DEPRESSÃO COM DEFLAÇÃO ou DEPRESSÃO COM HIPER-INFLAÇÃO?
(in http://tinyurl.com/cmpmgo)
Schopenhauer
dizia o que andamos a ver relembrado por muita gente nestes tempos
únicos. Dizia ele que a toda a Verdade passa por três fases: Começa por
ser ridicularizada, passa a ser violentamente atacada antes de ser
aceite como evidente.
Na
sequência dos dois posts anteriores acerca da 1ª Grande Depressão
Global, ou a 1ª Depressão do séc. XXI, que tantos aqui onde a Terra
acaba e o Mar começa ainda insistem já não em negar, mas a lidar com o
facto como se de um fenómeno aleatório ou meteorológico se tratasse, e
dispondo eu de não mais do que a informação a que qualquer Cidadão pode
aceder via internet, venho humildemente chamar a atenção de TODOS, onde
se devem urgentemente incluir aqueles que têm responsabilidades
objectivas pela gestão política de Portugal, de alto a baixo e da
"esquerda" à "direita", para o facto de estarmos a atingir o Ponto
Inicial do Absurdo ou a Barreira do Impossível, as designações que
Martin Weiss, um reputado analista norte-americano, utilizou num webinar
há menos de 48 horas. Não é o primeiro a pronunciar-se contra a
corrente de um estranho optimismo segundo o qual "isto vai passar",
"tudo voltará a ser como dantes" ou que "dentro de um ano ou dois isto
melhora, basta esperar e ter paciência", etc.
O
intuito desta linhas é o de facultar reflexões sobre este tipo de
informação, irrefutável, credível e de difusão urgente, que a quase
totalidade da comunicação social portuguesa, com raríssimas excepções,
vem omitindo ou tarda em transmitir.
Estranhamente
parece preferir-se, em vez desse trabalho imperativo e sob o pretexto
da comemoração de efemérides importantes, andar a pedir aos
vilipendiados Cidadãos de Portugal para darem o seu contributo apenas
folclórico e aparentemente participativo para a melhoria da qualidade
desta "nossa" democracia...
Quem pode acreditar que uma mesma pessoa ou grupo de pessoas pode à tarde opôr-se ao que faz de manhã?
Haja Seriedade e Vergonha. Porque é tarde para mais uma encenação "genial" !!!
E tudo
isto para quê? Para avalizar uma vez mais a continuidade nos vários
poderes daqueles que "sabiamente" quiseram e souberam voluntariamente
posicionar-se nos lugares que, ainda e apenas há semanas, pensavam
serem impossíveis de ser postos em causa pelos excepcionais
acontecimentos que assistimos? Não! Não é este, definitiva e
evidentemente, o caminho da Verdade e da Acção que interessa é
generalidade dos Portugueses.
Então
afinal, meus senhores, para que é que têm sido pagos e o que têm andado
a fazer de facto os Políticos, os Gestores Públicos e toda a Corte que
os acompanha? Para pensar e agir no interesse geral de Portugal ou para
andarem a perder tempo com questiúnculas, enredos e mascaradas
suicidárias fatais, acompanhadas de um extensíssimo rol de tomadas de
decisão/omissão demonstradamente irresponsáveis e gravíssimas para a
Democracia Portuguesa e para, pasme-se, ainda por cima e como se tudo
isso não bastasse, virem agora pedir Ideias e Participação aos pobres
dos Portugueses que somos todos nós afinal? Ou seja, justamente a quem,
com paciência china - certamente por influência dos 5000 PdV chineses
já existentes - não só lhes vem pagando, como ainda em nome de quem
estes figurões de pacotilha e vácuo altruísta pretendem exercer cargos
públicos? Homessa, que grande calinada! Cada vez que vejo esse bem
feito mas triste anúncio televisivo fico sem palavras... Mas adiante,
que se faz tarde.
