SOL

Kafkiano

Publicação: 04 Dezembro 09 12:00

Várias vezes tenho falado aqui das minhas andanças pelos tribunais. Mas nunca me tinha acontecido nada de semelhante àquilo que hoje vos vou narrar.

Há cerca de dois meses chegou a minha casa, via carta registada, uma convocatória do Centro de Reinserção Social da área da minha residência, adiantando que me deveria apresentar na companhia de uma pessoa idónea, de preferência adulta. À partida, portanto, consideravam-me a mim inimputável, precisando de ter alguém credível ao meu lado.

A diligência era tão estranha que peguei na convocatória, levei-a para o jornal e pedi à minha secretária – a Carolina – para esclarecer o assunto. Ela achou imediatamente tratar-se de uma brincadeira ou de um erro. Mas empenhou-se em investigar.

Depois de vários telefonemas frustrados, conseguiu concluir que a convocatória era mesmo autêntica e não havia engano.

Telefonou então para o escritório da minha advogada – Isabel Duarte, de quem já falei noutra crónica –, que foi peremptória: eu não deveria comparecer e ela faria um recurso.

Um recurso a quem? – perguntará o leitor. Um recurso à juíza do processo a que esta diligência se reportava. E que processo era esse? Era um processo cujo julgamento decorre no Tribunal de Oeiras relativo a violações do segredo de Justiça no ‘caso Paulo Pedroso’, em que são arguidos cerca de 20 jornalistas – da SIC, SIC Notícias, TVI, Expresso, Visão, etc.

Ora a juíza deste processo, ninguém sabe bem porquê, mandou a Direcção-Geral de Reinserção Social interrogar os arguidos.

Era a primeira vez que tal me acontecia.

Cumprindo as ordens da minha advogada, não obedeci à convocatória.

Passadas umas três semanas, porém, recebi nova intimação. Mais telefonemas, mais conversas com a advogada e veredicto final desta: a convocatória deveria ser pura e simplesmente ignorada.

Descansei. E, como durante o mês seguinte não sucedeu nada, pensei que o assunto estivesse resolvido. Enganava-me: findo esse mês de tréguas, recebo em casa uma terceira convocatória, desta vez entregue em mão. E aí decidi-me a ir esclarecer pessoalmente o caso.

Qual seria o objectivo desta insólita diligência? – perguntava a mim próprio enquanto conduzia em direcção a Caxias, onde se situava a dita repartição. E só encontrava uma explicação para isto: perante a perspectiva de eu poder ser condenado no referido processo ao pagamento de multa, a juíza estaria interessada em saber quanto ganhava, se era casado, se tinha ou não filhos ou outros familiares a meu cargo, se vivia em casa própria, se tinha bens, etc.

O endereço que vinha indicado na convocatória era Estrada da Cartuxa, n.º 5, que eu não sabia de todo onde era. Contava, porém, que a minha boa estrela me acompanhasse – e ela não me desiludiu. Dois minutos depois de ter entrado em Caxias, lá me apareceu diante dos olhos a desejada tabuleta: «Estrada da Cartuxa». Só tinha, agora, de encontrar o n.º 5.

Percorri a estrada para um lado, depois para o outro, tentei uma terceira vez em sentido inverso – e nada! Não encontrava o número da porta nem nenhum edifício que se assemelhasse a uma repartição pública. O local era inóspito, a estrada devia ser antiga, talvez do século XVIII, sendo em boa parte ladeada por um muro.

Desesperado, telefonei para o número de telefone que vinha no papel, mas nada: fui recebido por um atendedor automático da PT que me disse para deixar recado.

Decidi então (em má hora) fazer um reconhecimento alargado da zona. E depressa me encontrei num labirinto em que perdi por completo a orientação. Caxias é uma terra de vias de um só sentido (vêem-se por toda a parte placas de sentidos proibidos e sentidos obrigatórios), onde ainda por cima se cruzam as estradas e ruas antigas, dos séculos XVIII e XIX, com as vias rápidas que fazem as ligações à CREL, à CRIL e à A5. Um inferno!

