de baralhos, esperam melhorar de fortuna e condição

Fonte: "Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

"Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

Se os comunistas têm razão, então eu sou o louco mais solitário em vida. Se eles estão errados, então não há esperança para o mundo

Autor: Sartre , Jean-Paul

Sartre , Jean-Paul

O nacionalismo é uma doença infantil; é o sarampo da humanidade

Autor: Einstein , Albert

Einstein , Albert

Amnistia é a generosidade do governo para com os condenados cujo castigo se tornaria demasiado caro

Autor: Bierce , Ambrose

Bierce , Ambrose

Não conspira quem nada ambiciona

Autor: Sófocles

Sófocles

Tenho mais medo de três jornais do que de cem baionetas

Autor: Bonaparte , Napoleão

Bonaparte , Napoleão

A monarquia degenera em tirania, a aristocracia em oligarquia e a democracia em anarquia

Autor: Políbio

Políbio

Quem vence um leão é um valente; quem domina o mundo é um homem de valor; mas, mais valente e corajoso do que todos eles, é aquele que realmente sabe dominar-se a si mesmo

Autor: Herder , Johann

Herder , Johann

A maior parte dos homens, em política como em tudo, atribui os resultados das suas imprudências à firmeza dos seus princípios

Autor: Constant , Benjamim

Constant , Benjamim

Uma Constituição que faça entrar nos seus elementos a humilhação do soberano ou do povo, deve, precisamente, ser derrubada por um deles

Autor: Stael , (Madame de)

Stael , (Madame de)

A diferença entre a moral e a política está no facto de que, para a moral, o homem é um fim, enquanto que para a política é um meio. A moral, portanto, nunca pode ser política, e a política que for moral deixa de ser política

Autor: Baroja , Pío

Baroja , Pío

Política é magia

Fonte: "O Livro dos Amigos"
Autor: Hofmannsthal , Hugo

"O Livro dos Amigos"
Autor: Hofmannsthal , Hugo

Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de que gostaria de se ter poupado: serve o partido dominante

Fonte: "Diário"
Autor: Frisch , M.

"Diário"
Autor: Frisch , M.

A política é o governo da opinião

Fonte: "Manoscrito di un prigioniero"
Autor: Bini , C.

"Manoscrito di un prigioniero"
Autor: Bini , C.

A política não se faz com discursos, festas populares e canções; ela faz-se apenas com sangue e ferro

Fonte: "Discursos"
Autor: Bismarck , Otto

"Discursos"
Autor: Bismarck , Otto

Em política, nada é desprezível

Autor: Disraeli , Benjamin

Disraeli , Benjamin

A política... há muito tempo deixou de ser ciência do bom governo e, em vez disso, tornou-se arte da conquista e da conservação do poder

Fonte: "La Vita Agra"
Autor: Bianciardi , L.

"La Vita Agra"
Autor: Bianciardi , L.

O emprego é o resultado líquido de muitas políticas convergentes

Autor: Tofller , Alvin

Tofller , Alvin

Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é tabu

Autor: Gandhi , Mohandas

Gandhi , Mohandas

Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender

Autor: Herculano , Alexandre

Herculano , Alexandre

Todos os segredos da política consistem em mentir a propósito

Autor: Pompadour , Jeanne

Pompadour , Jeanne

política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros

Autor: Montherlant , Henri

Montherlant , Henri

Um político de génio, quando se encontra à frente dos negócios públicos, deve trabalhar para não se tornar indispensável

Autor: Stael , (Madame de)

Stael , (Madame de)

Creio que a opinião política de um homem é o próprio homem

Autor: Sand , George

Sand , George

Em política, toda a poesia é uma mentira à qual a consciência se recusa

Autor: Sand , George

Sand , George

Uma seita ou um partido político é apenas um eufemismo elegante para poupar um homem do vexame de pensar

Autor: Emerson , Ralph

Emerson , Ralph

Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta

Autor: Galbraith , John

Galbraith , John

O segredo do demagogo é de se fazer passar por tão estúpido quanto a sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele

Autor: Kraus , Karl

Kraus , Karl

É nas grandes assembleias deliberantes que melhor se conhece a disparidade das opiniões dos homens, e o jogo das paixões e interesses individuais

Fonte: "Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

"Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

A vitória de uma facção política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham

Fonte: "Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

"Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

Os anarquistas são como os jogadores infelizes ou inábeis, que, baralhando muito as cartas, ou mudando de baralhos, esperam melhorar de fortuna e condição

Fonte: "Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

"Máximas"
Autor: Maricá , Marquês

 

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O Outro

 

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O Outro

Não levantaste os olhos desde que chegaste à mesa do café onde te esperava.Já quando entraste,reparei que apenas olhaste de frente para me localizares, deixando de imediato cair a cabeça ,pesada decerto, por pensamentos para mim difíceis de digerir.

--Chegaste a falar com ele?- arrisquei.

Permaneceste calada, arqueaste a sobrancelha esquerda, que em ti é sinal de preocupação ,e mexeste os ombros de um modo embaraçado. Adivinhei que a conversa tinha sido difícil e a tua mudez talvez quisesse transmitir alguma atitude que para mim fosse uma decepção. E aguardei mais uns minutos, enquanto pedia, com gesto, o teu café e dobrava o jornal que ocupava a mesa toda.

- Ele não aceitou a tua decisão?- inquiri para obrigar-te a falar.

-Sim.

_??

-Mas, achei-o tão fragilizado, tão só, tão triste , até mesmo doente .Pus as cartas na mesa. Falei da nossa relação feita em pedaços de nada e no arrastar dos dias cada vez mais cinzentos, que dia sem amor, não tem cor alegre.Concordou com a análise.Até que perguntou:

-Tens outro?E fitou-me com uma ansiedade doentia, como se a minha resposta fosse uma sentença de vida ou de morte ..Achei melhor mentir-lhe, para não adensar o clima e não o ver a decompor-se-lhe a alma.

-Ainda bem. Fico feliz. ..perder agora a tua companhia ia pôr-me mais em baixo.--desabafou com alívio...

Estou com uma neuro-psicose, confessou . Pelo menos a tua presença alivia a minha ansiedade.Ou pensas ir embora?

E fiquei muda perante  a estória da neurose  confessada.

--Sais? -insistiu ele , com um aperto na voz.

-Não....respondi baixo e sem convicção.Ele percebeu a verdade. Tinha sido ultrapassado.

E foi a minha vez de calar-me . Ficar com alguém por pena?Ela estaria a praticar um acto de abnegação ou a mentir-me em relação a nós?

Tomou consciência do meu estado de espírito e acrescentou.

-Vou ser franca contigo-aquela debilidade que lhe encontrei fez-me sentir que não podia pôr de lado alguém que me tinha sido fiel,e me dizia da felicidade que seria a minha permanência junto dele,sabendo( penso )da existência de outra pessoa no meu espaço afectivo.

--Entáo ficas com ele, por pena, por gratidão?E eu, como fico no meio desta estória de faca e alguidar,retorqui com algum azedume.

-Podemos encontrarmo-nos de vez em quando, respondeste com acento de consolo

-Ah..agora passo eu a ser o outro?

E um silêncio perturbador instalou-se na mesa.

Levantámo-nos , e saímos juntos até à porta ,onde nos separámos para sempre.

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jaguar

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CARMEN de BIZET

[youtube:fB9arFNja24&feature]

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CARMEN de Bizet

SINOPSE:

Opera em 4 actos

Primeiro Acto

Don José, sargento, namora Micaela mas é provocado por um cigana, a bela Carmen e fica encantado com esta.. José tenta reafirmar seu amor por Micaela, mas não consegue esquecer Carmen.Esta arma uma zaragata com as colegas na fábrica de cigarros onde trabalha.Don José é mandado pelo superior tratar do atrito e prender quem o provocou. Carmen, consegue manipulá-lo e foge.

Segundo Acto

Dias depois, nma taberna , algumas ciganas, entre elas, Carmen, dançam com os militares. Entra em cena nessa altura o toureiro Escamilho que dirige um galanteio a Carmen que se mostrou indifrente.Após a saida de todos, Carmen e Don José, trocam mcarinhos e Carmen consegue convencê-lo a deixar o exército e a juntar-se ao grupo de contrabandistas a que ela pertence. Ele deserta então.

Terceiro Acto

Mas Don Jose consome-a com os seus ciúmes doentios. Carmen mostra-se farta daquela insegurança e pede a uma amiga que lhe leia as cartas ,e estas indicam -lhe a morte como destino. Escamilho e Don José encontram-se no acampamento, e concluem que ambos disputam a cigana.O sargento desertor deixa temporariamente o acampamento de ciganos para ir ver a sua mãe que está a morrere Escamilho anuncia queestão todos convidados para a próxima tourada.

Quarto Acto

Escamilho entra na praça de touros acompanhado por Carmen e é aplaudido pelo publico. Mas Don José estava lá e suplica que Carmen deixe o toureiro e volte para ele.
Carmen nega -se, e atira para o chão o anel que ele lhe tinha oferecido. Don José fica irado e atinge-a com um cutelo, provocando-lhe a morte.Terminada a faena, Escamilho contempla o corpo de Carmen no chão e Don José chorando ..

Carmen provocando Don Jose

Os ciganos dançando

Anna Caterina Antonacci as Carmen in the Royal Opera's 2006 production. Photograph: Tristram Kenton

Carmen e Escamilho


"Foi um escândalo. Na noite de 3 de março de 1875, a platéia presente à Opéra-Comique de Paris saiu chocada com a estréia de Carmen, de Georges Bizet. Acostumado com histórias ditas "edificantes", o público ficou incomodado com aquele espetáculo singular, no qual uma cigana desprovida de qualquer moral, sem a menor sombra de remorso ou piedade, enfeitiçava e levava os homens à perdição. Em vez de final feliz, um assassinato em cena. Carmem é morta pelo amante, a punhaladas.

A música, tão perturbadora quanto o enredo, foi motivo de igual controvérsia. A crítica, na imprensa da época, mostraria-se dividida. A maioria, é certo, tratou a ópera de Bizet como um espetáculo repugnante e obsceno. "Se fosse possível imaginar Sua Majestade Satânica escrevendo uma ópera, Carmen seria o tipo de obra que se esperaria", diria o Music Trade Review, de Londres.

Houve, porém, quem pensasse o contrário. "Bizet quer pintar homens e mulheres de verdade, alucinados, atormentados pelas paixões, pela loucura. Assim, a orquestra conta suas angústias, seus ciúmes, suas cóleras e a insensatez geral", foi a avaliação publicada no Le National, de Paris.

A originalidade de Carmen acabaria triunfando sobre os preconceitos e valores da época. Mas Bizet não viveria a tempo de assistir a seu próprio triunfo. Exatamente três meses após a polêmica estréia, recolhido a Bougival, uma pequena cidade do interior da França, ele morreria de um ataque do coração.

