SOL
Apelo de Cavaco e Selecção à deriva
08 Setembro 10 06:58

Cavaco. Apelo aos entendimentos partidários. Oportuno, para o OE. E que corresponde ao que os portugueses esperam do PS e do PSD, neste momento.

Sector  Social.  Lei  de  Bases  proposta  por Passos Coelho bem acolhida.Veremos como será o seu conteúdo...

ETA. Proposta de tréguas revela fraqueza. Mas não é ainda suficientemente clara.

Brasil. Dilma a um passo da vitória. Mérito de Lula. Só falta ver os debates.

Noruega. Portugal cada vez pior. Selecção nacional à deriva.

Acórdão. No caso Casa Pia. Finalmente divulgado. Mas a exigir muito tempo de leitura até uma visão completa do seu conteúdo.

Jacinto Simões. Visitei-o ontem. No Hospital de Santa Cruz. Em boa recuperação. Depois de queda ingrata no começo de Agosto. E de uns tempos mais complicados.

Eduardo Nery. Em breve, livro sobre as suas colecções de arte africana. Expectativa alta.

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Passos Coelho e Avante!
06 Setembro 10 06:57

PASSOS COELHO. Melhor do que no Pontal. Bem nos exemplos do BPN e da compra de carros pelo Estado. Mais claro no OE. Em que se percebeu que as condições são mesmo minimalistas mas convictas, embora negociáveis. Vago na revisão constitucional, para regressar ao tema proximamente. Saldo global – positivo. Dois reparos – a extensão e o argumento perigoso de que só com a Constituição revista poderá o PSD governar bem. É deixar nas mãos do PS um cavalo de batalha essencial em futura campanha eleitoral.

JERÓNIMO DE SOUSA. Longuíssimo. A rejeitar OE, a anunciar apoio à CGTP nas lutas sociais e campanha anticimeira da NATO. E, claro, a sublinhar que a candidatura do PCP se distingue das outras de esquerda (leia-se da de Alegre) por não ser ambígua em relação ao PS, ao Governo e às suas políticas.

AVANTE! Pela televisão, a festa do Avante! teve bastante gente. Mediaticamente, sofreu, na sexta, com a sentença da Casa Pia e o futebol, no sábado, com a 2.ª rentrée de Sócrates, e, no domingo, com a de Passos Coelho. Muita densidade comunicacional junta!

Joana Carneiro. Prémio pelo melhor concerto em 2009 na Ópera de Sydney. Soma e segue! Aliás, cabe-lhe abrir, sábado, a temporada da Gulbenkian. Uma honra bem merecida...

Família-Carneiro. Jantar, hoje. Pelos anos do meu afilhado António. A caminho de médico. Temas da noite: o lançamento, que farei a 25 de Outubro, da biografia do Adelino Amaro da Costa, de que uma das autoras é a irmã Maria do Rosário, livro que entusiasma Roberto Carneiro e que se chama Portugal-Anos 10, obra de historiadores e que analisa os anos 1210, 1310, 1410, 1510, 1610, 1710, 1810, 1910 e 2010 em Portugal. Ideia original! Nestes longos encontros amigos com a família Carneiro, nunca sei o que me impressiona mais – se a excelência dos pais, se a dos filhos...

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Moçambique e 2.ª rentrée do PS
04 Setembro 10 06:57

MILLENIUM BIM E BCI. Bancos moçambicanos participados pelo BCP e pela CGD deram exemplo reabrindo 6.ª-feira e ajudando, mesmo nos dias de crise, ao apoiar o metical nas operações cambiais na sala do mercado financeiro do Maputo.

EMPRESÁRIOS PORTUGUESES. Notáveis. Na FACIM, antes e após a sua reabertura. A marcarem presença.

SEGUNDA RENTRÉE. De Sócrates. Encenação do costume em tom eleitoral. A dar ar de responsabilidade. A querer negociar o OE, fingindo ser em posição forte. A desejar desviar a atenção dos portugueses para a revisão constitucional, até agora, o ponto menos claro no PSD. A auto-elogiar-se, no país das maravilhas em que vive. A apoiar Alegre, a pedido, após Louçã ter provocado, há dias, ao assumir ser o único apoio partidário expressivo ao candidato militante do PS.

