TGV, aeroporto, esta direita extraordinária

TGV e novo aeroporto? Estas são as obras que causam dúvidas ao Governo.
Estas são as obras que foram pensadas por Sócrates (quanto ao aeroporto, tentando corajosamente dar seguimento a uma evidência evidenciada desde M. Caetano) e que foram usadas como duas das principais armas contra o PS.
Não se tratou apenas de um debate saudável entre oposição e Goveno.
Não. Estes dois casos foram trabalhados pela máquina laranja para fazer dos mesmos actos coisas dignas de comédia, de estupefacção e, depois, de indignação.
O povo português deveria presumir que, se um dia o Governo PS projectou um novo aeroporto e um TGV foi, com toda a certeza, por loucura ou, quem sabe, ao serviço de interesses obscuros.
À frente da sua estratégia de dissiminação da desconfiança, apareciam umas cabeças inteligentíssimas a propor coisas geniais que não haviam ocorrido a ninguém, sabendo os iluminados que o cidadão comum não tinha como dar pela ilegalidade de tantas propostas, nomeadamente à luz do direito comunitário.
Pois é, nem toda a gente sabe que não podemos obrigar sem mais certas companhias a aterrarem onde nos apetece porque queremos prolongar um nadinha a Portela.
Foi uma campanha suja enquanto do outro lado se foi avaliando a evolução da situação finaceira e tomando à medida dela decisões adequadas, a tal da evolução financeira que a direita adivinhou a título póstumo, depois de aprovar três PEC(S).
Na verdade, qual é o espanto?
Estamos entregues a quem se abraçou à extrema esquerda a babar-se pelo poder, os mesmos que cairam nesses braços para mancharem a nossa civilização com o enriquecimento ilícito.
Estamos entregues a batoteiros, demagogos e a gente com falsas amnésias.
É uma direita extraordinária.

In; Aspirina B

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PORTUGAL - A PREVISÃO DE "m****" PASSOS COELHO

O

A previsão de Passos

por FILOMENA MARTINS


Há estado de graça, cair em graça e ficar desgraçado. E há muitas desgraças. São expressões banais, mas que se aplicam como uma luva à banalidade da nossa política. Passos Coelho, que caiu na graça nacional quando José Sócrates entrou em desgraça, está a ver chegar ao fim o seu curto estado da dita. É verdade que todos os dias é conhecido um novo buraco no queijo suíço em que o País se tornou. Mas Passos deveria estar preparado para o pior em vez de prometer o que agora não pode cumprir, deveria saber que ser contrapoder é muito mais fácil que estar no poder. A estratégia de anunciar todas as más medidas no arranque do mandato, por culpa do Governo anterior e imposição externa, era boa. Mas obrigava a que a partir de Janeiro começassem algumas boas-novas. O que parece muito difícil. Decretar o fim da austeridade para o próximo ano (mesmo que só lá para fim de 2012, como Vítor Gaspar, para não o contrariar, teve de precisar) foi aliás tão arriscado quanto tolo tinha sido o mesmo prognóstico feito por Manuel Pinho quando Portugal caminhava para o abismo.

A receita de Lula

Dos muitos relatos elogiosos que me chegaram da palestra de Lula da Silva em Portugal, retive uma receita de sucesso que revelou. "Se deres um milhão a um rico, ele vai pôr numa conta offshore e desatar a especular; se deres dez a cem mil pobres, eles vão consumir e pôr a mexer a economia." Gosto de Lula. Admiro o que fez no Brasil. Fiquei contente por ter sido um "metalúrgico barbudo e sem educação" (designação do próprio) a dar a volta àquele país. Mas na economia não há verdades absolutas, como prova o momento em que vivemos. Dez dólares para um pobre brasileiro são uma pequena lotaria. Para um europeu são uma esmola. Os pobres brasileiros que Lula ajudou puseram em marcha um ciclo de produção que não existia e que arrancou graças à sua procura. Na Europa, não falta procura, falta oferta. E depois de gastarem os dez dólares, quantos pobres de Lula ficaram com meios para manter a máquina a funcionar e até quando?

O método Macedo

Nos impostos, as polémicas decisões e declarações de Paulo Macedo (e não foram poucas!) foram inicialmente eclipsadas pelo valor do seu salário e depois pelos bons resultados finais. Agora na Saúde, como Paulo Macedo até foi perder dinheiro e como o sector move mais interesses que pessoas a capital da Índia em hora de ponta, tudo o que o único ministro que pelos vistos não foi mesmo de férias faz e diz ainda é escrutinado ao milímetro. Mas só no final da linha será possível perceber se se justificaram os actuais meios e se estamos perante palavras infelizes e explicações mal dadas ou erros crassos. Porque "reduzir transplantes" deve significar mesmo deixar de ter equipas permanentes em vários hospitais e reuni-los em centros de excelência; porque acabar com a "comparticipações de pílulas" deve significar mesmo fazer pagar por inteiro quem o pode fazer; porque o que mais precisa de contraceptivo são os gastos da Saúde. Macedo tem sido o elefante na loja onde há jarrões e muitas flores de jarra. Que os parta. Desde que tenha sensibilidade para deixar intacto o que é preciso preservar
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MAIS UMA VERGONHA NACIONAL: Senhas de Presença do Dr. Jorge Sampaio - Fundação Cidade de Guimarães‏

ISTO ESTÁ UM INFERNO!

SÓ AINDA NÃO COMEÇOU A ARDER.

MAS, ESPERO QUE QUANDO COMEÇAR CONSIGA CALCINAR ESTES FILHOS DA mãe TODOS!

Para estes não há austeridade!

E ao que alguns destes pássaros ganham neste tacho há que juntar os vários Conselhos de Administração a que pertencem.

Assim de repente lembro-me que o antigo Presidente tem dois tachos na ONU e o Freitas do Amaral é vogal não executivo na Galp, onde recebe senhas de presença no valor de 3500 Euros por cada reunião!

Começo a estar preocupado com a lentidão do arranque dos trabalhos para saber quais são as Fundações, Institutos, Empresas Municipais e Parcerias Público-Privadas que vão ser extintas ou aglomeradas.

Durante as eleições não se prometeu outra coisa, mas agora, ninguém fala de tais promessas!

Ainda nos vai cair outro imposto em cima e nada de diminuição de despesas do Estado!

Quanto à Justiça, soube hoje, através da TV que um criminoso a cumprir uma pena de 24 anos teve direito a saídas precárias!!!

Claro que acabou por fugir!

E quem foi o responsável ou responsáveis por tal autorização?

Será que irão ser responsabilizados pela Ministra da Justiça?

Os Agentes das Forças de Segurança continuam a ser agredidos e os seus agressores a serem libertados.

Sabem de algum caso em que tenha dado lugar a punição efectiva? Eu, não.

E os criminosos com longo historial de roubos violentos e que são libertos aguardando em liberdade o julgamento, julgamento esse que nunca se realiza pois assim que são notificados desaparecem!

 

Continuamos a caminhada para este País se transformar numa República das Bananas!

 

José Morais da Silva

 

 

Assunto: Senhas de Presença do Dr. Jorge Sampaio - Fundação Cidade de Guimarães



ALGUNS DEMOCRATAS E CAMARADAS SOCIALISTAS
GRANDES PATRIOTAS E DEFENSORES DOS INTERESSES
DO PAÍS MESMO DEPOIS DE O FALIREM



É imperioso e urgente que o nº máximo possível de Portugueses tomem conhecimento destas vergonhas!!!
Verdadeiro crime social!!! (entre muitos outros).


Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães

Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos
administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:


-  Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
-  Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 €  (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
-  João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
-  Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião


Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se
destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.

Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injectado pelo Estado Português) em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !


Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!


Alguém
acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos?

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Banqueiro Suíço Desmascara os Bilderbergs em Entrevista‏

A entrevista abaixo foi publicada neste site russo e mostra de forma reveladora como os poderosos membros da elite estão dispostos a tudo para manter o controlo, inclusive assassinar presidentes.