Sua trajetória musical havia sido rápida e surpreendente. As primeiras obras, Os Pescadores de Pérolas, de 1863, A bela moça de Perth, de 1867, e Djamileh, de 1872, pouco ou nada deixavam antever a revolução proporcionada por Carmen."

http://musicaclassica.folha.com.br/cds/22/biografia-2.html,

Espectáculo no Centro de Artes e Espectáculos  da Figueira da Foz, em Novembr de 2007

Luísa Freitas - Carmen
Joao Cipriano Martins - Don José
Hélia Mieiro de Castro - Micaela
Nuno Dias - Escamilho



French soprano Emma
Calvé as Carmen in George Bizet's opera Carmen                                                                                

                                                                                            

Lisa Agazzi as Mercedes Utah Opera's Carmen                                                           

Marina Domashenko no papel de Carmen, Malinda Haslett como Frasquita and Lisa Agazzi como

Mercedes , as amigas da heroína , na Ópera de San Diego ,em 2006.

[youtube:J0TDTUB5tic&feature]


César Hernández as Don José and Marina Domashenko in the title role of the San Diego Opera production of Bizet's 'Carmen'. Photo © 2006 Cory Weaver

Patricia Prunty no papel de Michaela e James Schwisow  como Don Jose na LONG BEACH OPERA'S CARMEN

Carmen pelo BALLET NACIONAL DA CHINA

Carmen - Festival de Ópera do Theatro da Paz / 2004 (BAHÍA )



























Carmen - Festival de Ópera do Theatro da Paz / 2004 (BAHÍA )

                   

                                                  GEORGES BIZET  (  1838 - 1874 )


"Nascido na capital francesa em 1838, Bizet era filho de um professor de canto e de uma pianista. Aos nove anos, os pais o matricularam no Conservatório de Paris. Em 1857, com 19 anos de idade, ganhou o cobiçado Grande Prêmio de Roma e foi estudar na Itália, onde passaria três anos. Os professores viram nele um promissor instrumentista, mas Bizet preferiu tentar uma carreira como compositor.

Pouco depois de retornar a Paris, perdeu a mãe, morta em 1861, e teve um filho com a empregada doméstica que servia à família. Casaria apenas em 1869, com Geneviéve, filha de Fromental de Halévy, seu antigo professor no Conservatório de Paris. No ano seguinte, alistou-se na Guarda Nacional e foi lutar na guerra franco-prussiana. Após enfrentar os campos de batalha, tentou retomar sua carreira de compositor. Foi quando apostou que sua ópera Djamileh lhe traria a consagração. Mas a obra foi recebida com frieza pelo público e pela crítica.

Ainda se refazendo do fracasso anterior, Bizet mergulhou no projeto que resultaria em Carmen, sua obra-prima. Após ler a história original do escritor francês Prosper Mérimée, novela publicada pela primeira vez em 1845, decidiu tranformá-la em ópera, com libreto escrito por Henri Meilhac e Ludovic Halévy. Sem nunca ter posto os pés na Espanha, Bizet pesquisou alguns elementos da música espanhola e acrescentou alguns outros, derivados deles, mas fruto de sua própria imaginação. Isso levou parcela da crítica da época a denunciar um certo artificialismo da composição, que soaria como "música francesa querendo se passar por espanhola".

Enquanto a parcela mais conservadora da crítica insistia em ver defeitos de ordem estética e moral em Carmen, a obra começava a chamar a atenção de importantes compositores contemporâneos de Bizet. Morto aos 36 anos, o compositor não testemunhou a extraordinária repercussão que sua ópera conquistaria logo a seguir. Nos dez anos seguintes, ela seria apresentada cerca de mil vezes, em diferentes montagens, em toda a Europa. Depois de arrebatar as platéias em sua versão lírica, Carmen também seria celebrada no século 20, com várias versões cinematográficas, entre elas as dirigidas pelos cineastas Carlos Saura e Jean-Luc Godard. "

http://musicaclassica.folha.com.br/cds/22/biografia-2.html,


"Nascido na capital francesa em 1838, Bizet era filho de um professor de canto e de uma pianista. Aos nove anos, os pais o matricularam no Conservatório de Paris. Em 1857, com 19 anos de idade, ganhou o cobiçado Grande Prêmio de Roma e foi estudar na Itália, onde passaria três anos. Os professores viram nele um promissor instrumentista, mas Bizet preferiu tentar uma carreira como compositor.

Pouco depois de retornar a Paris, perdeu a mãe, morta em 1861, e teve um filho com a empregada doméstica que servia à família. Casaria apenas em 1869, com Geneviéve, filha de Fromental de Halévy, seu antigo professor no Conservatório de Paris. No ano seguinte, alistou-se na Guarda Nacional e foi lutar na guerra franco-prussiana. Após enfrentar os campos de batalha, tentou retomar sua carreira de compositor. Foi quando apostou que sua ópera Djamileh lhe traria a consagração. Mas a obra foi recebida com frieza pelo público e pela crítica.

Ainda se refazendo do fracasso anterior, Bizet mergulhou no projeto que resultaria em Carmen, sua obra-prima. Após ler a história original do escritor francês Prosper Mérimée, novela publicada pela primeira vez em 1845, decidiu tranformá-la em ópera, com libreto escrito por Henri Meilhac e Ludovic Halévy. Sem nunca ter posto os pés na Espanha, Bizet pesquisou alguns elementos da música espanhola e acrescentou alguns outros, derivados deles, mas fruto de sua própria imaginação. Isso levou parcela da crítica da época a denunciar um certo artificialismo da composição, que soaria como "música francesa querendo se passar por espanhola".

Enquanto a parcela mais conservadora da crítica insistia em ver defeitos de ordem estética e moral em Carmen, a obra começava a chamar a atenção de importantes compositores contemporâneos de Bizet. Morto aos 36 anos, o compositor não testemunhou a extraordinária repercussão que sua ópera conquistaria logo a seguir. Nos dez anos seguintes, ela seria apresentada cerca de mil vezes, em diferentes montagens, em toda a Europa. Depois de arrebatar as platéias em sua versão lírica, Carmen também seria celebrada no século 20, com várias versões cinematográficas, entre elas as dirigidas pelos cineastas Carlos Saura e Jean-Luc Godard. "

http://musicaclassica.folha.com.br/cds/22/biografia-2.html,


"Nascido na capital francesa em 1838, Bizet era filho de um professor de canto e de uma pianista. Aos nove anos, os pais o matricularam no Conservatório de Paris. Em 1857, com 19 anos de idade, ganhou o cobiçado Grande Prêmio de Roma e foi estudar na Itália, onde passaria três anos. Os professores viram nele um promissor instrumentista, mas Bizet preferiu tentar uma carreira como compositor.

Pouco depois de retornar a Paris, perdeu a mãe, morta em 1861, e teve um filho com a empregada doméstica que servia à família. Casaria apenas em 1869, com Geneviéve, filha de Fromental de Halévy, seu antigo professor no Conservatório de Paris. No ano seguinte, alistou-se na Guarda Nacional e foi lutar na guerra franco-prussiana. Após enfrentar os campos de batalha, tentou retomar sua carreira de compositor. Foi quando apostou que sua ópera Djamileh lhe traria a consagração. Mas a obra foi recebida com frieza pelo público e pela crítica.

Ainda se refazendo do fracasso anterior, Bizet mergulhou no projeto que resultaria em Carmen, sua obra-prima. Após ler a história original do escritor francês Prosper Mérimée, novela publicada pela primeira vez em 1845, decidiu tranformá-la em ópera, com libreto escrito por Henri Meilhac e Ludovic Halévy. Sem nunca ter posto os pés na Espanha, Bizet pesquisou alguns elementos da música espanhola e acrescentou alguns outros, derivados deles, mas fruto de sua própria imaginação. Isso levou parcela da crítica da época a denunciar um certo artificialismo da composição, que soaria como "música francesa querendo se passar por espanhola".

Enquanto a parcela mais conservadora da crítica insistia em ver defeitos de ordem estética e moral em Carmen, a obra começava a chamar a atenção de importantes compositores contemporâneos de Bizet. Morto aos 36 anos, o compositor não testemunhou a extraordinária repercussão que sua ópera conquistaria logo a seguir. Nos dez anos seguintes, ela seria apresentada cerca de mil vezes, em diferentes montagens, em toda a Europa. Depois de arrebatar as platéias em sua versão lírica, Carmen também seria celebrada no século 20, com várias versões cinematográficas, entre elas as dirigidas pelos cineastas Carlos Saura e Jean-Luc Godard. "

http://musicaclassica.folha.com.br/cds/22/biografia-2.html,


"Nascido na capital francesa em 1838, Bizet era filho de um professor de canto e de uma pianista. Aos nove anos, os pais o matricularam no Conservatório de Paris. Em 1857, com 19 anos de idade, ganhou o cobiçado Grande Prêmio de Roma e foi estudar na Itália, onde passaria três anos. Os professores viram nele um promissor instrumentista, mas Bizet preferiu tentar uma carreira como compositor.

Pouco depois de retornar a Paris, perdeu a mãe, morta em 1861, e teve um filho com a empregada doméstica que servia à família. Casaria apenas em 1869, com Geneviéve, filha de Fromental de Halévy, seu antigo professor no Conservatório de Paris. No ano seguinte, alistou-se na Guarda Nacional e foi lutar na guerra franco-prussiana. Após enfrentar os campos de batalha, tentou retomar sua carreira de compositor. Foi quando apostou que sua ópera Djamileh lhe traria a consagração. Mas a obra foi recebida com frieza pelo público e pela crítica.

Ainda se refazendo do fracasso anterior, Bizet mergulhou no projeto que resultaria em Carmen, sua obra-prima. Após ler a história original do escritor francês Prosper Mérimée, novela publicada pela primeira vez em 1845, decidiu tranformá-la em ópera, com libreto escrito por Henri Meilhac e Ludovic Halévy. Sem nunca ter posto os pés na Espanha, Bizet pesquisou alguns elementos da música espanhola e acrescentou alguns outros, derivados deles, mas fruto de sua própria imaginação. Isso levou parcela da crítica da época a denunciar um certo artificialismo da composição, que soaria como "música francesa querendo se passar por espanhola".