ENTREVISTAS. Duas, seguidas. De Passos Coelho. Ao SOL, declarações mais breves. Ao Expresso, explicitações mais longas. Depois da dureza do Pontal, da moderação de Relvas, nova dureza no SOL e mitigação no Expresso. Amanhã, teremos a versão essencial. Uma coisa é certa – como diz e bem Pulido Valente, Passos Coelho não deve ligar a opiniões, legítimas, mas de quem não é líder e deve definir o seu caminho próprio. Com discurso claro e esclarecedor. Como eu disse na Universidade de Verão – clarificar e explicar. No OE como na revisão constitucional.

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Sentença da Casa Pia e Selecção
03 Setembro 10 06:56

CASA PIA I. Cobertura exaustiva das televisões. Incluindo, mais tarde, excertos da sentença. Dúvida: é para valer como precedente para o futuro ou foi decisão pontual? E cobertura só da decisão e não de outros passos do julgamento, porquê?

CASA PIA II. Processo longo em excesso, em termos comparados com outros análogos lá fora. Oportunidade para rever o nosso Direito? Ou assim é que deve continuar a ser?

CASA PIA III. Sentença só conhecida para a semana. Com mais de 1.600 páginas. Não será o oposto do que uma sentença deve ser e é lá fora? Ou interessam sentenças longas e inatingíveis pelos destinatários directos e a opinião pública em geral?

CASA PIA IV. Súmula foi lida. Ou ouvi mal ou faltou a parte da fundamentação de facto. Terá sido assim?

CASA PIA V. Factos provados muito aquém dos antes apresentados, nomeadamente na acusação. Dificuldades insanáveis de prova?

CASA PIA VI. Penas situadas no esperado por especialistas. Talvez um pouco acima. E não suspensas. Matéria menos objecto de recursos futuros do que o processo e a determinação dos factos provados?

CASA PIA VII. Reacção do português médio – percebeu o número de factos provados e as penas, mas não lhe chegou claramente a posição do tribunal sobre o essencial do juízo de censura formulado quanto aos condenados, nem sobre a própria Casa Pia como instituição envolvida, à época do sucedido. E isso não é importante?

CASA PIA VIII. Logo a seguir ao termo do processo judicial, em primeira instância, e antes mesmo da apresentação dos recursos para a Relação de Lisboa – já anunciados por vários condenados –, entrevistas e debate televisivos. O debate com um juiz, o advogado das vítimas e Carlos Cruz. No fundo, a passagem do debate judicial para o debate mediático. Culpa da opacidade do processo judicial? E risco de desigualdade por só alguns processos e intervenientes terem seguimento mediático, após como durante o processo judicial, para bem e para mal?

CASA PIA IX. Comunicado raro do Conselho Superior da Magistratura. A revelar dificuldade da Justiça no lidar com a realidade mediática?

CASA PIA X. No saldo provisório, positivo o reconhecimento por todos – condenados incluídos – de que houve vítimas, a sua coragem na denúncia da situação e no sofrimento, antes e durante o processo, a merecer, novamente, ser sublinhada, e o facto de a sociedade portuguesa estar diferente para melhor na censura sobre o horror da pedofilia. E, adito, na convicção de que crimes como estes não deveriam prescrever.

CASA PIA XI. Quanto aos condenados –também eles sujeitos a longa exposição e sofrimento durante estes anos –, em rigor, as penas aplicadas e sujeitas a recurso talvez sejam menos pesadas do que o vivido por período superior – oito anos. Salvo para Carlos Silvino, condenado a 18 anos.

PORTUGAL-CHIPRE. Um ataque bom, que poderia ser ainda melhor. Uma defesa péssima, que vitimou o resultado. Tudo, retrato de um ‘piloto automático’ – expressão de Madail, que o celebrizará negativamente, depois de tantos sucessos anteriores, após os quais deveria ter saído. Para a Noruega, temos de acreditar e ganhar. Mas, logo a seguir, temos de resolver esta situação caricata em que se encontra a nossa Selecção: ninguém manda e, portanto, ninguém responde pelo que se passa. E muito fazem jogadores e Agostinho Oliveira...

