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E você é assertivo?
O que é a assertividade

O que é a assertividade ?



I – COMPORTAMENTO PASSIVO, AGRESSIVO E ASSERTIVO: NOÇÕES GERAIS

1. O COMPORTAMENTO PASSIVO caracteriza-se pela VIOLAÇÄO DOS DIREITOS DO PRÓPRIO, QUER QUANDO NÄO EXPRESSAMOS OS NOSSOS PENSAMENTOS, SENTIMENTOS E OPINIÖES DE FORMA CLARA, PERMITINDO QUE OS OUTROS DOMINEM A SITUAÇÄO, QUER QUANDO EXPRESSAMOS OS NOSSOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS DE FORMA TÄO APOLOGÉTICA, SUBMISSA OU AUTO DEPRECIATIVA, QUE OS OUTROS PODEM FACILMENTE ENTRAR EM DESACORDO CONNOSCO E ATÉ MESMO HUMILHAR-NOS.

Quando nos exprimimos desta forma, estamos implicitamente a adoptar uma atitude de deferência, agindo de forma subserviente, como se a outra pessoa fosse detentora da razão ou superior pelo simples facto de ser mais velha ou vivida, ou por ser doutro sexo ou raça.

A mensagem envolvida é: "EU NÄO CONTO, PODEM APROVEITAR-SE DA SITUAÇÄO. OS MEUS SENTIMENTOS NÄO SÄO IMPORTANTES, APENAS OS VOSSOS. OS MEUS PENSAMENTOS SÄO INSIGNIFICANTES, OS VOSSOS SÄO OS UNICOS QUE VALE A PENA TER EM CONTA. EU NÄO SOU NINGUÉM, VOCÊS SÄO SUPERIORES."

Este comportamento revela falta de respeito pelas necessidades e direitos do próprio, mas também uma falta de respeito subtil pela capacidade do outro de assumir responsabilidades, ultrapassar decepções, resolver os seus próprios problemas, etc.

O objectivo básico da atitude passiva é apaziguar e agradar aos outros, evitando conflitos a todo o custo.

2) O COMPORTAMENTO AGRESSIVO caracteriza-se pela DEFESA FRONTAL DOS DIREITOS DO PRÓPRIO E PELA EXPRESSÄO DE PENSAMENTOS, SENTIMENTOS E OPINIÖES DE FORMA PREDOMINANTEMENTE DESONESTA, GERALMENTE INAPROPRIADA E QUE, EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS, VIOLA OS DIREITOS DOS OUTROS.

Um exemplo de agressividade emocionalmente desonesta, é a situação do indivíduo que face ao sofrimento de alguém com a morte dum familiar próximo, sarcasticamente denigre esta pessoa: "OLHA LÁ, PARECES UMA MARIA MADALENA" - em lugar de exprimir a sua própria tristeza.

O objectivo usual da agressividade é dominar e vencer, forçando a outra pessoa a perder. Vencer é conseguido humilhando, denegrindo, subestimando as outras pessoas, de forma que se sintam mais fracas e menos capazes de se expressarem e defenderem as suas necessidades e direitos.

A mensagem básica envolvida é: "ISTO É O QUE EU PENSO, VOCÊS SÃO ESTÚPIDOS POR ACREDITAREM EM QUALQUER COISA DIFERENTE. ISTO É O QUE EU QUERO, O QUE VOCÊS QUEREM NÃO É IMPORTANTE. ISTO É O QUE EU SINTO, OS VOSSOS SENTIMENTOS NÃO CONTAM."

3) O COMPORTAMENTO ASSERTIVO caracteriza-se pela DEFESA DOS DIREITOS DO PRÓPRIO E PELA EXPRESSÄO DE SENTIMENTOS E OPINIÖES DE FORMA DIRECTA E HONESTA, ADEQUADA à SITUAÇÄO, E SEM VIOLAR OS DIREITOS DOS OUTROS.

A mensagem básica envolvida no comportamento assertivo é: "ISTO É O QUE EU PENSO, ISTO É O QUE EU SINTO, ESTA É A FORMA COMO EU ENCARO A SITUAÇÄO." No fundo é uma mensagem que revela "quem a pessoa é", e que é emitida sem pretender dominar, humilhar ou denegrir a(s) pessoa(s) a quem se dirige.

Na asserção estão envolvidos dois tipos de respeito: o respeito pelo próprio, na medida em que se expressam as próprias necessidades ou se defende os próprios direitos, e o respeito pelas necessidades e direitos dos outros. Um exemplo ilustrará e clarificará estes dois tipos de respeito envolvidos na asserção a que nos referimos:

"Uma senhora tenta desesperadamente arranjar lugar num voo para ir visitar a mãe que está no hospital. A fila no balcão de reservas é longa. Aproxima-se de um senhor que aguarda a sua vez no início da fila e diz-lhe, apontando para o seu lugar:

"MEU  CARO SENHOR, IMPORTA-SE DE TROCAR DE LUGAR COMIGO? NÄO LHE  FARIA UM  PEDIDO DESTA NATUREZA SE NÄO FOSSE TÄO URGENTE, POR MOTIVOS FAMILIARES,   QUE EU CHEGUE HOJE MESMO AO PORTO..." O senhor, depois de a olhar atentamente, acena que  sim.  No  final ambos acabam por conseguir lugar nesse voo.  Pergunta-se  à mulher  qual teria sido a sua reacção se o homem tivesse recusado. "TUDO BEM. EU TINHA  ESPERANÇAS DE QUE ELE ME DISSESSE QUE SIM, MAS PARA TODOS OS EFEITOS  ELE ESTAVA PRIMEIRO QUE EU NA FILA."

