SOL

A Europa à espera da Grécia!

Quem diria? Trata-se da Grécia Antiga ou da Moderna? Será, porventura, da Moderna, ainda que a credibilidade e a paciência que ainda restam se devam à Grécia Antiga que, em certa medida, a Europa e mundo respeitam e a que estão culturalmente agradecidos. Os Gregos sabem disso! Na verdade, os Gregos de hoje terão que ter juízo e não poderão continuar a fazer chantagem embora a ligação milenária dos povos europeus à Grécia não possa terminar e certamente assim irá acontecer com o euro ou sem ele. Será de continuar a esperar por mais algum tempo mesmo que o tempo razoável já há muito pareça ter terminado, de facto.   

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A resiliência dos portugueses está à prova mas acabará por dar a volta por cima.

Os ataques vêm de todos os lados, de dentro e de fora. Até parece que tudo está concertado para afundar o país e repartir os despojos que ainda sobrarem. Antes era oferecer o céu para que as dívidas aumentassem agora é obrigar a endividar-se para emprestar mais dinheiro a um juro proibitivo para provocar o incumprimento e virem depois buscar as contrapartidas e as hipotecas ao desbarato. Muitos economistas e jornais bem colocados na cena internacional estão à espreita e a pôr obstáculos para que o descalabro aconteça, de facto. O pior é que cá dentro há muita gente que vai nessa conversa e até parece que deseja que o País se afunde para depois virem dizer: nós é que tínhamos razão. Porque é que não votaram massivamente em nós? É triste mas a realidade de todos os dias é pródiga em factos que não deixam muitas dúvidas. Diante destes cenários, julgo que a atitude de todos nós deverá ser uma persistência resiliente e resistente a tudo como a dos portugueses de outras eras para dizer ao mundo que Portugal está firme e irá, de novo, dobrar, com êxito, mais este cabo das tormentas e transformá-lo em cabo de boa esperança. Para isso será preciso não abrir a facilidades, equilibrar as finanças públicas e privadas com mais justiça, equidade e rigor, sem cair em fantasias de liberdades, fraternidades e igualdades que estão simplesmente gastas e desacreditadas por aqueles que fazem o contrário daquilo dizem. Precisa-se, sim, de mais justiça social e distributiva, mais equidade em que uma sã proporcionalidade tenha lugar mas a partir de níveis razoáveis e justos. Não basta falar de equidade se o ponto de partida em termos de justiça for injusto e iníquo para não dizer obsceno. Estou-me a referir àqueles que recebem centenas de milhares de euros ano, em salários e reformas, em que o mérito é, pelo menos, muito discutível para não dizer duvidoso, em comparação com os que recebem dois ou três mil ano. Nestes casos, que são muitos, não há qualquer proporcionalidade equitativa que valha e o que fica é uma escandalosa iniquidade. Não vale a pena vir com justificações esfarrapadas, o que é preciso é mudar rápida e urgentemente este estado de coisas que poderá, a breve prazo, tornar-se verdadeiramente explosivo. A criminalização do enriquecimento ilícito poderá dar uma ajuda mas é preciso que seja efectiva e funcione, de contrário, mais uma vez, será pior a emenda que o soneto.

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Menos ruído e menos palavriado sobre a Europa é o início para começar a resolver os seus problemas

Esta reunião do Conselho Europeu foi um pouco mais discreta mas, porventura, mais eficaz. É isso o que se espera. Menos ruído, menos palavriado e menos palpites, sobretudo, dos comentadores oficiais e improvisados e, até, de muitos sábios economistas, são necessários e urgentes. É preciso que aqueles que, neste momento, detêm a responsabilidade de conduzir a Europa disponham de mais confiança e de mais calma para pensar e agir porque os problemas que lhe são colocados são muito difíceis e complicados. Só é pena que aqueles que tiveram ou ainda têm mais responsabilidades pela situação a que chegamos, manifestem tão pouco bom senso. Será que se estivessem lá teriam mais visão e fariam melhor? Ou, pelo contrário, deitariam tudo a perder continuando pelos mesmos caminhos que aqui nos trouxeram? Será que os pedintes para sair da sua situação deverão continuar a endividar-se e a gastar alegremente aquilo que não têm? Ou, pelo contrário, não terão que trabalhar e poupar um pouco mais para tentar sair da situação em que se encontram? É pena que continuem a levantar-se, por aí, vozes altamente responsáveis que de responsabilidade e de bom senso mostram muito pouco e só lançam confusão à sua volta para ver se conseguem que continuem a lembrar-se deles pelas piores razões ou obter mais um punhado de votos!

