Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas.
Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca,
mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas.
Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a
primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um
assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua
recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da
Maria “gorda”, farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado,
quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e
a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro
impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma. E, se bem
me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:
“A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A
vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da
península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para
extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na
cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o
meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é
que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo,
porque, na doutrina, me obriga a saber umas m****s de que não percebo
nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por
dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi
descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto
no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar “pauzinho”, que é
dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao
meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no
focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu
também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela
também ia ao boi.”
Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a
brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada a
sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção.
Recordei-me
desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria “gorda”, ao
ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, em
visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura com esta pérola vacum:
“Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante”!
Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a
maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu; este homem,
inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos
anjos; este político manhoso que sentiu necessidade de afirmar
publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que
ele; este “cagarola” que foi humilhado por João Jardim e ficou calado;
este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de
Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que
o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são
miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este homem, dizia, não
tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo “sorriso das
vacas”, satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar
verdejante”! Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos de
inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da
felicidade de “ir ao boi”, ao menos uma vez cada ano!
Noticiava há
dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a
uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da Juventude, Cavaco se
confessou “surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das
outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas
enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha”! Como
se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis
ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!
Não sei se o
fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana. É
possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa
vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de
“vacas sagradas”, essas sim com direito a atendimento personalizado pelo
“boi”, enquanto as outras são inexoravelmente “ordenhadas”! Sugadas sem
piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste
senão peles penduradas, mirradas e sem proveito.
A este “Américo
Tomás do século XXI” chamou um dia João Jardim, o “sr. Silva”.
Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio que não.
Porque este homem deveria ser simplesmente “o Silva”. O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.
Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 05 de Outubro de 2011.
Um colossal embuste
Não há segundas oportunidades para
causar uma boa primeira impressão, usa-se dizer. Dois meses passados, já
é possível formar uma primeira impressão do novo Governo. Esta resulta
não tanto do que fez, mas antes do que prometeu fazer e manifestamente
não fez.
É verdade que temos um extenso
histórico de governos que ganharam eleições prometendo uma coisa para no
poder fazerem o contrário. Ainda assim, há uma diferença significativa
entre violar compromissos de campanha e deitar fora toda a narrativa
política que foi usada para vencer eleições. Este Governo já renunciou
ao essencial do que prometeu durante mais de um ano.
Passos
Coelho não se cansou de apresentar a sua fórmula mágica para resolver
os desequilíbrios das contas públicas – a consolidação seria feita 2/3
do lado da despesa e 1/3 do lado da receita –, enquanto repetia que os
cortes seriam indolores, pois não implicariam mais sacrifícios para os
portugueses ao assentarem nas gorduras do Estado. Um módico de realismo
bastava para concluir que a fórmula só por arte mágica era aplicável e
que a superação dos nossos desequilíbrios teria necessariamente de ter
consequências económicas e sociais.
Dois meses passados, só restam
duas hipóteses para explicar a diferença entre o que Passos Coelho
candidato disse e o que tem feito enquanto primeiro-ministro: ou
estávamos perante um colossal embuste ou um problema sério de
dissonância com a realidade. Convenhamos que não é fácil perceber qual
das duas hipóteses é verdadeira. O governo tem dados sinais
contraditórios.
A entrevista do Ministro das
Finanças à TVI indicia que tudo o que nos foi sendo dito não era para
ser levado a sério. Em vinte minutos, Vítor Gaspar, em alguns momentos
com enorme candura, encarregou-se de renunciar a toda a narrativa
política do PSD/CDS e não se cansou de sublinhar que os vários
documentos de execução orçamental são “extraordinariamente exigentes do
lado da receita e do lado da despesa”. Tendo em conta que foi o PECIV
que provocou eleições, não deixa de ser irónico ver o Ministro das
Finanças a defendê-lo como nem Sócrates, nem Teixeira dos Santos ousavam
fazer. Pode dar-se o caso de, com benefício para a sanidade mental do
próprio, Vítor Gaspar não ter acompanhado a política portuguesa no
último par de anos, mas, de facto, expôs o colossal embuste em que
assentou a vitória eleitoral de Passos Coelho.
Há, contudo, momentos em que
somos levados a crer que o primeiro-ministro e a sua entourage mais
próxima acreditavam no que anunciavam. O “murro no estômago” que se
seguiu ao corte no rating ou a total incapacidade do Governo em
posicionar-se sobre os desenvolvimentos políticos na Europa sugerem que
há quem continue a crer que estávamos perante uma crise nacional e que a
remoção de Sócrates e uma vontade indómita de atacar o propalado
despesismo chegariam para sairmos do buraco em que nos encontramos.
Convenhamos que, entre estarmos
face a um grupo de crédulos ou a alguém que renunciou à realidade para
vencer eleições, é preferível que a segunda hipótese seja a verdadeira.
publicado no Expresso de 27 de Agosto
posted by pedro adão e silva
São estes os dirigentes que os portugueses que votaram escolheram para lhes saquear oficialmente os bolsos.
Parabéns a quem votou nessa corjada, e lhes desejo muitas felicidades no usufruto de tão bons momentos que vão passar!!!
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Portugal esta;
infelizmente, entregue a um autentico bando de salteadores. Liderados por Pedro
Passos Coelho, o mais digno representante da velha escola de Alio Baba, na base
daqueles que assaltam a classe media e as classes sociais mais baixas para
descaradamente entregarem o ouro do saque aos banqueiros e aos grandes empresários,
na base das anunciadas privatizações.
Não se trata de
saquear para reduzir despesas, ou melhorar a qualidade de vida dos portugueses,
mas sim para com esses recursos extraordinários promover a vergonhosa e manhosa
operação de alimentação da banca e dos privados.
Não se trata para
mim de surpresa alguma, pois eu tinha anunciado em devido tempo que isso iria acontecer,
por via das maquinações orquestradas por Angelo Correia e seus comparsas...
No próximo Natal as famílias
portuguesas, que usufruírem valores acima do misero salario mínimo nacional,
vão ser assaltadas e penalizadas nos seus vencimentos de modo escandaloso. Para
se ter uma ideia, posso garantir que feitas as contas, por cada 1000 euros os
portugueses vão ser penalizados em 257,5 euros.
Ao mesmo tempo, que;
no Parlamento Nacional, o Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho e a sua trupe
vertiam lagrimas de crocodilo alegando a imprescindibilidade da criação deste
novo imposto, e já tinha assinado a papelada para alimentar com mil milhões de
euros o BPN. Partindo do principio que a operação de saque a bolsa dos
portugueses vai reverter cerca de 850 mil euros, esta explicado o destino desse
mesmo saque. Uma oferenda especial para quem adquirir esse aborto da banca.
Mas o saque não se
fica por aqui, pois a restante banca vai receber 33 milhões de garantias e 12
mil milhões de financiamento direto.
Uma vergonha
nacional!!!
São estes os
dirigentes que os portugueses que votaram escolheram para lhes saquear os
bolsos.
Parabéns a quem
votou nessa corjada, e lhes desejo muitas felicidades no usufruto de tão bons
momentos que vão passar!!!
“João Massapina”
Tenho cá para mim que; esta duplicidade politica, entre o PSD e o CDS de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas se vai desintegrar bem mais depressa do que alguns podem imaginar.
Conheço pessoalmente as duas criaturas, e sei muito bem do que estou a falar. De um lado uma cobra coral e de outro um incompetente funcional...
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O CDS votou em branco para a eleição do presidente da AR, onde Nobre foi candidato derrotado por duas vezes, e nem o PSD se mostrou unido, pois na primeira votação em 108 deputados só votaram 106 deputados, e na segunda votação já só conseguiu enganar 105 deputados (foto Rui Gaudêncio).
O Nobre 'coitado'... de candidato a segunda figura do Estado virou mera latinha de salsichas sentada na bancada do PSD entre 108 camaradas que vão estar ali para levantar a mão quando o chefe mandar...
...///...
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Nas eleições legislativas
realizadas no passado dia 5 de Junho iniciamos, disseram alguns, um ciclo
politico novo, mas que acho que poucas diferenças tem em relação ao anterior,
exceto a mudança de caras, e que vai ser bem mais rápido que o período socratino
que o antecedeu.
Tenho para mim que
esta duplicidade politica, entre o PSD e o CDS de Pedro Passos Coelho e Paulo
Portas se vai desintegrar bem mais depressa do que alguns podem imaginar.
Conheço pessoalmente
as duas criaturas, e sei muito bem do que estou a falar. De um lado uma cobra
coral, de outro um incompetente funcional...
Portugal não
necessitava de mais esta provação para tentar sair da crise. O que Portugal
necessitava era de ter um Presidente da Republica com os “tomates” no lugar
certo, encardidos ou branqueados que fossem, mas que eles estivessem no seu
sitio, e não fosse uma mera marionete cobarde que não decide, e apenas vai
surfando ao sabor do vento de cada aparente momento da opinião publica.
Se tivesse os “tomates”
no sitio certo teria em devido tempo tomado nas mãos a solução do problema, e
teria nomeado um governo de sua iniciativa, com elementos tecnicamente capacitados,
e com dignidade pessoal, o que em algumas situações, manifestamente não
acontece.
Quando se estabelece
uma parceria politica, temos que ter bem presente as necessidades, as concordâncias
e a melhor forma de contornar as discordância sempre existentes entre dois
partidos programaticamente diferentes. Foi precisamente o contrário de tudo
isso que Paulo Portas e Pedro Passos fizeram ao assinar um acordo que não passa
de mera divisão do poder da malga estatal.
Ainda nem sequer
tomaram posse, a hora e dia a que escrevo estas singelas linhas, e já andam com
os cangalhos de um lado para o outro, graças ao assunto Fernando Nobre.
Neste preciso
momento registam-se já duas derrotas na votação para tentar eleger a criatura
como Presidente da Assembleia da Republica, e segunda figura do Estado.