Neste  exemplo  a senhora demonstrou auto-respeito pelas suas  próprias necessidades  ao  perguntar  ao senhor se está disposto a ajudá-la e  trocar  de lugar  com ela; igualmente mostra respeito pelo direito que ele tinha de recusar o seu pedido e não a ajudar.

Mas,   perguntar-se-á, como pode o respeito pelo próprio e pelos  outros estar presente na recusa de um pedido? Tal depende em grande parte da forma como a  recusa  ao pedido for feita. Um pedido pode ser recusado de forma  agressiva:

"QUE IDEIA É ESSA DE TROCAR DE LUGAR? TEM UM DESCARAMENTO!". Este tipo de recusa envolve  respeito  num  só  sentido, isto é, respeito pelo  direito  do  próprio recusar, mas não respeita o direito do outro pedir.

Um  pedido  também pode ser recusado de forma passiva: "COMO É  QUE LHE HEI-DE  EXPLICAR...  SINTO-ME HORRIVEL MAS NÄO LHE POSSO DAR O LUGAR...".  Neste caso,   a  pessoa  recusa  o  pedido  mas fá-lo de  forma  que  denota  falta  de auto respeito:   sugere  que o próprio é uma pessoa horrível, que  nunca  deveria recusar  o  pedido  que lhe foi feito. Além disso, a recusa passiva  também  não respeita  o  direito que a outra pessoa tem de ser tratada como alguém capaz  de lidar com a decepção.

Em  contraste, uma recusa assertiva seria feita nos seguintes  moldes:

"GOSTARIA  DE  A  PODER AJUDAR, MAS REALMENTE TAMBÉM NECESSITO MUITO  DE  CHEGAR HOJE". A recusa assertiva demonstra os dois tipos de respeito: auto-respeito, na forma  auto-confiante  como a recusa é feita, e respeito pelo direito  da  outra pessoa fazer o pedido.

Os objectivos da asserção são uma boa comunicação e a mutualidade, isto é,   ser  respeitado  e respeitar, pedir com "fair play" (sensibilidade e bom senso) e  elegância,   deixando espaço  para  uma  solução de compromisso quando as necessidades e  direitos  de ambas  as partes entram em conflito. Nas situações de compromisso, por definição nenhuma  das pessoas sacrifica a sua integridade básica e ambas vêem algumas das suas  necessidades satisfeitas. O compromisso pode assumir a forma duma  solução em  que  uma  das  pessoas vê as  suas  necessidades  imediatamente  satisfeitas  enquanto  que  a  outra terá as suas um pouco mais tarde – um casal chega  a  um compromisso  deste  tipo,   acordando que num fim-de-semana vai ao  cinema  e  no seguinte  vai dançar. O compromisso também se pode traduzir no facto de ambas as pessoas  cederem  um  pouco – os dois amigos concordam que nessa  noite  vão  ao cinema e depois vão dançar.



II – COMPONENTES NÄO VERBAIS DO COMPORTAMENTO PASSIVO, AGRESSIVO E ASSERTIVO

As  componentes  não  verbais dos comportamentos passivo,  agressivo  e assertivo  são tão importantes, ou mesmo mais, do que os componentes verbais que temos vindo a discutir. As investigações feitas têm provado que a maior parte da comunicação  que  efectuamos é levada a cabo de forma não verbal. Pense por  uns instantes como a frase "Gosto imenso de ti" pode ser dita de maneira sincera, ou como um comentário sarcástico... simplesmente através da modificação de aspectos como a entoação vocal, a expressão facial e os gestos. Da mesma forma, uma frase assertiva  do  ponto  de vista verbal, pode resultar numa afirmação  passiva  ou agressiva devido aos componentes não verbais que acompanham a afirmação.

Os  componentes  não  verbais  mais  característicos  do  COMPORTAMENTO PASSIVO  são: contacto visual evasivo e expressões faciais, que podem ir desde o erguer  as  sobrancelhas ao riso e piscar de olhos; gestos tais como  torcer  as mãos,   agarrar a outra pessoa ou afastar-se dela, curvar os ombros, tapar a boca  com  a  mão, ou, duma maneira geral, gestos nervosos que distraem o ouvinte  do que  o  emissor  está a dizer; postura corporal rígida; o tom de  voz  pode  ser melífluo  ou  suave  e o padrão de discurso é geralmente hesitante  e  cheio  de  pausas. Em  geral,   os  componentes não verbais  da  atitude  passiva  exprimem fraqueza,  ansiedade, desculpa ou auto-denegrição. Reduzem o impacto do que está a ser dito verbalmente, razão esta, precisamente, pela qual as pessoas que temem agir assertivamente os usam. O seu objectivo é suavizar o que está a ser dito de forma a evitar qualquer conflito com as outras pessoas.

No COMPORTAMENTO AGRESSIVO os componentes não verbais vão no sentido de dominar  ou  contradizer a outra pessoa. Incluem contacto visual "de  alto  para baixo",   abrir  os olhos e fixar o olhar de forma ameaçadora, levantar a  voz  e gritar ou falar num tom de voz sarcástico ou condescendente, e outros gestos paternalistas como apontar o indicador, etc. etc.

