SOL

POEMA ISABEL

Ascensor do Lavra, que serve a Pena


 

POEMA ISABEL

Na mesma freguesia do Torel
A da Pena, em Lisboa
Viria a nascer uma Isabel
Maria Isabel Anjos
A simpática e fiel
Se deixou de morar em Lisboa
Não foi para uma Babel
Trabalha na capital
A mulher morena Isabel
Pontua num balcão dos Correios
Sempre a exibir a sua simpatia de mel
Tem a sua filha de nome Daniela
Teríamos mais um Daniel
Se tivesse nascido homem
Porém, não está nesse carrossel
Daniela terá a doçura de sua mãe
A simpática Isabel
Isabel não saberá
Com esse nome, todo o ser, será fiel
Ah!... A seu modo, o poeta
Há muito admira a simpatia de Isabel
Como há muito admira
A funcionalidade doucel
A natural proximidade
Dessa grande empresa - Babel
De agentes dos Correios
Como é a Maria Isabel
Signo Leão a fazer valer atenção
Desejo homenagear a funcionalidade sem tropel
Afastando pensar em exclusividade
 Evocando Isabel

Daniel Costa
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CONVITE

CONVITE

Na impossibilidade de estar de estar presente, fico extremamente grato ao CINECLUBE DE MONÇÃO, na pessoa do seu Presidente.
 
 
SELOS NOVOS – PORTUGAL

Visite - Europa: em 09/05/2012, os Correios de Portugal lançaram mais uma série de três selos três blocos (correspondendo a Portugal Continental, Açores a Madeira), com carimbos de Primeiro Dia de Emissão, nas habituais Estações: Lisboa – Restauradores, Porto – Praça do Município, Funchal - Avenida Zarco e Ponta Delgada – Antero de Quental.
                

                                      

                                     
Taxas e tiragens: € 0.68 X 3 – 185.000 - cada
Blocos: € 0.68 X 2 X 3 - 60.000 - cada
Desenhos: Atelier Acácio Santos / Hélder Soares
Impressão: Cartor

SELOS NOVOS DE MACAU

Porto de Pesca do Passado : Os Correios de Macau lançaram em 18/05/2012 uma série de quatros selos e um bloco com um selo
 
Taxas: 1.50, 2.50, 3.50 e 4.00 – Patacas
Bloco: com selo de 10.00 Patacas
Desenhos: Chio Sio Chi
Impressão: Cartor Security Printing, França

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Daniel Costa
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POEMA SONHO MEU

  

Foto saida na revista Plateia de 18 de Março de 1967
A contar da direita, Vitoriano  Rosa (representante do Director), 
Daniel Costa e António Alcaraz, em representação da então Fábrica Gráfica,
Bertrand & Irmãos, no almoço de aniversário da Agência Portuguesa de Revistas

Meu quarto livro

SONHO MEU

Era noite escura como breu
Desencontros
Sonho meu
Foi como duma era de apogeu
Tinham imaginado o Zip Zip
No espaço quem azougado, o encarnava era eu
Todo dia subia a escadaria
Sonho meu
Votei a subir de chinela no pé
Subia ligeiro como para o céu
Agora a escadaria era moderna
O soalho ficava ao léu
Foi assim que lá caiu a chinela
Provas revistas por autor meu
Com a pressa de entregar ao Cabelo
Não sorriam: era o nome chefe de turno do tempo de Zebedeu
Salão de composição, letragem a chumbo quente
Deus do céu
Sonhei com a modernidade do tempo
Só ao chegar a casa dei por estar com o pé ao léu
Sonho estranho, sonho de retrocesso
Naturalmente, inverso, do tempo do Orfeu
Como em todos sonhos acordei e sorri feliz
Sonho meu
Deus assim o quer, que recordasse quis
Um anjo encarregará de secundar
O moderno relacionado este sonho meu

Daniel Costa


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ALFAMA DOS MARINHEIROS

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

ALFAMA DOS MARINHEIROS


 