Coisa estranha que
um cidadão rejeitado maioritariamente pelos portugueses, para ocupar o primeiro
lugar do Estado, tente agora na ‘secretaria’... digo: Assembleia da Republica,
obter aquilo que os portugueses lhe manifestaram não estar ao seu alcance por
manifesta falta de confiança na sua pessoa.
Muito ainda se vai
poder conhecer acerca da tão famosa AMI, que vive debaixo de nublosos
processos, e mais parece uma empresa de cariz familiar, onde o patriarca
desempenha o papel de padrinho. Na realidade, verdade se tenha que dizer;
Fernando Nobre é um apoiado de determinado setor da vida nacional, nomeadamente
da maçonaria, e por essa razão, tem tido tantos apoios e possibilidades de
manter essa coisa estranha a que chamam de AMI debaixo da falta de controle das
instituições que deveriam fiscalizar o seu funcionamento, os seus
financiamentos, e sobre tudo o destino dos seus recursos angariados de muitos
apoios estatais.
Quando Pedro Passos decide apostar nesta alimária, primeira hipótese que se veio a saber: ser uma segunda ou terceira escolha, para singelo cabeça de Lista por Lisboa, em troca de uma pretensa candidatura a Presidente da Assembleia da Republica, assinou uma autentica sentença de morte sobre a sua independência pessoal face a determinado grupo de influencia nacional, e passou a ter assento garantido na cadeira elétrica da maçônaria.
Nada tenho
pessoalmente contra essa opção de cada um. Tenho amigos que o são, mas que
pensam até que eu nem sei que o são. Eles imaginam que a coisa é tão secreta,
tão secreta que nem se sabe, mas tudo se sabe, ou se acaba por saber.
Acho que a maioria
deles são, ou dizem ser, maçônicos porque pensam que isso é chique, e os torna
mais importantes aos olhos de terceiros.
Para mim; continuam
a ser cidadãos normais, apenas com a diferença de pertencerem aquilo que
considero uma mera seita...
Voltando ao assunto
PSD/CDS, e ao futuro:
Temos que ser
realista, e perceber que Paulo Portas acabou de marcar um golo de placa, o seu
primeiro golo da imensa goleada que vai dar a Pedro Passos neste passeio politico
que vai ser a sua tentativa de esvaziar mais um pouco o PSD para tentar
tornar-se naquilo que anunciou em plena campanha:
Uma alternativa credível
para se tornar Primeiro Ministro de Portugal.
Lhe vão dando tempo
e meios, vão, e algum dia não se admirem de ver o Lord luso sentado em São
Bento...
Quanto a Pedro
Passos:
De derrota em
derrota já se vai encaminhando para a derrota final... coisa que basta terem paciência
para poder assistir, pois não vai tardar muito tempo que o País esteja a virar
circo, com a tenda montada nas ruas...
Nessa precisa
altura, e com Miguel Macedo como Ministro da Administração Interna a tentar
fazer de bombeiro apagando os fogos... iremos assistir a porrada com fartura
nas ruas, e contestação generalizada e sem controle dos mais variados grupos populacionais... nesse preciso momento,
em que a coisa esquentar, os mais valentes... vão cair fora e deixar a tenda do circo toda livre
para Pedro Passos então brilhar como primeiro “palhaço” da companhia...
Quem avisa...
“João Massapina”
Ainda a procissão não saiu do adro da igreja e já o CDS e o PSD andam de candeias as avessas, preparam a primeira derrota do Primeiro Ministro recém nomeado pelo PR.
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A primeira (de muitas outras) derrota anunciada...
Ainda a procissão
não saiu do adro da igreja e já o CDS e o PSD andam de candeias as avessas, e
preparam a primeira derrota do Primeiro Ministro recém nomeado pelo PR.
Ao não se
conseguirem entender quanto a figura a apoiar para eleger como Presidente da
Assembleia da Republica, os partidos biônicos da governação estão a preparar a
bom ritmo o caminho para registarem a sua primeira derrota comum...
Sim derrota comum;
pois apesar de o CDS se retirar desde a primeira hora do apoio a Fernando
Nobre, e uma vez que esta a comer na mesma mesa e malga que o PSD, em termos de
governação, esta vai ser uma derrota a levar em conta e com três leituras.
Primeira leitura:
Se o CDS apoiar
declaradamente um candidato que venha a sair vencedor, a derrota será
inteiramente para o PSD e em particular para Pedro Passos Coelho. Será uma estratégia
a levar em linha de conta, para quem conhece bem Paulo Portas, que não gosta de
vender gato por lebre...
Segunda leitura:
Se o CDS ordenar/permitir
uma liberdade de voto aos seus Deputados, isso significa que o partido está desde
já dividido em relação a apoios e a decisões que vinculem as suas diretrizes programáticas
e de consciência nacional. Isso significa diretamente uma postura de reserva em
relação ao PSD...
Terceira leitura:
Se o CDS,
hipoteticamente, fosse ainda levado ao colo para engolir o sapo Fernando Nobre,
isso significaria desde logo a sua falta de palavra e de rigor, o que como
todos nós muito bem sabemos até nem é assim tão raro no CDS de Paulo Portas,
que normalmente toma uma decisão diferente cada vez que se desloca ao WC.
Mas isso
significaria desde logo que estaríamos perante um bando de aldrabões
descarados, e nós sabemos bem que aldrabões eles são, agora não gostam muito de
ser descarados e de dar assim tanto nas vistas.
Desta forma...
Pedro Passos Coelho
não deveria arriscar uma derrota humilhante no Parlamento por causa da escolha
de Fernando Nobre para presidente da Assembleia da República, pois essa situação
vai fragilizar desde logo a sua já fragilizada imagem. Essa situação só iria
reforçar a sua imagem de inexperiente criatura.
O primeiro-ministro
indigitado deveria testar, com antecedência, as intenções de voto dos deputados
do PSD e CDS e, se for preferível, devia procurar um nome consensual, capaz de
levar as duas bandas parlamentares a uma união de esforços para elegerem o seu candidato
comum.
No entanto; os
sinais negativos tanto do CDS como do PS na escolha (imposição pessoal)
Fernando Nobre, não fizeram o PSD mudar
de ideias. A bancada laranja vai assim mesmo, tudo leva a crer; propor o nome
de Fernando Nobre para a presidência da Assembleia da República.
O anúncio dessa
intensão foi até já feito pelo ainda líder do grupo parlamentar, Miguel Macedo,
à saída da conferência de líderes que marcou para segunda-feira a primeira
sessão do novo Parlamento.
Fernando Nobre debaixo
da sua ambição pessoal, sem limites, vai acertar na baliza da vergonha e se não
desistir , mesmo por perceber que não tem os votos necessários para ser eleito,
será ridicularizado a nível nacional, e o seu lugar deve ser o da renuncia ao
cargo de deputado, indo tratar dos seus negócios familiares na tal fundação nublosa
que ninguém ainda percebeu muito bem como é gerida, mas que recolhe múltiplos apoios
e aleluias.
A candidatura de Fernando
Nobre ficou fora do acordo de coligação assinado entre Passos Coelho e Paulo
Portas. Mas o primeiro-ministro indigitado prometeu mesmo assim não voltar
atrás na palavra dada e levar o nome do cabeça de lista de Lisboa ao
Parlamento...
A conferência de
líderes confirmou que na ausência de Jaime Gama, o presidente cessante, será
Guilherme Silva a conduzir os trabalhos da primeira sessão.
Eis uma boa
oportunidade para alguma racionalidade por parte do PSD, que poderia e deveria
apresentar o nome de Guilherme Silva para Presidente da Assembleia, pela sua experiência,
conhecimentos pessoais, dignidade e prestigio, e por ser um dos poucos
deputados do PSD aparentemente impoluto, além de que daria uma
representatividade diferente a Assembleia da Republica, tendo um Presidente
oriundo de uma das suas regiões autônomas, neste caso a Madeira.
Caso assim não seja:
Tanto PSD como CDS,
bem assim como Pedro Passos Coelho vão obter a sua primeira derrota comum, e
individual para a criatura laranja.
Que ninguém se
espante, porque muitas outras se lhe vão seguir...
É só uma questão de paciência
na espera!!!
“João Massapina”
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Uma simples escolha entre um PSD liderado por por um bando de rapazolas incompetentes, ou um PS pejado de oportunistas e liderado por um mentiroso compulsivo significa numa primeira analise a continuação da triste história de Portugal desde 1974. Tem sido eles, PSD e PS, os dominadores da politica nacional nos ultimos 37 anos, e com eles Portugal chegou ao lastimável e lindo estado em que se encontra. É mais do que evidente que tanto PSD como PS não fazem parte de qualquer solução, sendo eles mesmos a causa do real problema, e de tudo o que Portugal padece nos dias de hoje...
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Nunca como agora os portugueses dependeram tanto de um resultado
eleitoral, numas eleições legislativas, para poderem, tentar, saber o que pode espera
o seu futuro.
Os portugueses tem no próximo domingo uma única e derradeira
hipótese. Só uma única de acertarem, porque se não for agora, nunca mais
acertam, face a triste realidade nacional.
Para tal, é preciso coragem, muita coragem, compreensão do
actual estado do país e apostar no partido certo para gerir Portugal. Só que
essa escolha é deveras difícil, para não se dizer impossível, face as personalidades
em presença na disputa da decisão.
A poucos dias da tal escolha capital, e os portugueses não sabem
ainda, na sua maioria, em quem votar. Estão; encurralados entre varias paredes
e duas portas, uma rotulada com as letras PSD, e a outra, PS e que segundo as
sondagens, teimam em bater num sobe e desce praticamente diário que antevê muita
divisão nos resultados finais.
Só que esses dois partidos tendencialmente governamentais são a
escolha mais difícil, de se poder fazer em consciência nos dias de hoje, pois
ter que optar entre um bando de oportunistas e uma cambada de incompetentes?
Quem vai escolher com plena tranquilidade o chamado mal menor,
se não existe sequer mal menor!!!