O ritmo da evolução negativa da economia portuguesa, europeia e mundial é avassalador, mas continuamos a testar gaps
temporais inadmissíveis no fornecimento de dados objectivos, que apenas
são facultados a conta-gotas ou em alguns artigos de opinião,
exceptuando-se ainda alguns "malditos" e raros blogs nacionais. Ainda
há poucos dias foi o défice final de Dezembro de 2008, corrigido face
ao anunciado anteriormente como bem sucedido, face às circunstâncias...
Em Abril 2009, mais de 3 meses depois??? Esta é mais uma estúpida
realidade que nos condiciona, que vem atravessando todos os governos e
que os excepcionais tempos que vivemos apenas vêm de novo
reforçadamente evidenciar.
Não são
as causas directas e indirectas desta "crise", mais ou menos recentes
que nos devem preocupar no presente, para além das lições que elas
fornecem. Muito menos entrar em debates inúteis, que apenas consomem
Tempo e Energia.
Assisti, e não fui o único a fazê-lo com muita atenção, ao webinar
de M. Weiss, que está a alertar não apenas toda a população dos Estados
Unidos como a de todo o planeta para a realidade actual, para as opções
políticas erradas que estão a ser seguidas e que conduzirão a
Humanidade para longos anos - senão décadas - de Declínio Global.
A quase
totalidade da informação incluída neste post tem como fonte aquele
evento de Martin Weiss, a quem saúdo e agradeço em meu nome e em nome
de todos quantos os que destas informações e links possam
extrair os apropriados posicionamentos pessoais, empresariais ou
políticos conscientes e pró-activos em defesa dos seus patrimónios,
tangíveis ou intangíveis, sejam eles a inestimável Liberdade, o
Emprego, os Rendimentos e todo e qualquer tipo de Direitos Pessoais e
Sociais que estão, de facto e já hoje, ameaçados como nunca antes na
História da Civilização.
Ninguém tem seguro contra os riscos com que a Humanidade está confrontada já hoje. Portugal não é excepção. Nem mais nem menos.
O que é
válido para os USA é por demais claramente aplicável à Europa e a
Portugal. Obviamente, e ainda em maior escala no caso do nosso país,
dadas as enormes diferenças estruturais existentes: competitividade e
estruturação económica, moeda, heterogeneidade sócio-fiscal, etc.
O que
está a acontecer nos mercados financeiros é uma tremenda armadilha. Na
Depressão dos anos 30 do século passado sucedeu o mesmo, com vagas
ilusórias de valorizações de 30%, 48%, 20% nas 3 primeiras vagas...
O Desemprego ainda está a crescer e a crescer cada vez mais rapidamente do que numa recessão típica…
As Falências estão em crescimento.
O Crédito Bancário está verdadeiramente assustador.
Três
organizações mundiais, o FMI-Fundo Monetário Internacional, o BM-Banco
Mundial e OCDE-Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento
Económico, estão unanimemente a prever que nos próximos meses e durante
todo o ano de 2009 todos testemunharemos o PRIMEIRO DECLÍNIO MUNDIAL DESDE A GRANDE DEPRESSÃO !!!
.
E estão
a prever ainda maiores declínios, precisamente nas mesma área de
actividade que fez com que a Depressão de 1930 fosse tão severa: O
COMÉRCIO MUNDIAL. É como cair de um penhasco abaixo....
Não interessa a frequência com que os rallyes
do mercado financeiro possam suceder, nem como os países do G-20
estimulem ou não estimulem as suas economias, nem os abanões positivos
que possam ocorrer num ou noutro sector de actividade, o que interessa
perceber é que O DECLÍNIO GLOBAL É O CONTEXTO FUTURO IMEDIATO que se apresenta para qualquer continente do planeta, com excepção da Antárctida...
Toda a
gente parece já ter percebido que seriam necessários muitíssimos
estímulos para dar a volta a este monstro que é o declínio económico
global. Seria necessário muito mais do que qualquer governo do mundo
poderia suportar. Não vale a pena iludir ou açucarar a questão, temos
que ser perfeitamente claros:NESTE PRECISO MOMENTO, A ECONOMIA MUNDIAL ESTÁ A DESLIZAR PARA A 1ª GRANDE DEPRESSÃO DO SÉC. XXI !!!