Enquanto a parcela mais conservadora da crítica insistia em ver defeitos de ordem estética e moral em Carmen, a obra começava a chamar a atenção de importantes compositores contemporâneos de Bizet. Morto aos 36 anos, o compositor não testemunhou a extraordinária repercussão que sua ópera conquistaria logo a seguir. Nos dez anos seguintes, ela seria apresentada cerca de mil vezes, em diferentes montagens, em toda a Europa. Depois de arrebatar as platéias em sua versão lírica, Carmen também seria celebrada no século 20, com várias versões cinematográficas, entre elas as dirigidas pelos cineastas Carlos Saura e Jean-Luc Godard. "

http://musicaclassica.folha.com.br/cds/22/biografia-2.html,

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A Nega

Tinha menos quatro anos do que eu. Andava no liceu, soquetes brancos em sapatos rasos, e ...tinha um fraquinho por mim. Vou mais longe, eu era o seu primeiro amor. Via-se, que naquela idade não dá para disfarçar. Eu não lhe alimentava nenhuma ilusão, pois para mim ,não passava de uma miúda,uma irmã mais novita.Entretanto mudou -se para longe do local onde até aí morávamos. Cheguei a vê- la ao longe, um, dois anos depois, quando saí de um treino de natação.Ia a dobrar uma esquina , mas deu para a reconhecer. Estava espigadota , e a crescer fisicamente com harmonia.Até que cerca de três anos depois regressou ao sítio onde residimos. Eu é que já tinha abalado com a família para outro local da cidade.

Um amigo meu que vivia mesmo em frente da casa dela ,avisou-me do facto e fez referências elogiosas à sua graciosidade .Curioso, no domingo seguinte fui para aquelas bandas

e da casa do meu amigo olhei para a minha frente. Era ela. Linda, não só graciosa.Era ela a quem fiz doer o coração.!!

---Carlos? Ela costuma ir à missa?

---Sim,à do meio dia .

No domingo seguinte fui até à igreja. Na sala de espera ao ar livre, outros aparentes enamorados esperavam.Quando saiu, admirou-se de me ver ali. Quis saber do que tinha feito, onde estudava e o quê.Trocámos informações sobre cada um, mas não notei nos seus olhos qualquer brilho, qualquer indicação de sobressalto pela minha presença ,e esmoreci.

-Posso vir esperar-te no próximo domingo?-perguntei a medo.

-Podes...

Sorriu, mas notei que o seu acentimento tinha nota apenas de boa educação.

E foram vários domingos e algumas tardes de guarda junto à igreja ou à saída das aulas.

Estava apaixonado.

Até que me abri-estou apaixonado por ti.

Mas esperava-me uma nega.Deixara de se interessar pela minha pessoa. Não, não namorava outro...Simplesmente o tempo em que não nos vimos tinha-a feito apagar o sentimento que por mim nutria.

E que esperava eu? Ora, um milagre.Um milagre que não aconteceu.

Tinha chegado a vez de ser eu a sofrer de amores por quem por mim de amor sofreu.

Às vezes sinto saudades daquela miúda de soquetes.Porque não apostei nela nessa altura?

.

jaguar

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O que ELES dizem do Pecado

O Pecado Original , por Gustave Doré

.

Esquecemos facilmente os nossos pecados quando só nós próprios os sabemos

Autor: La Rochefoucauld , François

La Rochefoucauld , François

Há duas espécies de homens: uns, justos, que se consideram pecadores, e os pecadores que se consideram justos

Autor: Pascal , Blaise

Pascal , Blaise

Quem se desculpa, acusa-se

Autor: Stendhal

Stendhal

Sou escravo pelos meus vícios e livre pelos meus remorsos

Autor: Rousseau , Jean Jacques

Rousseau , Jean Jacques

Não há outro pecado além da estupidez

Autor: Wilde , Oscar

Wilde , Oscar

Todas as beatas se desforram dos pecados que não cometeram pelo prazer de saberem os pecados das outras: sempre é alguma coisa

Autor: Marivaux , Pierre

Marivaux , Pierre

O vício é o mal que fazemos sem prazer

Autor: Colette , Sidonie

Colette , Sidonie

Sem pecado, nada de sexualidade, e sem sexualidade, nada de História

Autor: Kierkegaard , Soren

Kierkegaard , Soren

O pecado está muito mais nos meios do que nos princípios

Autor: Bonaparte , Napoleão

Bonaparte , Napoleão

Pode dizer-se todo o mal possível de uma vida de pecado - ela, no entanto, faculta a cultura geral

Autor: Bergman , Hjalmar

Bergman , Hjalmar

Bergman , Hjalmar

Ela pensava que a ocasião fazia o pecado e ignorava que o pecado forja a ocasião

Autor: Valois , Marguerite

Valois , Marguerite

Para o verdadeiro religioso, nada é pecado

Fonte: "Fragmentos"
Autor: Novalis , Friedrich

"Fragmentos"
Autor: Novalis , Friedrich

O escândalo do mundo é o que faz a ofensa, / E pecar em silêncio não é pecar totalmente

Fonte: "Tartufo"
Autor: Molière , Jean

"Tartufo"
Autor: Molière , Jean

Alguns elevam-se pelo pecado, outros caem pela virtude

Fonte: "Medida por Medida"
Autor: Shakespeare , William

"Medida por Medida"
Autor: Shakespeare , William

Sê pecador e peca fortemente, mas crê ainda mais fortemente

Fonte: "Cartas"
Autor: Lutero , Martinho

"Cartas"
Autor: Lutero , Martinho

Todo o pecado é um tipo de mentira

Autor: Lutero , Martinho

Lutero , Martinho

Santa mãe de Deus, vós, que haveis concebido sem pecado, concedei-me a graça de pecar sem conceber

Autor: France , Anatole

France , Anatole

O pecado é mais fecundo que a virtude

Autor: Pascoaes , Teixeira

Pascoaes , Teixeira

É pecado o que inflige remorsos

Fonte: "Il Mestiere di Vivere"
Autor: Pavese , Cesare

"Il Mestiere di Vivere"
Autor: Pavese , Cesare

Não peca quem peca por amor

Autor: Wilde , Oscar

Wilde , Oscar

Há pecados tão agradáveis que, se os confessasse, cometia o pecado do orgulho

Autor: Arnould , Sophie

 

Não há homem, por santo e virtuoso que seja, que não se sinta por vezes cocegado pelos atractivos do pecado

Autor: Oxenstiern , Axel

 

Quem peca, contra si peca; quem comete injustiça, a si agrava, porque a si mesmo perverte

Fonte: "Meditações"

Autor: Aurélio , Marco

 

Um só pecado anula muitos bens

Fonte: "Eclesiastes 9,18"

Autor: Textos Bíblicos

 

Se dizemos que não temos pecado enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós

Fonte: "1ª de São João 1,8"

Autor: Textos Bíblicos

 

Um pecado tem sempre como consequência outro pecado

Fonte: "Prikei Avot, Ben Azai"

Autor: Textos Judaicos

 

O pecado é doce no começo e amargo no fim

Fonte: "Talmude de Jerusalém, Berakhot, 1"

Autor: Textos Judaicos

 

Pecar é humano, mas perseverar no pecado é diabólico

Fonte: "S. João Crisóstomo"

Autor: Textos Cristãos

 

O pecado é como a barba; reproduz-se e é preciso cortá-lo continuamente

Autor: Lutero , Martinho

 

Não invejes o sucesso do pecador, pois ignoras qual será o seu fim

Fonte: "Eclesiástico 9,11"

Autor: Textos Bíblicos

Não são os pecadores que devem desaparecer, mas os pecados

Fonte: "Talmude babilónico"
Autor: Textos Judaicos

"Talmude babilónico"
Autor: Textos Judaicos

Não há pessoa alguma que não peque

Fonte: "1º Reis 8,46"
Autor: Textos Bíblicos

"1º Reis 8,46"
Autor: Textos Bíblicos

Quem peca é homem; quem chora por causa do pecado é santo; quem dele se vangloria é demónio

Autor: Fuller , Thomas

Fuller , Thomas

Os velhos pecados têm sombras grandes

Autor: Christie , Agatha

Christie , Agatha

A maioria das pessoas prefere confessar os pecados dos outros

Autor: Greene , Graham

Greene , Graham

O pecado confessado é meio perdoado, mas escondido, é perdoado de todo

Autor: Véron , Pierre

Véron , Pierre

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O último dia

surreal 19

.

Notava-se que engolias as lágrimas para não tornar fúnebre ,essa tarde. A Bé saiu e tu percebeste que ela tinha ido chorar para fora da enfermaria.Pediste água. E eu me amarfanhando por dentro, por um lado desejando estar longe e não te ver moribundo, mas me condenando ,que a nossa presença suavizava os momentos tristes da tua certeza da morte já te pegando a mão.

-O relógio está dentro da mesa de cabeceira....leva-o.

Eu não lhe toquei, pois se o fizesse estaria admitir que não te tornaria a ver. Deixei-o lá.

--Só tenho sede...

E a tua voz era cada vez mais sumida.

São horas da saída , alertou a voz da enfermeira.

--Até amanhã pai, dissemos com nula convicção , beijando-te.Tu sorriste.

Os três sabíamos que era uma adeus para sempre.

Saímos lentamente e a meio da sala olhámos para trás -tu ainda nos miravas.

Um abraço forte e molhado lágrimas já no corredor do hospital, e saímos mudos.

Ia jurar que tu imaginaste a cena.

Na manhã seguinte,fizeste a viagem.

Pai-quando assisto a uma transmissão de um jogo de futebol,penso na possibilidade de estares ao meu lado , como sempre acontecia quando estavas entre nós.

.

jaguar

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Realismo Metafórico-VLADIMIR KUSH

.

Vladimir com o Dono da galeria de Arte

Vladimir Kush



"Benvindos ao mundo deVladimir Kush,onde mito, metáfora e poesia se combinam  em novas formas. Através da justaposição de objectos não relacionados,e mediante a exploração de diferentes pontos de vista,a obra do artista faz referência   a profundos significados e metáforas, mantendo entretanto a sua aproximação à apresentação real, um estilo que ele denomina  de  Realismo Metafórico

Kush desenvolveu a sua própria arte -Realismo Metafórico- seguindo  estes princípios:

-Semelhança,que é evidência de alta habilidade profissinal  pois faz o espectador  acreditar num mindo  pelo artista, como faz o realismo na ficção e no cinema .

-Fuga  às actuais formas , preferindo o aspecto estético a motivos emocionais. 

-O uso de profunda ironia para alcançar o encantam,ento real da estética e um martelo para  quebrar o antigo cujas peças irão recolocar-se de acordo com novas formas , um processo a que chama " re-mitolização".

"Queo tocar os meus visitantes  numnível muito mais emocional ou intelectual  do que seria possível  pitar uma bela paisagem ou mesmo vida onde os que olham  são tentado a introduzir-se  na dita paisagem, ou a consumir uma taça de fruta . Tento arranjar especialistas de significados  aos visitantes para explorarem e emotionalmente responderem às descobertas  que eles encontram na minha arte." 

.

Tradução livre



 

Vladimir Kush

PINTURA















"Para alguns é considerado um pintor surrealista, mas ele prefere falar de Realismo metafórico.

