Cherry

Minha cereja divina, de tão sensual
Por for rubra, cheia de louca paixão
Por dentro, um cherry de licor
Não sei se o meu se o teu amor, natural
Eu imagino e sinto-me em ti, teu amor
ou teu licor? Meu botão de estimação
Minha fruta madura, encarnada
Teu toque, tua leveza, ao natural
Tua ser, minha bebida espiritual
Toco a cereja, com o lábio e a mão
Sinto o fragor e a doce tentação
Estou à procura de licor, sensual.
Mordo ou não?

meiadesfeita
Tributo a Marilyn Monroe

Nome: Norma Jean Baker Mortenson
Data de Nascimento: 01 de Junho de 1926
Local de Nascimento: Los Angeles - Califórnia
Alguns factos da sua vida:
Um dos maiores símbolos sexuais já produzidos por Hollywood, Norma Jean Baker Mortenson (seu nome verdadeiro) nasceu em Los Angeles Califórnia e viveu parte da infância em orfanatos. Casou-se aos 16 anos, com James Dougherty, e aproveitou quando o marido serviu na 2ª Guerra para tentar a sorte no cinema.

Começou com pequenas aparições em "O Segredo das Jóias" (1950) e "A Malvada" (1950), e despontou com "Só a Mulher Peca" (1952) e "Torrentes de Paixão" (1953). Depois, virou mito. Sua exuberância pode ser conferida em "Os Homens Preferem as Louras" (1953), "O Pecado Mora ao Lado" (1955) e "Quanto Mais Quente Melhor" (1959).

Divorciada de James Dougherty, casou-se com o ex-jogador de Basebol Joe Di Maggio e com o dramaturgo Arthur Miller. Teve um romance com o actor francês Yves Montand durante as filmagens de "Adorável Pecadora" (1960), e teria mantido relações jamais esclarecidas com o então presidente John Kennedy e com seu irmão, Robert.

A hipótese de que ela teria sido amante dos Kennedy ganhou força quando se constatou que sua casa foi vasculhada - supostamente por agentes da CIA - antes da chegada da polícia no dia em que morreu, devido a uma overdose de sedativos e barbitúricos. Mas não existem provas concretas, apenas suposições e depoimentos - alguns dos quais aparecem no documentário inglês "Marilyn e os Kennedy" (1985). No fim, a glamurosa loira de Hollywood morreu durante o sono com 36 anos em 5 de Agosto de 1962. Elton John e Bernie Taupin escreveram uma vez sobre Marilyn, "A vela se apagou muito antes do que a lenda que ainda continua acesa". Sua "vela" pode ter se apagado, mas as chamas de Marilyn brilham mais forte do que nunca.
Terá sido Marilyn assassinada? Sou da opinião que sim!