Uma simples escolha entre um PSD liderado por um bando de
rapazolas incompetentes, ou um PS pejado de oportunistas e liderado por um
mentiroso compulsivo significa numa primeira analise a continuação da triste história
de Portugal desde 1974. Tem sido eles os dominadores da politica nacional nos últimos
37 anos, e com eles Portugal chegou ao lastimável e lindo estado em que se
encontra, é evidente que tanto PSD como PS não fazem parte de qualquer solução,
sendo eles a causa do real do problema, e de tudo o que Portugal padece nos
dias de hoje.
Quem será que estava no Governo na altura da preparação de
Portugal pelo desafio europeu?
O PS; pois claro...
Quem será que estava no Governo na altura de bilhões de escudos
jorrarem pelas fronteiras dentro?
O PSD; pois claro...
Quem será que investiu esses bilhões, e muito mal?
O PS e o PSD; pois claro...
Quem será que não teve a visão suficiente para preparar
Portugal, um país médio em termos de dimensões numa escala europeia, a ser
competitivo?
O PS e o PSD; pois claro...
Quem será que rebentou com o sector produtivo nacional, deixando
Portugal sem pescas ou agricultura, na dependência externa?
O PS e o PSD; pois claro...
Como se pode explicar aos portugueses que Portugal está pela
terceira vez de boné na mão rastejando-se aos pés de países como Eslovénia e
Estónia, pedindo esmola como mero desterrado europeu?
É uma autentica vergonha nacional!
Uma escolha entre o PSD de Passos ou o PS do Zé, é mais um aval nacional
dos portugueses, dado a incompetência.
Mas será que os portugueses sabem mesmo o que isso significa?
Vamos ver, em termos concretos, e rapidamente, o resultado de
cada voto depositado no PS ou PSD…
Vejamos como mais do que certo o aumento do IRS; pensões de
reforma congeladas ou diminuídas; redução no financiamento do Sistema Nacional
de Saúde; consultas e atendimentos de saúde mais caros; comboios mais caros;
despejos de casas compradas ou arrendadas mais fáceis e mais rápidos; menos
subsídio de desemprego; luz mais cara; gás mais caro; aumento de impostos e criação
de vários outros; subsídios penalizados nos impostos; medidas draconianas para
os funcionários públicos; será mais fácil despedir um trabalhador e ter casa
própria custará muito mais, se é que os bancos emprestam o dinheiro; inflação a
subir em flecha... só alguns exemplo, do muito que por ai esta para chegar...
A alternativa?
Aí está. Neste momento, há uma alternativa única que seria;
Cavaco Silva ter a coragem de tomar as rédeas de Portugal, nomeando um governo constituído
por gente competente, seria, honesta.
Uma solução deste tipo representaria um futuro com responsabilidade,
representaria uma aposta corajosa e representaria um Portugal governado para os
portugueses – não só os presentes, mas preparando o país para o futuro.
Vamos ser honestos…votar mais uma vez nos mesmos que criaram a
crise, é opção?
Para aqueles que têm dúvidas, acerca desta solução
presidencialista, basta aguardar pelos resultados de domingo, que se não derem
uma maioria clara a alguém para governar, vão deixar Portugal ainda mais
afundado do que já se encontra hoje.
Se optarem pela desgraceira nacional, os portugueses estão bem
entregues, mas como cada um só tem mesmo aquilo que merece...
Aguardemos, para ver!!!
“João Massapina”
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O
PS e o PSD têm ambos 36% na sondagem efectuada pelo Centro de Estudos e
Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa
(CESOP) para o DN, JN, RTP e Antena 1 nos dias 21 e 22 de Maio, logo a
seguir ao debate televisivo entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho.
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A crise que se
instalou em Portugal não nasceu ontem, nem anteontem, é cíclica. Tem mais de 15
anos que se começou a acentuar, muito embora ela exista a muito mais tempo. Acho
mesmo que nos tempos mais recentes, no final do consulado de Cavaco Silva, já
as coisas não iam nada bem, só que tentaram tapar o sol com a peneira.
Quando Guterres
falou no pântano, ninguém o levou muito a serio, e deixaram a situação
agravar-se até aos patamares de desespero onde se encontra nos dias de hoje.
Como podem então os
portugueses acreditar num Sócrates que em 6 anos fez aumentar e muito a
situação de dependência nacional, e colocou Portugal no lindo estado terminal em
que se encontra.
Como podem os portugueses
acreditar num bando de rapazolas que no PSD tentam chegar ao poder pela simples
ambição de ser poder, sem nada de concreto para apresentar que não seja
privatizações para tentar a todo o custo fabricar dinheiro tapa buracos temporários.
Depois de vender os anéis, lá vão guilhotinar os dedos, pois nada mais vai
restar.
Como podem os
portugueses apostar num CDS/PP que esteve na como muleta governação, a não tão
longo tempo como isso, e deixou uma imagem de naufrago com situações como a dos
famosos submarinos, e agora se coloca novamente numa posição de muleta tanto
para o PS como para o PSD, dependendo tão somente de qual deles lhe vai
estender a mão para chegar ao poder.
Viver como os
portugueses estão a viver, neste ano de 2011, e as perspectivas que se apresentam
para o curto e médio prazo, face as imposições da troika, faz deles, hoje, os
novos parias da Europa, com uma situação de crescente violência social, que vai
ter os seus efeitos na pobreza e na exclusão social, e consequente aumento da
criminalidade.
Portugal tem já hoje
estudos a apontarem para que 20% dos portugueses se encontrem a viver no limiar
da pobreza, seriam 42% sem as ajudas do Estado, e esta percentagem vai crescer
neste quadro de dificuldades em que nos encontramos, caso o dito estado social
seja colocado na prateleira de modo absoluto.
Quando o PSD lança
um programa liberar ao ponto de se poder considerar verdadeiramente selvagem na
abordagem da sociedade, deixa antever que se for o vencedor das eleições de 5
de Junho os portugueses podem contar com um aumento exponencial das suas
dificuldades.
O Partido Socialista
esta consciente dessas dificuldades, mas quer dosear a pílula, sem a dourar
muito. Já o CDS/PP vai aceitar tudo quanto lhe vierem a propor, desde que
consiga sentar a bunda no poleiro do poder.
Mostra o Partido de
Portas uma pujança pouco vista, na propaganda da venda de voto, e que quer
vincar nas famosas sete razões que diz serem determinantes na escolha entre o
CDS/PP e o PSD na hora de votar. O CDS é, diz ele, Paulo Portas, mais
independente no Estado e nas suas empresas, é mais favorável à concorrência na
economia, mais prudente nas privatizações, mais humanista na saúde, mais
comprometido com a questão social e com os mais pobres, mais exigente na
segurança e mais corajoso na Justiça.
Mas será mesmo que é
assim tal qual diz...
Quando contados os
votos, e preparado o acordo que tanto ambiciona poder fazer com o PSD ou com o
PS, não será que vai arquivar todo esse discurso, voltando a ser uma mera
imagem de marca das necessidades politicas mais baixas para se manter no
patamar do poder.
A minha opção
pessoal é não votar em absolutamente ninguém, porquanto as opções são
verdadeiramente assustadoras, deixando ao critério de Cavaco Silva a solução
que entendo deveria passar pela construção de um governo de sua iniciativa,
baseado em figuras credíveis, e capacitadas, e se possível; um governo o mais
afastadas possível dos partidos políticos que ao longo destes mais de 37 anos
conseguiram transformar Portugal num beco sem saída no contexto europeu.
Olhando para as
ultimas sondagens percebemos a razão de ser de os portugueses não estarem a dar
uma preferencia clara das intens~]oes de voto no PS ou no PSD, é que eles tal
como eu acham que tão bom é o Zé como o Pedro...
Que venha o diabo e
escolha!!!
“João Massapina”

O
líder do PSD, e putativo candidato a Primeiro Ministro de Portugal,
Pedro Passos Coelho, não se cansa de falar em competência, em capacidade
de gestão, em sapiência da sua pessoa, e esquece-se de referir que para
ser competente tem que se provar que o é, não basta parecer, e neste
particular nada nos garante a sua capacidade em termos profissionais,
antes pelo contrário nos deixa muito serias duvidas, de acordo com a
realidade dos factos.
Quanto
a capacidade de gestão, a analise é similar, já que também os exemplos
em que surge envolvido o seu nome, em nada de bom abonam, e de
sapiência, apenas conhecemos o fenômeno digno de figurar no livro de
recordes, de aos 18 (dezoito anos) ser professor de matemática, o que
nem os maiores gênios da física e da química se lhe podem comparar...
Em Oslo ainda não tem conhecimento, pois se isso acontecesse já teria sido nomeado para o Nobel da sapiência precoce.
Contra
factos não existem argumentos, e para quem fala de gestão e
competência, ver surgir na comunicação social a noticia de que a empresa
Ribtejo, da qual Pedro Passos Coelho foi presidente entre 2005 e 2009,
foi condenada a pagar 60 mil euros por negligência devido a descargas de
águas residuais (uma infracção classificada como muito grave), com
níveis de enxofre 15 vezes superiores aos permitidos por lei, em 2008,
em nada abona a seu favor.
Obviamente
que esta sua nomeação para presidente teve a benção e mãozinha de
Angelo Correia, e um empurrão do seu amigo inseparável, Relvas...
O
líder do PSD confirmou ao órgão de comunicação social que divulgou este
seu exemplo de competência, rigor e boa gestão que; são palavras suas: "teve conhecimento [da questão] através da directora do aterro", mas garante que se tratou de uma "situação excepcional e pontual, sem impactos ambientais".
A
Ribtejo - Tratamento e Valorização de Resíduos Industriais, S.A., é
proprietária e exploradora do aterro de resíduos não perigosos da
Carregueira-Chamusca, que tem como principal objectivo receber os
resíduos industriais produzidos nas indústrias dos 21 concelhos do
distrito de Santarém. A 12 de Fevereiro de 2008 foi realizado um
controlo das águas residuais, no ponto de descarga da linha de água
afluente à Ribeira das Lamas. A inspecção deu conta de níveis muito
superiores de sulfitos e sulfuretos, compostos de enxofre. A situação
estaria fora da lei, e foi condenada pela Inspecção-Geral do Ambiente.
