SOL

Combaro Português

Na Serra da Estrela, em Loriga, combaro é um muro que sustém terras. Gosto do nome...

News

Dia 23 de Fevereiro de 2010 - SOL "de luto pelos nossos."

(Em Loriga, no coração da Serra da Estrela, a levada do Geraldo encontra a Ribeira da Nave)

*

“Enquanto tiveres um desejo, terás uma razão para viver. A satisfação é a morte.”

George Bernard Shaw

.

.

Por Estes Dias…

*

* Portugal está de luto

*

http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=9540988&indice=0&canal=159

*

*

* Uma base de dados nasceu hoje

www.pordata.pt

*

*

* Um Obrigado especial às primas que lancharam comigo no Domingo. E o quanto que falámos sobre Loriga.

*

*

* A minha saúde está bem melhor. Há alguns problemas musculares e de ossos, mas nada que ponha em causa a vida.Wink

*

*

* Um bocadinho sobre a Madeira

Em 1419, a mando do Glorioso Infante D. Henrique "O Navegador", o Arquipélago da Madeira, que já era citado em 1350 no ‘Libro del Conoscimento’ e representado em mapas italianos e catalães do século XIV, foi redescoberto por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, com o fim de suprir as crónicas deficiências do Reino em cereais para que servisse de apoio à expansão marítima de Portugal.
Assim, desde o século XV, a Madeira desempenhou um importante papel nas grandes descobertas portuguesas, tornando-se também famosas as ricas rotas comerciais que ligavam o porto do Funchal a todo o Mundo Atlântico.
Foi na Madeira e no Porto Santo que o mercador Cristóvão Colombo aprofundou os conhecimentos da arte de navegar e planeou a sua célebre viagem para as Américas.

Após o Arquipélago ser dividido pelas capitanias do Funchal, de Machico e do Porto Santo, iniciou-se em 1425 o povoamento organizado e durante algumas dezenas de anos a produção cerealífera foi um factor de riqueza e crescimento, chegando os madeirenses a explorar 150 grandes fazendas, que produziam mais de 3.000 moios de trigo, na sua maior parte exportado para o continente e para as feitorias portuguesas do litoral Sacariano e Guineense. Todavia, a partir dos últimos decénios do século XV, a Coroa e os dirigentes insulares passaram a dedicar-se, predominantemente, ao cultivo da cana-de-açúcar e à exportação do "ouro branco" para toda a Europa; sendo utilizados escravos nos trabalhos dos canaviais e engenhos, trazidos das feitorias portuguesas de África.
O primeiro engenho mecânico movido a água foi inventado pelo madeirense Diogo de Teives, o que determinou um forte aumento da produção, que em 1506 chegou a atingir as 230.000 arrobas anuais.
Este ciclo do esplendor açucareiro foi a época de maior desenvolvimento económico e cultural da Madeira, que se tornou conhecida em todo o Mundo civilizado.
Os seus museus guardam abundantes e preciosas obras artísticas desse período e os madeirenses orgulham-se do Museu de Arte Sacra do Funchal possuir uma das mais representativas colecções mundiais de pinturas flamengas, provenientes de Bruges, Antuérpia e Malines.

Restam ainda notáveis testemunhos arquitectónicos, tais como a Sé do Funchal a Igreja e o convento de Santa Clara, as Igrejas da Calheta, de Santa Cruz e de Machico, as capelas dos Reis Magos, da Encarnação e do Corpo Santo, bem como alguns vestígios da Alfândega Velha e janelas manuelinas guardados no Museu da Quinta dos Cruzes.
Porém, a partir dos últimos decénios do século XVI, a exportação do açúcar sofreu forte recessão, determinada pela quebra da produtividade dos solos, pelas doenças que contaminaram os canaviais e sobretudo pela baixa dos preços resultantes da concorrência do açúcar produzido no Brasil, onde os madeirenses tinham introduzido as técnicas e até mão-de-obra especializada.

Assim, durante grande parte do século XVII, o Arquipélago da Madeira sofreu uma crise económica e social, muito embora o porto do Funchal mantivesse o tráfego comercial para África, América e Índia e também tivesse importância a exportação de doçarias e da famosa casquinha feita a partir do limão, da cidra e doutros frutos cristalizados numa calda de açúcar.

 Os madeirenses, do nada criaram uma cultura e negócios próprios. Expandiram-se para todos os continentes do mundo, principalmente para o Brasil, a África do Sul, os Estados Unidos, a Austrália.
Em 1580, Portugal e a Madeira ficaram sobre o domínio de Castela. Todavia em 1640 foi restaurada a independência, seguida do casamento da nossa Infante D. Catarina de Bragança com Carlos II da Inglaterra. Foi a rainha de Inglaterra que afirmou “A Madeira é a pérola do Atlântico e o Atlântico, queiram outros povos ou não, terá sempre a alma de um português.”

