SOL

Garotas/Marotas

Garotas/marotas

Gostam:

-de saborear um sorriso seu                                                                      

no sorrir aberto devolve

em cara escondida no véu

arquejado peito envolve

           II

-do  branco alvo dos seus dentes

a  envolver disfarce e flutua

jardins e aguarelas de presentes

abraçam sorrindo  não amua

         III

-do longo cabelo argolado

a envolver ombro roliço

caindo em manto costado

num jardim roda feitiço

          IV

-da anca quebra amadura

em vai e vem balanço merece

a sair na estreita a cintura

oleando tempo ainda aparece

            V

-da camisa que trás moldura

saída de calça  salteada

abanando cair joelho segura

ali ter  sido desenhada

             VI

-do andar quando foges

fingindo sem saber para onde

ao ombro livro/alforges

estudos ao saber se esconde

             VII

-do brilho meigo olhos cor breu

quando envolve jogada pertinaz!

avançado preferido o ofereceu

virám-se à loira: ele será capaz!!!

             VIII

-do gosto: gostado a desejo

como ser: serve a juventude

da boca: afagando do beijo

felicidade: festejada virtude

http://youtu.be/-COqhV9a2Ic

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8-Caçada para o Soba (2)

…Caçada

Acabado o serviço ,o sol ali põe-se depressa, quando o topografo chegou armaram-se as baterias no carro;  algumas cordas  ,duas ou três tábuas e barrotes para qualquer eventualidade e estávamos prontos .

A chuva já estava a sossegar quando chega o  filho da terceira mulher do soba ainda a pingar ,para junto da fogueira. Era só se retemperar e a equipa estava montada

O Zimlabula ainda bem que veio pois ele cheira a caça a quilometro e para ver os elefantes só ele. Atesta o ajudante nas apresentações

"Lá para as meus lados esses matulões de animal aparecem pouco e como disse ,já vi de tudo(como uma onça que passava todos os dias nas imediações de nossa casa);só me faltava o elefante" -diz o jovem e promissor regente estagiário.

                         II

A vida ali corria trabalho, ao fim do dia uma cervejas; um ou outro petisco que a tia Francisca nos preparava ao fim do dia mas ,percebe-se que hoje  é um pouco diferente o S. está com a  vicieira  da  caça e  o soba amigo do  Kaluec ia casar uma filha que: para além do alambamento que o noivo entregava em género(bois normalmente);dá sempre uma grande festa e o nosso querido topografo desta vez era, como que, uma espécie de padrinho:

-Como amanhã, é sexta e o fim de semana é nosso, não temos para onde ir .As águas do Cunene estão ainda fortes,não dá para pescar e mergulhar ainda menos.Não é?

-Topamos? fazemos bonito para o soba ao levar-lhe uma peças de caça que é isso que ele quer e desta vez vai vai juntar as aldeias todas :

-Vamos caçar um pouco mais e cça mais grossa?-anima o ajudante de topografo

-Convida o filho da 3ª mulher?-atira o jovem ,que já mais parece um veterano nestas lides e anda por aqui para mês e meio ou dois(confirma o escrevidor destas)

-Tens razão?- que ele não se perde e até fareja a direcção que devemos tomar para encontrar boa posição para dar uns tirose pessoal para carregar e preparar os churrascos

-Se ele souber aparece aqui de certeza ?-vais ver?

-Já sei mando recado pelo Xisto Pequenino , ele vai sempre ,para não sei onde ,ao fim de semana e o sujeito passa por lá .

-O Zimlabula ainda bem que veio pois ele cheira a caça a quilometro e para ver os elefantes só ele?-Atesta o ajudante nas apresentações

Assim combinado.Jeep atestado, baterias carregadas e bem acondicionadas

 Hora chegada: pouco depois do aparecimento dos mosquitos: que a chuva caiu,a mulola do Kuvoca deve  ter água e os os animais devem andar por perto

 Equipa para cima do Land Rovere:

-o pessoal que couber ainda vai na cabine uns bons quilómetros  e agora que conduz é o jovem estagiário já (promovido pelos vistos)que o caçador vai descansar os olhos aqui ao lado .

-no local determinado,  é preciso sair da estrada e a equipa  muda de posições :o líder toma  ao condução ;o farolineiro  apoiado no tejadilho ;os dois ajudantes ladeiam-no de olhos bem afinados no mato .depois de terem atacado os bornes da bateria e testado as suas funções que: o dispositivo de foco tem que estar sem deficiências e protinho a mostrar serviço.

O Land Rover avança , ao toque o ombro esquerdo o farolineiro ataca o lado do mesmo ,que o filho do soba viu dois olhos  e o Zilambula não se engana ,logo para lá  foi apontado e o gnu está lá ;calma toca para a direita ,ele ainda se esconde; mais um toque que ele já vem andando

Vem devagarinho meu lindo ?pensa baixinho o jovem do foco.

...Agora no silêncio um toque no capô;  apaga-se a luz e o veículo desliza devagar; mais um pouco farolim a chamar:

-Não te assustes ?devagarinho ...para a frente do carro???isso

-«vem vem» vai balbuciando e o animal no meio daquele silêncio está encandeado a  vir;o condutor sai

-»Atravessa-a que a arma já está ao ombro e num toque de luz  para virar o animal e a espádua ficar de frente .O tiro sai e o animal não sofre ...Esta ali caído

Certeiro?-que agora se levanta a voz

Sacana ???.Estás a perceber mais do que te ensinei: oh meu jovem caçador!!!-este estava  arrepiado e em frenesim: que bela operação?

-Sciu? diz Zimbadula- ainda á mais

Acende-se a luz  do carro e ,os outros animais estavam ali como que a saber o que tinha acontecido

 -Segurem-se O S. deu-lhe para ir atrás deles?É que agora são empalas , ainda estão espantada com o tiro mas logo vão começar a saqar e correr:

O Gnu fica que depois tratamos dele?

Saímos em velocidade que mal a porta do jeep se fechou e ela começaram a dançar á nossa frente Ainda vamos…


-Volta no morro de salalé

-PÁRA !!!-apagam-se as  luzes do Land Rover e:

...farolim lá estava varrendo a imensidão para atingir em   frente; olhos em tons de amarelo- empala altura e côr dos olhos segura-a que vai fugir. Segura-o Não a espantes assim?-conyinuava a falar para dentro o entusiasmedo dao farolim …já está?-Tens que mandar vir uns homens lá da aldeia para os colocarmos no jeep

-Menino Já não é nada que agente não sabiam.J á estão a tratar do primeiro

Caramba mas ainda andamos uns bons Km atrás das empalas. Voltamos e vamos carrega-la primeiro

Entretanto preciso de me orientar?

A "cantina" do Bufalo Bill Não fica para os lados daquela mulola ?

-È!!! Menino Vamos la comer qualquer coisa?

-Há lá sempre uma panela com agua a ferver. Um arroz faz-se num estante; ovos logo se cozem e umas latinhas de atum ou o que ele la tiver de enlatados vai saber que nem jinjas

Oferecemos-lhe uma bichinho destes?

Ele já ouviu os tiros Já sabe quem anda por ai.

Já esta a preparar o arroz? Se ...não for um bom pirão de farinha de massango( massambala) estava melhor do que nunca,infiltrado com aquele molho de óleo de palma que ele faz ,msis lhe mistura  umas ervas que apanha e junta rama de batata doce e;gindungo q.b e não sei eu mais o quê :

-Só sei  que é bom? afirma o jovem estagiário

-ah!anh!O nosso jovem já também por aqui andou?-gozou o topografo

Vim com ele ,quando o capataz dispensou o carro? apoiou ao ajudante Viemos todos ?

???Trabalho!!!?

E ...a massambala estava melhor do que nunca,apaparicado de mão apertadana galinha demolhada ,no óleo de dédém na rama de batata e outras ervas que o Bil sempre havia de misturar,e:... o marufo (bebida regional fermentada da seiva de "certa" palmeira) Apareceu e,foi pelos vistos, muito bem vindo Até é doce...

...finímo-nos.

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8-Caçada para o Soba

8 -Caçada para o Soba (2)

 -1º-O  Elefante

Os indivíduos que se aproximam, só não conheço o rapaz para o baixote ,magrote, óculos , cabelo puxado e camisa a querer sair das calças ;os outros são o nosso diretor, o capataz e o chefe de posto:

“Vai sobrar alguma coisa apara mim” -pensa o topografo a verificar o aquecimento ou não do motor,afagando com a mão a zona do radiador.

-Estás em forme "Menino"?-balbucia

 A viagem foi longa... Os cumprimentos e essas coisas todas  ficou a saber que vai  ter que apoiar logisticamente, aqui, um estagiário como companheiro(“não engana muito as calças de ganga ainda da escola e as botas também por lá andaram o que para quem parece não ter cara nem conversa e modos de causou boa impressão!!! .Novo este "charrua "ainda não tem vinte anos e já anda por aqui!!

-Damos por aí uma volta, de apresentação e eu depois tenho que voltar ainda são umas  centenas de quilómetros? -pede; o

diretor

-Fique para amanhã em minha casa ?apoia o chefe de posto  o

–Não seja maçada !?-amite o diretor

….

O topografo entroncado que devia andar perto dos quarenta, pôs o jovem á vontade, trocou umas piadas , mesmo uma anedota e partiu para a sua volta da noite que :   ele lá sabia!!!

 “«para começar não está mal o nosso jovem estagiário está prontinho para o trabalho, na hora combinada e  de pastinha da mão .Como deve ser»”.

Vê-se nesta primeira saída para o trabalho no ar ,o gozo, quando se cumprimentam. Estavam desde aí a entenderem-se como era natural para quem vive do campo e para o campo

Eram seis horas da manhã e a necessidade de se aproveitar as horas mais frescas eram determinantes para a qualidade do  trabalho para  aproveitar que nesta época os dia são mesmo quentes.