Q: Pode nos dizer algo sobre o seu envolvimento no negócio bancário suíço?
R: Eu trabalhei para os bancos suíços durante muitos anos. Eu fui designado como um dos principais directores de um dos maiores bancos suíços. Durante o meu trabalho eu estava envolvido no pagamento directo em dinheiro a uma pessoa que matou o presidente de um país estrangeiro. Eu estava na reunião onde foi decidido dar esse dinheiro em espécie para o assassino. Isto deu-me dramáticas dores de cabeça e deixou muito conturbada a minha consciência. Não foi o único caso que foi muito ruim, mas foi o pior.
Foi uma instrução de pagamento por ordem de um serviço secreto estrangeiro escrito à mão que ordenava pagar uma certa quantia para uma pessoa que matou o líder de um país estrangeiro. E não foi o único caso. Recebemos em mão várias cartas escritas provenientes de serviços secretos estrangeiros dando ordens de pagamento em dinheiro a partir contas secretas para financiar revoluções ou o assassinato de pessoas. Posso confirmar que John Perkins escreveu no seu livro “Confissões de um Hit Man Económico” (veja vídeo com uma entrevista com Perkins ao final deste post). E realmente só existe um sistema e os bancos suíços estão envolvidos em tais casos.


Q: O livro de Perkins é também traduzido e disponível em russo. Você pode nos dizer qual foi o banco e quem foi o responsável?
R: Foi um dos três maiores bancos suíços na época e era o presidente de um país de terceiro mundo. Mas eu não quero dar muitos detalhes, porque eles irão me achar muito facilmente se eu disser o nome do presidente e o nome do banco. Eu iria arriscar a minha vida.


Q: Você também não pode nomear qualquer pessoa do banco?
R: Não, eu não posso, mas posso assegurar-vos que isso aconteceu. Éramos várias pessoas na sala de reuniões. A pessoa encarregada do pagamento físico do dinheiro veio até nós e nos perguntou se ele tinha permissão para pagar uma quantia tão grande em dinheiro a essa pessoa e um dos directores explicou o caso e todos os outros disseram “ok, você pode fazê-lo.


Q: Será que isso aconteceu muitas vezes? Era este um tipo de fundo clandestino?
R: Sim. Este foi um fundo especial administrado em um lugar especial no banco onde todas as cartas codificadas vinham do exterior. As cartas mais importantes eram escritas à mão. Tivemos de decifrá-las e nelas estava a ordem de pagar uma certa quantia de dinheiro das contas para o assassinato de pessoas, o financiamento de revoluções, combates, de todos os tipos de coisas. Eu sei que certas pessoas que fazem parte do grupo Bilderberg estavam envolvidas em tais ordens. Quer dizer, eles deram as ordens para matar.


Q: Pode nos dizer em que ano ou década que isso aconteceu?
R: Eu prefiro não dar-lhe o ano exacto, mas foi na década de 80.


Q: Você teve algum problema com este trabalho?
R: Sim, um problema muito grande. Eu não conseguia dormir por muitos dias e depois de um tempo eu saí do banco. Se eu lhe dar muitos detalhes, eles vão me seguir. Vários serviços secretos estrangeiros, falando principalmente o inglês, deram ordens para financiar actos ilícitos, até mesmo o assassinato de pessoas por meio de bancos suíços. Tivemos que pagar por ordem de potências estrangeiras para a matança de pessoas que não seguem as ordens dos Bilderbergs ou o FMI ou o Banco Mundial, por exemplo.


Q: Esta revelação que você está fazendo é muito alarmante. Por que você sente o impulso de dizer isso agora?
R: Porque os Bilderbergs estão reunidos na Suíça. Porque a situação mundial está ficando cada vez pior. E porque os maiores bancos da Suíça estão envolvidos em actividades anti-éticas. A maioria destas operações estão fora do balanço. Ela é um múltiplo do que está oficialmente declarado. Estas operações não são auditadas e isto acontece o pagamento de quaisquer impostos. Os valores envolvidos tem um monte de zeros. São enormes somas de dinheiro.


Q: Então são bilhões?
R: É muito mais, são triliões, completamente não-auditados, ilegais e fora do sistema fiscal. Basicamente é um roubo de todo mundo. Eu quero dizer a maioria das pessoas normais pagam impostos e respeitam as leis. O que está acontecendo aqui é completamente contra os nossos valores suíços, como honestidade imparcialidade e boa fé. Nas reuniões em que eu estava envolvido, as discussões eram completamente contra os nossos princípios democráticos. Veja você, a maioria dos directores dos bancos suíços não são mais locais, eles são estrangeiros, principalmente anglo-saxões, ou americanos ou britânicos, E eles não respeitam a nossa neutralidade, não respeitam os nossos valores, eles são contra os nossa democracia directa, eles apenas usam os bancos suíços para os seus meios ilegais.
Eles usam grandes quantidades de dinheiro criado do nada e destroem a nossa sociedade e os povos no mundo inteiro apenas por ganância. Eles buscam o poder e destruem países inteiros, como Grécia, Espanha, Portugal ou a Irlanda e a Suíça será uma das últimas da fila. E eles usam a China como seus escravos trabalhadores. E uma pessoa como Josef Ackermann (foto), que é um cidadão suíço, é o homem mais forte em um banco alemão e ele usa seu poder para a ganância e não respeita as pessoas comuns. Ele tem alguns casos jurídicos na Alemanha e agora também nos Estados Unidos. Ele é um Bilderberg e não se preocupa com a Suíça ou qualquer outro país.


Q: Você está dizendo que algumas dessas pessoas que você está mencionando irão estar participando da reunião do Grupo Bilderberg que acontecerá em Junho, em St. Moritz?
R: Sim.


Q: Então, eles estão actualmente em uma posição de poder?
R: Sim. Eles têm grandes quantidades de dinheiro disponível e irão usá-lo para destruir países inteiros. Eles destroem a nossa indústria e a constroem na China. Por outro lado, eles abriram as portas na Europa para todos os produtos chineses. A população trabalhadora da Europa está ganhando cada vez menos. O verdadeiro objectivo é destruir a Europa.


Q: Você acha que a reunião de Bilderberg em St. Moritz tem valor simbólico? Porque em 2009 eles se na Grécia, em 2010, em Espanha e olha o que aconteceu com eles. Será que isso significa a Suíça pode esperar algo de ruim?
R: Sim. A Suíça é um dos países mais importantes para eles, porque há tanto dinheiro aqui. Eles estão se reunindo lá, porque para além de outras coisas eles querem destruir todos os valores que a Suíça representa. Você vê que é um obstáculo para eles, não fazer parte da União Europeia ou do Euro, não são totalmente controlado por Bruxelas, e assim por diante. Quanto aos valores eu não estou falando sobre os grandes bancos suíços, porque eles não são mais suíços, a maioria deles são lideradas pelos norte-americanos. Eu estou falando sobre o verdadeiro espírito suíço que as pessoas comuns valorizam e mantêm.
E é claro que tem um valor simbólico, como você disse, sobre a Grécia e a Espanha. Seu objectivo é ser uma espécie de clube de elite exclusivo que tem todo o poder e todo o resto das pessoas são pobres e decadentes .


Q: Você acha que o objectivo de Bilderberg é criar uma espécie de ditadura global, controlada por grandes corporações globais, onde não exista mais estados soberanos?
R: Sim, e a Suíça é o único lugar com uma democracia directa e está no seu caminho. Eles usam a chantagem do “muito grande para cair”, como no caso da UBS para deixar o nosso país endividado, assim como fizeram com muitos outros países. No final, talvez eles queiram fazer com a Suíça o que eles fizeram com a Islândia, deixando todos os bancos e o país inteiro falido.


Q: E também para trazer a Suíça para a União Europeia (UE)?
R: Claro que sim. A União Europeia está sob as garras de ferro do grupo Bilderberg.


Q: O que você acha que poderia parar este plano?
R: Bem, esta é a razão de eu estar falando com você. É verdade. E a verdade é o único caminho. Colocar uma luz sobre esta situação, expô-la. Eles não gostam de estar no centro das atenções. Temos de criar transparência no sector bancário e em todos os níveis da sociedade.


Q: O que você está dizendo é que existe um lado correcto no negócio bancário suíço e há alguns grandes bancos que estão abusando do sistema financeiro para suas actividades ilegais.
R: Sim. Os grandes bancos estão treinando seus funcionários com os valores anglo-saxões. Eles estão treinando para serem gananciosos e cruéis. E a ganância está destruindo a Suíça e todos os outros países. Como país, nós temos a maioria dos bancos que operam mais correctamente no mundo, se você olhar para os bancos pequenos e médios. São apenas os grandes que operam globalmente que são um problema. Eles não são mais suíços e não se consideram como tal.