.
E esta
Depressão está já a trazar grandes cortes: na produção industrial,
severos declínios em resultados de grandes grupos, desemprego massivo,
perdas de casas e falências, ou seja, já está em curso O MAIOR CICLO VICIOSO DE TODOS OS TEMPOS: O COLAPSO DO CRÉDITO !
.
Que ninguém tenha dúvidas, estamos todos na maior encruzilhada das nossas vidas e temos que escolher o caminho certo. Esta escolha não é acerca de nós, da nossa geração, é sobre os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos.
Se
fizermos a escolha acertada, poderemos providenciar melhores tempos
para eles. Ou, alternativamente, poderemos ir continuando o declínio do
endividamento tornando muito mais difícil a vida de não uma, mas várias
gerações futuras.
EXISTEM
APENAS DOIS CAMINHOS OU TENDÊNCIAS POSSÍVEIS A PARTIR DO CRUZAMENTO
PRESENTE EM QUE TODOS NOS ENCONTRAMOS (PERMANECEREMOS, EM PORTUGAL,
PARADOS, QUIETOS E CALADOS À ESPERA QUE OS TEMPOS MUDEM ?):.
1) DEPRESSÃO ECONÓMICA COM DEFLAÇÃO
O
primeiro dos caminhos conduz à Depressão Económica com Deflação, com
algumas similaridades com a Depressão de 1930. Não vale a pena "doirar
a pílula", serão tempos duros e traumatizantes. Vêm com uma reacção em
cadeia de falências de empresas e grupos económicos, não apenas dos que
já estão a ser intervencionados, mas também de mais bancos,
seguradoras, construtores automóveis, etc.
Re(começará)
nos mercados financeiros com novo pânico financeiro em Wall Street e
vai por aí fora até se atingirem níveis de desemprego record até 25% da
população activa (15,6% hoje nos Usa), até se atingirem níveis de
redução da produção industrial de 50% da capacidade instalada (o que já
começou a acontecer globalmente), até ao dramático e muito doloroso
aumento da população sem abrigo (10 grandes cidades americanas estão já
nesta tendência...).
Neste
cenário a previsão para os mercados accionistas cotados é de uma
redução de 90% (tal como em 1930, também pode acontecer agora).
Mas este cenário contém, por incrível que possa parecer, alguns benefícios.
Podem
ocorrer tempestades financeiras, podem ter que ser feitas ajudas
extraordinárias para salvar posições estratégicas, pessoais, de cidades
inteiras ou de empresas organicamente rentáveis, mas essas medidas
terão carácter de emergência em qualquer que seja o cenário, neste
caminho ou no outro. No caso concreto das Reformas, Pensões e dos
Planos que cada Pessoa ou Família terão previsto, a realidade é que
igualmente não será necessário o mesmo montante que seria na realidade
passada, que já não existe, e que era de inflação controlada,
permanente e contínua.
A
realidade, neste novo cenário de Depressão com Deflação é que será
apenas necessário sensivelmente metade do anteriormente previsto. Desde
que não se perca mais rendimento do que já se perdeu até este momento.
De
facto, a maioria das pessoas - e dos políticos - ainda não pensa assim,
pela simples razão de que não passaram por nenhum período
deflaccionista nas suas vidas. Mas este é um benefício significativo
que decorre deste cenário, o de preços a cair. Em deflação as casas
ficam mais baratas, as despesas com educação ficam mais baratas, um
depósito de gasolina ou gasóleo fica mais fácil de encher. Graças à
deflação as pessoas passam a querer trabalhar mais por menos. Não é
ironia, é mesmo assim. As moedas continuarão fortes e a competitividade
das economias não será comprometida, os bancos centrais poderão
continuar a recorrer a crédito externo em função das necessidades para
as operações correntes e as formas de governo democráticas não serão
comprometidas. Tudo isto com ~25% de desemprego, mas com ~75% da
população activa ainda a trabalhar, a receber em moeda estável e a
poder comprar mais mês após mês (e não menos, como acontece com
inflação). O que é válido para os USA e também para a Europa.
