Deixar “Cair a Folha” e NÃO Adoecer

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Trago aqui umas coisitas que li há algum tempo e gostei muito. Se as palavras fossem chá, era o que vos oferecia numas chávenas bonitas, com folhas de Outono desenhadas. Sentávamo-nos nos sofás da minha sala, ao final da tarde, quando bate o sol nas janelas grandes, e sem dizermos grande coisa, saboreávamos esse cházinho aromático que fumegava e nos aquecia as mãos. Entrem e estejam à vontade:

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“ … Estou pouco habilitado para lhe dar receitas seguras. Aliás, desconfio que alguém o esteja, embora não faltem propostas.”

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Parar.

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Diz ele que tudo aquilo que sabemos vem do presente e do passado, como os hábitos e a cultura. Mas chama a atenção para o facto, de que a nossa vida está virada para o futuro, e ninguém sabe como vai ser o futuro. Que o melhor é irmos treinando a nossa capacidade de invenção.

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The Collective Invention. René Magritte

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“ (…) Embora sejam admissíveis, algumas combinações verdadeiramente patológicas, ter todas as doenças é o mesmo que não ter nenhuma. O importante é que a sua vida seja bem sucedida, você não se queixe e os outros também não se queixem de si (a não ser que seja politico, razão pela qual todos se queixarão).”

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Diz que o grande problema é quando fazemos o mesmo em todas as circunstâncias.

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Deixar cair

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E que somos basicamente imprevisíveis, mas para conseguirmos viver numa comunidade organizada, temos que ser previsíveis uns para os outros.

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Reconhece que este é o primeiro paradoxo que nos obriga a desenvolver uma personalidade complexa e consciente.

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“O que mais me alarma (…) é a falta de consciência sobre o que se passa”

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O que (diz ele) nos leva a perder a liberdade de nos modificarmos: continuamos a fazer, em qualquer circunstância, cada vez mais do mesmo.

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Outono. Morre. Transforma!!!

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Transformation, Anderson Giles

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Obrigada

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Com excertos do livro: “Como tornar-se doente mental” – Pio Abreu