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Desemprego, Maputo, Sarkozy e ciganos
02 Setembro 10 06:56

DESEMPREGO. Eurostat com más notícias. Governo reage mal, a só aceitar as boas do INE...

SALÁRIOS. Centrais sindicais querem entre 2% e 3,5% de aumentos. Moderados, dizem elas. Excessivos, garante o patronato. E o Governo, o que pensa?

AINDA MAPUTO. Continuamos à espera de contacto oficial com a Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane para confirmar, definitivamente, datas da ida em Outubro. Aparentemente, continua sem funcionar hoje. E-mails e telefonemas para professores não têm mais sucesso. Tudo indica que amanhã a situação seja bem diversa. O professor Luís Morais e eu aguardamos, expectantes.

REARRANJAR calendário. A coisa mais complicada do mundo. Sem saber ainda exactamente como...

FRANÇA. Kouchner chocado, mas não sai. E uma lei que promete continuar escalada de diversão dos problemas económicos reais dos franceses. E vem isto de um Presidente de origem não totalmente francesa. O que seria se Sarkozy fosse um descendente sem ‘mácula’ dos gauleses de outrora? Já agora, como é fácil bater em ciganos romenos alegadamente responsáveis por furto e foi tão justificativamente doce a reacção a barricadas de rua, incêndios de carros e outras tropelias, uns tempos atrás...

PAPA e Vaticano firmes na condenação da posição de Sarkozy. Passou despercebido em Portugal. Mas importa destacar. Mesmo que não convenha a alguma esquerda bem-pensante e a muita direita conservadora.

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Pedro Nunes e Faculdade
01 Setembro 10 10:55

PEDRO NUNES. Visita às obras no velho Liceu. Concepção do colega, nos anos 1959-66, Pedro Botelho. Que, aliás, estava presente e explicou a lógica global da mudança. Ia de pé atrás e gostei. Únicos reparos: falta de espaço para livros antigos e depósitos, fim do velho Museu de Ciências Naturais e estacionamento pequeno e mal situado, por falta de dinheiro. No geral, muito bem. Gravei apontamento para vídeo. A inauguração será dia 10. Agora, que se adiou Maputo, lá estarei...

MESTRADO. Aula de apreciação já dos relatórios provisórios com respectiva classificação. Bom balanço global.

PEDAGÓGICO. Aproximam-se eleições para docentes e alunos em Outubro. Tempo de renovação. Nos alunos, disputa entre a actual direcção associativa e PS, com apoios dirigentes fortes ao mais alto nível partidário. Nos docentes, passagem de testemunho para professores mais novos e mais condizentes com a orientação dura do Conselho Científico. Avizinha-se o fim da minha missão de emergência, vinte anos depois de ter presidido ao órgão pela primeira vez.

PASSOS COELHO. Conversa minha com Felícia Cabrita. Para biografia a publicar no SOL. Pareceu-me muito entusiasmada com o tema.

CORREIA DE CAMPOS. Regressa à exclusividade no SNS. Radicalização na campanha do PS contra o PSD.

AGROGLOBAL. Grande Feira do Milho. Para a semana. Confirmações, várias. Como Sevinate Pinto e Pedro Lynce. Surpresas, algumas. Como Pacheco Pereira, sobre agricultura-prioridade política e Adriano Moreira, sobre água e rega. Boas surpresas.

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Maputo e mais Queiroz
01 Setembro 10 07:45

MAPUTO. Aumento de preços em flecha, em bens essenciais. Pão, duas vezes em Agosto. Contexto de falta de oposição, a convidar a oposição nos jornais – consentida, mas contundente (vide País ou Zambeze) – e na rua. Repetição dos protestos de 2008. Muitos jovens. Escolha estratégica de entradas e saídas e SMS a empolar efeito. Paragem de funcionalismo. Lojas fecham. Em pano de fundo, greve dos ‘chapas’ – taxis colectivos em camionetas fechadas e abertas.

FACIM. Abriu 2.ª, fechou 3.ª e já não reabre. Mau para expositores e PME investidoras, muitas portuguesas. Com empresários a terem de ficar nos hotéis, por precaução.Uma boa notícia: o dia de Portugal na FACIM antecedeu as perturbações.