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A CGTP mais PC. Será o começo de uma decadência mais acentuada?

As manifestações de rua poderão aumentar e ser mais ruidosas mas os seus argumentos estão gastos e os discursos cada vez mais distantes das verdadeiras necessidades dos trabalhadores e das realidades do país, da Europa e do mundo. A Central deixou-se atrasar irremediavelmente. Insistir que os adversários fizeram um grande retrocesso apenas faz sentido se for dirigido à própria central e a todos aqueles a quem ela serve de correia de transmissão. As gritarias nos palcos ou ruas não irão mudar o rumo dos acontecimentos. E o decorrer do tempo acabará por ser simplesmente implacável. É essa, pelo menos, neste momento, a convicção de alguém que pretende ser apenas um observador atento.    

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A nova Europa

A Europa dos Pais Fundadores e de muitos outros entre os quais poderiam ser destacados Scmidt, Miterrand, Delors, Khol, Mário Soares, Filipe Gonzalez, Cavaco Silva, terminou. Para quê mais saudosismos inúteis. A Europa do novo euro, a Europa do futuro com mais “formigas” a sul e algumas “cigarras” a norte irá ser diferente. De pouco servem os ataques a Ângela Merkel, Sarkozy e ao eixo franco-alemão.  A Europa irá continuar e consolidar-se, o euro ficará muito mais forte, o Banco Central Europeu irá ser o Banco da Europa, os países irão ceder mais da sua soberania a favor da Nova Europa, as agências de notação perderão boa parte da sua influência e os Estados Unidos terão que começar a olhar mais e a procurar resolver os problemas da sua dívida astronómica e a viver menos à custa do dólar e de outros países, os novos países emergentes tornar-se-ão mais determinantes e acabarão por impor a sua lei. Os Senhores da Europa de hoje e dos próximos tempos terão que estar à altura destes novos desafios e não alimentar saudosismos de uma possível volta ao passado porque esse passado não voltará mais antes terá que ser refundado noutros moldes, com novas ideias, mais discernimento e novas estratégias. Oxalá que aqueles que hoje detêm a batuta da Europa estejam à altura para reger esta nova orquestra. De qualquer modo, conto-me entre aqueles que, apesar do coro que por aí se ouve, pensam que aqueles que hoje se encontram à frente dos destinos da Europa não são piores do que os de ontem, os tempos é que são diferentes e as decisões mais exigentes e, eventualmente, terão que ser mais ponderadas e vagarosas. Tenham calma porque temos muita pressa em resolver os problemas que nos afligem.    

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Também, neste episódio, é pior a emenda que o soneto!

Ainda está presente o episódio das reformas do Presidente. Alimentou jornais, aberturas de horários nobres das televisão, pediu-se opinião e comentários a todos os que frequentam esses palcos, correu velozmente nas redes de comunicação social e foi mesmo objecto de pequenas manifestações de rua, porventura, compreensíveis mas sem nível a ponto de, em certa medida “achincalharem” o Presidente que continua a ser o Presidente de Todos os Portugueses, eleito há um ano por mais de 50% dos votos democraticamente expressos. É pena que tudo isto tenha acontecido e conto-me entre aqueles que acham que as palavras do Presidente foram muito infelizes. Mas sinto-me igualmente muito mal por ver o Presidente de Todos os Portugueses tratado desta maneira em que o aproveitamento político toca as raias do que seria pouco razoável em democracias adultas e desenvolvidas. Sei que tudo isto irá passar muito rapidamente. Só é pena que se perca tanto tempo em coisas sem grande importância e que o tempo reduzirá a simples gafes que ficarão na memória, voltarão a propósito e a despropósito em campanhas eleitorais mas não irão além disso. Conviria que os portugueses não se distraíssem dos grandes problemas que realmente nos afligem a todos e dessem as mãos de uma maneira ainda mais solidária e determinada para ajudar a resolvê-los.