No  COMPORTAMENTO ASSERTIVO os componentes não verbais são  congruentes com  a  mensagem  verbal  e dão-lhe suporte, força e ênfase: a  voz  deve  ser apropriadamente  alta ou baixa; o contacto visual deve ser firme mas não um olhar "parado,   de  alto"; devem ser usados gestos corporais que denotem convicção;   o padrão  de  discurso deve ser fluente, sem hesitações estranhas  – expressivo, claro e enfático nas palavras-chave.

Os   indivíduos   podem  exibir,   para  além  dos   referidos,    outros comportamentos não verbais igualmente importantes.



III – EXEMPLOS  DE COMPORTAMENTOS PASSIVOS, AGRESSIVOS E ASSERTIVOS

Em cada exemplo que se segue a primeira resposta é passiva, a segunda é agressiva e a terceira é assertiva.  

A) CONFRONTAR UM CHEFE QUE PEDE UM TRABALHO DESPROPOSITADO E EXCESSIVO.

1."Está bem eu faço o trabalho... Imagino que lá terá as suas razões para me pedir que o faça, mesmo não se relacionando com a área que me foi atribuída. Suponho que não admite a possibilidade de me dispensar desta vez?...

2."O chefe tem muito desplante em me pedir este tipo de trabalho! Eu sei  que  o senhor tem autoridade e poder sobre mim, mas não estou para  aceitar isto. Vocês, os chefes, pensam que podem utilizar os funcionários para tudo quanto vos dá jeito. Pois desta vez não!"   

3."Chefe,   quando  o  senhor  me pede para  fazer  trabalhos  que  não  se relacionam  com  as minhas funções, isso obriga-me a trabalhar muitas  horas  extra  para  além  do meu horário normal.   Por  estas razões, quero informá-lo de que não farei este trabalho. Sei que me compreenderá”.

 

B) RESPONDER A ALGUÉM QUE ACABOU DE FAZER UM COMENTÁRIO SEXISTA.

 1."Vá lá... você sabe que me irrita quando diz coisas dessas..."

 2."Quem é que você pensa que é? Um garanhão?”

 3."Francamente acho que esse comentário é humilhante para ambos”.

  

 C) RECUSAR REPETIR NUM JANTAR EM CASA DE AMIGOS

 1."Meu deus...se insistes...mudo de ideias. Está bem, como mais um bocadinho."

 2."Adoras ver-me engordar!"

 3."A comida está óptima, mas não quero mais, obrigada."



IV-MOTIVOS PARA AGIR PASSIVAMENTE  E CONSEQUÊNCIAS  DESSA ACÇÄO

1.  O primeiro diz respeito à incapacidade de distinguir  assertividade e  agressividade,   bem  como  passividade e  boa  educação.  Muitos  indivíduos confundem  comportamentos assertivos com agressivos; a sua aprendizagem  social  leva-nos  a equacionar qualquer demonstração de assertividade como  agressividade e,   desta  forma, rotulam os seus próprios impulsos assertivos como perigosos  e necessitando  controle.   Em particular, diz-se frequentemente às mulheres que  o seu  comportamento  é  agressivo  e masculino quando,   simplesmente,   elas  agem assertivamente.

Paralelamente,   muitas pessoas agem passivamente com a convicção de que ao  exibirem este tipo de comportamento estão a ser polidas e delicadas    podem ter  aprendido que não é correcto terminar uma conversa telefónica quando foi  a outra  pessoa  a  fazer a ligação, discordar de alguém mais velho,   recusar  uma bebida numa festa, concordar com um cumprimento, fazer um auto-elogio, etc.

2.  Näo  conhecer ou não aceitar os direitos pessoais, é uma  segunda razão  que  leva  as pessoas a agir passivamente. Por  outras  palavras,  certos indivíduos  não acreditam que têm o direito de manifestar as suas opiniões e de defender  as  suas  necessidades e direitos. Muitas vezes crêem que  não têm  o direito   de   expressar  determinado  tipo  de  emoções  como   mágoa,    zanga, desapontamento,   afecto. Frequentemente não só acreditam que não devem expressar tais sentimentos como que nem sequer os deveriam ter.

3.     A  ansiedade  face  a  eventuais  consequências  negativas   do comportamento  assertivo  é  um terceiro motivo pelo qual muitas  pessoas agem passivamente.   Ao  pensarem,   especulativamente, no que  poderá  acontecer  como resultado  de exibirem um qualquer comportamento assertivo, sentem um tal  nível de  ansiedade  que acabam por evitar este tipo de atitude e  agir  passivamente.

Vulgarmente,   receiam  perder a amizade ou aprovação das outras pessoas, que  os outros  as  considerem disparatadas ou egoístas, que se zanguem ou as  rejeitem; receiam  também ferir os sentimentos dos outros ou prejudicar gravemente as suas vidas.

4. Confundir passividade com "ser útil" é outra causa da passividade.

Certas  pessoas  acreditam que, ao serem passivas, estão a ajudar os outros.   Na realidade,   estão sim a "salvar" alguém que não necessita de ajuda, sacrificando para tal as próprias necessidades.

Quando  se  ajuda  genuinamente alguém, o  comportamento  desta  pessoa modifica-se no sentido positivo e, a dado momento, deixa de necessitar de apoio.