Depois de meia dúzia de voltas à vila e redondezas, parei o carro junto a uma esquadra da Polícia e pedi informações ao agente de turno. O homem, solícito, lá me deu as suas orientações – e com elas voltei ao local de origem, à tal Estrada da Cartuxa. Mas onde diabo ficava a malfadada Reinserção Social?

Percorri outra vez a estrada lentamente num sentido e noutro, até que desisti de procurar: parei à porta de um café, entrei e perguntei ao dono onde ficava a dita repartição. Mas o homem não sabia.

Foi então que um cliente do café, velho, chupado e desdentado, que ouvira a minha pergunta, interveio:

– ‘Inserção’ Social? É ali, num prédio por trás daquele...

– Tem a certeza?

– Sim. É ali a ‘Inserção’ Social.

Voltei a meter-me no carro, a fazer a estrada para trás e para diante, mas nada: não vi nenhum edifício com aspecto de repartição pública, nem nenhuma tabuleta, nem sequer descobri onde era o número 5.

Estacionei então o carro e decidi ir a pé.

E aí descobri: no tal local que o velhote me indicara, lá estava cravado numa parede, em local pouco visível, um n.º 5. Mas tratava-se de uma vivenda igual a tantas outras dos su-_búrbios, com um quintal à volta onde só faltava andar a criação à solta, e tinha a porta fechada...

Não podia ser ali.

Decidi-me, mesmo assim, a entrar no quintal e aproximar-me da porta. E aí, numa tabuleta pequena, ilegível da rua, via-se a inscrição que eu ansiosamente procurara: Instituto de Reinserção Social. Mas seria normal a porta estar fechada, como se se tratasse da casa de uma família?

Toquei à campainha, ouviu-se um gong, veio uma senhora abrir (que podia perfeitamente ser a dona da casa) e perguntou-me:

– O que deseja?

Um pouco surpreendido com a pergunta, mostrei a convocatória, a senhora leu e disse-me para esperar no hall. Sentei-me à espera. Passados uns minutos, a senhora voltou. Disse-me para a acompanhar. Descemos uma escada que, certamente projectada para aceder a uma cave sem grande uso, não oferecia grande segurança nem comodidade. A senhora avisou-me:

 – Atenção aos degraus, a escada não é lá muito segura...

Lá em baixo havia uma sala com uma mesa rodeada de cadeiras. A senhora mandou-me sentar. Explicou que iam fazer-me um interrogatório no qual deveriam estar presentes duas pessoas, por isso uma colega acompanhá-la-ia.

A colega desceu, sentou-se, e o interrogatório ia começar.

D ISSE então que tudo aquilo me parecia insólito e aberrante. Expliquei que a minha vida é um livro aberto, não tem segredos, está na praça pública: sabe-se qual é a minha profissão, desempenho há 25 anos funções publicamente conhecidas (director do Expresso, primeiro, e depois do SOL), e escrevo semanalmente o que penso. Dificilmente se encontrará uma pessoa com uma vida mais transparente.

As senhoras que me interrogavam não reagiram, explicando apenas que era uma diligência pedida pelo tribunal.

E, para meu espanto, quando me preparava para começar a responder a perguntas sobre a minha situação financeira, as inquisidoras – aliás de forma cordata e gentil – começaram a interrogar-me como se estivesse na Polícia.

A LI, num estabelecimento de Reinserção Social, começaram a interpelar-me sobre o segredo de Justiça, sobre o que pensava da violação desse segredo, sobre a Lei de Imprensa, sobre o relacionamento dos jornalistas com as fontes, sobre a presunção de inocência e a preservação do bom nome dos cidadãos, sobre os limites da liberdade de imprensa, etc., etc., etc. O interrogatório durou mais de uma hora – e a tudo respondi com a maior boa-vontade.

No fim, com o mesmo ar amável, a ‘coordenadora da equipa’ (a senhora que me abrira a porta e depois se apresentara nesta qualidade) perguntou em que medida eu estava disponível para colaborar com aquela instituição. E explicou-me que voltaria a ser interrogado por outras pessoas nos próximos dias. E que depois teriam de ir a minha casa, interrogar vizinhos e conhecidos.