DIA AGITADO. Telefonemas intensos para lá e para cá. Sereno, o embaixador Godinho de Matos. Impecável, o presidente da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique, João Navega. A culminar o dia, acordo entre Faculdades para adiamento dos exames de mestrado para Outubro. E também de almoço de empresários em que era orador, com 120 inscritos. Viagem adiada. Fiquei cheio de pena. Mas é a vida...

QUEIROZ. Entrevista a Rodrigo Guedes de Carvalho. Na ADOP, toda a razão. Na deselegância, confusão com insulto. No polvo igual a nuvem, poesia. No geral, a seu favor o absurdo de uma Selecção sem líder. Todos saem mal. Mas Queiroz dourou, de momento, a pílula.

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Com a família JSD
31 Agosto 10 07:45

JSD. Oitava Universidade de Verão. Penso só ter saltado uma ou duas. Carlos Coelho e os jovens merecem as cinco horas de caminho, em dia ardente. E o líder também. Aliás, estive lá durante as lideranças de Durão Barroso, Santana Lopes, Marques Mendes e Ferreira Leite. E só não estive no tempo de Menezes porque ele começou no Outono e saiu antes do Verão. Se não – sendo convidado – não faltaria. Um partido é como uma família. Todos diferentes e nem todos tão gostáveis, mas presentes, com gosto, em muitos encontros familiares. E mesmo aqueles primos remotos que vão aparecendo na família – antes vindos da esquerda longínqua, agora mais da direita distante – devem ser acolhidos com generosidade. Os sociais-democratas são, historicamente, inclusivos. Há sempre lugar para mais um, muito para além dos vetustos históricos.

BOM GRUPO. O dos jovens deste ano. Quase duas horas de perguntas e respostas. Batendo o recorde anterior. Optimismo moderado. Compreensão dos riscos de uma revisão constitucional, se mal apresentada e explicada. Sensibilidade aos perigos de uma crise orçamental e eleitoral à custa do PSD.

CARLOS COELHO. A alma desta Universidade de Verão da JSD. Em muito melhor forma do que no ano passado. Cheio de planos para o futuro.

PASSOS COELHO. Natural grande esperança relativamente ao líder. E à sua subida ao Governo.

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Saúde e Martinho da Vila
30 Agosto 10 07:44

INCÊNDIOS. Um domingo diferente dos seis últimos. Quanto a incêndios florestais. Haja Deus!

SAÚDE. PS prepara Convenção. Louçã insiste em médico de família para todos. Portas anuncia lei sobre cuidados paliativos (Isabel Galriça Neto a inspiradora, certamente). PSD tem de se precaver para a ofensiva. Não bastando a luta – aliás, justa – das deduções fiscais.

FARMÁCIAS. Iminente o acordo entre Governo e ANF? Já tardava...

MARTINHO DA VILA. A loucura começou cedo: às 20 horas já eu mal conseguia sair de minha casa para a TVI. Alguma área metropolitana de Lisboa não queria perder o fecho do Verão cascalense. Eram carros e carros. E gente e gente. Por todos os lados. Regressado a casa, com uma bucha mastigada, precipito-me a ver a marabunta. Metade portuguesa. Metade brasileira. Aí uns a caminho de 15 mil apinhados na baía, nos paredões, na praia, no passeio até à Cidadela, no Clube Naval, no meio de Cascais, e por aí adiante... O som era irregular, mas não importava. Cada grupo fazia a sua festa própria. Com muita cerveja junta. Cachos de jovens animadas pelo álcool, pediam-me autógrafos ou proclamavam devoções incondicionais. Na praia, o longo e magnífico fogo-de-artifício – bem melhor do que o de ontem – era acompanhado por música clássica, inaudível porque, de um lado, se cantava  samba  e,  do  outro,  modinhas do Nordeste brasileiro. Duas mineiras telefonavam para a família, para mostrarem como estavam na praia, a ouvirem Martinho da Vila e a verem fogo--de-artifício com acordes musicais. De repente, senti uma simpatia ainda maior por aquelas maduras: imaginei-me longe da pátria, a ouvir um Rui Veloso, um Abrunhosa, para não dizer uma Marisa, uma Kátia, um Camané, e a lembrar-me dos meus e da minha terra. Estou a ficar demasiado sentimental...