Um poema erótico
Princesa de alva pele fresca e macia,
Lascivo rosto, lábios pecaminosos,
Ver na tua boca meu falo eu queria
Banhando o alvo corpo em vagarosos,
E quentes rios de ingentes mil jorrares,
Nascidos nos montes dos meus desejos,
Colher a tua amora e tu a olhares,
Enquanto por cima eu cedo todos os meus beijos.
Envolta em manto linho imaculado,
Com delicadas mãos me gesticulas,
Estando já meu comediante irado,
Com um dedo, o teu prazer e o meu regulas.
E ardo sem que a fogueira eu veja,
Ceder-te calor degolando o frio,
Abriste tuas janelas para que eu veja
A luz jorrar da fonte quente do cio.
Mordazes os meus beijos se vão tornando,
Ao ver teus finos lábios retorcidos,
Fechando os olhos, meu falo vai falando,
Com teus nus seios expostos e exibidos.
Nem as doces cerejas têm o sabor,
Dos teus mamilos tão... (hum!) saborosos,
Trinco um e outro sem querer causar-te dor,
Alegres vai ficando e vigorosos.
Princesa do Sabbat, tu determinas,
O Fim do que eu considero o início,
E, se o quadril redondo tu me inclinas,
Findar o movimento era um suplício.
Expressão de quem vai sendo molestada,
Porém, vai sendo mais amada ainda,
Sobe um rubor quando acariciada,
Na fenda... Se visses como tu és linda,
Quando te vens, esfregando ao dianteiro
Tua válvula aquece e em mil explosões,
Recostas na almofada e num primeiro,
Soluço te deitas com as ilusões,
E o teu primeiro riso é esperançoso,
Que adorne por dentro o meu deus funesto,
Para quem pretende que seu corpo acuda,
Que com um singelo beijo se torna lesto.
Vê como por ti de cor ele não muda!
Com um dedo eu espreito se ainda vives,
De tinteiro servindo à minha pena,
E no papel lendo os versos revives,
Tão ousada e deliciosa cena,
O afago vem no teu espesso cabelo,
Que adora se soltar pelo meu peito,
Desenrolemos um novo novelo,
Que este corte e costura não foi perfeito.
EFonseca
Sensualidade da Dança do Ventre
Não há como tirar os olhos de uma mulher a dançar a dança do ventre. É fascinante ver o corpo a serviço de movimentos naturais e que a deixam ainda mais bela, em sua pura essência. Cada músculo, osso e pele se movem em harmonia para a dança e criam um clima de sedução e mistério.
A sensualidade também está presente em toda a dança do ventre. Os movimentos do corpo estimulam a libido de quem os faz e de quem vê.
É uma dança muito sensual, sem precisar apelar para vulgaridades.
É inegável que a dança do ventre mexe com a libido e estimula a fantasia de homens e mulheres. Corpos à mostra, maquilhagem misteriosa e gestos delicados e sensuais trazem uma explosão de sensações.
O olhar entre os véus, os movimentos de quadris, a projecção do tronco e o balançar da cabeça, mãos e ombros compõem gestos envolventes e que podem apimentar a vida a dois…
Outro ponto extremamente picante é ser observada por olhares atentos e ávidos por acompanhar o jogo da dança.
[YouTube:d1xrvyWK0FA]
As origens da dança do ventre se perdem no tempo. Alguns historiadores apontam entre 7.000 e 5.000 antes de Cristo. Acredita-se que ela era praticada nas antigas civilizações como a Suméria, Acádia, babilónica e egípcia. No Egipto a dança era realizada por sacerdotisas treinadas desde meninas para servirem como canal da deusa nos rituais religiosos.
A dança do ventre era realizada somente em templos, mas com o passar do tempo começou a fazer parte de grandes solenidades públicas nos palácios, o que fez com que ela se popularizasse. Com a invasão árabe muçulmana no século VII, ocorreu uma mistura de culturas e a dança espalhou-se pelo resto do mundo, através dos viajantes e mercadores.
A dança do ventre sempre foi uma celebração à vida. Os seus movimentos são inspirados nos animais, como camelos e cobras; nos quatro elementos, terra, fogo, água e ar; e em toda a natureza. A mulher, que é a faraute desta arte milenar, deve transmiti-la com amo, respeito e muita sensualidade…
Adaptado de Obscured By Clouds
Quero fazer uma confissão...
Quero fazer uma confissão esta noite
porque a noite e a rua foram jantar juntas.
Quero dizer que amo uma mulher
cujo corpo não me dá
o seu calor esta noite,
cuja ausência é um ronsel laranja.
Quero dançar com minha sombra
para que o seu rumor chegue até ela
e ela saiba que eu lhe dou a noite,
toda senhora.
Quero escrever coisas que não se esvaeçam
com o sol,
que a chuva as faça flores
que cheirem a ela.
Quero que as minhas mãos voem,
voem em silêncio
onde ela guarda os seus sonhos...
sonhos que me pertencem
porque eu lhe pertenço.
Quero que ela fique, fique sempre,
quero ser a sua voz
quero ser o seu sorriso verde,
quero ser a sua chuva no cabelo,
quero amá-la mais do que ninguém
ama ninguém.
Quero dizer-lhe, aqui e agora, que a amo
com a minha voz baixa,
com o meu ar de Outono lento,
com o meu sabor de beijos possíveis.
Quero que os pássaros sejam
os meus mensageiros de saudade.
Quero que o mundo comece quando ela vir.
Quero sonhar acordado com o seu tacto entre as
minhas mãos
a percorrer ela em silêncio o meu peito
e acordar com ela junto de mim,
calada e doce.
Quero só eu dizer-lhe sentimentos
que aceleram o coração, o seu coração apaixonado,
eu gosto da sua timidez.
Quero nadar na sua boca sem horizontes.
Quero os versos todos do planeta
a falarem dela,
versos curtos de violetas,
versos firmes de cravos,
versos perfumados de rosas.