-Isto arrefece durante a noite ?

-Estamos num clima semi –desértico.!!!ironiza o nosso topografo

-Tenho um colega dos mais velhos, que saiu no ano passado e era destes lados e ele já o dizia e:os bichos estavam ali impávidos,orelhas atentas ,trombas na água e um  movimentar "volumoso" ...digno: belo...

O trabalho ia andando no sul entre a serra e o deserto de Moçamedes (primo mais novo do deserto do Namibe) e para além do trabalho o tema era sempre ou a maior parte das vezes :caça…

-Gostei sempre de farolinar ?diz o jovem e  se fossemos ver uns elefantes ?Soube que costumam andar ai por perto?

-È mesmo hoje ? É sexta deixo-o ai no seu trabalho, vou ao soba do Kaloec ,que ele pediu para lá ir eu já sei o que ele quer

-Quer festa ?e para a festa algumas Empala e um Gnu fazem jeito e é sempre bom ter o homem do nosso lado que este é cuanhama e dos verdadeiros  ...ainda!para o meu trabalho e para o seu estes contactos são muito importantes ;este soba quase todos os anos casa uma filha.Se de mulheres são sete e agora dizem que anda a marcar bois e vacas para arranjar uma nova.Assim também eu  eh!eh!eh!

-Lá vou e meninos portem-se bem ?Eu chego !

Nós carregamos aqui as duas baterias e tenho que mudar as lâmpadas do farolim?

Vai chover e logo á noitinha vai estar mesmo bom porque a lua não vai aparecer e na viagem passamos e esperamos por eles na mulola dos elefantes  pois eles  têm necessidade nesta altura de ir beber

Não te atrapalhes que eu não trago material para elefantes ?-é só para ver!!!

Nessa primeira vez o carro aproximou-se de mansinho do espelho de agua; parou a uns bons trezentos  metros; fez-se a aproximação sem grandes alardes e atras de um bosque ”mutiáti”e uma elevação ali ficamos a apanhar um belo “barbeiro” (frio) que a noite estava de lua e por estarmos perto da água ainda era maior.

-Já se sentem .Calma?

O coração do jovem batia e era um espetáculo ver aqueles paquidermes levar á frente o matagal e parar. mesmo á nossa frente. -lembrava agora ter deixado a máquina fotográfica na Chibia Azar!!

-Eram maiores que eu pensava?

-Vamos ter mais oportunidades meu amigo?

-Hoje voltamos cedo que amanhã ainda á que fazer

-A lua esta boa para os enxertos,companheiro e isso tem que ser feito pela fresca e ...na hora

-Temos Técnico -continuo a ironizar o conhecedor do terreno por ser dali e ainda por cima topografo o que era natural e aquela região muito precisava,para além das caçadas e o seu tom sempre de brincadeira,o mundo era bom para ele e os que o circundavam...

e por ai ...adiante

           …                                                                ...

(continuo)...a caçada

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7-Amores do velho Jacinto

Amores do velho Jacinto

Mulher na lágrima de meus olhos

Mamã Luadinda minha menina

da lua dos seixos de vime

Aureola e brilho mulher divina

Levaste-me no peito amor sublime

dos beijos que hoje não tenho

Gozo-os sempre que ao mar venho

Pego no mar que salga minha saudade

Que assim dura até á minha idade

seja no que farei o que sempre fiz

É viver na terra pouco menos feliz

                 II

Menina deixaste tão linda

Na noite em cama macia dormindo

Sei que tu de cima vigias gentil sereia

Seu sorriso fica unido ao teu findo

Como  quem banhas a areia

como resplandece a lua á minha beira

da lua e do mar te faz minha

Amor das duas que tanto amo

Ficas nas  lagrimas deixo no oceano

Que me levas á ilha que tanto -amo

                    III

Fixo-te entre nenúfares pousados no lago 

Neste mergulho como se te beijar

Limpo do sal que te perdura

no tempo  de minha doce neta meu afago

de menina com  desejos arrebatar

da idade que é toda candura

Pequena vida em alegria que me deixaste

vejo nela em ti muita mais saudade             

ninfa  dormindo em iluminada cambraia

sonhadora desta luar farto,banha a praia

                                                                      

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6-Saudades...

Saudades…

Aquela juventude era simpática, feliz e conversadora para além de serem bons ouvintes, refletia o mestre Jacinto nos seus quase 70 anos(entre os mais velhos dizia que não queria dizer 69 e para aqueles meninos nunca o diria).Os jovens à volta ouviam as suas histórias riam-se e metiam-se com ele ,o que o motivava e logo vinha outra e mais outra.

E as anedotas?-sublinhava as suas notas com uma batida ritmada no calado do barco onde estava sentado, como  que marcando cada tempo a música que era para ele ser cativador ,no orgulho da sua idade . O tempo estava quente ,os meninos e rapazes já tinham ido e ele ia como gostava de fazer lá na sua terra, numa espécie de cerimónia mística: aproximou-se da água da praia despiu-se e, em calções, vai olhando para a lua no seu quarto crescente (ela, a lua, aqui no sul não mente) imaginando ver a sua bela mulher que há  muito tempo tinha falecido. Via, naquela parte maior da lua, por entre as trevas sumariamente iluminada, em mais reflexos do que luz ;mostrando a cara   e os cabelos soltos ,da sua amada .O brilho cor de estanho do mar que o ia engolindo e lhe trazia aquela brisa suave da saudade ;no momento em que as lágrimas lhe mareavam os olhos; continuava atravessando as pequenas ondas de  água salgada do mar e pela cintura ,a primeira lágrima e com aquela primeira lagrima mergulhava no seu oceano. O oceano era …toda ela…

Sentia o mar a bater-lhe na cara, nadava um pouco e saindo devagarinho…                                           se aconchegava na cama que lhe era destinada ,lembrando os meninos que serão sempre meninos para ele e como ela gostava tanto de jovens. Haveria de gostar deles?-pensava com saudade

 Como era linda a sua mulher e a sua filha que deus também levara de doença” braba”, que os doutores diziam ser leucemia…tinha deixado a sua Tensa , lhe dera trabalho ,  boa educação e hoje tinha  grande orgulho nela

. A  noite ia passando e  Jacinto Onório Floripes Cagaliostro e Barbêdo, naquela idade não precisava de dormir muito e só pela ,manhazinha ,quando a Lua se tinha desvanecido despedindo-se do mar ,com o seu brilho cintilante arrasava toda a sua imensa vastidão, até á janela de seu quarto. É que dormiu suavemente até o sol como sempre quis lhe entra pela janela.

“Jacinto depois da morte de sua esposa. Sempre que a lua se encontrava em quarto crescente/lua cheia, entrava no seu mar e quando este lhe chegava á cintura benzia-se murmurava com aquele astro, sua reza: lembrando sua mulher. A lua da saudade sentia-a  tremer aos seus olhos, cheios das lágrimas que sempre voltavam; e naquele oceano as fazia mergulhar com ele todo o seu sentimento ;ouvia o mar em submersão ao sentir a pressão nos ouvidos a  latejar e os lábios tremerem ;deixando e misturando a sua respiração naquele imenso mar. Voltava sempre nadando devagarinho de costas para observar a lua e o seu coração se ia conformando e se acalmava”

Logo se levantou pois também sentia saudade de uma pescaria  e para isso já tinha lugar certo e naqueles dias armava a sua cana de bambú que tinha cortado por ali; juntou-lhe um rolamento que ele próprio tinha preparado na oficina ;juntou-lhe o fio e agora que o sol vinha e enquanto os outros, ainda dormiam e, mais tarde ,se iam divertir na saudade , se banhavam nas ondas do mar :o velho Jacinto ia pescando no segredo daquelas rochas e daquele “montão“que dava abrigo aos barcos,

Ainda ontem apanhou uns  bastante grande que lhe serviu de almoço, que tão bem soube preparar para os convivas  que logo  lhe apareceram já : sabendo, das suas qualidades de velho pescador e bom cozinheiro(para além de bom homem como se constata) :

-Hoje estava com vontade de ir mais longe mas Beto ,que andava por perto disse-lhe que era melhor não arriscar que aquelas pedras não eram as da sua ilha : arrisca-se muito e as suas pernas já não se comportam tão bem

-Ah As meninas !!!Quase me assustaram?

-Tenha cuidado Senhor Jacinto?

-Hoje queria fazer uma boa pescaria ?Tenho cá uma fezada?

-Olhe que ainda está novo e bem disposto?

-Pudesse eu !!! que é brincadeira?

Mesmo assim , deixou o dedo a tatear o fio porque podia mesmo agora agarrar algum, e… não é que ele o está a sentir

 Pegou no anzol? Cochichou e  as meninas calaram-se a observaram o mar!!!

-Dou-lhe corda para o cansar? Vem cá ? Mostra-te ai ás meninas?

O peixe veio Era  pequeno ,mas mesmo assim o mostrou com orgulho  aos jovens que tinham ali aportado:

 -E pequenino Vou devolver ao mar?

Parabéns senhor Jacinto»? Chegou dizendo o pai e a mãe das meninas e:

  Olhe que acabou de dar um bom exemplo que só um sábio o sabe aproveitar!!!

Só por isso e(pelo gesto)vejo  que as minha pequenas tinham razão .Você é um homen especial!! !Conseguiu cativá-las E vamos combinar para amanhã uma saída consigo para a pesca no alto mar

As meninas rejubilaram (simpatizaram com aquele velho, ou seria outra coisa? Esperemos?)

-Aceite Sr jacinto ?Vai-nos contar mais das suas histórias aos nossos pais.

-Eu não sei se posso ? Tenho que falat com a minha Tense?

Está bem ? Ela mais um ou dois podem vir que vamos caber?-respondeu a mãe abraçada ás filhas que ali com o sol a agarrar-lhes de lado pareciam um quadro .