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Rentrée de Cavaco, futebol e Amália Hoje
28 Agosto 10 07:43

CAVACO. Fez a sua rentrée. Discreta e eficaz. OE – desdramatização, convite aos partidos para entendimentos e distanciamento presidencial. Revisão constitucional – explicação do porquê de não se meter no debate e prevenção para o futuro de que não opinará sobre a matéria em períodos pré-eleitoral e eleitoral. Uma clarificação preemptiva, como se diz agora, por importação do mundo anglo--saxónico.

PROMULGAÇÕES. Chegam todos os dias. Código de Execução das Penas – fraco diploma, por sinal. Estatuto do aluno – a melhorar um pouco. Chips – menos mau. Férias judiciais – um mês e meio, em vez dos dois de antes e da baralhada do PS. No geral, o Presidente a mostrar muito trabalho de férias e a preocupação de evitar  conflitos desnecessários a menos de cinco meses das eleições.

PASSOS. A esclarecer que nunca falou em trocar OE por revisão. O que é verdade. A troca foi invenção estival de Sócrates. Para ganhar iniciativa e tentar entalar o PSD. A temperatura desce um pouco...

PORTAS. Rentrée em Aveiro. Educação, Saúde e PME – bem. Referendo popular sobre questões concretas de penas, prazos de julgamento e liberdade condicional – ideia demagógica e peregrina. Ademais para quem quer ser Governo de novo. E em breve...

JERÓNIMO. Surge a desancar nos candidatos Alegre e Nobre. Não parece discurso de quem quer _retirar a candidatura do PCP...

TESES. Redacção das arguições das teses de mestrado para Moçambique. Tarefa quebra-cabeças. Só para se ter uma ideia, eis os temas centrais das seis teses: polícia, disciplina da função pública, concessões do domínio público, contencioso aduaneiro, operações de paz e Direito Internacional Penal. Temas parecidos ou afins, como é bem de ver...

SIMÃO SABROSA. Perda para a Selecção. Elogio grato por tudo quanto lhe devemos. Reconhecimento de que é uma saída inteligente, a tempo, por cima. Pena o timing. Deveria ter sido um mês e meio antes, logo após o Mundial. Não neste clima crispado FPF-Queiroz, a sete dias do primeiro jogo de qualificação para o Europeu.

HUGO VIANA. Bom regresso a Braga. Faz falta a sua experiência. Mais do que isso – a sua maturidade.

BENFIQUISTAS. Finalmente, a alegria de uma vitória. Roberto – a redenção ou o acaso feliz?

AMÁLIA HOJE. Ontem, tinha perdido o espectáculo de José Cid, mesmo ao lado de minha casa. Mas por uma óptima causa – jantar com o politicamente muito requestado Fernando Seara e a sempre jovem Judite Sousa (assim completando o matar de saudades da RTP, iniciado com os já três jantares com Maria Flor Pedroso e Henrique Cayatte). Esta noite, depois de José Cid, foi a vez de Amália Hoje. Multidão ululante e fogo-de-artifício visto da praia. Com uma temperatura de sonho...

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Santos Silva insensato e Duarte Lima
26 Agosto 10 07:43

SANTOS SILVA INSENSATO. Inaceitavelmente insensata é a alusão aos nossos agentes secretos em Estados com situações políticas e militares explosivas. Imprópria de um ministro da Defesa.

FECHO DE EMPRESAS. Saldo negativo apreciável olhando a empresas criadas e dissolvidas nos últimos dois anos. Sinal da crise que por aí vai. Tal como a propósito do emprego, o Governo disfarça ou lateraliza.

LICENCIAMENTO SIMPLEX. Anunciado por Sócrates. Simpático para algum pequeno e médio comércio. Embora não resolva muitos dos principais problemas que enfrenta.

CAMPANHA pré-eleitoral continua, em empresas de sucesso e outras instituições sociais. Sócrates não pára no seu proselitismo quotidiano.

