SOL

Destaco aqui, com as vénias devidas, o que escreve Carlos Júlio no A Cinco Tons:

    “Paulo Rangel, candidato a líder do PSD, esteve há dias em Beja em campanha e tentou uma espécie de “golpada” mediática para fazer mais “fru-fru”. Rodeado de parte significativa da Comunicação Social regional preparava-se para dar uma conferência de imprensa à porta do Aeroporto de Beja, alegando não lhe ter sido permitido entrar nas instalações. Só que era mentira: nunca tinha sido feito qualquer pedido à EDAB nesse sentido. Sabendo do caso, Mourato Grilo, da administração da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, falou com os jornalistas e foi claro: “ninguém do PSD tinha contacto a empresa. Como é que podiam dizer que não tinham permitido a entrada no aeroporto ao nóvel candidato?”

     

    Começam cedo as trapalhadas deste candidato a líder da agremiação laranja, que em Beja é apoiado pelo ex-Governador Civil e empresário, João Paulo Ramôa, que também colaborou nesta encenação.”

1 - A história da bebé de 22 meses, que teria morrido após atropelamento num olival perto de Beja, parece que, afinal, está mal contada. De acordo com algumas informações, a criança não terá morrido de atropelamento.

2 - “A PSP retirou hoje do parque de campismo de Beja 25 famílias de duas nacionalidades estrangeiras por suposta violação de regras de funcionamento daquele espaço. (…) A operação começou ao final da tarde de ontem com a identificação de perto de 125 pessoas e terminou hoje com a sua retirada do parque de campismo e posterior saída de Beja das 25 famílias” (link).

3 - Num estabelecimento de ensino secundário de Beja, uma professora teria chegado atrasada a uma aula. Os alunos esperavam pacientemente. Quando entrou na sala de aula, a professora foi interpelada por uma aluna (com comportamentos correctos anteriores) dirigindo-lhe a acusação de que uma professora não pode chegar atrasada, o que provocou diversas trocas de “galhardetes” entre aluna e professora. A discussão terminou quando a aluna confrontou a professora deste modo:
- “OLHE, PROFESSORA, VÁ PRÓ C*R*LHO!”

 

(ler aqui)

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Estive a actualizar este blog, pois já não vinha aqui há meses.

As actualizações são, tão só, a transcrição de alguns post que vou publicando no meu blog Praça da República em Beja.

Não me habituei ainda a esta plataforma do Sol e nem sei que feedback é que isto tem. Mas como não gosto de deixar casas abandonadas....

 Sempre que possível, voltarei aqui.

Até logo.

Leio esta notícia, escrita assim tipo coluna social, e detenho-me no último parágrafo:

"Entende a Câmara e a Assembleia Municipal de Beja que este processo de transferência de competências não pode deixar de ser encarado com as maiores reservas quer quanto aos seus conteúdos, quer quanto aos seus objectivos."

Há dias ouvi o presidente da Junta de Freguesia de Beringel usar a expressão "democracia a mais", já não sei a propósito do quê, e fiquei a pensar no que a mesma poderia significar.
Chego à conclusão que deve ser o que se passa ali para os lados da Praça da República, pois não estou recordado de ter votado "as maiores reservas e etc..." e nem tão pouco o Presidente da Assembleia deu público conhecimento do que pensa sobre o assunto.
Será isto a tal "democracia a mais"?

(Já agora, cuidado com as concordâncias entre sintagmas)

Recordam-se da primeira obra anunciada aos microfones da rádio pelo actual executivo da CMB?
Lembram? Aquela que ia remodelar o Largo dos Duques?
Diversas vezes questionei o executivo e a resposta tem sido sempre a mesma: "estamos a reformular o projecto".
Sabe-se agora, via Correio da Manhã, que esta reformulação se deve a que o anterior projecto mereceu "a crítica dos comerciantes locais*".
Apetece dizer que só alguns comerciantes têm voz, pois as críticas da maior parte deles nunca tiveram eco na CMB!
Assim se vê, a força d...