ALFAMA DOS MARINHEIROS

Tal como o previsto, à tardinha Olavo estava no apartamento de Angra dos Reis.
Mirta esperava-o, não sem ansiedade, muito produzida para o receber, como mulher ainda mais sedutora.
Jantaram com som de música romântica de fundo.
Como sempre, predominavam os seus olhares cúmplices, deixando adivinhar as consequências.
Ainda assim, na melhor harmonia, combinaram que Mirta voltaria para sua casa, em Nova Lima, afim de deixar o apartamento liberto.
Dentro de dois dias chagaria Vera, para passar oito dias de férias com o maridinho, Olavo, em Angra dos Reis.
O apartamento, dois dias, ficaria livre de cheiro de mulher.
Aquela, não o devia sentir!
Chegado o dia combinado, Vera chegou à Cidade Maravilhosa, onde era esperada pelo excelso marido.
Ali apanharam novo voo, para Angra dos Reis.
Chegaram era noite, seguiu-se o jantar, onde houve lugar à suprema intimidade do casal.
No dia seguinte, Olavo, mostrava à esposa o que, localmente, já conhecia, ficando esta maravilhada, à vista da sua paisagem natural.
Por lá passaram o dia, na idílica praia do Anil, com vista, da baía de Angra.
Nos quiosques do calçadão, que segue toda a sua extensão, encontram modo de se alimentarem.
Ao voltarem, Olavo sempre atento, a qualquer comunicação, entre os vários Mail’s, tinha um vindo de São Paulo.
Era de Bernardo, que deixara o seu contacto telefónico.
Tinha projectado com Vera passarem, de novo, o dia seguinte na Praia do Anil.
Mas logo entrou em contacto com Bernardo, que disse sentir-se traído, ficando agendada, para daí a dois dias, uma reunião durante um jantar no Restaurante “Alfama dos Marinheiros”.
O cliente era português, da cidade piscatória de Peniche, a cerca de noventa quilómetros a norte de Lisboa.
Sendo o restaurante tipicamente português, onde nem faltava Show de fados, seria o lugar ideal para o encontro.
Em seguida, Olavo, pesquisou um bom hotel para ele e a esposa pernoitarem.
A opção recaiu no Paulista Center Hotel, na Rua da Consolação, onde pelo celular marcou aposento para um casal
Vera, que nada queria intervir na agenda profissional do marido, aceitou de bom grado acompanhá-lo.
Assunto arrumado, no outro dia voltaram à paradísiaca Praia do Anil.
No dia combinado, voaram para São Paulo, para o encontro profissional agendado.
O “Alfama dos Marinheiros”, situado na Rua Pamplona, tem um interessante cardápio, com destaque, para o um prato de bacalhau, tido na casa, como o melhor do mundo.
Degustado como outros, com os sentidos no Show de fados, onde pode ser ouviada essa bela voz de fadista, de Conceição Freitas.
Foi naquele ambiente, tipicamente português, que Olavo, tomando apontamentos, escutou Bernardo:
- Após o casamento, este fora trabalhar para São Paulo.
Depois de consolidada a sua posição, a esposa, Rosália ia morar com ele, na maior cidade do Hemisfério Sul.
Como familiares lhe comunicaram, ela dera em traí-lo, com um Armador.
Olavo recolhera os dados possíveis, inclusive o nome do Armador apontado.
Antes de terminada a sessão, o inspector ficou de ir a Peniche, daí a oito dias e apurar toda a trama.
Após o que entraria, de novo em contacto, com Bernardo para nova reunião em São Paulo, onde contava ter apurado as conclusões a transmitir-lhe.

Daniel Costa

 
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80 ANIVERSÁRIO DO JORNAL DIÁRIO DA ALENTEJO

80 ANIVERSÁRIO DO JORNAL
DIÁRIO DO ALENTEJO

Para comemorar a data, em título, haverá no Centro Cultural e Desportivo do Hospital José Joaquim Fernandes em Beja, uma Mostra de Filatelia.
                         
O Núcleo de Coleccionismo procederá à emissão de um selo personalizado alusivo a este aniversário, de que terá o seu 1º dia de circulação no dia do aniversário, dia 1 de Junho, em Ilustração de Sousa Monteiro.
                       
Para aposição do selo, será também editado Catálogo gratuito.
Também um sobrescrito comemorativo, assim como um postal ilustrado para realização de postal máximo.
                                          
Selo personalizado: € 1.50
FDC: € 2.00
P.M.: € 2.00
Um Posto Correio temporário, funcionará junto, em 1 de Junho das 14h30 às 17h30.
O horário da Exposição, será o seguinte:
Dias 29, 30 e 31 de Maio: das 20h00 às 23h00
Dia 1 de Julho: 14h30 às 18h00
Eventuais pedidos: j.geadasousa@hotmail.com

SELOS NOVOS – PORTUGAL

Etiquetas EIFA, emissão base para máquinas AMIEL e CROUZET: em 28/03/2012, os Correios de Portugal lançaram mais duas séries de cinco e quatro selos, respectivamente,com carimbos de Primeiro Dia de Emissão, nas Estações: Lisboa – Restauradores, Porto – Praça do Município.
                     