 Ao  "salvarmos"  alguém,   acabamos por nos transformar  em  vítimas,   e posteriormente  assumir o papel de juízes, enquanto que a pessoa que recebe esse apoio  continua  a agir da mesma forma. Vejamos um exemplo que clarifica  o  que acabamos de expor:

"Um homem, viciado no jogo, ao longo de anos pede dinheiro emprestado à irmã,   até  lhe  dever  uma  grande quantia. A sua  situação  é  cada  vez  mais dramática:   as  dívidas de jogo põem-no em risco de ser preso, a  menos  que...a irmã  lhe  empreste mais dinheiro. A irmã aos poucos transforma-se numa  vítima: sente-se  usada,   sem  saída, acaba por ter problemas conjugais  e  dificuldades económicas  como resultado da "ajuda" que dá ao irmão. Ocasionalmente,   sente-se saturada  e transforma-se no "juiz" do irmão, atacando-o agressivamente pelo seu comportamento.   No  entanto,   sempre  que  ele lhe torna  a  pedir  "ajuda"  ela "salva-o" novamente. O ciclo vicioso perpetua-se."



5. Défice  de  aptidões. Uma última razão de ser  da  passividade  é simplesmente  o  facto  de certas pessoas não saberem agir de  outra  forma.   Ao longo  do  seu  desenvolvimento não lhes ensinaram aptidões  assertivas  ou  não tiveram  oportunidade de observar exemplos marcadamente assertivos. É o caso, por exemplo,   de  adultos que em crianças raramente iam a restaurantes e que  podem, simplesmente, não ter aprendido a recusar um prato mal confeccionado ou a chamar a atenção para um engano no troco, etc.

Duma  forma  geral, o objectivo de quem age passivamente é agradar  aos outros  e  evitar o conflito a todo o custo. Mesmo quando a passividade tem  por custo  a  integridade pessoal, as suas consequências imediatas podem  ser  muito gratificantes  para a pessoa em causa: esta atitude permite-lhe evitar ou  fugir aos   conflitos   geradores   de  ansiedade.   Por  exemplo,   mesmo   quando   os comportamentos  passivos dum homem são encarados pelos outros como  "femininos", esta  punição pode não ser suficientemente forte para contrabalançar o alívio de tensão  que ele sente quando evita potenciais conflitos, agindo passivamente.   E por isso continua a optar por este tipo de comportamentos.

Para  além  disso,   os indivíduos são encorajados  a  serem  passivos: recebem  frequentemente elogios pela sua generosidade ou feminilidade, por serem tão  bons  amigos, filhos ou estudantes e por serem tão calmos, subservientes  e agradáveis, não causando problemas a ninguém.

A  longo  prazo,   no entanto, uma pessoa que é  frequentemente  passiva sente  a  sua auto-estima progressivamente mais baixa e sentimentos de  mágoa  e zanga  cada  vez  mais intensos. O resultado é então uma maior  tensão  interna.

Quando  esta tensão é sistematicamente reprimida, porque o individuo continua  a agir  passivamente, podem desenvolver-se problemas somáticos tais como dores  de cabeça, perturbações gastrointestinais, e por vezes até mesmo depressões. Por outro  lado, certas pessoas interessadas em desenvolver relacionamentos  íntimos caracterizados pela expressão honesta de pensamentos e emoções, podem afastar-se ou  nem  sequer  iniciar  uma relação com alguém passivo.   Outras  pessoas,   com sentimentos  de  culpa  por, inadvertidamente, se utilizarem da  passividade  de alguém,   podem acabar por se afastar de indivíduos passivos. Por ultimo, embora inicialmente  se  possa ter pena da pessoa passiva, essa pena normalmente  acaba por se transformar em irritação e, finalmente, em desprezo e falta de respeito.

    





  V-MOTIVOS PARA AGIR AGRESSIVAMENTE E CONSEQUÊNCIAS DESSA ACÇÄO

Existem  muitas  formas  de  pensar, sentir e agir que  dão  origem  ao comportamento   agressivo.   Vejamos  agora  5  padrões  de  tipo comportamental associados à agressividade:

1. Fraqueza e ameaça: Uma das causas mais comuns da agressividade é  o sentimento  de vulnerabilidade tido por alguns indivíduos face a um ataque feito por outrem ou à antecipação deste. A reacção excessivamente agressiva resultante é motivada  pela sensação de ameaça e fraqueza.

2. Passividade  anterior: Pode  parecer surpreendente,   mas  uma  das principais causas do comportamento agressivo é a passividade anterior da pessoa.

As formas subtis como a agressividade se relaciona com a passividade merecem ser analisadas em detalhe.

 A  agressividade  pode surgir numa pessoa que durante muito  tempo  foi passiva,   permitindo  que os seus direitos e sentimentos fossem  desrespeitados.

Como  resultado,   a  pessoa  vai acumulando sentimentos de  mágoa  e  zanga  até ao  momento  em que se sente com direito de expressar essas emoções  e  defender agressivamente os seus direitos.

 Noutros  casos,   o  individuo  permite, por passividade,   que  os  seus direitos  sejam desrespeitados, de que resulta um crescendo de mal entendidos. A dado momento explode e exprime os seus sentimentos agressivamente, esperando que a  outra  pessoa  se  sinta culpada e se torne submissa.   Em  vez  de  solicitar directamente  afecto  ou  deliberadamente mostrar a sua vulnerabilidade,   o  que incentivaria   o   relacionamento  interpessoal  íntimo,   a  pessoa  utiliza   a agressividade  como  uma  espécie de instrumento de  manipulação  da  intimidade emocional.

Noutras  ocasiões as pessoas reagem agressivamente como forma de evitar a  passividade . Por exemplo, quando um indivíduo recusa um  convite  repetidas vezes  e  receia  ceder se lho fizerem novamente, então assume  uma  atitude  de recusa agressiva para evitar ser passivo.

