SOL

ENFERMEIROS LICENCIADOS

BLOGUE DE INTERVENÇÃO PROFISSIONAL
Obrigado... aos Portugueses...

   
Portugueses preferem os Enfermeiros

Os portugueses parecem confiar mais nos enfermeiros do que nos médicos, revela um estudo da responsabilidade de duas empresas de comunicação da área.

Segundo o Barómetro da Saúde, elaborado pela Ysaúde-Aximage, o trabalho dos enfermeiros é mais apreciado pela população do que serviço prestado pelos médicos - 55,5% dos inquiridos consideram que os enfermeiros prestam um bom serviço, enquanto 1,7% o consideram mau.

No diz que respeito aos médicos, 46,6% defendem a sua prestação, 6,3% ! dizem que fazem um mau serviço e 44,7% consideram-no mediano.
 
Quanto aos locais onde se encontram os melhores profissionais, 43,7% dos inquiridos consideram que são os consultórios, 25% os hospitais e muito poucos (4,9%) os centros de saúde.

Aliás, a qualidade dos centros de saúde é considerada mediana por 46,5% dos inquiridos; 29,5% consideram que é boa e 21% que é má.
 
O serviço das farmácias, a avaliar pelo estudo, é muito apreciado pela maioria da população (85%), que os classifica de bom.
 
O estudo da Ysaúde-Aximage foi realizado entre os dias 14 e 17 de Fevereiro, através de entrevistas a 504 residentes em Portugal com mais de 18 anos.

05-03-2007 13:01:00/05-03-2007 13:01:00
Fonte: RFM Online - http://www.rfm.pt/noticiasArtigo.asp?artigo=84336


 

Sábio...

La sagesse du Dalaï Lama

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«Les hommes perdent leur santé pour amasser de l'argent, ensuite ils perdent de l'argent pour regagner la santé.
Et parce qu'il pensent sans cesse au futur, ils oublient le présent, alors ils finissent par ne vivre ni le présent ni le futur.
Et ils vivent comme s'ils n'allaient jamais mourir... Et ils meurent comme s'ils n'avaient jamais vécu.»
E esta...
Veliberalino disse... Errar é humano.
Humano: ser vivo que comete erros.
(Se não comete erros não é humano; quanto mais erros comete mais humano é).
Vamos todos tentar cometer muitos erros, está bem? (Sejamos humanos...) 10:34 PM https://www2.blogger.com/comment.g?blogID=5593516&postID=3937807850723749189
É verdade?...

Sábado, Janeiro 06, 2007

Um Comentário Sobre A Medicina Privada

Medico Explica disse...

Quando se fala de medicina privada, está-se a falar de muita coisa.

? da banca e seguros e dos seus hospitais que estão sempre de vento em popa,

? de nichos de privada como é a fisioterapia (que vive de convenções e de prolongamentos escandalosos de tratamentos... é um caso para a ex-IGS),

? da estomatologia e da oftalmologia em que o Estado se demitiu completamente,

? da pediatria (outro escândalo, pois os pediatras que "sugam" contos e contos só para dizerem "o seu filho está muito bem!" e quando estão de facto doentes têm sempre o telemóvel desligado, entupindo os saps, os médicos de família e as urgências hospitalares),

? dos Profs. e outros, que delegam a consulta nos seus "ajudantes", mas a receitinha leva sempre o seu nome e

? de outros ainda que se valem do lobie na comunicação social (o jet-set da medicina como be disse CF)

e também da pequena privada, pequenos e médios consultórios das cidades, vilas e aldeias com forte tendência para desaparecer.... como o estão a ser o único local onde os doentes do interior podiam ter consultas públicas fora de horas: os SAPS.

Mas o senhor Ministro CC dos SAPS, só conhece o da sua rua, na capital... POR ISSO NÃO O FREQUENTA E DIRIGE-SE LOGO À URGÊNCIA HOSPITALAR, NA CAPITAL, POIS CLARO...

Faltam enfermeiros?...

Opinião médica!

Acho piada. De vez em quando alguém se lembra de dizer que faltam enfermeiros e médicos... Um cliché!

Será que não estarão mal distribuídos? Se calhar vamos a um centro de saúde da província e lá vão dizendo que não há médicos... Vamos aos internamentos hospitalares durante o dia e eles são mais que os doentes... e o mesmo se aplica para ALGUNS serviços de enfermeiros...

O que me intriga é porque é que quando se pergunta aos doutores (leia-se médicos) se acha necessário a abertura de mais vagas ou mais cursos para medicina ... LOGO dizem que não (leia-se: o "tacho" teria que ser dividido por mais médicos, logo a matemática diz-me que dará menos $ub$tância a cada um...!!)! Replicam em seguida: - o que falta são enfermeiros...!!

Que raio de tentação em mudar de assunto, principalmente para os alheios.... Na classe dos enfermeiros mandam os enfermeiros, não será?

E já agora a minha opinião como enfermeiro... Neste momento o rácio de enfermeiros por habitante coincide com o da Europa... não será altura de controlar as vagas desenfreadamente descongeladas...?? E principalmente a praga de escolinhas (muito oportuna$$$...)que desfloraram aqui e acolá??