                        
                       
Taxas: € 0.32; € 0.53 ; € 0.57; € 0.68 e € 0.80
Desenhos: António Magalhães
Impressão: Lito Formas e Printer

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Daniel Costa
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POEMA PATRÍCIA PINNA



PATRICIA PINNA

O gosto de evocar mulheres me domina
A minha já vasta poesia denota a faceta
É assim que pensei abordar Patrícia Pinna
Imaginar e escrever um poema nominal
Entrevistar, um gosto que também me anima
A diferença apenas estará nas questões
Porém a abordagem me fascina
Há bons e maus entrevistados
O que não acontece em poesia, menos com Patrícia Pinna
Para dedicar um poema necessito
Sentir o gosto da estima
Senti na mulher Patrícia
Uma flor que desabrochada se ilumina
Uma interessante mulher, uma bonita mãe
Mulher cuja simpatia é como de diamantes mina
Sua atraente sensualidade, não é casualidade
Terá quem bem a estima e amima
Como convém no seio de um par de bem
Patrícia poetisa, escreve fluentemente em rima
Seus comentários são reluzentes
O mesmo quer dizer, estar acima
Sua prosa fluente também fascina
Dela se poderá dizer como de um natural de Lisboa
Carioca de gema, ali nasceu e viveu menina
Por perto do Rio de Janeiro ficou
Na cidade de Itaborai menos sibilina
A mulher que não usa, nem adere a preconceitos
Atraente e determinada, música moderna brasileira a determina
Como do signo touro que é, na cor vermelha faz fé
Em casa a poesia domina
Jamais irei esquecer as qualidades da flor que enfeita o canteiro
As de Patrícia Pinna!...

Daniel Costa

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POESIA AO RITMO DO OPTISMO

POESIA AO RITMO DO OPTIMISMO

                      

O BLOGGE TERMINOU EM 11/04/2OI2, COM A ENTREGA DA OBRA, IMPRESSA, AO AUTOR. DEPOIS DE SER ENTREGUE À FAMÍLIA EM ESTADO TERMINAL, APÓS UM GRANDE AVC, COM OPERAÇÃO AO CEREBELO.
QUATRO MESES EM SEMI - COMA, EM CASA,. VERDADEIRAMENTE, SÓ TRÊS MESES NÃO ESCREVI AS MINHAS CRÓNICAS PARA A REVISTA "CRÓNICA FILATÉLICA" DE MADRID.
DEU-SE O MILAGRE DO GOSTO DE VIVER E DE MODO ALGUM SOBRENATURAL.
EIS O MEU QUARTO LIVRO!...
OUTROS, JÁ A EDITAR OU ESCRITOS, SE SEGUIRÃO.
Os meus livros, estão em livrarias por todo a país, mas podem ser~-me pedidos:
Telfs - 217163750 ou 938482628

Danie Costa

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POEMA A PALAVRA SAUDADE


A PALAVRA SAUDADE
Nasceu com a portugalidade
A sétima palavra de mais difícil tradução
A palavra saudade
Sucedeu-lhe a nostalgia, sentida no País irmão
Logo na gesta dos descobrimentos, uma verdade
Que com a Língua, para a Brasil , foi com a emigração
A palavra saudade
Do rectângulo Atlântico, a palavra se estende à Galiza então!
Se para lá do rio Minho se estende de verdade
Que até ao tratado de Tui, apenas era da Espanha ilusão?
A palavra saudade
Das mornas de Cabo Verde, outra versão
No cantar de Cesária Évora, eterna verdade, sodade
Em Portugal no fado está a máxima expressão
A palavra saudade
No samba, na bossa nova, no Brasil no violão
Pelos cinco continentes, está a grande verdade
Diáspora de fraternidade e solidão
Expressam a palavra saudade
Amor e nostalgia em comunhão
Como escreveu, descrevendo a saudade
O genial artista, de Lisboa, João Villaret
Em tornée no Rio De Janeiro, criou com vivacidade
No Brasil cantou o grande Francisco José
A palavra saudade
Vestida de “Recado a Lisboa” e olé
Em Lisboa para toda sociedade com seriedade
Recriou, declamou, imortalizou o autor com fé
“Recado a Lisboa”, ode à saudade
Acto de mundial de fidelidade que é