Hummm...
seguindo as suas palavras, isto não foi nada de grave, obviamente que
não foi se comparado com o que aconteceu em Chernobil... kkkkkk
"Não
se encontravam a ser cumpridos dois parâmetros relativos aos limites de
emissão, sendo que, apesar de o valor limite para ambos [sulfitos e
sulfuretos] ser de 1,0 mg/l, só é contra-ordenação quando ultrapassam
2,0 mg/l, o que largamente sucedeu no presente caso",
pode ler-se no acórdão do Tribunal Judicial da Golegã, a que o órgão de
comunicação social que divulgou a ocorrência teve acesso. A
concentração de sulfitos obtida durante a inspecção foi de 34 mg/l SO3 e
quanto aos sulfuretos foi obtida uma concentração de 27 mg/l. A empresa
foi condenada, a 26 de Novembro de 2009, a pagar uma coima de 60 mil
euros por contra--ordenação muito grave, tendo ficado ainda no processo
que a Ribtejo agiu por negligência e não por dolo.
Negligencia
é aquilo que conheço mais próximo da verdadeira incompetência... e
neste particular Passos Coelho demonstrou ser um bom e aplicado aluno.
"Níveis
muito superiores de enxofre aos permitidos na lei inibem o crescimento
de vida vegetal e animal. São tóxicos para a vida aquática", afirmou Rui Berkemeier, do Grupo de Resíduos da Quercus. "Além
do mau cheiro, uma descarga com estes níveis de sulfuretos cria uma
carência imediata de oxigénio, ou seja, pode aumentar o aparecimento de
espécies que realizam a fotossíntese (algas e outros), que irão evoluir
para a produção de substâncias tóxicas para os peixes e para a saúde de
quem usar estes recursos (uma vez que entra na cadeia alimentar)", explicou Carmen Lima, especialista em resíduos da Quercus.
A
Ribtejo recorreu para o Tribunal da Relação de Évora, que voltou a
condenar a empresa a pagar 60 mil euros de coima mais o valor das custas
judiciais, a 24 de Junho de 2010, numa altura em que Pedro Passos
Coelho já não dirigia a empresa.
Ainda
bem que já não dirigia, pois pelos indicadores se ainda dirigisse a
empresa, acho que o Ribatejo já tinha sido banido do mapa...
Segundo ainda diz o líder do PSD, a coima foi paga pela Ribtejo.
Pois
muito bem... as coimas são mesmo para pagar, o que não é para se
conseguir comprar é a capacidade de um incompetente poder virar de um
dia para o outro o mais competente que se possa imaginar existir ao cimo
da terra.
É
uma criatura destas que nos querem impingir para Primeiro Ministro, e
se ele é capaz de tamanha façanha na área ambiental, agora imagine, do
que não será capaz quando colocado perante os desafios de todo um País.
Com
Pedro Passos Coelho como Primeiro Ministro; algum dia a população
portuguesa se arriscara a acordar gazeada por alguma descarga oriunda de
São Bento...
Tenho
cá para mim, desde sempre, que uma sondagem vale o que vale, e tem que
ser analisada de acordo com as realidades exteriores existentes no meio
envolvente, já o mesmo digo de sete ou oito sondagens, vindas dos mais
diversos quadrantes e que transmitem uma ambivalência de resultados
muito aproximados.
Não
acho que o PSD tenha já perdido por antecipação estas eleições por
causa dos resultados equivalentes das sondagens que indicação a sua
posição estática em relação ao Partido Socialista de Sócrates. Eu acho
que o PSD já perdeu estas eleições antes mesmo de as ter começado a
disputar, e por variadíssimas razões agora alicerçadas no
desenvolvimento da campanha, em dias e dias de consecutivos erros e
falta de capacidade politica de Pedro Passos e os seus rapazes se
mostrarem a altura das necessidades mais limitadas da governação.
Antes
de se iniciar a campanha, muito antes, eu me cansei de aqui escrever e
em outros locais acerca da falta de caráter e preparação de Pedro Passos
Coelho para o alto cargo governativo a que se arrisca a chegar, e de
que; os seu antecedentes políticos e sociais não abonam em nada a seu
favor para o objetivo, para além de que é uma criatura que esta a ser
manipulada claramente por grupos econômicos mais interessados em
delapidar o pouco que ainda resta a Portugal, que a ajudar a construir
uma solução viável para o País.
Para
mim esta criatura é tão simplesmente uma clara criação de Angelo
Correia e mais uma meia dúzia de magnatas... foi criado como uma
artimanha que possibilitasse a chega a linha do poder de decisão para
alienar tudo aquilo que interessa a esses grupos de vanguarda econômica.
Eu
avisei, mas muitos não acreditavam nas minhas palavras, e eis se não
quando a campanha ainda aquecia, e já surgia o tema das privatizações em
cima da mesa, como o mais importante para Passos apresentar em termos
de propostas a conseguir assim ganhar a confiança eleitoral dos
portugueses.
Só
que ao contrário daquilo que ele, e eles, imaginavam, os portugueses
não são burros e não entraram as cegas nessas jogadas aventureiras e de
liberalismo selvagem.
O
primeiro problema que enfrentou, desde logo, foi que a mensagem nem
sequer conseguiu entrar nas suas hostes, e os seus militantes,
simpatizantes e potenciais eleitores desde logo mostraram rejeitar essa
ideia peregrina de privatizar a doida aquilo que ainda vai gerando
receita publica.
Como
se não bastasse, e nem quero aqui falar das patetices de revisões
constitucionais e outras que tais, ainda foi buscar um Catroga já em
reta final de pensamento econômico, e com uma visível senilidade
emocional, e que desatou a
mandar bacuradas para o ar, como se a campanha fosse uma feira de
vaidades, arregimentadas em “pentelhos” e outros artefatos linguísticos,
agravada ainda pela falta de sintonia entre aquilo que ia debitando, e
aquilo que o seu líder ia espalhando aos quatro ventos na volta nacional
de pré-campanha, e que se veio a agravar ainda mais no decorrer da
própria campanha, obrigando o PSD a mandar a senilidade de Catroga para
banhos nas aguas temperadas do Brasil, sob pena do desastre ser ainda
maior do que aquele que se antevê possa vir a acontecer.
A
campanha eleitoral avança a bom ritmo... bom ritmo para Sócrates que
ardilosamente e muito calmamente vai aproveitando os consecutivos erros,
de que se destaca a tardia apresentação de um programa eleitoral, que
mesmo assim ainda hoje não conseguiu chegar a larga maioria dos
portugueses em termos de conhecimento, e que na sua larga maioria é um
repositório daquilo que a troika impingiu a Portugal como exigência, e
por outro lado uma amalgama de propostas muitas delas em que se pode
observar que em cada cavadela saem umas duas minhocas... isto a juntar
aos avanços e recuos de propostas, de que se pode salientar muito em
especial as áreas da educação e da economia.
Erros
de casting na economia, saúde, educação e em tudo o mais que Pedro
Passos debita opinião, tem conduzido o PSD pela escada abaixo nas
intensões de voto, deixando um Partido Socialista a hibernar na
esperança de rápida chegada do dia 5 de Junho, e um CDS/PP a inchar como
um balão, roubando espaço eleitoral não ao Partido Socialista, mas sim
precisamente ao PSD.
As
cabecinhas pensantes que acompanham Pedro Passos, decidem então, em
mais uma prova da sua falta de capacidade para sequer se estarem a
candidatra, que o inimigo publico a abater é nem mais nem menos do que o
seu mais que necessário aliado, Paulo Portas e o CDS/PP, e desatam a
atirar tiros de rajada para tentar conter o avanço eleitoral dos homens
do Caldas, só que como normalmente acontece; quem ataca o seu parceiro
natural, acaba por rapidamente acertar com balas nos pés, e é isso que
precisamente estamos a poder assistir de poltrona neste momento, quando
faltam já muito poucos dias para o dia do juízo final.
Com
o patético Catroga fora de campo, poderia até ter melhorado o som
interno da candidatura do PSD como maior e mais potencial candidato a
governação, só que o PSD de Passos tem demasiados patetas, começando por
ele próprio, e a coisa esta a ficar cada vez mais escura em termos de
possibilidades. E para agravar ainda mais a situação, a tal equipa de
cabecinhas pensadoras ainda decide a ultima da hora juntar opiniões a
campanha de figuras que estavam escondidas nos baús do tempo... opiniões
tão bolorentas que o bafio tem contagiado o eleitorado indeciso a
apostar no caminho contrario... Tão escura esta a situação que as
possibilidades hoje se cingem tão simplesmente em tentar perder por
poucos números, ou empatar tecnicamente com o Partido Socialista e
tentar que juntando os esforços com o CDS/PP consigam ter uma maioria
parlamentar.
Agora
imaginem vocês o que pode acontecer a Portugal se for instalada a
bagunçada de uma hipotética vitória do Partido Socialista, e ao mesmo
tempo uma maioria parlamentar da oposição entre o somatório de deputados
eleitos pelo PSD e pelo CDS/PP...
O
que vai obviamente acontecer é que como não foi firmada qualquer
coligação antecipada entre o PSD e o CDS/PP, o nosso ilustre Cavaco vai
chamar a Belém Sócrates, como vencedor eleitoral contra tudo e contra
todos, para ele formar governo. Governo formado, a criatura vai aparecer
na Assembleia da Republica como um pavão depenado, tentando captar um
voto de abstenção ou do PSD ou do CDS/PP para poder seguir em frente com
a sua governação, desde logo condicionada parlamentarmente... só que...
Só
que, Sócrates como macaco velho, vai jogar num tipo de governabilidade a
algarvia, ou seja; escondida na gaveta, só aparecendo na Assembleia com
aquilo que for imprescindível de ser analisado e aprovado pelo
parlamento. Tudo o mais ele vai levar avante sem dar uma oportunidade de
ser contestado.
