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<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="http://comunidade.sol.pt/utility/FeedStylesheets/rss.xsl" media="screen"?><rss version="2.0" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"><channel><title>Ao sabor da maré</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/default.aspx</link><description>Temas diversos, o que me apetece publicar...
</description><dc:language /><generator>CommunityServer 2.1 (Debug Build: 60809.935)</generator><item><title>Cascais - 2&#170; circular</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2009/02/15/Cascais-_2D00_-2_AA00_-circular.aspx</link><pubDate>Sun, 15 Feb 2009 23:11:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:1095620</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/1095620.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=1095620</wfw:commentRss><description>&lt;p&gt;Em 2001 o documento abaixo foi entregue em m&amp;atilde;o ao ent&amp;atilde;o 1&amp;ordm; ministro. Em 2009, o risco persiste pois o atravessamento da Ribeira das Vinhas ainda n&amp;atilde;o foi feito:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img alt="Documento entregue  1&amp;ordm; Ministro" height="1088" src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/1095607/original.aspx" title="Documento entregue  1&amp;ordm; Ministro" width="791" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e a segunda folha:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img alt="viaduto, 2&amp;ordm; pagina" height="1088" src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/1095611/original.aspx" title="viaduto, 2&amp;ordm; pagina" width="791" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=1095620" width="1" height="1"&gt;</description></item><item><title>Viagem ao deserto do Sahara em 1985</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2009/01/28/Viagem-ao-deserto-do-Sahara-em-1985.aspx</link><pubDate>Wed, 28 Jan 2009 14:47:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:1067320</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/1067320.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=1067320</wfw:commentRss><description>&lt;p&gt;Transcri&amp;ccedil;&amp;atilde;o duma pequena agenda de viagem:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;quot; (1) Quarta, 24.4.1985 13H44, partida do Campo Grande 28 (parece que patrocinavam algo...). Estiveram todos, LS inclusive, 20.898 km. Montemor &amp;aacute;s 15H15, fronteira do Caia &amp;aacute;s 15H45, 21.149 km (tempo sempre frio e com aguaceiros). Em Badajoz, 46 lts de gasoleo, 2850 pesetas.&amp;nbsp; Portagem na AE de Cadiz, 460 pesetas, 21.479 km, 23H45, chuva torrencial. &amp;Agrave; 01h50, Puerto Santa Maria, 750 pesetas por uns camar&amp;otilde;es e umas imperiais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(2) 25 de Abril, Algeciras, ferry para Ceuta, 7.400 pts, chegada a Ceuta &amp;aacute;s 10h00, 21.710 km. 54 lts go, 4500 pts. Das 10 &amp;aacute;s 12H30 na fronteira para entrar em Marrocos, gorja de 10 francos por carro. Chechaouen km 21.823, almo&amp;ccedil;o das 14H30 &amp;aacute;s 16H00. Dormida no camping Al Hoceima (praia). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(3) 26 de Abril, sexta, 22.070 km 08H45, partida para Oujda. &amp;Aacute;s 12H45, 22.316 km pouco antes de Ahfir, sa&amp;iacute;da para fronteira argelina &amp;aacute;s 14H42, entrada na Arg&amp;eacute;lia &amp;aacute;s 18H45, 22.320 km. Pouco depois, STOP militar. Gas&amp;oacute;leo 41 dinares. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(4) 27 de Abril, partida &amp;aacute;s 08H00 depois de levantar o acampamento em terreno para onde a pol&amp;iacute;cia nos levou (t&amp;iacute;nhamos tentado instalar-nos noutro s&amp;iacute;tio, mas em 15 minutos estava um comiss&amp;aacute;rio da policia local a levar-nos para um parque de estacionamento onde foi mais f&amp;aacute;cil controlar-nos ou guardar-nos). Padaria 15 dinares. 22758 km. No mesmo dia &amp;aacute;s 16H52 in&amp;iacute;cio de tempestade de areia a caminho de Aflou, paragem ao km 22.860 para por gasoleo por volta das 18H20. Paisagem j&amp;aacute; des&amp;eacute;rtica, encontr&amp;aacute;mos v&amp;aacute;rios escorpi&amp;otilde;es debaixo das pedras que circundavam a bomba de gasolina, e alguns foram recolhidos por bi&amp;oacute;logo da Faculdade de Ciencias que participava na expedi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(5) Chegada a Aflou &amp;aacute;s 18H45, 22.948 km, metemos gas&amp;oacute;leo (31,5 dinares). Prosseguimos para o P. Campismo de Ghardaia onde cheg&amp;aacute;mos &amp;aacute; meia-noite. 23286 km. A viagem decorreu quase toda debaixo de chuva alternando com tempestade de areia. Na manh&amp;atilde; seguinte, 28 08H00, mudan&amp;ccedil;a dos amortecedores traseiros (Nota: reclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o a apresentar &amp;aacute; MOCAR) e arruma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todo o carro. O camping era bom, com duche quente e frio e possibilidade de aluguer de zeribas. Sa&amp;iacute;da de Ghardaia &amp;aacute;s 14H50, 23.295 km. Gas&amp;oacute;leo de novo ao km 23.417, 47,7 lts, 35 dinares.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(6)&amp;nbsp; Acampamento em El Golea, 23.594 km, 51 dinares de camping. Partida 29 06H00. In Salah ao km 24.039 do UMM, + 95 dinares de gasoleo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(7) 30 de Abril&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1&amp;ordm; acampamento selvagem, inicio de pista InSalah &amp;gt;&amp;gt; Amguid. Partida &amp;aacute;s 07h15, 24.137 km. Par&amp;aacute;mos para pernoita cerca das 21h00, 21.398 km. Dos 360 km previstos fizemos apenas 261. In&amp;uacute;meras paragens, pequenos acidentes de percurso, especialmente motas que n&amp;atilde;o pegam, precisam reabastecimentos frequentes, uma pequena queda da 500, enfim...Vimos 3 camelos com um ar simp&amp;aacute;tico e 3 &amp;quot;epaves&amp;quot; (1 Mercedes, um Peugeot e um side Honda) &lt;img src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/1110378/original.aspx" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; estamos atrasados em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao percurso previsto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nota curiosa: almo&amp;ccedil;&amp;aacute;mos num po&amp;ccedil;o com agua &amp;aacute; discri&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de razo&amp;aacute;vel qualidade, um espanto no meio do deserto. Um fim de dia extenuante, com um vento cicl&amp;oacute;nico que infiltrou areia por todo o lado, inclusive nos olhos das pessoas...primeiros sinais de fadiga na comitiva, com o consequente &amp;quot;crack&amp;quot; nervoso. Sinto-me calmo, um pouco cansado apenas. A sede &amp;eacute; constante, precisamos disciplinar o consumo de agua. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(em conversa recente (s&amp;aacute;bado passado) com o Jo&amp;atilde;o, que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o via h&amp;aacute; cerca de 20 anos, lembrou-nos que nesta fase beb&amp;iacute;amos cerca de 15 litros di&amp;aacute;rios cada um).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(8) 1 de Maio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acordar dif&amp;iacute;cil, sess&amp;atilde;o geral de mec&amp;acirc;nica logo de manh&amp;atilde;. Tubo de trav&amp;otilde;es do TOY foi arranjado, n&amp;oacute;s mud&amp;aacute;mos o &amp;oacute;leo, a partida foi marcada para as 09h00, vamos acabar por sair entre as 09h30 e as 10h00. 