Q: Você acha que é uma coisa boa que as pessoas estão expondo os Bilderbergs e mostrando quem eles realmente são?
R: Acho que o caso de Strauss-Kahn é uma boa oportunidade para nós, porque mostra que estas pessoas são corruptas, doentes em suas mentes, tão doente que eles estão cheios de vícios e estes vícios são mantidos em sigilo sob suas ordens. Alguns deles, estupram como Strauss-Kahn, outros são sadomasoquismo, ou pedófilos e muitos estão envolvidos no satanismo. Quando você vai em alguns bancos que você vê estes símbolos satanistas, como no Banco Rothschild, em Zurique. Estas pessoas são controladas através de chantagens por causa das fraquezas que têm. Elas precisam seguir as ordens ou eles serão expostos, destruídos ou até mesmo mortos. A reputação de Strauss-Kahn não foi destruída apenas morta media de massa, ele poderia ser morto também literalmente.


Q: Já que Ackermann está no comité de direcção do Grupo Bilderberg, você acha que ele é um grande tomador de decisão lá?
R: Sim. Mas existem muitos outros, como Lagarde, este provavelmente será o próximo chefe do FMI, também membro do Bilderberg, em seguida, Sarkozy e Obama. Eles têm um novo plano para censurar a internet, porque a internet ainda é livre. Eles querem controlá-la e usam o terrorismo ou qualquer outra coisa como uma justificativa. Eles poderiam até mesmo planejar algo horrível para que eles tenham uma desculpa.


Q: Então esse é o seu medo?
R: Não é apenas um receio, estou certo disso. Como eu disse, eles deram ordens para matar, então eles são capazes de coisas terríveis. Se eles têm a sensação de que estão perdendo o controle, como o levante agora na Grécia e na Espanha e, talvez a Itália será a próxima, então eles podem fazer outra rede Gladio (exército secreto europeu sob o comando da CIA e MI6, deixado dormente depois da 2º Guerra Mundial até que fosse necessário). Eu estava perto da rede Gladio. Como você sabe instigaram o terrorismo pago com dinheiro americano para controlar o sistema político na Itália e de outros países europeus. Em relação ao assassinato de Aldo Moro, o pagamento foi feito através do mesmo sistema que eu te falei.


Q: Ackermann foi parte deste sistema de pagamentos em bancos suíços?
R: (sorri)… você que é o jornalista. Olhe para a sua carreira e quão rápido ele chegou ao topo.


Q: O que você acha que pode ser feito para impedi-los?
R: Bem, existem muitos livros bons lá fora, que explicam a fundo e conectam os pontos, como o que mencionei do Perkins. Essas pessoas realmente têm assassinos que são pagos para matar. Alguns deles recebem o seu dinheiro através de bancos suíços. Mas não é só isso, eles têm um sistema instituído em todo o mundo. Estas pessoas estão preparadas para fazer qualquer coisa para manter o controle. E eu quero dizer realmente qualquer coisa.


Q: Através da exposição podemos detê-los?
R: Sim, dizendo a verdade. Estamos confrontando com criminosos realmente cruéis, e também grandes criminosos de guerra. É pior que genocídio. Eles estão prontos e capazes de matar milhões de pessoas apenas para permanecer no poder e no controle.


Q: O senhor pode explicar a partir do seu ponto de vista, porque a media de massa no ocidente é completamente omissa quanto ao Grupo Bilderberg?
R: Porque há um acordo entre eles e os donos dos meios de comunicação. Você não fala sobre isso. Eles os compram. Além disso, alguns dos grandes chefes da media são convidados para as reuniões, mas eles não ordenados a não relatar nada do que eles vêem e ouvem.


Q: Na estrutura do Grupo Bilderberg, há um círculo que sabe dos planos, e então há uma maioria que apenas seguem as ordens?
R: Sim. Você tem o círculo interno que estão envolvidos no satanismo e depois há as pessoas ingénuas ou menos informados. Algumas pessoas ainda pensam que estão fazendo algo de bom, o círculo exterior.


Q: De acordo com documentos expostos e as próprias declarações, o grupo Bilderberg decidiu em 1955 criar a União Europeia e o euro, e desta forma tomou decisões importantes e de grande alcance.
R: Sim, e você sabe que Bilderberg foi fundado pelo príncipe Bernard, um antigo membro das SS nazista e do partido nazista e ele também trabalhou para a IG Farben, cuja subsidiária produzia o Zyklon  B (o pesticida utilizado nas câmaras de gás dos campos de extermínio). O outro homem era o chefe da Occidental Petroleum, que tinha relações estreitas com os comunistas na União Soviética. Trabalharam com ambos os lados, mas realmente estas pessoas são fascistas que querem controlar tudo e qualquer um que fique em seu caminho é removido.


Q: O sistema de pagamento você explicou está fora das operações normais, compartimentada e em segredo?
R: Nos bancos suíços trabalhadores normais não sabem que isso está acontecendo. É como um departamento secreto dentro do banco. Como eu disse estas operações estão fora do balanço, sem nenhuma supervisão. Alguns estão situados no mesmo edifício, outros estão de fora. Eles têm sua própria segurança e área especial, onde somente pessoas autorizadas podem entrar.


Q: Como eles mantêm estas transacções fora do sistema Swift internacional?
R: Bem, algumas das listas Clearstream eram verdadeiras no início. Eles apenas incluíram nomes falsos para fazer as pessoas acreditarem que toda a lista fosse falsa. Você vê que eles também erram. A primeira lista era verdadeira e você pode rastrear um monte de coisas. Você vê, existem pessoas ao redor que descobrem irregularidades, a verdade, e as reportam. Depois é claro que existem acções judiciais e essas pessoas são forçadas a se calar.
A melhor maneira de pará-los é dizer a verdade, colocar o holofote sobre eles. Se não impedi-los, vamos acabar como os seus escravos.


Q: Obrigado por esta entrevista.

Peter Odintsov

Moscovo, 30 de Maio de 2011
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O verdadeiro Mário Soares e um certo PS, mal conhecido

Agora que todos devemos pensar um pouco na escolha dos que nos devem governar,

vai sendo tempo de ler e meditar sobre quem já nos governou,

GOVERNANDO-SE.


Só espero que quem receba estes escritos e não os deixem morrer na

memória do vosso computador. E mais ainda, que não deixem de os fazer chegar

ao maior número possível de pessoas.

*Mário Soares*

Outra faceta distingue a candidatura de Mário Soares a Belém das anteriores,
surge após a edição de Contos Proibidos - Memórias de um PS desconhecido,

do seu ex-companheiro de partido Rui Mateus.


O livro, que noutra democracia europeia daria escândalo e inquérito judicial veio a público

nos últimos meses do segundo mandato presidencial de Soares e foi ignorado

pelos poderes da República.

 

 

Em síntese, que diz Mateus ?

 

Que, após ganhar as primeiras presidenciais, 1986, Soares fundou com alguns amigos políticos

um grupo empresarial destinado a usar os fundos financeiros remanescentes da campanha.

 

Que a esse grupo competia canalizar apoios monetários antes dirigidos ao PS,

tanto mais que Soares detestava quem lhe sucedeu no partido, Vítor Constâncio (um anti-soarista),

e procurava uma dócil alternativa a essa liderança.


Que um dos objectivos da recolha de dinheiros era para financiar a reeleição de Soares.

Que, não podendo presidir ao grupo por razões óbvias, Soares colocou os amigos como testas-de-ferro,

embora reunisse amiúde com eles para orientar a estratégia das empresas,

tanto em Belém como nas suas residências particulares.

 

Que, no exercício do seu "magistério de influência" (palavras suas noutro contexto),

convocou alguns magnatas internacionais - Rupert Murdoch, Sílvio Berlusconi, Robert Maxwell

e Stanley Ho - para o visitarem na Presidência da República e se associarem ao grupo,

a troco de avultadas quantias que pagariam para facilitação dos seus investimentos em Portugal.

Note-se que o "Presidente de todos os portugueses" não convidou os empresários a investir

na economia nacional, mas apenas no seu grupo, apesar dos contribuintes suportarem despesas de estada.

 

Que moral tem um país para criticar Avelino Ferreira Torres, Isaltino Morais,

Valentim Loureiro ou Fátima Felgueiras se acha normal

uma candidatura presidencial manchada por estas revelações ?

 

E que foi feito dos negócios do Presidente Soares ?

 

Pela relevância do tema, ficará para próximo desenvolvimento.


*Parte 2*

publicado a 10 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 244

A rede de negócios que Soares dirigiu enquanto Presidente foi sedeada na empresa Emaudio,

agrupando um núcleo de próximos seus, dos quais António Almeida Santos eterna ponte

entre política e vida económica, Carlos Melancia seu ex-ministro, e o próprio filho, João.