(*leia-se Cooperativa Proletário Alentejano, de gestão simpática à CMB)

Para ler também comentários na Praça da República

 assunto foi já abordado pelo Kicker. E mereceu um comentário meu na notícia RVP.
Resume-se em breves palavras: a Câmara Municipal de Beja emitiu uma nota de imprensa que induziu em erro os jornalistas desprevenidos, que não se deram ao trabalho de "explorar" o assunto e se limitaram a um copy-paste.
Desatentos estarão também os munícipes, que vão acreditar que a Câmara Municipal de Beja já discutiu no seu seio os projectos a apresentar no âmbito do QREN. E crentes continuarão aqueles que persistem em engolir tudo o que lhes é vendido pela máquina de propaganda da CMB.
Fica aí a nota de imprensa, com o alerta: nenhum dos projectos nela apresentados se refere ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

"Projectos do QREN serão entregues em 2008

O Executivo da Câmara Municipal de Beja reuniu recentemente com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo para debater questões relacionadas com o Quadro de Referência Estratégico Nacional – QREN.
Neste encontro, os eleitos municipais tomaram conhecimento de que o processo que permite a apresentação de candidaturas ao QREN só ficará concluído no final do ano, apontando-se a entrega dos primeiros projectos para o início de 2008.
A este propósito refira-se que a Câmara Municipal de Beja tem concluído, ou em adiantado estado de desenvolvimento, um conjunto significativo de projectos que pretende candidatar aos fundos comunitários. Na sua grande maioria são intervenções com impacto municipal embora, algumas das futuras candidaturas, apresentem um impacto supra municipal ou regional.
Entre as acções candidatáveis por parte do Município de Beja encontram-se a remodelação da Estrada Municipal Beja – Vidigueira, Centro de Biotecnologia, Laboratório de Arqueologia, Centro de Artes e Biblioteca, Quinta Pedagógica, 2ª fase do Parque Urbano ou a Intervenção Integrada no Bairro da Esperança. "

O Presidente da Câmara Municipal de Beja afinal não propôs uma Universidade do Alentejo (leia-se U. de Évora).
Segundo comunicado da autarquia "As afirmações do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Beja, colhidas à entrada de um encontro que debateu a educação no Alentejo, mais não são que um apelo ao debate entre as instituições directamente relacionadas com o ensino superior público na região, sendo certo que o Município de Beja não tomará nenhuma posição unilateral relativa a tão importante temática." (sublinhado meu)

Sabendo-se da incapacidade de Francisco Santos em criar consensos, da sua resistência a qualquer alteração às linhas traçadas superiormente pelo PCP, aliadas a uma dramática inabilidade para olhar o estado da cidade, pergunta-se: o que quis na verdade dizer o Presidente da Câmara Municipal de Beja e para que é que serviu este falhado acto de contrição?

Aí está mais uma investida do PCP naquilo que (ainda) de bom há em Beja. Incapaz de dominar as estruturas do Politécnico, ausente das administrações das diferentes escolas superiores, o PCP, pela voz de Francisco Santos ( Presidente da Câmara de Beja e principal motor do BAAL21) encontrou uma solução para esta contrariedade: acabar com o ensino politécnico em Beja, mercê de uma mágica integração na Universidade de Évora.
Se Francisco Santos não fosse um ausente de longa duração, saberia o árduo trabalho que vários bejenses (resistentes e que daqui nunca saíram) tiveram em pôr de pé o IPB, primeiro com uma Escola Superior Agrária que deu cartas no País, depois com a instalação das diferentes Escolas Superiores e com a edificação de um campus que faz inveja a muitas universidades. Propor (de novo) a integração do IPB na Universidade de Évora é não ter a noção de como funciona o Ensino Superior. Mas mostra a vontade que há em acabar com uma rara mais valia desta cidade.
Espera-se que a Direcção do IPB saiba reagir a esta rasteira e não faça como da primeira vez em que o mesmo Francisco Santos lançou esta (má) ideia.

