METADE!...

Depois sento-me na pedra, declino a palavra
E deixo-me cair duma qualquer afronta temporária
Que não cabe na mão
E retribuo ao alto o aroma do que sou.
Não penetro em escadas secundárias
Tão pouco me interessa a razão inócua
dum pensamento alinhavado.
Desato o cordel no ponto de inflexão!
Tenho um pé na certeza
E o outro no voo da dimensão maior.
Em torno há uma mariposa
que me sopra as respostas.
Penso nelas e flutuo na clareira de todas as espécies!
Arranho a cicatriz como cripta do subsolo
E vejo o rosto imoto e cansado do artífice.
Deixo de lado este requerimento de instante
E alio-me à onda que é coisa maior.
Penso na metade da vida
E na sombra que me refresca a manhã.
E sinto-me diferente.
A outra metade, talvez a pense na viagem do sono
que terei logo à noite.
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Eduarda
(desculpem a ausência, mas tenho tido muitos afazeres)