Cavaco
vai ter que engolir com a pílula ministrada por Sócrates, e pior do que
isso, vai ficar numa situação de potencial ameaçador no fomento de uma
nova/continuada crise politica. Se decidir tomar uma decisão do tipo
bomba atômica, então sim, é que Sócrates fica com o gás todo e o PSD
pode arrumar as botas...
Por
outro lado o PSD e o CDS/PP vão iniciar um ciclo de confrontação para
testar qual dos dois é realmente o líder de oposição, independentemente
do numero de deputados de cada um, e neste particular o PSD perde na
palmatoria, pois aquilo que se antevê como grupo parlamentar laranja é
muito pobre de conteúdo, e por outro lado Passos Coelho já se percebeu
que não tem o mínimo de estaleca para se postar como líder de oposição
forte, compacto, convicto e capaz de se assumir como alternativa sequer
no parlamento. Ele já foi deputado, e não passou de um frouxo
parlamentar, escondido nas terceiras linhas da bancada laranja, surgindo
somente para debitar umas graçolas sobre a redução do tempo do Serviço
Militar Obrigatório e para fazer de fiel escudeiro dos então Ministros
da Educação a quem os jovens da geração rasca mostravam a bunda...
Podem
vocês perguntar... e o que resta a este “badaladeiro” e cozinheiro de
pamonhas para tentar ainda chegar a um resultado que lhe permita no
mínimo sonhar...
Falta
coisa muito fácil, mas que para ele é uma montanha escarpada e
praticamente intransponível, ou seja; simplesmente ser capaz de ganhar o
debate televisivo a José Sócrates, e ao; mesmo tempo que esse debate
tenha uma visibilidade tal em, termos de assistência que possibilite o
angariar de fundamentais votos entre os indecisos. Ao mesmo tempo vai
ser necessário fazer difundir o resultado desse debate para todos
aqueles que não o viram, mostrando as diferenças entre Passos e
Sócrates, que até não são assim muitas, tirando o essencial...
Alguém
de bom senso, e estando perante a realidade já visível, até para
aqueles mais crentes, e direi que praticamente cegos na candidatura de
Passos e deste PSD, vai acredita que seja possível levar avante com
êxito tal empresa... obviamente que ninguém acredita, e todos estão a
espera de um debate televisivo centrado no ego e experiência, a que
chamo matreirice de Sócrates contra um Passos inexperiente, mal
preparado e acantonado tentando não perder por muitos pontos, e que
dessa forma os números finais de 5 de Junho ainda lhe possibilitem
alguma respiração natural interna, sem necessidade de ser ligado a
maquina... para sobreviver amis algum tempo...
Se bem o conheço, se o resultado for próximo de um desastre, ele arruma as malas e ruma a Brandoa...
Um
palpite meu me diz que dia 5 de Junho vamos ter um Sócrates na varando
do Largo do Rato, e um Passos resguardado, assumindo todos os passos mal
dados, os tropeções as caneladas e os inúmeros tiros nos pés. No outro
lado da cidade, vamos assistir no Caldas a um Lord inglês, de nome
pomposo Paulo Sacadura Cabral Portas inchado até ao tutano, reclamando
para si o melhor resultado e a escolha dos portugueses na sua
alternativa...
Mas...
Mas
sem uma maioria parlamentar, Portugal vai ficar ainda mais a deriva, e a
luta politica pura e dura só agora ira realmente começar.
Como diria um epitáfio digno e solene:
Aqui jaz politicamente abatido um Pedro Passos Coelho que antes de perder as eleições já as tinha perdido!!!
Paz a sua alma. Amém!!!
“João Massapina”
Ora, se está mais do que provado que foram precisamente estes mesmos politicos que delapidaram o erário público nos ultimos anos, como podem ser eles mesmos a agora ter juizo e reparar o muito que destruiram. E quando digo últimos anos, não estou a focar somente a ultima meia duzia, mas sim 37 anos de doideira nacional.
..........................................
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Em Portugal todos
achavam que as necessidades financeiras promovidas pela Troika iriam muito para
além dos 100 mil milhões de euros, e eis se não quando sai um acordo para 78
mil milhões, para promover medidas de grande escala, dizem, para recuperação
nacional em termos financeiros, e sociais.
Eu penso de outra
forma.
Eu penso que a maior
ajuda vai ser dada, mais uma vez, a grande banca, que apesar da crise até
apresenta lucros...
Coitadinhos dos
bancos que tão necessitados andam...
E penso ainda
mais... eu penso que vão ser jogados ao lixo, a curto e médio prazo, 78 mil
milhões de euros, pois não vejo que tanto o Partido Socialista, ou o Partido
Social Democrata, qualquer deles que possa chegar-se ao poder, com ou sem ajuda
de moletas do tipo CDS/PP ou BE versus PCP/Verdes (melancias), tenha capacidade
mental para ter a contenção necessária para conseguir levar a bom porto as
necessárias medidas de utilização dos fundos, encaminhando Portugal para um
outro caminho que não seja o de cair pela “escombreira” abaixo da criação de
mais um bom monte de dividas externas.
Ora; se está mais do
que provado que foram precisamente estes mesmos políticos que delapidaram o erário
publico nos últimos anos, como podem ser eles mesmos a agora ter juízo e reparar
o muito que destruíram. E quando digo últimos anos, não estou a focar somente a
ultima meia dúzia, mas sim 37 anos de doideira nacional.
A intervenção externa
da chamada troika era mais do que necessária... disso não restam quaisquer duvidas.
A duvida fica tão
somente em que deveria ter a capacidade de gerir em tempo e espaço essas mesmas
medidas, e disso não resta a mais leve duvida que tanto o PS como o PSD não tem
lideranças capacitadas para estar a altura das necessidades.
O Partido Socialista
com um ministro das finanças que se mantem no governo a contra-gosto, e basta
olhar para a sua autentica “tromba” de elefante na foto tirada ontem no momento
do anuncio oficial do acordo com a troika.
Do lado do PSD um
Catrogra que vive agora embrenhado nas cartas e mais cartas do tipo Mariana
Alcoforado...
O Presidente da
Republica, também co-responsável pela situação nacional, por 10 anos de
governação, não teve a sanidade mental de nomear um governo de portugueses
independentes com capacidade de gestão, preferindo o caminho mais fácil de
lançar o País num acto eleitoral, de onde Portugal ainda vai sair em pior
situação do que aquela onde já se encontra.
Colocados entre a
espada e a parede; os portugueses vão ter que escolher fugir pelo beco, para
não serem engolidos novamente pelo “animal”!!!
Afinal de contas;
aquilo que até agora era apregoado como mentira econômica de Sócrates virou uma
grande verdade, a que até o PSD teve que se vergar!!!
Portugal tem agora
em Sócrates um mentiroso compulsivo a governar a prazo e um Pedro Passos como potencial
mentiroso de referencia a querer chegar-se ao poder.
Entre um e outro, entre
um País de políticos mentirosos por naturalidade, vão estar 78 mil milhões de
euros para eles mesmos deitarem ao lixo, e consequentemente para os portugueses
pagarem com a sua lombeira!!!
“João Massapina”
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A estratégia politica que Passos Coelho apresenta aos olhos dos portugueses
não tem minimamente cabimento na atitude mental atual dos eleitores, e por isso
as sondagens começa a refletir precisamente o combate a sua tentativa de institucionalização
da privatização de tudo aquilo que possa render uns patacos ao Estado, e
retirar trabalho de gestão ao governo.
Parir uma mudança desta grandeza, na sociedade atual, é tarefa hercúlea
e impossível de realizar com pré-aviso eleitoral como está a acontecer.
Afinal de contas; o que os partidos e os candidatos deveriam
estar a discutir com os portugueses era que modelo de sociedade querem para o seu
futuro a curto e médio prazo, e qual o papel do Estado nesse novo modelo de
sociedade, ou se preferem manter tal como esta o imobilismo atual.
Nunca as ideias do Partido Socialista e do Partido Social
Democrata estiveram a uma distancia tão grande, desde a revolução de Abril de
74, como esta a acontecer neste momento, e isso assusta o eleitorado, que se revê
no espelho politico do chamado centro, onde tudo se decide em termos de
vitorias e derrotas eleitorais.
Por um lado temos um Partido Socialista; vocacionado para prometer
reformas, mas; que muito pouco muda na sociedade, mantendo os cidadãos
acomodados ao passado sem terem uma visão de futuro diferente daquele com que
acordam todos os dias. As promessas de reformas na saúde, educação, justiça,
economia, não passaram afinal disso mesmo; de promessas, e mais promessas sem consequência
efetiva valida...
Por outro lado temos um Partido Social Democrata que até aqui
vivia nas mesmas aguas das promessas socialistas, prometendo muita reforma
estrutural, mas sempre que chegava ao poder nada de concreto reformava...
A predominância dos privados é hoje a maior promessa eleitoral
do PSD, e isso assusta sobremaneira os eleitores avessos a mudanças rápidas e
profundas nas suas vidas.
O que o PSD esta a tentar lançar na sociedade é uma
compartimentação em dois espaços sociais verdadeiramente estanques, ou seja;
por um lado cidadãos de primeira que vão estar a investir em seguros de saúde,
em ensino pago, em planos de reforma privada, e outras jogadas econômicas lançadas
pela banca e seguros entre outros latifúndios econômicos.
Por outro lado cidadãos de segunda classe que vão ter que
continuar a recorrer aos serviços públicos nomeadamente aos hospitais, as
escolas e a tudo mais que o Estado conseguir manter com os custos fixos
decorrentes a sua própria existência. Obviamente que menos despesas publicas
acarretam diretamente menos qualidade nos serviços prestados...
Descontar menos para a Segurança Social é obviamente o caminho
mais rápido para rebentar com a sua sustentabilidade, e fechar um ciclo social
de solidariedade entre gerações. Friamente o PSD de Passos Coelho quer que cada
um trate de si no presente e imagine as possibilidades de futuro, sejam elas
com alguma qualidade de vida, ou a viver debaixo da ponte e a comer na sopa dos
pobres a esmolada refeição diária...