O
problema é que os governos e dos fazedores de políticas parece não
gostarem de Deflação, preferem Inflação, é algo com que se habituaram a
viver e toleram. Não tem a mesma conotação de Mal, um 'frame' que associam à Deflação.
Esperemos até que tomem consciência do 'CENÁRIO NEGRO DA INFLAÇÃO', que é o da
2) DEPRESSÃO COM HIPER-INFLAÇÃO
Este é
o 2º dos caminhos que se nos apresentam no cruzamento em que nos
encontramos. Este 'cenário negro de Inflação' não é o cenário da
inflação "normal" que conhecemos do passado recente. É uma inflacção on the run,
descontrolada, a que se acrescentará a maior parte das características
da Depressão identificadas parcialmente no anterior caminho.
Na sua forma mais extrema, conduzirá a uma realidade similar à que a Alemanha sofreu nos anos 20 do sec.XX.
Foi
quando o governo decidiu imprimir dinheiro sem quaisquer restrições,
quando o dinheiro chegou a ser mais barato do que o papel de parede, o
tempo que os selos do correio tinham como o valor 1 milhão de marcos,
em que as pessoas iam às compras com sacos carregados de notas sem
valor, no tempo em que 3 triliões de marcos (esc. curta) compravam 1 dólar...
O
resultado foi caos político e social, a eleição de A. Hitler, a 2ª
Guerra Mundial... Estes são os factos históricos. Será algo de
semelhante possível de acontecer no contexto actual? Ninguém quer que
aconteça, e quase ninguém acredita que tal venha a acontecer nos USA ou
na Europa, dadas as infra-estruturas de produção instaladas, da
industrial à agro-alimentar mas, como se sabe, o que nós queremos e o
que nós pensamos não é sempre igual ao resultado que obtemos... todos
sabemos isso do nosso dia-a-dia ! E em Portugal como será?
De
facto, neste momento, existe já muita gente respeitável nos USA não só
a falar em caos social como até a prevê-lo. Serão loucos? M. Weiss não
os qualifica assim, vai dizendo que lhes será provado que estão
simplesmente enganados...
Apesar
de, neste preciso momento e numa dezena de cidades dos USA, existirem
migrações significativas de Famílias que perderam as suas casas e
passaram a viver em tendas nos descampados dos subúrbios. Já se chama a
este fenómeno o "Katrina Financeiro"...
Mas a
verdade é que M. Weiss também diz isso apenas para o caso
norte-americano, dada a infra-estrutura de que o país dispõe. Poderá
dizer-se o mesmo quanto a Portugal e a outros países da Europa ou do
Resto do Mundo que não disponham da mesma capacidade de produção
interna, para além de outros diferenciais vs. outras características
positivas da dinâmica económica americana?
Por
outro lado há imensa gente que ainda pensa que pode beneficiar da
Inflação. Isso pode ser válido para algumas pessoas em alguns sectores
de actividade, em estádios iniciais do processo inflaccionista. Têm a
impressão de que ficam mais ricos, por vezes até ficam, têm a impressão
de que os créditos ficam mais fáceis de pagar, por vezes até podem
ficar, as autoridades governativas pensam que com inflação podem
aliviar a dor da Depressão, e até podem por vezes consegui-lo. Mas, no final, tudo isso não funciona. É apenas aparente. Por cá, até já tivémos um Ministro das Finanças que chamava à inflação "um imposto escondido" recordam-se?
A
maioria das pessoas aperceber-se-à rapidamente de que a Inflação é
apenas uma espécie de placebo, que a prosperidade é uma fantasia
temporária, uma miragem... E, o que é mais importante, este cenário
traz com ele todas as mesmas consequências negativas que a Deflacção,
mas sem os efeitos positivos desta.
O
perigo de Depressão com Inflacção - o pior de todos os males - é vir
trazer toda uma série de implicações adicionais potencialmente fatais
tanto para os USA/USD como para a EUROPA e para o EURO tal como os
conhecemos. Porquê?
