VIDA...

voz calada, sem tom
fechada no peito
silêncio só
em ponto de nó.
.
esconde a noite
que é diferente da outra
na ponta esconsa
calada de voz sem som
dorida de nada.
.
vejo-a na sombra do banco
fechada na linha
surda, vazia.
.
mas no entanto canto-a
dorida, ferida
sempre diferente
enviesada, encerrada
desigual do que pensa.
.
calo a voz
que permanece dentro
como vento
que oiço e não mexo …
Vida!
.
Eduarda