Eu estava estarrecido. Disse-lhes apenas que percebia a situação delas: estavam ali a fazer o seu trabalho e eu não queria afrontá-las; mas também esperava que conduzissem o insólito processo com sensatez e razoabilidade.

Despedimo-nos afavelmente.

À saída daquela casa com ar de vivenda dos subúrbios ainda vinha atordoado. Tinha a sensação de ser o protagonista d’ O Processo de Kafka. Por que razão me tinham feito ir ali àquele local estranho e mal referenciado? Por que razão me tinham feito aquelas perguntas, que não tinham nada que ver com reinserção social mas sim com o próprio processo? O que se passara ali?

E por que razão eu tinha ingenuamente respondido às perguntas? Eu que, como os demais arguidos no processo, tinha afirmado no tribunal perante a juíza não desejar falar sobre o caso, estivera ali a dizer àquelas duas funcionárias tudo o que pensava do assunto. Como fora possível?

Quando cheguei ao jornal e falei à advogada, ela indignou-se. Foi peremptória: aquele interrogatório estava completamente fora das competências da Direcção-Geral de Reinserção Social. Fora uma ilegalidade. Quem o ordenara naqueles termos?

Independentemente da lei, uma coisa pode dizer-se: num país com tanta gente necessitada de ser reinserida socialmente, será normal as entidades respectivas dedicarem-se a interrogar directores de jornais?

Francamente, só encontro uma explicação para o sucedido: tratou-se de uma tentativa de intimidação. O futuro o dirá.

por JAS

Comentários

# pguedes said on Dezembro 4, 2009 14:57:

Inacreditável!

# surpreso said on Dezembro 4, 2009 15:54:

Deve ser um a coisa do "simplex", de que uma certa Secretária Leitão Marques tanto se gaba...

# george said on Dezembro 4, 2009 17:21:

Se bem entendi essa história surrealista, JAS acusa as autoridades judiciais de intimidação. Com razão, na minha modesta opinião.  Mas chegou a apresentar queixa dessa ilegalidade?

# Barrosinho said on Dezembro 4, 2009 18:58:

Senhor JAS:Li com toda a curiosidade este artigo. Confesso que cheguei a pensar que se tratava de uma fábula!Pelos vistos foi real.

Só se pode dizer uma coisa:É INACREDITÁVEL!Que m**** de país é este?

# antas said on Dezembro 5, 2009 15:56:

Cuidado,não é o que parece,a casa aparenta ter um sótão de pequenas dimensões.

Não  se deixe enredar na teia ,presinto que está envolvido num longo "processo"inspirado em maquiavélicas técnicas ultramodernas,um misto de "K " "G" "the Best".

Eles querem-lhe incutir o sentimento de culpa ,de tal forma que  lhe falte a  a vontade de ir para o trabalho,confinando-o ao seu quarto e só admitindo que lhe forneçam alimento básico sem assistência da senhora da limpeza.O objectivo é o- transformarem num ser de sangue frio ,o seu processo só estará concluido quando se der a "methamorfose".

# antas said on Dezembro 5, 2009 16:03:

Ou então a coisa é menos sofisticada.

Como um aviso,quem está no sistêma , serve ou ficará dependente da sopa do barroso.

# Justus said on Dezembro 5, 2009 17:57:

"Abram alas que o Sr. Director quer passar" é o que nos sugere este artigo de JAS.

Poderia ser também: "presunção e água benta..."

JAS não conhece mesmo o país em que vive!!!!

Para um simples interrogatório (ao qual faltou várias vezes como um cidadão mal comportado) JAS esperaria ser recebido num palácio cor de rosa, ao som de música, com hino e bandeira e toda uma fila de empregados de "libré" indicando-lhe a passadeira vermelha.

O Centro de Reinserção Social instalado numa vivenda!!!! Era o que faltava neste país, pensa JAS!!

Se não têm palácios para tudo e mais alguma coisa, até para um simples interrogatório, construam-nos. Não é Portugal um país rico? Pois então!!!