Jacinto tinha dito que as meninas eram lindas mas, agora confirmava ,ali mesmo, que ela tinham a quem sair A senhora porque ia para o mar arranjou-se :um rabo de cavalo, seguro por um anel de missangas do planalto que suavemente brilhavam em seus cabelos e se prolongavam neles fazendo-os sobressair na macieza da sua cor escura; a sua testa se, alongava mostrando duas suaves rugas personalizadas ;as sobrancelhas grossas mostravam os olhos de que já falamos e para um nariz  saia, ligeiramente adunco, pouco corcovado ,como que a pingar para o queixo, redondo, um pouco saído e bem feito O pescoço assim se sobressaia mais, numa camisa leve(certamente de fardo mas ainda boa),cortada na cintura por um cinto feito de traçado de folha macerada de palmeira em cores matizadas,em tranças longitudinais .Da camisa caida para as bermudas que lhe apertavam a belas curvas (periféricas) até a bochecha das pernas redondas e fortes.

Jacinto como que estava estasiado...

 -Senhora?

 -Então Senhor Jacinto ? Olhe que se não vier ficamos zangados? disse a sorrir o marido.

 -Nós depois de amanhã vamos subir para a fazenda?

-Nós também? Acabaram de chegar a Tense e o Beto e alguns ,outros .

 Ouvimos a conversa e o pai vai aceitar? As meninas gostam muito de si?-entusiasmou-se a Tense e os outros o fizeram ver que era uma boa oportunidade:

-Vais matar saudades?-velho caturra e lembrares-te da tua canoa lá da ilha

-E isso mesmo!!!Olhe que vai gostar?

-Vocês ficaram amigas ? mas que bom!!!vamos e eu vou ensinar a este Jovem pai desta meninas tão lindas!!! como se pesca em alto mar?

Vamos a isso ? respondeu o pai,

  ….ajeitando o pullover que lhe envolvia o pescoço ;abraça a mulher e devagar foram percorrer a praia em passo ligeiro e no seus belos portes, iam comentando entre eles algo e como sempre com alegria

Póst scriptum : uns fizeram a viagem de regresso  de comboio e pelo caminho se entusiasmaram também com a visita próxima do governador e o diretor e o doutor e os outros já iam planeando para quando como e onde; Tense e Beto ficaram com as direções e mais tarde , já casados encontraram-se por lá.

Os outros mais as suas lindas filhas –na saudade do Jacinto, tinham ido para a fazenda na Chevrolet nova que tinham comprado e era muito necessária na fazenda…

 O velho  Jacinto foi continuando a contar as suas historias e Abadessa continuava atenta ,redonda e cada vez mais curvada a tomar conta dos seus meninos…Fim

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5-Terra Mestiça

Terra Mestiça

As pessoas ficaram  em grupos debaixo das palmeiras ainda pequenas; outras aproximavam-se da água e iam mulher  os pés e outras rumaram para o bar que estava aberto. Beto esteve pouco tempo no grupo dos rapazes ,mas notava-se na sua expressão estava para poucas conversas. mitigou uma desculpa e saiu para a casa que se tinha destinado à sua  família.

Por pouco se deitou depois de conversa normal com os pais ,mas estava esticado na cama ,o tempo passava e não dava com o sono: conheceu a sua sempre namorada Tense .desde miúda; no tempo que ela era expert no berlinde ;as idades se aproximavam e eram vizinhos de casa e quintal naquela ilha de Santiago. Admirava aquele gesto que fazia quando dobrada de ombros virados para a frente lhe atacava os berlindes e os buracos ou, mesmo, se o seu “apanhava“; conservava aquele jeito curvado(natural nela) que lhe fazia endurecer os seios e e dar-lhes medida e mesmo no cansaço se abria um sorriso .

Agora já uma moça disposta a noivar, gostava de imitar, apreciar e aprender com sua tia, já de cabelos brancos e fazia o cabelo ás pessoas da comunidade .Nessa aprendizagem, trouxe-lhe gestos, educação e cuidados  próprios, até    passou depois a substituí-la naquela profissão e dai  começar a lidar com as pessoas muito cedo. Adivinhava-se no seu cabelo loiro natural, descaído e sempre arranjado sobre os ombros ;passava sempre o lápis pelos olhos pequenos e verdes ,perscrutando por entre umas pestanas, ligeiramente voltadas  a  sobressair  na sua pele branquinha  e macia, pelo trato de qualquer pomada. Bonita, dentro da sua magreza; elegante na sua anca estreita e cintura pouco marcada .Beto adormeceu dançando com ela e…como seu corpo, rijo  se curvava  a “dar-se” no passo rítmico da morna e na volta que a sentia nos tempos se o corpo se exprimia.

                                                                                        

No outro lado da restinga a vistoria , limpeza do barco e  abastecimento estavam a decorrer, já que o primo “velho” se prontificou a ficar á sua disposição nestas férias e os pais tinham saído a tratar de problemas da fazenda. Era um casal que passava a mostrar felicidade e convivência natural ;ele de aspeto afro –latino, forte de compleição atlética, homem mediano no volume do corpo; na cor da pele a mostrar que na sua atividade profissional ia apanhando sol  e nas suas mão fortes se apresentava um leve calejo que se deduz, resultante da maior utilização das mesmas: não deixava a sua elegância de mulato no preparo que tinha na escolha da camisa e no vinco das calças ;este verdadeiro descendente do bisneto (talvez mais )de chefe de tribo ovimbundo-banto),na forma como sempre ripava a sua bela carapinha. em jeito e de corte curto no cabelo bem escuro.

                                                                                   

Vinham de férias ,como o faziam todos os anos, a  atirar-se ao velho desporto de pescar em alto mar ou junto á foz do rio, onde os peixes estavam mais em conta.paraisso se preparava e combinava competições com os amigos:

Acho que encontrámos uns amigos para as filhotas?

Cuidado que ainda não sabes quem são?

Vê-se que é boa gente ?- Dá uma volta com eles no barco que eles vão gostar? Pelo que percebi estão cá à pouco tempo e viveram a maior parte dele numa ilha

E…foram continuaram no seu regresso a casa de seu cunhado.

Ela dava-lhe o braço com a graça de uma filha da terra ,apesar da sua cor branca queimada pelo sol de praia (diferente do outro),e/ou de exposição que a pele continuava elástica  e fina Sabia-se(e mais tarde o velho Jacinto vai confirmar)que era filha e mestiça daquelas terras ,no seu cabelo solto a tapar  a testa ,a debruar-se pelas orelhas donde se refletiam, a espaços  brilhos de diversas cores saídas das pedras talhadas de seus brincos. Caiam pelas costas a apontar, pelas costas no seu ondulado e o olhar que se prendia nas ancas que  os quarenta e tais levantavam a terminar nas pernas ligeiramente  longas e grossas que o vestido agradavelmente torneava.

As acácias viram  acordar a praia naqueles dias e a competição pretendida foi alinhada à hora certa  e todos os estafetas cumpriram à risca e como podiam as suas tarefas.

 -O seu menino saiu-se bem na arrancada Doutor

-Parabéns ? diz satisfeito o Doutor

-Doutor você esteve bem. Que final? por pouco não acabávamos nos primeiros lugare

-Eles eram melhores e conheciam este mar. Diga à malta que o governador e o diretor ficaram muito satisfeitos com a nossa participação e já ficaram de combinar uma caçada em resposta a esta iniciativa mas agora la no Bié

Onde esta a rapaziada?

Saíram bem logo depois de atribuírem os prémios, segundo me informaram pois já fizeram amigos que lhes prometeram dar umas voltas de barco.

                                                                                     

Esta juventude? diz o diretor para todos e logo agarrou no braço do doutor e começaram a andar em plena conversa, por baixo daquelas diversas e frondosas arvores que acompanhavam aquela costa ,abrigavam e protegiam as casas, sustidas no ar por uma armação para que a agua das grandes “calemas” passasse por baixo.

Mãe Abadessa vinha para verificação dos andamentos ,dos seus meninos(eram todos!!!)na sua bondade de mulher inteligente de muitas vidas e se propunha sempre saber por onde e com quem andavam 
Já tinha bisbilhotado o casal e logo o Doutor se afinou com ela:

-Então Abadessa que achaste ?Deixaste ir os teus meninos?

Badessa mulher baixa de anca redonda, de perna já arqueada  e rosto redondo de seu castanho alaranjado, descobria sempre um sorriso de menininha marota mas sabida:

-Menino Doutor eu estava lá e vi bem que aquilo é gente que não engana. É gente boa e de trabalho. Garanto!!!

-Como sabes ? o diretor ainda estava baralhado com a relação desta com o doutor

-Estes meus  anos são muitos e o tempo destes cabelos brancos dá para eu logo perceber  e o meu menino doutor sabe muito bem ,adivinhar logo que é boa e gente linda e daquelas que se não duvida.

È verdade diretor esta bela  respeitável velha  senhora é capaz  se,se zangar, de me ameaçar com uma palmadinhas pois foi sempre, minha protetora, desde que muito jovem comecei a trabalhar !!!? E iam andando…e ainda ouviu cuidado Doutor!!!

O governador não tem grande simpatia por este casal  considera-os metediços, porque têm uma vida fácil e andam por ai a dizer aos quatro ventos que o Delgado(Humberto)ganhou aqui Preocupa-o serem tão descontraídos; darem-se bem com todos  e querem formar uma espécie de associação para a defesa dos interesses dos fazendeiros Vivem muito bem com uma fazenda que arranjaram lá para o interior.

-desde que vivam bem e do fruto do seu trabalho? …è um belo casal e a senhora é muito linda -estou á pouco aqui mas já vi muitos negros casados com brancas?

Ele não é negro é mulato e ela é mestiça?

Como sabe ?Diria que ela é branca?