Quero suster os seus pés no ar
e trazer ao seu peito gaivotas fiéis
que sempre deixam pegadas na praia.
Quero ser eu no seu corpo
da alva ao sol-pôr,
de lua a lua
de eternidade a eternidade.
Quero amá-la até o meu último alento.
Xavier Conde
Dedico às lindas mulheres deste Sol!
O beijo também é cultura
Do latim - osculum - diminutivo de os (boca) procede ósculo, sinónimo de beijo. Um beijo é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual - neste último caso, o beijo pode ser também noutras partes do corpo, ou ainda o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta enquanto trocam carícias com as línguas.
Lady Godiva
Descendente de anglo-saxónicos foi considerada como patrona das artes e excelente amazona, mas ficou conhecida pelo seu protesto a nu contra os impostos.
O seu nascimento está registrado na história como tendo acontecido em 1040 e a sua morte em 1080. Ainda jovem casou com Leofric, um homem de religião, mas com interesses muito obscuros que acabou por conseguir ser edil de Conventry, uma pequena vila em crescimento acelerado.
Godiva era a sua dedicada esposa, mas que, apesar do papel quase oculto das mulheres nesses tempos, não deixava de fazer, ou tentar, ver os problemas dos camponeses e a miséria em que estes viviam assim como outros assuntos similares.
A determinada altura das suas vidas, o casal resolveu criar uma abadia para receber pessoas que tivessem recebido a chamada da religião e que funcionava ainda como um centro cultural. O exterior da abadia foi escolhido pelos aldeões para as suas actividades de diversão, o que não pareceu aborrecer muito o casal, porque o que interessava era que estes estivessem entretidos e contentes. A abadia foi dedicada a Santa Eunice de Saxmundham, uma das primeiras mártires a morrer às mãos dos romanos.
Instalado na propriedade de Conventry, Leofric assumiu um papel crescente no governo e organização dos assuntos públicos da pequena vila. Ao mesmo tempo ficou com a responsabilidade dos assuntos financeiros devido ao crescimento desta. E surgiu-lhe a ideia de organizar esses assuntos com a ajuda de dinheiros públicos.
Entretanto, Godiva tinha-se tornado uma experiente amazona e adquirido o gosto por festas, artes e conhecimento.
Nos seus passeios equestres foi conhecendo melhor a vida dos camponeses e teve pena da sua existência miserável em prol de meia dúzia de ricos proprietários. E foi desta forma que se apercebeu de que a maior parte da vida destas pessoas era dedicada ao esforço para conseguirem o seu sustento, algo para vestir e formas de se protegerem sob um teto de que material fosse. Antes de perceber a dura realidade, Godiva tentou levar às massas o gosto pela beleza e pela arte, sem muito sucesso, através da abadia que fundara com o marido.
A acrescentar a todos os problemas dos camponeses estavam os impostos que Leofric cobrava na sua megalomania de fazer mais e melhor por Conventry. Os impostos eram colocados sobre tudo o que ele pensasse, chegando ao ponto de existir mesmo um sobre o estrume vendido e usado nos campos.
Godiva decidiu então que os impostos teriam de baixar para melhorar a vida dos camponeses e para lhes poder proporcionar o acesso às artes. Mas a conversa que manteve com o marido acerca do assunto não lhe correu muito bem e este não aceitou a ideia de diminuir essa fonte de rendimentos. E para castigar a mulher, decretou ainda um imposto sobre todas as obras de arte, a maior parte pertença de Godiva, do qual apenas ficaram livres as igrejas.
Para castigá-lo por sua vez, Godiva começou uma guerra de sexo, e Leofric acabou por capitular e conceder algumas alterações e reduções nos impostos. Mas para isso, Lady Godiva teria de mostrar o máximo da arte de Deus, ou seja, o seu corpo nu nas ruas da vila, por onde desfilaria a cavalo em pleno meio-dia. Para sua surpresa ela aceitou desde que tivesse a sua permissão para fazê-lo. Estupefacto com a sua coragem, Leofric decidiu ainda que se ela levasse esse ato em frente, levantaria todos os impostos sobre Conventry.
Foi escolhido um dia e toda a população aguardava em expectativa o corajoso acto.
Lady Godiva surgiu então, acompanhada a cavalo por duas criadas, estas vestidas normalmente, uma de cada lado da dama. Atravessando o mercado, Godiva mantinha a postura de sempre, relaxada e confiante. Não usava qualquer jóia ou ornamento excepto o seu longo cabelo que lhe escondia o corpo. Todos os que a viram diriam mais tarde que ela apresentava-se decente, e ninguém pensou jamais que estaria despida sob os cabelos. Esta é a versão da história considerada real que terá tido lugar a 31 de Maio de 1057, contada por Roger of Wendover na sua Crónica e que providencia inúmeros pormenores acerca do assunto.
Outra versão, mais tardia da história, conta que os seus seguidores terão pedido à população para não estar nas ruas quando ela passa-se e estes cumpriram o seu desejo, excepto um homem que se atreveu a espreitar por uma janela e ficou cego mal pousou os olhos em Godiva.
E os impostos foram retirados, aliviando o jugo dos mais pobres. Leofric manteve a sua palavra e apenas ficou a ser cobrado um imposto sobre os cavalos que já existia antes da sua direcção.
A população de Conventry não esqueceu a sua patrona e dedicou-lhe uma estátua a lembrar a todos a sua cavalgada pelo povo.