Também, neste episódio, é pior a emenda que o soneto!
Ainda está presente o episódio das reformas do Presidente. Alimentou jornais, aberturas de horários nobres das televisão, pediu-se opinião e comentários a todos os que frequentam esses palcos, correu velozmente nas redes de comunicação social e foi mesmo objecto de pequenas manifestações de rua, porventura, compreensíveis mas sem nível a ponto de, em certa medida “achincalharem” o Presidente que continua a ser o Presidente de Todos os Portugueses, eleito há um ano por mais de 50% dos votos democraticamente expressos. É pena que tudo isto tenha acontecido e conto-me entre aqueles que acham que as palavras do Presidente foram muito infelizes. Mas sinto-me igualmente muito mal por ver o Presidente de Todos os Portugueses tratado desta maneira em que o aproveitamento político toca as raias do que seria pouco razoável em democracias adultas e desenvolvidas. Sei que tudo isto irá passar muito rapidamente. Só é pena que se perca tanto tempo em coisas sem grande importância e que o tempo reduzirá a simples gafes que ficarão na memória, voltarão a propósito e a despropósito em campanhas eleitorais mas não irão além disso. Conviria que os portugueses não se distraíssem dos grandes problemas que realmente nos afligem a todos e dessem as mãos de uma maneira ainda mais solidária e determinada para ajudar a resolvê-los.