Daniel Costa

 
Nasceu com a portugalidade
A sétima palavra de mais difícil tradução
A palavra saudade
Sucedeu-lhe a nostalgia, sentida no País irmão
Logo na gesta dos descobrimentos, uma verdade
Que com a Língua, para a Brasil , foi com a emigração
A palavra saudade
Do rectângulo Atlântico, a palavra se estende à Galiza então!
Se para lá do rio Minho se estende de verdade
Que até ao tratado de Tui, apenas era da Espanha ilusão?
A palavra saudade
Das mornas de Cabo Verde, outra versão
No cantar de Cesária Évora, eterna verdade, sodade
Em Portugal no fado está a máxima expressão
A palavra saudade
No samba, na bossa nova, no Brasil no violão
Pelos cinco continentes, está a grande verdade
Diáspora de fraternidade e solidão
Expressam a palavra saudade
Amor e nostalgia em comunhão
Como escreveu, descrevendo a saudade
O genial artista, de Lisboa, João Villaret
Em tornée no Rio De Janeiro, criou com vivacidade
No Brasil cantou o grande Francisco José
A palavra saudade
Vestida de “Recado a Lisboa” e olé
Em Lisboa para toda sociedade com seriedade
Recriou, declamou, imortalizou o autor com fé
“Recado a Lisboa”, ode à saudade
Acto de mundial de fidelidade que é

Daniel Costa

 
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POEMA DOGMAS E MILAGRES



                              

DOGMAS E MILAGRES

Dogmas servem para escamotear verdades
Milagres senhores deuses
Servem para encobrir realidades
Foram imaginados e pensados
Por mentes incapazes, mas audazes
Senão reparemos: em séculos de sevícias
De muitos que se prestam a ser sequazes
Para a dita santa madre igreja apoiar a gestão
Desse estratagema funesto
Conhecido por inquisição
De que resultou seres, só porque foram inteligentes
Queimados em fogueiras de atroz combustão
Dogmas e milagres
O poeta interroga-se, procura verdade e então?
Qualquer ser, minimamente inteligente, deve questionar-se
Procurando verdades, até à exaustão
Dogmas e milagres
Senhores deuses, dos homens criação
Homens desonestos sem solidariedade
Desonestidade para com o ser irmão
Religiões a gosto, de feição
Homens a mandar propagandear
A mandar cobrar imposto como de fossem donos da uma nação
Inventam mandar criar milagres
Assalariados próprios, para serem alienados de representação
Quando terminam dá-se a “milagrosa” cura
Coube-me o ensejo de ver um aparatoso vilão
Havia sido recomendada um visita aquele “dr.”
Que medicina nada sabia, exibia a cruz de Cristo, o safado – no salão
Se algo de medicina entendesse, intuiria que se tratava de epilepsia
Quem sofria da patologia é do negativismo a máxima expressão
Dogmas são apenas normas para lorpas
Milagres apenas por nossa força de vontade acontecerão
Jamais por dogma ou decretos,
Não vamos ter em conta deuses em vão

Daniel Costa


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VALHA-NOS SANTA CATARINA

         
        

VALHA-NOS SANTA CATARINA

Olavo isolado, naquele moderno hotel em Florionopolis, cidade capital da Província brasileira de Santa Catarina, meditou no modo de apresentar o que tinha observado.
Confirmaria as suas certezas, com questões que poria ao mesmo elemento do pessoal menor.
Mais uma gratificação e comprava o sabiá!...
A seguir, refugiou-se no Notebook:
- Enviou o sacramental, E-Mail à sua adorada Vera.
Dai a três dias, passariam uma semana juntos, em Angra dos Reis.
Depois pelo celular, contactou Mirta, a confirmar, que ela no dia seguinte, se ausentaria do apartamento de Angra dos Reis.
Instruiu-a para se preparar a jantarem juntos, ainda nesse dia.
Por fim, contactou, Carina para almoçarem, onde ela receberia as suas conclusões.
Em grande ritmo, muito próprio de Olavo, dirigiu-se ao edifício do Parlamento.
Fez as perguntas, que já levava engatilhadas e obteve o comprovativo do que já apurara na véspera.
Porque já tinha voo marcado, numa actividade de loucura, em breve esperava Carina à entrada do restaurante do hotel.
Carina fez o seu aparecimento de sedução, com um olhar meigamente provocante.
Iam ingerindo o almoço:
- O Inspector, dera por terminado, assim o seu trabalho, nenhuma mulher traíra Carina!
Então?
Perguntou esta!...
Ao que Olavo, respondeu secamente:
- Trata-se da formação de um casal de homens gays.
Adilson, deu em entender-se sexualmente, com o seu assessor, Renato e perdeu o interesse pela esposa, ela!
Tinha desvendado o caso que a cliente lhe apresentara.
Carina, mais o tentava, mas íntegro nas suas combinações e convicções, deu por cumpridas as suas obrigações na capital de Santa Catarina.
Cumprira conscientemente o contrado dever!