Aguardamos um intervenção da Ordem dos Enfermeiros.

É preciso dignidade!!

Visão de uma Administradora Executiva

Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Hoje, num artigo do Diário Económico, pudémos ler a seguinte afirmação: "Não é claro para mim que num hospital público os directores de serviço tenham controlo sobre todas as variáveis que influenciam a qualidade. Os chefes dos enfermeiros mandam nos enfermeiros, os do pessoal administrativo mandam nessas pessoas..."

A autora desta frase é uma Administradora Executiva do Grupo Espírito Santo, sendo o seu nome Isabel Vaz. Esta afirmação não  é assim tão estranha pois deriva  de uma pessoa licenciada em Engenharia Química (?!), e que passou grande parte da sua actividade profissional a investigar células animais no Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (!!?).

Partindo desta afirmação, proferida por pessoas com este talendo e experiência no sector da saúde, podemos retirar algumas ideias essenciais para o sucesso da qualidade dos serviços de saúde. Uma das ideias fundamentais para a elevação da qualidade do sector da saúde é considerar, entre outros, os(as) enfermeiros(as) como "mão de obra barata e não especializada". Mas não os médicos e administradores pois estes são "mão de obra altamente especializada". Específicamente em matérias de gestão e liderança. Sendo os enfermeiros "mão de obra barata e não especializada" podem ser facilmente interpretados nos gráficos mensais como variáveis. Não são pessoas! Não são profissionais de saúde. Não são um dos maiores grupos profissionais dentro do sector da saúde com maior "know how"! Não são o maior grupo profissional do sector da saúde! São apenas variáveis ao dispor das ordens dos directores médicos (chefes e senhores de todos os enfermeiros) e Administradores Hospitalares! 

Se este assunto não fosse muito sério provavelmente todos nos podíamos rir com boas gargalhadas. Mas infelizmente esta é uma perspectiva muito séria e que deve ser tida em linha de consideração, principalmente se tivermos em conta que provém de uma pessoa que se encontra à frente de um dos maiores grupos privados na saúde. 

Esta visão grotesca, retirada do final do século XIX e princípos do século XX, cheia de preconceitos e esteriótipos históricos é, infelizmente, a contínua visão de muitos dos actuais dirigentes dentro do sector da saúde, que teima em continuar e que tem que ser alterada. Quem sabe, utilizando mesmo como último recurso, o conflito institucional. Porque não? Se continuam pessoas como esta senhora a faltar ao respeito de forma gratuita porque não discutirmos com estas pessoas as suas limitações?

Será que a Dra. Isabel Vaz alguma vez se questionou sobre o facto de, dentro de um qualquer serviço de saúde, poder haver um enfermeiro (ou outro profissional de saúde) mais habilitado, académica e profissionalmente, em matérias de gestão (e tantas outras) que qualquer médico presente e que, nesse enquadramento, quem deveria ser director desse serviço seria mesmo o(a) enfermeiro(a)? Será que alguma vez a Dra. Isabel Vaz terá questionado se existem enfermeiros mais habilitados do que ela própria em matérias de Gestão em Saúde?

Será que esta administradora alguma  vez questionou que a falta de qualidade dos serviços de saúde poderá ser directamente proporcional à eventual incompetência de muitíssimos directores de serviço assim como de muitos dos administradores e gestores hospitalares? Não deveriam ser estas as primeiras "variáveis" a ter em consideração?

Claro que o nosso ponto de vista é óbvio. A variável que se vai mantendo dentro do sector, com argumentações infelizes como o exemplo acima citado, essa sim é uma das responsáveis pela falta de qualidade dos serviços de saúde na actualidade, demonstrando falta de visão, desconhecimento da realidade no sector, falta de pensamento estratégico, falta de rigor técnico, apresentando por esse facto um  grave défice na argumentação utilizada e ainda uma profunda falta de consideração e respeito pela história de uma profissão e de uma classe profissional que tanto tem contribuído para o sucesso do sector da saúde nos últimos 30 anos.

Mas que poderemos nós esperar de uma Engenheira Química a gerir Serviços de Saúde?

Fonte: http://enfermagemportuguesa.blog.pt/Vis%C3%A3o+de+uma+Administradora/

 

Opinião...

[Enviado por A. Antunes em 24-09-2006 ]

 

«(…) Já que falaram tantas vezes da minha profissão, sem ter nada a ver com o assunto, também vou deixar o meu testemunho. Tenho 48 anos, sou médico no hospital de santa maria há 20 anos. Isto quer dizer que já trabalhei com mais do que uma geração de enfermeiros, e de facto os actuais enfermeiros licenciados têm um conhecimento muito superior aos enfermeiros mais velhos. O curso actualmente é bastante diferente, eu posso assegurá-lo porque dou aulas de patologia numa escola de enfermagem, e a componente teórica destas cadeiras é bastante alargada. De facto peço-lhes muitas vezes opinião, principalmente a nível de medicação que é pouco usada na minha especialidade e ás vezes não me recordo, bem como ajuda para detectar os problemas dos doentes porque eles passam mais tempo com eles do que nós. No meu serviço trabalha-se em equipa. A ideia de que o médico manda no enfermeiro é um preconceito social, que na realidade não se verifica. Acho que de facto são mal pagos pelo seu trabalho, porque cada vez são atribuídas mais responsabilidades aos enfermeiros, exactamente pela sua formação superior.»