À traços que não enganam e este casal é mesmo fruto da mestiçagem…e as filhas que os acompanhava são lindíssimas…

Por coincidência o velho Jacinto deu conta que a sua Tense: vinha ,com o resto da juventude, que tinha ido à vez dar uma volta no pequeno barco que aquele casal possuía  ,numa alegria  que merecia observação… .Ela tinha vestido as suas calças de ganga que à mais de quinze dias andava a tratar :lavando-as com lixívia  mergulhando-as dias a fio batendo na pedra para ficarem coçadas e justas que até lhe fazia impressão

A sua neta era linda e apesar de mais magrita não ficava mal ao pé das outras que eram meninas “ricas”.

Beijou-o ?

as outras pequenas na sua graça e vênia simpaticamente também o fizeram.(se não era noite o velho Jacinto tinha chacota na companhia, mas safou-se dela pela escuridão que lhe tapou a vermelhidão e aquecimento da cara.)

e… ficaram ali a meter-se com ele e sabiam que os seus novos amigos haviam de ouvir as suas histórias…e por pouco de todos sentados à volta sempre apareceu uma fogueira e o velho Jacinto foi 0 “domador das feras” (como ele dizia)…

http://www.flickr.com/photos/afribrasil/1464359295/

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4-Competições na praia

 4-…Competições na praia

As duas manas não se sentiram incomodadas não havendo dúvidas que os novos conhecidos se mostravam simpáticos, alegres, convivas em outro certo ar galante, (diferente)mostrando a sua graça e sentido de humor..Seguiam-nos agora com olhar e sorriso maravilhado e feliz, reparando que o mais alto ,bastante mais velho ,afastava-se  em seu porte inérgico alicerçado em pernas altas ,tronco estreito e ombros a alargar em fino mas atlético.

São giros? goza a mana mais nova a arrebitar o nariz,bem talhado e delgado.

Logo os olhos verde-acinzentados pareceram  brilhar no esboço de um sorriso, de lábios medianamente grossos, bem alinhados e lábio inferior sensualmente saído, a esconder dentes alvos.

A direção os separava com a promessa de se encontrarem na praia ,ia indo no seu passo elegante e rápido ,saídos do elevado e redondo circulo anterior ,que fechava em arco na cintura ,atirando a barriga para a frente e os ombros direitos atrás, alinhando a passada numa linha, controlada de frente

-Parece uma modelo  da revista “plateia”? afirmava o jovem ,já de barba feita ,cor de pele em castanho cacau, na caraterística cor de caboverdeano de olho altaneiro do azul daquele mar, no baixio que se arrumava entre as pálpebras densas

Por perto e alinhada com a família dentro do carro …Tense a lembrar-se dos últimos toques transmitidos pelas paredes delgadas do comboio de suas casa, “tentava” desaparecer “ dali estar e não sentira orelha esquerda a arder e os dedos a apertar nas mãos…as manas ,como adversárias .eram bonitas e pelos vistos de boas famílias ,parecendo , de longe, onde estavam de transmitirem  satisfação  com aquele convívio

Beto passou e num gesto desconflituoso levantou para ela o dedo polegar ,na confirmação que ela estava primeiro e o que se passou não era mais do que um ato de civilidade  para com família tão gentil

-Aquilo não é gente para ti meu menino!!! pensou ,

e logo as orelhas foram deixando de ferver e o coração se apaziguou. Que mesmo a mais novita, também ia ficar um bom pedaço de mulher e  ancas ainda por moldar, com a idade, já se começavam  alargar ao jeito/perfil da mulher angolana

-Aquilo é só mais uns anitos e a pequena ainda vai ficar mais lindar que a mais velha!!!-os comentários andavam a esvoaçar na briza daquele oceano que os levva á mocidade e aos bons tempo s da sua juventude nas ilhas.

Era tempo de ajudar e todos viam a necessidade de o fazer, dentro das suas possibilidade sobre a batuta da mãe Niza Sidónia  Badessa, cabo verdiana que de velha já tinha muito tempo e sabia lidar com o assunto .Era preciso instalar o pessoal porque se demorarem muito vão todos para a galdéria nas águas quentes deste oceano:

-Que o mar está bonito e tem muito a cor do nosso?

Com tempo as famílias se instalaram e logo a seguida foi-lhes oferecida uma refeição na “cantina “(refeitório improvisado)que servia eventualmente aquela comunidade…As mulheres após a refeição invadiram a cozinha e em conversa, conseguiram resolver o  como, onde e quando  se poderiam abastecer  e depois elas mesmo alimentarem conforme combinado  todas as suas famílias.

Os “senhores” não apareciam e logo foram informados que os mesmos e suas famílias tinham ficado no governo civil onde  tinham recebido numa refeição , onde os mariscos não teriam faltado e com bom vinho e cocktail  final.

Por outro lado os homens e filhos, depois de comerem, resolveram aninhar numa verdadeira cesta na areia por baixo das palmeiras .acácias e chorões que havia por ali quanto bastasse as crianças a cada minuto perguntavam:

-Pai quando podemos ir para a água?

Ainda é muito cedo. Vai buscar a bola que trouxemos e junta-te com os outros e joguem á bola até fazerem a digestão

O mar estava ligeiramente ondulado ,com as ondas a fazerem-se ao areal ,mesmo boas para uns bons mergulhos e, não passou muito tempo que o pessoal mais novo já andava la dentro em competições e mergulhos. Despejavam rasgos de  alegria em cada gesto enquanto alguns barcos passavam e deviam ser pescadores pois as gaivotas andavam numa gritaria em volta deles

Cheira ás nossas ilha Jacinto?

 Deixemo-nos de coisas e vamos é dar o mergulho e nadar até junto dos barcos que regressam, da sua faina do dia ou da noite?

O Jacinto era como mãe Niza ,para todos era como um pai, de não muito mais velho ,mas funcionário de muitos anos e por assim ter criado  respeito de líder mesmo conselheiro

Noite dentro o doutor tinha ideias a discutir com o pessoal e ele mesmo fez questão de convidar; tinha estado com o governador e o mesmo com o próprio combinado  para outra tarde a tal travessia da restinga.

Faz-nos falta o Tavinho?

Mas vai o seu mais velho. Nada bem e está bem encorpado

Não sei. Acho que sim.

Podia ir o guarda Rocha!!!

Oh Sr Doutor .Lembre-se que o meu pai partiu a perna há pouco tempo .

È verdade e tens razão!!! .Ainda pode complicar

Então vai o meu  Deve querer ir

Então ele vai em primeiro, depois tu e o outro e nós os dois ficamos para as etapas maiores no fim

Lembrem-se que as barcaças estão lá ,nos pontos de mudança de testemunho. Dão o testemunho e o outro mergulha. Certo?

As primeiras devia estar mais perto?

Claro? Que os mais novos ainda não aguentam

O Doutor está em forma ? Não vamos ficar mal?

O doutor era um tipo de pouco mais de u metro e setenta. ,por aí, peito largo e cheio ,braços compridos e músculos rijos. Tinha grande resistência e todos sabiam que la na ilha treinava no fundo do mar quase junto aos tubarões:

Lembra-se daquela vez que vossa excelência ?( há sempre um” graxa”) por lá andava e se ouviu o grito dos vigilantes :

-Tubarão na praia !!!? Tubarão na praia!!!?Tubarão na praia!!!=

-Foi o ver se te avias ,aquilo é que foi andar Mas se vocês não fizessem aquele barulho todo não sei se ele voltava para trás

-Belos tempos!!!

O Beto apareceu mesmo ao fim da reunião e alguns já andavam nos matraquilhos. Não trazia boa cara o craque que esta a ser convidado para ir para o Belenenses (verdade mesmo)

A Tense deve-lhe ter dado um aperto, de nariz .Que ele não é muito de deixar esticar

Também com este? Precisa de se cuidar!!!eeh!!!eh!eh!”

Temos é que combinar um ”trumuno “ também com que nos quiser, daqui bater-se na paia connosco?

Do outro lado da Restinga deambulavam a ver as montras da cidade a família , das nossas conhecidas, mais uns primos para onde foram ficar. Estavam como não podia deixar de ser ,harmoniosamente vestidas para aquelas noites quentes e com os reforços que receberam  a fasquia da beleza passou do melhor para o ótimo a incluir a própria mãe (que “estálo”).

Da conversa pôde sair que a Geninha entusiasmava a mais nova a convencer a mãe e por tabela o pai (não se sabe se para o caso o contrário seria melhor???) deixarem-nas ir de barco para a praia

-Amanhã não posso ,porque tenho de ir tratar de uns assuntos: não estou de férias como vocês?

-Se tiverem juízo e conseguirem dar a volta ao vosso primo e ele for a conduzir o barco?

-Eu depois lá apareço? E tu vai não vais Oh Mãe?

-Claro que vou que tenho e gosto de apanhar o meu sol.

(A "coisa" promete!!!...)

http://youtu.be/Yl4lL8yw_Ic

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3- Vagão Restaurante

Vagão Restaurante /Bar 

  Beto tinha razão, aquele vagão restaurante aninhou junto ao bar na penúltima carruagem, parecia ter vida , tal era o luxo que por lá havia : eram o polido do chão  a brilhar  nas tábuas corridas; as paredes paralelas pintadas sobre tela com figuras onde pintaram leões e leoas  e caçadores ;do outro lado palmeiras em frente um morro e a praia,  de águas límpidas e pouco profundas que se sentia bater ao de leve na areia, na mestria de certo modo no garrida das cores do pincel /tinta a assinar ao fundo e à esquerda nome de pintor

 O bar continuava ,agora mais luzidio e brilhante numa as pontas do restaurante de armário   envidraçada em vidro polido ,seguro em esquadro esmaltado a demonstrar cuidado e asseio que se punha naquele vagão .Meias de vidros puxados a pano cru que nem uma caganita de mosca tinha vontade de ali ficar, a condizer com a luminosidade que aparecia de dentro  e as estrelas que à janela cintilavam em céu escuro. Agora vinham os criados de farda com lapela e jaqueta e na caça engomada, alinhada no vinco a  estender toalhas que pareciam neve de tão brancas; a distribuir os pratos que eram mais do queque aquele rapaz conhecia, mais os talheres e copos que eram mais do que muitos e ele nem sequer sabia para que serviam-

Os olhos daquele jovem brilhavam sob a luminosidade, pressentida naquela noite que lhe parecia da aventura que estava a começar

   A noite pôs-se escura e o Beto a imaginar-se vendo de fora , cimo das estrelas a brilhar e aquele comboio pequenino a correr sobre os trilhos e as janelas a deitam pra fora o brilho daquela luzes: via que tinha eixado as luzes do Huambo e mais á frente já vislumbrava o Cubal e a praia onde ia morar uns dias devia ficar por aqueles lados.