1&amp;ordf; perip&amp;eacute;cia da viagem: passeio extra a Amguid. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(9) 2 de Maio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Partida p/pista AMGUID &amp;gt; ARAK, 24630 km 08H15, vai tudo com ar cansado logo de manh&amp;atilde;. Dormida ao relento com cobras &amp;aacute; mistura. T&amp;iacute;pico !!&amp;nbsp; Ao km 4.733 do UMM paragem em po&amp;ccedil;o habitado. Fizemos aguada. Reencontr&amp;aacute;mos toda a gente: os franceses do camion e os alem&amp;atilde;es das motos. Rendez-vous em In Erek. Almo&amp;ccedil;o e reabastecimento em In Erek. &amp;quot;Steak omolete&amp;quot;, 20 dinares, n&amp;atilde;o foi mau de todo. Primeira grande chatice: o LL partiu o eixo dianteiro, tivemos que ficar acampados a meio da pista para Tamanrasset. Amanh&amp;atilde; logo se v&amp;ecirc;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(10) 3 de Maio de 1985&lt;/p&gt;&lt;p&gt;PVB conseguiu soldar o eixo numa base militar (um espanto!).Arranc&amp;aacute;mos s&amp;oacute; com S. Henriques para Tamanrasset &amp;aacute;s 10H30. 24.930 km, cheg&amp;aacute;mos cerca das 13H00 com 25.097 km. Ambiente porreiro num &lt;em&gt;camping&lt;/em&gt; &amp;oacute;ptimo (restaurante, duche, zeribas...). Almo&amp;ccedil;o de espetada com batatas fritas, esper&amp;aacute;mos pelas 16H00 para tomar duche..., enfim, o trivial, no entanto super-luxo comparado com os &amp;quot;bivouacs&amp;quot; em pista. Dados os atrasos e avarias, cheira-me que a ida a Djanet j&amp;aacute; era... O&amp;nbsp; UMM do LL n&amp;atilde;o ficou a 100%, o TOY do Mendes partiu a folha mestra de uma das molas traseiras e partiu 2 ventoinhas.&lt;br /&gt;Est&amp;aacute;-se bem aqui, d&amp;aacute; para ficar mais um ou dois dias e depois arrancar nas calmas para N, via Ermitage du Pere Foucauld/ASEKREM. O almo&amp;ccedil;o custou 100 dinares e o camping 80 dinares. Nota curiosa: o alcatr&amp;atilde;o acaba &amp;aacute; porta do camping, a pista continua para sul mais uns milhares de quil&amp;oacute;metros em areia...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(11) 4 de Maio de 1985 (S&amp;aacute;bado), 12H20&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como &amp;eacute; &amp;oacute;bvio tivemos que nos render &amp;aacute; evidencia dos factos...A passagem por Djanet foi eliminada. Cheg&amp;aacute;mos agora de regresso ao &lt;em&gt;camping&lt;/em&gt; , fartei-me de gastar dinheiro. Vamos regressar via Asekrem, Trans-sahariana, Timinoun e Figuig. Partida marcada para hoje &amp;aacute;s 13H00, no entanto ningu&amp;eacute;m sabe se ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel porque a pick-up do TOY est&amp;aacute; avariada..&lt;em&gt;(&amp;aacute; suivre)&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(12) 5 de Maio (Domingo) 06H50&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo ficou resolvido, estamos a sair agora do hotel Dassine para o Asekrem. 25.107 km. Cheg&amp;aacute;mos ao Asekrem com 25.226 km. Foi um dos dias mais ricos da viagem. Tocou-me particularmente o contacto com uma pequena aldeia de &lt;em&gt;touaregs&lt;/em&gt; onde comprei v&amp;aacute;rias coisas sem pagar com dinheiro (as mulheres preferiam trocar o artesanato por coisas b&amp;aacute;sicas: alguidares, baldes, jerry-cans...Experi&amp;ecirc;ncia &amp;uacute;nica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O outro ponto alto do dia foi a visita &amp;aacute; &amp;quot;Ermitage du Pere de Foucauld&amp;quot;. No pico do Asekrem, a 2780 metros de altitude, uma capela min&amp;uacute;scula mas dos locais mais m&amp;iacute;sticos que vi at&amp;eacute; hoje. S&amp;oacute; a caminhada do estacionamento ao pico e regresso, constituem j&amp;aacute; uma penitencia consider&amp;aacute;vel. Vamos arrancar cerca das 18H00. &amp;Aacute;s 19H00, na pista para Hirafok, o eixo do UMM amarelo deu o p***o mestre, num &amp;quot;pi&amp;eacute;ge&amp;quot;. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; soldadura que lhe valha. Que raio de prenda de anos para o LL... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="No pico do Asekrem" height="851" src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/1630487/original.aspx" title="No pico do Asekrem" width="1219" /&gt;&lt;br /&gt;(13) 6 de Maio 1985&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dia particularmente entediante.O PVB arrancou &amp;aacute;s 07H00para TAM e ainda n&amp;atilde;o apareceu. S&amp;atilde;o 18H30. Bivouac num planalto ventoso, frio como um raio &amp;aacute; noite, obrigou-me a montar a tenda toda completa. Fiquei com um j/can de 50 lts dos tipos de Torres Vedras. Estou farto de estar aqui...J&amp;aacute; passaram por aqui hoje os alem&amp;atilde;es das motas, os francerses do Range e do TOY BJ45. Pararam, cavaqueira, tipos simp&amp;aacute;ticos. Tenho passado o dia no acampamento. Arruma&amp;ccedil;&amp;otilde;es e sorna.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(14) 7 de Maio de 1985&lt;/p&gt;&lt;p&gt;25267 km, partida do bivouac. Arak 25709, 25 dinares de gasoil.JR. Dia de c&amp;atilde;o (bebi gasoleo sem querer numa transfega...). Bivouac aos 25715 km, 22H30. 448 km de pista quase non-stop, os 40 km antes de Arak demolidores...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(15) 8 de Maio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Partida do bivouac de Arak aos 25715 km, hotel In-Salam 26029 km. Bivouac junto ao inicio da pista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(16) 9 Maio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;6 horitas de sono ao relento com um vento quase cicl&amp;oacute;nico. Partida ced&amp;iacute;ssimo. 17H16-26626 km - 200 km antes de Timimoun SH furou. Estrada alcatroada nova. Calor asfixiante. Chateei-me com o p. do Nunes. Desvio para Timimoun. LM, Honda 250 a reboque do PVB estampou-se. 20H30. JR est&amp;aacute; a assisti-lo. Enchemos o dep&amp;oacute;sito aos 26.824 km.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(17) 10 Maio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Partida de Timimoun. Hotel Gourara. Luis OK. 22826 km.JR pagou hotel. Etapa marathon directo a Melilla.Paragem em Bechar, numa tasca imunda que vendia uma aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o de hamburgers. Chegada a Beni-Ouenif (sa&amp;iacute;da da Arg&amp;eacute;lia) &amp;aacute;s 24H00. Mais uma seca de fronteira com a confus&amp;atilde;o generalizada devido &amp;aacute;s declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de divisas. Obrigaram-me a trocar mais 500 FF.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(18) 11 de Maio&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estamos todos &amp;aacute; porta da policia de Figuig &amp;aacute; &amp;nbsp;espera dos passaportes. A 500 XR quase ficou na fronteira por falta da C.Verde. O barco de hoje em Melilla j&amp;aacute; se foi...parece que n&amp;atilde;o. Com sorte, alternando a condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o,&amp;nbsp;adormecendo ao volante umas 3 vezes e dormindo em cima de jerry-cans,&amp;nbsp;latas de conserva e macacos e rodas sobressalentes conseguimos chegar a Melilla 1/2 hora antes da sa&amp;iacute;da do ferry.