Segundo noticia a Radio Pax, o executivo camarário bejense reuniu ontem com os responsáveis por uma federação de sindicatos dos têxteis, que terão vindo manifestar a sua preocupação pela previsível invasão de mão de obra chinesa, na região e no país, a partir da acarinhada plataforma logística a criar junto ao aeroporto de Beja.
Após a reunião, o Presidente da edilidade terá dito que "o protocolo assinado entre a Câmara Municipal de Beja e a Associação da Industria e Comércio dos Chineses em Portugal não faz referência à fixação na cidade de mão-de-obra barata" pelo que "as notícias vindas a público sobre esta matéria não têm qualquer fundamento".
Esta já é a segunda vez que Francisco Santos joga para cima dos noticiários (e calculo que dos blogues, que diz ler) a responsabilidade de uma afirmação feita precisamente por um dos signatários ( Y Ping Chow ) desse protocolo, que justificou a importação de mão-de-obra chinesa para o pólo empresarial a criar em Beja com as «dificuldades na contratação de operários têxteis portugueses».
Por isso, seria bom que a autarquia não viesse imputar a outros as responsabilidades que são exclusivamente suas.
É que nós ainda vamos tendo capacidade para nos iludir, mas não será seguramente esse o estado de espírito dos empresários chineses.

"O presidente do município de Beja admitiu, esta quinta-feira, denunciar o protocolo assinado com empresários chineses, depois de informações de que o pólo empresarial a criar na cidade conta com a importação de mão-de-obra chinesa.
«Não iremos admitir que uma empresa se instale em Beja só com mão-de-obra importada», disse Francisco Santos, em declarações à agência Lusa."

A ser verdade, a questão da plataforma logística junto ao aeroporto toma uma nova dimensão.
É que Francisco Santos esquece-se dos outros parceiros de protocolo, que podem continuar a negociar com o empresário chinês.
E depois há aqui uma contradição: é ou não verdade que em Beja se têm vindo a instalar cada vez mais estabelecimentos chineses (com mão de obra dedicada) sem que se tenha ouvido uma posição por parte do Presidente da Câmara?
Mais: quando o protocolo foi negociado, o Presidente da Câmara desconhecia esta intenção?
Distraído? Inocente?
Aguardemos.

ler mais no Praça da República

Após a assinatura de um protocolo na Câmara Municipal de Beja, a nossa cidade pode transformar-se "num polo de desenvolvimento, cujos efeitos directos e induzidos ajudarão à emergência na região de um quadro económico estruturante que possibilite a diversificação empresarial e potencie sinergias com o tecido produtivo instalado".
Para tal, cabe à CMB o "desenvolvimento da componente politico-institucional e empreender os esforços necessários para o estabelecimento de relações de parceria institucional com autoridades administrativas da República Popular da China e de outros países do Extremo Oriente".

Baseado neste clausulado, e perante a perspectiva da chegada de muitos cidadãos chineses, o Presidente da Câmara de Beja avança, sem temores, com a ideia: "Beja pode transformar-se numa espécie de Silicon Valley".

Este post fica para memória futura. E sem mais comentários da minha parte!

Vale a pena ler este pedaço da propaganda da autarquia bejense.
Lê-se e pergunta-se: afinal o que é que, de concreto, já existe, que mereça ser destacado?
Vejamos:
1 - "A Câmara Municipal de Beja aprovou a redacção de um protocolo a estabelecer (...) o qual visa «incrementar as relações institucionais, económicas e sociais entre a região de Beja e regiões da República Popular da China e de outros países do Extremo Oriente».
Protocolo idêntico pode ser assinado por centenas de países noutros cantos geográficos, que o resultado é o mesmo: nada!

2 - "que o protocolo constituirá uma mais valia na consolidação e desenvolvimento da base económica da zona de Beja".
Traduzido em bom português: numa mão as boas intenções, na outra... nada!

