SOL

Polónia: Papa aceita resignação de novo arcebispo Varsóvia, Glemp assegura cargo

#dir2 {margin-left:10px; border-bottom:1px solid #CCC}
2007/01/07 | 11:35
Varsóvia, 07 Jan (Lusa) - O Vaticano confirmou hoje que aceitou a renúncia do novo arcebispo de Varsóvia, Monsenhor Stalislaw Wielgus, acusado de colaborar com a antiga polícia secreta comunista, sendo o cargo assegurado até nova decisão pelo cardeal Jozef Glemp.

A cerimónia de elevação a arcebispo de Monsenhor Wielgus, prevista para hoje, foi anulada, indica um comunicado da Nunciatura Apostólica em Varsóvia, divulgado na capital polaca e no Vaticano.
O comunicado da Nunciatura era já aguardado, dado que na noite passada decorreram "importantes conversações entre as autoridades polacas e o Vaticano" sobre a polémica nomeação do arcebispo de Varsóvia.


O Papa Bento XVI confiou a administração da arquidiocese ao anterior arcebispo, cardeal Jozef Glemp "até haver novas decisões" sobre este assunto, esclarece a nota.


O Papa aceitou a renúncia de Monsenhor Wielgus ao abrigo de um artigo do direito canónico, segundo o qual "um bispo que devido a uma doença ou qualquer outra causa grave esteja menos apto a cumprir as suas funções deve apresentar o seu pedido de resignação", explica o comunicado.
Sexta-feira, quando a Igreja polaca reconheceu a colaboração do arcebispo nomeado com a polícia secreta comunista, o Vaticano remeteu os jornalistas para um comunicado que tinha sido divulgado a 21 de Dezembro.


Esse comunicado sublinhava que "a Santa Sé ao tomar a decisão de nomear Monsenhor Stanislaw Wielgus teve em consideração todas as circunstâncias da sua vida, incluindo as que dizem respeito ao passado".


Stanislaw Wielgus, 67 anos, tinha sido nomeado por Bento XVI para a arquidiocese de Varsóvia a 06 de Dezembro, sucedendo ao cardeal Glemp, já com 77 anos.
EO.
Lusa/Fim

Afinal, fiquei sem perceber: o Sr. Bispo pediu a renúncia por causa de problemas de saúde... ou porque foi espião comunista?

A hipocrisia não tem limites?...

"O novo arcebispo de Varsóvia pediu a demissão e o Vaticano aceitou. Por detrás da resignação está um passado de colaboração com o regime soviético. D. Stanislaw Wielgus confirmou que assinou um acordo com a polícia secreta comunista no final dos anos 60.

Para este domingo estava marcada a cerimónia oficial da tomada de posse na catedral de Varsóvia. Mas, logo no início da missa, D. Stanislaw Wielgus leu um comunicado em que anunciou a demissão. O anúncio foi alvo de protestos dentro da própria catedral.

Josef Glemp vai ficar à frente da diocese de Varsóvia até o Vaticano proceder a uma nova nomeação."


TVI   
Será que a vocação original do bispo era ... ser espião?...                                                                                                                           
Um momento ‘Kodak’: um pássaro voa junto da estátua de Sigismundo III, na parte velha de Varsóvia, na Polónia. Os meios de comunicação polacos deram as boas vindas à demissão do arcebispo que espiou para a polícia soviética, embora o facto tenha mergulhado a Igreja Católica do país numa crise profunda. ©Reuters
Será que estamos condenados a conviver com a "inabilidade" de Ratzinger (Bento XVI), semana após semana?

O complexo psicológico “JP II” ficará definido nos manuais de psicologia como o “sentimento de inferioridade sentido pelos Papas relativamente ao Papa João Paulo II”. Depois do brilhante pontificado do cardeal polaco, mestre na capacidade de comunicar e de utilizar os média para esse efeito, todos os Papas que se lhe seguirem (seguiram) viverão (viveram) sempre na angústia de nem sequer conseguirem  fazer algo parecido.

 

Joseph Ratzinger (Bento XVI) é já um exemplo desse complexo psicológico. Depois da gaffe cometida na Alemanha a propósito de Maomé e da religião muçulmana, em que mostrou não perceber a diferença entre falar a sós com académicos e falar de porta aberta, com os “ouvidos do mundo” a escutarem o que dizia, Bento XVI vira-se agora para o populismo fácil, numa tentativa para apagar a má imagem deixada na Alemanha, e para tentar ultrapassar a popularidade de João Paulo II.

 

Para o conseguir, Bento XVI deu indicações ao seu Secretário para constituir uma equipa de futebol, capaz de jogar na Liga italiana. Brilhante! Ao populismo político junta-se, agora, esta tentativa de populismo religioso. Era só o que faltava neste mundo desencontrado!

Faça-se, então, a vontade do (ao) Papa.

 

Nome para a equipa: Futebol Clube Vaticano, (alternativa: Clube de Futebol “Ratzinger Team”)

Patrocinador: Banco Ambroziano (lembram-se do escândalo?), (alternativa: Óstias Alfa – o Ómega da Fé)

Equipamento: Branco e amarelo (cores da bandeira do Vaticano), (alternativo: vermelho labareda – o Inferno aqui tão próximo...)

 

E já que estamos numa onda de populismo barato e sem nexo, deixamos algumas sugestões mais, à consideração de Bento XVI: 1- equipa de Fórmula Um (Ratzinger Racing Team), patrocinada pela diocese “Leiria-Fátima – Circuitos Religiosos”; 2- equipa de basquetebol na NBA (Ratzinger Jump-Jump), com patrocínio da “Constructora Beata – as melhores basílicas em Lego e PVC); 3 – equipa de hóquei-em-patins (Ratzinger Roller Skate Team), patrocinada pela empresa “Rodinhas da Fé – o melhor para os sacrifícios no joelhódromo de Fátima”.

