Era o verde irreverente da serra
Era a serra
Era o verde irreverente da serra
E a doçura casta de um rio a correr
E éramos nós
Nós à descoberta do tempo
Á procura de nós
Projectados algures na memória do amor
Tacteando o teu corpo
Procurava em ti memórias de afecto
Do afecto que dizias
Do afecto que o tempo deixara intacto
Na berma da estrada das nossas vidas
Ou nas águas agitadas do oceano que nos separou.
Possuíste o meu corpo com doçura
Como que a reconstituir cenários
De um tempo sem tempo
Que a memória nunca traiu
Fizemos amor como quem pensa
Como quem quer acreditar
Num regresso
E os nossos corpos
Unidos em harmonia absoluta
Construíram um a nova forma
De reconstruir a memória