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(19) 12 de Maio 15H00&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na estrada, a 200 km de Badajoz, acabamos de almo&amp;ccedil;ar e vamos jantar a Evora. Entrada em Portugal &amp;aacute;s 18H30. Jantar &amp;aacute;s 20H45 no restaurante &amp;quot;Um quarto para as nove&amp;quot; em Evora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E para terminar. aqui fica o UMM do Jo&amp;atilde;o que nos levou e nos trouxe sem se queixar muito:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img alt="UMM no deserto" height="540" src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/1630566/original.aspx" style="width:833px;height:540px;" title="UMM no deserto" width="833" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=1067320" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Saara/default.aspx">Saara</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Argelia/default.aspx">Argelia</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/deserto/default.aspx">deserto</category></item><item><title>Jornalismo ou preconceito ?</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2008/05/31/Jornalismo-ou-preconceito-_3F00_.aspx</link><pubDate>Sat, 31 May 2008 10:44:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:712378</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/712378.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=712378</wfw:commentRss><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"&gt;Por coincid&amp;ecirc;ncia, tinha &lt;a href="http://aosabordamare.wordpress.com/2008/05/27/preconceito/" title="Preconceito" target="_blank"&gt;publicado h&amp;aacute; 4 dias&lt;/a&gt; uma transpar&amp;ecirc;ncia feita em 2001. Tive pena de a deitar fora numas arruma&amp;ccedil;&amp;otilde;es e decidi deix&amp;aacute;-la num suporte electr&amp;oacute;nico algures a&amp;iacute; no mundo... nem de prop&amp;oacute;sito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"&gt;Passados os tais 4 dias o SOL sai-se com esta. A autora desta pseudo &amp;ndash; noticia devia fazer algum trabalho de casa, agora que estamos em &amp;eacute;poca de exames, antes de ceder a preconceitos t&amp;atilde;o b&amp;aacute;sicos sem qualquer raiz objectiva. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"&gt;Primeiro devia saber que existe uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o no pa&amp;iacute;s que regula a actividade mar&amp;iacute;timo - tur&amp;iacute;stica ao abrigo da qual os operadores s&amp;atilde;o autorizados a usar esse gas&amp;oacute;leo, devia saber tamb&amp;eacute;m que para essa legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ver a luz do dia (intrigantemente foi publicada numa altura em que o pa&amp;iacute;s n&amp;atilde;o tinha governo, em Janeiro de 2002...) houve empresas falidas por actua&amp;ccedil;&amp;atilde;o dolosa por parte do estado baseada precisamente nesse preconceito, algumas delas subsidiadas pelo mesmo estado que depois as sabotou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"&gt;Devia saber ainda e principalmente, que aquilo que est&amp;aacute; escrito &lt;a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=95629" title="Desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o" target="_blank"&gt;nesta pe&amp;ccedil;a&lt;/a&gt; n&amp;atilde;o &amp;eacute; noticia.&amp;nbsp;&amp;Eacute; desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ou pior, manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"&gt;Um pouco por todo&amp;nbsp;pa&amp;iacute;s, existem diversos operadores tur&amp;iacute;sticos com empresas para gerir e ordenados para pagar, que contribuem para o PIB e para aliviar o famoso&amp;nbsp;d&amp;eacute;fice que tanto atormenta os Ministros das Finan&amp;ccedil;as. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"&gt;Noticia ser&amp;aacute; por exemplo encontrar nesse universo quem tenha embarca&amp;ccedil;&amp;otilde;es registadas em MT apenas para beneficiar desse pre&amp;ccedil;o de gas&amp;oacute;leo, sem que apresentem factura&amp;ccedil;&amp;atilde;o significativa, ou noticia ser&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m por exemplo pegar nas contas da Transtejo e tentar perceber se os milh&amp;otilde;es de euros que recebe esta empresa todos os anos ao abrigo do contrato - programa com o estado (&amp;eacute; dinheiro que sai dos seus e dos meus impostos) v&amp;atilde;o servir tamb&amp;eacute;m para subsidiar os velhos cacilheiros que s&amp;atilde;o explorados em concorr&amp;ecirc;ncia desleal com os outros operadores&amp;nbsp;que tentam sobreviver no Tejo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"&gt;A grande noticia no entanto, a manchete a que os jornalistas costumam aspirar, seria &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;perceberem que todo o sector mar&amp;iacute;timo se trata de &amp;aacute;rea de actividade marginalizada pela sociedade e pelos diversos governos, marginaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o esta respons&amp;aacute;vel por boa parte do atraso de Portugal. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Fa&amp;ccedil;am um esfor&amp;ccedil;o...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt;text-align:justify;"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=712378" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/jornalismo/default.aspx">jornalismo</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/n_26002300_225_3B00_utica/default.aspx">n&amp;#225;utica</category></item><item><title>O Dinheiro Mágico & e os Fundos Soberanos</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2008/05/30/O-Dinheiro-M_E100_gico-_2600_-e-os-Fundos-Soberanos.aspx</link><pubDate>Fri, 30 May 2008 15:26:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:711088</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/711088.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=711088</wfw:commentRss><description>
&lt;p&gt;Alguns analistas
e comentadores mais conservadores, sarcasticamente apelidam as mais valias
realizadas em mercados de futuros e outras transac&amp;ccedil;&amp;otilde;es puramente financeiras de
dinheiro m&amp;aacute;gico, talvez tenham alguma raz&amp;atilde;o. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Recentemente, na
semana passada em 20 de Maio, um gestor de fundos de Wall Street prestou um
depoimento na CMVM yankee que parece ter mexido um bocado com o sistema. A
noticia suscitou alguma reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a crer no Jornal de
Neg&amp;oacute;cios de &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&amp;amp;id=318562" title="Noticia" target="_blank"&gt;hoje&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O tal
depoimento fazia-se acompanhar duma referencia ao papel das entidades que ele
apelidou de &amp;quot;Index Speculators&amp;quot;, basicamente Fundos Soberanos e
Fundos de Pens&amp;otilde;es. Um pequeno extracto do documento de 19 p&amp;aacute;ginas:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;quot; Commodities prices have increased more in the
aggregate over the last five years than at any other time in U.S. history. We
have seen commodity price spikes occur in the past as a result of supply
crises, such as during the 1973 Arab Oil Embargo. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;But today, unlike previous episodes, supply is ample:
there are no lines at the gas pump and there is plenty of food on the shelves. &amp;nbsp;If supply is adequate - as has been shown by
others who have testified before this committee - and prices are still rising,
then demand must be increasing. But how do you explain a continuing increase in
demand when commodity prices have doubled or tripled in the last 5 years? &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;What we are experiencing is a demand shock coming from
a new category of&lt;br /&gt;
participant in the commodities futures markets: Institutional Investors.
