SOL

PORTUGAL: 10 milhões de analfabetos menos um:Vasco Pulido Valente

Publicação: 25 Outubro 09 11:37

 

 

 Uma farsa.

“O problema com o furor que provocaram os comentários de Saramago sobre a Bíblia (mais precisamente sobre o Antigo Testamento) é que não devia ter existido furor algum. Saramago não disse mais do que se dizia nas folhas anticlericais do século XIX ou nas tabernas republicanas no tempo de Afonso Costa. São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto, zangado com os padres por razões de política e de inveja. Já não vêm a propósito. Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. Mas, se há desculpa para Saramago, não há desculpa para o país, que se resolveu escandalizar inutilmente com meia dúzia de patetices.

 

Claro que Saramago ganhou o Prémio Nobel, como vários "camaradas" que não valiam nada, e vendeu milhões de livros, como muita gente acéfala e feliz que não sabia, ou sabe, distinguir a mão esquerda da mão direita. E claro que o saloiice portuguesa delirou com a façanha. Só que daí não se segue que seja obrigatório levar a criatura a sério. Não assiste a Saramago a mais remota autoridade para dar a sua opinião sobre a Bíblia ou sobre qualquer outro assunto, excepto sobre os produtos que ele fabrica, à maneira latino-americana, de acordo com a tradição epigonal indígena. Depois do que fez no PREC, Saramago está mesmo entre as pessoas que nenhum indivíduo inteligente em princípio ouve.

 

O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender. O Estado autoriza Saramago a contribuir para o dislate nacional, mas não encomendou a ninguém? principalmente a dignatários da Igreja como o bispo do Porto - a tarefa de honrar o dislate com a sua preocupação e a sua crítica. Nem por caridade cristã. D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre o tarde, certos dotes de nascença e de educação. O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem - suponho - não se esperava melhor. É a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória.”

Vasco Pulido Valente

Resposta:

“A marca de água de uma certa aristocracia falida é o ódio cego que têm aos não aristocratas que “ousam” viver bem, ódio potenciado por uma inveja doentia pelo dinheiro destes, inveja que visivelmente os mortifica. Então quando o aristocrata falido alimentou esperanças de fama intelectual, quiçá literária e se confronta com um “filho e neto de camponeses sem terra” que chega ao cume da fama enquanto escritor e vive mais do que desafogadamente dessa escrita, isso é um verdadeiro purgatório.

 

É assim a relação de Vasco Pulido Valente com José Saramago.

 

 O infeliz Pulido Valente não é a única vítima. Por qualquer razão, Saramago traz ao cimo, nalgumas pessoas, exactamente o pior que têm para mostrar.

 

 Não estou de acordo com muito do que recentemente tem sido dito por Saramago, aliás, pelos visto, ele também não... mas quando se vê alguém com a cultura, os cursos e a prosápia de um Vasco Pulido Valente, atacar o escritor de “Levantados do chão”, “Memorial do convento”... e “Caim”, como se pode ler neste texto asqueroso, com “argumentos” mais ou menos miseráveis, mas principalmente, por falta de adequados “dotes de nascença e de educação”, temos um vislumbre da miséria intelectual em que pode cair um pobre, reaccionário e taralhouco aristocrata, cuja última bóia de salvação, à qual tenta agarrar-se patética e desesperadamente... é o “berço” e uma remota formação académica.

 

 Vocês imaginam a quantidade de seres humanos rigorosamente analfabetos com que me cruzei ao longo da vida, todos pessoas infinitamente mais interessantes, profundas e verdadeiramente úteis para a Humanidade, do que este pobre Vasco Pulido Valente?”

Samuel in "O Cantigueiro"

- Parabéns ao Samuel por este excelente comentário ao artigo publicado no Publico por este senhor que é verdadeiramente uma nulidade.

Chamar analfabetos aos portugueses, mostrar o seu ódio às classes trabalhadoras deste País é uma atitude neste caso bem demonstrativa da personalidade deste tipo de pessoas. Reaccionário e obviamente retrógrado.

Um conselho a este senhor. Enfie as pantufas refugie-se na sua ignorância e faça um favor aos Portugueses não diga mais disparates. Nós, as criaturas, os trolhas, os semi-analfabetos, os saloios e aqueles que temos só a escolariedade obrigatória, agradecemos.

A inveja por vezes leva-nos a cegueira. Sabia? Em conclusão digo: O Senhor é um miserável  analfabeto intelectual.

Navegante55

Arquivado em:

Comentários

# BanGon said on Novembro 1, 2009 22:47:

É natural que o vento de frescura de Saramago tenha feito levantar poeira suja. Não se pode evitar em qualquer acção de limpeza.

Ou, se quiser, para essa figurinha que escreve no Público a frase eterna: os cães ladram quando a caravana passa.

Para comentar necessita de estar registado