 

A figura central era Rui Mateus, que detinha 60 mil acções da Fundação de Relações Internacionais

(subtraída por Soares à influência do PS após abandonar a sua liderança),

as quais eram do Presidente mas de que fizera o outro fiel depositário

na sua permanência em Belém, relata Mateus em Contos Proibidos.

 

Soares controlaria assim a Emaudio pelo seu principal testa-de-ferro no grupo empresarial.

Diz Mateus que o Presidente queria investir nos média: daí o convite inicial para Sílvio Berlusconi

(o grande senhor da TV italiana, mas ainda longe de conquistar o governo) visitar Belém.


Acordou-se a sua entrada com 40% numa empresa em que o grupo de Soares reteria o resto,

mas tudo se gorou por divergências no investimento.

Soares tentou então a sorte com Rupert Murdoch, que chegou a Lisboa munido de um memorando interno

sobre a associação a "amigos íntimos e apoiantes do Presidente Soares",

com vista a "garantir o controlo de interesses nos média favoráveis ao Presidente Soares

e, assumimos, apoiar a sua reeleição".


Interpôs-se porém outro magnata, Robert Maxwell, arqui-rival de Murdoch,

que invocou em Belém credenciais socialistas. Soares daria ordem para se fazer o negócio com este.

O empresário inglês passou a enviar à Emaudio 30 mil euros mensais.

Apesar de os projectos tardarem, a equipa de Soares garantira o seu "mensalão".

 

Só há quatro anos foi criminalizado o tráfico de influências em Portugal,

com a adesão à Convenção Penal Europeia contra a Corrupção.

Mas a ética política é um valor permanente, e as suas violações não prescrevem.
Daí a actualidade destes factos, com a recandidatura de Soares.

O então Presidente ficaria aliás nervoso com a entrada em cena das autoridades judiciais,

episódio a merecer análise própria.


 

*Parte 3*

publicado a 17 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 245

A empresa Emaudio, dirigida na sombra pelo Presidente Soares, arrancou pouco após a sua eleição

e, segundo Rui Mateus em Contos Proibidos, contava "com muitas dezenas de milhares de contos

"oferecidos" por (Robert) Maxwell (...)

 consideráveis valores oriundos do "ex-MASP" e uma importante contribuição

de uma empresa próxima de Almeida Santos."


Ao nomear governador de Macau um homem da Emaudio, Carlos Melancia, Soares permite

juntar no território administração pública e negócios privados.

Acena-se a Maxwell a entrega da estação pública de TV local,

com a promessa de fabulosas receitas publicitárias. Mas, face a dificuldades técnicas,

o inglês, tido por Mateus como "um dos grandes vigaristas internacionais", recua. 


O esquema vem a público, e Soares acusa os gestores da Emaudio de lhe causarem perda de popularidade,

anuncia-lhes alterações ao projecto e exige a Mateus as acções de que é depositário

e permitem controlar a empresa.

O testa-de-ferro, fiel soarista, será cilindrado - tal como há semanas sucedeu noutro contexto

a Manuel Alegre.
Mas antes resiste, recusando devolver as acções e esperando a reformulação do negócio.


E, quando uma empresa reclama por não ter contrapartida dos 50 mil contos (250 mil euros) pagos

para obter um contrato na construção do novo aeroporto de Macau,

Mateus propõe o envio do fax a Melancia exigindo a devolução da verba.

O Governador cala-se. Almeida Santos leva a mensagem a Soares, que também se cala.

Então Mateus dá o documento a 'O Independente, daqui nascendo o escândalo do fax de Macau".

 

Em plena visita de Estado a Marrocos, ao saber que o Ministério Público está a revistar a sede da Emaudio,

o Presidente envia de urgência a Lisboa Almeida Santos (membro da sua comitiva)

para minimizar os estragos. Mas o processo é inevitável.

Se Melancia acaba absolvido, Mateus e colegas são condenados como corruptores.

Uma das revelações mais curiosas do seu livro é que o suborno (sob o eufemismo de dádiva pública")

não se destinou de facto a Melancia mas "à Emaudio ou a quem o Presidente da República decidisse".

 

Quem afinal devia ser réu ?


Os factos nem parecem muito difíceis de confirmar, ou desmentir, e no entanto é mais fácil,

mais confortável, ignorá-los, não se confia na justiça ou porque não se acredita

que funcione em tempo útil, ou por que se tem medo que funcione, em vida,

e as dúvidas, os boatos, os rumores, a 'fama  persistem.


E é assim, passo a passo, que lentamente se vai destruindo de vez

a confiança dos portugueses nas instituições.
Por incúria, por medo, por desleixo, até por arrogância, porventura de fantasmas

e até... da própria sombra.


N.A. Como adenda, e perdoem-me o sarcasmo que é preciso por as coisas no seu devido lugar,

talvez conviesse meditar no generoso silêncio dedicado ao conteúdo destes artigos de Vieira,

e ao livro de Mateus, por parte de alguns dos e (ste) ticistas do regime

quando comparado com a, também ela generosa, campanha em curso contra alguns 'antros'

'anônimos de pensamento livre e desalinhado...

 

Ou, será que as coisas já evoluíram tanto, tanto, que agora só existem depois de serem tratadas em blog ?

 

É que a Grande Reportagem tem uma tiragem superior a 100000 exemplares,

nós ainda não...
Entretanto, por essas e por outras, do Brasil até gozam...


Como adenda suplementar convém frisar que o problema não é novo, ou sequer isolado,

antes é estrutural e crónico.

Atente-se na GALP e nas maravilhas que por lá se passa (ra) m.

No mínimo, os factos - 'estranhos - mereceriam uma investigação apurada,

judicial e jornalística, no entanto...

 


*O Polvo, Parte 4*

publicado a 24 de Setembro de 2005, na Grande Reportagem nº 246.

por Joaquim Vieira.



Ao investigar o caso de corrupção na base do "fax de Macau", o Ministério Público

entreviu a dimensão da rede dos negócios então dirigidos pelo Presidente Soares desde Belém.

A investigação foi encabeçada por António Rodrigues Maximiano,

Procurador-geral adjunto da República,

que a dada altura se confrontou com a eventualidade de inquirir o próprio Soares.


Questão demasiado sensível, que Maximiano colocou ao então Procurador-geral da República,

Narciso da Cunha Rodrigues. Dar esse passo era abrir a Caixa de Pandora,

implicando uma investigação ao financiamento dos partidos políticos,

não só do PS mas também do PSD - há quase uma década repartindo os governos entre si.

 

A previsão era catastrófica: operação "mãos limpas" à italiana, colapso do regime,

república dos Juízes.
Cunha Rodrigues, envolvido em conciliábulos com Soares em Belém,

optou pela versão mínima: deixar de fora o Presidente e limitar o caso a apurar se o governador de Macau,

Carlos Melancia, recebera um suborno de 250 mil euros.


Entretanto, já Robert Maxwel abandonara a parceria com o grupo empresarial de Soares,

explicando a decisão em carta ao próprio Presidente.

Mas logo a seguir surge Stanley Ho a querer associar-se ao grupo soarista,

intenção que segundo relata Rui Mateus em Contos Proibidos, o magnata dos casinos de Macau

lhe comunica "após consulta ao Presidente da República, que ele sintomaticamente apelida de boss.


Só que Mateus cai em desgraça, e Ho negociará o seu apoio com o próprio Soares,

durante uma "presidência aberta" que este efectua na Guarda.

Acrescenta Mateus no livro que o grupo de Soares queria ligar-se a Ho e à Interfina

(uma empresa portuguesa arregimentada por Almeida Santos) no gigantesco projecto de assoreamento

e desenvolvimento urbanístico da baía da Praia Grande, em Macau,

lançado ainda por Melancia, e onde estavam previstos lucros de milhões de contos".

Com estas operações, esclarece ainda Mateus, o Presidente fortalecia uma nova instituição:

a Fundação Mário Soares. Inverosímil ?

Nada foi desmentido pelos envolvidos, nem nunca será.

 


*O Polvo, Parte 5, conclusão*

publicado a 1 de Outubro de 2005, na Grande Reportagem nº 247
Por Joaquim Vieira.


As revelações de Rui Mateus sobre os negócios do Presidente Soares, em Contos Proibidos,

tiveram impacto político nulo e nenhuns efeitos.