Lá dentro começavam a chegar as pessoas e as duas pequenas que ele viu entrar chegaram também com os pais  e logo a mesa deles ,se compôs com mais alguns ,pelos vistos amigos que também participavam na viagem. Os nossos amigos vinham mais aperaltadas e as senhoras traziam belos vestidos ,dando a mão aos mais pequenos que vinham de suspensórios e tudo. Na sua observação foi reparando ,que se não de propósito, ou que parecesse, vinham primeiro  as famílias ditas de menor “categoria” e ficaram por ali á espera que o sr diretor viesse mais os doutores e convidados. O Zico e família lá chegaram ,também mais em cerimónia e a malta mais nova e desimpedida começou a alinhar numa mesa ,bem colocada, a facilitar o contato com as pequenas e seus irmão e isso pudesse acontecer naturalmente.

Certo que o Beto também reparou que a messa onde se sentaram as miúdos : eram giras delicadas e com jeito sutil a escolher e levar a comida para a boca ; e na forma sorridente como respondiam aos parceiros que já comiam naquela mesa. Mais atento ainda e de ouvido apurado se aproximou da janela e foi ouvindo o deslizar dos sons de musica que o piano encostado á parede ,junto ao bar, harmonizava na suavidade de sons por ele vertidos e dos aplausos que os intervenientes no jantar lhes retribuíam O ambiente era inesperado a dar um sabor musical aos pratos que agora começaram a chegar ,como se fosse um sinal de opereta dado pelo sr diretor. fazia-lhe um pouco de confusão o porquê daquela espera mesmo vendo que os amigos do lado já tinham  passado da sopa e, o peixe, começava a ser servido e de bom aspeto!!!

O respeito é muito lindo e o Sr Diretor só agora chegou

Toma!!! se julgavas que sabias tudo? –e o Zico sempre a meter-se

O comboio continuava no seu resfolgar naquela noite que começou a estar fria ; era preciso atravessar as montanhas e depois começar a descer para o mar .Nas suas alturas as luzes da cidade já refletiam no mar a grandeza de toda aquele água e ele mordiscava o lábio a salivar as féria que ia ali passar.

Voltou ao seu estado real ,da  distraído percebeu quer os vizinhos da mesa das miúdas falavam sobre eleições, quando o comboio parou para algum reabastecimento e os cartazes sobre aquele General ainda pairavam meio rasgado outros não nas zonas á altura das janelas dos comboios e pregadas ao tronco das árvores:

O Humberto  Delgado aqui ganhou?

Não tenho dúvidas!!!. Estive com os resultados  nas minhas, mão mas quando saiu ao público os números foram trocados e ganhou o Almirante.

Não foi só aqui e em muitos mais locais

O Zico teve que perguntar ao beto :quem era o tal general. Da sua cama foi respondendo conforme sabia e de algumas informações que iam ouvindo dos mais velhos e universitários

Esse foi o que perdeu e caíram no sono

Sonharam com  o comboio chegar ,o sol sobre a praia que era uma restinga e o senhor governados, daquela cidade  ,muito amigo do nosso novo diretor, foi o planeador daquelas férias e teria arranjado local para ficar, nas casas que pertenciam ao governo ou ao porto e serviam ás famílias que pertenciam á governação daquele vasto território .As famílias  eram recebidas ,por algum tempo ali ,até lhes arranjarem as próprias casas.

Eles cumprimentaram-se e os carros e camioneta ,que tinham chegado ,lá estavam à nossa espera  para nos levar e  ás bicuatas (as viaturas não eram muito novas mas serviam e a distância era pouca)Subiu-se como se pôde e cada um cuidou dos seus pertences e devagar atravessou-se grande parte daquela cidade ,para satisfação  e prazer de todos os convivas, que já tinham visto o seu mar e se preparavam para gozar umas boas e saudosas férias

Os senhores ficaram para uma conversa pelos vistos mais afinada, enquanto o resto do pessoal começou a descarregar e preparar aquele dia sem perder ,porque aquelas águas lhes cheirava quase ao seu mar e as águas estavam bem quentes para aquelas aguas eram quentes e a saudade era mesmo muito grande.

Sem dúvida que o Zico e o Beto não tinham ainda chegado, andaram por ali a indagar pois queriam saber do poiso das pequenas ,ou melhor já estavam a puxar conversa com as ditas sobre o olhar bonacheirão e atento  do pai e a sustentar o olhar mais severo da mãe. A “coisa” devei estar a correr bem e  as gargalhadas dali se ouviam  a aparecer  a convivência estava a pegar, nesta juventude sempre pronta a comunicar e a dar-se bem

Os pais sentia-se que estavam um pouco irritados e confusos com os problemas das eleições e como as mesmo se tinham desenvolvido, viam aquela gente que vinha para umas férias ,que parecia mais uma benesse dos senhores que naquelas terras do interior tinham ganho as eleições…

Aqui em Angola ainda perderam em mais sítios tenho a certeza…

Bem meninas ? Vamos  –Senão esses rapazes vão perder o transporte para a RestingaResting

Nós vamos para o outro lado?Certo …

http://youtu.be/v3x4TFg-0Mg

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2 -Viagem

2 -Viagem

O sr Octávio visto por esta criança que  daqui o vê  é  um   pessoa alta. estreita de ombros e com um olhar sempre enternecedor,   para quem gosta de trabalhar com os animais, as plantas e aquela ideia de ter de deixar a sua “martelinha”, sozinha com a sua bezerrinha,  apertava-lhe  o peito  não a podia deixar assim. Foi falar com o sr diretor a dar-lhe a novidade antes que ele saísse para esta viagem. A certa altura :

-Então vai-te preparar que está na hora da saída?

Não!!!não posso.Ia deixar aqueles animal assim.Vou ficar pela vacaria, cuidando da “novidade” e os senhores e os meninos que gozem tudo o melhor que poderem. Com a particularidade de ser solteiro ,de idade adiantada e por isso não tinha filhos, mas de qualquer modo, todos aqueles pequenos já vestidos e agasalhados iam entrando nos carros  ,ficando  já com saudade dele não ir O homem era grande amigo das crianças e  ouvir as suas piadas ,boa disposição era uma falta que aqueles  pequenos já começavam a sentir

-Paciência ? Se assim queres ,agradeço! !!e fazes bem que os animais ainda são poucos e deverão ser cuidados.

-Já  agora ? Como estava combinado vais receber os homens então e orientá-los na colocação doa postes no limite da propriedade  de modo a adiantarmos para que na semana depois do nosso regresso ,começarmos  a esticar e escorar o arame farpado.

-Certo que vou aproveitar os homens que me mandou

E o Octávio ficou ,gostava de ter ido ,ver o mar ,com todos aqueles seus amigos e meninos mais as meninas ;brincar na areia e ensinar-lhes a nadar.

Fazias lá falta porque vamos ter duas provas pequenas de natação? E tu és bom

Sr . Diretor neste momento estou destreinado e não ia cá deixar as minhas “bichinhas” desamparadas. Vão com Deus!!!

Despediu-se de todos nós e ao Luís  foi-lhe dito para ir desligar o motor  e íamos partir partir.

A viagem era mais ou menos nossa conhecida de quase todos os meninos e graúdos ; lhe conheciam os balanços e buracos (e não eram poucos);lhe estimavam as árvores que tinham caído  e a  areia que a entupia .depois daqueles trabalhos o espetáculo vinha :

 o…daquela  passagem do rio, por duas tábuas de cada lado e era “magistral “para os pequenos  ;viam o camião da frente balançar-se para a ponte estreita na mira e no azimute do condutor; a passar rente  e logo começar a subir :Os miúdos levantaram-se a aplaudir (era sempre assim)

-Boa  tio Jacinto!!!

-Que tal rapaziada já estamos cá em cima e os senhores doutores na nossa peugada!!!  Foi fácil!?

-Gaba-te o cesto ? se fosse eu passava só nas duas tábuas?

Enquanto discutiam as sua qualidades e perícia automobilística a miudagem “desligou” e no aproveitamento dos balanços atacaram no sono .

 -Baixem o volume que os miúdos estão a dormir? Dizia pai que tinha filho ao colo

E os mais velhos e pais que as acompanhavam limitaram-se, a olhar as luzes das estrelas e a lembrar, bem para dentro ,aquelas noites  ainda de namoro quando um ano antes ou máximo dois batiam certos toques nos muros que dividiam as casas a marcar encontro com a “madame que vivia lá para os fins do comboio. Aquele toque ia passando pelas casas e só acabava no lar, como telegrama em morse à sua bem amada ,que logo sabia que da janela podia haver namoro em palavras soltas e aproximações arrojadas e assim ao som do ranger da máquina ,a cada salto e um bom trabalho de rins (habituados)até a gare aparecer depois de uma subida a rodar naquela terra bem vermelha e poerenta.

A espera do comboio  a rapaziada que tinha acordado bem disposta e andava por ali numa algazarra pelo meio das “bicuatas”e dos haveres daquela grande e muito animada família(se não eram todos tios e primos diziam e atuavam como tal).