DUARTE LIMA. Entrevista muito humana de Judite Sousa. Goste-se muito ou pouco do entrevistado, fica sublinhada a convicção – que, para mim, sempre foi evidente – da injustiça da associação ao crime no Brasil. Ponto fraco: o dinheiro recebido. Não basta dizer que as relações profissionais não permitem concretizar resposta. Verbas recebidas no quadro dessas relações ou são pagamento e implicam imposto, ou têm de ser justificadas. Sobretudo se se tratava, e tratou durante oito anos, até Setembro passado, de deputado, cuja vida económico-financeira é legitimamente controlável pelos eleitores e pelos media.

SPORTING. A merecer elogios inequívocos pelo resultado de hoje, na Dinamarca, eliminando o Brondby com um 3-0.

FC PORTO a confirmar a boa forma, no seu apuramento para a fase de grupos da Liga Europa. Com relevo para Hulk.

SORTEIO. Da Liga dos Campeões. Muito bom para o Benfica. Bom para o Sp. Braga. E a convidar a ir a Londres no dia 15, ao estádio do Arsenal. Com regresso de madrugada, porque a 16 há arranque de ano lectivo e júri de concurso académico...

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Tragédia na A25 e ainda OE
25 Agosto 10 07:42

TRAGÉDIA NA A 25. Espera-se que relatório rápido esclareça se houve ou não factores não ligados aos envolvidos na tragédia da A25 a pesarem no sucedido. Para que dúvidas e especulações se dissipem.

SOLIDARIEDADE. Como é evidente, mais urgente e importante é o testemunho solidário para com os muitos que sofreram com a tragédia.

AINDA O OE. Secretário de Estado do Orçamento garante desaceleração da despesa pública até ao fim do ano. É de admitir, aten-dendo às medidas prometidas para entrarem  em vigor em Julho. Resta saber quanto. Apesar de ser crível valor do défice inferior a 7%.

ESTRUTURAL. Mas o essencial é apurar o que fica de estrutural, para além dos remendos conjunturais...

RENTRÉE  ROLANTE. A de José Sócrates e do PS. Começou em Mangualde e ameaça converter-se em campanha pré-eleitoral diária. Em vez de se concentrar mais na governação, Sócrates parece ocupar-se preferentemente da luta pelo voto em 2011, para não dizer 2012. Curioso e sintomático!

SALZBURGO. Colega e amigo, regressado de Salzburgo, resumiu-me a parte operática do Festival: Electra, magnífica; Lulu, interessante; Romeu e Julieta, com uma formidável Netrebko, mas em versão concerto. Programa para o ano talvez mais convidativo, com Macbeth dirigido por Mutti (sem se conhecerem, ainda, os cantores). Tive alguma pena de ter perdido este Verão-2010. Só que, em tempos como os actuais, há que fazer escolhas e elas implicam cortes...

FRANCISCO LOPES. Como se esperava, um candidato do PCP. Do topo da hierarquia. Porventura, mesmo o n.º 2. Rodagem para a liderança, talvez. Para ir até aos votos, é a minha percepção. Se houver segunda volta – no que não acredito –, aí o PCP ponderará se apoia Alegre. Mas retirar-se antes da primeira volta, em favor de Alegre, não acredito – seria sinal de enorme fraqueza partidária. Pior do que ter 5% ou 6%...

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Só Braga!
24 Agosto 10 07:25

Companhia no percurso para Sevilha. Carros vindos de Braga. Apinhados de adeptos, cachecóis e bandeiras...

Sorte. Encontrar estacionamento a 50 metros do estádio! Tempo para jantar sandes portuguesas e retocar indumentária.

Estádio. Sánchez Pizjuán. No meio da cidade. Pequeno. Antigo. Concentrado sobre o relvado. A deixar antever inferno vermelho...

Casaco. Convites para Rita e para mim. Na tribuna de honra. Sendo exigido casaco – eu ia de pólo –, um patriota do Braga (chefe Vinagre) emprestou-me um casaco 58. Uso 52. Senti-me a nadar.

Companhia. Fila do Sp. Braga na tribuna. Fernando Couto, Laurentino Dias (presença simbólica), António Salvador e Pimenta Machado. À volta, cerca de 80 sevilhanos.

Protocolo. Não permite manifes- tações de júbilo na tribuna. Só que cada golo do Braga foi um xarivari lusitano violando a etiqueta...

