SOL&SOMBRA 10/9/2010

Durão barroso
Deu um passo importante para uma política europeia mais unificada e coesa, a nível económico e financeiro, com a aprovação da coordenação prévia obrigatória, em Bruxelas, das grandes linhas orçamentais de cada um dos países da UE. E o seu primeiro ‘discurso do estado da União’, ao estilo dos presidentes norte-americanos, não deixou de abordar a necessidade de regulação e fiscalização do sector financeiro, responsável pela recente crise, ou os problemas da imi- gração legal e ilegal na Europa – alertando para os perigos do racismo e da xenofobia, em paralelo com os direitos das minorias. As reacções e críticas que suscitou de vários sectores demonstram que foi mais do que um discurso de circunstância.

Marinho Pinto
Frequentador assíduo das tribunas mediáticas, o bastonário da Ordem dos Advogados aproveitou a sentença do processo Casa Pia para prosseguir a sua cruzada pessoal contra o poder judicial e, em particular, contra as magistraturas. Acusa e denigre tudo e todos com uma ligeireza de pasmar. E despeja declarações incendiárias com a regularidade de um pirómano compulsivo. Tão preocupado com os seus ódios de estimação e cada vez mais encostado ao poder político em funções, quase se esqueceu das vítimas da Casa Pia. Pois é: houve vítimas, jovens abusados e violentados anos a fio. É bom não esquecer.
Carlos Cruz
Compreende-se a sua reacção e o desespero face à sentença que o condenou. Mas não é por aparecer todos os dias em todas as televisões que altera os factos apurados em tribunal ou a futura apreciação dos recursos. Só cansa quem já ouviu e tornou a ouvir as suas alegações. E divulgar centenas de nomes referidos a eito no processo, sem fundamentos que os levassem a tribunal, em nada melhora a sua situação ou a sua imagem. Só contribui para espalhar, gratuita e irresponsavelmente, a lama que envolve este processo.
Gilberto Madaíl
Após uma década em que marcou presença ininterrupta em seis fases finais de Europeus e mundiais, Portugal está praticamente afastado do apuramento para o Campeonato da Europa de 2012. Com o ridículo de um seleccionador suspenso e de uma Federação que deixou instalar o caos na Selecção nacional. Termina o seu consulado na FPP de forma lastimável e desprestigiante.