Criar aceleradamente uma sociedade a duas velocidades, em que o
sistema publico terá um funcionamento baseado num raciocínio de recebedor
pagador na exata proporção. Paga X e só recebe X, sem interessar que o
contribuinte possa andar anos e anos a contribuir para outrem e nem sequer
algum dia venha a beneficiar desses contributos, pois em caso de perda total,
falecimento, o Estado se encarregara de sorver esses recursos para utilizar nos
seus absurdos gastos com luxos corporativos.
Esta ideia de mudança de sociedade, que agora surge
descaradamente aos olhos de todos, já tinha sido imaginada na primeira hora de
liderança de Passos Coelho e seus pares, quando surgiram com a ideia peregrina
da alteração da Constituição em moldes que permitissem adulterar toda a
sociedade atual. Tenho para mim que a ideia não é sua em termos originais, mas
sim um projeto mais alargado de grupos econômicos em que por exemplo Angelo
Correia é figura de proa.
Nos dias de hoje, é obrigação do Estado prestar e manter, por
exemplo, um SNS - Serviço Nacional de Saúde de qualidade idêntica para todos os
portugueses, independentemente da sua classe social, mas manter isso tem largos
custos para o Estado, pois a manutenção e a capacidade de resposta nomeadamente
ás evoluções técnicas constantes nos dias de hoje acarreta despesas incalculáveis.
No sector do ensino igualmente existe, pelo menos na teoria, uma
idêntica possibilidade de qualificação para todas as classes sociais, sem
diferenciação de posicionamentos sociais.
E por ai vamos; nos mais variados setores, se a Constituição
fosse realmente levada a letra, e o estado tivesse a dignidade e capacidade de
fazer cumprir o que esta determinado...
A radicalização das mudanças propostas pelo PSD, e que envolvem
toda a sociedade, é afinal de contas o verdadeiro problema central criado pelo próprio
maior partido da oposição para que possa chegar com êxito a governação no dia 5
de Junho próximo.
Assusta os portugueses saber que o PSD quer afinal acabar com o Serviço
Nacional de Saúde, mudar radicalmente ou extinguir mesmo a Segurança Social de
modo a enterrar as aposentadorias que existem hoje, matar a escola publica nos
moldes que hoje possibilitam um ensino geral para todos os portugueses, manter
e aprofundar os ganhos da banca e dos seguros, e acima de tudo, e, na
generalidade, tornar a sociedade portuguesa uma clara imagem de uma autentica
empresa em que o Estado passa a ser patrão e senhor e os cidadãos meros servos
que pagam a peso de ouro aquilo que querem consumir, pouco importando se tem
capacidade para recorrer a serviços de saúde com qualidade mínima, ou se entram
no sistema de ensino e tem ao seu dispor os meios necessários para não ficarem
burros para toda a vida.
O que o PSD afinal preconiza é; uma liberalização sem limites de
toda a sociedade, deixando os portugueses na condição de autênticos escravos
das suas reais possibilidades, sem olharem a meios para atingirem os seus fins.
Uma sociedade feita a medida de uma estratégia de enriquecimento
dos mais ricos e empobrecimento rápido e consolidado dos mais pobres e
necessitados, onde se vai incluir uma larga faixa do que hoje consideramos
classe media.
Quem optar por este caminho, pode deste já prometer com exito o
seu voto ao PSD de Pedro Passos Coelho.
O outro caminho é; tentar moldar, refundar a sociedade as suas
capacidades e necessidades, sem entrar em grandes aventuras futuristas. A
grande duvida que esta no ar é saber se o Partido Socialista de Sócrates será
capaz de levar a bom porto essa necessária refundação da sociedade, ou vai
continuar a entrar em loucuras nos gastos públicos sem olhar a necessidade de
uma programática preparação da sociedade.
Eu tenho muitas duvidas nas duas propostas, e a bem da verdade
acho mais seguro não apoiar deliberadamente nenhuma das duas, e que venha o
diabo e escolha.
Bem entendido que para mim o diabo não esta personificado nos
eleitores portugueses, mas a bem da verdade vão ser aqueles que votarem que vão
ter de escolher entre o inferno e o purgatório...
“João Massapina”
Esta noite vou tomar um "porre" valente, para tentar esquecer que Portugal ainda existe, e que por lá estão a querer chegar ao poder um bando de salteadores, para substituir outro bando que já lá anda a 6 anos, e não posso sequer imaginar que se trata de nenhum filme do Ali Baba, pois tem muito mais de 40 gatunos a solta...
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Tem coisas neste
País a beira mar plantado muito estranhas, e hoje foi cá um dia para ter
autentica sincope cardíaca, tal a quantidade de coisas estranhas que surgiram
na boca de algumas criaturas ligadas a politica, e que deveriam ter um pouco
mais de responsabilidade.
A saber...
Para quem quer ser governo...
A delegação social-democrata
não apresentou qualquer medida de consolidação orçamental à equipa negocial
formada pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário
Internacional, que esteve esta manhã na sede do PSD em Lisboa.
Quem quer
governar tem que apresentar ideias, projetos... dizer ao quem vem, mas patrece
que este PSD não vem realmente para nada, e muito menos para acrescentar, antes
para tirar o poder pelo poder...
PSD quer ser governo, ter maioria, mas nem parece...
Numa altura em que todas
as sondagens apontam para uma vitória do PSD, embora sem maioria absoluta, o
líder do PSD continua a acreditar que o partido pode voltar a ter um resultado
que não alcança há 20 anos. "O PSD pode ganhar a maioria absoluta",
disse Passos Coelho esta manhã na TSF.
Humm... ainda
bem que afirmou isto pela manhã, pois se fosse depois do almoço eu jurava que
Portugal podia vir a ter um Lula a portuguesa...
O CDS do Paulinho das feiras também sonha governar... mas quer lá
chegar por outros caminhos...
Portas disse que o
CDS-PP defendeu junto da delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI), do
Banco Central Europeu (BCE) e da Comissão Europeia (CE) a "imediata
suspensão" das grandes obras e a renegociação das parcerias
publico-privadas, e que não deixará que as medidas ultrapassem "a linha
social de apoio aos idosos com pensões mais baixas".
Digo eu que
muito bem dito, e foi já em cima do almoço...
O líder do CDS
defendeu ainda a necessidade de resguardar uma "margem de manobra"
nas negociações entre a ‘troika’ e o Governo.
Humm... coisa
interessante, a querer dizer que até pode acontecer que tenham que negociar com
ele num governo com o PSD ou com o PS e não se quer antecipadamente
comprometer...
Este Paulinho
continua esperto para caramba!!!
Será que não é Diogo Leite Campos o candidato do PSD a chefiar o futuro
governo se o PSD lá chegar...
Portugal tem de "manter
emprego, baixar impostos, subir salários e crescer economicamente com o
dinheiro que tem", disse ainda o fiscalista Diogo Leite Campos, referindo
que o país não tem dinheiro suficiente para não ter bom senso".
Afinal sempre
parece existira alguém com ideias no PSD... não são muitos, mas pelo menos
um...
Por uma vez estou de acordo com Basilio Horta...
Quando diz que:
O presidente do PSD,
Pedro Passos Coelho, "não está preparado para governar o País" em
crise.
Eu acrescento
que nem esta em situação de crise, e muito menos de vacas magras!
Afinal o tal Diogo Leite Castro dá uma no cravo e outra na
ferradura... ai que cavalgadura... e eu afinal me enganei, e no PSD atual parece
não existir projeto algum...
Apesar de achar «um
desastre» a taxa de IVA a 23% e de defender a redução da carga fiscal, Diogo
Leite de Castro admite que o PSD, se for Governo, possa ter de aumentar os
impostos.
Afinal de
contas o homem não tem orientação, navega olhando para as estrelas...
De quando em vez, e infelizmente muitas mais vezes do que gostaríamos,
lá surgem ideias idiotas do candidato a primeiro ministro Coelho... eis mais
uma das sua brilhantes tiradas... autentica alimária...
Privatização
parcial" da Segurança Social, eis a ideia peregrina da criatura e que colocará
em causa a sustentabilidade do sistema público, eis mais uma brilhante ideia do
rapazinho ex-JSD.
Alguém por
favor no interior do PSD que lhe diga que o País não é para brincar como fazia
na Buenos Aires, nos idos anos em que conseguiu destroçar a maior organização
politica de juventude de Portugal.
Lhe digam
também que para criatura de ideias loucas já nos basta o Sócrates, e nem ele consegue
ter tamanha capacidade de inventar...
Lá surgiu Mario Soares, novamente na crista da onda, a debitar
caramunhos, e de quando em vez lá acerta uma minhoca na cavadela...
«O PP tem estado,
sabiamente, calado. Não percebeu ainda, com razão, de que lado correm os
ventos. E como quer um pouco do poder, não sabe ainda com qual dos dois
principais partidos se poder vir a aliar...», acrescentou.
Muito bem
observado, e oportuna a tirada, deixando o PP a vontade para fazer coligação pós-eleitoral
com Sócrates, se for caso disso, e para isso basta que o Coelho queira fucar na
toca armado em “chico esperto”!
Respeito muito o Dr. Meirinho, pessoa que conheci na minha passagem pelo
ISSCP, mas mais recentemente, e infelizmente muitas vezes nos últimos tempos,
as suas opiniões mais parecem as de um “jegue”...
Meirinho considera
que o antigo candidato presidencial «traz um activo muito significativo» para o
partido e para o país, porque Portugal tem de «voltar a respirar a democracia».
Então meu
Caro; lançar uma criatura como Nobre, em Lisboa, na candidatura do PSD é
fortalecer a democracia... hum só se for com mais um caça tachos a procura de
colocação na Assembleia da Republica... aliás como ele próprio esta a fazer na
Guarda. Tem cada uma neste País!!!
As suas afirmações, Caro Meirinho, me fizeram ainda recordar uma boa
tirada do filme “O Padrinho”... só falta mesmo a cabeça de cavalo na cama...
pois o convite irrecusável esta por si aceite...
