José Mourinho é grande mas não tanto como Ricardo Araújo Pereira a comer pudins. Dito isto, valeria a pena interromper uma entrevista, qualquer entrevista, neste caso a Santana Lopes, para ver o senhor chegar ao Aeroporto da Portela? É que ele não veio a fazer o pino nem com intenções de revelar o terceiro segredo de Fátima...Ficam as imagens... [YouTube:khL7j5-rMHU] [YouTube:3SFwLNA8Ceo]
Já que circula por aí um exercício voyerista de estantes pessoais (não é tanto "mostra-me que estante tens" mas "mostra-me o que lês e dir-te-ei quem és"!) resolvi trazer alguns exemplos bem originais destes "altares" dos livros que nos acompanham pela vida...Algumas eu cobiço...Ficam algumas ideias...

Estante em estilo musical: só não garanto que o instrumento toque...

Estante 100% literária: as adaptações das grandes obras do Readers' Digest são boas para a construção destas estantes...assassinam os originais mas as encadernações são apresentáveis, com capa dura e títulos a dourado. 
A estante "Caverna" de Sakura Adachi, para uma leitura aconchegante. Decerto uma estante ergonómica... 
Da mesma criadora, Sakura Adachi, a estante amiga dos animais...:)
E ainda: As palhetas da Designer Bookshelves Estante invisível 1 Estante invisível 2 (pilhas de livros a levitar...) O escadote estante (encanta pela originalidade rústica, e dá para livros de várias alturas!) A estante brincalhona e até desportiva "Broken Shelves" As estantes invisíveis estão na moda. Exactamente â medida... Dormindo sobre o assunto...
Aqui ficam as sugestões...
 Não é possível apresentar a página
"De momento, a página que procura não está disponível"...blá,blá,blá... É como bater com o nariz na porta! Quantas vezes tentamos aceder a um site e levamos com esta fórmula indesejada, muitas vezes insistente e irritante. E se a realidade dos livros se confundisse com a da internet e o temível erro 404 fosse encontrado ao folhear uma das suas obras preferidas... 

Enciclopédias esventradas. Velhos livros ilustrados de ciência, medicina, história, banda desenhada…fatiados, retalhados, dobrados…todos eles dissecados cirurgicamente. De barriga aberta, como se o cirurgião tivesse sido interrompido a meio da intervenção…numa criação que atrai o olhar e provoca a mente.
Brian Dettmer, nascido em 1974, é um escultor contemporâneo norte-americano. Talha livros em sucessivas camadas sobrepostas, preservando palavras-chave e imagens seleccionadas, como que escavando e desenterrando significados ocultos do interior do livro.
Assim recria a relação entre a forma e o conteúdo, entre o livro e a sua mensagem. Sem sombra de dúvida, ousado e original.

Mais imagens da arte de Dettmer aqui.
Depois da interpretação comovida e comovente de Mariza, deixo-vos agora com outra grande cantora, ainda em português mas do Brasil: Elis Regina canta Atrás da porta. [YouTube:35FPZR24djg]
“Quando olhaste bem nos olhos meus E o teu olhar era de adeus Juro que não acreditei, eu te estranhei Me debrucei sobre teu corpo e duvidei E me arrastei e te arranhei E me agarrei nos teus cabelos Nos teus pelos, teu pijama Nos teus pés ao pé da cama Sem carinho, sem coberta No tapete atrás da porta Reclamei baixinho Dei pra maldizer o nosso lar Pra sujar teu nome, te humilhar E me vingar a qualquer preço Te adorando pelo avesso Pra mostrar que ainda sou tua.”
 “Laura Campbell, directora da Biblioteca Digital Nacional Norte Americana, anunciou recentemente que os blogues vão ser arquivados na biblioteca nacional digital. Farão parte da American Memory - Library of Congress e são considerados um importante recurso para o conhecimento da História. Como nem tudo poderá ser arquivado, a Biblioteca do Congresso escolherá blogues tanto individuais como de bibliotecas, de determinadas áreas consideradas pertinentes para as gerações futuras.” Fontes: http://vivabibliotecaviva.blogspot.com/ http://college.lisnews.org/article.pl?sid=07/06/12/1112230&from=rss Esperemos que os critérios de selecção sejam sérios e imparciais, porque considero a ideia muito boa. Pode ser um passo importante na democratização e diversificação do conhecimento. E por cá, quando se fará algo semelhante?
Escrevi este poema no Verão de 1995, em plena época de desgostos de amor, cuja dor aguda a distância temporal desdenha e atenua. Ficam apenas algumas memórias cor de sépia, e o terno sorriso de ter vivido e gerado lembranças. Arquivo Dentro de um livro com uma história ainda por escrever guardei as pétalas de uma rosa vermelha que um dia Alguém me ofereceu. As pétalas envelheceram, perderam a cor. O livro, virgem, ficou em branco. E Alguém perdeu-se na distância de uma memória arrumada na prateleira... entre outros livros... entre outras flores mortas... na poeira... Ana T.
Na altura não sonhava ainda que viria a ser bibliotecária e passar os meus dias entre livros... ah, e a poeira não se acumula assim tanto porque eu limpo o pó... Credo, aos trinta...e picos, já pareço muito saudosista! Só pareço.