De facto, é certo que as suas pinturas são realistas, mas incluso a natureza mora, o inerte, nele adquire vida e é justamente o que mais me chama a atenção

da sua obra. transforma coisas normais dando essa conexão inusual e certamente convirtiêndo-a em toda uma metáfora visual. "

"

http://www.ecgallery.com/Artist-Detail.cfm?ArtistsID=369



























 



 
 











 

 

Vladimir Kush nasceu em Moscovo, Rússia em 1965.
O pai, Oleg – matemático com tendências artísticas, apercebendo-se do talento do filho para a pintura, desde logo o encorajou.
À medida que Vladimir crescia, Oleg (seu pai) ia-lhe dando a ler, livros de Júlio Verne, Jack London e Herman Melville, para lhe proporcionar uma forma de viajar para além dos subúrbios cinzentos onde viviam.
Actualmente, e após toda uma formação em arte, Vladimir identifica-se com o realismo de metamorfose ou fine art.
Com suas vibrantes cores e estilo original, este pintor rapidamente se transformou numa força do mundo da arte contemporânea.


The Eden

vladimimir_kush_52

African Sonata

surreal 1

Purse

Mulher Erótica ou Página Encerrada

nascida do mar

WALNUT.jpg

 

(C) Vladimir Kush, "Walnut of Eden"

surreal 2

surreal 3

Music of the Woods

surreal 4

Book of Books

surreal 5

Deep Sea Project

surreal 6 

 

Current

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Breach

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Shell

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Pearl

surreal 10

Departure of Winged Ship

surreal 11

Metamorphosis

"Vladimir Kush is a Russian painter who studied at the Moscow Art Institute and is now living in the U.S. He works in a vein of fantastic art obviously influenced by Surrealists like Dali and Magritte but with a distinctly different emotional context.

His paintings have something of a visionary mystical quality and many of them feature recurrent themes like butterflies, sailing ships, fruits and other natural forms, and visions within cloud formations.

His images often deal with interesting combinations of visual elements. Sailing ships are masted with stalks of gladiolus, their blossoms unfurled as sails. Giant butterflies catch the wind on another ship (above), or form the blades of fantasy windmills. Giant mechanical fish and dragonflies and a monumental rhinoceros undergo maintenance. The rising sun is revealed to be the yolk of a giant egg or the pearl of an oyster. A half pear is envisioned as a lute, and a half apple as a butterfly. Through many of the works, beautifully stylized and textured clouds roil and tumble revealing visions of seas and harbors or taking on forms like hot air balloons."

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Laser Tune Up

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Fauna la Mancha

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Millennium Watchman

surreal 15

Sunrise by the Ocean

surreal 16

To The Safe Haven

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Trojan Horse

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Atlas of Wander

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Arrival of the Flower Ship

surreal 21

Still Life with Mandolin

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Butterfly Apple

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Candle

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OS DOIS





ESCULTURA
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A Pérola

vladimimir_kush_14

Eu chamava-te a minha pérola, a joia que para mim mais se idenfica com a mulher.Foi um ano feliz o que passámos juntos.Mas as pórolas rolam em movimentos de rotação e também de translacção .Tive a prova quando me pediste um período de separação:

-Dá-me um tempo .

E, quando um pede um tempo ao outro, está a impôr-lhe freios, pois fica este aguardando o resultado da reflexão solicitada por quem, esse sim,se arroga da liberdade total nos actos para tomar a decisão que, sabemos, foi já tomada ,e é a causa do pedido de rédea solta.

Em santidade pateta , fazendo-me ingenuamente acreditar que a situação não era uma farsa, aguentei o tempo.

Depois, já nem era necessário perguntar-te nada, que te via em fase de encantamento não escondido.

Mergulhado na negrura do indesejado, fiz o luto normal nestas cirtcunstâncias.Aliviado aquele , reencontrei primeiro a paz. E veio de novo a exaltação ,porque alguém mereceu as minhas totais atenções libertas de fantasmas ,que estes ,eu já os tinha colocado no cemitério dos sentimentos.

Chamava-se Maria .Como o alvor, era branca e luminosa, uma Venús saída da concha , à maneira de Boticceli.

-Maria? Pareces uma pérola....

.

jaguar

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ps-quadro de Vladimir Kush

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Súplica

Nasci e cresci. Amadureci o suficiente para ter quebrado há muito o denominado cordão umbilical.Acho que sim, que cortei com mediana perfeição o ligamento protector ,embora haja dias ,situações ,ou processos deliberativos em que sinto falta do superior afecto de quem me pôs no mundo.Na solidão me integrei e dela não me queixo.Mas as provas de passagem

apresentam-se por vezes um quebra cabeças e a minha se quebra , se mostra frágil , fluida, fugindo para outras realidades , me dispersando quanto aos objectivos a que me propus. Que ninguém é deus. Mãe?Vem ter comigo e deixa que guarde no teu regaço o peso dos axiomas e dos teorema, das evidências e do que necessita de ser demonstrado.

Porque Deus ja´me perguntou: porque queres explicar o perceptível e foges às causas que levam às conclusões que enuncias?

E nem a aurora que, suponho, algum préstimo terá na iluminação da mente, já que a alma , essa fica logo alumiada,me ilucida.Olha para mim e na sua magnitude faz-me apenas sentir o que realmente sou: pequeno,indeciso e dependente.

Mãe?Me toma em teus braços,que dentro de mim, estou cada vez mais sozinho.

.

jaguar

ps-Quadro de Vladimir Kush

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O Relógio

 

Tens tido tanto cuidado com as horas.Andam sempre contigo , que fazem parte da tua indumentária.

Quando te despes ,as dobras com cuidado ou as penduras de modo que se não amarrotem. Às vezes penso que chegas a passá-las a ferro depois de as lavares. Sim, sei que lhes impões uma barrela. Porque passas as horas pela água?Só podes lavar as que já passaram, porque não antevês o futuro. E isso me doi, porque me parece que te fartaste das que foram passadas comigo.Apenas as deixas como adorno para o dia seguinte, nos dias em que saíste até a´quinta dos Álamos Velhos, talvez porque nesta encontraste motivos novos para elaborares sonhos que já não partilhas comigo.E, que faço eu ao relógio que marca o andar do tempo?Nem para ele olho, para não ter a certeza das horas que já não me pertencem.O meu relógio está pois cheio de pó,de verdete, imobilizado no sítio que faço o possível por esquecer.E devem andar os dois às avessas : o teu corre para a direita , para o futuro;omeu,cheio de amargura tem os ponteiros saudosos `procura de momentos em que fomos felizes.Com este distanciamento eu já não sou o eu que conheceste.Rejuvenesci no tempo e envelhevi com ele.Tu estarás mais madura ,e sem rugas no coração e nas ilusões.

Mas amanhã, minha querida, vais ter uma certeza.Irei vingar-me.Vou rasgar o teu relógio burilado a rigor e deitar os trastes dele no lixo.E ficamos só com um, o meu ,que vai ficar parado para sempre.

.

jaguar

ps-quadro de Salvador Dali

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Grandes Violoncelistas - GUILHERMINA SUGGIA

GUILHERMINA SUGGIA

Guilhermina Suggia, a grande violoncelista portuguesa nasceu no Porto em 1885.
Em 1901 partiu para Leipzig onde foi estudar com Julius Klengel, mas até
essa data estudou violoncelo no Porto com seu Pai, Augusto Suggia, excelente
violoncelista e professor, e música de câmara com Moreira de Sá, personalidade ímpar no meio musical português.

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Estreia de Guilhermina no Grémio de Matosinhos

 

ANEXO 1.jpgNET[1]

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"GEWANDHAUS de LEIPZIG" - GUILHERMINA SUGGIA FOI A PRIMEIRA MULHER SOLISTA A TOCAR AQUI
Em 26 de Fevereiro de 1903 GUILHERMINA SUGGIA toca o concerto para violoncelo e orquestra de Volkmann, sob a direcção de Arthur Nikisch.

Perante a insistência do público que aplaudia de pé e gritava "bis", e contra todas as regras do protocolo estabelecidas, pela 1ª vez na história da Gewandhaus, Nikisch ordena que se repita o concerto na íntegra.

GUILHERMINA SUGGIA havia iniciado os estudos com Julius Klengel em Novembro de 1901.

Abriram-se as portas dos grandes centros musicais para GUILHERMINA SUGGIA.

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Sábado 30 de Janeiro de 1915
Foi interpretado o Concerto em Lá m para violino, violoncelo e orquestra, de Brahms, com Mr MAURICE SONS, no violino, Mme GUILHERMINA SUGGIA no violoncelo e a Queen's Hall Orchestra sob a direcção do maestro HENRI J.WOOD.

"Guilhermina revolucionou o instrumento em técnica, posição e sonoridade. Abriu as portas profissionais do violoncelo às mulheres, até então quase fechadas. De facto, o considerável gasto de energia exigido para manejar a envergadura do violoncelo, acrescido do facto de as boas maneiras da época obrigarem a colocar o instrumento de um ou outro lado do corpo obrigando a uma significativa contorção do dorso, tornavam o instrumento ainda mais inacessível às executantes femininas.( Note-se que ainda em 1930 o violoncelo era tido como um instrumento indecoroso para as mulheres, sendo então proibida a contratação de violoncelistas mulheres pela própria orquestra da BBC)."

wikipedia

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VIANNA DA MOTTA, AUGUSTO SUGGIA, GUILHERMINA SUGGIA e GEORGE REEVES - Londres Novembro de 1924

- Londres Novembro de 1924

- Londres Novembro de 1924

Além de Portugal, onde é delirantemente ovacionada e acarinhada, toca em
Espanha, França, Alemanha, Itália, Áustria, Holanda, Dinamarca, Polónia,
Suíça, Rússia, etc. e com Orquestras dirigidas por eminentes maestros como
Artur Nikisch, Mengelberg, Pedro de Freitas Branco, Malcom Sargent.

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Guilhermina Suggia toca para a família real no Palácio das Necessidades.
"Pelos portões ingressar do Real Palácio das Necessidades, notificada por um punhado de Braganças que declinam os restos de seu poder, a Guilhermina pareceria um presente de fadas. Ainda lhe determinaria o pai a toilette, pela mãe beneficiada, a de Virgínia também, já por então a seu gosto hiperbólico sobrepondo a razão protocolar, nem sequer de extrema rigidez.(::) do livro GUILHERMINA de Mário Cláudio

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Esta é uma fotografia da Sala de jantar da casa da Rua da Alegria, 665, no Porto, onde GUILHERMINA SUGGIA viveu entre 1927 e 1950.
(Cedido por Isabel Millet)

A Mãe de Gilhermina Suggia

O Pai de Guilhermina

Guilhermina Suggia e Pablo Casals
in
"Guilhermina Suggia, el amor oculto de Pablo Casals" de Ana Férrin

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Guilhermina Suggia e Pablo Casals na Villa Molitor

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Guilhermina Suggia e Pablo Casals na Villa Molitor

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Pablo Casals , em 1957, mostrando a Marta Montañez a casa com o nº 20 da Villa Molitor, em Paris, onde viveu entre 1906 e 1913 (com Guilhermina Suggia)

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Guilhermina Suggia , o marido Dr Carteado Mena e uma empregada, na Quinta dos Girassóis, em Barreiros da Maia

Em 1927 Guilhermina Suggia casa com o Dr. José Casimiro Carteado Mena de 51 anos de idade.O casamento realiza-se com privacidade e discrição no dia 27 de Agosto , sendo o ourives Manuel Reis e o escultor Teixeira Lopes os padrinhos.
Conheceram-se em 1923, no Grande Hotel do Porto, num regresso de Guilhermina com a mãe doente. É ao reclamar um médico para Elisa que a informam que um médico tem a residência no hotel.
O Dr. Carteado Mena, radiologista brilhante, Director do Instituto Pasteur do Porto, fixa aí a sua residência depois de se divorciar. A filha única Maria Ana Mena, vive com umas tias numa quinta da família em Viana do Castelo.

