Maputo e mais Queiroz
MAPUTO. Aumento de preços em flecha, em bens essenciais. Pão, duas vezes em Agosto. Contexto de falta de oposição, a convidar a oposição nos jornais – consentida, mas contundente (vide País ou Zambeze) – e na rua. Repetição dos protestos de 2008. Muitos jovens. Escolha estratégica de entradas e saídas e SMS a empolar efeito. Paragem de funcionalismo. Lojas fecham. Em pano de fundo, greve dos ‘chapas’ – taxis colectivos em camionetas fechadas e abertas.
FACIM. Abriu 2.ª, fechou 3.ª e já não reabre. Mau para expositores e PME investidoras, muitas portuguesas. Com empresários a terem de ficar nos hotéis, por precaução.Uma boa notícia: o dia de Portugal na FACIM antecedeu as perturbações.
DIA AGITADO. Telefonemas intensos para lá e para cá. Sereno, o embaixador Godinho de Matos. Impecável, o presidente da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique, João Navega. A culminar o dia, acordo entre Faculdades para adiamento dos exames de mestrado para Outubro. E também de almoço de empresários em que era orador, com 120 inscritos. Viagem adiada. Fiquei cheio de pena. Mas é a vida...
QUEIROZ. Entrevista a Rodrigo Guedes de Carvalho. Na ADOP, toda a razão. Na deselegância, confusão com insulto. No polvo igual a nuvem, poesia. No geral, a seu favor o absurdo de uma Selecção sem líder. Todos saem mal. Mas Queiroz dourou, de momento, a pílula.