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Quem tem agendas ideológicas escondidas?

É muito estranho o que por aí se diz: O PSD tem uma agenda econdida! E o PS não tem? E o CDS, o PC e Bloco também não? Basta ouvir os seus "crentes" e "fiéis" uns minutos e as provas superabundam para concluir que todos têm agendas escondidas mas que, na realidade, não escondem nada. Todos andam à cata de lugares ao sol e sem o poder não é fácil, o resto é conversa. Os factos estão aí à vista de toda a gente não obstante se esgrimirem argumentos contrários com mais ou menos entusiasmo. Como tenho repetido neste espaço o que é pior é ver que todos, de uma forma ou de outra, fingem ou afirmam a pés juntos que os outros é que estão enganados e nem sequer têm a coragem para conhecer as suas próprias asneiras que são muitas e graves de que o estado do país é a melhor prova. Vejam lá se se entendem de uma vez para ver se, finalmente, saimos disto.  
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Este país não é lixo e recomenda-se

É preciso levantar a voz forte e bem alto contra as agências de notação. Não precisamos nem merecemos essas etiquetas cujas intenções são mais que duvidosas e pouco credíveis. Dá para ver todas as suas incoerências e enviesamentos nestes últimos meses. As vozes cá dentro e lá fora começam a levantar-se com grande indignação pelo que esta trágico-comédia que tem afligido sobretudo os países da Europa irá acabar brevemente porque esta farsa não poderá continuar por muito mais tempo. É demasiado grave e injusta. Há problemas que não poderão ser adiados e têm que ser resolvidos mas não é desta forma. A realidade irá acabar por impôr-se mais depressa do que se pensa e diz por aí. É essa, pelo menos, a minha convicção.  

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O frenesim e a caducidade da informação na máquina trituradora do tempo

Dar a primeira informação é uma corrida louca de muita gente e, designadamente, dos que trabalham na comunicação social e percebe-se porquê. Esquecem-se, porém, da máquina trituradora do tempo que sem nunca ter pressa e ansiedade, seja ele o tempo dos relógios ou tempo da duração das coisas, da vida e dos acontecimentos, é implacável e reduz tudo a caducidade, passado em que a sua importância se vai esbatendo rapidamente. O verdadeiro tempo é o futuro que é preciso prever e preparar bem porque para o presente nunca há tempo e o passado apenas fica na memória curta dos homens e é esquecido rapidamente. Por isso, se queremos resolver a sério os nossos problemas teremos que começar a fazê-lo na véspera. Fazê-lo dois ou três dias depois serve apenas para correr loucamente como baratas tontas atrás do prejuízo. As pessoas, na realidade, não aprendem, como diria Medina Carreira, e por isso nem sequer dão conta dos verdadeiros problemas e vão-se entretendo com pequenas coisas. Não quer dizer que ache que o acordo da concertação social, por exemplo, há horas conseguido, seja coisa pouca, só é pena que tenha levado tanto tempo, sabendo que o mais difícil ainda está por fazer: aperfeiçoá-lo e aplicá-lo de um modo correcto e justo. Mas, pelo menos, libertamo-nos deste pesadelo de encontros e desencontros sem verdadeiras razões, com pouco sentido do bem comum nem honra.

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Não sei de quem é a culpa mas que é estranho e chocante é.