Foram, então, outorgados diversos contratos com os britânicos que favoreceram a exportação dos Vinhos Madeira para Inglaterra, Índias Ocidentais e colónias inglesas da América; e a partir dos últimos decénios do Século XVII, a Madeira conheceu outro período de crescimento económico e cultural, sendo que o seu excelente vinho voltou a tornar a Ilha famosa em todo o Mundo.
Rapidamente a produção alcançou as 45.000 pipas, das quais eram exportadas uma média de 30.000 pipas anuais.

Esta prosperidade do chamado ciclo da vinha, reflectiu-se também nas Artes e na Arquitectura.
Construíram-se as típicas residências dos séculos XVII e XVIII, com os seus "óculos de cantaria", varandas de ferro forjado, torre, mirantes, balcões e o lagar chocho no rés-do-chão; das quais ainda hoje abundam belos exemplares nas ruas dos Ferreiros, Bispo, Santa Maria e ainda nalgumas quintas dos subúrbios do Funchal.

Ao mesmo tempo nas Igrejas, Capelas e Solares, assistiu-se à afirmação do gosto barroco e da talha dourada, sobre o gosto flamengo e o mudejarismo, de que escolhemos como exemplo a Igreja de S. Pedro e a fascinante Igreja do Colégio edificadas no Funchal.

Todavia, a partir dos primeiros decénios do Século  XIX, o Arquipélago da Madeira voltou a conhecer outra recessão económica, em virtude do fim das guerras napoleónicas e a consequente restauração da paz na Europa, tendo-se modificado os hábitos de muitos consumidores ingleses, que passaram a preferir o xerez e os vinhos do Porto; tudo agravado pelas epidemias do oídio e da filoxera que destruíram grande parte das plantações de vinha madeirense.

Com a vitória dos ideais liberais contra o absolutismo, as novas autoridades madeirenses realizaram reformas económicas para lutar contra a crise e encetaram a construção das maravilhosas levadas do Rabaçal, do Juncal, do Furado e da Feijã dos Vinháticos.

Com esse aumento do regadio, cresceu a produção de cereais e de outros produtos alimentares e os madeirenses voltaram a desenvolver plantações de canaviais e a incrementar a exportação do açúcar e da banana.

Ao mesmo tempo foi-se desenvolvendo a produção e exportação dos célebres bordados madeirenses e dos típicos móveis e cestos de vimes.

Finalmente a indústria do Turismo também cresceu bastante, inicialmente através do Turismo Terapêutico. De facto, a partir de meados do Séc. XIX, uma série de médicos ingleses e alemães, recomendaram a amenidade do clima madeirense, como um possível remédio para as doenças pulmonares e muitas pessoas procuravam o Arquipélago da Madeira . Lá esteve a Imperatriz Sisi…

Depois e já no nosso Século, com a construção do aeroporto, com o aumento do porto de abrigo e com a construção de estradas ligando todas as regiões da Madeira, desenvolveu-se o Turismo Industrial e hoje a Madeira é conhecida em todo o mundo pela diversidade das suas espantosas belezas naturais, pelo magnífico clima e sobretudo pela excelente qualidade dos serviços turísticos e da simpatia da sua população.

* Receita

Pudim de Morango


1 litro de leite;
1 caixa de gelatina de morango, 2 saquetas;
1 lata de leite condensado;
Uma caixa pequena de morangos;
Caramelo q.b.para a forma;


1. Ponha o leite a ferver;

*

2. Entretanto junte as gelatinas, o leite condensado e os morangos.

*

3. Rale tudo no liquidificador.

*
4. Depois de ferver o leite, junte ao preparado anterior, mexa bem e ponha numa forma de buraco com caramelo.

*

5. Vai ao frigorífico a solidificar de um dia para o outro.

*

6. No dia seguinte, desenforme e bom apetite.

*
Este pudim não vai ao forno e fica simplesmente delicioso.

*

[YouTube:OpExb2hCYTs]

*

*

*

Agora que já os cansei… Muito Obrigado e votos de continuação de uma excelente semana,

João

 

Posted: terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010 16:21 por joaocarreira
Arquivado em: , ,

Comentários

Kontestatario said:

Caro João

Á uns tempos que não "falávamos" pois....

claro que nos cansa....rs, obrigado por me ter feito relembrar os tempos da primária, excelente "bocadinho sobre a Madeira", a informação habitual e culminando com uma receitinha que calha sempre bem...aos gulosos sem problemas de medidas, porque os outros...fiquem-se sómente por ler o seu post e imaginar rs

Sempre um prazer ler os seus posts, bom fim de semana

1 abraço

Dom

# Fevereiro 26, 2010 14:03
Para comentar necessita de estar registado