Disse Meirinho ainda
à Lusa que aceitou o convite de liderança da lista candidata pelo círculo
eleitoral da Guarda porque recebeu «um convite irrecusável» e afirmou que quer
«contribuir para que as questões do distrito possam ter uma maior audição na
Assembleia da República».
Hummm... todos
nós conhecemos muito bem a audição que os deputados levam dos distritos onde
são eleitos, e quem muitas vezes só voltam a visitar na recandidatura, no final
da legislatura.
Contrariado mas vou... é o que acontece lá para as bandas de
Bragança...
O presidente da
distrital de Bragança do PSD, José Silvano, expressou hoje a sua «discordância
absoluta» com a «imposição» de Francisco José Viegas para cabeça de lista por
esta região.
Se está afinal
assim tão contrariado como diz, então porque não apresenta a demissão e deixa
os outros, os que estão de acordo em defender a sua dama... quero dizer
cavalheiro...
Duas, de muitas outras, particularidades estranhas na criatura
Fernando Nobre, a saber:
Nobre só aceitou ser
cabeça de lista do PSD «com o exclusivo e inequívoco propósito» de ser
presidente da Assembleia...
Nobre continua a ser Presidente da AMI, mesmo depois de ter sido candidato a
Presidente da Republica e agora ser candidato a Deputado por Lisboa.
Será que
estamos perante um novo Frade Franciscano agora encarnado no PSD... se o
Melicias sabe...
Para terminar, uma para rir, ou quem sabe até mesmo para chorar...
O governo inaugurou
a dia o aeroporto “fantasma” de Beja, e agora anunciou que vai investir 3,8
milhões de euros num centro de formação aeronáutica em Évora.
Hummm... coisa
estranha, ou talvez não... será que Evora vai também ganhar um aeroporto, ou
interessava a algum Boy o negocio em Evora...
Esta noite vou
tomar um porre valente, para tentar esquecer que Portugal ainda existe, e que
por lá estão a quer chegar ao poder um bando de salteadores, e não se trata de
nenhum filme do Ali Baba, pois tem muito mais de 40 gatunos a solta...
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Porque... porque... porque...
Porque será que os portugueses querem um Primeiro Ministro igual aquele que já tem, se na verdade a solução para os seus problemas esta em mudar radicalmente de politicos e de politicas...
Porque será que este povo continua assim tão abrutalhado!!!
Porque será...
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Portugal chegou a um
estado de demência politica tal ao final destes 37 anos de alegada democracia que;
os cidadãos já nem se dão ao trabalho de tentar novas oportunidades de escolha,
e optam por manter tudo na mesma, só mudando a cor dos protagonistas.
Isto que acabei de
lavrar no papel e circula na mente de cada um de nós, é a mais pura realidade
que nos transmitem os resultados de estudos/pesquisas de opinião acerca das
possibilidades de constituição de um futuro governo.
Em certa medida, os
portugueses, tem carradas de razão, para se; darem ao luxo de se estar
marimbando para a realidade politica nacional, pois para que mudar de liderança
se as duas mais fortes propostas politicas do momento em nada diferem no
essencial, no que diz respeito a propostas concretas apresentadas para Portugal
e para os portugueses.
Subir impostos
qualquer um faz, seja ele o Zé ou o Coelho, e ficar nas mãos da Comunidade e em
especial das politicas idealizadas pelos alemães da madame “fritz”, isso também
nós já temos ao correr da pinça, sem necessidade de mudar de rosto de
liderança, ou vestimenta de apresentação ao publico.
O que Portugal
necessitava mesmo em termos essências era, a meu ver, de mudar de politicas, e
nisso não iremos lá com os políticos que se encontram na activa, e que se
posicionam a jeito para receber mais uma vez o sufrágio dos portugueses, e
graças a isso receber as tão saborosas subvenções partidárias por voto obtido
nas urnas, bem assim como a delegação de competências para poder ocupar os “tachos”
e “tachinhos”, “panelas” e “panelões” em disputa na Assembleia da Republica e
tudo o mais que por arrasto surge no horizonte, nas inúmeras nomeações e
afins...
Tomei conhecimento a
poucas horas que a agricultura portuguesa, neste momento decrepita e moribunda,
graças aos subsídios recebidas da CE para nada se produzir, tem; segundo as
palavras do próprio atual Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, nada mais
nada menos que cerca de 2 milhões de hectares de terra abandonada e sem
produzir rigorosamente nada que não seja ervas e afins...
Falam em recursos... e
mais recursos, e ao mesmo tempo não criam incentivos para que a agricultura
saia do marasmo, e possa produzir de acordo com as necessidades nacionais. O
homem fala de números mas; não apresenta soluções para os contrariar, e eu a
isso chamo de incompetência funcional ao nível de gestão
Falar de agricultura
será praticamente o mesmo que falar de pescas, e ter que dizer que um País como
Portugal bafejado pela sorte geográfica de uma extensa costa atlântica, para
além das concessões existentes noutros locais, também designadas de bancos de
pesca, estão a definhar e a ser abandonadas. Os tais subsídios para o abate da
frota ministrados em doses industriais pela CE criaram essa dependência
externa, entregando o ouro aos “bandidos”, e deixando o País na mão de terceiros.
Portugal hoje não tem
um sector produtivo minimamente capaz de sequer dar resposta as suas
necessidades, quanto mais poder competir com os restantes membros da
comunidade.
Quando escuto estes
políticos de meia tigela, tipo Zé Sócrates e Pedro Passos falarem de crise, da
necessidade de poupar, da necessidade de cortar aqui e ali, sem na realidade
quererem cortar no essencial, e que lhes toca diretamente no bolso e nas
mordomias pessoais, me apetece vomitar em cima dos seus fatos Armani, para não
dizer defecar mesmo em cima das suas cabeças, pois que soluções existem; só que
existe uma rigorosa falta de vontade de aplicar as ditas cujas...
Se por um lado é
necessário, e mais do que urgente, colocar a economia em marcha, para dessa
forma se produzir riqueza, por outro lado é necessária uma politica de verdade
e coerência, e um corte radical nas inúmeras benesses politicas que bafejam
essa casta nascida com o 25 de Abril de 1974, e que nunca mais parou de crescer
em numero e em interesses.
Quem nos pode explicar
a razão de a Universidade Católica ter feito um estudo, e os seus resultados
serem assustadores, dando como certo que a media do crescimento econômico de
Portugal é a pior dos últimos 90 anos.
A divida publica é só
a pior dos últimos 160 anos.
A divida externa é a
maior dos últimos 120 anos, incluindo a crise de 1892 quando declaram bancarrota
parcial...
O desemprego é o maior
dos últimos 80 anos, com 610 mil desempregados, dos quais 300 mil são de longa
duração, e sem esperanças de saírem deste estado e reentrarem no mundo do
trabalho.
Portugal vive hoje a
maior vaga de emigração dos últimos 160 anos, com carradas de portugueses a
deixarem o Páis todos os dias.
A taxa de poupança
nacional é a mais baixa dos últimos 50 anos.
E ainda assim, ninguém
para um pouco para pensar o muito que se tem que mudar. Ainda assim dizem que
temos 40% de indecisos no destino a dar ao seu voto nas próximas eleições de
Junho...
Um País de completa indecisão,
que vive de sonhos acordando todos os dias com autênticos pesadelos.
Quantos municípios
foram criados... (desnecessariamente...)
Quantos institutos
foram criados... (desnecessariamente...)
Quantos departamentos
foram criados para albergar os boys... (desnecessariamente...)
Para que manter
Governos Civis...
Para que manter um
Parlamento com 230 deputados se a realidade geográfica e demográfica não
deveria merecer mais do que uns 115 a 120 no máximo... e digo estes números já
por excesso, pois uns 75 já seriam muitos...
Para que manter
aposentadorias para políticos ao fim de 12 anos de “faxina”, se qualquer
português tem que trabalhar toda uma vida para receber uma aposentadoria de
m****... em termos de valor material.
Para que tanta, e
tanta coisa desnecessária...
Porque não voltamos a
produzir na base de uma agricultura familiar...
Porque não voltamos a
apostar na pesca como saída para o mar, em vez de continuarmos encurralados no
interior...
Porque não voltar a
apostar forte no pequeno e médio comercio, e nas trocas comercias com os
PALOP...
Porque... porque...
porque...
Porque será que os
portugueses querem um Primeiro Ministro igual aquele que já tem, se na verdade
a solução para os seus problemas esta em mudar radicalmente de políticos e de
politicas...
Porque será que este
povo continua assim tão abrutalhado!!!
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Passe a publicidade: dizer que Portugal se transformou num autentico câncer para o qual já não existem paliativos ou tratamentos que possam prolongar por muito mais tempo a sua agonia. Já todos nós percebemos isso mas como em todas as boas familias; ninguém quer assumir e dizer a verdade ao doente terminal...
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A banca portuguesa; após
sugar os portugueses e as instituições, para além de manter inúmeras benesses estatais
não parou de chorar nos últimos tempos, sobre o leite derramado com a crise que
graça por Portugal e arredores, e pela relativa ameaça de perder as mordomias
com que foi contemplada durante anos e anos, e que ainda mantem o sector como
um dos mais privilegiados de tudo quanto rola economicamente em Portugal.
Mais uma vez o Estado
serviu de salvador e com os anúncios de resgate no inicio da semana a banca
prolongava os ganhos com o mercado da divida estabilizado com algumas correções
em alta nas “yields”.
Já pelo lado do
partido socialista surgiam vozes descontentes com a negação da banca em
emprestar mais dinheiro ao Governo, o que provocou segundo, por exemplo,
Almeida Santos, a necessidade de solicitar ajuda externa a Comissão Europeia.
Mas a crise nem
assim afeta muito os ideais pessoais de José Sócrates, que empedernido no poder
quase a caminho de se eternizar, se voltou a eleger Secretário-Geral do Partido
Socialista, e se apresenta como candidato a mais um mandato a frente de
Portugal. No seu núcleo duro, surgem vocês como a de António Campos que reafirmam
a necessidade de manter Sócrates como líder do partido, bem assim mesmo que
perca as eleições de 5 de Junho.