Daniel Costa

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LAGOA DO PERI


LAGOA DO PERI
Olavo, depois de se arranjar e tomar o pequeno-almoço.
Pesquisou no Notebook, pontos turísticos, nos arredores de Florianopolis.
Optara pela Lagoa do Peri.
Leu um pouco, o seu hobbi preferido, depois consultou o relógio.
Era a hora tida como certa, para dar início à investigação ao deputado.
Eis que, sem esperar, recebeu um telefonema de Carina, a informar que o seu Adilson, acabara da sair para a sessão parlamentar.
O inspector agradeceu e depressa se pôs em campo, mais alerta.
Apanhou um táxi e chegou a tempo de ver Adilson entrar no parlamento.
Sentou-se num bar, em frente, com o seu refresco.
Ali pode verificar, a sessão da manhã, ter sido breve.
Rapidamente, Adilson saia, acompanhado de outro homem.
Reparando bem nos trejeitos de ambos, o duo pareceu-lhe suspeito, caminhavam em jeito de casal de gays!
Discretamente, seguiu-os até um certo restaurante, onde foram almoçar.
Esperou que se sentassem numa mesa, decerto habitual, visto não esperarem indicações.
Olavo, em presença do empregado, escolheu uma mesa, contigua para os poder observar bem.
Estes, pelos portes indiciavam um comportamento incomum.
Logo ali o Inspector pensou nova estratégia!
Voltou, discretamente, a segui-los de volta ao parlamento.
Sabendo que seria mais profícuo, abordar um elemento do pessoal menor, assim o fez.
Muniu de uma quantia mais, para gratificação e abordou um desses elementos.
Depressa soube que Adilson constituíra o seu assessor, Marco em seu amante.
Ficou também a saber o espaço-tempo que duraria a sessão da tarde.Na posse destes dados, para gozar mais o que lhe pareceu bela paisagem, tomou um ônibus para a Lagoa do Peri.
Esta é a maior lagoa de água doce da costa catarinense, com cerca de 5 km2 de extensão.
A área em volta, tem uma mata e trilhas belíssimas, que levam a cachoeiras e antigos engenhos coloniais.
Em 1981, o Parque da Lagoa do Peri, sob jurisdição da Fundação Municipal do Meio Ambiente, foi preservada como Património Natural, por Decreto Municipal.
Foi isto que Olavo, observando, ficou a saber.
Depois voltou a estar de atalaiaà porta do Parlamento, com atenção às saídas.
Acabou por sair Adilson com o seu parceiro, o inevitável Marco.
Meteram-se no potente carro daquele e arrancaram.
Para saber o destino, o Inspector tomou um táxi e segui-os.
Até que sumiram num bloco de apartamentos.
Duas horas depois ainda não tinham saído.
Olavo, já podia dar por concluída a investigação encomendada.
Só não o fazia, por profissionalismo.
No dia seguinte, tencionava aclarar certos pormenores.
Voltou, ao Mercure Florianopolis Convention.
Encontrou Carina, a espera-lo no espaço da recepção, mas se tinha marcado com ela, o dia seguinte para lhe transmitir conclusões!...
Porem ela ia convidá-lo para jantar, o que foi aceite.
Já tinha previsto o restaurante, muito acolhedor, com atendimento simpático, muito ao gosto de Olavo.
Carina, não para de atrair o Inspector, provocantemente.
 Este, não encontrou outro remédio, que não fosse convidá-la a subir.
Uma vez na intimidade, Carina já não provocava… se entregava!...