- porque arrastará a crise para uma duração mais longa no tempo.
-
porque drenará os preciosos recursos do país afunilando-os para apoiar
algumas das grandes empresas mais enfraquecidas e menos produtivas.
-
porque vai corroer o valor do dinheiro e destruir os incentivos aos
esforços colectivos. As pessoas serão induzidas a sentir e pensar uma
coisa muito simples: para quê trabalhar mais se o dinheiro que ganho
pelo meu trabalho vale cada vez menos ?...
- porque a Economia ficará como que congelada.
-
porque retalhistas alimentares e de outro tipo de negócios de bens
tangíveis não poderão stockar mercadorias dado que os preços serão cada
vez mais voláteis.
- porque no caso extremo, o dinheiro poderá deixar de ter valor, como no caso alemão dos anos da década de 1920. Aliás, como no Zimbabwe hoje…
-
porque, no caso USA os 75% da população activa que ainda terão emprego,
"abanados" pela escalada de preços, diminuirão os seus níveis de
produtividade. Será diferente na Europa? E em Portugal?
Neste
cenário, pior do que se sofrer a dôr causada pela Depressão, mas sem os
benefícios da Deflação, pior que isso, como se não bastasse, será
infligir dôr àqueles que possam ser poupados à Crise, ou seja, no caso
americano, aos 75% da população activa que terão ainda emprego.
Neste
Cenário Negro de Depressão com Hiper-Inflação (ou inflação galopante,
descontrolada), quando comparado com o cenário de Depressão com
Deflação teremos que:
- em vez de um dólar (euro) forte existirá um dólar (euro) deslizante e fraco,
- em vez de mais competitivos os USA (a Europa) será ainda menos competitivo/a do que hoje é,
- as despesas com educação e com combustíveis serão quase impossíveis de suportar,
- não haverá partilha de sacrifícios e a situação social poderá dirigir-se para revoltas e protestos massivos, porque não haverá moeda forte para proteger os Cidadãos,
- em
vez de um governo democrático que ajude os Cidadãos penalizados com a
Depressão poderão assistir-se a fenómenos de "Shaker-Democracy" que
poderão ir de hipo-reacção até à hiper-reacção do tipo "punição das
vítimas" - como aliás já aconteceu há dias nos USA - assim como a
derivas de facto anti-democráticas e extremamente injustas face à
realidade.
Uma
ideia-chave: mesmo aqueles que possam sobreviver financeiramente aos
anos iniciais da Depressão, serão inelutavelmente devastados mais tarde
ou mais cedo.
Estes são os dados. Os caminhos "a escolher" são apenas dois, mas sempre com a Depressão como macro-contexto de fundo:
.1) DEPRESSÃO COM DEFLAÇÃO
ou
2) DEPRESSÃO COM HIPER-INFLAÇÃO.
E as questões-chave associadas são, evidentemente, as seguintes:
a) Quanto tempo vai durar a Depressão?
b) Vai
ser curta, ou vão os governos, em função do bombear de "ajudas"
financeiras, assegurar a sua duração da depressão por muito mais tempo?
c) A
Depressão será seguida por uma forte recuperação (que é o melhor
cenário) ou a emissão/impressão acelerada de moeda implicará anos ou
até décadas de declínio? Não poderemos fazer nada?
Esta é
uma escolha monumental que temos que fazer imediatamente. Todos e cada
um de nós, os que vivemos neste tempo da Primeira Depressão Mundial do
séc. XXI, fomos convocados pela História para fazer essa escolha neste
momento.
Este é
o tempo e todos nós somos aqueles para os quais os nossos descendentes
olharão e, das duas uma: ou nos louvarão pela nossa prudente capacidade
de previsão ou nos crucificarão pela nossa cegueira e crueldade. NESTE PRECISO MOMENTO OS GOVERNOS ESTÃO A FAZER AS ESCOLHAS MAIS INSENSATAS, MAIS EGOÍSTAS E DE MAIS ALTO RISCO DA HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO !!!
