Guerra
Esqueceram-se a estribeiras
Correm agora selvagens...
Fazem do medo e perigo: cabaré
Guerra sem cor nem amor
Do coração da multidão em fúria
Resta-me o ocaso, conheço-o como é
Luta de uma vida
Que percuta
Que luta, luta...
E reluta
De cabeça erguida
Pelo próximo
Pela paz
Pelo Deus
Deus....que deixou o deserto
De sangue
De ódio
De angustia,
Coberto?
O manto de pouca esperança
Envolve-lhes a alma
Cegando a tristeza, que numa dança
Gira e rodopia
Até não restar ninguém mais
Que não dance
A dança que nascia
Com tempo para durar
Que ninguém queria bailar
A dança da pouca esperança
Procuram luz nas pequenas coisas
Que se perdem no escuro da noite
Uma palavra
Um gesto
Um olhar
Que faça parar a musica
Cantada agora em Dó
Encontram...
Quebram-se as cordas
Do violino que disparava
Cada nota ardida
Decoram a melodia do silencio
Tão merecida
É o ritmo depois da balada:
baila quem perdeuo par
Mas não vai durar
O violino será violoncelo
E a melodia enaltecerá
Até não restar
Ninguém para dançar
A dança da pouca esperança
Vanda Paixão