Specifically, these are Corporate and Government Pension Funds, Sovereign
Wealth Funds, University Endowments and other Institutional Investors.
Collectively, these investors now account on average for a larger share of
outstanding commodities futures contracts than any other market participant.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;These parties, who I call Index Speculators, allocate
a portion of their portfolios to &amp;quot;investments&amp;quot; in the commodities futures
market, and behave very differently from the traditional speculators that have
always existed in this marketplace.&lt;br /&gt;
I refer to them as &amp;quot;Index&amp;quot; Speculators because of their investing strategy:
they distribute their allocation of dollars across the 25 key commodities
futures according to the popular indices - the Standard &amp;amp; Poors - Goldman
Sachs Commodity Index and the Dow Jones - AIG Commodity Index. &amp;quot;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A acompanhar com interesse, incluindo o desenvolvimento desta mat&amp;eacute;ria que dever&amp;aacute; certamente fazer parte do relat&amp;oacute;rio da nossa ADC.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=711088" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/pre_26002300_231_3B00_os/default.aspx">pre&amp;#231;os</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/especula_26002300_231_3B0026002300_227_3B00_o/default.aspx">especula&amp;#231;&amp;#227;o</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/crude/default.aspx">crude</category></item><item><title>Abri uma filial</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2007/12/04/Abri-uma-filial.aspx</link><pubDate>Tue, 04 Dec 2007 09:38:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:443117</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/443117.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=443117</wfw:commentRss><description>&lt;p&gt;Dado tratar-se duma actividade global, decidi abrir uma filial fora, porque o mercado aqui &amp;eacute; muito reduzido (leia-se: as vistas por vezes s&amp;atilde;o curtas). O centro de decis&amp;atilde;o continua por c&amp;aacute;. Est&amp;atilde;o todos os visitantes convidados a visitar a nova filial que est&amp;aacute; em&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://aosabordamare.wordpress.com/" title="Filial internacional" target="_blank"&gt;http://aosabordamare.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://aosabordamare.wordpress.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Filial" height="498" src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/443124/original.aspx" style="width:632px;height:498px;" title="Filial" width="632" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=443117" width="1" height="1"&gt;</description><enclosure url="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/attachment/443117.ashx" length="91651" type="image/jpeg" /></item><item><title>Hist&#243;ria com final feliz</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2007/11/25/Hist_F300_ria-com-final-feliz.aspx</link><pubDate>Sun, 25 Nov 2007 12:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:431411</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/431411.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=431411</wfw:commentRss><description>&lt;p&gt;Apesar do navio n&amp;atilde;o ter resistido, mesmo com casco refor&amp;ccedil;ado para navegar em zonas de gelo, a hist&amp;oacute;ria acabou por ter um final relativamente feliz&amp;nbsp;quando se verifica que sa&amp;iacute;ram todos vivos da odisseia, passageiros e tripula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O site da BBC de hoje traz alguns dos primeiros relatos de passageiros:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img align="middle" alt="O Explorer afundando-se" height="349" src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/431392/original.aspx" style="width:524px;height:349px;" title="O Explorer afundando-se" width="524" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De notar que nem em Inglaterra est&amp;atilde;o a salvo das imprecis&amp;otilde;es jornal&amp;iacute;sticas, pois quem escreveu aquela pe&amp;ccedil;a devia ter o cuidado de se referir ao casco (hull) e n&amp;atilde;o ao por&amp;atilde;o (hold). Foi um fim um tanto ou quanto ingl&amp;oacute;rio para um navio que colhia a simpatia dos adeptos mais&amp;nbsp;radicais destas expedi&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; regi&amp;atilde;o mais in&amp;oacute;spita do nosso planeta. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Constru&amp;iacute;do em 1969 e objecto de grandes beneficia&amp;ccedil;&amp;otilde;es/reclassifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em 1993, conseguiu sobreviver estes anos todos, apesar das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que operava e das ondas gigantes que quase afundaram dois navios parecidos em Mar&amp;ccedil;o de 2001,&amp;nbsp;o &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/science/horizon/2002/freakwave.shtml" title="Artigo da BBC" target="_blank"&gt;Bremen e o Caledonian Star&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=431411" width="1" height="1"&gt;</description></item><item><title>Franco, cobardes e valentões</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2007/11/20/Franco_2C00_-cobardes-e-valent_F500_es.aspx</link><pubDate>Tue, 20 Nov 2007 13:42:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:425098</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/425098.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=425098</wfw:commentRss><description>&lt;p&gt;Segundo lembram alguns jornais,&amp;nbsp; faz hoje anos que morreu Francisco Franco Bahamonde, militar espanhol que mais n&amp;atilde;o foi que um pe&amp;atilde;o de brega de Hitler e Mussolini, aderindo ao golpe de estado do General Mola contra o poder leg&amp;iacute;timo da &amp;eacute;poca em Espanha. Acabou por&amp;nbsp; assumir o comando militar do movimento rebelde, quando se sentiu devidamente apoiado para assumir os riscos de tal empreitada, denotando alguma cobardia pessoal na sua linha de actua&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Como seguro pessoal, tinha a garantia de Juan March, um contrabandista das Baleares (perpetuado na Espanha de hoje&amp;nbsp; pelo banco e funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deixou, a &lt;em&gt;Banca March&lt;/em&gt;) de que o sustentaria, a si e &amp;agrave; sua fam&amp;iacute;lia, se a coisa corresse mal para os revoltosos. (Independentemente disto vale a pena visitar o Museu da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Palma de Maiorca, ao lado da Catedral).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Como apoio militar log&amp;iacute;stico, entre outros teve uma linha de cr&amp;eacute;dito da Texas Oil Co.(dos EUA) para fornecer combust&amp;iacute;vel ao seu ex&amp;eacute;rcito em fases cruciais da guerra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Como garantia de sucesso, estiveram Hitler e Mussolini, directamente empenhados na Guerra Civil espanhola, com homens e armamento. A persist&amp;ecirc;ncia dos governos alem&amp;atilde;o e italiano, e, acima de tudo a consist&amp;ecirc;ncia da sua actua&amp;ccedil;&amp;atilde;o na guerra civil espanhola, mostram que em rigor, a 2&amp;ordf; Guerra Mundial come&amp;ccedil;ou em 1936 em Espanha e n&amp;atilde;o em Setembro de 1939 na Pol&amp;oacute;nia.&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como se v&amp;ecirc;, s&amp;atilde;o atitudes que de valentia n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m muito, contrastando com a afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ter&amp;aacute; produzido chamando-nos cobardes (v&amp;aacute;ria imprensa de hoje, baseada num livro de mem&amp;oacute;rias do seu m&amp;eacute;dico), prostrado na cama de onde ter&amp;aacute; sa&amp;iacute;do j&amp;aacute; morto. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, esta sua considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a cobardia de terceiros, peca acima de tudo pela fanfarronice que encerra, pois o que os jornais que decidiram fazer disto not&amp;iacute;cia n&amp;atilde;o lembram &amp;eacute; o seguinte:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Que a tese final de Franco quando terminou o curso de oficiais teria o seguinte t&amp;iacute;tulo: &amp;quot; &lt;strong&gt;Como conquistar e ocupar Portugal em 26 dias&lt;/strong&gt; &amp;quot; (sinceramente, n&amp;atilde;o me lembro agora se s&amp;atilde;o 26 ou 28 dias, mas n&amp;atilde;o ter&amp;aacute; grande importancia para o caso...). Ora, existem v&amp;aacute;rias fontes hist&amp;oacute;ricas que referem a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, encabe&amp;ccedil;ada principalmente pelo seu cunhado Su&amp;ntilde;er, de invadir Portugal no fim da Guerra Civil, aproveitando a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tropas e a euforia b&amp;eacute;lica do momento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Franco n&amp;atilde;o se decidiu a tal empreitada, ter&amp;aacute; sido por cobardia ? Preferiu esperar at&amp;eacute; ao fim da d&amp;eacute;cada de 40, e&amp;nbsp; honrar-nos com uma visita de Estado, escolhendo como meio de transporte o mar&amp;iacute;timo, de forma a entrar em Lisboa pelo Tejo a bordo de um navio de guerra espanhol, tudo isto para consumo interno em Espanha. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi recebido por Salazar, com quem embirrava, e regressou a casa de avi&amp;atilde;o...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=425098" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Espanha/default.aspx">Espanha</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Franco/default.aspx">Franco</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Portugal/default.aspx">Portugal</category></item><item><title>n/t "Prestige" - 5º aniversário</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2007/11/13/n_2F00_t-_2200_Prestige_2200_-_2D00_-5_BA00_-anivers_E100_rio.aspx</link><pubDate>Tue, 13 Nov 2007 14:14:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:415840</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/415840.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=415840</wfw:commentRss><description>&lt;p&gt;Cumprem-se hoje 3 anos sobre o pedido de socorro do comandante do &lt;em&gt;Prestige&lt;/em&gt; ao largo da Galiza. Em termos gen&amp;eacute;ricos, as coisas apenas assumiram a dimens&amp;atilde;o de todos conhecida, porque l&amp;aacute; como c&amp;aacute;, trata-se de sector de actividade marginalizado pelo poder pol&amp;iacute;tico.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Em Portugal, um dos muitos epis&amp;oacute;dios que&amp;nbsp;evidenciam esta marginaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o,&amp;nbsp; ter&amp;aacute; sido a resposta imediata dum respons&amp;aacute;vel portugu&amp;ecirc;s de mais alto n&amp;iacute;vel (&amp;agrave; &amp;eacute;poca ministro), quando questionado em directo perante uma c&amp;acirc;mara de televis&amp;atilde;o sobre o problema do navio-tanque &lt;em&gt;Prestige,&lt;/em&gt; perante a evidente gravidade da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;img align="left" alt="derrame deixado pelo navio" border="2" height="337" hspace="1" src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/415845/original.aspx" title="derrame deixado pelo navio" width="195" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;-&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&amp;ldquo;N&amp;atilde;o &amp;eacute; nas nossas &amp;aacute;guas territoriais&amp;rdquo;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;De facto, n&amp;atilde;o chegou a ser nas nossas &amp;aacute;guas, mas note-se que o navio se encontra afundado a cerca de 22 milhas de &amp;aacute;guas&amp;nbsp;&amp;nbsp; portuguesas. Como refer&amp;ecirc;ncia comparativa pode tomar-se a distancia Lisboa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9pt;"&gt;(Alc&amp;acirc;ntara)&lt;/span&gt;&lt;span&gt;/Cascais, que &amp;eacute; de 24 milhas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Quis o acaso, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9pt;"&gt;e as caracter&amp;iacute;sticas e padr&amp;otilde;es meteorol&amp;oacute;gicos e oce&amp;acirc;nicos da regi&amp;atilde;o,&lt;/span&gt;&lt;span&gt; que a costa portuguesa n&amp;atilde;o fosse praticamente afectada.&amp;nbsp;No entanto a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o apenas assumiu as tr&amp;aacute;gicas propor&amp;ccedil;&amp;otilde;es na costa norte da Pen&amp;iacute;nsula, devido &amp;agrave; falta de sensibilidade ao mais alto n&amp;iacute;vel de quem teve que tomar decis&amp;otilde;es importantes e, acima de tudo, urgentes, quando confrontado com a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Analisar o caso do &lt;em&gt;Prestige&lt;/em&gt;, &amp;eacute; tarefa delicada e por vezes ingrata, dada a politiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mediatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mesmo. No entanto, a gravidade deste naufr&amp;aacute;gio e o impacto que teve, tanto no plano ambiental, como no transporte e na extrac&amp;ccedil;&amp;atilde;o submarina de ramas de petr&amp;oacute;leo, justificam que se olhe cuidadosamente para toda a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e suas consequ&amp;ecirc;ncias .&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Apesar do conte&amp;uacute;do de todo o processo n&amp;atilde;o ser p&amp;uacute;blico, uma coisa &amp;eacute; conhecida: a derrota &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(percurso efectuado)&lt;/span&gt;&lt;span&gt; do navio desde que lan&amp;ccedil;ou o pedido de socorro em 13 de Novembro, at&amp;eacute; ao seu afundamento, em 19 de Novembro de 2002, quase 6 dias depois.Este err&amp;aacute;tico percurso do navio est&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel em v&amp;aacute;rias fontes, das quais se destaca pela facilidade de utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o o jornal espanhol &lt;em&gt;El Mundo&lt;/em&gt;, com uma apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;vel na Internet no seguinte endere&amp;ccedil;o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(acesso activo e verificado na data de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste texto):&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://www.elmundo.es/elmundo/2002/graficos/nov/s2/index.htm" title="Graficos do Prestige" target="_blank"&gt;http://www.elmundo.es/elmundo/2002/graficos/nov/s2/index.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;S&amp;atilde;o particularmente relevantes tr&amp;ecirc;s pontos distintos na leitura deste percurso:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;1. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Um primeiro trajecto, dias 13/14 de Novembro, em direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao porto de &lt;em&gt;A Corunha&lt;/em&gt;, provavelmente indicando a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e expectativa por parte do comandante de que iria atracar para descarregar o fuel ainda a bordo.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;2. Um segundo ponto, a partir de 14/11 &amp;agrave;s 10H00, quando o navio assume um rumo noroeste marcadamente de forma a atingir &amp;aacute;guas profundas com a m&amp;aacute;xima rapidez.