SOL&SOMBRA 27/8/2010

Domingos Paciência
Continua a deixar a sua marca na história do Sp. Braga. Depois do 2.º lugar no Campeonato, aí está a categórica vitória sobre o Sevilha e a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões. Com os milhões garantidos na Champions e nas vendas de jogadores (Eduardo, Evaldo, entre outros), já obteve receitas que duplicam o orçamento do futebol bracarense para toda a época 2010/11. E uma equipa que elimina, de seguida, o Celtic e o Sevilha pode ter a legítima aspiração de chegar longe nos grandes palcos do futebol europeu.
Francisco Lopes
O PCP escolheu-o para candidato presidencial, proporcionando-lhe, assim, quatro meses de grande exposição mediática. O que pode ser um pau de dois bicos: se é, há muitos anos, um dirigente com funções de topo nos organismos do PCP_(e esta nomeação partidária para a corrida a Belém é o reconhecimento desse estatuto interno), nunca revelou, por outro lado, aptidões, nas lides parlamentares e afins, para as exigências oratórias, de imagem e de raciocínio rápido inerentes a esta intensa intervenção mediática e aos debates políticos. Antes pelo contrário: o seu perfil de reservado ortodoxo da velha guarda do PCP não ajuda muito. Mas vai ter, nos próximos meses, o seu momento de celebridade pública.
Jorge Jesus
Se o guarda-redes Roberto se converteu no pesadelo dos adeptos benfiquistas, foi do treinador a aposta e a insistência no quase desconhecido guardião espanhol (bem como a dispensa de Quim...). Depois do festejado título de campeão da época passada, ainda tem capital de confiança dos associados do Benfica. Mas a sua margem de tolerância começa a reduzir-se perigosamente: novas derrotas, a somar à série negra das últimas semanas, colocá-lo-ão a ele como alvo principal das críticas.
José Sócrates
No momento em que os juros da enorme dívida pública portuguesa continuam a subir, em que as agências internacionais traçam cenários ainda mais preocupantes sobre a evolução da economia nacional, em que a subida da despesa vem pôr em causa a execução orçamental, o primeiro-ministro rejubila em público com vírgulas ilusórias de um crescimento económico mínimo. Vive, decididamente, noutro planeta. Teme-se o pior.