No
seu zelo para evitar o inevitável ciclo de depressão, os Estados
Unidos, o Reino Unido e agora muitas das nações G-20 (acompanhadas
pelos seus seguidores cegos ou oportunistas por motivos de subsistência
política pessoal ou grupal inconsciente) estão a conduzir-nos para o
padrão da destruição.
A
Reserva Federal abandonou o seu papel tradicional de controlo da
inflação e está, actualmente, a utilizar o seu máximo nível
endividamento possível para... CRIAR INFLAÇÃO !
O
Tesouro americano abandonou qualquer semelhança de restrição de risco e
está agora fora de controlo. Refugiar-se-à J.C.Trichet no mandato
restrito que tem, no âmbito do estatuto actual do BCE, para assistir
como espectador desta excepcional realidade? Ou, pior, verá ser-lhe
imposta pelas circunstâncias uma estratégia meramente seguidista em
relação à norte-americana? Quem tem e quem está de jure e de facto a exercer o controlo democrático do BCE em nome dos Cidadãos da Europa? Existem gaps
operacionais também aqui? Quem pode dar hoje essa informação? O
constrangimento e os conteúdos implícitos recorrentes das declarações
de J. C. Trichet parecem ser esclarecedores.
Nos USA, o Défice explodiu literalmente para valores 4 vezes superiores ao do pior défice em apenas 12 meses...
Nos
USA, só nos últimos 18 meses foram investidos, emprestados, garantidos
ou e alocados pela Reserva Federal 14 triliões de dólares (em escala
curta, 14*10^12=14.000.000.000.000 Usd).
Mais do que o PIB total, mais do que o Défice total acumulado em mais de dois séculos, é dinheiro que os USA não têm.
É dinheiro que não é possível pedir emprestado sem consequências enormes.
E é dinheiro em papel-moeda que já começou a ser impresso: 14 triliões de Usd até este momento.
Pela
primeira vez na História Americana a Reserva Federal está a utilizar a
sua capacidade de impressão de papel-moeda com o propósito de
concretizar os corporate bailouts (ajudas de emergência a
grandes empresas). Isto nunca funcionou no passado e nunca funcionará
no actual contexto. Por isso, teremos todos de encontrar e assumir a
escolha certa no tal cruzamento ou bifurcação neste caminho terrível em
que estamos a ser conduzidos.
Será
demasiado tarde? Martin Weiss pensa ainda que não. Mas pensemos em todo
o mal que esta operação de impressão de mais papel-moeda pode fazer. E
a seguir pensemos quanto de bom apenas uma pequena fracção desse
dinheiro pode fazer às pessoas que estão a ser atingidas por esta
crise. Se a taxa de desemprego atingir os 10%, tal como a Administração
Obama está a dizer que pode acontecer, isso quer dizer que 16 milhões
de famílias passarão a não ter rendimentos. Os números são
desconcertantes.
Pode ser um exercício teórico, mas se considerássemos os tais 14 triliões de dólares para, em vez de se fazerem os salvíficos bailouts
a bancos culposos, corretores, companhias de seguros e construtores
automóveis, serem utilizados esses meios para ajudar os desempregados,
pois bem, isso representaria um cheque de 3,5 milhões de Usd para cada família atingida pelo desemprego...
Está a ser argumentado que o dinheiro para os bailouts está a ser bem empregue para salvar bancos e mercados financeiros, mas isso é absolutamente falso. Tanto nos USA como na Europa. Ou em Portugal !
E acredita-se que quem toma essas decisões sabe perfeitamente que é falso.
Porque sabem que não se pode voltar com o relógio atrás e inverter os
excessos do passado, o endividamento e a especulação que causaram esta
crise. Porque sabem que não se pode repelir a Lei da Gravidade. Ou
pedir aos investidores que parem de vender, ou impedir que os preços
das acções ou do imobilário parem de descer. Os decisores sabem disto!
Mas afinal para onde estamos a ser conduzidos por esta situação? M. Weiss opina que estamos a ser conduzidos para o que chama de
PONTO INICIAL DO ABSURDO ou BARREIRA DO IMPOSSÍVEL..