E depois, vejam só o desplante desta gente! Então notifica-se o Sr. Director para um interrogatório? Não conhecem todos os portugueses "os feitos" e "os defeitos" de tão ilustre personagem? Para quê o interregotário se tudo nele é transparente e notório!

Era o que faltava agora ter que calcorrear vielas e calçadas, enchendo os sapatos de pó, sem poder entrar com a viatura para o adro ou mesmo paras as salas do edifício!

E mais, fazer-lhe perguntas assim sem mais nem menos! Onde já se viu tal coisa, quando o Sr. Director até se recusou a responder à juíza no tribunal (não colaborando com a justiça), remetendo-se ao silêncio? E teve agora que responder a duas senhoras que não sabem quem são (até poderiam ser as donas da vivenda)!!! É demais!!!

Pois é JAS, quem não quer colaborar com a justiça, não responde às pergunats que o juiz faz na devida altura e não quer comparecer às diligências para que foi notificado, acontece-lhe destas coisas: não é ouvido no "palácio da justiça" e perante o juíz, mas em qualquer outro edifício, mesmo que esse edifício fique num "descampado". É que agora, (talvez JAS não saiba porque falta às diligências) os "palácios da justiça" estão a acabar e o que se vê por aí são os "campus da justiça". Custa a habituar, mas tem que ser.

Agora a notificação para que JAS se apresentasse acompanhado de pessoa idónea dá mesmo para rir. Mas o Centro de Reinserção Social lá sabe a razão porque o fez. Não seria até para que JAS não se perdesse no caminho?

O que todos sabemos e tivemos aqui a confirmação é o porquê dos atrasos dos processos e da justiça. Há directores de jornais e jornalistas que não comparecem às diligências para que foram convocados, retardando as conclusões dos processos que se amontoam nas prateleiras, ano após ano.

E ainda por cima não têm vergonha de referir em público este comportamento desrespeitoso para com entidades públicas ligadas à justiça quando gostam de se entreter a criticar os governos e a justiça por ser lenta e ineficaz!

Haja pachorra para os aturar!!!!      

# antas said on Dezembro 5, 2009 18:21:

Uma  vez fui ao tribunal da boa hora enquanto esperava para testemunhar levei com três cagadelas de pombo ou pomba-Uma no cucuruto, outra na ponta do nariz a última a pior de todas foi na mão direita.Foi no exacto momento que fui chamado a depôr,à falta de um lenço optei por pôr a mão no bolso .O juíz deu-me um berro para tirar a mão do bolso.Naquele tempo eu ainda era verdinho,fiquei tão nervoso que optei por declarar que não me lembrava de nada.Se fosse hoje diria com todo o respeito sr.dr.juiz, com este cheiro a m.... não poderei testemunhar de consciência limpa.

# PedroPenedo said on Dezembro 6, 2009 0:19:

Incrível!

O mundo continua a decorrer com o sistema de padrinhos e apadrinhados.

A secretária fez uma série de telefonemas e a advogada tomou a liberdade de ignorar e depois indigna-se.

Isto é só para rir!

Quer dizer os juízes não podem fazer as suas averiguações. Os advogados ignoram os processos as secretárias tentam resolver os assuntos ao telefone.

- Olhe aqui é da parte do sr. Saraiva.

- sr. Saraiva? Quem? O de Alcochete?

- Não senhor. O director do semanário o Sol.

- Oh, desculpe agora não a estava a conhecer. Não se preocupe eu vou tratar do assunto. Pode dormir descansada e diga ao meu amigo que desta vez quem paga o almoço sou eu.

- Pronto, muito obrigada.

Vocês podem dar as voltas que quiserem, o sistema de gato escondido com rabo de fora, não muda.

# PortugalForadaUE said on Dezembro 6, 2009 3:26:

Caro Arquitecto, acho que acertou em cheio no diagnóstico. Tratou-se de uma tentativa de intimidação.

Infelizmente vivemos num país controlado por várias seitas mais ou menos secretas. São os do avental, os da Copus-Night, etc.,etc.,etc. Todas essas seitas têm mais ou menos ligações a todas as instituições, sobretudo o ministério público e os Tribunais, mas tambem outras instituições. Estas seitas degladeia-se entre elas e quem se mete com elas leva!