Em vez de investigar práticas porventura ilícitas de um Chefe de Estado, os jornalistas

preferiram crucificar o autor pela "traição" a Soares

(uma tese académica elaborada por Estrela Serrano, ex-assessora de imprensa em Belém,
revelou as estratégias de sedução do Presidente sobre uma comunicação social

que sempre o tratou com indulgência.)


Da parte dos soaristas, imperou a lei do silêncio: comentar o tema era dar o flanco

a uma fragilidade imprevisível. Quando o livro saiu, a RTP procurou um dos visados

para um frente-a-frente com Mateus - todos recusaram.

A omertá mantém-se: o desejo dos apoiantes de Soares é varrer para debaixo do tapete

esta história (i) moral da III República, e o próprio, se interrogado sobre o assunto,

dirá que não fala sobre minudências, mas sobre os grandes problemas da Nação.


Com a questão esquecida, Soares terminou em glória uma histórica carreira política,

mas o anúncio da sua recandidatura veio acordar velhos fantasmas.

O mandatário, Vasco Vieira de Almeida, foi o autor do acordo entre a Emaudio e Robert Maxwell.

Na cerimónia do Altis, viram-se figuras centrais dos negócios soaristas,

como Almeida Santos ou Ilídio Pinho, que o Presidente fizera aliar a Maxwell.

 

Dos notáveis próximos da candidatura do "pai da pátria", há também homens da administração de Macau

sob a tutela de Soares, como António Vitorino e Jorge Coelho, actuais eminências pardas do PS,

ou Carlos Monjardino, conselheiro para a gestão dos fundos soaristas e

presidente de uma fundação formada com os dinheiros de Stanley Ho.

Outros ex-"macaenses" influentes são o ministro da Justiça Alberto Costa, que,

como director do Gabinete da Justiça do território, interveio para minorar os estragos

entre o soarismo e a Emaudio, ou o presidente da CGD por nomeação de Sócrates,

que o Governador Melancia pôs à frente das obras do aeroporto de Macau.

Será o Polvo apenas uma teoria de conspiração ?


E depois, Macau, sempre Macau...


2005-10-27 - 02:45:00 Joaquim Vieira, despedido

Joaquim Vieira, director da 'Grande Reportagem',

detida pelo grupo Controlinveste, foi despedido.


O jornalista foi igualmente informado de que a revista será fechada.
As razões de tais medidas são desconhecidas.
Recorde-se que Vieira tem vindo a escrever sobre o polémico livro de Rui Mateus,

onde se aludia a ligações do PS de Soares ao caso Emáudio.

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Redução de vencimentos

Fico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública.

Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância.

De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite.

É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas.

É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis.

E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos.

Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina.

Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não da Constituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte.

É por isso que neste momento tenho vontade de recordar Marcello Caetano, não apenas o último Presidente do Conselho do Estado Novo, mas também o prestigiado fundador da escola de Direito Público de Lisboa.

No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos "importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal".

Bem pode assim a Constituição de 1976 proclamar no seu preâmbulo que "o Movimento das Forças Armadas [...) derrubou o regime fascista".

Na perspectiva de alguns constitucionalistas, acabou por consagrar um regime constitucional que permite livremente atentar contra os direitos das pessoas de uma forma que repugnaria até ao último Presidente do Estado Novo.

Diz o povo que "atrás de mim virá quem de mim bom fará". Se no sítio onde estiver, Marcello Caetano pudesse olhar para o estado a que deixaram chegar o regime constitucional que o substituiu, não deixaria de rir a bom rir com a situação.

 Luís Menezes Leitão

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Lusíadas actualizado

I
 
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas.
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que'ainda andarem à solta, só me espanta.

IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

E mais outro: Um poema da "mente", só/mente!

POEMA da 'MENTE'...

Há um Ministro que mente...
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de modo tão pungente
Que a gente acha que ele mente, sincera/mente.
Mas mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão habitual/mente, tão hábil/mente,
Que acha que, história afora, enquanto mente,
Nos vai enganar eterna/mente.

Nota: Não sei quem é o autor... com tal mente

 


 
" O que me preocupa não são os politicos sem ética, sem caráter, corruptos, e sem vergonha.

O que me preocupa é que continuam a votar neles".
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Brincam com coisas sérias...mas a brincar, brincar...

A culpa de não haver PEC 4 é do PSD e do CDS.

A culpa de haver portagens nas Scuts é do PSD que viabilizou o PEC 3.

A culpa do PEC 3 é do PEC 2. Que, por sua vez, tem culpa do PEC 1.

Chegados a este, a culpa é da situação internacional. E da Grécia e da Irlanda. E antes destas culpas todas, a culpa continua a ser dos Governos PSD/CDS.

Aliás, nos últimos 16 anos, a culpa é apenas dos 3 anos de governação não socialista.

A culpa é do Presidente da República. A culpa é da Chanceler. A culpa é de Trichet. A culpa é da Madeira. A culpa é do FMI. A culpa é do euro.

A culpa é dos mercados. Excepto do "mercado" Magalhães. A culpa é do ‘rating'. A culpa é dos especuladores que nos emprestam dinheiro. A culpa até chegou a ser das receitas extraordinárias. À falta de outra culpa, a culpa é de os Orçamentos e PEC serem obrigatórios.

A culpa é da agricultura. A culpa é do nemátodo do pinho. A culpa é dos professores. A culpa é dos pais. A culpa é dos exames. A culpa é dos submarinos. A culpa é do TGV espanhol. A culpa é da conjuntura. A culpa é da estrutura.

A culpa é do computador que entupiu. A culpa é da ‘pen'. A culpa é do funcionário do Powerpoint. A culpa é do Director-Geral. A culpa é da errata, porque nunca há errata na culpa. A culpa é das estatísticas. Umas vezes, a culpa é do INE, outras do Eurostat, outras ainda do FMI. A culpa é de uma qualquer independente universidade. E, agora em versão pós Constâncio, a culpa também já é do Banco de Portugal. A culpa é dos jornalistas que fazem perguntas. A culpa é dos deputados que questionam. A culpa é das Comissões parlamentares que investigam. A culpa é dos que estudam os assuntos.

A culpa é do excesso de pensionistas. A culpa é dos desempregados. A culpa é dos doentes. A culpa é dos contribuintes.

A culpa é dos pobres.

A culpa é das empresas, excepto as ungidas pelo regime. A culpa é da meteorologia. A culpa é do petróleo que sobe. A culpa é do petróleo que desce.

A culpa é da insensibilidade. Dos outros. A culpa é da arrogância. Dos outros. A culpa é da incompreensão. Dos outros. A culpa é da vertigem do poder. Dos outros. A culpa é da demagogia. Dos outros. A culpa é do pessimismo. Dos outros.

A culpa é do passado. A culpa é do futuro. A culpa é da verdade. A culpa é da realidade. A culpa é das notícias. A culpa é da esquerda. A culpa é da direita. A culpa é da rua. A culpa é do complexo de culpa. A culpa é da ética.

Há sempre "novas oportunidades" para as culpas (dos outros). Imagine-se, até que, há tempos, o atraso para assistir a uma ópera, foi culpa do PM de Cabo-Verde.

No fim, a culpa é dos eleitores, que não deram a maioria absoluta ao imaculado. A culpa é da democracia. A culpa é de Portugal. De todos. Só ele (e seus pajens) não têm culpa. Povo ingrato! Basta! Na passada quarta-feira, a culpa... já foi.

António Bagão Félix, Economista

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Investigação ao caso dos submarinos parou de vez

Peritos da Inteli afastaram-se do caso relativo a suspeitas de corrupção, deixando críticas ao procurador-geral da República.
Primeiro, as procuradoras foram afastadas na sequência de um processo disciplinar, depois as informações pedidas às autoridades alemãs nunca mais chegaram. Agora são os peritos da empresa Inteli que decidiram abandonar o processo, deixando críticas implícitas ao procurador-geral da República: "Quando se esperava apoio, verificou-se silêncio", lê-se na carta a que o DN teve acesso. Conclusão: a investigação às suspeitas de corrupção na compra dos dois submarinos, que custaram mil milhões de euros ao erário público, está praticamente parada e sem fim à vista.

In DN

Portugal visto de Espanha. AS VERDADES OCULTAS EM PORTUGAL

LISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el 'club de los ricos' del continente.
    Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados.
    La productividad más baja de la UE , la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE , que reúne a 30 países industriales.
    A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del 'grupo de los pobres' de la UE ), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos.
    En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE..
Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque.
   