Suggia muda para uma casa que o doutor comprou também na rua da Alegria, mas no nº 665, permanecendo os pais no nº 894. Guilhemina faz desta casa um "home britânico" – os móveis desembarcam de Londres no porto de Leixões -, a que não faltam muitas rosas pela casa e a sua colecção de tapetes persas

Após estadias de certo modo largas, em Paris e e Londres, regressa a Portugal.onde

morre  de cancro aos 54 anos de idade.Deixa em testamento o seu famoso violoncelo Montagnana para ser vendido e,
com o produto daí resultante se instituir um prémio  destinado
ao melhor aluno do Conservatório de Música do Porto. Tal prémio foi
distribuído a seis jovens que fizeram  provas de concerto com orquestra .
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Fotografia oferecida por Guilhermina Suggia ao seu grande mestre Bernardo Valentim Moreira de Sá, "como prova de eterna gratidão", antes de partir para Leipzig.

E assim foi. Guilhermina Suggia nunca esqueceu quem a ajudou. O último recital escutado por Bernardo V. Moreira de Sá foi no seu leito de morte: Suggia levou o seu violoncelo e foi tocar para o seu grande mestre as suites para Violoncelo Solo de J S Bach

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Placa em bronze, da autoria da escultora IRENE VILAR, com a apoio do Arq JOAQUIM TEIXEIRA, descerrada no dia do 122º aniversário do nascimento de GUILHERMINA SUGGIA, na casa onde viveu de 27 de Agosto de 1927 a 30 de Julho de 1950 - data em que nela morreu.

E assim foi. Guilhermina Suggia nunca esqueceu quem a ajudou. O último recital escutado por Bernardo V. Moreira de Sá foi no seu leito de morte: Suggia levou o seu violoncelo e foi tocar para o seu grande mestre as suites para Violoncelo Solo de J S Bach

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Placa em bronze, da autoria da escultora IRENE VILAR, com a apoio do Arq JOAQUIM TEIXEIRA, descerrada no dia do 122º aniversário do nascimento de GUILHERMINA SUGGIA, na casa onde viveu de 27 de Agosto de 1927 a 30 de Julho de 1950 - data em que nela morreu.

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Embaixadores do Folclore Espanhol-LOLA FLORES

LOLA FLORES

Imagem 1-203-52  Photo © David Sanger

Spain, Jerez , Imagem de Lola Flores

    Lola Flores num ensaoo
    para o filme Sevillanas (1991), de Carlos Saura

Lola, Cantora
    
 

Conta-se que Aristóteles ONASSIS estaria interessado em passar uma noite amorosa com 

Lola Flores. Solicitou um encontro com ela, através dos bons ofícios do realizador de cinema

Vitorio de Sica.O par entrou no ninho, mas o armador, grosseiramente, terria colocado um maço 

de notas na bolsa da actriz. Resultado: ela insultou -o dizendo que não necessitava do dinheiro de um qualquer, mesmo que ONASSIS se chamasse...e não houve a noite que tinha sido acordada.
 

Dela diz, Ignacio García Garzón «El volcán y la brisa» (Algaba), que era um ser irrepetivel, um génio, uma mulher convertida em lenda.
-Alguém de irascível temperamento, uma artista destacada, uma mulher com as suas luzes e sombras e uma imagen vinculada ao franquismo
-Era muito generosa com quantos a rodeavam e pode dizer-se que gostava muito do dinheiro,mas não para acumulá-lo.Apreciava as joias, talvez devido à sua origrem humilde; e também do jogo, mas nunca o dinheiro lhe faltou..
-Naquela época, ela  queixou-se com "pena, penita, pena", de que Espanha no cuidava dos seus artistas.
-Que moveu a sua vida, a arte ou o amor?

-Uff, creio que mais a arte, ainda que tivesse dado grande iimportancia ao amor A sua vida amorosa foi paralela à sua vida artística.
-Das relações sentimentais ,supõe-se que o seu grande amor teria sido Manolo Caracol .
Reconheceu-se que foi uma boa mãe para os seus três filhos.Com Lolita, uma relação intensa, quase de irmã e, debateu-se com o problema de drogas do filho,procurando todos os tratamentos e pedindo morte para os traficantes
-Foi franquista?
-Viveu desde o principio uma ditadura execrável, um tempo em que o comunismo era grande inimigo. Sempre afirmo que o seu partido era o que lhe dera trabalho e pão para os filhos. Na realidade foi uma mulher de ordem, ainda que vivendo paixões adúlteras.
-Que relevância especial dá à personalidade de Lola Flores?

-A sua intuição e a sua força..

Que tem sentido por esta mulher à medida que a foi conhecendo?
-Um paulatino enamoramento. E escutando os discos da sua primeira época com muita emoção..

Lola com El Pescadillho, em 1960

 

Lola Flores com o marido

LOLA FLORES( foto El Mundo)

Lola Flores

(Dolores Flores Ruiz,cantora, dançarina e actriz de cinema,  nasceu em Jerez de la Frontera no ano de 1922 . Filha de um taberneiro ,cedo demonstrou a sua queda para o canto e para a dança .Com apenas quinze anos conhece Manolo Caracol que a tomou por companheira durante uns meses.

. Toda a familia esteve algum tempo em Sevilha até que se fixou em Madrid, não sem antes antes conhecer outras figuras importantes da canção como Estrellita Castro ou o maestro Manuel López-Quiroga, os que a animaram a seguir com a sua carreira.

Cinema e canção irão ser os pilares sobre os quais se acentaría a carreira artística de Lola após a guerra civil . A sua primeira película foi Martingala (1940), de Fernando Mignoni,em que interpreta o papel de uma cigana .Por tal desempenho recebeu 12.000 pesetas, algo nunca imaginado por ela.. Durante os anos quarenta realizou uma série de viagens por diversas provincias espanholas com um espectáculo montado pelo empresário Juan Carcellé. A sua canção mais emblemática daquela fase foi "El lerele", que passados anos se converteu num grande éxito.

No entanto, não se contenta com o deambular de uma cidade para outra ,e decidiu então montar a sua própria companhía com a ajuda de um dos seus primeiros companheiros. Para o seu projecto (espectáculo que chamou de Zambra) contratou Manolo Caracol, iniciando uma das etapas mais frutíferas e populares, além de viver um apaixonado e turbulento romance.

Do seu trabalho em comum ,conserva-se o filme Embrujo (1946), de Carlos Serrano de Osma, director que logrou um dos seus trabalhos mais pessoais e ambiciosos, ainda que ao par protagonista não chegasse um excesso de popularidade, e La niña de la venta (1951), de Ramón Torrado, que o ajudou a alcançar um éxito maior para ambos, embora a sua união ja desse sinais de término. Lola já era conhecida no estrangeiro. O seu reportório aumentava sem descanso e começou a gravar discos e a consolidar a sua carreira; "La zarzamora" foi uma das suas canções mais emblemáticas da época.

Firmou um importante contrato com o produtor Cesáreo González, que não só a integrou no elenco de películas como La estrella de Sierra Morena (1951), de Ramón Torrado, como também lhe preparou grandes viagens por países americanos, nalguns deles teria entrado numa ou noutra película. Foram anos de coproduções com o México, país com o qual estableceu um forte vínculo artístico alcançando uma popularidade surpreendente, tanto que depois de rodar La Faraona (1955), de René Cardona, adquiriu aquele nome para sempre; também nos anos de trabalho intenso que se seguiram combinando a sua interpretação cinematográfica com os espectáculos nos quais cantava, mostra novo repertorio. Miguel Morayta dirigiu-a em Pena, penita, pena (1953) y Limosna de amores (1955), y Miguel Zacarías en Sueños de oro y Maricruz (ambas de 1956).

Desde El balcón de la luna (1962), de Luis Saslavsky, as suas aparições cinematográficas foram-se espaçando mais no tempo, dedicando-o a espectáculos teatrais. O seu único prémio em cinema foi-lhe concedido pelo Sindicato Nacional do Espectáculo pelo seu trabalho em Una señora estupenda (1967), de Eugenio Martín. Depois interveio em títulos tão díspares como Truhanes (1983), de Miguel Hermoso, o Juana la Loca... de vez en cuando (1983), uma paródia histórica dirigida por José Ramón Larraz. Também trabalhou na série de televisión Juncal (1989), de Jaime de Armiñán, ao lado de Francisco Rabal, e Carlos Saura reconheceu a sua arte na mediometragem Sevillanas (1992).

En 1957 contraiu matrimónio com António González "El Pescailla". Deste enlace nasceram Lolita, Rosario e Antonio, todos dedicados à música. Este último morreu uns días depois da morte a mãe, em 30 de Maio de 1995.

TUMBA DE LOLA FLORES EN EL CEMENTERIO DE LA ALMUDENA

Estátua -homenagem a Lola Flores no seu bairro (São Miguel) de Jerez de la Frontera.Obra de Victor Ochoa

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A Tragédia Grega- MEDEIA de EURÍPEDES

MEDEIA por DELACROIX

.O ultraje pelo qual essa trágica amaldiçoada é obrigada a vivenciar, deixa-a acometida pela atér, cegueira moral que primeiro induz ao estado de desvario, depois, à ação desvairada e por fim, à ruína. A dor da mulher que, após muito amor e dedicação é trocada por outra, que se vê desnorteada pelo abandono do amado é universal e atualíssima. Infelizmente, quem paga o preço são os inocentes...

MEDEIA por CEZANNE

Representação da "Medéia" de Eurípides
Medéia, o rei Creonte e o Coro. Montagem da Medéia de Eurípides na FCL-Araraquara (UNESP) pelo Grupo Giz-en-Scène de Leituras Dramatizadas em 05/09/1999. Foto: J.A. Rosa, 1999.