3 - "O estreitar de relações entre Beja e a República Popular da China surge no momento em que aquele país regista elevados níveis de crescimento económico".
Perceberam? O que está aqui escrito é que na Câmara Municipal de Beja há quem leia o Diário Económico ou as páginas de economia de qualquer jornal nacional. Será que nalguma região da China se lê o Boletim Municipal da autarquia bejense? Não me parece.

4 - "O Protocolo de Cooperação regula ainda o processo de parceria" - a bold e com destaque. É caso para dizer: ena, ena! Regular um processo de parceria obriga quem a fazer o quê?

Convém ir ao fundo das questões e não deixar que a propaganda passe sem comentários.
Vamos então aguardar os desenvolvimentos desta parceria sino-bejense e esperar que os negócios não se fiquem pelas palavras bem intencionadas de uma autarquia que, sabe-se, é hábil em propaganda mas parca em acções.

Acabo de ouvir, na Rádio Pax, um comunicado em que a Câmara Municipal de Beja dá lições (àquela estação) de deontologia e relembra os códigos de conduta dos órgãos de comunicação social.
Quando não se consegue controlar editorialmente um órgão de comunicação, fazem-se acusações e tenta-se passar a imagem de virgindade no assunto. Ora, como todos sabemos, a Câmara de Beja domina alguns órgãos de comunicação (não vale a pena mencionar, pois sabemos quais são) onde se faz propaganda das actividades das autarquias da CDU e onde não se lê uma linha que possa incomodar os senhores da Praça da República.
Quando aparece uma notícia em que as cores do clube sejam postas em causa (muito principalmente se for cor de rosa a provocação) ai Jesus que eu sou virgem e estes gajos são todos uns malandros.
Desta vez foi por causa dos cartazes colocados pela Câmara de Cuba. Amanhã será por outra coisa qualquer.
Bem fez a Radio Pax em dar voz a quem se sente discriminado.
Mal está uma Câmara que, com tantas assessorias de imprensa, faz um comunicado à boa maneira controleira.

Não vai ser notícia nas rádios nem nos jornais. O tema é muito sensível e a hipocrisia abunda por aí.
O facto: os festejos de um casamento cigano ocupam todo o terreno do parque de estacionamento em frente à piscina coberta. Nenhum mal viria ao mundo se não estivéssemos na presença de mais uma atitude que deixa os bejenses perplexos. Porque razão se autorizou a utilização daquele espaço, ao lado da mais nova unidade hoteleira da cidade e num local onde pais vão deixar os filhos para aulas de natação?

Escreve-me um leitor da Praça: "Ora, para além do amontoado de gente que lá está e que tem provocado dificuldades de circulação na zona com as pessoas que passam na estrada a terem de o fazer de forma lenta, outra situação ainda mais grave foi a dos establecimentos comerciais, como a sede do Despertar, que se viu obrigada a encerrar devido à balburdia que lá se formou com os ciganos a entrarem, consumirem, sujarem e não pagarem. Fechado o Despertar vieram os ciganos para a zona universitária, para as casas de restauração da zona, importunando os frequentadores, maioritariamente universitários, que logo desertaram."

Desrespeitadora das regras mínimas de civismo, agravado agora com o excessivo consumo de álcool, a comunidade cigana tem em Beja uma permissividade que não se alarga quer ao cidadão comum quer a outras comunidades.
Quem autorizou aquilo deve pensar que é assim que se faz a inclusão social dos ciganos, não percebendo que esta é mais uma forma de potenciar a rejeição social por parte dos bejenses. Os inteligentes técnicos de gestão social não percebem isto?

 

O vereador Francisco Caixinha (Câmara Municipal de Beja)  propôs ontem a realização de "reuniões periódicas, à porta fechada, pois em sua opinião há questões internas do município que não devem sair para a opinião pública."

O senhor vereador vai-me desculpar a pergunta, mas não resisto: Não é já o que se passa? Há ou não há decisões tomadas no segredo de gabinetes (nem todos no edifício da Câmara) que apanham de surpresa os próprios vereadores da oposição?
Sem esforço é capaz de concordar comigo, não é senhor vereador? Sleep

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