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;3. Um terceiro momento, no dia 15/11 &amp;agrave;s 08H10 quando &amp;eacute; interrompida a progress&amp;atilde;o noroeste, e o navio inicia uma navega&amp;ccedil;&amp;atilde;o em c&amp;iacute;rculo, indiciando uma clara indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou confronto a decorrer em terra entre as diversas partes interessadas, retomando uma navega&amp;ccedil;&amp;atilde;o definida nesse mesmo dia, a partir das 12H00, desta vez em direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o a &amp;aacute;guas portuguesas (rumo sul/sudoeste).&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Sendo sabido que um navio n&amp;atilde;o muda de rumo sem uma raz&amp;atilde;o definida, ser&amp;atilde;o os pontos de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse mesmo rumo, verificados na progress&amp;atilde;o do &lt;em&gt;Prestige&lt;/em&gt;, que traduzem as tomadas de decis&amp;atilde;o e as correspondentes ordens para bordo. Dentro desta an&amp;aacute;lise, parece n&amp;iacute;tido que s&amp;oacute; no s&amp;aacute;bado dia 16 de Novembro cerca das 16H25, hora espanhola, ter&amp;aacute; sido definitivamente entendida e assimilada a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa de recusa de entrada do navio em porto ou &amp;aacute;guas nacionais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9pt;"&gt;(Esta interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; no entanto exclusiva, o rumo seguido pode tamb&amp;eacute;m justificar-se pela op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contornar o Banco da Galiza e assim, evitar um eventual afundamento naquela sens&amp;iacute;vel &amp;aacute;rea).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Em certa medida, a reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial a esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;otilde;e a nu uma defici&amp;ecirc;ncia estrutural grave na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica espanhola &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(a portuguesa n&amp;atilde;o &amp;eacute; muito diferente)&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, pois a estrutura hier&amp;aacute;rquica e a forma como estava organizada &amp;agrave; &amp;eacute;poca, conduziram o problema at&amp;eacute; um ministro que aparentemente n&amp;atilde;o teria na sua forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o experi&amp;ecirc;ncia de mar e de assuntos com ele relacionados. Isto ter&amp;aacute; conduzido a uma deficiente apreens&amp;atilde;o e percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata da gravidade da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, bem como da sua previs&amp;iacute;vel evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, originando a ordem para o afastamento do navio da costa a qualquer custo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Esta decis&amp;atilde;o, tomada j&amp;aacute; depois de a tripula&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter sido evacuada, ter&amp;aacute; certamente apanhado de surpresa o comandante do navio, cidad&amp;atilde;o grego de nome Ap&amp;oacute;stolos Mangouras, pois provinha das autoridades do mesm&amp;iacute;ssimo pa&amp;iacute;s, soberano naquelas &amp;aacute;guas, que no dia anterior tinha procedido de forma expedita &amp;agrave; evacua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tripula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como &amp;eacute; normal nestas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o comandante n&amp;atilde;o tinha abandonado o navio com a restante tripula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e muito provavelmente n&amp;atilde;o o faria sem autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do armador, pelas simples raz&amp;atilde;o que tinha sob sua responsabilidade directa a carga e o navio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(s&amp;oacute; a carga deveria valer na altura para cima de 20 milh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;lares)&lt;/span&gt;&lt;span&gt;.Por outro lado, para o comandante do &lt;em&gt;Prestige&lt;/em&gt;, acatar a ordem de navegar sem tripula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e apenas com 3 pessoas a bordo (ele mesmo, o Chefe de M&amp;aacute;quinas e o Imediato) levantava problemas v&amp;aacute;rios, tanto de ordem t&amp;eacute;cnica como jur&amp;iacute;dica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;Eacute; do conhecimento p&amp;uacute;blico que o capit&amp;atilde;o foi preso de imediato &amp;agrave; chegada a terra, acusado de crime de desobedi&amp;ecirc;ncia por alegada falta de colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o no esfor&amp;ccedil;o de combate &amp;agrave; polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o causada pelo navio (perante a falta de potencia dos rebocadores enviados, a progress&amp;atilde;o do navio obrigava ao uso da sua pr&amp;oacute;pria m&amp;aacute;quina; sem tripula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e porque sabia que a vibra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;aacute;quina em funcionamento apenas iria agravar as fissuras do casco e a navegabilidade do navio, o comandante de in&amp;iacute;cio ter-se-&amp;aacute; recusado a lan&amp;ccedil;ar a m&amp;aacute;quina). Esta pris&amp;atilde;o fez com que a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social visse vedado o&amp;nbsp; acesso imediato ao Sr. Mangouras, privando assim os cidad&amp;atilde;os dos coment&amp;aacute;rios &amp;ldquo;a quente&amp;rdquo; por parte de uma das figuras chave de todo o processo. As declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es prestadas posteriormente pelo capit&amp;atilde;o do navio, s&amp;atilde;o j&amp;aacute; enquadradas em processo(s) judicial(ais) entretanto iniciados e, como tal, a sua leitura&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;obriga a um esfor&amp;ccedil;o suplementar de an&amp;aacute;lise,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que n&amp;atilde;o contribui certamente para o apuramento dos factos e responsabilidades do que ocorreu entre 13 e 14 de Novembro de 2002.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Retomando a an&amp;aacute;lise da derrota do navio, a partir do momento em que este&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;inverte a sua progress&amp;atilde;o para rumar a sul, a press&amp;atilde;o passou a estar tamb&amp;eacute;m sobre os respons&amp;aacute;veis portugueses. &amp;Eacute; de real&amp;ccedil;ar que alguma comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social ib&amp;eacute;rica enfatizava que esta mudan&amp;ccedil;a de rumo apontava o navio para sul na expectativa de poder arribar a um porto nacional, pedido que ter&amp;aacute; sido efectivamente formalizado junto das entidades portuguesas. Simultaneamente, a imprensa especializada do &lt;em&gt;shipping&lt;/em&gt; internacional, atribu&amp;iacute;a a invers&amp;atilde;o de azimute &amp;agrave; necessidade de proteger o navio do tempo e do mar, gradualmente mais suave correndo a costa ocidental da pen&amp;iacute;nsula para sul, o que n&amp;atilde;o deixa de ser genericamente verdade. Presume-se no entanto que os conte&amp;uacute;dos desta dita imprensa ter&amp;atilde;o sido mais alimentados por ag&amp;ecirc;ncias de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao servi&amp;ccedil;o dos interesses do navio, que propriamente ditadas por preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de outra ordem. &lt;br /&gt;Decisiva para esta invers&amp;atilde;o de rumo, foi tamb&amp;eacute;m a atitude das autoridades francesas, que bloquearam a sua progress&amp;atilde;o para norte ao abrigo de um suposto plano Biscaia, que contrariou com sucesso as ordens espanholas, plano esse de que&amp;nbsp;nunca mais se ouviu falar e de que o nosso pa&amp;iacute;s parecia completamente alheado . (???)