«Uma universidade no interior da Venezuela implementou um projeto inusitado para levar livros e incentivar a leitura em vilarejos remotos do interior: criou bibliotecas itinerantes em mulas, ou “bibliomulas”.» in BBCBrasil, publicado em 4 Agosto 2007
Nós por cá, dentro do género, só temos as bibliotecas itinerantes da Fundação Gulbenkian, que transformam umas carrinha brancas num espaço de encontro entre livros e leitores. A instituição responsável pelo Projecto é a Universidade do Vale do Momboy. Esta iniciativa atende as comunidades remotas na região do Vale do Momboy, no leste da Venezuela. Actualmente, pelo menos duas mulas vão pelas montanhas com porta-livros amarrados ao corpo, disponibilizando títulos diversos. A sua chegada aos vilarejos faz as alegrias das crianças que ali vivem. O projecto está a ter tal sucesso que parece que já está a ser pensado, pela mesma instituição, a deambulação de “cybermulas”, transportando computadores. Os nossos blogues vão estar disponíveis em lugares remotos via-mula! “Nós queremos instalar modems sem fio embaixo das bananeiras, para que os moradores dos vilarejos possam usar a internet”, disse Robert Ramirez, coordenador da Rede de Escolas Rurais Empreendedoras da universidade” Estas ideias talvez sejam utópicas mas as imagens estranhamente bucólicas a que dão origem são deliciosas. Os aldeões a consultarem a internet à sombra da bananeira enquanto a mula pasta... Mais sobre este tema aqui.

Desprende-se da pedra e do tempo, ganha carne, calor e movimento. Mantém-se as formas redondas da fertilidade transbordante, de entranhas líquidas e quentes. O calor escondido nos contornos a preto e branco, a vida contida no momento congelado pela objectiva, as sombras a acariciarem as linhas rotundas e cheias. Mais sobre a Vénus de Willendorf, aqui.
Gabriel Fernández Ledesma (1900-1983) foi um dos mais profícuos artistas da arte moderna mexicana. Além de pintor, dedicou-se à fotografia, à litografia e ao teatro de marionetas. Aqui ficam algumas das suas telas. Lembra-me Paula Rego pelas feições grosseiras das suas figuras, pela cor, pelo traço.
 
Já está mais do que debatida a sinistralidade automóvel causada pela extrema inconsciência de conduzir embriagado. Já fomos bombardeados com diversas campanhas de sensibilização: “se conduzir, não beba”, chame um táxi. Pois uma companhia de táxi sul-africana, a Toot-N-Scoot criou uma campanha impossível de passar despercebida. Aliando consciencialização, marketing e humor, recrutaram algumas pessoas severamente destituídas de atractivos físicos para circular em lugares estratégicos como bares, restaurantes, discotecas, envergando t-shirts com a frase “ quando eu começar a parecer-te apetitoso, é hora de ligar”... Ficam as fotos...