O Arquitecto tem andado a fazer algumas revelações que incomodaram o poder. E o poder, possívelmente ao nível dos capatazes, quer deixar claro que o sr. Arquitecto não pode continuar a pôr a boca no trombone e a embaraçar o poder.

Infelizmente, é o país que temos.

# Justus said on Dezembro 6, 2009 17:04:

A questão aqui é mesmo de "reinserção social"!!!!

Quando alguém se julga importante, por ser director de um jornal, ao ponto de querer que lhe ponham à disposição "batedores de motociclo" e "guias" especializados no reconhecimento de edifícios e repartições públicas, precisa urgentemente de ser inserido na sociedade portuguesa. Bem fez o tribunal ao remete-lo para os serviços de reinserção social.

E deveria levar um valente puxão de orelhas.

Então não é que o nosso director ainda se vem "gabar", em público, de não respeitar as notificações que lhe são enviadas para cumprir diligências judiciais?

O que dirão os portugueses deste desrespeito público? O que andam estes senhores a pregar nos jornais? A sorte é que os portugueses não são ignorantes, não os levam a sério nem lhes dão ouvidos.

E depois, vejam a indelicadeza, para não dizer sobranceria e arrogância com que o senhor director se refere ao cliente do café que, amavelmente, lhe prestou a informação: "um velho, chupado e desdentado"!!!!!

Será que, para o assunto em questão, era mesmo necessário descrever o aspecto físico deste informador? E logo desta maneira: "velho", "chupado", "desdentado".

Como dissemos´, estamos mesmo perante um caso de "reinserção social". Se é que ainda vai a tempo.  

# antas said on Dezembro 6, 2009 17:38:

Para nos conhecer-mos realmente,temos que dar especial atenção àqueles que nos advertem das nossas fraquezas, por mais insignificantes que elas pareçam.

# Douro said on Dezembro 7, 2009 10:18:

Quem se mete com o PS leva.

.....

A força da razão há-de vencer!

Não está sozinho..

# patanisco said on Dezembro 8, 2009 22:44:

Caro JAS

De facto devia ter um bocadinho de vergonha em verter tanta lamúria e veneno.

O episódio da "estrada da cartuxa" nada abona nos seus dotes de internauta pois uma busca no google dar-lhe-ia, no primeiro retorno, o link dos códigos postais onde encontraria o respectivo mapa (uau!).

Enfim ... quando uma pessoa não quer o que se pode fazer?

Também verifiquei que gosta de recursos ... mesmo quando tem dúvidas ... aposto que se queixa muito da lentidão da justiça ... provavelmente graças a pessoas como o Sr...

Bom ... dado o mote acho que nem vale a pena continuar a descascar a sua alucinação ...

As melhoras, tá?

# BOACOMOMILHO said on Dezembro 9, 2009 12:15:

Relembro o dia em que 2 "senhoras" do Instituto me bateram á porta, entraram na minha casa quase sem pedir licença e depois duma vistoria especializada,  me perguntaram porque é que tinha roupa por engomar... sim respondi que estava á espera delas para o fazer, e que o teriam que o fazer á borla porque o que os meus impostos lhe pagavam ao fim do mês deveria dar e sobrar para várias sessões de ferro de engomar...pois que levantaram o rabinho e andamento fora da minha habitação!

# Arrebenta said on Dezembro 9, 2009 16:02:

Se tivessem enfiado na prisão, na altura certa, esse bandalho, Paulo Pedroso, e os restantee, que, em redor dele se moviam e o encobriam, o Estado Português nunca teria chegado a este apuro. Esperem pela próxima...

Este vídeo continua a necessitar de ser visto e votado:

http://videos.sapo.pt/aWCBzS2SIhahWzoftzgZ

# antas said on Dezembro 11, 2009 17:09:

A memória não é curta ,nós é que fazemos por esquecer,  não há memória que um bom psicanalista não consiga recuperar.

Nós fazemos por esquecer para não sermos obrigados a contrair  a doença de alzeimer.