'La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCDE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona', afirma la organización..
    En el sector privado, 'los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas', afirma la OCDE.
    'La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los trabajadores de otros países de la UE , inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental', señala el documento.
    Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos. Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los
servicios. Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los miembros de la OCDE , tampoco consigue dar una educación y formación profesional competitivas con el resto de los países industrializados.
    En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria. Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE , en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia.
    Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera de quienes ya tenían más.
    Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones.
    También es el país del bloque en el que los administradores de empresas públicas tienen los sueldos más altos. El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que 'el mercado decide los salarios'. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas (1995-2002) y actual diputado socialistaJoão Cravinho desmintió esta teoría. 'Son los propios administradores quienes fijan sus salarios, cargando las culpas al mercado', dijo.
    En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con accionistas minoritarios privados, 'los ejecutivos fijan sus sueldos astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia', explicó Cravinho. Estos mismos grandes accionistas, 'son a la vez altos ejecutivos, y todo este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los directivos', lamentó el ex ministro.
    La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos años 'está siendo pagada por las clases menos favorecidas', dijo. Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados. El último es el de la crisis del sector automotriz. Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000 dólares. Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares), lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento en la demanda. Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes para actualizarla. Pero la zona norte donde se concentra el sector textil,tiene más autos Ferrari por metro cuadrado que Italia.
    Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según su experiencia con empresarios portugueses, éstos 'están más interesados en la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo'. Para muchos 'es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono celular, que la eficiencia de su gestión', dijo Felipe, aclarando que hay excepciones. Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al desarrollo de un país', opinó.
    La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la población económicamente activa. Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas cabezas, manteniendo situaciones 'obscenas' y 'escandalosas', según el
economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello. 'En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno (conservador) decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin coherencia ideológica, sin visión de futuro', criticó Metello. La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros, aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la falta de honestidad en la declaración de impuestos de los lamados profesionales liberales. Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararons), los arquitectos de ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de 10.864 (13.365 dólares 9.277 (11.410 dólares) y los ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).
Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, 'le roban nueve a la comunidad', pues estos profesionales no dependientes deberían contribuir con 15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros. Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos 'roban
más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo', comentó con sarcasmo.
 Si un país 'permite que un profesional liberal con dos casas y dos automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos, significa que el sistema no tiene ninguna moralidad', sentenció.
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Câmara Municipal de Lisboa é mesmo um caso serio...

Publicado no "Público" da passada sexta por Helena Matos.

Ver para crer*

Alameda das Linhas de Torres, nº 156; 198/200

Avenida da República, 21

Avenida 24 de Julho, nº 171 C

Avenida Afonso Costa, 41, 3.º Piso Ala D

Avenida Almirante Reis, nº 65

Avenida Brasil nº 155 H

Avenida Brasília

Avenida Ceuta Norte - Lote 5 - Loja 1

Avenida Cidade de Luanda Nº 33, Loja - A

Avenida Cidade Lourenço Marques

Avenida Cidade do Porto

Avenida D. Carlos I

Avenida da Liberdade, nº 175

Avenida de Roma, 14 P

Avenida Frei Miguel Contreiras, 52 

Avenida Gomes Pereira, nº 17

Avenida Infante D. Henrique, Lote 1

Avenida João Paulo II, Lote 550

Avenida Rio de Janeiro

Avenida Santos e Castro, Lote 2

Bairro da Ameixoeira Zona 4, Lt. 12 - Lj. B

Bairro da Liberdade, Rua B, Lotes 3 a 6, Piso 1

Bairro do Armador Lote 768 - Loja Dta.

Bairro Marquês de Abrantes

Calçada da Ajuda, nº 236

Calçada da Tapada

Calçada do Cascão, nº 39-41

Calçada do Combro, 58

Calçada do Moinho de Vento, nº 3

Calçada do Poço dos Mouros, nº 2, nº 8

Calçada Marquês de Abrantes, nº 45 - r/c dtº

Campo das Amoreiras

Campo de Santa Clara, nº 60

Campo Grande 13, 15, 25

Casa do Governador - Rua do Espírito Santo

Casalinho da Ajuda - Lote IO 57A - R/c A

Castelo de S. Jorge Convento das Bernardas - Rua da Esperança, n° 146 Costa do Castelo, 75

Escadinhas de S. Miguel, nº 10

Espaço Monsanto - Estrada do Barcal, Monte das Perdizes

Estr. de Telheiras 102, 146

Estr. do Paço do Lumiar 44

Estrada da Pimenteira

Estrada de Benfica, nº 368

Estrada de Chelas nº 101/113/25

Estrada do Alvito

Estrada Paço do Lumiar - Lt. A3 - Lj.