Medeia e o Velo de Ouro, de H.J.Draper.
Medeia, Jasão e o Velo de Ouro, na volta da Colquida, para onde Jasão dirigiu a expedição dos Argonautas, com os 50 maiores heróis gregos, a fim de resgatar o Tosão de Ouro do carneiro encantado que tempos antes Mercúrio havia cavalgado em magnífico vôo, para salvar os príncipes Heles e Frixo da vingança de sua madrasta Ino. Heles caiu, exatamente sobre o ponto que no estreito de Bosforo separa o Mar Negro do Mediterrâneo, o Helesponto. Jasão, tempos depois, resgatou o velo do carneiro, com ajuda da princesa Medeia. O episodio foi eternizado no firmamento sob a constelação do Navio, hoje repartida em quatro, a Popa, a Quilha a Vela e a Bússola. (colaboração do poeta Ernane Gusmão)
Jasão e a Lenda dos Argonautas

Jasão entrega o tosão de ouro ao rei Pelias, seu tio.

Peça triste e que mostra uma Medéia cheia de rancor e mágoa, capaz de fazer as maiores atrocidades para se vingar da traição de seu marido, Jasão. Este que se casou com a filha de Creonte, rei de Corinto, (provavelmente o mesmo Creonte irmão de Jocasta, pois após a morte do rei de Corinto, um arauto vai a Tebas e avisa Édipo de que agora é rei de Corinto e Tebas, com Édipo exilado e com Creonte no trono real de Tebas, o único que possui o direito sobre o reinado de Corinto é também ele).
Na peça Medéia tenta por todos os modos se vingar de Jasão pela traição e humilhação a que a sujeitou, Creonte, rei de Corinto, sabe que Medéia é uma bárbara feiticeira, e a exila, por medo de que, em sua raiva, planeje algo contra sua filha e a casa real, ela então suplica por mais um dia de permanência para que arrume tudo para sua partida, é neste período que põe em prática seus planos.
Jasão oferece a Medéia uma ajuda em dinheiro para que vivas bem no exílio, visto que ela se nega a se humilhar e viver com ele no palácio como ama da rainha, pois ele insiste que só tomou o leito da princesa porque assim seus filhos com Medéia teriam irmãos no governo de Corinto e fariam parte da primeira fileira da cidade.
Ela recusa a oferta e furiosamente o se despede dele com palavras duras, enquanto em seu íntimo maquina as mais cruéis atrocidades. Para sua sorte, encontra Egeu, rei de Atenas, que ia ao Oráculo de Delfos, para saber quando teria filhos, pois ainda não possuía nenhum, conta ela a ele a sua história e pede exílio em Atenas, ele aceita e faz um juramente a pedido dela, assim os seus planos estão mais seguros, pois que terá para onde fugir.
Ela então prepara tudo, chama Jasão e pede desculpas falsamente por tudo que fizera e pede a Jasão que seus filhos sejam criados em Corinto em quanto ela vai ao exílio, ele diz que não sabe se Creonte concordarás, e ela manda a princesa presentes para que ajude a dobrar o rei.


Entretanto, esses presentes são sua vingança, visto que contém seus feitiços de modo que a princesa morre após vesti-los, esta descrição no livro é crua e fria, a princesa se decompondo com a carne saindo do corpo, no fim nem dava pra identificar o rosto dela, Creonte, desesperado se abraça à filha e morre do mesmo modo.
Jasão parte furioso ao encontro de Medéia que esta realizando a parte final da vingança, ela mata os próprios filhos para castigar Jasão, vence a si mesma e a sua consciência e os mata com o ferro cruel de forma brutal, Jasão, em seu desespero, implora para que ela abra a porta a fim de ele ver os filhos, mas ela não permite e foge levando o corpo dos filhos no carro que lhe deu seu avô, o Sol, de quem é descendente.
Assim termina essa tragédia, em que Medéia tira quatro vidas para se vingar da traição do marido, sendo que duas delas tirou com as próprias mãos e eram esses seus próprios filhos.  Existem muitas versões para o final de Jasão. Na primeira delas, o herói, desesperado se suicida. Em outra, quando descansava sob a sombra de Argos, morreu esmagado pela popa do próprio navio. Há ainda outra versão segundo a qual aliou-se a Peleu e assumiu enfim o poder em Iolco.

A montagem de Medéia, celébre tragédia de Eurípedes, chegou aos palcos gaúchos, no 28 de junho, no Theatro São Pedro, sob a direção de Luciano Alabarse. Os mais de 5 mil espectadores conferiram uma produção, com elenco de 20 atores, encabeçado por Sandra Dani no papel de Medéia, e o melhor, com texto integral da obra
Segundo a lenda grega, a feiticeira Medéia ajudou Jasão, líder dos argonautas, a obter o velocino de ouro. O mito é conhecido pelas versões literárias que lhe deram Eurípides, Ésquilo, Ovídio e Sêneca. Medéia era filha de Eetes, rei da Cólquida. Eetes possuía o velocino de ouro, que Jasão e os argonautas buscavam, e o mantinha guardado por um dragão. A maga Medéia apaixonou-se por Jasão e, depois de ajudá-lo a realizar sua missão, seguiu com o grupo para a pátria de Jasão, Jolcos, na Tessália. Mais tarde, Jasão apaixonou-se por Glauce e abandonou Medéia. Inconformada, ela estrangulou os filhos que tivera com Jasão e presenteou a rival com um manto mágico que se incendiou ao ser vestido, matando-a. Medéia casou-se, depois, com o rei Egeu, de quem teve um filho, Medos. Por ter, porém, conspirado contra a vida de Teseu, filho de Egeu, foi obrigada a refugiar-se em Atenas. Medéia foi honrada como deusa em Corinto e sobretudo na Tessália. Sua lenda serviu de tema a obras artísticas e literárias de todos os tempos, das quais a mais conhecida é a tragédia Medéia, de Eurípides.
Medéia, à E, observa enquanto as filhas de Pélias preparam o caldeirão para o feitiço que iria rejuvenescer o pai. Cópia romana do relevo de mármore de um altar de Atenas. Data do original: séc. -V. Berlim, Pergamon Museum. Foto de Barbara McManus, 1992.
Julgamento de Medeia

multiplico essa má sorte. Para uns eu sei demais e por isso me odeiam, outros não me entendem e me acham fechada, e para outros sou exatamente o oposto

(...)Medéia, sacerdotiza de Hecate, a trágica amante de Jasão que punirá, vingativa, o amado, matando-lhes os filhos. ela, que na tragédia de Eurípedes será constrangida a dizer: --

De todos os seres do mundo que têm alma e espírito, nós mulheres somos as mais infelizes. Devemos antes de tudo, com dispêndio de dinheiro, comprar marido dando um patrão à nossa pessoa..."

De todos os seres do mundo que têm alma e espírito, nós mulheres somos as mais infelizes. Devemos antes de tudo, com dispêndio de dinheiro, comprar marido dando um patrão à nossa pessoa..."

De todos os seres do mundo que têm alma e espírito, nós mulheres somos as mais infelizes. Devemos antes de tudo, com dispêndio de dinheiro, comprar marido dando um patrão à nossa pessoa..."

 

De todos os seres do mundo que têm alma e espírito, nós mulheres somos as mais infelizes. Devemos antes de tudo, com dispêndio de dinheiro, comprar marido dando um patrão à nossa pessoa..."

De todos os seres do mundo que têm alma e espírito, nós mulheres somos as mais infelizes. Devemos antes de tudo, com dispêndio de dinheiro, comprar marido dando um patrão à nossa pessoa..."

De todos os seres do mundo que têm alma e espírito, nós mulheres somos as mais infelizes. Devemos antes de tudo, com dispêndio de dinheiro, comprar marido dando um patrão à nossa pessoa..."

De todos os seres do mundo que têm alma e espírito, nós mulheres somos as mais infelizes. Devemos antes de tudo, com dispêndio de dinheiro, comprar marido dando um patrão à nossa pessoa..."

“(...) Vim pedir ódio. Vim pedir a coragem da vingança. Vingança é o único alento do oprimido, sua única esperança! (...) Gosto de sangue na minha boca. O homem pai dos meus filhos, que ajudei com a minha juventude, vai se casar com outra. Ele viajou seis meses, voltou, não deu sinal, foi na boca anônima que eu ouvi que ele ia se casar – pelo meu homem confiei nesta vida tão sobressaltada e agora eis-me abandonada, com dois filhos, sem dinheiro, sem parente para me receber e chorar minha raiva mais do que eu. (...) Eu já estou morta. Mas a morte só não basta. Eu quero o vento da desgraça”. (Med.,p.135)
Palavras de Medéia

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Para "espanto" dos mortais só é castigada pelo seu próprio sofrimento. O Sol, pai de seu pai, envia-lhe um carro que lhe permite a fuga gloriosa-

Jasão e Medea - John William Waterhouse, 1907

- John William Waterhouse, 1907

Maria Callas em Medeia numa encenação de Pasollini

Medéia por Pasolini
“Limitei-me a retirar do texto de Eurípides apenas algumas citações... Medéia é o confronto do universo arcaico e religioso com o mundo de Jasão, racional e pragmático. Jasão é o herói atual, que não apenas perdeu o senso metafísico como sequer se questiona sobre isso. A sua procura busca apenas o sucesso. Confrontado à outra civilização, à raça do espírito, Jasão dá início a uma tragédia impressionante.” (Pasolini)

Medeia
De Consuelo de Castro
Direção de Regina Galdino
Com Leona Cavalli , Cássio Scapin, Francarlos Reis, Rubens Caribé, Gustavo Trestini e Vanessa Bruno.
2004

Medeia- fragmento da peça de Marcelo Flecha

EURÍPEDES

Maria Regina Candido

 

"
Medéia é um dos mais marcantes trabalhos de valor imaginativo da literatura ocidental. Medéia é apresentada, inicialmente, como vítima, mas, ela é capaz de lutar e perseguir a sua vingança como um herói homérico.

 

De acordo com Jean-Pierre Vernant mito se apresenta como um relato vindo de épocas passadas e nesse sentido, o relato mítico não resulta da invenção individual e nem da fantasia criadora, mas da transmissão e da memória de uma sociedade (VERNANT, 2000: 12). Logo, para compreendermos o significado do mito de Medéia, temos a necessidade de interagir com a sociedade que o produziu.

A tragédia Medéia, apresentada no teatro de Dionisos em 431 a C., nos remete às práticas da magia, aos sentimentos femininos e à condição social da mulher grega no período clássico. Este tema integra o que se convencionou denominar de História de Gênero tornando possível demonstrar que a história das mulheres podia ter suas próprias heroínas que atuaram mesmo em condição de subordinação à figura masculina. Elas souberam manipular o poder ao qual estavam submetidas atuando por lances, empregando táticas e subvertendo a ordem.