 

E como “ajudar quem tem necessidade” é uma Bem-aventurança, fica a última proposta: uma selecção de futebol feminina (evidente!). O “Clube de Futebol As Irmãs Chutadoras” será patrocinado pela empresa “Avé Maria – Auxiliai-nos!”, e contará com a colaboração das Irmãs Carmelitas de Coimbra.

 

Pois claro! Seja feita a vontade do Papa!

Ao contrário do que se podia esperar, o humorista Herman José parece não ter percebido a mensagem que os espectadores portugueses lhe enviaram ao deixarem de ver, progressivamente, o “Herman SIC”, facto que ditou o fim do programa.

 

Segundo o JN, Herman José afirma que «O horário é a principal razão (...) para a descida» (das audiências do programa).

O horário? Será que queria o programa no lugar da informação, às 20 horas? Será que não percebeu que as pessoas se cansaram do formato? Que não gostaram da inflecção brejeira que deu ao seu humor? Será que não percebeu que já não havia paciência para continuar a assistir à repetição de convidados? (Quem terá sido o recordista de presenças? A “Pomba Gira”?)

 

Não. Parece que Herman José não percebeu nada disto, ou não quer perceber. Entretanto, vai “lançando o barro à parede”, do género “a ver se pega”, e diz, ainda segundo o JN, «Um talk show tem que ser mantido como uma opção editorial e as televisões têm que continuar a ter espaço para isso. Se calhar esse não é o papel dos [canais privados]»,

As televisões “têm”? A que propósito? Só porque ele quer continuar a ter um programa para poder mostrar os amigos? E o mais espantoso ainda é afirmar que “esse não é o papel dos canais privados”. Pode daqui concluir-se que esse papel deve caber à televisão pública? Será que os portugueses querem pagar a taxa de televisão para ver outras “pombas giras” a fazer sessões envergonhadas de strip tease? Ou para ouvir as baboseiras de Maximinos e afins?

 

No entanto, Herman José lá saberá porque faz estas afirmações. A verdade, afinal, é que a RTP dos nossos dias já foi ao museu buscar os ídolos das décadas de 1970 e 1980, como Júlio Isidro e Maria Elisa, por exemplo. Se contratarem Herman e a sua monotonia, podem também recuperar, já agora, Margarida Marante, Carlos Pinto Coelho, Bessa Tavares e mais uns quantos.

Afinal, as novas gerações precisam de saber como era feita a televisão pública na era pós-revolução de Abril de 1974.

Saber história ajuda muito.

Na vida nada é eterno, a começar pela própria vida. Por isso, é um sinal de inteligência termos a noção de que uma fase da nossa vida chegou ao fim, e está na altura de abrir um novo capítulo no livro que vamos escrevendo ao longo da nossa existência. Mas por vezes, não é apenas um sinal de inteligência: é também um sinal de coragem.

 

Vem isto a propósito de chegar hoje ao fim o programa “Herman SIC”, de Herman José. Para o humorista que o país aprendeu a amar, a partir dos anos 80 do século passado, penso que será um alívio; mas sê-lo-à também para os espectadores que o foram acarinhando ao longo dos tempos, mas que depois acabaram por deixar de o ver, desiludidos com o rumo que deu ao seu humor.

 

Eu fui um fã de Herman José. Tenho gravados quase todos os episódios do programa “O Tal Canal” (que o lançou definitivamente na RTP, na primeira metade da década de 1980), e também as crónicas com que nos brindava diariamente na TSF, no início da década de 1990. Por isso, custou-me muito ver Herman José a “arrastar-se”, na SIC, como se não tivesse mais nenhuma saída para a vida. Custou-me vê-lo a “ordinarizar” o humor; a queixar-se, durante o programa, que Pinto Balsemão não lhe renovava o cenário (presumía-se que por dificuldades económicas); a deixar entrever o receio de não ter programa a seguir às férias de Verão, cada ano que passava. E deixei de o ver. Há quase dois anos.

 

Herman José não teve a coragem necessária para fazer a pausa que se impunha na sua carreira de humorista televisivo. Esperemos que a tenha agora, e que regresse dentro de algum tempo, com o sentido de humor renovado e apurado que, estou certo, não perdeu.

Em 1994, razões profissionais obrigaram-me a sair do país. Tinha acabado de adquirir um apartamento na Costa de Caparica, para estar próximo do mar e poder correr  todos os dias ao longo da praia, mas tive que adiar esse prazer matinal.

 

Regressei dois anos depois. E para meu espanto, as praias tinham encurtado... Na Praia da Rainha – a minha favorita – o areal estava reduzido a metade da dimensão que tinha 24 meses antes. Ultrapassado aquele primeiro “choque”, a razão e a informação ajudaram-me a compreender, ali, toda a verdade das notícias sobre o aquecimento global do Planeta: o nível das águas dos oceanos já estava a subir.

 

Ora, com toda a informação de que hoje dispomos, teria sido necessário que as ondas, na Caparica, começassem a querer entrar no parque de campismo, para que o governo se decidisse a fazer obras de consolidação das dunas? Quando foram feitas as obras de consolidação dos pontões nas praias da frente ribeirinha da Costa de Caparica, porque não continuaram para as praias a norte? Porque foram deixadas para o próximo ano?

 

É isto que nenhum estrangeiro compreende. Porque deixamos, sempre, tudo a meio?