Outra  relação subtil entre a agressividade e a passividade, observa-se em  indivíduos que agem passivamente face a pessoas de maior estatuto e poder  e que no entanto se exprimem agressivamente com as de estatuto inferior.

Por  último, agressividade e passividade relacionam-se na medida em que ambas envolvem a negação de direitos pessoais.

3.  Reacção  exagerada devida a experiências emocionais  passadas:   A agressividade pode decorrer duma reacção exagerada da pessoa à situação corrente, devida  a  uma qualquer experiência emocional passada, não resolvida. A  pessoa reage  emocionalmente  à  situação  presente como se  esta  estivesse  ligada  à experiência  passada  ou  a  alguém importante nela envolvido. É o  que  o  caso seguinte  pretende  ilustrar: "Numa reunião com o marido e um casal  amigo,   uma mulher tenta explicar a necessidade duma maior defesa da igualdade de direitos e oportunidades  entre sexos. O marido, casualmente, pergunta-lhe o porquê de  tal necessidade  se  esses assuntos já estão consignados na Constituição. A  mulher, reagindo  exageradamente, começa a criticar o marido pela sua oposição ridícula, etc.  Mais  tarde,   ao pensar na sua reacção, apercebe-se de que sentiu  a  mesma fraqueza  e vulnerabilidade que sentia na adolescência quando discutia com o seu inflexível pai sobre religião, racismo, etc.".

4. Crenças sobre a agressividade: a agressividade pode também resultar da crença  de que é a única forma de comunicar com os outros. Por exemplo, nos anos  60  quando  os  estudantes universitários  desafiavam  a  administração  e deparavam com uma total barreira às suas reivindicações, frequentemente acabavam por  adoptar uma atitude agressiva. Uma outra crença relacionada com esta é a de que o  mundo  é  hostil e que para sobreviver é necessário  ser  permanentemente agressivo.

5. Reforço de aptidões deficitárias: uma outra causa da agressividade é simplesmente  o  facto de que algumas pessoas foram estimuladas a exibirem  esse tipo de comportamentos, não tendo aprendido as aptidões assertivas necessárias e adequadas às diversas situações com que se defrontam.

Como  se  sabe,   o nosso comportamento é mais  facilmente  influenciado pelas  suas  consequências  imediatas.   E as consequências  mais  imediatas  do comportamento  agressivo  são  positivas,   enquanto que as  a  longo  prazo  são negativas. Os resultados positivos imediatos do comportamento agressivo incluem alívio emocional, obtenção de alguns objectivos e satisfação de necessidades sem experimentar  directamente  as reacções negativas dos outros.   As  consequências negativas  a  longo  prazo  incluem a perda ou  impossibilidade  de  estabelecer relacionamentos  íntimos e a sensação de que é necessário estar  permanentemente alerta  contra  os ataques dos outros. O comportamento  eminentemente  agressivo pode  eventualmente levar os indivíduos a perder os seus empregos ou  promoções, elevar  a  tensão arterial, alienar-se dos seus filhos, companheiros  e  amigos, envolver-se  em lutas ou ter problemas com as várias formas de autoridade. Dadas estas  consequências  negativas,   as  pessoas  frequentemente  agressivas  podem sentir-se  incompreendidas, mal amadas, rejeitadas... Paralelamente, quando  uma pessoa  é  agressiva, os outros podem retaliá-la directa ou  indirectamente  das mais  diversas  formas, consoante as circunstâncias: trabalhando  mais  devagar, fazendo  erros  deliberados,   agindo de forma subtilmente  irritante,   ou  sendo auto-destrutivos numa tentativa de fazer o agressor sentir-se culpado.

As  pessoas,   que geralmente são passivas e que agem  episodicamente  de forma  agressiva, podem-se sentir imediatamente culpabilizadas, envergonhadas ou embaraçadas. Estes sentimentos levam-nas geralmente a optar, daí em diante, pelo silêncio  pois  sentem que facilmente ficam fora de controlo quando exprimem  os seus  sentimentos.   Infelizmente esta decisão não as ajuda e apenas  perpetua  o ciclo  vicioso  em que interagem longos períodos de passividade  com  episódicas explosões de agressividade.

As   pessoas   que  são  vítimas  da  agressividade  de  outras   podem experimentar  vários efeitos negativos, tais como baixa da moral familiar, perda de  iniciativa  e  criatividade no trabalho, etc. Os filhos de  pais  agressivos podem  sofrer  de  diversas formas: o filho de um pai agressivo que  vê  o  mais importante  modelo masculino da sua vida ferir as outras pessoas, pode sentir-se ambivalente  face  à  sua  própria masculinidade, acreditando  que  "ser  homem" significa  magoar os outros; uma mãe agressiva pode fazer com que o filho  fique desconfiado,   medroso ou hostil face às mulheres. O mesmo acontecerá com a filha dum pai ou duma mãe agressivos...  

VI-MOTIVOS PARA AGIR ASSERTIVAMENTE E CONSEQUÊNCIAS DESSA ACÇÄO

1. AGIR ASSERTIVAMENTE EM VEZ DE PASSIVAMENTE

Como  vimos, a principal razão pela qual agimos frequentemente de forma passiva  é  não querermos perder a aprovação dos outros. De certa forma  é  como acreditar  que  tal  é imprescindível ao nosso bem-estar e  satisfação  pessoal.  