Daniel Costa
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POEMA REDES

POEMA REDES




POEMA REDES

Certo dia, numa conversa informal
Tive a dita, a primazia
De trocar impressões com Severa Cabral
Daí nasceu grande sonho: um certo dia!
Parecia-me deveras real!
Sonho de ilusão e fantasia?
Na sombra, presa a dois pinheiros de um pinhal
Uma rede me embalava, o chilrear dos pássaros ouvia
De repente, o sonho pareceu-me divinal
O pensamento voou, porque aconteceria?
Parava numa praia, onde se avistava um coqueiral
Pareceu junto à cidade de João Pessoa, seria?
Onde mora Severa Cabral
Sem deixar de embalar-me na rede, o coração
Sentia uma bonita índia, da época medieval
Depois pareceu que entoava uma oração
A índia se apresentava fraternal
Ora de traje de variegadas cores, ora do verde da sua Nação
Que visão divinal, uma índia transformada em Severa Cabral
Que sonho de movimento e emoção!
Se o torpor do sonho fosse tornado real?
Seria o baloiçar da rede, a preconizar a realização?
Ao acordar, não teria sonhado alto, prevalecia o bom astral
Estaria petrificado de comoção
Seria mesmo a médium sideral?
A contemplar-me com o sonho, de razão ou de alienação?
Era por certo, um sonho emocional
Onde esteve a nordestina escritora,
A versátil, a mulher interessante, Severa Cabral

Daniel Costa
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POEMA LENDA DE OLHÃO



LENDA DE OLHÃO

Em tempos que lá vão
Em que os moiros dominaram
Governaram também a nação
Da Ibéria, onde se situa Portugal
Dele faz parte a cidade de Olhão
Do Algarve reconquistado
Dali viria a interessante revelação
Nas apressadas fugas
Segundo lendas várias em Olhão
Ficaram encantadas donzelas
Mitos de paixão
Uma das lendas, de que falo
Tem bela, sem senão
O seu encantamento perdura
Em Olhão da Restauração
O velho moiro, que adorava Alá
Ao jovem apaixonado prometeu boa relação
Se este conseguisse desviar o riacho para a sua quinta
Seria uma inacessível, mas ocasião!
Porém, o jovem muito apaixonado conseguiu
O velho e sabido moiro a escutar sem fazer serão
A certa altura, nem Alá lhe valeu
A água jorrava em profusão
O mancebo de novo acompanhado de alaúde
À sua amada, em serenata, entoava a sua canção
Ao ouvido do experiente velho chegara o trinar
Pelo timbre de voz lhe pareceu ser do mancebão
Ora o canalha venceu a imponderável condição!...
Antes matá-lo que da minha amada filha lhe dar a mão
Passarei a desfrutar de água
Ficarei com a filha, no castelo, na mansão
Por Alá, assim aconteceu!
Na quinta de Marim, em Olhão
A donzela para sempre, ficou alma penada
Expulsos os moiros, do rincão
Em certas noites de tempestade
Ao bater doze baladas, perto de Olhão
Toda vestida de branco aparece a bonita donzela
De mão dada ao eleito seu noivo, segundo a tradição
Em serenata, em balada, por especial deferência de Alá
Segundo uma das lendas da cidade de Olhão

Daniel Costa

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POEMA MISCIGENAÇÃO II




MISCIGENAÇÃO - II

Regressei de avião
Desci do nordeste
Miscigenação
Passei em Brasília
Capital Federal do País irmão
Fundou-a Juscelino Kubitchek de Oliveira
Que assumira a Presidência da República de antemão
Sobrenome bem português
Discursou alto, lá no planalto
Que o mundo ficou a conhecer de vez
Paráfrazeando:
O novo mundo brasilês!
Dali passei à São Vicente, com a sua praia reluzente
Onde em mil e quinhentos, aportou o genial belmontez *
Pedro Alvares Cabral de mais valias vidente
Ali se rezou a primeira missa, presidida por outro português
Terá tido em mente a mistura de etnias
Miscigenação evidente
Praia a atrair a metrópole de São Paulo
Fundou-a o jesuíta
Talvez seguidor de Saulo
Padre Manuel da Nóbrega
Do mundo, de hoje, uma das maiores cidades
Ali se entende gente de todas essas etnias,
De todas as idades
Viajei pelo sul sem correrias
Acabei na maravilha das cidades
Na cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro
Onde se refugiou a Corte Portuguesa
Treze anos, um aneiro
Resultou maior emigração
Portugal voltou a receber o príncipe rei
El-Rei Dom João
A governar no Brasil ficou seu filho Dom Pedro
Governar o que se preconizava grande Nação
Foi Dom Pedro o Imperador Primeiro
O grito de Ipiranga, a acção
Portugal e Brasil legaram ao mundo
Um exemplo: miscigenação

Daniel Costa

• Pedro Álvares Cabral era de Belmonte,
• Concelho do Distrito de Castelo Branco
 
 

PEDIDOS: filatelia44@hotmail.com -  preço – 13.70 € - 192 Pág

UM LIVRO DE POEMAS É UM BOM PRESENTE




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