A Cordaid e a uma ONG alemã que canaliza esforços para ajudar pessoas vulneráveis por doença, extrema pobreza, discriminação e violência doméstica criaram um projecto no âmbito da campanha People in Need. Neste mostram-se fotografias de pessoas realmente necessitadas a segurar objectos que nós julgamos necessários.
Enquanto pagamos € 24 por uns óculos de sol, uma pessoa precisa apenas de € 8 para ter acesso a água. Enquanto compramos uma loção de barbear por € 35, uma pessoa num país de Terceiro Mundo precisa apenas de € 6,50 para o essencial de um novo lar. Enquanto gastamos € 4,50 numa cerveja fresquinha a suavizar os calores do Verão, alguém precisaria de apenas € 1,50 para garantir 50 litros de água fresca. Enquanto compramos uma mala cobiçada por € 32 (quando até temos umas quantas esquecidas no armário), alguém, algures, precisa apenas de € 4 para garantir a comida de uma semana.

Uma campanha brilhante. Sobre a futilidade e o materialismo que abundam... Sobre o pouco que é preciso para garantir a saúde e sobrevivência de muitos...

[YouTube:MFPGa0pKyTg] O maior concurso de anúncios publicitários, Cannes Lions 2007, na sua 54ª edição, decorreu em Cannes, entre 17 e 23 de Junho, com 25660 trabalhos a disputar os ambicionados Leões. Portugal participou com 315 campanhas.
O festival de Cannes, criado em 1953 por iniciativa de um grupo de empresas concessionárias de espaço publicitário nos cinemas, divide-se em nove secções, em função do meio de comunicação que está em análise: Direct (marketing directo), Promo (promoções e relações públicas), Media (planeamento e escolha de meios de comunicação), Radio (rádio), Outdoor (publicidade exterior), Press (imprensa), Cyber (internet), Film (televisão e cinema) e Titanium (campanhas integradas).
O anúncio da Dove que mostra o processo de transformação de uma mulher numa modelo de beleza transcendente recebeu o segundo Grande Prémio no Festival Internacional de Publicidade. Excelente, o vídeo prova como a percepção dos nossos modelos de beleza está distorcida. As possibilidades de manipulação de imagens reais por computador são fascinantes mas também podem ser perigosas. Porque hoje, mais do que nunca, as imagens mentem tanto como as palavras... e melhor, porque as mentiras surgem como evidências. Como duvidar (ou melhor, acreditar) do que vêmos com os nossos próprios olhos?
“Debate em torno da exposição do corpo Sensualidade na publicidade gera nova polémica em Itália A exploração do corpo feminino em publicidade e nos mais variados programas de televisão transformou-se em debate nacional em Itália, onde críticos vêem no fenómeno um sinal de derrota das conquistas feministas. (...) No centro da polémica, está a campanha publicitária da rede de telemóveis TIM, com cartazes e outdoors, espalhados por todos os cantos do país, com a imagem de uma famosa ex-apresentadora de televisão com apenas um biquíni vermelho. Um representante da TIM, que não se quis identificar, disse à BBC que o nível de erotismo na publicidade e na televisão italiana reflecte a cultura do país. De acordo com ele, quem inventa as campanhas são os publicitários. «Eles fazem pesquisas de mercado e detectam o que pode melhorar as vendas. Se o retorno é positivo, quer dizer que a maioria dos italianos está satisfeita».” In http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=46690 A nudez total, parcial ou apenas sugerida é amplamente usada na publicidade. Especialmente o corpo feminino. É assim em Itália como noutros países Se assim é, é porque vende. Deixo-vos com uma campanha publicitária de uma marca de chocolates: dois corpos femininos nús em analogia com o chocolate branco e o chocolate preto. Sem racismo, com criatividade e arte. Essas imagens são de uma campanha feita por uma agência brasileira, a DPZ. Parece que o poder de sedução do chocolate é idêntico ao de uma mulher... 

Fabulosa e tocante, uma grande embaixadora da música portuguesa no mundo. Somos nós a gente da sua terra. [YouTube:TeOhPR_0x8E] Mariza - Ó Gente Da Minha Terra
É meu e vosso este fado Destino que nos amarra Por mais que seja negado Às cordas de uma guitarra
Sempre que se ouve o gemido De uma guitarra a cantar Fica-se logo perdido Com vontade de chorar
Ó gente da minha terra Agora é que eu percebi Esta tristeza que trago Foi de vós que recebi
E pareceria ternura Se eu me deixasse embalar Era maior a amargura Menos triste o meu cantar
Ó gente da minha terra Agora é que eu percebi Esta tristeza que trago Foi de vós que recebi
(Solo instrumental)
Ó gente da minha terra Agora é que eu percebi Esta tristeza que trago Foi de vós que recebi
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