Contudo,   o comportamento passivo não nos garante obter a aprovação dos que  nos  rodeiam:   os  outros podem ter pena em vez  de  aprovarem  quem  exibe comportamentos passivos, e esta pena pode acabar por se transformar em irritação e finalmente em desprezo.

A  principal razão para agir assertivamente é que esta forma de  actuar aumenta  a  nossa  própria auto-estima. Uma segunda razão reside  no  facto  do comportamento  assertivo eventualmente dar origem a  uma maior auto-confiança, a  qual  pode  diminuir a necessidade de aprovação por terceiros – uma  vez  que aumenta  a  auto-apreciação . Em terceiro lugar, embora por vezes  os  outros desaprovem  o  comportamento assertivo, geralmente respeitam e admiram  aqueles que são responsavelmente assertivos, demonstram respeito por si próprios e pelos outros,   têm  coragem de defender os seus direitos, e lidam com os conflitos  de forma   directa  e  justa.   Por  último,   o  comportamento  assertivo      mais frequentemente do que o passivo – permite-nos satisfazer as nossas necessidades e ver respeitadas as nossas preferências.

2. AGIR ASSERTIVAMENTE EM VEZ DE AGRESSIVAMENTE

O  grande  receio das pessoas frequentemente agressivas é, como vimos, tornarem-se  vulneráveis e perderem o controle sobre os outros. É como acreditar que  só  se pode sobreviver se se for invulnerável e capaz de dominar as  outras pessoas  e que isso só é possível sendo agressivo, ou ainda, que a agressividade garante  um controle satisfatório sobre os outros, quando afinal as pessoas, sob pressão,   só  aparentemente  concordam com o agressor, acabando  geralmente  por sabotar o controle que este pretendeu exercer.

A  principal  razão  para que uma pessoa aja assertivamente em  vez  de agressivamente, é que esta forma de actuar aumenta o seu próprio auto-controle.  

Uma segunda  razão, reside no facto de a asserção eventualmente  resultar  num aumento dos sentimentos de auto-confiança, o que por sua vez reduz a insegurança e  vulnerabilidade.   Em  terceiro  lugar, e muito  importante,   o  comportamento assertivo,   e  não  a agressividade,   resulta em  relações  mais  próximas  e emocionalmente   satisfatórias. Uma  quarta  razão  é  que,   embora  através  do comportamento  assertivo  nem sempre consigamos alcançar os nossos objectivos  e "vencer",   a assertividade maximiza as probabilidades de que ambas as  partes possam,   pelo  menos parcialmente, satisfazer as suas necessidades e atingir  os seus objectivos.

In: LANGE, Arthur J. & JAKUBOWSKI, Patricia: "Responsible Assertive Behavior".

(Adaptado JAS Tavares)



Publicação: quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 10:04 por JATavares

Comentários

# re: E você é assertivo? @ quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 13:22

Abordaste um tema muito interessante.Hoje em dias as pessoas deixam-se levar pelo stress e partem logo para a agressividade.

Infelizmente revi-me um pouco na questão da morte de um familiar: houve quem me dissesse que eu me estava a armar em vítima, quando perdi a minha bebé...Ainda por cima era alguém muito próximo.Custa tanto ouvir uma coisa dessas...

Parabéns pelo post!

bjks

ifabiao

# re: E você é assertivo? @ quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 15:36

Olá,

    Nem sempre sou assertivo. Mas, primeiro, gostaria de felicita-lo pelo post maravilhoso, do qual estou a retirar muito proveito.

    Já fui, e creio que voltarei a ser, passivo, por cortesia, porque não estava para me aborrecer, por motivos culturais e por algum encorajamento. Já usei, e creio que voltarei a usar, o comportamento agressivo, por reacção à agressividade, por saturação, por medo e por adaptação ao "meio". Contudo, gostaria de conseguir empregar, sempre, a acção/comportamento assertivo, mas é uma tarefa muito árdua, nos tempos que correm, e requer um grande auto-controlo. Não é uma desculpa, a revolta e a inutilidade da assertividade, por vezes, sufoca a sapiência, o discernimento e a paciência. Outras vezes, é a própria falta de tacto para a correcta interpretação ou identificação do comportamento assertivo a adoptar.

    Obrigado pela partilha.

    Um grande, grande abraço.

Tugazzar

# re: E você é assertivo? @ quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 18:30

Caro JA Tavares,

Um post bem a meu gosto!

São matérias que me motivam fortemente...

Penso que todos nós temos um bocadinho de todos eles, embora haja um ou outro estilo que seja sempre, em cada um de nós, predominante.

No meu caso, já efectuei um teste e o resultado foi predominância de comportamentos assertivos, uma certa tendência (infelizmente ainda não o consigo evitar de todo) para comportamentos passivos e em muito menor escala, ou de uma forma bastante mais diluída, para comportamentos agressivos e manipuladores.

Parabéns pelo post!

Um beijo.

tender

tendergirl

# re: E você é assertivo? @ quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 19:33

olá, tavares.

excelente artigo.

trabalhoso, sem dúvida.

mas impecável.

gostei de ler.

um abraço.

antoniogamito

antoniogamito

# re: E você é assertivo? @ quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 20:19

Olá JTavares

Serei dona de um comportamento assertivo?

Com a idade tenho vindo a aprender um pouco mais, quando era jovem tinha um comportamento bastante agressivo, mas aos poucos...

Agora sinto-me mais assertiva e tento não perder a cabeça.

Beijinhos

OlindaGil

# re: E você é assertivo? @ quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 23:06

Aprendi muitíssimo com este artigo.