Para apreendermos o lugar social da mulher na sociedade grega do período clássico devemos inseri-la em seu contexto social de produção (HILL, 1995: 21). Isto porque existe uma heterogeneidade de informação quando se busca referências sobre as mulheres na antigüidade, os dados variam dos poemas à prosa, do período arcaico ao clássico e de região. Embora haja uma diversidade de informação é possível estabelecer alguma generalização diante das inúmeras atribuições a elas destinadas como a procriação entre outras. Atribuições e responsabilidades assumidas em relação ao passados, presente e ao futuro de uma comunidade. Consideramos a possibilidade da construção da história das mulheres na atualidade e para atingir este fim, devemos compreender a sua atuação junto as sociedades do passado como a comunidade políade dos atenienses, buscando subsídios que nos possibilitem repensar a condição social da mulher no nosso tempo-presente.

Retornando a abordagem do mito: compreendemos a narrativa mítica da sacerdotisa de Hécate como um registro de memória que nos traz fragmentos do passado dos gregos. A memorização de um mito se faz em forma de poesia como na epopéia homérica que atuou primeiro como poesia oral, composta e cantada diante de um público que a reproduziu por gerações, através da participação ativa dos aedos - poetas cantadores, inspirados pela divindade denominada de Mnemosýne. Somente mais tarde é que a escrita alcança o mito resultando no estabelecimento de uma vertente oficial definida pelo texto escrito. Entretanto, devemos ressaltar que a narrativa mítica diferencia-se do texto poético pelo fato de comportar variantes, versões distintas, ou seja, permite ao narrador acrescentar e modificar a narrativa de acordo com o público ao qual se destinava (VERNANT, 2000: 13).

O poeta, ao compor a sua dramaturgia, deixou vestígios de acontecimentos do passado dos quais foi testemunha. Para nós, o passado tornou-se um país estrangeiro no qual tudo é feito de modo diferente. Entretanto, o registro de memória do poeta, em forma de poesia, nos permite estabelecer uma aproximação com a cultura dos helenos. Reconhecemos que as informações sobre as mulheres foram compostas pelos homens, os quais tiveram uma atitude de não nomeá-las, tornando-as uma realidade silenciosa. O poeta Eurípides, no entanto, as coloca em primeiro plano, embora no desempenho de atividades que os homens definiram e determinaram que elas atuassem, ou seja, o espaço fechado do gineceu no exercício dos cuidados domésticos. Acreditamos que os vestígios de memória registrados pela tragédia Medéia nos possibilitam repensar a atuação da mulher subvertendo a ordem estabelecida.

Eurípides expõe a protagonista trágica como uma mulher abandonada pelo marido que desejava contrair novas núpcias com a jovem princesa de Corinto como nos indica a citação: "pois, encontra-se órfã sem cidade, ultrajada pelo marido, sem mãe e nem irmão para abrigá-la do infortuno" (Eurípides, Medéia, v. 255). A situação nefasta de Medéia a coloca como esposa abandonada, mãe de duas crianças em situação de exílio e mulher estrangeira. O drama de Medéia, exposto logo no início da tragédia, visava despertar a comoção nos espectadores do teatro de Atenas, pois a infidelidade e a traição masculina não eram temas incomuns na sociedade grega, assim como não deixou de ser nos dias actuais. No caso da sacerdotisa de Hécate, o agravante estava no fato dela estar na condição de mulher estrangeira, longe de seus familiares, a ela estava sendo exigido que cedesse a sua posição de esposa para uma mulher mais jovem e de status social em melhores condições.

A tragédia Medéia tem por princípio o agon, principal requisito da vida do ateniense que se manifesta nas assembléias e tribunais. Nesta dramaturgia, o agon envolvia questões relacionadas à escolha e a acção humana que provinha da ética e obrigava o espectador a fazer uma escolha: a justiça ou a vingança. O poeta nos apresenta a reação dramática de uma mulher, inconformada com o abandono do marido que não considerou todo um passado comum de aventuras. Medéia praticou vários crimes e transgressões em nome do amor que sentia por Jasão.

No prólogo tomamos ciência da trajetória de Medéia que veio da remota região de Colquida para o exílio em Corinto. Naquela região, considerada bárbara, ela conheceu Jasão e, movida por uma avassaladora paixão, traiu seu pai ao ajudar o herói Jasão a conquistar o Velocino de Ouro através da arte da magia e encantamentos. O ardil, usado por Medéia foi descoberto, obrigando-a a fugir em companhia de seu amado. Seu pai, o rei Aeetes, empreende uma perseguição ao casal pelos mares, porém, ao fugir, Medéia havia trazido o seu irmão Absyrto, que foi morto em meio à viagem. Ela o executou e esquartejou o seu corpo, jogando os pedaços ao mar para atrasar a perseguição de seu pai. A fuga teve êxito, porque o rei interrompeu a perseguição para recolher os pedaços do corpo do filho, vendo diante de seus olhos o crime de Medéia que pôs fim a sua descendência.

O poeta nos expõe uma mulher, cujo comportamento integra o espaço do desvio ao padrão estabelecido e esperado pelo homem grego. Ao evidenciar este crime, o poeta traz à memória dos atenienses o fato de que a protagonista havia estado envolvida em outros crimes de morte. No episódio ocorrido na região de Iolco, Medéia ardilosamente havia providenciado a morte o rei da pior maneira que um ser humano poderia morrer (Eurípides, Medéia, v. 485): através das mãos de suas próprias filhas. Estas foram persuadidas a acreditar que esquartejando o corpo de seu pai, o rei Pélias, em meio a ervas e encantamentos, conseguiriam a proeza de rejuvenescer o velho rei; o resultado foi a destruição de todo o palácio (Eurípides, Medéia, v. 485).

Por este crime, o casal foi perseguido pelo filho do rei morto. O atendimento ao pedido de asilo em Corinto foi aceito na condição de Medéia fazer uso de seus conhecimentos mágicos para cessar a seca, a fome e a infertilidade que assolava a região.

Nos interrogamos sobre o objetivo da mensagem do poeta ao nos expor uma mulher estrangeira, atuante, detentora de saberes mágicos e considerada mulher de feroz caráter, de hedionda natureza e espírito implacável (Eurípides, Medéia. v. 100). Medéia representa a mulher envolvida em circunstâncias hostis, saiu da casa de seus pais muito jovem para acompanhar o seu marido. Acreditamos que houve uma empatia entre o personagem Medéia e o público feminino, pois casar jovem era uma situação familiar com as quais as mulheres de Atenas, presentes no teatro, se identificavam. Ao assistir uma dramaturgia, o ouvinte se identificava emocionalmente com o drama vivenciado pela protagonista, a ponto de perder o julgamento racional em prol da satisfação e de interesses emotivos, gerando uma tensão entre a simpatia e o julgamento justo.

No momento em que a protagonista discursa para o coro que representa as mulheres de Corinto, ela expõe uma tradição na qual todas se reconheceriam, pois desde muito jovem eram destinadas à subordinação à autoridade masculina. O responsável pela família providenciava o seu casamento para o qual era preciso um dote com o objetivo de comprar um marido e cabia à jovem aceitá-lo como senhor com total controle sobre a sua pessoa.

O acordo de casamento acontecia entre os homens e as jovens não tinham a oportunidade de escolher o marido, o que levou Medéia a afirmar que de todos os que têm vida, a mulher, seria o ser mais infeliz pela obrigação de aceitar um homem a quem não podiam repudiar, visto que a mulher divorciada não era bem vista nesta sociedade (Eurípides, Medéia, v. 235). Quando chegavam na nova residência não sabiam o que as aguardava, por não terem sido bem instruídas pelos familiares, tinham por obrigação adivinhar qual a melhor maneira de convívio com o esposo. A jovem tendo a sorte de conseguir um bom esposo teria uma vida invejável, caso contrário, viveria sob o jugo da violência para a qual a morte tornar-se-ia o bem mais suave (Eurípides, Medéia, 235-240); em caso de gravidez, por exemplo, a protagonista afirmava preferir lutar com escudo três vezes a parir uma só vez (Eurípides, Medéia, v. 250).

O lamento de Medéia tornou-se público através do uso da palavra, da retórica que era um instrumento fundamental para a construção do drama visando expor o cotidiano da mulher ateniense. Diante da sua falta de opção e liberdade, as mulheres, por serem retiradas muito jovens da casa paterna e serem confinadas no interior do oikos, atuariam como mulher e esposa devendo, por obrigação, cuidar dos escravos, do marido, dos filhos e exercer com eficácia as atividades domésticas (Eurípides, Medéia v. 245).

O padrão definido como ideal para o comportamento feminino foi construído pelo homem grego que esperava que ela seguisse o modelo mélissa, a saber: ser submissa, silenciosa e passiva, atributos contrários ao comportamento masculino definido como dominante, ativo, agressivo e agente de decisão.

No entanto, o comportamento de Medéia trazia à memória dos atenienses o mito de Pandora, de quem, afirmaria Hesíodo, descender toda a funesta geração de mulheres (Hesíodo, Teogonia, v. 585) e que Eurípides complementava ao afirmar serem as mulheres habilíssimas artesãs de todo os males (Eurípides, Medéia, v. 409). Essas palavras marcavam o inconformismo da protagonista com a sua atual situação, Ela expressava o seu desagrado ameaçando os seus inimigos, a saber: três de meus inimigos matarei: o pai, a jovem e meu marido (Eurípides, Medéia v. 375), e, ao mesmo tempo, alertava que ninguém a considere fraca, sem força, sossegada diante do infortúnio, mas de outro modo perigosa contra os seus inimigos (Eurípides, Medéia v. 410). A partir destas palavras, a protagonista de Eurípides, decidiu pela ação de vingança, atitude reconhecida nos heróis trágicos em sua busca desesperada por recuperar a honra ultrajada como o guerreiro Ajax de Sófocles.

Ajax e Medéia apresentam atitudes semelhantes: não suportam a idéia de serem vítimas de injustiças e de traição. Ambos não toleram a etimasmene - falta de respeito (Eurípides, Medéia, v. 1355) de seus inimigos que riem de suas atuais condições de fracasso; no caso de Medéia, por estar só - mone (Eurípides, Medéia v. 513) e abandonada - eremos (Eurípides, Medéia v. 255). Medéia decidiu agir com violência por não querer causar riso deixando impunes os seus inimigos (Eurípides, Medéia v. 1050). A sacerdotisa de Hécate deixava transparecer que a mais grave atitude diante de uma vítima de desprezo e fracasso era o riso - gelos (Eurípides, Medéia v. 383), e somente a vingança cruel através da morte poderia reverter esta situação tornando-a vitoriosa diante dos inimigos (Eurípides, Medéia, v. 395).