A má memória leva-nos a tudo desculpabilizar e a sermos cúmplices dos desmandos da classe dirigente.

# GovernoDeCorruptos said on Dezembro 13, 2009 13:49:

O JAS ao aceitar submeter-se a tamanha falta de respeito deu um passo gravíssimo, dando a entender aos corruptos que (se) nos governam que podem fazer qualquer coisa a qulaquer pessoa.

Se lhe fizeram isto a si, que tem meios de defesa que não são acessíveis a qualquer cidadão (não temos secretárias para investigarem o que se passa, advogadas a quem se ligue de imediato ou a possibilidade de depois relatar, fazendo-se ouvir, o caso), o que não farão a qualquer outro cidadão? (ainda há disso, ou só há contribuintes para o estado chucha???)

E foi conivente com tal. É pornográfico ouvi-lo dizer que ficou lá a responder às perguntas e que, elas só faziam o seu trabalho e que não lhes queria arranjar problemas (se calhar ainda pedia desculpa pelo incómodo que lhes causava, não?).

Este país está de tal maneira que só se resolve a tiro. Infelizmente não se tem acesso ao corrupto-chefe, pelo que, um dia destes, quem acaba por levar são esse tipo de gajas que se predispõem a servir-lhe de capacho. Eu lia-o e a cada instante esperava ouvi-lo dizer que se tinha passado e lhes tinha dado um murro nos cornos. E teria mais respeito por si!

Assim é apenas mais um que aceitou pôr a canga, sabendo que, mais do que no próprio pescoço, ela há-de pesar nos de outros que, mesmo que mais corajosos e frontais a enfrentarem o inimigo, por terem menos visibilidade, menos se poderão e conseguirão defender.

# antas said on Dezembro 13, 2009 16:30:

A frontalidade tem custos ,por vezes fatais,a inteligência marca a diferença ao contribuir para amenizar a ordem social.

As parábolas são usadas  em todas a civilizações,uns  interpretam-nas de uma forma outros de forma contrária.

Chamo a atenção para que isto  não seja interpretado de forma ofensiva,e seja considerado uma reacção aos estímulos deste confessionário.

Quando eu era garoto ,tinha pouco mais de um metro de altura,o meu pai ,mandava-me apanhar as vacas para lhes pôr a canga.Eu com uma simples cenoura conseguia que as vacas pusessem os seus longos cornos ao meu nível para que lhes pusesse a arreata(soga).Imagine-se ,o que sucederia  se a fidalga(era o seu nome)usasse o seu poder para castigar tamanha insolência.Eu seria corneado e mandado pelos ares.Em contrapartida o meu pai a  despromoveria a rês para abate imediato.

A cenoura contribuía para a ordem social.A vaca era tratada como se fosse da família porque na sua obediência ao sistema contribuia para o sustento de todos.

O trágico é que a fidalga mesmo respeitadora das regras acabou no talho ,já velhinha.

Note-se que além de chamarmos"côrtes" aos habitáculos   do gado,éramos quase vegetarianos.

Espero que tenham contemplações para com o humor de um rústico.

Por isso eu me considero inimputável quando se trata do  julgamento dos responsáveis pelo aquecimento global.

# JATavares said on Dezembro 13, 2009 19:17:

Imaginem o que fazem a cidadãos que ficam calados por não terem o estatuto do JAS.

É isso, não prendem , mas mandam desempregar e passam a palavra a quantos empregadores dependem da manjedoura nacional, aquela onde somos obrigados a deitar a ração e a erva fresca...ainda que nos falte a nós

# Anonymous said on Dezembro 14, 2009 1:18:

Recomendo vivamente a todos os leitores que consultem o perfil do comentador Justus e que leiam atentamente o maior número possível de coisas que ele escreveu no site deste semanário.

O Justus anda sempre atrás do director deste jornal.

Será homossexualidade?

# provinciana said on Dezembro 14, 2009 22:29:

O descaramento pidesco deste governo não tem limites, agora até arregimentou um Justus qualquer para tentar descredibilizar o director deste jornal, o que é também uma forma de intimidação.

Há gente que se presta a tudo!

Para comentar necessita de estar registado