-Lá vem ? Vem a horas .

Meninos e havia casais que os tinham que contar para não deixar por lá algum

-Estou! Respondiam

A emoção de entrar de se acondicionarem nos beliches por famílias ou como melhor fosse, naquelas cabines razoavelmente amplas com dois beliches e uma tábua bem polida que caia ao meio para ler ,comer ou descansar os ombros.

Os meninos estavam extasiados a espreitar as pessoas que entravam. Umas iam lá para a carruagem da frente com cestos de fruta panos e argolas de missangas trabalhadas. Depois vimos que as cadeiras eram compridas e de ripas de madeira.

A acalmia que vinha a seguir  e depois  enquanto o comboio se ia lançando sobre os carris,  puxada pela grande máquina a carvão ,os meninos começaram a pôr os cabelos ao vento e a apreciar o verde que se estendia pela  planície  até ás grandes pedras do morro do Alemã e os morros que nos separavam da descida para o mar.

Olha vai passar uma ponte ?-o mais pequenito não via nada senão as copas das árvores que sempre passavam a correr ao contrário. A mana mais velha  se condescendia e dava uma ajuda

Estás a ver. Olha aquela veado a correr ?E tem os chifres bem grandes? E as cabrinha(veados mais novos)malhadas e de rabo a abanar a correr atrás deles…

E o rio lá ficou mas deu para ver… que era maior que o nosso!!! E avançaram para o fundo da carruagem, mas logo ali estavam os manos um pouco mais velhos, já a traçar táticas, a fingir quer estavam numa bela conversa e galhofa .O que eles queriam era fumar o cigarrito ,já que os pais tinham ido lá para os lados do restaurante/bar.

-Vão para dentro que a mãe já vos está a chamar

-Eu queria fazer xixi?

  -Olha a tua irmã Beto ?outra mãe atenta a tirar umas camisolas da mala

-Eu vou lá? diz a professora Bibi (ainda solteira e com direito a uma cabine só para ela-pelos vistos não)que ia tomar conta daquele pessoal

Obrigo professora !Agradeceu aquela mãe e era natural  e agora não era só um xixi pois a todos lhes deu vontade, se queriam saber como eram as casas de banho nos comboios

Saiam do corredor que o comboio vai parar ? Estava atento o cobrador?

Vejam lá das vossas cabines? Faz favor ? E o apito afinava num sinal e bandeirinha no ar na janela

Eu levo-os para a minha cabine que tem espaço? A professora la levou os meninos e irmão para a sua cabine já que as mães preparavam aquela nova casa por uma noite

Da janela vê-se tudo? Já vai ficar de noite ?

Olha o sol ?è lindo não é  e lá vem a professora Bibi  com a sua historia .pelo o silvar do capim na passagem, o resfolgar dos travões no meio daquele ronronar dos carris O capim e algumas ,arvores que passavam e aquele sol a lampejar que era laranja puro e cobria todo o céu.,em nuvens redondas entremeadas com um azul escuro de fundo

Não entrou ninguém na nossa  carruagem? Ouve-se o rapaz dos mais velhos Pareceu-me que vi uma miúdas?

Viste? mas agora não temos que ir daqui a pouco para o jantar?

Zico não entra cá mais ninguém porque pedimos que esta carruagem fosse só para nós

Os adultos vinha dela todos em apreciações mais ou menos galhofeiras. Os rapazes mais velhos, do vão da carruagem, já tinham dado conta deles e começaram a ser solícitos com os mais pequenos ,enquanto o comboio rodava numa curva daquelas longas e dava para ver o seu principio e o fim  O restaurante tinha sido atrelado naquelas manobras anteriores quando se parou. Era uma carruagem diferente  e mais enfeitada, deu logo conta o pequenito

Já vamos? que o Tito e o Zé Luis  foram  á carruagem das que não têm cabines

Claro ?foram bichanar as miúdas…esta malta nova!!!

Pelos vistos não eram só eles? Saíram quando o comboio parou e já vinham

Por isso é que não os vimos!!! Bela finta!!! Galhofaram os mais velhos

Tragam os vossos irmão para a nossas cabines, passar uma” água” e vamos vestir um casaco que vai estar frio e temos que ir para o jantar. O sol já se tinha posto , era lindo mas não demorava muito tempo nós pequenos já tínhamos visto muito :já tínhamos cantado ,visto o fumo da maquina que era mesmo preto e que ficava engraçado quando se metia com o sol, tínhamos visto o rio que ia grande e salpicava ao sol ;e a nossa professora sempre cuidadosa a mostrar-nos livros com muitas figuras  enquanto o  caixa de óculos lia um quadradinhos

E …a Praia…

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Viagem- 1-Partida

PARTIDA

A lembrar o apito do comboio, avisando do próximo apeadeiro ,já que se o apito fosse mais timbrado e aflito, então, estávamos a chegar  a uma estação.

Muitos anos antes,também um comboio fez estória que todos se lembram ainda hoje... os miúdos estavam com dificuldade em adormecer ,segundo os mais velhos:

-Logo nesta altura que precisavas de dormir!!! dizia um dos pais motorista que precisava de silêncio para um bom sonoque a responsabilidade era grande e tinha muitas horas para se agarrar ao volante

-Vê se me consegues acalmar os miúdos? vou ter que dormir um pouco!!!

Era difícil gente de palmo e meio a saber: que ia sair para uma ou mesmo talvez a sua grande viagem ;que andava num rodopio a dar “asas” à sua imaginação; e que andavam a perguntar de meio em meio minuto -quando partimos? .Até aqueles que há  tão pouco tempo tinham saído da cestinha, lá do canto, no aconchego do  berçário :pareciam  alinhar naquela luta contra o sono e a pressa da partida

Meninos olha que o bebé que dormir? – benevolência  de uma mãe por ali. E é que a “maltinha” não dava mesmo folga aos pais. Pelo comboio acima em cada casa se ia repetindo:

Mãe não é hora de irmos?

Isso ouvia-se da casa pegada ao lado ,de divisórias a meio tijolo e partilha com a casa seguinte de adobe ,que como se descreve a privacidade era a possível, numa situação de remedeio. Era um “comboio” ou ,a subir ligeira ladeira de ,supremo cuidado ,para que as águas das chuvas tropicais não invadissem as casas ,nos seus momentos de maior investida. Tal  comboio de uma só carruagem em que as habitações eram continuas ,separadas por paredes de adobes ,bem cozido  ao sol daquele trópicos, chapadas e alisadas a areia e cimento nas proporções devidas e por fim uma boa caiadela lhe deu aquela “formosura”,Cada casa tinha o seu quintal  a servir de  tanque para lavar roupa, estendal e relva para a corar ao sol e ,como sempre, as mãos de mulher a tratar de algumas flores que por ali se iam mostrando.

 Como se sabe o adobe é um bloco de normalmente 30/40 por 15/20 ,feito de terra pegajosa amassada em água na qual era introduzido capim bem seco para lhe aumentar a densidade e resistência ao sol.

O problema daquele meninos e afinal dos mais velhos também  a acreditar no prolongamento da sessão de canastra ou sueca ,ou namoro já preso no encantamento das estrelas .Só os  motoristas tinham alinhado ao lado  e já tinham as válvulas soltas num bom e ressoado dormir

-Mas o Luís nunca mais liga a luz? dizia o mais crescido da casa “G”?

-Dorme?

O Luís só vai ligar o motor lá para as 3 e meia da manhã?

-Dorme !!!?

Não havia jeito e ficaram a falar baixinho os dois que dormiam juntos ,a bater para o do outro lado da outra casa que viviam em beliches. A resposta vinha:

-Tuc..tuctuc,,,

-Dorme Vitó ? e deixa de incomodar os vizinhos?  enrolou-se para o outro lado

Afinal o silêncio veio mas não durou mais que uma hora .Já os homens andavam afadigados de lanternas na mão ,petromax e alguns candeeiros a orientar o carrego dos carros, as verificações necessárias se estava tudo em ordem , os pneus a água no radiador e o “cheirinho”a gasolina que era preciso dar á camioneta que ia levar as bagagens.

Alguns miúdos estremunhados já batiam na porta do vizinho(ficava a 10 metros dali)

-Vai para dentro que está frio ainda Zé ?”animava-se” o tio do dito

A choradeira

-Ai?!chcheennnn…

-Calma que já vamos sair daqui a pouco?

O Luís vai acender a luz por três quartos de hora? Não pode ser mais que o gasóleo está caro e fica longe para o ir buscar

Lá para o fundo deste comboio de adobe pintado a cal, outro mais pequeno perguntava ao mano mais velho:

-E o comboio tem o nariz pintado? Animação dos últimos quadradinhos que corriam por todas a famílias conforme a idade em autêntica partilha

Os homens ,como disse ,andavam numa azafama, a arrumar as “bicuatas “para o dito acampamento. Era de tudo …

-O fogareiro funciona?

-Tomaras tu funcionar como ele…eheheh!!!

Iam seguindo as verificações dos pneus :um pontapé em todos ele e a pressão e qualidade do material estava atestado -qual manómetro qual carapuça um bom biqueiro e:

-Aquele está vazio oh Zico? Ah que “aloncar” e tinha que ser à vez e não seria da falta de braços e  a bomba  não podia parar senão o ar vazava.

Aqueles pais e outros ainda não o eram, mas também estavam excitados. Tinham vivído naquelas ilhas de Cabo Verde ; tinham  sido quase que atirados para aquelas xanas de capim e ar dos trópicos .de nunca mais acabar  de planícies, alimentados por muitos rios e ribeiros:

 único sustento  dos saudosos ,dos  tempos nas ilhas daquela arquipélago . Bastava olhar e dar algumas braçadas nos mais caudalosos ali se espraiavam por perto – era  o Quando (as suas quedas e cascatas) e o Kuito , no peito se sentia uma doce saudade de uma água fresquinha e cintilante e de alguns amores que por lá ainda não estavam esquecidos.