A semelhança entre Ajax e Medéia não é mera coincidência, pois o poeta coloca na personagem atitudes masculinas, mesmo sendo inapropriado para uma mulher agir com inteligência e coragem. O uso da palavra e sua atitude decisiva remetem às ações de heróis que atuavam de forma individual para solucionar uma situação imediata, como nos indicam os termos como ergasteon (Eurípides, Medéia v. 791) definido como algo que deve ser feito; a palavra tolmeteon (Eurípides, Medéia v. 1051) nos remete a algo ousado a ser realizado. O verbo kteno significa a decisão de, em tempo breve, matar, extinguir, exterminar. Com reações próprias de seres passionais, Medéia exibia o seu temperamento movido por forte emoção - thymos, sentimento que marcava toda a trajetória da narrativa, considerada fora da razão, da justiça coletiva, da justa medida; uma ação identificada em povos que viviam fora da cultura. Jasão reforçava este pensamento ao reafirmar que a grande dádiva que ele, cidadão grego, havia ofertado à Medéia foi tê-la tirado de terras bárbaras trazendo-a para residir na cultura helênica que conhecia a justiça, a ordem e as leis (Eurípides, Medéia, v. 535).

Medéia muda de atitude visando atingir seu objetivo. Ela passa a agir de acordo com o modelo estabelecido pelos homens, ou seja, submissa, obediente, deixando transparecer que aceitava o destino determinado por Jasão e Creonte. Ela prometia acatar a ordem do rei que havia determinado a sua saída de Corinto (Eurípides, Medéia, v. 927). Para reafirmar o seu arrependimento e compromisso, Medéia envia, através de seus filhos, o presente de núpcias (envenenado) para a noiva de Jasão, e desta maneira ela mata a princesa e o rei.

O discurso dissimulado tem por princípio a arte da persuasão, da força da palavra que convence e permitindo a realização de sua vingança. Como mulher, ela não tinha a capacidade do uso da força física precisando, portanto, buscar meios alternativos para fazer valer a sua vontade e vencer o inimigo. A única solução foi usar o conhecimento do qual provinha sua habilidade e o saber que dominava: a arte da magia no uso de filtros e venenos, cujo conhecimento fazia parte de sua tradição familiar por ser sobrinha de Circe, sacerdotisa de Hécate e neta de Hélios.

Sua ascendência lhe forneceu força, coragem e magia, atributos essenciais para sacrificar e enterrar os filhos no santuário de Hera Akraia. De acordo com os mitógrafos anteriores ao final do V século, os filhos de Medéia teriam sido mortos pela população de Corinto para vingar a morte de seus soberanos. Entretanto, o poeta Eurípides estabeleceu uma nova vertente mítica mostrando que as crianças haveriam sido executadas como sacrifício aos deuses pela própria sacerdotisa de Hécate. Talvez uma forma cruel e eficaz de vingança contra o abandono do marido e uma maneira de expor o quanto ela era terrível com os seus inimigos, pois, matando os filhos ela extinguia a descendência de Jasão que reconhecia: sem filhos você me destruiu (Eurípides, Medéia, v. 1325).

O poeta coloca Medéia fugindo em direção à Atenas, lugar em que a sacerdotisa utilizaria os seus saberes mágicos a serviço do rei Egeu, ao afirmar: cessarei o teu ser sem filhos e te farei semear filhos, tais drogas conheço (Eurípides, Medéia, v. 715). Esta informação nos remete à proposta de Eurípides de usar o palco trágico como o espaço das denúncias relativas às transformações, que aconteciam na sociedade ateniense no final do V século.

Analisando a personagem Medéia, algumas questões nos chamam a atenção: a protagonista não representa a mulher grega devido a sua atitude considerada bárbara, como nos informa as palavras de Jasão ao afirmar que nenhuma mulher grega ousaria matar os próprios filhos (Eurípides, Medéia, v. 1340). Então que tipo de mulher ela representaria?

Medéia usa a palavra para convencer, apela para a morte visando remover obstáculos, usa da astúcia, da faca e do veneno que, no conjunto, não formam poderes sobrenaturais. As práticas mágicas de Medéia nos indicam o domínio e o conhecimento de ervas, infusões e raízes que não denotam possuir poderes mágicos. Este domínio e saber poderiam ser encontrados em algumas mulheres que circulavam em Atenas, sendo comum entre as mulheres atenienses e estrangeiras que necessitavam do uso de plantas e ervas para fins terapêuticos.

Medéia representava a mulher estrangeira que detinha esta habilidade e o conhecimento de sua função e eficácia. A documentação textual nos indica várias mulheres míticas que detinham o conhecimento e o domínio de ervas e filtros para encantamentos como Helena e Circe. Este saber, que se estendeu por tradição às mulheres, consistia na habilidade em manejar o cozimento das ervas, folhas e raízes para fazer infusões e filtros, que, devido ao seu poder de cura, passaram a ser considerados mágicos. Acreditamos que a ausência de conhecimento específico do funcionamento da natureza feminina fomentou a necessidade do domínio do uso das ervas pelas mulheres, com o objetivo de atender aos seus problemas de saúde.

O conhecimento das ervas atendia tanto às mulheres casadas quanto às prostitutas e hetairas que necessitavam saber que o efeito de folhas da família das mentas era muito útil para os problemas menstruais; as dores de varizes eram amenizadas com fricção de folhas de hera; a cebola selvagem e o alho triturados com óleo e vinho, tornavam-se eficazes para conter sangramento e secreção vaginal; a erva artemísia atuava sobre o ovário e plantas como a belladona podiam ser usadas como calmante, mas que em porções concentradas tornavam-se abortivas; já as ervas da família do ópium eram eficazes como analgésicos para as mulheres em trabalho de parto.

Temos por suposição que Eurípides expõe na habilidade de Medéia, que esta habilidade era um saber prejudicial à comunidade masculina. O seu desagravo seria a extensão do temor dos homens de Atenas pela participação ativa das mulheres junto ao uso das ervas e ungüentos considerados mágicos. A preocupação do poeta com o uso das raízes pode estar direcionada às ervas específicas que visavam despertar o interesse sexual. Um episódio desta natureza pode ser observado na citação da Ilíada (XIV, 198) quando uma mulher solicita à deusa Afrodite que a encante com o desejo e o feitiço do amor para que ela possa usar deste ardil com o seu amado. Acreditamos que esta mulher tenha sido aconselhada a usar as folhas de orquídias trituradas com vinho, um eficaz medicamento contra a impotência masculina - o termo orchis significa testículo em grego - e, no caso das porções/kukeon e filtros mágicos, ao serem ingeridos pelo ser amado, podiam ter como resultado a sua morte.

As ervas consideradas mágicas usadas pelas mulheres em forma de banhos e ungüentos, permaneciam em seu corpo em meio a fragrâncias aromáticas, mas havia a possibilidade de causar problemas na virilidade masculina, quando se tratava de ungüentos contraceptivos que podiam fomentar a impotência masculina. Havia plantas, ervas e raízes que também eram conhecidas por suas virtudes apotropaicas e usadas como amuleto contra a má sorte e roubos. Umas faziam prosperar os negócios outras eram eficazes para arruinar a saúde e as atividades do inimigo.

Concluímos que o poeta utiliza o espaço do teatro de Atenas, através da personagem Medéia, para fazer uma denúncia, alertando para a emergência de antigos saberes integrando novas práticas sociais como o uso do conhecimento mágico das ervas e filtros para atender desejos individuais. O uso das práticas mágicas das ervas e raízes tanto podia atender às necessidades de medicamentos para curar as doenças femininas, quanto ser usado como veneno para efetuar uma vingança. Medéia com a sua sophia expõe a ambigüidade de um saber que poderia ajudar um amigo com os seus benefícios, mas poderia ser fatal e destruir os inimigos. Como nos afirma Medéia, temido será sempre quem possui este saber, pois aquele que provocou este ódio não celebrará facilmente a bela vitória.

Revista Mirabilia

Maria Regina Candido

Eurípedes ( 484 ac - 406 ac )

Vida

"Não se sabe ao certo, mas os antigos acreditavam que Eurípedes nasceu em Salamina em 480 aC, no dia da maior batalha naval da guerra contra os persas. Outros acreditam que a data mais correta seja algum dia por volta de 485 aC.

Há evidências de que sua família fosse abastada. Também há registros de que Eurípedes tenha desempenhado funções em templos gregos na juventude, mas, à medida que foi crescendo e conhecendo o pensamento de gente como Protágoras, Sócrates e Anaxágoras, foi perdendo paulatinamente suas crenças e começou a questioná-las em seus trabalhos. Anaxágoras, por exemplo, sustentava que o sol não era uma carruagem dourada que percorria o céu, como se cria, mas uma enorme e sólida esfera de terra ou rocha.

Casou-se duas vezes e teve três filhos, e fala-se que teria uma quarta filha que teria morrido de ataque de um cão raivoso (diz-se também que isto é só uma das muitas anedotas criadas por Aristófanes, que jamais perdia uma chance de ridicularizar Eurípedes).

Os registros de sua vida pública, para além das competições teatrais, são quase inexistentes. A única história confiável é uma escrita por Aristóteles relacionando Eurípedes a uma disputa sobre liturgias - um acontecimento que demonstra forte evidência de sua boa condição na sociedade em que vivia.

Acredita-se que tenha visitado Siracusa, na Sicília, que tenha exercido diversas atividades públicas durante sua vida, e que tenha aceitado o convite do rei Arquelau I da Macedônia e vivido neste país depois de 408 aC. De acordo com Pausânias, Eurípedes foi sepultado por lá.

Obras

Eurípedes competiu pela primeira vez no principal festival dramático de Atenas em 455 aC., um ano após a morte de Ésquilo. Ficou em terceiro lugar. Em 441 a.C. ganhou o primeiro prêmio, tendo ganho mais quatro vezes em outras ocasiões.

Foi um alvo constante do humor de Aristófanes, sendo personagem em algumas peças, especialmente em "Os Sapos", em que Dioniso viaja ao Hades para resgatar Eurípedes entre os mortos. A nota satírica consiste em que, no último instante, os deuses se decidem por salvar a Ésquilo no lugar de Eurípedes. Em 408 a.C., após sua última participação no festival ateniense, mudou-se para a Macedônia, onde escreveu a peça Arquelau, em homenagem a seu novo protetor.

Morreu em 406 a.C. na mesma Macedônia, provavelmente por causa do inverno rigoroso do país.

Entre seus melhores trabalhos, temos Alceste, Medéia, Electra e As Bacantes. Também de nota são Os Ciclopes, a única sátira de Eurípedes a chegar completa aos dias de hoje.

De suas peças, chegaram completas até nós as seguintes: Medéia, Hipólito, Hécuba, Andrômaca, Alceste, As bacantes, Héracles, A Heracléade, As suplicantes, As mulheres de Tróia, Electra, Ifigênia em Áulida, Helena, Íon, Orestes, Ifigênia em Táurida, As fenícias e O ciclope.

Dentre as peças de que só conhecemos fragmentos incluem-se: Telefo, Os Cretenses, Stheneboea, Belerofonte, Cresfonte, Erecteu, Feton, O Sábio Melanipes, Alexandre, Palamedes, Sísifo, Melanipes Cativo, Andrômeda, Antíope, Arquelau, Hipsipile, Édipo e Filoctetes."

Texto por Rico Ferrari

Publicado por Jaguar | 54 Comentário(s)
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