Com a banca em
guerra aberta, com as grandes empresas a fazerem já a ponte imaginando um novo
morador em São Bento, e com a Comissão Europeia a baixar as calças para
emprestar uns patacos, bem assim como o FMI já de olho em Portugal, este é o
cenário que vai levar 2 meses a digerir com a abertura das hostilidades de
campanha dentro de poucos dias, para além da já tradicional guerra interna,
nomeadamente no PSD, pelos lugares de candidatos a deputados, que gerem sempre
situações de roptura entre os dirigentes e aqueles que acalentam um lugarzinho
de acesso ao tão desejado tacho parlamentar.
Pessoalmente não sei
de quem devo ter mais pena:
Se dos portugueses
que só tem aquilo que merecem em termos de governação ao escolher
consecutivamente “alimárias” politicas para os governarem:
Se dos “coitadinhos”
da banca que são os maiores sofredores com a crise instalada, e não merecem
tamanha desfeita, depois de terem levado anos e anos a encher os cofres a custa
de juros altos, empréstimos tentadores e com rumo mais que certo para o abismo das famílias, e que agora perdem todo
esse espaço negicial:
Se das grandes
empresas de obras publicas que estão a ver a seria ameaça de perderem a
possibilidade de encaixar mais uns milhões de lucros com obras faraônicas totalmente
descabidas para a realidade nacional, como sejam entre outras; o TGV e o novo
aeroporto...
Se de José Sócrates
Pinto de Sousa que tanto lutou de forma abnegada para em cada dia poder afundar
um pouquinho mais Portugal com divida externaa, graças as suas idiotices governamentais;
Se de Pedro Passos
Coelho que andou meses a falar de soluções e agora não apresenta uma única diferente
daquelas que até agora Sócrates foi apresentando, com a agravante de ainda se
abalançar a aumentar impostos penalizando ainda mais o bolso dos portugueses
que realmente trabalham, produzem, e pagam os seus impostos;
Ou se devo ter pena
de Cavaco e Silva que depois de 10 anos de manifestos desperdícios com as
resmas de capital que a Comunidade foi injetando em Portugal, vê agora os
resultados da falta de politicas de investimento de aacordo com as realidades e
necessidades de Portugal, para além de conjuntamente com Mario Soares ter sido
o maior ajudante de destruição do setor produtivo portugueses, que hoje se pode
gabar de não ter praticamente agricultura, pesca, e industrias geradoras de renda
global para Portugal.
Hoje Portugal vive
de sonhos, angustias e pesadelos, nomeadamente sobre a possível saída da
Auto-Europa de Palmela, que ao criar durante mais 6 meses umas centenas de
postos de trabalho extra, não deve estar a fazer mais do que aquilo que os médicos
fazem aos doentes cancerosos em fase terminal, ou seja: prolongar a vida com
alguma esperança e qualidade de vida mínima, para aguardarem o dia da partida
para o eterno descanso.
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dizer que Portugal se transformou num autentico câncer para o qual já não
existem paliativos ou tratamentos que possam prolongar por muito mais tempo a
sua agonia. Já todos nós percebemos isso, mas como em todas as boas famílias ninguém
quer assumir e dizer a realidade ao doente terminal.
Quando o dia chegar,
a solução mais exata será pensar em fechar contas, encerrar os portões e
entregar a chave na portaria da chancelaria alemã para eles fazerem o arresto
da massa falida, e dividirem o espolio restante.
Quanto aos
portugueses que ainda tiverem paciência de esperar, a sua solução nesse momento
será integrarem a camioneta dos parias da sociedade europeia.
Que pena; Portugal
até era um País tão simpático!!!
“João Massapina”
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O corte nos salários dos deputados deverá estender-se por quatro meses, até que os novos 230 deputados tomem posse.
A dissolução da
Assembleia da República já na próxima quinta-feira vai implicar um corte
no salário dos deputados. Em alguns casos, a redução pode mesmo superar
os 40%. Isto porque com o termo da legislatura e o encerramento do
Parlamento os deputados deixam de receber a maioria dos abonos,
subsídios e ajudas de custo que normalmente recebem para realizar
trabalho parlamentar ou junto do eleitorado.
O Diário Económico
fez uma simulação média, que pode não se aplicar, por defeito, a todos
os deputados, porque as remunerações variáveis que integram o vencimento
dos deputados dependem da distância a que vivem do círculo eleitoral
pelo qual foram eleito ou do número de viagens que façam ao estrangeiro,
entre outras condicionantes. Isto é, o vencimento pode ser muito
superior à simulação feita.
Actualmente, o
vencimento bruto (antes de impostos) de um deputado é de 3.294,52 euros,
já feitos os cortes decorrentes dos planos de austeridade. Em termos
líquidos, descontados um pouco mais que mil euros, os deputados levam
para casa 2.075,54 euros. Mas muitos dos 230 deputados chegam a ganhar o
dobro ou, até, mais do triplo deste valor porque recebem subsídios
mensais de deslocação, abonos de representação, ajudas de custo e outras
verbas variáveis, que agora serão totalmente ou parcialmente retiradas
com a dissolução do Parlamento.
Além dos 3.294,52
euros, um deputado (em termos de média), aufere ainda cerca de 330 euros
por mês se estiver em exclusividade e mais 69,19 euros, se viver fora
da Grande Lisboa (caso contrário recebe 23.05 euros), por cada dia em
que marque presença no Parlamento, o que perfaz 1.522,18 euros em 22
dias úteis.
Recebe ainda um valor
que ronda os 350 euros ao mês por deslocação em trabalho político e
pouco mais de 133 euros por cada dia de viagem ao estrangeiro. A juntar a
isto, há que fazer contas ainda às viagens pagas entre o Parlamento e a
residência. No total, partindo do princípio que o deputado faz uma
viagem de três dias ao estrangeiro num mês, o salário médio de um
parlamentar pode ascender a quase seis mil euros mensais (5.897 euros). E
ultrapassará mesmo os seis mil euros se se contarem os quilómetros
pagos.
Mas até que novo
Parlamento tome posse, o que deverá acontecer só depois de Agosto, a
remuneração fixa passará a ser 3.294,52 euros, a não ser que estejam
presentes um dia no Parlamento se a Comissão Permanente reunir ou numa
comissão parlamentar (nesse caso ganham o abono de um dia), como disse
ao Diário Económico fonte do gabinete da secretaria-geral da Assembleia
da República: "As ajudas de custo a que os deputados têm direito por
cada dia de presença continuam a ser abonadas quando tiver lugar a
Comissão Permanente" (o órgão que reúne esporadicamente no período de
férias ou em caso de dissolução da Assembleia).
Por definir está
ainda se os deputados com funções específicas continuam a receber o
valor correspondente a despesas de representação. É o caso do Presidente
da Assembleia da República, que recebe (além do salário de 5.799,05
euros e dos subsídios e ajuda de custo) uma verba de 2.370,07 euros, dos
vice-presidentes e dos membros do Conselho de Administração (925 euros)
e dos presidentes das comissões parlamentares (555,49 euros).
"Sei que o corte no
salário é substancial mas não sei se inclui as despesas de
representação", disse ao Diário Económico o deputado Osvaldo de Castro,
presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais. Vitalino Canas, que
preside à Comissão dos Assuntos Europeus acredita que não: "Apesar da
dissolução, o presidente da Assembleia da República continua a ser
presidente da Assembleia da República e os presidentes das comissões
continuam a ser presidentes das comissões, até porque, no meu caso, a
Comissão dos Assuntos Europeus vai ter que reunir nos próximos tempos". A
secretaria geral do Parlamento não esclareceu se as despesas de
representação serão ou não pagas mas o entendimento geral, apurou o
Diário Económico, é de que os deputados com estas funções continuarão a
recebê-las.
O corte no salário
dos deputados, que, segundo aquela simulação média, pode chegar e até
superar os 40%, deverá estender-se por quatro meses até que os novos 230
deputados saídos das eleições legislativas de 5 de Junho tomem posse.
Até lá, a Assembleia está dissolvida, apenas reunindo a Comissão
Permanente quando para tal for convocada, e nela não terão assento todos
os deputados. Estão previstas pontualmente reuniões da Comissão de
Ética e da Comissão dos Assuntos Constitucionais e a maioria dos
deputados vê, assim, suspenso o seu trabalho parlamentar.
1. Vencimento base
O deputado recebe 50%
do salário do Presidente da República. Actualmente, e depois dos cortes
impostos pela crise, o vencimento é de 3.294,52 euros brutos, isto é,
2.075,54 líquidos.
2. Despesas de representação
É o Presidente da
Assembleia da República quem recebe maior valor - 40% do seu vencimento,
isto é 2.370 euros, seguido dos vice-presidentes (925 euros) e dos
presidentes das comissões parlamentares (555,49 euros). Estes deputados
com funções específicas deverão manter esta verba durante a dissolução.
Os restantes deputados em exclusividade, que recebem 10% do vencimento,
isto é pouco mais de 300 euros, deverão perdê-la.
3. Abono de presença
Os deputados que
vivem fora da Grande Lisboa recebem ainda um abono de 69,19 euros por
cada dia que se desloquem ao Parlamento. Os que vivem dentro da Grande
Lisboa recebem 23,05 euros ao dia. No primeiro caso, se forem à
Assembleia da República nos 22 dias úteis recebem a mais no salário
1.522 euros. Se viajarem para o estrangeiro recebem ainda 133,66 euros
ao dia para ajudas de custo e auferem ainda 376,32 euros ao mês pelo
trabalho político realizado no território nacional. A estes valores
variáveis acresce ainda o pagamento de quilómetros pela viagem da
residência ao Parlamento ou caso se desloquem ao círculo eleitoral por
onde foram eleitos e não residam lá.
Inês David Bastos, in Económico, 04/04/2011