DOMINGOS. Foi genial na estratégia e nas tácticas. E nas substituições. E a equipa correspondeu em cheio!

Aperto. Tivemos vários: com o calor físico – 44º no início e 40º no fim, a fúria da claque local na 1.ª parte, a velocidade ofensiva dos 20 minutos de arranque e o empate a 2.

Fora isso. O espanto feliz do golo de Mateus. A loucura da confirmação de Lima. O gozo da câmara lenta do segundo Lima. A surpresa esmagadora do terceiro de Lima.

Lenços brancos. E cânticos finais críticos dos sevilhanos para o presidente e o treinador da casa...

Final. Todos abraçados. Com o presidente comovido e a festa de rua dos dois mil braguistas, eufóricos.

Dizia Laurentino Dias. E bem. Que o feito assinala trabalho de anos, não acaso. Que é bom que respeite a clube tradicionalmente não grande. Comentava a Marca, no meio da sova dada ao Sevilha, que o Sp. Braga é uma equipa de brasileiros disfarçados de portugueses. Pena ter-se esquecido do presidente e do treinador portugueses, dos jogadores que também o são, e dos sevilhanos não espanhóis...

Síntese. Sou do Sp. Braga há mais de 50 anos. Hoje, deu-me, porventura, a maior alegria desses longos anos. Pela Champions. E pela exibição e o resultado de Sevilha.

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Faro e Macário
23 Agosto 10 07:24

FARO. Ontem. Intervenção a partir de Faro. Mais concretamente, do terraço do agradável Hotel Faro. Com brisa, que foi diminuindo, diversas mesas com portugueses e estrangeiros a jantar, a menos de cinco metros do estrado montado, som lento e mini-_problemas de transmissão. Mas óptima equipa da TVI, anfitrionia notável do director do hotel, e eficaz ajuda da autarquia, pedindo ao Festival de Folclore e à Mostra gastronómica contenção musical durante 38 minutos.

UMA VEZ MAIS. Bom acolhimento dos telespectadores. Com média de share superior a 30%, nos 38 minutos. Fora o cabo. Tem ultrapassado as minhas expectativas...

MACÁRIO CORREIA. Apareceu, vindo de procissão (Câmara oblige...). Com a vereadora da Cultura, Alexandra Gonçalves. Achei-o determinado, como sempre, e a dar a volta ao endividamento municipal vindo do passado, através de acordo bancário.

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Sócrates, má gestão e Jardim com Passos
22 Agosto 10 07:24

SÓCRATES. Mal ao descrever um Portugal que não corresponde senão a uma parte claramente minoritária da efectiva realidade portuguesa. Mal ao escolher o tema do You got it para um país que tem desemprego maciço, crescimento atrás da média europeia, banca sem fácil crédito externo fora do BCE e agravamento de pobreza e desigualdades. Melhor ao jogar com as debilidades da gestão da revisão constitucional pelo PSD, sobretudo no achado argumentativo – artificial, mas sugestivo – da troca do OE para 2011 pela revisão da Constituição.

CONTRA-ATAQUE. Ideia-chave: pôr o PSD à defesa, disfarçando a má gestão orçamental de Janeiro a Julho.

PASSOS COELHO. Bem a insistir nessa má gestão e no que significa. Já pior o normalmente cauto Miguel Frasquilho ao falar em acordo violado. Mas qual acordo? O problema do PSD foi, precisamente, não ter exigido nenhum acordo escrito nem sobre corte de despesas, nem sobre aumento de impostos.

OE. Para mim, acima dos jogos partidários, a questão é simples: o OE para 2011 tem de passar e o PS e o PSD devem falar sobre ele, rapidamente. A crise financeira prossegue, grave, e OE chumbado, eleições legislativas em Maio ou Junho, com Orçamento apenas aprovado em Agosto, é convite explosivo a muito más reacções internacionais. Isto, mesmo que das eleições não resulte PSD a vencer com PS a 4 ou 5%, PSD e CDS sem maioria absoluta conjunta e esquerda tangencialmente maioritária...

JARDIM. Bem, a corrigir o tiro. E a apoiar Passos Coelho, que atacara anteriormente.

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