SOL

A RAPARIGA DO PAIS DE ABRIL.

Publicação: 25 Agosto 09 11:29

Habito o sol dentro de ti

descubro a terra aprendo o mar

rio acima rio abaixo vou remando

por esse Tejo aberto no teu corpo.

E sou metade camponês metade marinheiro

apascento meus sonhos iço as velas

sobre o teu corpo que de certo modo

é um país marítimo com árvores no meio.

Tu és meu vinho. Tu és meu pão.

Guitarra e fruta. Melodia.

A mesma melodia destas noites

enlouquecidas pela brisa no País de Abril.

E eu procurava-te nas pontes da tristeza

cantava adivinhando-te cantava

quando o País de Abril se vestia de ti

e eu perguntava atónito quem eras.

Por ti cheguei ao longe aqui tão perto

e vi um chão puro: algarves de ternura.

Quando vieste tudo ficou certo

e achei achando-te o País de Abril.

Manuel Alegre

 

Arquivado em:

Comentários

# Fokun said on Agosto 26, 2009 9:47:

As ulheres cada vez mais de Abril,

Ffazem de tudo,

Vão à guerra, trabalham na construção cívil, no duro, Foram estas "as portas que Abril abriu"?!

Os homens cada vez mais chulos, ou prostitutos até!

Fokun A.

Para comentar necessita de estar registado