TGV ou TGD (AlfaLight) ?

Artigo de Jack Soifer no OJE de 20.Jan.2009
«A TECNOLOGIA do TGV tem anos, não
inova em nada, é só força bruta. Ao contrário do Alfa, que usa a
ciência e é pendular, no TGV o buggy, o chassis e os carris são
tradicionais, mas maiores; só o motor eléctrico substituiu a locomotiva
a vapor.
O LightAlfa usa compósito, ligas de
alumínio e carbono, e HDPVC na carruagem e chapa de aço reforçado, em
vez de ferro fundido no buggy. O fio dos motores é de liga de alumínio
em vez de cobre. Tudo o torna mais leve, flexível nas curvas e exige
muito menos betão nas pontes e retirada de terras nas serras.
O LightAlfa é tecnologia de ponta,
faz km/h de média, quase igual ao TGV e, ao invés deste, não está nas
mãos de só nove empresas de quatro países.
Ao ligar Faro a Braga pelo
interior, o Train Grand Developpement (TGD) com ramais para Badajoz e
Vigo e gastando 1,5 mil milhões de euros, traria emprego a 78 firmas e
18 mil cidadãos portugueses.
Só seis empresas de França, Reino
Unido e Alemanha estão certificadas para vender carris, material
eléctrico e electrónico, carruagens, etc. para o TGV. A Espanha tem
três empresas certificadas para as pontes e infra-estrutura. Exige-se
quatro anos e milhões para certificar. Não estarão num cartel?
Estimativas de países que
pensaram investir ou já fizeram TGV mostram brutais derrapagens. Os
três grandes países da UE exportariam para Portugal 65 a 74% dos 5 mil
milhões, a Espanha uns 20% e a nossas três mega-empresas 8 a 9%. Mas
três gerações teriam que pagar mais 4 mil milhões em juros e
sobre-lucros ao cartel e cada um dos nossos 5 milhões de empregados
mais 500€/ano de impostos em subsídios do Governo ao consórcio do TGV.
Se o racional e inovador é o
LightAlfa, que lóbi de Bruxelas está a forçar um ministro a nos meter
pela goela abaixo uma dívida irracional e uma velha tecnologia? Por que
estes dados não chegam a José Sócrates?»