Nem sempre é fácil comunicar aos outros que estabelecemos os nossos limites e que não gostamos que os mesmos sejam ultrapassados.

HelderFraguas

# re: E você é assertivo? @ quinta-feira, 27 de Setembro de 2007 11:41

Olá José António,

Sabias que o meu início de carreira passou por dar cursos sobre comportamento assertivo em hospitais e escolas de enfermagem?

Tenho imenso material pedagógico sobre estas matérias, incluindo testes que os ajudam a diagnosticar o nosso estilo comportamental.

Mas deixa-me acrescentar o "comportamento manipulador", comportamento este que, infelizmente, vai-se dessiminando a um ritmo alucinente nos dias que correm. E perante uma pessoa com o estilo comportamental manipulador, não podemos fazer grande coisa para nos defendermos, porque pensamos sempre que essa pessoa está connosco, do nosso lado e depois atraiçoa-nos quando menos esperamos...

Um grande abraço e aproveito para te dizer que regressei à comunidade depois de uns dias de ausência.

dissidencias

dissidencias

# re: E você é assertivo? @ quinta-feira, 27 de Setembro de 2007 18:32

Ólá José:

Bom post.

Olha. Eu não sabia que era assertivo. Palavra de honra que é a primeira vez que leio tal palavra.

Também...não posso saber tudo.

Mas também já fui mais agressivo, mas não comparado com o que está inserido.

Em breves palavras, sempre respeitei os outros, desde que estes me respeitem a mim.

Sempre pedi opiniões, mas é sempre a minha que prevalece, após pesar os prós e os contras.

Um abraço.

Humberto

recardenense

# re: E você é assertivo? @ quinta-feira, 27 de Setembro de 2007 18:46

Na formação que tive mo início deste mês, para a procura activa de emprego, falou-se destas 3 atitudes tendo em vista uma eventual entrevista para emprego. A correta é a assertiva; normalmente o entrevistador tem uma atitude agressiva para testar o candidato em relação á pressão laboral.

Mas normalmente o que conta muito é a linguagem corporal.

Um abraço

Tozzola

# re: E você é assertivo? @ quinta-feira, 27 de Setembro de 2007 21:19

Amigo,

Não podia passar por aqui e não felicitar-te pela escolha...

Sensacional.

Acho que realmente um blogue fica a ganhar e muito com este tipo de incursões...

Um forte abraço,

Poetinha

poetacomalma

# re: E você é assertivo? @ sexta-feira, 28 de Setembro de 2007 0:58

JT

Grata pela tua visita.

Este teu tema...é sem dúvida actual.

O comportamento imediato de muita gente a opinião contraria e sem ofensa, é partir para agressão, verbal ou fisica.

Muitos vão VER/LER e até apoiar este teu tema, mas deviam também Ver se por acaso não agem assim e corrigir-se...

"A mensagem básica envolvida no comportamento assertivo é: "ISTO É O QUE EU PENSO, ISTO É O QUE EU SINTO, ESTA É A FORMA COMO EU ENCARO A SITUAÇÄO." No fundo é uma mensagem que revela "quem a pessoa é", e que é emitida sem pretender dominar, humilhar ou denegrir a(s) pessoa(s) a quem se dirige. "

DRIA QUE: PRECISA-SE de COMPORTAMENTOS ASSERTIVOS ;

Um beijo

Melita

# re: E você é assertivo? @ sexta-feira, 28 de Setembro de 2007 1:19

E não há uma quarta via? Talvez seja difícil fazermos uma avaliação de nós próprios, mas eu não me revi em nenhuma das três situações que retrata.

Achei, no entanto, interessante a tese apresentada. Pelo menos, para reflectir melhor sobre mim próprio e sobre os outros.

Um abraço

SML

contracorrente

# re: E você é assertivo? @ sexta-feira, 28 de Setembro de 2007 10:55

Está muito bem explicada a assertividade e as causas da falta de.

Gostei muito de ler. Ficaram claras para mim as minhas próprias motivações.

Actualmente estou a ler "A Assertividade" (expressão de uma auto-estima saudável) de Olga Castanyer.

Acho que assertividade é sinônimo de respeito.

eeu

# re: E você é assertivo? @ sexta-feira, 28 de Setembro de 2007 16:56

Eu costumo acertar e tb me passo de quando em vez. Isso conta?

pascoalchemical

# re: E você é assertivo? @ sexta-feira, 28 de Setembro de 2007 18:12

JT

Obrigada pela lição é um tema muito interessante gostei parabéns. Um bater de asas da Angelical

angelical

# re: E você é assertivo? @ sábado, 29 de Setembro de 2007 15:19

Caro Amigo JATavares

Pareceu-me que um dia deste li no seu blogue uma observação sobre a língua portuguesa e apesar de respeitar as suas ideias, que tenho por muito válidas, não concordei com o modo de ver a questão.

De qualquer modo aqui vai algumas das poucas que sei, planeamento, planejamento, a minha esposa, a minha mulher, tudo bem? O cara?

Penso que a língua portuguesa deve de ser comparada a um chocolate não tem o mesmo sabor igual para todos, apesar de ter sabor.

Um abraço.

PedroPenedo

# re: E você é assertivo? @ sábado, 29 de Setembro de 2007 23:58

Meu caro JAT:

Tocou aqui num tema que deve ser mais do que familiar para toda a gente, embora possam ser poucos os que tomem consciência das distinções que faz.

