Partido Nulo e Ongoing
NULO. Manuel João Ramos e Rui Zink lançaram novo movimento a favor do voto nulo nas próximas eleições. O nome é, aliás, sintomático: Partido Nulo. Não creio que seja caminho aconselhável para ultrapassar o que está e deve mudar, porque só cobre a primeira de duas exigências a favor da mudança – a rejeição do status quo. Falta-lhe o segundo momento: propor alternância, seja ela qual for. Mas que há cada vez mais votos nulos e que isso é um sinal – não se pode negar...
ONGOING compra TVI. Ou, pelo menos, tenta comprar. Primeira sensação: a operação agradaria à Prisa (carecida de liquidez) e representaria o refazer da falhada transacção de dois meses atrás, ou seja, proporcionaria ao Governo de José Sócrates o mesmo resultado que, para muitos, inspirava a tão falada compra de então – trazer para a órbita política do Governo o principal órgão da comunicação social portuguesa, a TVI. Faltam só sete semanas para as eleições. Mas ‘serenar’ a TVI – se for esse o caso – dará algum jeito. Mesmo se um jeito tardio. É, aliás, um problema estratégico de José Sócrates – o atraso no timing. No aeroporto (aí, por intervenção de Cavaco), no TGV, na curta correcção na Educação, no admitir a gravidade da crise mundial, no resolver o ‘problema’ Moniz. E por aí adiante. Esse atraso, também ele, tem um preço. Resta saber se o preço será mesmo fatal para a vitória de 27 de Setembro.
NAIF. Mérito de Nuno Lima de Carvalho. Lançou, há trinta anos, o Salão Internacional de Pintura Naif. Ele aí está, novamente, na Galeria de Arte do Casino Estoril.