Saúde e Martinho da Vila
INCÊNDIOS. Um domingo diferente dos seis últimos. Quanto a incêndios florestais. Haja Deus!
SAÚDE. PS prepara Convenção. Louçã insiste em médico de família para todos. Portas anuncia lei sobre cuidados paliativos (Isabel Galriça Neto a inspiradora, certamente). PSD tem de se precaver para a ofensiva. Não bastando a luta – aliás, justa – das deduções fiscais.
FARMÁCIAS. Iminente o acordo entre Governo e ANF? Já tardava...
MARTINHO DA VILA. A loucura começou cedo: às 20 horas já eu mal conseguia sair de minha casa para a TVI. Alguma área metropolitana de Lisboa não queria perder o fecho do Verão cascalense. Eram carros e carros. E gente e gente. Por todos os lados. Regressado a casa, com uma bucha mastigada, precipito-me a ver a marabunta. Metade portuguesa. Metade brasileira. Aí uns a caminho de 15 mil apinhados na baía, nos paredões, na praia, no passeio até à Cidadela, no Clube Naval, no meio de Cascais, e por aí adiante... O som era irregular, mas não importava. Cada grupo fazia a sua festa própria. Com muita cerveja junta. Cachos de jovens animadas pelo álcool, pediam-me autógrafos ou proclamavam devoções incondicionais. Na praia, o longo e magnífico fogo-de-artifício – bem melhor do que o de ontem – era acompanhado por música clássica, inaudível porque, de um lado, se cantava samba e, do outro, modinhas do Nordeste brasileiro. Duas mineiras telefonavam para a família, para mostrarem como estavam na praia, a ouvirem Martinho da Vila e a verem fogo--de-artifício com acordes musicais. De repente, senti uma simpatia ainda maior por aquelas maduras: imaginei-me longe da pátria, a ouvir um Rui Veloso, um Abrunhosa, para não dizer uma Marisa, uma Kátia, um Camané, e a lembrar-me dos meus e da minha terra. Estou a ficar demasiado sentimental...