Eu diria que o comportamento assertivo é o mais difícil, o menos óbvio para a maioria das pessoas. É o menos primário, por assim dizer.

E devo dizê-lo também, por experiência própria, que não adianta muito, por exemplo, ter, como subordinado, atitudes inteligentes perante um chefe estúpido. É que a estupidez, principalmente quando está bem colocada, leva sempre a melhor.

Bom fim-de-semana

camionista

# re: E você é assertivo? @ domingo, 30 de Setembro de 2007 18:56

Aqui aprende-se psicologia aplicada em grande escala! É bom estar sempre a aprender... sobretudo com mestres assim...

ramodebarro

# re: E você é assertivo? @ domingo, 30 de Setembro de 2007 20:57

À Isabel, ao Tugazzar, ao tendergil, ao António Gamito, ao Daniel Luis, à Olinda Gil, ao Hélder Fráguas, ao Humberto, ao Tozzola, ao Santana Maia, à eeu, ao pascoalchemical, ao angelical, ao Pedro Penedo, ao camionista e ao ramodebarro:

As todos as minhas melhores saudações.

Peço desculpa se nalgum dos casos troquei o artigo, se tal aconteceu, creiam, foi sem querer, mas é que existem nicks que parecem propositadamente esconderem o género...Aí, nessa ocultação, pode estar uma falta de assertividade! Ou não?

Li muito atentamente todos os comentários, confesso que foram muito além das minhas expectativas, julava que um poste tão denso e grande não iria colher qualquer simpatia e afinal os vossos comentários, na sua maioria, mostram que o texto foi lido com toda a atenção. Fiquei contente por isso.

Ainda tenho muito para a aprender, vejo a vida como um constante caminhar em direcção ao conhecimento que não passa de um horizonte sempre mais longe de nós, à medida que se estuda descobre-se não só que afinal há muito mais coisas a saber, mas que a vida é excessivamente curta para podermos aprender tudo o que queríamos.

O Daniel veio falar do comportamento manipulador! Sei pouco sobre esse tipo comportamento, talvez o dissidencias ainda nos dê uma ajudinha. Será manipulador o comportamento típico do marketing? Será que quando alguém nos bate à porta para vender a última versão de ligação à net ou modalidade tarifária do telefone traz consigo uma teia de atitudes manipuladoras? Então e os discursos políticos não são eles manipuladores por excelência? Será que um político assertivo poderá ser bem sucedido na política?

À última pergunta apetece-me opinar que não, um político assertivo nunca seria bem sucedido. os políticos são, em regra, agressivos.

Nos vossos comentários pareceu-me  ver o elogio da assertividade, mas não será que nós desejamos dos outros que sejam assertivos sem vermos no espelho que tantas vezes somos mais manipuladores e agressivos que  assertivos?

Um dos comentários diz, sou um pouco de tudo , Mais ou menos isso. Pois é, se representássemos graficamente os três tipos de comportamentos podíamos fazê-lo usando círculos que só em parte se sobrepunham; na zona de intersecção dos círculos é que estaríamos: uns mais assertivos, outros mais passivos, outros, ainda , mais agressivos, e eu colocaria os manipuladores fora da zona de intersecção dos círculos pois os manipuladores serão aqueles que sobre si próprios detêm um enorme poder de mimetização, são capazes de se assumirem tanto como passivos, como agressivos, podendo até chegar a ser assertivos que é o que constantemente tentam parecer, e é também o que menos são!

A ideia geral de que a agressividade é um comportamento negativo deve ser revista com maior atenção. A agressividade em certas profissões é uma característica comportamental imprescindível; não são só os políticos que são agressivos, são-no os cirurgiões, os futebolistas, os militares, os polícias, e , claro , os ladrões e os assassinos! Mas nunca comeríamos carne se não existem seres humanos agressivos capazes de tirarem a vida a uma vaca ou a um cordeiro!

Dá para pensar, não é verdade? Afinal, isto é muito mais complexo do que parece!

Termino com uma ideia rogeriana, o ideal será sermos, na medida do possível autênticos, mostrando aos outros o que de facto somos ou como nos representamos, ao cabo vale mais a amizade de uma gressivo autêntico que de um passivo que tudo engole, enche o saco, e um dia explode!

Um abração a todos (espero não me ter esquecido de nenhum) e votos de uma boa semana de trabalho

José tavares

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JATavares

JATavares

# re: E você é assertivo? @ domingo, 18 de Novembro de 2007 16:12

Olá Parabéns pelo post:)

Eu pertenço aos passivos, mas espero logo, logo passar aos assertivos, isto está a dar cabo de mim.

Bom fds hera

Hera

# re: E você é assertivo? @ domingo, 25 de Novembro de 2007 19:09

Antes de mais, parabens pelo post. Artigo mto bem desenvolvido e fiquei maravilhado qd o li.

A assertividade é um tema extremamente importante e por isso merece ser analisado em profundidade. O livro de Olga Castanyer demonstra que ela vai às entranhas do problema, obra fantastica. Gostava de encontrar em portugal psicologos que se aproximassem dentro do mesmo contexto teórico...

Onde estarão? Alguem sabe?

nima

# re: E você é assertivo? @ sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007 12:55

JTavares

adorei...pois, ser assertivo é muito difícil para certas pessoas...

ser assertivo, não é dizer sempre sim...

ser assertivo, não é sempre agradar o outro...

ser assertivo, não é sorrir sempre...

mas, ainda bem que existe pessoas assertivas como tu...

até breve, pois vou voltar.

chikitita

chikitita

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