                                                                     

Esta ,de se ter planeado esta estada por alguns dias  a passar  nas belíssimas praias de Benguela (Não sabiam mas depois ficaram a saber).Aquelas faces agora iluminadas repentinamente pelas luzes que se cruzavam, no vai e vem da preparação para a saída ;eram testemunhas da grande ansiedade daqueles homens de trabalho que iam ter direito a uns dias de férias, junto ao mesmo mar que banhava as suas ilhas. Era a alma dos amigos que em Santiago ou no Fogo que tinham lá ficado e agora pelo menos o mar os iria juntar

-O Tavinho nunca mais vem com o “diabo “do leite para os miudo?

-Oh Tense deve ter azedado eheeh?-o individuo bebia um pouco mais que os outros

E logo:

Eh Leite fresquinho cá do OCTA…VINHO…? -vinha ele a empurrar o carrinho de mão ,com as garrafinhas todas alinhadinhas a brilhar sob os focos de todas aquelas luzes;  como artista do cinema a entrar no palco a iluminarem as garrafas a borbulhar do leite tiradinho das vacas.

Pois aquele liquido que ele punha em cada porta de cada casa era : branquinho cremoso e por vezes ainda vinha quente  na sua doçura e valor nutritivo para todos aquele meninos …,e para que se saiba de alguns daqueles mais velhos também

Demoraste oh !Vaqueiro ?

.A “mirtilinha” resolveu parir nesta noite e tive que dar um jeito

Mas ..Tem lá uma granda  bezerra ?

Mi ta ba xamale de Binquela

É para onde vamos!!!?...benguela terra so sabe

Segue :Viagem

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"SENTIMENTOS"

“SENTIMENTOS”

(7º dia)

Na orla da juventude irrequieta

Ficas nas boas lembranças

Na fortuna de todas as amizades

Nas saidas, passeios e folguedos

Também ,como ,na batuta e bibliotecas

Nos dias de todas as esperanças

Na evasão de outras tantas veleidades

A acabar no bailarico e discoteca

Bailes profundos onde só batias dêdos

Na orla da juventude irrequieta

               II

 Pesam  caiem nossas pestanas

Estas mãos estremecem

Sinto a face dura que se empedra

Os óculos se embaciam

 sentir ser ,recolhem  nos  danas

Sãs impressões presas nas sinas

 Outros tempos  viriam

ar das brincadeira  de quem medra

Hoje  vibra nas narinas estremecidas,

abafam  olhos  as  peripécias forjadas.

                      III

Há tristeza em todas as lindas faces

Da tua irmã a soltar o olhar virava

Do mano velho a trazer noticias

Das  “europas “ balada de virtuoso

Da “cowboiada” fizemos interfaces

Da mãe Júlia a controlar malícias

Do chá quente e deliciosos

Dos bolinhos e  doces nos levava

Aplacava nossas bravuras se incontidas

Nos tocar de mãos boas,nobres e lindas

(no sétimo dia)

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Das DUAS janelas

 Das DUAS Janelas

Daquela janela do meu quarto de um prédio de uma dúzia de andares, ficava pelo sétimo andar - frente,  a vislumbrar ainda sob o sol  calmo no fundo horizonte ,algumas janelas e varandas dos andares da avenida. O avião normal vem rasteiro, bem por cima dos prédios., parecendo que no “abanar das asas” para o acerto horizontal deste à pista  de aterragem no aeroporto situado perto, ou ; querendo desviar-se das inúmeras antenas que povoam os telhados. (eu a julgar que com esta da nova TDT acabasse com estas invasão infestante de tantas antenas).O barulho do avião já se tinha ouvido e por baixo ao abrir a janela , entravam os barulho e a chiadeira dos carros.

Virado para o espelho que me fez recordar a quantidade de pessoas que por aqueles campos do Douro ,vão trazendo ás costas os cestos ainda leves das uvas para os tratores e deste para as adegas,.sabendo que os mesmos para o fim do dia começarão a ficar mais pesados ,na ultrapassagem de obstáculos que são aquelas encostas de socalcos bem expostos, senão o vinho não seria tão especial, com é, ao nosso paladar.

Por aqui algumas pessoas estavam á volta de umas ancestrais árvores, que embelezam o parque ali ao fundo virado para o rio ; onde as águas se abrem e um barco que o atravessa, apinhado de pessoas descer apressadas quando o mesmo se encostar ao cais. Vão sair a correr em procura de um lugar mais cómodo no autocarro ou do metro , por baixo, como toupeira atravessa a /ou as cidades.

Nestas reflexões com o espelho e os meus cinco minutos na janela atrasaram  ou adiantou-se-me o relógio: tenho que cuidar de mim para me tornar apresentável para as funções que executo; procurar a gravata mais o casaco; a refeição que já vai a correr pelo gôto para o estômago ;mais uma passagem pelo espelho ;a pasta que verifico novamente ;o elevador que nunca mais chega e parou no nono; mais a gente que vai nele que cumprimento quase sem conhecer; o carro que leva tempo a tirar da garagem que neste caixote é sempre preciso fazer manobra não vá eu juntar-me aos riscos que aparecem na parede ,dos pilares da sua estrutura.

Não tenho tempo e logo me faço á avenida, passo alguns semáforos e vejo o que percebi da minha janela, no parque á pessoas a cuidar das árvores .estão calmos e sorridentes  e eu na fila de carros :Uma está empoleirada numa grande e antiga arvore ,encavalitada ataca a pernada mais grossa com o serrote e um outro estende-se sobre o ramo a aparar os raminhos mais ponteiros .Repito para mim, como estão tão calmos no meio daquela zaragata dos carros e das pessoas que correm pela cidade e ainda  têm tempo de ensaiar piropos que saíram mias ou menos assim:

  Mulher de balanceio doce

quando passa

Deixa mimo aperto

E coração se me estilhaça

O poeta acordou cedo e com veia .Não sei se era o que estava empoleirado na árvore ou o que ia varrendo e acumulando os ramos  caídos ,como resto de outros que foram trabalhados Como se comportavam nem sequer deviam ser dali ,já quer pareciam de outro mundo ,como óvni que aterrou no espaço do parque deixando aqueles seres de forma de andar a perna levantada ,gestos tesos e alegria nos seus cantares ou assobios melódicos .

 Desta janela  do carro  invejo-os enquanto  espera que o dito semáforo mudo-me recordando  que estas árvores ,ou outras ,junto ao nosso rio mais pequeno apresenta de manhã as suas folhas carregadinhas de cyrilus(estrela pequeninas) ,enquanto o sol e a humidade da manhã refletem  meríades  de estrelas refletindo cores espelhadas em  seus ramos e raminhos de inverno, despidos de folhas, como que penduradas a  tilintar de recordações que eu no imaginário da minha infância acreditava, que eram estrelas e tinham ali caído  descansando dos trabalhos que tiveram em iluminar-nos durante a noite

O trabalho me chama e o semáforo me manda seguir e se não quero ouvir buzinadelas logo pela manhã ,tenho que andar!!!.A rádio como sempre davam noticia de um toque no eixo norte – sul, junto aos  prédios altos e envidraçados de Lisboa. ( deve haver outros no Porto :as cidade estão a ser todas iguais).Isso já me preocupa pois tenho alguns funcionários (trabalhadores )na rua, na procura de caçar algumas dividas que andam por aí espalhadas. Pelo telemóvel chego a saber que a coisa não é muito “feia “ e se não houver mais nada não se irão atrasar assim tanto.

O dia foi normal e com o aproximar do fim e da jornada .Abandono  o escritório , recolho o casaco junto á janela e nem me dou conta da pomba que ali prazenteira e benevolente me olha com o olhar a tentar transmitir a suavidade e meiguice do seu olhar, como a compreender e fazer diminuir este meu stress de fim de dia. A  correr saiu ,procuro o carro ,tento andar um pouco e dou comigo no parque, a apreciar  o pessoal trabalhador já se tinha ajuntado em fim de serviço e acabavam de encher a carrinha da empresa  com os restos da limpeza da poda.

E não é que continuavam a rir-se na sua forma aberta e alegre de se exprimir:

Vai, que a mulher beija

acompanha a outra

 Na granja alinhar leiva  

Em me fazer  louca

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Sorrisos de Natal

Sorrisos de Natal

Sorrisos alinham lábios

Olhos, no olhar doce da alegria

Pingo de chuva bate janela:

os Livros de ser Sábios;

menino em tempo de fantasia;

velho saboreia"vida é bela"

               II

Natal é sorriso por perto beija

                                       É livraria do livro se ganha

                                       cumprimento,vertido afecto é certo

                                       É palavra, doce se apanha

                                       amores, cedo se enlaça  em aperto

                                       no Nascimento, que se festeja

                III

Homem vermelho no seu sorriso

Mãe bonita  enfeita se arranja

Homem velho veste seu dia

hoje brilha no sentir maravilhoso

Livro aberto na sua história

aconchega frio na grossa sarja

                   IV

 Quiosque da vida na página

                                         dobrada no sabor  aragem de aviso

                                         envolve sorriso e se imagina

                                         tempo a servir a história

                                         Mais um sorriso seu decisivo

                                         No sorriso  que a todos se merecia

                    V

O tempo do amor que lava;

no tempo, do tempo de nascimento

Tempo, dum brinquedo menino acaricia;

tempo do sorriso se amava

Ensejo e, alegrias  do sentido do evento  

brilha, a todas as luzes da galhardia

http://www.fundacaopainatal.org/

                                                                         

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Castanho Raiado

 Castanho raiado

Tínhamos acabado de admirar os dotes da natureza que transformaram o que seria um pinheiro, vulgar de Lineu em figura escultural na figura de , talvez ,um homem sentado em sua poltrona .O pinheiro tina nascido ali no meio do areal da duna, na sua lei de subsistência ia vegetando e desenvolveu-se .conforme pode, lançando o seu tronco e as suas hastes por forma a não consumir grande energia, conseguir lutar e viver durante estes anos : a  demonstrar  que a natureza do tal  pinheiro se adaptou na luta e sobrevivência mesmo naquela duna de parcos alimentos .A duzentos metros dele e da costa vibravam na sua altivez pinheiros de belo porte.