É o ponto no tempo em que o custo óbvio dos bailouts se torna maior do que os benefícios ilusórios desses bailouts.
Ou seja, quando a cura é pior que a doença, quando a cura causa doença.
Se a doença é o vício do endividamento - todos sabemos isso - como
podem agora estar a dizer-nos que a solução para reconquistar o
bem-estar é uma nova injecção ainda maior de endividamento? Responda
quem tem a obrigação de o fazer, os Políticos investidos e depositários
do mandato de que tem o Poder original em Democracia: os Cidadãos. Porque, desta vez, esse endividamento representa mais Dívida Pública...
Na
prática o que isto significa é que o próximo "tiro e queda" será a
maior e a mais importante de todas: acontecerá nos Títulos do Tesouro
(Government Bonds). Só nos USA?
Sem
mais demoras, e não serão grandes novidades para muitos, aqui vão as
que estão a ser apontadas como medidas urgentes para a generalidade
dos Cidadãos, Empresas e demais Organizações com ou sem fins
lucrativos. Por imperativo de sobrevivência:
- parar para pensar e reflectir seriamente;
- reduzir ao mínimo e controlar efectivamente todos os custos fixos;
-
racionalizar gastos, cortando todos os gastos supérfluos, não
essenciais à actividade, o que não pode ser sinónimo de fazer cortes
cegos onde parece mais fácil fazê-lo: nos custos com mão d'obra ou
salários;
-
declarar "guerra às dívidas bancárias", ou seja, reduzir ao mínimo, ou
eliminar se possível, todos os créditos existentes, implementando uma
estratégia constante de alívio de dividas, nomeadamente utilizando o
resultado da racionalização e cortes em custos para redução desses
créditos bancários;
- para
quem tem aplicações, reseleccionar esses activos minimizando o seu
risco e redireccionando-os por aconselhamento objectivo, especializado,
credível e, de preferência, independente, i.e. não-directamente
interessado.
De resto, é seguir os links que são disponibilizados neste e nos posts
anteriores, analisando tudo o que possa contribuir para a racionalidade
destas medidas urgentes num tempo que todos já terão percebido que é de
forte irracionalidade e imprevisibilidade.
Esperemos
que a VERDADE sobre a 1ª Depressão Global seja reconhecida rapidamente
como evidente em Portugal e que quem de facto pode fazê-lo que trate de
QUERER providenciar as DECISÕES e as ACÇÕES DE EMERGÊNCIA NACIONAL
necessárias pelas quais uma larguíssima maioria de Portugueses
crescentemente anseia, embora não saiba, não possa ou ainda não queira
formulá-las .
Pede-se
CORAGEM PARA MUDAR A ROTA surrealista em que todos nos vemos forçados a
navegar, com TRANSPARÊNCIA, HONESTIDADE, VERDADE e com HUMILDADE
DEMOCRÁTICA sinceras.
Que
se tenha a Consciência de que cada euro de ajudas financeiras
"salvíficas" ou de investimentos surrealistas irresponsáveis representa
não 1 mas 2 euros de Injustiça Social diferencial: 1€ para premiar os
Culposos mais/menos 1€ para castigar as Vítimas das actividades
culposas, sejam elas quais forem e de onde vierem.
Ficou
claro? É que será esta mais uma raiz - quiçá a mais importante e
definitiva - de um Crime Político continuado de que, mais tarde ou mais
cedo e imprevisivelmente, serão pedidas responsabilidades. Por acção e
por omissão.
A menos que desapareçam todos os registos das continuadas Impunidades...
Por quem fomos, somos e seremos sempre: PORTUGAL !!!
Boa Páscoa...
José Borba Martins, Lagos
p.s.
O livro lançado por Martin Weiss alcançou em dois dias apenas o Top de
vendas no Amazon.com com a totalidade das receitas destinadas a apoio
social de emergência.
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Links para mais informação:
Quem é Martin Weiss?
MartinWeiss.com
Money & Markets
M. Weiss's 48h Amazon best-seller (leitura e edição em português urgentes)