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Em Portugal, o impacto do afundamento do &lt;em&gt;Prestige&lt;/em&gt; foi obviamente menor, apesar das insinua&amp;ccedil;&amp;otilde;es que chegaram a surgir na imprensa alem&amp;atilde; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9pt;"&gt;(revista Stern)&lt;/span&gt;&lt;span&gt; de que o navio se teria partido em dois por causa da recusa portuguesa em autorizar a sua entrada em &amp;aacute;guas nacionais. Dizia o artigo que teria sido a brusca mudan&amp;ccedil;a de rumo originada pela proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa de entrada nas &amp;aacute;guas sob nossa jurisdi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a provocar esfor&amp;ccedil;os no casco que teriam originado a quebra do navio em duas partes...lamentavelmente n&amp;atilde;o se viu reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9pt;"&gt;(do Estado ou dos media)&lt;/span&gt;&lt;span&gt; a esta s&amp;oacute;rdida e infundada insinua&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Por outro lado, alem do preju&amp;iacute;zo decorrente da imagem internacional que tentaram imputar ao pa&amp;iacute;s, subsistiu um outro preju&amp;iacute;zo, de quantifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais f&amp;aacute;cil: a conta final correspondente ao navio &lt;em&gt;Northern Corona&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;afretado pelo Estado portugu&amp;ecirc;s para eventual recolha de fuel derramado pelo &lt;em&gt;Prestige. &lt;/em&gt;Estando ao servi&amp;ccedil;o pelo per&amp;iacute;odo de 40 dias, custou ao contribuinte portugu&amp;ecirc;s 40.000 euros por dia, acrescidos de &amp;euro; 265.575 para servi&amp;ccedil;os e equipamento e ainda &amp;euro; 63.230 de aluguer de equipamento &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9pt;"&gt;(conf. Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Conselho Ministros publicada em Di&amp;aacute;rio da Republica a 23/1/03).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;img align="left" height="359" src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/original/navio-NORTHERN-CORONA.aspx" width="565" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;As contas unit&amp;aacute;rias aqui conseguem ser mais penalizantes que as espanholas, pois apenas foram recolhidas cerca de 160 toneladas, com um custo de cerca de &amp;euro; 12.055,00 por tonelada. Note-se que esta estimativa peca por defeito, pois &amp;aacute; referida factura do armador, haver&amp;aacute; que adicionar os custos de combust&amp;iacute;vel, ag&amp;ecirc;ncias, taxas portu&amp;aacute;rias, etc., tudo verbas de conta dos afretadores (Estado Portugu&amp;ecirc;s).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;De acordo com noticia do seman&amp;aacute;rio Expresso de 23 de Janeiro de 2003, a justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada para t&amp;atilde;o baixa actividade ter&amp;atilde;o sido as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es do mar, o que causa alguma perplexidade perante esta decis&amp;atilde;o de afretamento do navio, sendo sobejamente conhecidas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es do mar na regi&amp;atilde;o desde h&amp;aacute; muitas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Ou seja, perante a eventual fatalidade de a mar&amp;eacute; negra ter atingido a costa portuguesa, n&amp;atilde;o seria expect&amp;aacute;vel que tivesse sido recolhida uma quantidade significativa perante a justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresentada, por raz&amp;otilde;es &amp;oacute;bvias. &lt;strong&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;span&gt;Merece ainda reparo, o inesperado neg&amp;oacute;cio que tal contracto representou para a Trico Marine Services, empresa de Houston, Texas (EUA) propriet&amp;aacute;ria do navio, confrontada na altura com o mercado bastante deprimido no mar do Norte, palco de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es previs&amp;iacute;vel do &lt;em&gt;Northern Corona&lt;/em&gt;. De acordo com o seu Relat&amp;oacute;rio e Contas de 2003, a taxa m&amp;eacute;dia de aluguer/dia para este tipo de navio, no per&amp;iacute;odo e regi&amp;atilde;o, foi de U$ 11.641,00, a qual comparada com os &amp;euro; 40.000,00/dia referidos na noticia do Expresso, mostra bem a dimens&amp;atilde;o do excelente neg&amp;oacute;cio proporcionado pelo Estado portugu&amp;ecirc;s ao armador do navio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;N&amp;atilde;o se questiona a legalidade do contracto, no entanto em face da baix&amp;iacute;ssima taxa de aproveitamento do navio e do pre&amp;ccedil;o a que foi afretado, a legitimidade desta decis&amp;atilde;o suscita grandes d&amp;uacute;vidas. Estes dados s&amp;atilde;o p&amp;uacute;blicos, assim como de defesa do interesse p&amp;uacute;blico dever&amp;atilde;o ser as decis&amp;otilde;es tomadas por quem tem responsabilidades governativas, supostamente gente inteligente e com forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o para governar nas &amp;aacute;reas de que s&amp;atilde;o respons&amp;aacute;veis Como tal, n&amp;atilde;o &amp;eacute; compreens&amp;iacute;vel que se compre por 40.000 euros/dia um servi&amp;ccedil;o que poderia ter sido obtido por valor pr&amp;oacute;ximo dos 10.000 euros/dia. Resumindo, o desastre do &lt;em&gt;Prestige&lt;/em&gt; merece uma an&amp;aacute;lise profunda, tanto pelas diversas quest&amp;otilde;es de direito que suscitou, como pela oportunidade &amp;uacute;nica que estes epis&amp;oacute;dios representam para os governos poderem avaliar e aferir as reais situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es destes sectores econ&amp;oacute;micos e sociais nos dois pa&amp;iacute;ses ib&amp;eacute;ricos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=415840" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Prestige/default.aspx">Prestige</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Peninsula+Iberica/default.aspx">Peninsula Iberica</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Galiza/default.aspx">Galiza</category></item><item><title>A importância económica e geoestratégica (continuação) - Canal de Suez - A ocupação </title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2007/07/24/A-import_E200_ncia-econ_F300_mica-e-geoestrat_E900_gica-_2800_continua_E700E300_o_2900_-_2D00_-Canal-de-Suez-_2D00_-A-ocupa_E700E300_o-.aspx</link><pubDate>Tue, 24 Jul 2007 18:14:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:294861</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/294861.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=294861</wfw:commentRss><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;A tomada de controle&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tomada de controle da Companhia do Canal do Suez decorreu com sucesso e sem sobressaltos de maior, desencadeando uma forte e pouco inteligente reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte de alguns respons&amp;aacute;veis pol&amp;iacute;ticos da &amp;eacute;poca. Entre outros, o primeiro ministro brit&amp;acirc;nico, acolhendo um plano secreto de autoria francesa, aceitou participar na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o artificial de um cen&amp;aacute;rio que passava pela ajuda do governo israelita, de forma a estabelecer uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de guerra que justificasse uma interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o militar externa. Em consequencia disso, o exercito israelita invadiu territ&amp;oacute;rio eg&amp;iacute;pcio e chegou a estar a cerca de 45 km do Canal. A encena&amp;ccedil;&amp;atilde;o estava montada, e, numa atitude que se veio a revelar como um colossal tiro no pr&amp;oacute;prio p&amp;eacute;, for&amp;ccedil;as inglesas e francesas avan&amp;ccedil;aram para Port Said. Os desenvolvimentos posteriores da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o transcendem o &amp;acirc;mbito desta narrativa, no entanto culminaram na demiss&amp;atilde;o do primeiro ministro brit&amp;acirc;nico, na consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o do controle eg&amp;iacute;pcio sobre o canal, e numa amea&amp;ccedil;a de bombardeamento de Londres e Paris com m&amp;iacute;sseis nucleares por parte da Uni&amp;atilde;o Sovi&amp;eacute;tica. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na epoca, esta&amp;nbsp;atitude da URSS&amp;nbsp;n&amp;atilde;o encontrou&amp;nbsp; condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica por parte dos EUA, cujo governo preferiu adoptar uma postura cautelosa em plena Guerra Fria,&amp;nbsp;pois nem Franceses nem Ingleses&amp;nbsp;tinham pedido a Washington&amp;nbsp;opini&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via sobre o seu plano conjunto. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O eco atual deste epis&amp;oacute;dio hist&amp;oacute;rico, pode ser observado em artigo publicado no jornal franc&amp;ecirc;s Le Figaro em&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;1 Novembro de 2006:&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;quot;Cinquante ans apr&amp;egrave;s la crise du canal de Suez, le souvenir de l&amp;#39;exp&amp;eacute;dition&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;franco-britannique &amp;agrave; Port-Sa&amp;iuml;d s&amp;#39;efface.&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;de que se transcreve um excerto em forma de tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o livre para portugu&amp;ecirc;s: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;quot; Passados cinquenta anos desde a crise do Canal de Suez, a mem&amp;oacute;ria &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; da expedi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;franco-britanica desvanece-se&amp;quot;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao observar hoje em dia as ruas tranquilas de Port Said, &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil imaginar que esta prazenteira cidade mediterr&amp;acirc;nica, foi palco, h&amp;aacute; 50 anos, dos &amp;uacute;ltimos sobressaltos da descoloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o eg&amp;iacute;pcia. Em 5 de Novembro de 1956, os ex&amp;eacute;rcitos franc&amp;ecirc;s e brit&amp;acirc;nico tentaram retomar o controle do Canal de Suez, nacionalizado tr&amp;ecirc;s meses antes por Gamal Abdel Nasser, que procurava uma forma de financiar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da barragem do Rio Assu&amp;atilde;o,&amp;nbsp; ap&amp;oacute;s ver-se confrontado com a recusa do Estados Unidos. Numa tentativa de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus bens, as antigas potencias coloniais conceberam um plano maquiav&amp;eacute;lico: fizeram um acordo secreto para que Israel atacasse o Egipto, e utilizaram esse facto como pretexto para o envio de tropas para &amp;quot;proteger&amp;quot; o Canal, que Nasser tinha obstru&amp;iacute;do com o afundamento de alguns navios na sua entrada. A opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;quot;Mosqueteiro&amp;quot; foi um sucesso militar, mas um fiasco diplom&amp;aacute;tico, obrigando &amp;agrave; retirada das for&amp;ccedil;as franco-britanicas em 22 de Dezembro, sob a press&amp;atilde;o conjunta dos EUA e da Uni&amp;atilde;o Sovi&amp;eacute;tica. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esta &amp;quot;expedi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Suez&amp;quot;, qualificada de &amp;quot;tripla e cobarde agress&amp;atilde;o&amp;quot; por Nasser, e que lhe granjeou um imenso prestigio pol&amp;iacute;tico, transformou profundamente o aspecto de Port-Said, bem como do resto do pa&amp;iacute;s. Fundada em 1859 pela Companhia Universal do Canal de Suez, quando da escava&amp;ccedil;&amp;atilde;o da celebre obra mar&amp;iacute;tima, &amp;nbsp;a cidade tinha permanecido at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o uma das j&amp;oacute;ias culturais do Egipto cosmopolita, juntamente com Alexandria. Deste passado de prestigio restam hoje&amp;nbsp; im&amp;oacute;veis decr&amp;eacute;pitos com varandas em madeira trabalhada, e as moradias elegantes do &amp;quot;&lt;em&gt;bairro franc&amp;ecirc;s&lt;/em&gt;&amp;quot;&amp;nbsp; de Port Fouad, onde moravam os funcion&amp;aacute;rios da Companhia do Canal. Mas com excep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alguns S&amp;iacute;rio -Libaneses, todos os estrangeiros - Gregos, Italianos, Franceses ou Malteses - abandonaram a cidade em 1956, assustados pela eventualidade de virem a sofrer repres&amp;aacute;lias, pela eventualidade de verem os seus bens confiscados ou pelo medo de perderem os seus empregos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=294861" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Suez/default.aspx">Suez</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Port+Fouad/default.aspx">Port Fouad</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Crise+do+Suez/default.aspx">Crise do Suez</category></item><item><title>A importância económica e geo-estratégica do transporte marítimo - Introdução</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2007/07/20/A-import_E200_ncia-econ_F300_mica-e-geo_2D00_estrat_E900_gica-do-transporte-mar_ED00_timo.aspx</link><pubDate>Fri, 20 Jul 2007 15:12:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:291092</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/291092.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=291092</wfw:commentRss><description>3&amp;ordf; Guerra Mundial Introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Todos ter&amp;atilde;o bem presentes os acontecimentos de 2006 no M&amp;eacute;dio Oriente, nomeadamente a ofensiva israelita no sul do L&amp;iacute;bano. Ser&amp;atilde;o certamente menos os que se recordam da que ficou...(&lt;a href="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2007/07/20/A-import_E200_ncia-econ_F300_mica-e-geo_2D00_estrat_E900_gica-do-transporte-mar_ED00_timo.aspx"&gt;read more&lt;/a&gt;)&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=291092" width="1" height="1"&gt;</description><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Canal+de+Suez/default.aspx">Canal de Suez</category><category domain="http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/tags/Nasser/default.aspx">Nasser</category></item><item><title>ENCERRADO PARA BALAN&#199;O</title><link>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/archive/2007/05/27/ENCERRADO-PARA-BALAN_C700_O.aspx</link><pubDate>Sun, 27 May 2007 09:51:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">a9b931f1-92f6-472b-bd17-d661f2473e9f:241033</guid><dc:creator>Laser</dc:creator><slash:comments>0</slash:comments><comments>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/comments/241033.aspx</comments><wfw:commentRss>http://comunidade.sol.pt/blogs/laser/commentrss.aspx?PostID=241033</wfw:commentRss><description>&lt;p style="font-weight:bold;"&gt;Balan&amp;ccedil;o de 9 meses:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://sol.sapo.pt/photos/laser/images/original/Balan_E700_o-Maio-de-2007.aspx" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://comunidade.sol.pt/aggbug.aspx?PostID=241033" width="1" height="1"&gt;</description></item></channel></rss>