Será que somos obrigados a assistir a esta desfaçatez de vencimentos multimilionários para não dizer obcenos ainda que legais? E aqueles que fazem as leis, os decretos-leis e outras normas jurídicas o que têm para nos dizer? O que está a acontecer e que já vem acontecendo há muito tempo é simlesmente escandaloso. Será que não é possível pôr rapidamente cobro a essa pouca vergonha? O que é mais grave é que ainda se vem para a comunicação social tentar justificar o injustificável. Será que o reconhecimento do mérito, neste país,  é só para alguns?  Será que há tamanhas diferenças e têm que ser  pagas com um valor tão alto e desproporcionado? Ou será que os verdadeiros boys se andam a proteger uns aos outros? Seria muito bom que toda a verdade de um modo rigoroso e objectivo visse a luz do dia e todos pudessem conhecer e verificar o que está, de facto, a acontecer. Precisamos que a comunicação social nos dê essa informação e não a cacafonia de vozes, de ideias,  de interesses e meias verdades, através  de personagens entrepostas, porventura, também bem pagas para isso, com que nos brinda todos os dias e a toda a hora.    
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Não é possível dar tudo e o melhor a todos.

Há quem tem ou ganha de mais; outros têm ou ganham de menos e outros ainda muito pouco ou nada. É tão simples como isso. Também sabemos que desde sempre isso foi, infelizmente, assim, não obstante o esforço de alguns. Não quer dizer que não seja possível e necessário melhorar a situação. Sabemos, no entanto, que isso apenas será possível se alguns contribuírem bastante ou mais um pouco, outros contribuam menos ou apenas recebam gratuitamente e sem favor, sobretudo, quando são o resultado de uma certa exploração ou injustiça coletiva. O que não devemos é ter medo de enfrentar a realidade sem rodeios e de uma maneira séria, certos de que, na situação em que nos encontramos e tendo em conta os contextos mais ou menos alargados no espaço e no tempo, teremos que racionalizar e até racionar muitas coisas a que teríamos direito e que seria bom que continuássemos a usufruir. Há muita gente por aí que continua a vender ilusões por ignorância, interesse ou má fé, mas também começam a levantar-se outros com muita coragem e determinação como Medina Carreira e os que estiveram no último painel “em contra-corrente”, por exemplo, que saúdo daqui e que, julgo, que serão muitos mais num futuro próximo. Não continuar a ouvir passivamente um certo discurso do dito politicamente correcto que apenas nos embala para o precipício, o desespero e para a desgraça. Portugal e os portugueses terão que começar a fazer face aos problemas com mais verdade e determinação de uma vez por todas sem dar ouvidos a todas essas carpideiras de mau agoiro e da desgraça que pululam nas esquerdas, nas direitas e no centrão. É tempo de dizer basta, pois, todos vamos sabendo cada vez mais através de alguma imprensa cor de rosa da pouca vergonha dos que ganham demais quase sempre em desproporção do seu verdadeiro mérito e das orgias em que se desbarata muita dessa riqueza indevidamente adquirida em ambientes reservados e de elite bem guardados e protegidos. Era bom que muitas coisas viessem também à luz do dia de uma forma séria e rigorosa para sabermos quem é quem e faz o quê. Mais transparência, precisa-se e urge, sem voerismos, doa a quem doer. Seria mais decente e democrático mas não basta dizê-lo e parecê-lo.           

 

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A irracionalidade e a pouca vergonha de histórias mal contadas

Parece que a história do Pingo Doce é mais uma muito mal contada. Todos se precipitaram, à esquerda e à direita, a condenar uma decisão que no fim de contas só revela  bom senso e visão de quem a tomou e não anda a dormir nos negócios nestes tempos em que a incerteza e imprevisibilidade estão omnipresentes. No meio de tudo isto, quem está o defender o país e a ser mais patriota é o Senhor Alexandre do Santos. O Bloco de Esquerda, o PC e todos os outros que se levantaram logo como os moralistas e os salvadores da pátria, diante das explicações dadas e dos factos, acho que só lhe resta meterem a língua no saco, pois, nesta como em muitas outras coisas não parecem ter razão e o país e as pessoas, mesmo aquelas que lhe são mais afectas, só perdem com isso. É pena mas é algo que fica cada vez mais óbvio, vinha que, com certeza, não dará mais votos. Convençam-se disso.
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É preciso pôr na agenda também o desemprego e o crescimento