O pinheiro estava ali sentado entre a pedra ,a areia umas camarinhas(suponho que não eram :a nossa vontade é que as pôs aqui a recordar tempos de criança ),naturalmente a dizermos que também à natureza  pertencemos e se tivermos que viver com pouco, em momentos difíceis ,este era o exemplo .Que o façamos  e também como este pinheiro  com dignidade

 A conversa estava boa mas sabia-se que o mesmo sobrevivia, também da humidade do mar ,lançado contra as arribas ,altas de dois ou três andares a respigar aqueles pingos de que a humidade, investia pela orla da costa  Sentíamos ao   aproximarmo-nos  daquele mar ,nos confortávamos com um pequeno arco íris  a sair de um grupo de pescadores que por qualquer razão se tinham reunido. Chamámos atenção aos nossos parceiros e parceiras de passeio, recolhidas nos automóveis  . O tempo estava frio para as crianças e bebe que nos acompanhava

O sol estava a debruçar-se sobre o mar e os seus reflexos  ,no prisma daquela densidade de  gotícolas de água ,momentaneamente dava aos nossos olhos aquele esplendoroso arco de cores que nos apontava ,ou saia daquele grupo que supostamente seriam  de pescadores .

Já desapareceu ? disse a criança e era um facto que o momento só foi mesmo um momento

Eles foram ficando ,porque o ar estava frio e dentro do carro sempre se estava melhor. Como irmão voltamos à nossa juventude e agora havia que investigar o que acontecia Para admiração  daqueles pescadores ,amadores supúnhamos ,mas que batiam aquela costa e, alguns deles lhes servia e dava  algum sustento.

A natureza estava a dar-nos alguma lição e talvez por estarmos perto de terra onde alguns milagres aconteceram para quem acredita e que foram a valorização da fé que muitos tem encaminhado e acarinhados nos seus infortúnios

Neste momento queremos milagres mas não é destes ?(Bom será melhor não irmos por aí, pelo menos no meio da história)Nem é mesmo no meio mas fica mais ou menos por aí ,quando  se via um dos pescadores a deixar linha ;depois puxar linha ;desenrolar carreto e novamente puxar linha que o peixe era grande e se queria escudar nas pedras. Foi luta até nos chegarmos suficientemente perto.

Agora vem?

Era uma “moreia “,com alguns perto de 50 centímetros, de boas garras e dentes afiados, que o fio era forte e a isca deveria ser boa ;pois aquele s bichinhos são safados e é preciso dar-lhe com a moca na cabeça, senão mesmo cá fora ela ou ele faz estragos. O interesse foi aquele de pouca dura, o sol estava a cair e a chegar aquele momento do alaranjado do céu e os pescadores precisavam de aproveitar aquela deixa para ver se ainda conseguiam apanhar mais alguma coisa.  O bicho ficou no chão ainda a contorcer-se ,na sua  luzidia e malhada pele que quando chegamos tinha perdido o seu brilho e ficara prostrado como “cobra”  inerte.

Porque tanto entusiasmo  oh senhor  que estás ai sentado ?

Pinheiro de duna parecendo o nosso infante, lá para o promontório de Sagres. Este aqui , como vivia um pouco mais acima ,era da família dos que enviavam o “madeirame” para as barcaças que aquele enviava para as índias; se limitava a acompanhar o mar ou olhava para o farol ,mesmo ali em frente ,a dar instruções ao fogueiro  para que ele encaminhasse melhor pescaria para aquele pescadores ,que  eles bem o mereciam e eram dos bons no seu ofício.

Ficamos ali a divagar, os pescadores lá iam lançando os anzóis e algum peixe foi caindo Não muito quer o nosso mar também já não tem assim tanto

As ondas continuavam a bater e a condensação do ar começava a estar fria e o sol, lá ao fundo,  começava a vestir os seus tons prateados,do raiado  e do cinzento da noite: deixou de nos mostrar os pescadores ou os mesmos já teriam recolhido suas cana e apetrechos ,ou evaporado simplesmente.

 O pinheiro continuava ,agachado na sua pose a brilhar no reflexo nas cores do fim do dia; firme no seu sítio, como sabemos que o tem feito durante algumas décadas  continuava firme .

Faltava sorrir para nós de comprometido e compincha  de quem terá sido testemunha de um pequeno milagre da natureza

Temos que ir oh castanho no raiado da tua casca .!!!...

http://www.katembe2.com/peixes.htm

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B D (quadradinhos)

B  D                                                                                     

Os rapazes estão sentados , outros em pé em plena cavaqueira banal de putos que mesmo agora substituíram a penugem , pelos pelitos mais escuros e ralos, se pela cara iam aparecendo sendo Jovens com o sangue imaturo na guelra, e ainda pulsando forte sem o peso da idade; se da pouca que era  a ser  assim aproveitada :o relatório das novidades ,baseado normalmente nos atos heróicos por cada qual  praticados  no dia ou semana anterior; por alguns de  certo modo inventados ,na provocação das superioridades a recompensar ali perante os seus colegas

- Ah!!! mas foi mesmo como dizes!!! …bestial

Tinham ido dar uma volta à livraria do sr .djavite (Machado),vasculhar as bandas desenhadas que eram de nome naquele momento; reunir e contar os tostões acomodados nos bolsos de cada um  era o conseguir pagar o BD (quadradinhos : banda desenhada); escolhido na unanimidade  daquele que a o pêlo da barba  já estava mesmo crescido, a chamar a lamina para a 1ª poda (digo bem porque era preciso escolher onde os havia de cortar) o que quer dizer que a decisão era dos pequenos lideres. Sempre se  encontrava naqueles bolsos um conjunto de moedas  que pudessem satisfazer as necessidades de se ter de pagar as despesas e o ganho do estimado livreiro.

È tanto? e o dinheiro lá aparecia.

As moedinhas fazem-me jeito

Claro!!!

Ouve menino ?!Depois de leres, sem estragar,  a revista que levas ai escondido na camisa, devolve-ma Sim

Ah esquecia-me que a tinha guardado? AH m…

 Dêm cumprimentos aos senhores tantos tal e tal… que eram os nomes dos pais.

Náo! Nós  íamos devolver

Sim??? Vão devolver mas podem ler ,sem estragar repito e depois entregam-me

Ah UMUMH…

 CUMPRIMENTOS AOS VOSSOS PAIS.

Sentados  na balaustrada da montra e um pouco empedernidos pelo acontecido, procuram logo qualquer motivo que lhes desse vazão ao coração que latia e precisava de sossego.pelo que  sabiam que iria passar por ali moça ou mocas cujas minissaias tinham pouca franja e talvez dizer algumas piadas, bem marcadas ,pudesse acalmar um tal nervoso A situação foi acalmando quando o branco já estava a aconchegar os olhos à banda desenhada, e era preciso mudar de estratégia  e de posição no tempo de partida  para  outras aventuras.  O branco era mesmo rapaz franzino, daquele que aparecem em todos os grupos  e se arrecadava sempre atrás da evolução da turma e; ainda por cima era um pouco diferente dos outros brancos, porque tinha bastantes sardas.

Vai que aquele “bando” dava a volta e por vezes lá tinha que se confrontar com um outro, da mesma idade  a encherem o peito ,a elevarem os calcanhares e ganharem na altura e peso para os que vinham. Os grupos davam algum espaço ,no passeio, mediam forças mas só passavam rangendo os dente  em alguns ditos mais provocadores .Paravam voltavam a olha, medindo o potencial dos adversário -se  e havia sempre um e desta vez foi o preto

Malta amanhã no campo de futebol? Vamos ver quem ganha?

Certo? - a vós era grossa a fazer-se comprometida. O preto além de ser bom desportista tinha a mania que era bonitão  e um “homem” de paz

A faísca estava pronta a saltar, pois os pólos eram contrários por motivo de qualquer trica que metia menina no meio ou coisa diametralmente diferente -Era preciso cada grupo impor-se,que o resto era conversa!!!.

Cada turma seguia a sua viagem e os seus objetivos

Era uma luta de galinhos que agora descansavam nos bancos do parque da piscina ,onde o desporto era se calhar o cigarrito que ia aparecer e a dividir pelos mais crescidos, protegidos de atalaia pelos mais novos

Por aqui não á nada oh branco? Certo!!! vamos por este lado que agora somos mais e os “gajo”s vão ficar mesmo borradinhos : armava-se o branco das sardas.,pois já tinha lido toda a banda desenhada e lhe vieram as ideias?

Esperto o pequeno agora de crista levantada, a puxar pelos outros  que os queria agora a seu lado e avançar para nova aventura a parecerem galos de capoeira

Era o momento certo pois depois teríamos que recuar cada um para suas casas , na obediência de regras dos intransigentes  pais no que se referia ás horas das refeições.

Vamos!!!

 A aproximação dos grupos foi-se fazendo a estoirar em sitio de menos luz ,que ao medirem os peitos do outro lado, e como sempre a chegarem a conclusão que os outros também se tinham reforçado: abandonaram cada um a direcção do local mais propício , a alguns safanões e fortes abanões provocatórios Passaram bem debaixo dos candeeiros da rua - em paz!!!

A manhã sem falta às dez horas ?

Está?

O jogo logo se realizava á hora marcada e como alguns não tinha “quedes”(marca de da sapatilhas que à pouco tempo tinha aparecido no mercado e para ser justo a disputa era”jogarem todos  descalços para não haver vantagens

Publicado por lafornelas | 9 Comentário(s)
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