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FONTE: http://expressoemprego.clix.pt/scripts/forum/display_replies.asp?Forumid=24&TopicId=276

 

 
Enfermeiros devem ser pagos como licenciados...

PRESIDENTE DA ESCOLA DE ENFERMAGEM DE ANGRA
Enfermeiros devem ser pagos como licenciados
26/Julho/2005

Há enfermeiros com a mesma formação a receber vencimentos diferentes, sublinha o presidente da Escola de Enfermagem de Angra, no dia de entrega de diplomas.

O presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo critica a remuneração dos enfermeiros no país, sublinhando que existem profissionais com a mesma formação com vencimentos diferentes.
Luís Miguel Gomes referia-se aos recém-licenciados que irão ganhar como bacharéis, ontem, dia em que a escola entregou diplomas a 43 novos enfermeiros, que terminaram o terceiro curso de licenciatura em Angra.
A escola considera assim estar a atingir o projecto 2005-2006 e a contribuir para a formação no país.
“Significa que temos mais enfermeiros licenciados em Portugal, significa que temos enfermeiros com competências que estão bem definidas pela Ordem dos Enfermeiros, que precisam de locais de trabalho adequados e de uma remuneração adequada, porque eles são técnicos superiores e neste momento irão ganhar como bacharéis”, disse.
Do curso que agora termina Luís Miguel Gomes sublinha o relacionamento com a escola e a participação em actividades extracurriculares e programas de estágio no estrangeiro, contribuindo para a sua formação pessoal e profissional.
“Foram alunos excepcionais no sentido de viverem a escola a 100 por cento. Foram alunos que estiveram na escola desde o primeiro dia com inúmeras actividades extracurriculares, de forma a desenvolverem maiores competências como enfermeiros e levar o nome da escola a outras partes do país e do mundo.
“Este grupo teve alunos que foram para a Polónia, para a Bélgica, para o Canadá, para Moçambique… Ou seja, esta escola, neste momento, está implantada a nível do globo, de forma a poder representar a enfermagem portuguesa e a enfermagem que se faz na ilha Terceira”, afirma.
Dos 28 anos de existência da Escola de enfermagem de Angra, Luís Miguel Gomes sublinha o actual corpo docente, qualificado inclusivamente a nível de mestrados.
“Já satisfaz as necessidades mínimas para o exercício da formação dos enfermeiros”, diz.
Por outro lado, refere um projecto de integração comum aos Açores, que está a avançar, com alguns trabalhos já efectuados em parceria.
“É uma escola jovem, à partida tem um futuro bom, tem vontade de trabalhar, é o que vamos fazer”, refere o presidente do Conselho Directivo da Escola de Enfermagem de Angra.

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Fonte: http://www.diarioinsular.com/noticias/imprimir.php?edicao=2_26_Julho_2005&n_id=25550
Poesia - Não tenho pressa... (Alberto Caeiro, 20.Junho.1929)

Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.

Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.

Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem.

Se onde quero estar é longe, não estou lá num momento.

Sim: existo dentro do meu corpo.

Não trago o sol nem a lua na algibeira.

Não quero conquistar mundos porque dormi mal,

Nem almoçar o mundo por causa do estômago.

Indiferente?

Não: filho da terra, que se der um salto, está em falso,

Um momento no ar que não é para nós,

E só contente quando os pés lhe batem outra vez na terra,

Traz! na realidade que não falta!

Não tenho pressa. Pressa de quê?

Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.

Ter pressa é crer que a gente passe adiante das pernas,

Ou que, dando um pulo, salte por cima da sombra.

Não; não tenho pressa.

Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega

Nem um centímetro mais longe.

Toco só aonde toco, não aonde penso.

Só me posso sentar aonde estou.

E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,

Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,

E somos vadios do nosso corpo.

E estamos sempre fora dele porque estamos aqui.

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Pessoa por Conhecer - Textos para um Novo Mapa. Teresa Rita Lopes. Lisboa: Estampa, 1990.

http://www.secrel.com.br/jpoesia/albertocaeiro4.html25-01-2007 22:36:44

"CONVERSAS VADIAS"

Caríssimos internautas enfermeiros e restantes pessoas de "boa vontade",

Solicito a todos a participação no debate sobre as condições remuneratórias dos enfermeiros licenciados com sete ou menos anos de exercício profissional, assim como, todos os outros colegas que frequentaram o Curso de Complemento de Formação em Enfermagem,  que lhes conferiu o grau académico de licenciatura. 

Essas "conversas vadias" (apud Agostinho da Silva) deverão, além dos argumentos favoráveis e desfavoráveis, propôr soluções para resolução dessa injustiça (comparativamente às restantes carreiras técnico-superiores da administração pública).

Este blogue servirá também para disponibilizar informação e artigos da área da saúde.

 JDSFB@2007