É verdade e é imprescindível que isso aconteça. Mas julgo que o Governo no seu programa, no plano de governo e no orçamento também tem partido desse pressuposto. Temos que saber ler os diferentes documentos e ser justos até porque a situação que enfrenta e lhe foi deixada pelo Governo anterior é extremamente delicada e difícil com os olhos da Troika sempre em cima e a exigir contas de três em três meses. Por outro lado, convém notar o que significa colocar as coisas na agenda. Se for para o Presidente, a Oposição e a Troika verem, talvez, não seja muito significativo. Se for para fazer mesmo, indo ao encontro do significado de agendar um assunto como aquilo que deve mesmo ser feito. Concordo. De qualquer modo, também temos de aceitar que para o tempo que o Governo leva em funções não lhe poderia ser pedido muito mais. Convém, no entanto, não adormecer e começar a realizar tão rápido quanto possível, aquilo que constitui  também uma prioridade da sua agenda no seu pleno sentido porque amanhã poderá ser tarde demais para os homens ainda que possa ainda ser cedo para os deuses.

 

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As fugas fiscais das empresas

É uma situação preocupante mas ao mesmo tempo parece-me um sinal muito positivo para os governantes, para os políticos, sindicalistas, empresários e cidadãos, em geral. Temos que mudar as leis aligeirar os processos, pedir mais responsabilidade cívica e ética a todos e sermos mais competitivos. Só assim o país sairá deste sofoco e se tornará mais próspero e viável. Como temos repetido incessantemente é preciso mais trabalho, mais organização, mais seridade, rigor e honestidade pessoal, profissional e cívica.  
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Despedidas de 2011 e boas entradas em 2012

Muita gente faz balanços a 2011 e augura boas entradas a 2012. Uns mais optimistas outros mais ou muito pessimistas. Apesar de tudo, todos com a esperança de que o novo ano irá ser melhor. Sou daqueles que pensam que  2012 não será tão mau como o pintam ou projectam, sobretudo, algumas esquerdas que por aí andam e gritam desabridamente mas cujo bom senso há muito parece estar ausente. Não me considero nem de esquerda nem de direita mas já não suporto todas essas carpideiras que não vêem nada positivo do que está a acontecer no país. Se formos sérios, sensatos e rigorosos nos nossos juízos, acho que, apesar da austeridade que está ser pedida e exigida para fazer face à crise, há muitas coisas positivas e o país está a caminhar para melhor. Há por aí muita boa gente amuada, nos partidos, nos sindicatos, na comunicação social ou que está envergonhada do que fez, do que opinou ou apoiou sem grande sentido crítico e ainda não quer colaborar. Isso passa. O que é preciso é que não se tornem em empecilho porque nesse caso seria pior e só viria complicar ainda mais a situação. Saudemos 2012 com a Europa a que pertencemos, com a vizinha África e Américas a que estamos umbilicalmente ligados pelos grande rio atlântico mas sem esquecer a Ásia e Austrália cujos laços voltam a estreitar-se e que, porventura, poderão ajudar-nos a sair mais rapidamente deste enorme buraco em que nos encontramos. Viva, pois, 2012 e esperemos que nos traga um melhor entendimento, mais diálogo, mais trabalho e mais colaboração entre todos. Se assim acontecer, os nossos problemas serão resolvidos e a crise começará a ser superada e a transformar-se numa nova era de prosperidade e de bem-estar. São esses os votos que gostaria de deixar, neste espaço, na despedida a 2011 e numa calorosa saudação a 2012 com os melhores votos para que seja melhor e, se possível, excelente.

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