O MEU DESASSOSSEGO

Deixem-me a este canto,
sem promessas floridas ou desenhos tristes.
Aquieto-me no canto e espero a solidão
com vontade de navegar o sossego.
Quero a minha solidão,
pois estou cansada das palavras armazenadas
dos quadros pendurados em superficialidade
dos bailados alegres das mariposas.
Quero o meu desassossego sem turbulência de oceanos,
sem vertigens ou sonhos alinhados.
Hoje simplesmente quero a minha solidão.
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Eduarda