Estrada Poço Chão 15-A, Lisboa

Impasse à Rua Américo de Jesus Fernandes

Largo Calhariz 17

Largo das Pimenteiras, nº 6-A

Largo de Chão do Loureiro

Largo de São Mamede, nº 7

Largo do Chafariz de Dentro, N.º 1

Largo do Ministro, nº 1

Largo dos Jerónimos, nº 3 - r/c

Largo dos Lóis, nº 4 - 1º

Palácio do Beau Séjour, Estrada de Benfica, 368

Paços do Concelho - Praça do Município

Palácio do Contador Mor, Rua Cidade do Lobito

Palácio dos Machadinhos - Rua do Machadinho, nº 20

Palácio Galveias, Campo Pequeno

Palácio Marquês de Tancos, Calçada Marquês de Tancos, 2

Parque Eduardo VII, Lisboa

Cruz das Oliveiras

Poço do Borratém, nº 25 - 2º

Praça das Casas Novas

Praça Dr. Fernando Amado, Lote 565, R/c

Praça General Vicente de Freitas

Praça Mar Humberto Delgado

Quinta Conde dos Arcos / Avenida Dr. Francisco Luís Gomes

R. Alberto de Sousa 31

Rampa do Mercado das Galinheiras

Rua A projectada à Rua de Sousa Lopes, Loja 10 A - Bairro do Rego

Rua Abade Faria, nº 37

Rua Adriano Correia de Oliveira, 4A

Rua Alberto de Oliveira - Palácio dos Coruchéus

Rua Alexandre Herculano, 46

Rua Almada Negreiros

Rua Ângela Pinto

Rua Antão Gonçalves

Rua Antero Figueiredo

Rua António Maria Cardoso, 38

Rua António Patrício nº 26 2º andar

Rua Arco Marquês do Alegrete, nº 6 - 2º C

Rua Augusto Rosa, nº 66 - 1º Dto, nº 68 e nº 70

Rua Azedo Gneco, nº 84 - 2º

Rua Cais do Gás, ao Cais do Sodré

Rua Cardeal Mercier

Rua Cardeal Saraiva, nº 4

Rua Castilho n.º 213

Rua Circular Norte - Bairro da Encarnação

Rua Coelho Rocha 16

Rua Comércio 8,4º-D, Lisboa

Rua Conde de Arnoso, nº 5-A/B

Rua Conselheiro Lopo Vaz, nº 8

Rua Correia Teles, nº 103 A

Rua Costa Malheiro - Lote B12

Rua D. Luís I, nº 10

Rua da Atalaia

Rua da Boavista, nº 9

Rua da Correnteza, N.º 9

Rua da Esperança, nº 49

Rua da Junqueira, 295

Rua da Mouraria, nº 02 - 2º

Rua da Palma, 246

Rua da Prata, nº 59 - 1º

Rua da Rosa, nº 277 - 2º

Rua Damasceno Monteiro, nº 69

Rua das Acácias

Rua das Azáleas

Rua das Farinhas, nº 3 - 2º

Rua das Portas de Santo Antão, nº 141

Rua de Campolide, nº 24-B

Rua de O Século, 79

Rua de S. Bento, 182 - 184

Rua de Xabregas, nº 67 - 1º

Rua do Ouro, nº 49 - 4º

Rua do Rio Tâmega

Rua do Saco, 1

Rua dos Cordoeiros, nº 52 - r/c

Rua dos Fanqueiros, 38 - 1º

Rua dos Lusíadas, nº 13

Rua dos Remédios, nº 53 e 57-A - 2º andar

Rua Engenheiro Maciel Chaves

Rua Engenheiro Vieira Silva

Rua Ernesto Vasconcelos

Rua Estrela

Rua Félix Bermudas

Rua Ferreira de Castro - Lote 387 - C/v

Rua Filipe da Mata, nº 92

Rua Filipe Folque

Rua Gabriel Constante

Rua General Silva Freire, Lote C

Rua Gomes da Silva

Rua Gomes Freire

Rua Gualdim Pais

Rua João Amaral

Rua João de Paiva, nº 11

Rua João Frederico Ludovice

Rua João Silva, nº 2

Rua João Villaret, nº 9

Rua José Duro

Rua Leão de Oliveira

Rua Luciano Cordeiro, nº 16 - r/c Esq

Rua Lúcio Azevedo Lote, 11-r/c, 12-A, 21B

Rua Luís Pastor de Macedo

Rua Manuel Marques, Porta 4 F, 6 H

Rua Maria da Fonte - Mercado Forno do Tijolo, Bloco C

Rua Maria José da Guia, 8

Rua Morais Soares, nº 32/32-A

Rua Natália Correia, nº 10 - 10F

Rua Nova da Piedade, nº 66

Rua Nova do Almada, nº 53 - 1º e 2º

Rua Nunes Claro, nº 8 A

Rua Padre Abel Varzim, 7 D

Rua Pascoal de Melo nº 81

Rua Passos Manuel, nº 20 - r/c

Rua Penha de França

Rua Pinheiro Chagas, 19 A

Rua Portugal Durão

Rua Pr. Joaquim Alves Correia - 24 - C/v. A/B

Rua Prof Lindley Cintra , Lote 49 - Loja

Rua Prof. Francisco Gentil, 25 A

Rua Professor Adelino da Palma Carlos

Rua Professor Lima Bastos nº 71

Rua Professor Vieira Almeida 3-r/c-A, Lisboa

Rua Projectada à Calçada da Quintinha, lotes B1 a B8

Rua Rainha D. Catarina - Lt. 11 - Lj. 5

Rua Raul Carapinha

Rua Rio Cávado

Rua S. Sebastião da Pedreira, nº 158-A

Rua São Pedro de Alcântara 3

Rua Saraiva de Carvalho, nº 8 - 2º

Rua Silva Tavares

Rua Teixeira Pascoais 10, nº 12

Rua Tomás Alcaide, 63 A

Rua Vila Correia, nº 17 A

Rua Virgílio Correia

Rua Wanda Ramos Lote 12 - Loja

Travessa da Galé, 36

Travessa de S. Tomé, nº 5

 

Não, não endoideci. Há simplesmente coisas cujo absurdo só se percebe quando esbarramos nelas. E esta lista de 184 endereços é um desses casos. Nestes 184 prédios novos, velhos, palácios, lojas, andares, casas, pólos, complexos e quintas instalou a autarquia lisboeta centenas de departamentos, divisões, núcleos, unidades, gabinetes, agências, empresas municipais e sociedades. 184 endereços que são certamente mais, pois é dificílimo perceber ao certo quantos são e onde funcionam esses serviços municipais. São também mais porque deixei de fora muitos serviços em que a autarquia participa em associação com outras entidades. Excluí também as escolas e os jardins-de-infância tutelados pela autarquia e os cemitérios, embora no caso de um deles, o cemitério de Carnide, tal opção seja muito questionável: como é sabido, o cemitério de Carnide não serve para cemitério, pois, apesar de ter custado o dobro do previsto, a verba não foi suficiente para avaliar a localização e o resultado lá está nos milhares de cadáveres que não se decompõem e mais milhões anunciados para os exumar.
Mas mesmo que eu tivesse feito um levantamento exaustivo na lista faltaria sempre alguma coisa, pois sucessivos presidentes da autarquia lisboeta acharam que a solução para os problemas da cidade passava sempre e quase só por acrescentar esta lista. Informava o PÚBLICO recentemente: "António Costa muda-se para o Intendente em Março. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa quer ajudar a acabar com a fama desta zona da capital e prepara novo gabinete para dois anos. A sede do município será só para cerimónias".
Confesso que, no início, acreditei que o presidente da autarquia lisboeta se ia instalar no edifício da junta de freguesia da zona ou nos prédios que a EPUL ali se propôs construir e que, como é hábito naquela empresa municipal, se arrastam em obras suspensas, milhões de euros de prejuízo e intrincadíssimos processos judiciais. Mas não, não é nada disso. A autarquia lisboeta alugou um espaço no nº 27 do Largo do Intendente para transferir para aí o gabinete do presidente e de vinte funcionários. Entretanto, fazem-se as obras necessárias. (Será que alguém acredita que uma zona se revitaliza porque lá se instalam 20 funcionários da autarquia mais o respectivo presidente? Quando muito, a polícia pode enxotar para outras zonas alguns elementos que considere mais indesejáveis.) O número 27 do Largo do Intendente vai ser acrescentado em Março a esta lista. E sobretudo ela não parará de aumentar enquanto os presidentes da autarquia não perceberem que não há impostos que consigam sustentar isto nem cidade que resista a esta concepção do poder autárquico.

*PÚBLICO

*Obs. Em alguns casos não consta o nº da porta pela prosaica razão de que também não consta nas informações da CML 

Fora com esta gente voraz e mentirosa!

Fora com esta gente.

Fora com este primeiro-ministro incapaz e pernicioso que se recusa a obter ajuda externa do mesmo passo que vai contraindo empréstimos a juros de 8%.

Fora com este Sócrates pusilânime que combina em segredo com o BCE e a senhora Merkel medidas extraordinárias sobre as costas dos portugueses, enquanto critica o diagnóstico de crise do presidente e diz que está tudo bem.

Fora com o hipócrita que fulmina todas as soluções de sustentabilidade aos gritos de «estão a matar o Estado Social!!!» e todos os dias vai cortando salários, pensões, benefícios de saúde, subsídios de desemprego, e subindo impostos, subindo impostos, subindo impostos.

Fora com os poltrões que chamam - num PEC 4 que na véspera juraram ser desnecessário - «poupança automática das famílias» ao 13.º mês que pretendem confiscar.

Rua com os desgraçados que planeiam estender a taxa de 23% de IVA aos bens essenciais e mascaram a intenção em palavras cobardes e retorcidas.

Fora, abaixo, rua com o pior ministro das Finanças da Europa, esse Santos relapso e contumaz, incapaz de acertar numa previsão, de inscrever com rigor um índice, de ter contas sem buracos.

Fora com o farsante que lança alcavalas sobre rendimentos de 1500 euros, enquanto vai proclamando pela boca de um pobre diabo gastos para amanhã de mais de 12 mil milhões num comboio e outro tanto na 3.ª auto-estrada entre Lisboa e Porto.

Rua com estes comediantes, capazes de rifar no estrangeiro o que negociaram com cenho carregado mas sem pinga de seriedade cá dentro.

Abaixo esta gente manhosa, dissimulada, sem palavra, que classifica de sectário e impróprio qualquer alerta sobre a nossa emergência, e carrega no dia seguinte a canga sobre os Portugueses, subterraneamente, às escondidas, para dar a sua nefasta terapêutica à doença que negou na véspera.

Fora com esta assanhada e vil torpeza que opõe burocracias e autoritarismo aos candidatos ao subsídio de 1000 euros para que descontaram, e fazem escorrer milhões e carros de luxo por sobre os boys nas empresas públicas deficitárias, os boys nos grupos de estudo, os boys nas comissões de análise, os boys nas fundações, os boys nas assessorias, os boys a quem pedem pareceres e consultorias.

Rua com eles, e rua também com a ala dissidente que acha que estas são políticas de direita - estes puros resultados das políticas de esquerda, o keynesianismo de pacotilha, a estatização da economia, a bastidorização das negociatas, a apparatchikização de todos os contratos. 

Fora com esta gente desclassificada, que negoceia em segredo com os seus donos lá fora, se baba depois com os seus elogios, e depois traz os elogios dos donos consigo na miserável sacola para chantagear oposições, instituições, e povo.

Fora com esta gente. Rua! Viva a instabilidade! Toda a instabilidade é melhor que uma estabilidade infestada de vermes.

Rua com eles. Viva a crise política!

José Mendonça da Cruz

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Este é o maior fracasso da democracia portuguesa...

Esta jornalista vai acabar os seus dias no Hospital Magalhães de Lemos, ou com um tiro  fatal.


A Ditadura Democrática Portuguesa elimina os que pensam e promove os Burros. (peço desculpa ao animal, de que tenho muito carinho e admiração)

 

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.

Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.


A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. 

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. 
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
 

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. 

Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. 


Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

 
Clara Ferreira Alves - "Expresso"

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Não há euros grátis

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Estava escrito por muitos economistas. O euro iria gerar desemprego em países como Portugal e abrir o fosso entre o rendimento dos portugueses e dos seus pares europeus do centro da Europa. Aí está o previsto sem dó nem piedade.

O índice de miséria em Portugal, soma da taxa de desemprego e de inflação, atinge neste momento quase os 15%, valores que nos fazem recuar aos anos 80 do século XX quando o país teve de pedir ao Fundo Monetário Internacional para o ajudar porque não tinha reservas em divisas para pagar as importações. A taxa de desemprego em 2010 atingiu 11% da população activa e a taxa de inflação está quase nos 4%.

O que fazer com o estado a que chegou o País? Cada um por si, aqueles que têm formação estão já a tratar da sua vida emigrando quando não encontram emprego no País. Quando Maria João Rodrigues, conselheira da Comissão Europeia e ex-ministra de António Guterres, avisa que o pacto para a Competitividade que a Alemanha colocou em cima da mesa vai forçar os portugueses a emigrar para a Alemanha está apenas a descrever o que de facto já esta a acontecer.

Vivemos já na nova realidade da emigração qualificada ficando por cá quem não quer, não pode ou não consegue sair. A emigração é o melhor dos males que nos podem acontecer. É sinal de que há no mundo quem precise das qualificação que os portugueses têm. O pior dos males está destinado aos que não vão conseguir arranjar outro emprego nem aqui nem fora do País.

Quando se começou a construir o euro foram muitos os avisos de várias partes sobre os riscos de um modelo negociado no universo do possível, que é o da política, e não no mundo do exigido pela realidade. Paul Krugman tem um livro editado ainda no início da sua carreira onde demonstra pela dinâmica da geografia do comércio internacional que Portugal entraria na fase de divergência. E todos os economistas que estudam as designadas zonas monetárias óptimas alertaram para os riscos do modelo minimalista da União Económica e Monetária.

Para Portugal não seguir o destino do empobrecimento, de se transformar no Alentejo e Trás-os-Montes da Europa, precisava de ter seguido uma política de disciplina financeira que, em capitalismo e democracia, era, se não impossível, altamente improvável. Mesmo que os governos que estiveram no País desde 1999 tivessem conseguido resistir a todas as pressões e oferecido ao País excedentes orçamentais visíveis, a euforia privada criaria os problemas. Assim o vimos na exemplar Irlanda e em Espanha - quem se lembra das boas contas orçamentais espanholas?

Trás-os-Montes, Alentejo ou o Mezzogiorno em Itália não conseguem sair de uma crise financeira apostando no crescimento das suas economias com a produção de produtos com mais valor acrescentado. Resolveram os seus problemas com menos pessoas a viverem por lá. Para os portugueses que estão sem emprego o momento é de urgência, não podem esperar que a economia se modernize, têm de procurar trabalho onde há. E se é fora de Portugal é para lá que vão, cada um sem a noção nem o peso de em conjunto condenarem o País a mais e mais empobrecimento. Para cada um que procura emprego é uma sorte a Alemanha querer o Pacto para a Competitividade e salvar o euro.

Vivemos no tempo do embate com a realidade, no tempo das reais e difíceis escolhas colocadas pela União Monetária. Não há euros grátis.

Helena  Garrido

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Esquecimentos e omissões do nosso Cavaco

Escritura de Cavaco omite vivenda em construção há nove meses

Cavaco Silva entregou a casa Mariani e recebeu a Gaivota Azul, cada uma avaliada pelo mesmo valor de 135 mil euros, em 1998.

Por 135.000,00 euros, nem um pequeno Apartamento compráva em Albufeira!

Mas só declarou, na troca, um "terreno”! Depois, o Palacete apareceu lá por Obra e Graça do Espírito Santo…

Mas são 2 lotes de 900,00m2 cada. Esqueceu-se de declarar o Palacete e o outro Lote. Por isso é que ele nunca quis explicar aquela “transacção imobiliária”! Pudera! ahahahahahah

Afinal, o “homem do leme” é igual aos seus amigos do BPN/SLN. Não admira, os amigos “ajudam-se” uns aos outros……

Razão tem o ditado popular: “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”!!!

E se tiver que “nascer 2 vezes”, então……

............................... // ...............................

No dia 9 de julho de 1998, a notária Maria do Carmo Santos deslocou-se ao escritório de Fernando Fantasia, na empresa industrial Sapec, Rua Vítor Cordon, em Lisboa, para registar uma escritura especial. O casal Cavaco Silva (cerimoniosamente identificados com os títulos académicos de "Prof. Dr." e "Dra") entregava a sua casa de férias em Montechoro, Albufeira, e recebia em troca da Constralmada - Sociedade de Construções Lda uma nova moradia no mesmo concelho. Ambas foram avaliadas pelas partes no mesmo valor: 135 mil euros. Este tipo de permutas, entre imóveis do mesmo valor, está isento do pagamento de sisa, o imposto que antecedeu o IMI, e vigorava à época.

Mas a escritura refere, na página 3, que Cavaco Silva recebe um "lote de terreno para construção", omitindo que a vivenda Gaivota Azul, no lote 18 da Urbanização da Coelha, já se encontrava em construção há cerca de nove meses. Segundo o "livro de obras" que faz parte do registo da Câmara Municipal de Albufeira, as obras iniciaram-se em 10 de Outubro do ano anterior à escritura, em 1997. Tal como confirma Fernando Fantasia, presente na escritura, e dono da Opi 92, que detinha 33% do capital da Constralmada, que afirmou, na quinta-feira, 20, à VISÃO que o negócio escriturado incluía a vivenda.

"A casa estava incluída, concerteza. Não há duas escrituras." Fantasia diz que a escritura devia referir "prédio", mas não é isso que ficou no documento que pode ser consultado no cartório notarial de António José Alves Soares, em Lisboa, e que o site da revista Sábado divulgou na quarta-feira à tarde. Ou seja, não houve lugar a qualquer pagamento suplementar, por parte de Cavaco Silva à Constralmada. A vivenda Mariani, mais pequena, e que na altura tinha mais de 20 anos, foi avaliada pelo mesmo preço da Gaivota Azul, com uma área superior (mais cerca de 500 metros quadrados), nova, e localizada em frente ao mar. Fernando Fantasia refere que Montechoro "é a zona cara" de Albufeira e que a Coelha era, na altura, "uma zona deserta", para justificar a avaliação feita.

A Constralmada fechou portas em 2004. Fernando Fantasia não sabe o que aconteceu à contabilidade da empresa. O empresário, amigo de infância e membro da Comissão de Honra da recandidatura presidencial de Cavaco Silva, não se recorda se houve "acerto de contas" entre o proprietário e a construtora.

"Quem é que se lembra disso agora? A única pessoa que podia lembrar-se era o senhor Manuel Afonso [gerente da Constralmada], que já morreu, coitado..."

No momento da escritura, Manuel Afonso não estava presente. A representar a sociedade estavam Martinho Ribeiro da Silva e Manuel Martins Parra. Este último, já não pertencia à Constralmada desde 1996, data em que renunciou ao cargo de gerente. Parra era, de facto, administrador da Opi 92.

Outro interveniente deste processo é o arquiteto Olavo Dias, contratado para projetar a casa de Cavaco Silva nove meses antes de este ser proprietário do lote 18. Olavo Dias é familiar do Presidente da República, por afinidade, e deu andamento ao projeto cujo alvará de construção foi aprovado no dia 22 de setembro de 1997.

A "habitação com piscina" que ocupa "620,70 m2" num terreno de mais de1800, é composta por três pisos, e acabou de ser construída, segundo os registos da Câmara a 6 de agosto de 1999. A única intervenção de Cavaco Silva nas obras deu-se poucos dias antes da conclusão, a 21 de julho de 1999, quando requereu a prorrogação do prazo das obras (cujo prazo caducara em 25 de junho).

A família Cavaco Silva ocupa, então, a moradia, em agosto. A licença de utilização seria passada quatro meses depois, a 3 de dezembro, pelo vereador (atual edil de Albufeira, do PSD) Desidério Silva, desrespeitando, segundo revela hoje a edição do Público, um embargo camarário à obra, decretado em dezembro de 1997, e nunca levantado.

A VISÃO não conseguiu obter nenhum comentário do Presidente da República.

NOTA:

Sempre que o assunto não interessa... Cavaco Silva ou se engasga com bolo rei, ou assobia para o lado, ou olha para o ceu...

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